Estágio supervisionado – alfabetização

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RELATÓRIO DE ESTÁGIO 

OLIVEIRA, Rosane Machado de [1]

OLIVEIRA,Rosane Machado de. Estágio supervisionado – alfabetização. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 10, Vol. 07, pp. 16-35 Outubro de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

Este trabalho tem por finalidade discutir o processo de alfabetização nos anos iniciais do Ensino Fundamental, mais precisamente no primeiro ano C em uma escola da rede pública do município de Bela Vista da Caroba – PR. O objetivo geral do Estágio Supervisionado – Alfabetização é observar o cotidiano da escola e da turma estagiada. O objetivo especifíco é verificar as possíveis soluções para situações-problemas enfrentadas no cotidiano escolar, buscando contextualizar a teoria estudada com a prática docente em sala de aula, verificando as metodologias de ensino utilizada. O procedimento metodológico é de natureza qualitativa desenvolvida através de pesquisa bibliográfica e de campo. O resultado do assunto investigado oportuniza compreender que alfabetizar e letrar nos anos iniciais do Ensino Fundamental não deixa de ser um grande desafio para os profissionais da educação contemporânea.

Palavras-Chave: Alfabetização, Ensino Fundamental, Parlenda

1. INTRODUÇÃO

A atividade de Estágio Supervisionado – Alfabetização se constitui através da prática, da pesquisa, e da reflexão sobre os conteúdos e os encaminhamentos metodológicos realizados pelo docente. No processo de alfabetização o estágio oportuniza o conhecimento da realidade escolar, do dia a dia formal, e das dificuldades encontradas em sala de aula. De fato, o estágio é o primeiro contato construtivo que o acadêmico consegue obter em sala de aula. Como afirma Passerini:

O Estágio Supervisionado é o primeiro contato que o aluno-professor tem com seu futuro campo de atuação. Por meio da observação, da participação e da regência, o licenciando poderá refletir sobre e vislumbrar futuras ações pedagógicas. Assim, sua formação tornar-se-á mais significativa quando essas experiências forem socializadas em sua sala de aula com seus colegas, produzindo discussão, possibilitando uma reflexão crítica, construindo a sua identidade e lançando, dessa forma, “um novo olhar sobre o ensino, a aprendizagem [e] a função do educador” (PASSERINI, 2007).

O Estágio Supervisionado – Alfabetização, foi realizado e concluído por mim Acadêmica do Curso de Licenciatura em Pedagogia Rosane Machado de Oliveira. O estágio teve início no dia 15 de outubro do ano de 2014, e término no dia 05 de dezembro do ano de 2014, na Escola Municipal Bom Jesus, sendo observada a turma do 1°ano C (Anos Iniciais do Ensino Fundamental).

Os objetivos do Estágio Supervisionado – Alfabetização é observar o cotidiano da escola e da turma estagiada, ou seja, é refletir sobre o processo educacional, e as possíveis soluções para situações-problemas enfrentadas no cotidiano escolar, buscando contextualizar a teoria estudada com a prática docente em sala de aula, verificando as metodologias de ensino utilizada.

Assim como, refletir sobre o papel do docente frente ás situações adversas da educação na contemporaneidade. É como diz Januário (2008, p. 3) quando fala que:

O Estágio Supervisionado poderá ser um agente contribuidor na formação do professor, caracterizando-se como objeto de estudo e reflexão. Ao estagiar, o futuro professor passa a enxergar a educação com outro olhar, procurando entender a realidade da escola e o comportamento dos alunos, dos professores e dos profissionais que a compõem. Com isso, faz uma nova leitura do ambiente (escola, sala de aula, comunidade), procurando meios para intervir positivamente.

Nota-se, que Estágio Supervisionado – Alfabetização é de muita importância para a futura formação pedagógica. As observações, a participação direta, o contato com os educandos, com os profissionais da educação, e o entendimento das dimensões políticas, sociais, econômicas, e pedagógicas, propicia bases necessárias para a compreensão de questões relativas ao desempenho dos discentes, dos profissionais, e da situação atual da instituição de ensino, contribuindo também, para a análise da realidade em torno do processo de alfabetização, auxiliando o estagiário sobre os métodos e recursos a serem utilizados com turmas de alunos que apresentam características específicas.

