Educação de Idosos: Um Estudo no Programa PROMEAPI da Secretaria Municipal de Educação em Manaus

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Educação de Idosos: Um Estudo no Programa PROMEAPI da Secretaria Municipal de Educação em Manaus
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SANTOS, Paula Lidiane Paz dos [1]

PEREIRA, Alessandra dos Santos [2]

SANTOS, Paula Lidiane Paz dos; PEREIRA, Alessandra dos Santos. Educação de Idosos: Um Estudo no Programa PROMEAPI da Secretaria Municipal de Educação em Manaus. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 2, Vol. 13. pp 319-338 Janeiro de 2017 ISSN:2448-0959

Resumo

Nesse caso, o artigo apresenta os dados de uma pesquisa desenvolvida pela acadêmica de pós-graduação do Curso em Gerontologia Social, da Faculdade Salesiana Dom Bosco, no ano de 2013, nas quais foram entrevistados um grupo de idosos que participam do programa PROMEAPI, na cidade de Manaus, AM. A pesquisa visa identificar o perfil sócio-econômico dos idosos, relatar as melhorias percebidas pelos idosos com a alfabetização e descrever os fatores da autoestima dos idosos que ficaram evidentes com a alfabetização. Foram realizados através de dados coletados no campo de pesquisa, sendo os instrumentos utilizados na pesquisa formulários de entrevistas com 5 perguntas abertas e 3 fechadas, que podem ser visualizadas através de gráficos e das tabelas. Porém, na análise dos dados levantados, observou-se que a não alfabetização pode afetar o modo de viver dos idosos, acarretando limitações, dificuldades e principalmente uma baixa autoestima. Conclui-se, que a experiência a campo analisado foi excelente, no qual foi identificado que a educação através da alfabetização é um instrumento indispensável aos idosos e tem contribuído para uma nova perspectiva de vida que abrange a efetividade de uma boa autoestima.

Palavras – Chaves: Educação de Idosos, Alfabetização, Autoestima.

1. Introdução

Este estudo tem propósito voltado à alfabetização para idosos, no campo da educação, e esta relacionado às questões que envolvem a autoestima destes idosos que participam do PROMEAPI – Programa Municipal de Escolarização de Adultos e da Pessoa Idosa.

Atualmente o envelhecimento vem sendo um foco de discussão na contemporaneidade, devido o crescimento demográfico de pessoas idosas e pela expectativa de vida dos mesmos, porém esse processo de crescimento trouxe transformações e mudanças nos aspectos sociais, econômicos e dentre outros, que devem ser revisados tanto pelo poder público e sociedade civil. Dessa forma, as políticas públicas também devem acompanhar as mudanças com a finalidade de suprir as necessidades dos idosos, principalmente às políticas que apresentam falhas ou são insuficientes para atender os idosos, como o caso da política de educação de idosos que pouco tem se discutido.

De acordo com Censo (2000), no Brasil infelizmente ainda existem um índice de 5,1 milhões de pessoas idosas que se encontram na linha do anafalbetismo e poucos programas para atenderem a essas demandas. Em Manaus no Amazonas, podemos encontrar alguns programas que atendem aos idosos como: O Ceja, UNATI, PROMEAPI e Eja. É importante salientarmos que somente a UNATI é totalmente direcionados aos idosos, e quanto os demais programas atendem jovens, adultos e idosos.

Porém a não alfabetização também pode afetar o modo de viver do idoso. Essas limitações podem ser identificadas na dificuldade em expressar seus pensamentos, no medo de falar, na dificuldade de entender certos assuntos, de se inserir no meio social, entre outros aspectos que contribuem para uma baixa auto- estima na população idosa.

Diante dessa situação, faz-se necessário um estudo mais aprofundado sobre a efetividade da política de Alfabetização de idosos, principalmente no que diz respeito aos aspectos da auto-estima desse cidadão no exercício do direito fundamental de educação.

2.Contextualização do processo histórico da educação no Brasil.

A educação no Brasil é um grande desafio de se construir, pois desde o período colonial brasileiro a educação era baseada na harmonia entre sociedade escravocrata, latifundiários e aristocratas. Na antiguidade a maioria da sociedade era formada pelos escravocratas que trabalhavam como as mãos de obras escravas e eram submissos pela minoria, no entanto não era necessária a presença de indivíduos letrados, porque a economia estava voltada a agrícola. Harmonia existia entra a sociedade porque a educação era feita através da espiritualidade e consistia em ensinamentos trazidos pelos colonizadores e principalmente pelos portugueses. (ROMANELLI, 2007).

