O uso de filmes como ferramenta didática no Ensino de Física

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ARTIGO DE REVISÃO

LOBATO, Danilo Batista [1]

LOBATO, Danilo Batista. O uso de filmes como ferramenta didática no Ensino de Física. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 05, Vol. 05, pp. 121-131. Maio de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/ensino-de-fisica

RESUMO

O presente trabalho aborda o uso de filmes como aspecto estimulador da aprendizagem no ensino de física. O referido trabalho tem como objetivo discutir a aplicação de filmes como um instrumento pedagógico, contribuindo de forma eficaz com a metodologia e o aprendizado no ensino de Física. Também, apresentamos no referido artigo como os professores podem usufruir os feitos físicos existentes nos filmes em uma concepção científica, com o objetivo de propiciar de forma atraente e envolvente os conteúdos abstratos e complexos dessa disciplina. Nota-se que o ensino de Física, a cada dia encontra-se distanciado da realidade do aluno, todavia as aulas apresentadas são de forma metódicas, o que impede muitas vezes a aprendizagem de maneira relevante e significativa. Assim sendo, o propósito é observar e explorar a autenticidade dos conteúdos de Física abrangidos nos filmes, os quais são explicitados pela Física. Deste modo, procurou-se, com a conclusão da proposta, um avanço dos alunos através da aprendizagem e compreensão em identificar os fenômenos reais e científicos. A proposição dos filmes, pode ser estímulos para tornar a metodologia de ensino aplicada, contextualizada e significativa.

Palavras-chave: Educação, filmes, ensino de física.

INTRODUÇÃO

Na rotina da escola constata-se que os temas de Física ficam basicamente restritos ao uso dos livros didáticos que acabam deixando de lado o contexto do cotidiano do educando. Assim, na procura de uma metodologia mais voltada ao interesse dos educandos, a Teoria da Aprendizagem Significativa de David Paul Ausubel (1963), tenta fomentar uma aprendizagem que atrele teoria à prática no cotidiano dos alunos (MOREIRA, 2012).

Nos dias atuais são inúmeros os recursos que contribuem para que o professor inclemente a sua prática pedagógica. Dentre eles, temos os meios de multimídia, notadamente o uso de filmes, vêm tornando-se um método aplicado em sala de aula a fim de tornar os conteúdos mais atrativos. No ensino de Física, tais recursos apresentam importante ferramenta didática no que se refere a incrementar os procedimentos de ensino/aprendizagem, visto que proporcionam estabelecer uma conexão prática entre os conhecimentos escolares e o mundo social.

A era das imagens, impera no momento atual, filmes, desenhos, programas, seriados, documentários, telejornais entre outros, que apresentam muitas notícias e informações, sendo que estas na maioria das vezes exigem tempo para sejam processadas de uma maneira que não seja superficial, ou mero entretenimento. No meio educacional, é crescente o emprego de ferramentas tecnológicas, no intuito de estimular a atenção dos alunos em sala de aula, propiciando o entendimento e compreensão das teorias. A aplicação de novas metodologias busca transformações expressivas no desenvolvimento do ensino e do aprendizado no cotidiano educacional do campo curricular da Física.

O referido estudo tem como objetivo propor o uso de filmes como instrumento didático-pedagógica que auxilia no processo de ensino/aprendizagem no ensino de Física. Aproveitamos também para discutir os fenômenos físicos presentes no filme “Gravidade” sob uma perspectiva científica. Acreditamos que com o devido planejamento e a execução de atividades contextualizadas, no nosso caso, o uso dos filmes, possa fomentar uma prática educativa significativa.

O artigo apresenta-se em seções que expõe o processo de aprendizagem, segundo Ausubel (2000), os conceitos teórico-metodológicos do emprego do cinema nas aulas, mostrando as alternativas de abordagem da Física. Discorre sobre as escolhas metodológicas e relatam com brevidade, as percepções quanto a aplicação do cinema na sala de aula como componente plausível de favorecer o estímulo e contribuir para o procedimento de ensino e aprendizagem. E, ainda dispõe da organização das aulas e dos planos de aula, em anexo.