Os procedimentos metodológicos adotados durante a realização e conclusão do relatório de Estágio Supervisionado, foram às aulas expositivas ao vivo, via satélite (tele aulas), via ambiente virtual de aprendizagem (fórum), realização de debates e explicação, via rádio web com esclarecimento de dúvidas e realização de discussões, via chat com o professor da disciplina, estudos na rota de aprendizagem, livro complementar de estágio, pesquisa na biblioteca Universitária do Polo presencial de Capanema – PR, e pesquisa de campo no ambiente escolar estagiado.

Os itens trabalhados neste relatório de estágio incluem: a caracterização da escola estagiada, a concepção pedagógica da instituição, a caracterização da sala de aula, a caracterização da professora da turma, a caracterização da turma em geral, a descrição de uma aula assistida, a descrição de algumas atividades de avaliação observada, a elaboração de um plano de aula, e a conclusão do relatório através dos dados coletados na instituição estagiada.

2. CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO ESTAGIADA

O Estágio Supervisionado – Alfabetização foi realizado na Escola Municipal Bom Jesus, situada na Av. Rio Grande do Sul – S/N, CEP: 85.745-000, localizada no município de Bela Vista da Caroba – PR, na região Sudoeste do Paraná. O contato com a escola pode ser realizado através do telefone (0**46) 3557-1105 ou pelo e-mail: [email protected], a escola funciona das 07: h15min ás 11: h15min no período matutino, e das 13: h00min ás 17: h00min no período vespertino.

A escola oferta atendimento aos anos iniciais do ensino fundamental (do primeiro ao quinto ano), no período matutino e vespertino, a qual atende 200 alunos durante manhã e tarde. A instituição de ensino formal é autorizada a funcionar através da resolução número 2936/96 do dia 11 de setembro de 1991 D.O. E 23/0991, inscrita no CNPJ: 03.135.964/0001 – 35, é mantida pela prefeitura municipal de Bela Vista da Caroba PR, CGC-/ MF 01612441/0001-07. O Estágio Supervisionado – Alfabetização foi realizado no período de 15 de outubro do ano de 2014 há 05 de dezembro de 2014, no período vespertino, sendo observada a turma do 1°ano C do Ensino Fundamental.

3. CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA DA ESCOLA

Por meio de consulta ao projeto político pedagógico e em entrevista com a pedagoga da escola estagiada, foi possível identificar que a concepção de educação adotada pela escola é a concepção de homem, de sociedade, do papel do pedagogo e do professor, é um processo contínuo e dinâmico de reflexão, de tomada de decisões, e de acompanhamento das atividades dos alunos. A pedagoga entrevistada acrescenta que a avaliação na escola acontece de forma contínua, diagnóstica e processual, por meio de observações, acompanhamentos, e registros.

O caráter eminentemente pedagógico da educação no contexto escolar fundamenta-se numa perspectiva de considerar que a criança está inserida em determinado contexto social e, portanto, deve ser respeitada em sua história de vida, classe social, cultura e etnia. Nesse sentido, a escola é vista como espaço para a construção coletiva de novos conhecimentos sobre o mundo, na qual a sua proposta pedagógica permite a permanente articulação dos conteúdos escolares com as vivências e as indagações da criança e do jovem sobre a realidade em que vivem. A educação, por sua vez é um dos aspectos da cultura entendida como, “por um lado à transformação que o homem opera sobre o meio, e por outro os resultados dessa transformação” (SAVIANI, 1991 p. 40).

A escola busca considerar os processos interativos, a cooperação, o trabalho em grupo, a arte, a imaginação, as brincadeiras, a mediação do professor, e a construção do conhecimento em rede como eixo do trabalho pedagógico voltado para o desenvolvimento da criança e do jovem, visando à constituição de sujeitos solidários, criativos, autônomos, críticos e com estruturas afetivo-cognitivas necessárias para operar em torno de sua realidade social e pessoal. Pois, o processo de desenvolvimento, na perspectiva histórico-cultural, é compreendido como o processo por meio do qual o sujeito internaliza os modos culturalmente construídos de pensar e agir no mundo. Este processo se dá nas relações com o outro, indo do social para o individual, ou seja, na relação com o outro.