Para Araújo e Júnior (2002), durante todo o período colonial, o Brasil contou com um sistema organizados pelos jesuítas. Contudo, após a expulsão dos jesuítas em 1759 a educação ficou a cargo do governo metropolitano, que pouco se interessou em dotar a colônia de um sistema colonial educacional eficiente, assim o Brasil chegou à independência sem qualquer forma organizacional de educação escolar.

De acordo com Ribeiro (1981), na primeira metade do século XVIII, Marquês de Pombal tirou o poder de educar das mãos da igreja e passou para o Estado, mas não houve muita mudança porque o objetivo do Estado era deter o poder em suas mãos, e para manter esse poder era necessário impor regras rígidas na população para que se continuasse a harmonia entre Estado e sociedade. Em 1834 o ato institucional descentralizou a responsabilidade educacional para as províncias e poder central, na qual caberiam as províncias o direito de legislar sobre o ensino primário e o médio ficaria sobre o poder central e de exclusivamente de promover e regular o ensino superior. No entanto com a presença de D. João ao Brasil, nascia o ensino superior, um ensino que já não era teológico, e nessa época o ensino primário foi esquecido e a população continuou iletrada e sem acesso aos centros de saberes, porem ainda continuava a tradição que vinha da colônia de uma educação aristocrática.

As primeiras reformas da educação surgiram nos primeiros anos da República, para se resolver os problemas educacionais mais graves. E uma dessas reformas foi a Benjamim Constant, que visava à inclusão de disciplinas cientificas nos currículos e daria maior organização aos vários níveis do ensino educacional, mas essa reforma não chegou a ser posta em práticas, também surgiram outras reformas como o da Lei Orgânica Rivadávia Corrêa e a reforma Maximiliano, mas na realidade nenhuma reforma deu certo e poderiam causar a sistematização sobre a desordem. (RIBEIRO, 1981).

Segundo Azevedo (1953), nas décadas de 20 a educação foi marcada pelo declínio das oligarquias, com a crise do modelo agrário comercial exportador e o impulso da industrialização com o modelo nacional desenvolvimentista, no qual fortaleceu a classe burguesa. A queda da oligarquia e ascensão da burguesia industrial, as revoluções, o tenentismo, o partido comunista, a semana da arte moderna, as linhas de pensamento filosófico dos escolanovistas e dos católicos, foram incorporados à educação e influenciarão toda a organização escolar neste período, e é neste contexto que surge o movimento de cunho pedagógico, a Escola Nova. E pela primeira vez os educadores e profissionais denunciam o analfabetismo e outros problemas da educação. O escolanovismo vai buscar na Europa suas origens, onde já no século anterior uma sociedade industrializada se preocupava com a individualidade do aluno.

No Brasil, os pioneiros da Escola Nova defendem o ensino leigo, universal, gratuito e obrigatório, as reorganizações do sistema escolar sem questionamento do capitalismo dependente enfatizam a importância do Estado na Educação e desta na reconstrução nacional, como soluções para os problemas do país, apelando par o humanismo cientifico – tecnológico, criando-se condições para os indivíduos convivam com a tecnologia e a ciência, fazendo entender que tudo isto está a serviço e disponibilidade do homem. Em 1961, é aprovado a Lei 4024 das Diretrizes e Bases da Educação Nacional, as tendências são beneficiadas pelo conteúdo, que atendem às reivindicações feitas pelos católicos quanto pelos liberais.  (Freire, 1995).

Mesmo com a evolução histórico-econômica do país, mesmo tendo, ao longo de cinco séculos de história, passado de uma economia agrária-comercial-exportadora para uma economia baseada na industrialização e no desenvolvimento tecnológico, mesmo com as oscilações políticas e revoluções Poe que passou o Brasil não priorizou a educação em seus investimentos político-sociais e a estrutura educacional permaneceu substancialmente inalterada até os nossos dias, continuando a agir como transmissora da ideologia das elites e atendendo de forma mais ou menos satisfatória, e que pertence apenas a uma pequena parcela da sociedade. (ROMANELLI, 2007)

2.1 Educação de Idosos no Brasil.

O processo de envelhecimento populacional é uma realidade inegável e irreversível, que vem ocorrendo em todo o mundo e muito rapidamente no Brasil, principalmente, nas regiões desenvolvidas e coincide com um quadro de crises aos estados, com o agravamento dos problemas sociais e da situação de grandes desigualdades. Segundo a previsão da ONU (Organização das nações Unidas), a continuar no ritmo acelerado que se processa o envelhecimento mundial, por volta do ano de 2050, pela primeira vez na historia da espécie humana o numero de pessoas idosas será maior que o de criança abaixo de 14 anos, no entanto a população mundial deve saltar de 6 bilhões para 10 bilhões, e neste mesmo período o numero de idosos deve triplicar, passando para 2 bilhões, quase 25% do planeta. (BERZINS, 2003, p.23).