DESENVOLVIMENTO

1. O PROCESSO DE APRENDIZAGEM – TEORIA DE AUSUBEL

De acordo com Ausubel os conhecimentos atuais devem ser alcançados partindo de algo que seja do centro de interesse dos alunos e, dessa maneira seja significativo para o aprendiz. A relação dos novos conhecimentos com o conhecimento prévio propicia, através de sua atividade cognitiva, que o aprendiz consiga desenvolver novos significados, que são específicos para ele (AUSUBEL, 2000). Portanto, ensinar significa elaborar oportunidades que favoreçam a aprendizagem significativa. Conforme o autor, significativo é um processo de aprendizagem que acontece quando o aprendiz envolve o conteúdo a um símbolo significativo na sua estrutura cognitiva, transformando-se em um conteúdo cognitivo (MOREIRA, 2011). Desta maneira, aprender significativamente pressupõe delegar significados ao novo conhecimento, mediante elementos específicos existentes no sistema cognitivo de cada indivíduo. O aluno precisa utilizar seu conhecimento prévio para agregar valor ao novo conhecimento.

Através dos processos de assimilação na fase da aprendizagem significativa que acontece a ancoragem seletiva do material de aprendizagem às ideias pertinentes existentes na estrutura cognitiva. A relação com as ideias expostas e as ideias presentes, que permite que o significado das primeiras surja como um produto dessa interação. Portanto, a conexão de novos significados com as ideias já existentes, é requisito essencial para que se aprenda algo para a teoria de Ausubel (2000). No entanto, esse ambiente cognitivo, não de poderá conceituar que a aprendizagem seja dinâmica (MOREIRA, 2011), pois para haver aprendizagem significativa, são indispensáveis duas circunstâncias: 1) o aprendiz deve ter vontade para aprender; 2) o conteúdo apontado tem de ser lógico e psicologicamente significativo. O significado lógico é o evidente, aquele que circunscreve o ato de aprender e o significado psicológico é a vivência, aquilo que os alunos se permitem sentir e atuar sobre o que aprenderam. Sabemos que cada pessoa traz consigo uma visão de mundo, e esta influência diretamente como cada um aprende determinado conteúdo programático escolar (PELIZARI, 2002).

A definição de aprendizagem significativa, centrada na perspectiva cognitivista, pressupõe, necessariamente, o trabalho de “significar” a parte da realidade que se relaciona. As aprendizagens que os alunos executam na escola serão significativas à medida que conseguirem determinar relações com os conteúdos escolares e os conhecimentos preliminarmente construídos por eles, num segmento de conexão de novos significados (MEC, 1997). A Teoria da Aprendizagem Significativa encontra-se sustentada no construtivismo, ela também pode ser inserida à perspectiva cognitivista, porque é constituída como um processo de compreensão, reflexão e atribuição de significados do sujeito em relação com o meio social, ao constituir a cultura e por ela ser construído (MASINI, 2011).

Quando não há a ligação com os conhecimentos prévios dos alunos, há apenas a aprendizagem mecânica, (MOREIRA E MASINI, 2001), pois a informação é guardada na estrutura cognitiva, sem que haja associação aos conceitos específicos. Na medida em que a aprendizagem se torna significativa, aumenta a capacidade de fundamentar novas informações.

Para Ausubel (2000), a principal dificuldade de se conseguir a aprendizagem significativa é o fato de os conteúdos não serem organizados de modo a possibilitar ao aluno estabelecer relações com os conhecimentos pré-existente. Acreditamos que ao utilizar essa metodologia os professores possam garantir aos alunos crescimento tanto intelectual quanto pessoal, uma vez que as informações são organizadas para facilitar a compreensão, legitimação e uso.

2. O USO DE FILMES NO ENSINO DA FÍSICA

A prática de metodologias voltadas a multimídias tem competências para favorecer transformações relevantes no método de ensino e aprendizagem promovendo- o mais atraente para os alunos. A prática pedagógica está atrelada a metodologia desenvolvida, que necessariamente deve assimilar os objetivos dessa prática, neste sentido o método de ensino e aprendizagem deve ser vistos de forma global, tanto na dimensão metodológica, quanto na dimensão teórica (PASSOS, 2005).