4. DESCRIÇÃO E ANÁLISE REFLEXIVA DAS ATIVIDADES DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO

Durante a realização do Estágio Supervisionado – Alfabetização foi possível verificar que, a organização dos processos que envolvem a docência na modalidade do Ensino Fundamental se desencadeia desde a concretização da ação docente realizada no cotidiano, na sala de aula, ou seja, na prática. O ensino tem como função primordial possibilitar aos alunos a apropriação e a reelaboração do conhecimento. As atividades docentes são organizadas e coerentes com a necessidade e dificuldade de cada aluno, ou seja, busca-se superar as dificuldades de aprendizagem, processo esse que não acontece sem que o ensino seja eticamente planejado e organizado.

O docente observado tem especificidades sobre os conhecimentos aplicados aos seus educandos, sobre a organização dos processos, e das ferramentas didáticas utilizadas. Analisou-se, que para a concretização desses processos o docente busca algumas alternativas, como, o trabalho coletivo, a articulação entre a instituição de ensino e a ampliação da pesquisa, em decorrência do construir, analisar e avaliar os conhecimentos na articulação entre a prática e a teoria. A ação docente revela a capacidade de confrontar problemas e buscar alternativas para o êxito das relações, e dos saberes na promoção da aprendizagem, isto é, aproximar, interagir e estabelecer programas de cooperação, articulando os problemas de leitura e de escrita, em que a teoria passa ser construída pela reflexão decorrente desse processo, no qual o docente passa a enfrentar esses desafios com entusiasmo no âmbito escolar juntamente com seus alunos.

4.1 CARACTERIZAÇÃO DA SALA DE AULA ESTAGIADA

O espaço físico da sala de aula na qual realizou-se o estágio supervisionado possuía um tamanho ideal ao número de alunos atendidos, com excelente iluminação e ventilação, sendo um ambiente de diversidade onde cada aluno é singular, com identidade originada de seu grupo social, estabelecida por valores, crenças, hábitos, saberes, e padrões de condutas. As carteiras e as cadeiras estão em excelente aspecto e disponíveis há todos os estudantes e a comunidade escolar, sendo bem higienizadas e preservadas pela comunidade escolar. Nota-se, que há muita dedicação por parte dos professores e da equipe escolar em receber bem seus educandos.

Nas aulas assistidas e participadas, foi possível verificar que a professora utilizou-se de muitos recursos pedagógicos em prol ao desenvolvimento da alfabetização de seus alunos. Na sala de aula estagiada, havia pequenas decorações nas “paredes da sala” como por exemplo: imagens ilustrativas com letras do alfabeto em colorido, desenhos diferenciados pintados a mão, números, cartazes com letras maiúsculas e minúsculas bem exemplificados, e um varal didático.

4.2 PROFESSORA DA TURMA ESTAGIADA

Foi possível analisar juntamente com a professora da turma do 1° C (Ensino Fundamental), que a docente tem uma formação qualificada. A professora é Graduada em Licenciatura Plena em Pedagogia, e Pós-Graduação na área de Alfabetização e Letramento, incluindo cursos propostos pelas secretarias de educação SEED, seminários, equipe pedagógica, conselho de classe, hora atividade, qualificação tecnológica, entre outros. Observou-se ainda, que algumas dessas formações acontecem na própria escola, no local de trabalho dessa profissional.

Com mais de vinte anos de experiência e atuação ativa em sala de aula, a relação entre a professora e os alunos foi amigável, mediadora e acolhedora. A docente buscou incentivar, auxiliar, e colaborar com os aprendizes em todas as atividades propostas.

4.3 CARACTERIZAÇÃO DA TURMA

Na sala de aula estagiada o número total de alunos totalizava quinze, sendo oito do gênero feminino e sete do gênero masculino. A relação dos alunos diante das aulas e dos conteúdos foi de intensa participação, os educandos foram espontâneos, apresentaram interesse e dedicação nas aulas, buscaram trabalhar em equipe, e com o auxílio da professora estabeleceram diálogo entre as demais áreas do conhecimento, apropriando–se, de saberes alfabéticos.