Conforme Kolland (2005), até os anos 1960 predominava o conceito segundo o qual o curso da vida normal teria três etapas: a infância e a juventude, marcadas pela educação e pela aprendizagem, enquanto a vida adulta voltada para o trabalho produtivo e a velhice dedicada ao tempo livre e de lazer.

Nas últimas décadas esse conceito foi questionado em face o envelhecimento populacional e das alterações no mundo do trabalho, depois da segunda guerra mundial, a UNESCO juntamente a ONU, passaram a pensar na educação, ciência e a cultura, com o objetivo de promover a educação não só pra crianças e dos adolescentes, mas também para adultos e idosos, mediante processos educativos ao longo de toda a vida. (UNESCO, 2002).

Em 1963, o SESC de São Paulo foi pioneiro quanto à criação de lazer para pessoas idosas ou aposentadas. Em 1977, a instituição passou a dar enfoque mais educacional a essa demanda e chamou seus programas de escolas abertas para a terceira idade. A partir dos meados dos anos 1980, principalmente nos anos 1990, foram criadas as universidades da terceira idade, seguindo o exemplo de vários países que, nos anos de 1970, criaram programas educacionais para idosos muitas das vezes vinculados a universidades e a outras instituições de educação de adultos, no entanto o crescimento da oferta educacional para pessoas idosas é positivo, mas a participação dos idosos nesses programas ainda é relativamente pequena e depende da proximidade da educação que as pessoas mantiveram durante sua vida toda. (SESC, 2003)

Segundo Kolland (2005), a oferta desses programas nem sempre satisfaz os idosos, principalmente quando os jovens tentam ensinar aos idosos como eles devem envelhecer ou quando os processos educativos se transformam em uma atividade de lazer para preencher um tempo vazio e, desta forma, torna-se substituto de uma participação real e ativa na sociedade. Assim, não se trata de simplesmente oferecer quaisquer atividades para idosos, mas que estas atividades tenham relação com uma identidade, com suas competências e suas necessidades. Por outro lado, a educação é um dos grandes desafios para inclusão dos idosos não alfabetizados.

Em relação ao gênero, no que diz respeito à educação, infelizmente continua a prevalecer uma grande disparidade entre homens e mulheres, os homens são proporcionalmente mais alfabetizados do que as mulheres, o acesso do ensino fundamental era restrito às classes sociais mais altas e particularmente aos homens até o início dos anos 1960, as mulheres eram reservadas o papel de serem donas de casa e mães, não lhes sendo destinadas um lugar na vida produtiva social. Desta forma antigamente a educação era diferenciada entre meninos e meninas. (NERI, 2007).

Na contemporaneidade, o Brasil avançou muito com relação aos direitos dos idosos, criando leis especificas para garantir a efetivação e defesa de seus direitos. No ano de 1994 surgiu o esboço da Lei 8.842 a chamada Política Nacional do Idoso que foi regulamentada em 03 de julho de 1996 e trouxe propostas concretas e sintonizadas com a Constituição Federal, no qual envolve as esferas federal, estadual e municipal, com o objetivo de implantação e execução de políticas sociais que possam qualificar a vida da população idos, garantindo o melhor atendimento e proteção, através das áreas assistenciais como a saúde, trabalho, previdência social, habitação, urbanismo, cultura, educação, esporte e lazer. (POLÍTICA NACIONAL DO IDOSO, 1996).

Em 2003, mais uma vez os idosos conquistam a aprovação de uma Lei, no qual o congresso Nacional aprovou o Estatuto do Idoso sob a Lei n˚ 10.741, assim ampliando os direitos dos idosos, pois vale salientar que o Estatuto do Idoso foi fruto da organização e mobilização dos aposentados, pensionistas e idosos vinculados à Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas, resultado de uma grande conquista para a população idosa e para a sociedade, os direitos contidos no Estatuto tem como objetivo promover a inclusão social e garantir os direitos desses cidadãos, uma vez que essa parcela da população brasileira se encontra desprotegida, apesar de as estatísticas indicarem a importância das políticas públicas devido ao grande número de pessoas com mais de 60 anos no Brasil. (ESTATUTO DO IDOSO, 2003).