De acordo com Libâneo (1992), os conteúdos abordados estão relacionados aos métodos aplicados, bem como os propósitos almejados gerais e específicos do processo de ensino, que compreende a prática do educador e dos educandos, para alcançar os objetivos propostos. Portanto, as peculiaridades do ensino, estão direcionadas aos objetivos, envolvem uma sequência de práticas organizadas e estruturadas tanto do educando quanto do educador e envolve o emprego de métodos. A metodologia utilizada não pode ser casual, desassociada com os objetivos pretendidos, requer prática pedagógica em conformidade com a realidade de forma contextualizada, favorecendo a formação do cidadão. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (2000) dizem que ao contextualizar o conteúdo que se objetiva ser aprendido, devemos assumir todo o conhecimento envolvido na relação do objeto e sujeito.

Para Libâneo (1994), a metodologia não se limita apenas nos procedimentos, mas processa-se conforme a natureza da sociedade, da realidade do mundo e da prática educativa. Assim sendo, os métodos se estabelecem através da observação, da reflexão e da ação, conforme a realidade educacional.

Os métodos de ensino, desse modo são fundamentos mediadores de uma estrutura que faz parte da proposta pedagógica. De acordo com Luckesi (1992), o método utilizado é a descrição da maneira de obter resultados almejados, e os processos são as particularidades que é opera o método.

Neste sentido, a metodologia utilizada é o processo para atingir fins, sendo um procedimento que o educador projeta para ensinar, que ocorre por meio de etapas (ARAÚJO, 1991).

O emprego de filmes como método de ensino para se caracterizar como possibilidade de suplantar uma metodologia tradicional, centralizada na mostra do professor e na apropriação passiva do aluno, deve se estabelecer como fator conciliador de uma concepção pedagógica pautada em conceitos como relação professor e aluno, elaboração de espaço para a dúvida e a problematização, educando como ser ativo de sua aprendizagem, relação teoria e prática e contextualização do ensino. Dessa forma, este método de ensino é elemento integrante de um plano pedagógico, não sendo desenvolvido como parte fragmentada. Sabendo-se da intervenção da mídia no contexto educacional seria utópico deixar de usá-la nas aulas, porém, com objetivos e atividades que proporcionem novas abordagens.

A prática do cinema na sala de aula consiste no desafio do excepcional, com objetivo de derrubar velhas práticas pautadas num modelo educacional tradicional. Consiste também em estreitar o espaço entre o que o professor ensina e o que o estudante aprende distanciamento esta já eminente por estudiosos da área, em especial no campo do ensino da Física (MCDERMOTT, 1991).

No entanto, não basta modificar a metodologia do ensino visando mudança na ação pedagógica. O educador deve mudar sua maneira ao trabalhar a Física através da utilização de filmes, pois somente com a mudança da sua postura que a metodologia tradicional será eliminada. Recomenda-se o uso de filmes na prática pedagógica da Física como possibilidade de estabelecer uma pedagogia crítica, onde o educando torna-se agente ativo no processo ensino e aprendizagem. Mediante análise do filme, educador e educando constroem o conhecimento da Física, levando em consideração o conhecimento tanto do educador como do educando. Assim sendo, o educador torna-se mediador no processo de ensino e aprendizagem, com vistas à construção do conhecimento. Nesta concepção pedagógica, a relação do educador e do educando, é direcionada na elaboração de conhecimentos e saberes, de forma contextualizada. A nova metodologia de ensino pode causar reações diversas e gerar resistências, especialmente se não for assimilada pelos envolvidos no campo educacional, que por hora estão habituados ao método de ensino de Física marcado pela apresentação apenas dos conteúdos de maneira rotineira. Tal peculiaridade, do uso de filmes nas aulas é capaz de romper a prática e tornar-se importante elemento na construção dos saberes.

O processo de ensino e aprendizagem em Física deve ter como princípio o conhecimento dos educandos, resultado das experiências e relações sociais, enquanto o educando deve relacionar o conhecimento científico com a sua vida diária (PARANÁ, 2008). Para Santos (2008) muitas vezes não se traduz a realidade presente, pois os educandos não utilizam a teoria na prática do dia a dia.