Notou-se, que o relacionamento entre os aprendizes do primeiro ano C é composto principalmente pela amizade, pela convivência e pelo diálogo, entre a professora e os demais colegas. Nas aulas participadas, os discentes se comportaram de maneira participativa e disciplinada, os quais fizeram uso de uma linguagem padrão com o uso de algumas gírias. Verificou-se, que os alunos foram bastante ativos, buscaram transmitir e compartilhar ideias.

O diálogo é um princípio educativo que beneficia alunos e professores, sendo a base de uma boa convivência social e coletiva. A comunicação foi frequente entre a docente e a turma observada, sendo que o diálogo e o interesse em aprender é relevante para a turma do 1° ano C do ensino fundamental. O nível socioeconômico e cultural dos educandos é composto pela sua maioria de classe baixa.

5. DESCRIÇÃO DE UMA AULA ACOMPANHADA (1° ANO C DO ENSINO FUNDAMENTAL)

Dia/ Mês/ Ano

17/10/2014

Horário

13:00h 17:00h

Aula observada e participada durante o período de Estágio Supervisionado – Alfabetização, disciplina ministrada (Português)
Conteúdo Trabalhado Literatura Infantil (Conto Chapeuzinho Vermelho)
Encaminhamento

Metodológico

Em sala de aula a professora fez a leitura da historinha com calma e reflexão. Em seguida, a docente comentou com os alunos sobre os personagens e a atividade a ser realizada.
Atividade Realizada A professora solicitou aos alunos o desenho da historinha contada, incluindo os principais personagens. Em seguida os discentes pintaram o desenho, e com a mediação da professora, desenvolveram pequenas frases, com vistas ao processo de alfabetização/ letramento.
Acompanhamento das Dificuldades Alguns alunos apresentaram pequenas dificuldades para desenhar a historinha contada pela professora, mas com o auxílio da docente todos os aprendizes desenharam a historinha em uma folha de sulfite conforme solicitado, inserindo no desenho o nome de cada personagem da história e colado no caderno, para a elaboração das frases.
Recursos Utilizados Borracha, cadernos, livros de literatura, folhas de sulfite, lápis de cor, lápis de gera, cola, quadro de giz, régua, tesoura, grampeador.
Participação da Turma A participação dos estudantes foi excelente, os alunos foram ativo, cada um queria ver o desenho do outro colega, para ver como tinha ficado o resultado final, a pintura, e a formação das frases. A participação foi comovente, todos interagiram positivamente na aula.

5. 1 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DE AVALIAÇÃO OBSERVADA

Durante as observações e participações na escola Municipal Bom Jesus, na turma do 1° ano C (Ensino Fundamental), foi possível analisar três (3) atividades avaliativas proposta pela professora da turma. O encaminhamento de cada avaliação desenvolvida durante ás aulas assistidas teve por finalidade a formação geral dos alunos, as quais buscaram concretizar a aprendizagem teórico-prática, havendo a interação dos alunos e a participação dos mesmos.

Os conteúdos foram essenciais em prol ao desenvolvimento da alfabetização em sala de aula, havendo por parte dos alunos um excelente entrosamento nos conteúdos propostos pela professora, o que contribuiu para um espaço de reflexão e conhecimentos compartilhados. A metodologia utilizada pela docente foi coerente com o conteúdo ensinado, a professora preparou seu planejamento com dedicação e com base em um compromisso ético, a qual fez uso de vários materiais didáticos em sala de aula.

Durante as aulas houve a exposição de conteúdos de forma dialogada, como também, de recursos audiovisuais e exposição direta por meio de recursos lúdicos, (alfabeto de borracha, quebra-cabeça móvel, números simples, livros literários, revistas pedagógicas, cartazes, imagens ilustrativas, etc).

A professora buscou trabalhar em sala de aula a forma de reescrita das palavras, fazendo com que os alunos adquirissem conhecimentos prévios e necessário para um ensino–aprendizagem qualitativo no processo de alfabetização.

