Reforço do piso para fluxo de empilhadeira

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Reforço do piso para fluxo de empilhadeira
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ARTIGO SIMPLES

PAIXÃO, Emerson Morais [1]

PAIXÃO, Emerson Morais. Reforço do piso para fluxo de empilhadeira. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 11, Vol. 01, pp. 42-47 Novembro de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

O desafio de toda empresa é manter o controle de suas operações baseadas na análise do PDCA para que a melhoria contínua contribua para os negócios da empresa. Em uma empresa do Distrito Industrial de Manaus onde um dos setores fabrica peças em alumínio, se utiliza empilhadeira para alimentação de máquinas, transporte de peças e descartes de materiais, o tráfego contínuo desse equipamento causa o desnivelamento do piso, tornando a logística do setor um fator de risco de acidente e um dos indicadores com maior custo no planejamento orçamentário.

A reforma do piso era realizada a cada seis meses e os estudos seriam para elevar a vida útil e reforçar a resistência do piso contra fissuras. A solução encontrada na concretagem armada com fibras será apresentada neste trabalho, explanando as etapas de execução desde o início com o nivelamento e compactação do solo até a entrega da obra, e também os resultados obtidos com a implantação da medida.

Palavras-chave: PDCA, Desnivelamento, Logística, Resistência e Concretagem.

INTRODUÇÃO

O crescimento econômico no Brasil nos anos 90 e a evolução do intercâmbio intelectual em outros países originaram uma grande revolução tecnológica e um grande impulso na execução dos pisos das indústrias nacionais. Por conta da evolução do mercado que se expandiu, gerou a necessidade de atendimento de uma exigência maior dos consumidores, forçando assim, a execução de projetos específicos dentro da engenharia civil para solucionar a demanda das obras no atendimento das necessidades operacionais, das solicitações de execução e manutenção dos pisos ocasionados pelos desgastes de agentes químicos e mecânicos (RODRIGUES et al, 2016).

Os pisos indústrias de concreto são os componentes de uma estrutura, que tem a responsabilidade da resistência e distribuição sobre o subleito dos esforços verticais provenientes dos carregamentos. São sobre os pisos industriais que se executam as atividades do fluxo de cargas e equipamentos (CARVALHO, Marcos Dutra de, 2009).

O objetivo deste trabalho é discorrer sobre as análises realizadas e a solução encontrada no concreto armado com fibras para o reforço do piso de uma empresa metalúrgica com fluxo contínuo de empilhadeira, e apresentar também as etapas de execução.

Na empresa a cima mencionada todo valor de investimento a cima de R$ 15.000,00 reais passava por avaliação para aprovação, e a cada seis meses era destinado uma verba específica que ultrapassava esse valor para reforma do piso de um setor que sofria fissuras e rachaduras por receber cargas contínuas de empilhadeiras, a aprovação era imediata por se tratar da necessidade de manter o fluxo do tráfego seguro para os colaboradores e garantir o perfeito andamento dos processos para atendimento do plano de produção. Mas, toda às vezes era questionado sobre a indispensabilidade de se fazer estudos de novas tecnologias no mercado da construção civil para que a vida útil do piso fosse maior e tivesse mais resistência, após algumas pesquisas a melhor solução encontrada foi a concretagem armada com fibras, os resultados obtidos na empresa serão apresentados no transcorrer do desenvolvimento deste trabalho.

DESENVOLVIMENTO

Durante o período financeiro estável do Brasil os investimentos eram menos burocráticos para aprovação nas empresas por conta da alta do mercado, porém com a queda financeira gradativa e a perda cada vez maior dos lucros foi se fazendo necessário aumentar os critérios para liberação de verba na indústria de forma que todo dinheiro investido tivesse garantia dos resultados esperados (RODRIGUES et al, 2016).

Para o reforço do piso de concreto localizado em uma empresa do Distrito Industrial de Manaus/AM, foi adicionado ao concreto a fibra metálica, onde este tinha comprimento que variava entre 30mm e 60mm e, seu diâmetro, entre 0,50mm e 1,05mm.