Napolitano (2005), enfatiza que a metodologia na sala de aula com o uso de filmes é uma alternativa da escola atingir a cultura, pois o filme é um campo amplo, em que vários aspectos, como o lazer, a cultura, a ideologia e os valores estão em evidência, seja do mais simples ao mais aprimorado, os filmes tem perspectivas para a prática pedagógica. Napolitano salienta que, o trabalho com filmes em sala de aula requer que o mesmo seja realizado de maneira sistemática, utilizando de planejamento, de técnicas e organização. O tema e o conteúdo do filme devem estar relacionados com o conteúdo pedagógico proposto, bem como os objetivos e competências almejados em teor de aprendizado, a apropriação à faixa etária, o conhecimento apresentado pelos educandos e educadores, referir-se ao filme estabelecido na disciplina peculiar e ou interdisciplinar, sendo educador que media filme e educandos. Logo, o requisito permanente do educador apto a confrontar-se com a diversidade do conhecimento e da sociedade atual, derrubando as barreiras entre as disciplinas e o cenário da educação.

Greimas e Courtés (2008), vários elementos são levados em consideração para que aconteça com sucesso o ensino e aprendizagem. Está relacionado com a maneira de abordagem dos conteúdos pelo educador, considerando os conhecimentos prévios e a associação com os conteúdos do filme apresentado.

O filme como condição de motivar a aprendizagem, não é tema novo no campo educacional, desde o surgimento do cinema tenta-se implantar uma parceria com a educação. Pois, os filmes incluem um elemento rico em conhecimentos, o ouvinte capta novos conhecimentos ao incitar para temas que na peculiaridade da rotina, passariam alheios. Portanto, os filmes que contenham conteúdos de física, como ação e ficção científica, estão cheios de elementos físicos a serem explorados e aproveitados, considerando que a Física está exposta nos atos simples do dia a dia (DUARTE, 2002).

3. METODOLOGIA

Este artigo parte do pressuposto de que o processo de ensino e aprendizagem de Física, que usa de estratégias de aprendizagem, possibilita uma maior contextualização e significado. Assim, possibilita o estabelecimento de inter-relações entre física, tecnologia e cotidiano como forma de auxiliar os estudantes na compreensão do mundo.

Foram elaborados quatro planos de aula com duração de uma hora/aula, com perspectivas no público – alvo, sendo alunos do Ensino Médio com abordagem qualitativa. A proposta metodológica nos planos de aula, apresentados neste estudo é uma das várias formas existentes, de apresentar os conteúdos em sala de aula que atenda os anseios dos alunos. Com o emprego do cinema em sala de aula estará inserindo temas da Física, que não há tempo disponível para a administração dos mesmos, ou por falta de atrativos por parte dos alunos nessa matéria considerada monótona, que necessita ser apresentada e aplicada de uma forma clara e atrativa aos estudantes.  Sendo capaz, de aguçar o interesse dos alunos ante o tema apresentado, ampliando consequentemente o gosto pela área da Física.

Também foi utilizado como recursos pedagógicos filme de ficção que envolve temáticas relacionadas aos conteúdos da disciplina de Física. Inicialmente foi apresentado aos alunos cenas dos filmes de ficção “Gravidade” de Alfonso Caruón, em seguida, a partir de um roteiro que envolvia conteúdos da área da disciplina de Física presente nos filmes, foi realizada uma discussão a partir da compreensão dos alunos.

Algumas das temáticas da área de Física apresentadas nas cenas e discutidas com os alunos foram: Lei da Gravitação Universal e a interação entre os objetos.

Nesta primeira aula será explanado sobre a ideia de alguns pensadores até Newton. Será utilizada uma metodologia baseada na teoria de Ausubel na visão cognitivista, onde segundo esta visão a aprendizagem significativa no processo de ensino necessita fazer algum sentido para o aluno somando ao conhecimento já existente na estrutura do aluno. Será utilizada uma metodologia baseada na teoria de Ausubel da visão cognitivista, onde segundo esta visão a aprendizagem significativa no processo de ensino necessita fazer algum sentido para o aluno somando ao conhecimento já existente na estrutura do aluno.

A segunda aula, iniciaremos relembrando um pouco da história dos pensadores que foi abordada na aula anterior. Após esta revisão, estaremos abordamos as 3 leis de Kepler. Começaremos com a 1ª lei de Kepler ou lei das órbitas que nos diz: “… Todos os planetas se movem em órbitas elípticas tendo o Sol como um dos focos…”.