Segundo aponta Freitas (2014, p. 4) “[…] O professor é um grande formador de opinião, devido a essa aptidão ele pode, a partir das primeiras séries, implantar conceitos de leitura e prática diária gerando leitores ativos […]”.

Analisou-se, que a docente promoveu a participação dos alunos de forma construtiva, sendo que todos os educandos participaram de forma ativa nas atividades propostas pela educadora. A interação entre os aprendizes e a professora foi amigável, sendo muito satisfatório para o ensino-aprendizagem e para o entrosamento da turma em geral.

PLANO DE AULA – ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM ALFABETIZAÇÃO

1. IDENTIFICAÇÃO

Estagiária: Rosane Machado de Oliveira

Escola: Escola Municipal Bom Jesus

Disciplina: Português Turma: 1° ano C (Ensino Fundamental) Sala n° 01

Data: 10/11/2014

Professora Regente: Tânia Maffi Horário da Aula: 13:00hrs ás 17:00hrs

2. CONTEÚDO

Gênero Textual: Parlenda

3. OBJETIVOS

3.1 Objetivo Geral: Desenvolver habilidades de leitura e escrita através de parlendas.

3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Explorar as características das parlendas de forma construtiva para com os alunos.
  • Refletir com os aprendizes a relevância das parlendas no desenvolvimento da leitura e da escrita.
  • Apresentar as parlendas de forma dinâmica em prol ao conhecimento dos educandos na formação de rimas, palavras, e frases curtas.

4. SÍNTESE DO ASSUNTO

Percebe-se que utilizar parlendas para trabalhar em sala de aula, facilita o processo de ensino–aprendizagem das crianças em fase de alfabetização e letramento, sendo as parlendas textos privilegiados, os quais divertem e ensinam ao mesmo tempo. As parlendas podem ser escritas em cartazes, ou no quadro da sala, ou no caderno dos discentes, ou então, digitadas e imprimidas em folhas de sulfite e coladas no caderno dos aprendizes. As parlendas são um gênero textual oral, com rimas engraçadas e diferenciadas, as quais fazem toda a diferença na hora do docente ensinar os aprendizes a ler e a escrever as primeiras palavras. Segundo Coelho (1982, p. 20)

[…] Vê-se dessa forma que, ao trabalhar “as parlendas” em sala de aula, o professor coloca a criança em contato com o saber popular, esse popular que muitas vezes é imprescindível no avanço da Literatura Infantil, pois, muitos dos clássicos da Literatura Infantil “nasceram no meio popular (ou em meio culto e depois se popularizaram em adaptações” […].

Nota-se, que as parlendas são ricas em diversidade, em valores, ideias, mitos, costumes, e crenças populares. De fato, utilizar de parlendas para alfabetizar e letrar crianças dos anos iniciais do Ensino Fundamental, é fascinante, sendo as parlendas ferramentas pedagógicas muito útil no processo de leitura e escrita dos aprendizes em fase inicial de escolarização.

[…] A parlenda é um rico enunciado lúdico pedagógico que diverte, ensina, pela forma rítmica, sonora e motora, uma vez que desenvolve as condições linguísticas e socioculturais do homem. Este texto da tradição oral é utilizado especialmente na fase infantil, como ferramenta de interação e divertimento. (BEZERRA; RODRIGUES, 2010 p. 67) […].

A utilização de parlendas no anos iniciais do Ensino Fundamental é imprescindível, sendo que oportuniza o conhecimento construtivo das crianças pelas primeiras letras, pelas primeiras rimas, e pelas primeiras palavras, através de escritas rimadas, de frases faladas, ou então, cantada pelas pelas crianças através de brincadeiras.

As parlendas proporcionam uma aprendizagem interativa, significativa, lúdica e construtiva para todos os aprendizes dos anos iniciais do Ensino Fundamental.

5. DESENVOLVIMENTO DA AULA

Eu professora estagiária já conhecida pela turma de alunos, devido ao estágio de observação e participação realizado nas semanas anteriores na sala dos discentes, apresentei–me novamente á turma como a responsável pela atividade proposta em Língua Portuguesa.

Em seguida busquei questionar os educandos se alguém conhecia alguma parlenda? Ou se já tinham ouvido falar de alguma parlenda em casa ou na escola?