A primeira etapa executada foi à retirada do piso desnivelado, onde houve a quebra total do piso e a retirada dos entulhos, conforme ilustra a figura 2 abaixo.

Fonte: Falcão Bauer

Figura 2 Quebra de piso.

A segunda etapa se deu com a regularização do terreno que é realizada antes da camada de sub-base, de modo a garantir o nivelamento da superfície e remover todo solo residual.

A terceira etapa foi a compactação do solo por impacto para se obter maior resistência.

É importante ressaltar que a escolha do equipamento que irá ser utilizado no campo depende principalmente do tipo de material que se deseja compactar.

O processo de compactação pode ser executado de três maneiras:

  • Por compressão, que é realizado por compressores de rodas metálicas com elevado peso e pequena superfície de contato (TAMAKI, 2011).
  • Por amassamento, que é realizado por rolos pneumáticos com rodas oscilantes e dos rolos pé de carneiro (TAMAKI, 2011).
  • Impacto, que é realizado por equipamento do tipo sapo mecânico e bate-estacas. Conforme mostra a figura 3 abaixo (TAMAKI, 2011).
Fonte: Autor

Figura 3 – Compactação do solo.

A quarta etapa se deu com o lançamento do concreto armado com fibras, porém para reforçar a resistência do piso foi colocado armadura. Vale ressaltar, que a concretagem com a utilização da fibra metálica, segundo Chodounksy e Viecili (2007), tem a grande vantagem no controle de fissuração imposta pela protensão das forças aplicadas sobre o piso, diminuindo o custo de manutenção dos pisos industriais e tendo um grande reflexo positivo no ganho da produtividade nas operações de logística. (CHODOUNSKY; VIECILI, 2007)

O planejamento de reforma do piso era previsto a cada seis meses e para confirmar o conceito de Chodounksy e Viecili, após um ano da aplicação do concreto com fibras não se fez necessário uma nova reforma do piso conforme ilustra as figuras 4 e 5 abaixo.

fonte: Autor

Figura 4 Corredor principal do setor. fonte: Autor

fonte: Autor

Figura 5 Corredor lateral do setor.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A preocupação em manter as operações na mais perfeita execução conforme o planejamento de uma empresa do Distrito Industrial, onde o piso de um setor de fabricação de peças em alumínio sofria constantemente fissuras, abrasão e desgaste por ter em seu processo a utilização contínua de empilhadeiras para alimentação de máquinas, movimentação de peças e descarte de materiais, fazia com que fosse incluso em seu orçamento anual a reforma do piso a cada seis meses, fato que elevava o custo do planejamento desse setor.

A partir da percepção de que esse item era o que mais elevava o custo desse setor, os estudos para solucionar essa situação identificaram grandes vantagens na utilização de fibra sintética na concretagem.

A decisão de adicionar fibra sintética ao concreto para a reforço do piso desse setor elevou a sua vida útil, onde depois de um ano não se fez necessário à reforma que antes era realizada a cada seis meses, trouxe também benefícios diretos ao cliente, como: redução do custo global, segurança e satisfação dos operadores, auxílio ao combate e redução das fissuras e desníveis, redução dos tempos inoperantes por máquinas paradas e maior produtividade para o setor e empresa.

REFERÊNCIAS

Rodrigues, P. P. F. ET AL. (2016). Manual Gerdau de pisos insustriais.

Carvalho, Marcos Dutra de. (2009). Pisos industriais de concreto. SãoPaulo:ABCP.

Tamaki, Luciana. Reforço de Fibras. Revista Téchne PINI 170ª Ed.; . São Paulo, 2011. Disponível em: Acesso em 20/09/2018.

Chodounsky, M. A., viecili, F. A. Pisos industriais de concreto: aspectos teóricos e construtivos.São Paulo: Reggenza, 2007.

[1] Engenheiro Civil. Centro Universitário do Norte UNINORTE.

Enviado: Outubro,2018

Aprovado: Novembro, 2018

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