Na terceira aula, iniciaremos revisando sobre o conteúdo das duas aulas anteriores sobre as ideias dos pensadores e sobre as leis do movimento planetário, ou seja, as três leis de Kepler que deram uma grande contribuição ao que conhecemos hoje sobre a lei da gravitação universal, pois, conclusão que faltou a Kepler sobre o papel exercido pelo sol sobre os planetas que o orbitam foi complementada por Newton. A metodologia usada será baseada na teoria de Ausubel da visão cognitivista, onde segundo esta visão a aprendizagem relevante no processo de ensino necessita fazer algum sentido para o aluno somando ao conhecimento já existente na estrutura do aluno. Para finalizar esta aula os alunos irão trabalhar com o simulador phet colorado.

Na última aula o objetivo é discutir a física contida no contexto do filme gravidade, mas antes de adentrarmos o conceito físico será apresentado outro filme sobre gravitação para que eles possam observar analisar e chegarem a uma conclusão utilizando-se da teoria aplicada com o conhecimento do cotidiano que cada discente sustenta pela sua experiência de vida. Será utilizada uma metodologia baseada na teoria de Ausubel da visão cognitivista, onde segundo esta visão a aprendizagem significativa no processo de ensino necessita fazer algum sentido para o aluno somando ao conhecimento já existente na estrutura do aluno.

As aulas foram organizadas da seguinte forma:

Tema Conteúdo Objetivo Recurso metodológico
Lei da Gravitação Universal A história da gravitação universal, dos pensadores até Newton. Conceituar e discutir a Lei da Gravitação Universal descoberta por Newton. www.youtube.com/watch?v=k0VmgQZ4sdk

Trata-se de um vídeo de 10 min 39 s que nos relata sobre os modelos cosmológicos.

Lei da Gravitação Universal Leis de Kepler. O que nos diz as leis de Kepler, e o que são órbitas. www.youtube.com/watch?v=VJ_XspgMnkE

Trata-se de um vídeo de 9min02s que nos relata sobre as três Leis de Kepler.

Lei da Gravitação Universal A força que mantém os corpos em órbita, campo gravitacional, velocidade orbital e velocidade de escape. Conceituar a Lei da Gravitação Universal. phet.colorado.edu/pt_BR/simulation/gravity-and-orbits

Com o auxílio do simulador, os alunos poderão trabalhar de várias formas as órbitas, podendo trabalhar sem a gravidade e alterar as massas dos planetas em órbitas.

Lei da Gravitação Universal: A interação entre os objetos. Relacionar o ensino da gravidade com a utilização do “filme Gravidade”. Discutir o conceito físico da gravidade.  

www.youtube.com/watch?v=9ZXal-GEPt8

Este é um vídeo de 4min32s que trata da força de gravidade.

www.youtube.com/watch?v=fLPAQXzQCjk

Este trecho é um corte do filme gravidade que contém uma duração de 5min.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Por tratar-se de um modelo teórico de ensino para as aulas de física espera-se que haja a interiorização do conhecimento através de informações significativas expostas nas atividades. Acreditamos que essa proposta poderá trazer para o educando uma atitude diferenciada, possibilitando o discernimento e a perspicácia para julgar e resolver situações nas aulas.

Através da atividade prática, que o indivíduo utiliza da linguagem e dos objetos existentes em sua cultura, oportunizando assim seu desenvolvimento, dando destaque aos conhecimentos histórico-cultural, conhecimentos produzidos e já presentes no seu cotidiano (COELHO e PISONI, 2012 p. 148 apud MORAES, 1988).

Nas atividades realizadas o professor tem papel mediador, auxiliando o educando a concretizar o desenvolvimento e a transformar o potencial. As informações, as atividades e os materiais disponibilizados trazem ao conhecimento histórico-cultural do educando acréscimos de informações, tendo em vista o entendimento científico. Cabe ao educador buscar novas maneiras de desafiar as concepções já adquiridas pelos educandos, provocando-os e levando-os para um desafio na construção do conhecimento.

Espera-se que o uso de filmes nas aulas de Física seja enriquecedor, levando os educandos à facilidade e a compreensão dos conteúdos abordados.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Teoria do Aprendizado Significativo de Ausubel auxilia na eficiência do educador ao conduzir suas aulas de maneira fundamentada, trabalhando objetivamente e diversificando suas ações em razão da diversidade de conhecimento prévio dos educandos. A teoria de Ausubel condiciona o professor a ser fiel a aula proposta, explora e exigem do educador, estudo, atualização e empenho ao plano de aula com qualidade de informações.