Os aprendizes responderam que sim, acrescentando que gostavam de parlendas por haver muitas rimas engraçadas e frases curtas. Desde então, apresentei a primeira parlenda para a classe de alunos, essa, escrita por mim em uma cartolina branca.

Hoje é domingo

Pede cachimbo

O cachimbo é de ouro

Bate no touro

O touro é valente

Bate na gente

A gente é fraco

Cai no buraco

O buraco é fundo

Acabou-se o mundo.

Depois, explorei as características textuais, sempre antes extraindo das crianças a reflexão sobre as características. Exemplo: Esse texto é curto ou longo? Parece com que texto que vocês já conhecem? Carta, música, contos de fadas, poemas? Onde encontrariam um texto semelhante ao dessa parlenda? Livro, revista, gibis, TV? O que acontece com o som das palavras no fim de cada frase? Vocês gostaram desse texto?

Em seguida, outra parlenda foi trabalhada com os discentes, essa, escrita no quadro, para que os educandos pudessem praticar a escrita, anotando em ordem a parlenda em seus cadernos.

Uni, duni, tê

Salame, míngüê

Um sorvete colorê

O escolhido foi você.

Tem peixe na pia fria,

Pula gato, gato mia.

Lá vem a tia Maria

E não vem de mão vazia.

Pula gato, gato mia,

Caiu o chinelo que ela trazia.

Questionei os educandos da seguinte forma: Esse texto se parece com o primeiro? Que tema é tratado? Quais das duas parlendas apresentadas vocês mais gostaram? Por quê?

Expliquei as parlendas enquanto gênero textual, a definição, e de que forma as parlendas podem ser utilizadas. Em seguida, solicitei que cada aluno fizesse um desenho da parlenda que mais havia gostado, contando a história em forma de desenho.

6. RECURSOS:

Borracha, caderno, cartolina, cola, quadro, lápis preto, lápis de cor, giz de cera, régua.

7. AVALIAÇÃO:

No fim da aula, foi possível avaliar os educandos de forma positiva, pois todos interagiram na aula, ou seja, participaram de forma construtiva. A turma soube fazer silêncio quando preciso para escutar as explicações sobre o gênero textual trabalhado (parlendas). Os aprendizes foram disciplinados, interessados, e contribuíram o tempo todo para o desenvolvimento das atividades de maneira coerente.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Durante o desenvolvimento do Estágio Supervisionado – Alfabetização foi possível observar e participar dos objetivos da pesquisa no processo de alfabetização, da investigação metodológica e do acompanhamento das ações da professora no espaço estagiado. Verificou-se a relação da professora para com os aluno, as metodologias específicas de ensino, o planejamento, a gestão educacional do 1º ano C do Ensino Fundamental, a sólida formação dos fundamentos na área educacional articulada há prática profissional sobre o processo formativo de cidadãos capazes de utilizar o ensino e a tecnologia para o desenvolvimento cultural, político, econômico e tecnológico das sociedades modernas. Na escola foi possível vivenciar muitas ações positivas/ significativas, essas, através de ações práticas, investigativas, entrevistas, saberes, diálogo, respeito, democracia, relações diversas e encaminhamentos metodológicos. Abre-se um “leque” de conhecimento e reflexão crítica sobre as ações desenvolvidas na escola a partir dos problemas existentes na aquisição da linguagem oral, leitura e escrita.

Identificou-se como ocorre o processo de aprendizagem em relação ao desenvolvimento da leitura e da escrita, através das reações dos alunos diante das estratégias metodológicas e dos recursos utilizados pela professora, sendo que os recursos utilizados em sala de aula promoveram o aprendizado dos alunos de forma positiva.

O Estágio Supervisionado – Alfabetização contribuiu de forma construtiva/ significativa para a formação docente. A pesquisa de campo possibilitou o contato com as diversas realidades de atuação da professora e do pedagogo no espaço estagiado. E através de atitudes investigativas, foi possível planejar propostas e encontrar soluções para os problemas encontrados em sala de aula, por meio de estudos e pesquisas.

A educação é processo natural, contínuo, que orienta e conduz o indivíduo a novas descobertas, a fim de tomar suas próprias decisões. Processo que tem como objetivo a autonomia, tanto intelectual, como moral. E que designa uma prática social em um determinado tempo e espaço, no qual ocorre o processo ensino aprendizagem.

Concluindo, os momentos de observações e participação no espaço estagiado, foram momentos em que a descrição dos sujeitos foi observada incluindo a posição social, o comportamento, as dificuldades encontradas, o modo de falar, de se expressar, entre outras especificidades.

O local estagiado foi detalhado da melhor forma possível neste relatório de estágio. As observações foram relevantes para uma análise reflexiva sobre o movimento real do processo de alfabetização, sendo a alfabetização uma etapa inicial e fundamental na vida da criança que se encontra em processo de ensino-aprendizagem. No entanto, alfabetizar e letrar nos anos iniciais do Ensino Fundamental, não deixa de ser um grande desafio para os profissionais da educação contemporânea.

REFERÊNCIAS

BEZERRA, C; RODRIGUES, J. Gêneros orais na sala de alfabetização: Parlendas. Educação e Docência, São José do Rio Preto, v.1, n. 1, p. 63 – 73, jan/jun

de 2010.

COELHO, N. N. Literatura infantil e juvenil Brasileira. São Paulo, Atica, 1982.

FREITAS, E. Professor incentivador da leitura. Disponível em: http://educador.brasilescola.com . Acesso em: 15 ago. 2014.

JANUÁRIO, Gilberto. O Estágio Supervisionado e suas contribuições para a prática pedagógica do professor. Seminário de História e Investigações de/em Aulas de Matemática. Campinas: GdS/FE-Unicamp, 2008, v. único. p. 1- 8.

PARLENDAS. Disponível em: <www.brinquedoteca.org.br/si/site/000503> Acesso em 13 de setembro do ano 2011.

PASSERINI, G. A. O estágio supervisionado na formação inicial de professores de matemática na ótica de estudantes do curso de licenciatura em matemática da UEL. 121f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências e Educação Matemática) – Universidade Estadual de Londrina. Londrina: UEL, 2007.

SAVIANI, D. Educação: Do senso comum á consciência filosófica. São Paulo: Cortez: Editora: Autores Associados, 1991.

SILVA, Mônica Caetano Vieira da.; Urbanetz, Sandra Terezinha. O Estágio no Curso de Pedagogia, volume 2 – Curitiba: Ibpex, 2009 ( Série TCC e Estágio em Pedagogia).

VALLE, Luciana de Lucca Dalla. Metodologia da Alfabetização/ Luciana de Lucca Dalla Valle – Curitiba: InterSaberes, 2013 – (Série Metodologias).

[1] Graduada em Pedagogia pela Faculdade Internacional de Curitiba – PR, (FACINTER). Graduanda de Licenciatura Plena em História – Turma de Julho do ano 2016 da (FACINTER). Graduanda de Licenciatura Plena em Sociologia – Turma de Outubro de 2017 da (FACINTER). Especialização em Educação Especial e Inclusiva (FACINTER). Especialização em Docência no Ensino Superior pela Faculdade de Educação São Luís de São Paulo – SP. Especialização em Gestão Escolar.

Enviado: Outubro, 2018

Aprovado: Outubro, 2018

 

Como publicar Artigo Científico
Graduada em Licenciatura Plena em Pedagogia pela Faculdade Internacional de Curitiba – PR, (FACINTER). Graduada em Licenciatura Plena em História – pela Faculdade Internacional de Curitiba (FACINTER). Graduanda de Licenciatura Plena em Sociologia – Turma de Outubro de 2017 da (FACINTER). Especialização em Educação Especial e Inclusiva (FACINTER). Especialização em Docência no Ensino Superior pela Faculdade de Educação São Luís de São Paulo – SP. Especialização em Gestão Escolar: Orientação e Supervisão pela Faculdade de Educação São Luís – SP. Especialização em Ensino Lúdico pela Faculdade de Educação São Luís – SP.

3 COMENTÁRIOS

  1. Kbom que gostaste João. Foi elaborado com muita dedicação este trabalho. Fico contente por você.

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