O presente artigo abordou o uso de filmes como aspecto gerador e facilitador do processo de ensino e aprendizagem do ensino de Física.

Na vivência pedagógica realizada espera-se que os educandos se mostrem estimulados e comprometidos nas atividades. Destaca-se que a prática pedagógica, considerada satisfatória em termos de consecução dos objetivos propostos e na especificidade do grupo pesquisado, já que se torna uma possibilidade a ser ministrada nas aulas de física. Neste sentido, os resultados de pesquisa apontados nos demonstram a utilização das obras cinematográficas na sala de aula como profícua à motivação e ao procedimento de ensino-aprendizagem dos conteúdos da Física.

O uso de filmes poderá proporcionar maior interação da realidade com os conteúdos científicos presentes nas produções virtuais favorecendo a aprendizagem, concedendo dinamismo à prática pedagógica e a formação crítica no educando.

Procurou-se enfatizar a importância da metodologia pedagógica através do uso de obras cinematográficas nas aulas, fazendo com que se tornem estimuladoras e, em contrapartida o método tradicional de ensino da disciplina, que devido à forma de exposição, é considerada sem atrativos. Os temas abordados com o uso de filmes vinculam o conteúdo teórico com a prática e o emprego da Física na rotina dos educandos, emergindo para a interdisciplinaridade, considerando os aspectos do contexto sócio, histórico, econômico e cultural específico do educando e do educador. Esta proposta metodológica é uma das diversas maneiras de tornar prazerosas as aulas com temas de Física.

Na busca de amenizar a preocupação constante do educador de Física do Ensino Médio quanto à maneira como a disciplina é trabalhada atualmente, deve-se ter em mente que está muito longe dos interesses e do dia-a-dia do aluno. Renovar com atividades que possam atingir os educandos que não são motivados pelo método tradicional de ensino, é um novo desafio tendo em vista mudanças na prática pedagógica, através do emprego dede filmes, teremos possibilidades que contribuirão como instrumentos facilitadores da aprendizagem, visto que é recursos flexíveis e dinâmicos, cujo benefício poderá estar no fato de enfatizar o ensino e a aprendizagem de concepções, assunto que em meio às informações fica incompreensível.

Assim sendo, é de suma importância um novo olhar para a metodologia pedagógica aplicada nas aulas de Física. Conforme Ausubel (2000) torna-se essencial buscar contribuição nas situações de experiências dos educandos, como forma de estabelecer as conexões precisas entre o conhecimento empírico e o novo conhecimento.

Conclui-se que, é essencial considerar o conhecimento prévio do educando e a contextualização, tendo em vista, o conhecimento e a aprendizagem significativa no Ensino de Física.

REFERÊNCIAS

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GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2007.

GREIMAS, A. J; COURTÉS, J. Dicionário de semiótica. São Paulo: Contexto, 2008.

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MOREIRA, Marco Antônio; MASINI, Elcie F. Salzano, Aprendizagem significativa: A teoria de David Ausubel. São Paulo: Centauro, 2001.

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NAPOLITANO, Marcos. Como usar o cinema em sala de aula. 4ª Ed. São Paulo: Contexto, 2006.

PARANÁ. Secretaria de Estado de Educação. Superintendência da Educação. Diretrizes Curriculares da Educação Básica Física. Paraná, 2008. Disponível em:http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br. Acesso em 28/12/ 2018.

PELIZZARI A, Kriegl ML, Baron MP, Finck NTL, Dorocinski SI. Teoria da aprendizagem significativa segundo Ausubel. Rev PEC Internet. 2002 Jul. 2014 Jul. p. 37-42.  Disponível em:http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000012381.pdf. Acesso em 25/03/2019.

PASSOS, C. M. B. Planejamento para Além do Burocratismo. Nota de aula para a disciplina de Didática, Faculdade de Educação, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, Fortaleza, 2005. Disponível em: http://www.fisica.ufc.br/afranio/ensino/ downloads. Acesso em 05/01/2019.

[1] Graduando Do Curso Superior De Licenciatura Em Física Pelo Instituto Federal Do Paraná – IFPR.

Enviado: Fevereiro, 2020.

Aprovado: Maio, 2020.

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