Porém, através dessas leis os idosos devem buscar as oportunidades para desenvolver seus potenciais e ter acesso aos recursos educacionais, culturais, religiosos e de recreação que a sociedade e o Estado ofereçam. (Organização das Nações Unidas, 03 de dezembro de 1982).

2.2 Educação e a Autoestima em idosos.

 Segundo Organização Mundial de Saúde, a terceira idade inicia-se aos 65 anos nos países desenvolvidos e aos 60 anos nos países em desenvolvimento, é caracterizado por um período de declínio ou não físico, psíquico, social e mental do indivíduo, que muitas das vezes podem gerar ou não uma dependência dos outros e isolamento do mundo que o cerca.

No âmbito da nossa sociedade a pessoa idosa vem a ser um indivíduo dependente de outra pessoa, aquela frágil, que não serve, mas para o mercado de trabalho, não produz, o inútil para a sociedade e que só dá trabalho, mais esse cenário precisa ser desmitificado, pois ser idoso significar ser um portador de direitos e deveres, e é uma fase da vida que se deve viver igualmente as outras fases etárias da vida. (FIGUEREDO E TONINI, 2006).

Para Moragas (1997), esta forma de pensar sobre a velhice está vinculada desde as emergências dos sapiens, pois já se pensava na garantia de produção e reprodução, na qual a sociedade era dividida e classificada por sexo, idade e força. Porém deste os primórdios a velhice vêm sofrendo diferenças criando-se barreiras entre as pessoas mais jovens e velhas, com destaque e prioridades para os mais novos conforme a aceitação do capitalismo em prol da exclusão trabalhista dos mais velhos.

Entretanto, a própria sociedade não está preparada para a velhice e até mesmo há idosos que apresentam a mesma situação de não aceitar que estar envelhecendo e que seu corpo está sofrendo modificações e limitações, pois muitos idosos acabam procurando meios que possa entardecer o envelhecer, são meios pelos quais procuram para se sentirem bem psicologicamente, como as cirurgias plásticas, compram roupas diferentes e até mesmo procuram parceiros mais jovens, tudo isso como diferentes saídas para manter a ilusão de que não estão envelhecendo, e está não aceitação pode afetar a autoestima desses idosos. (TONINI, 2006).

Por isso envelhecer com saúde é uma dádiva que depende da atitude, do comportamento e da personalidade criada e tomada nesse processo de envelhecimento que cada indivíduo apresenta ao longo e sua vida. Conforme Neri (2006) esclarece que é importante considerar o ciclo da vida como um processo contínuo e permanente de envelhecer e deve-se acreditar que o primeiro dia de vida fora do útero da mãe significa que o sujeito já chegou ao mundo após nove meses de gestação, cresceu e envelheceu com o passar do tempo.

No entanto, a ausência de políticas públicas e sociais é um dos fatores relevantes que não faltar para os idosos e pela falta podem causar grandes conseqüências no processo de envelhecimento, principalmente para aquelas que chegaram à velhice e apresentam um grau de escolaridade baixíssima e muito das vezes são até pessoas que não foram alfabetizadas, porém é um desafio na contemporaneidade das políticas públicas de atendimento aos idosos, a promoção de inclusão através dos níveis de escolaridade para idosos. Neste sentido, Berzins (2003) aponta que no mundo moderno saber ler e escrever são um possibilitador da redução perversa da exclusão social. Apesar do avanço do crescimento que houve no percentual de idosos alfabetizados no país, em 2000, ainda existiam, no Brasil, 5,1 milhões de idosos analfabetos e 64,8% declararam que sabiam ler e escrever pelo menos um bilhete simples.

Conforme o autor supracitado a falta de educação pode interferir também na vida social, na autoestima e na exclusão de qualquer indivíduo, seja na infância, na juventude, na fase adulta e até mesmo na velhice. No entanto, o grau de instrução tem influenciado muito na qualidade do bem-estar e no bem viver de algumas pessoas idosas, principalmente para aquelas que apresentam grau altíssimo de escolaridade e que ao longo de suas vidas ocuparam bons lugares no mercado de trabalho e assim poderão ter expectativa de boas condições no processo de seu envelhecimento. (BERZINS, 2003)

Para Villar (2004), uma das funções da educação é ensinar algo que possa ser usado posteriormente, e é na escola que são ensinados os saberes, valores, competências e habilidades, alem desses aprendizados a educação é primordial para contribuir no crescimento pessoal e como lidar com as novas tecnologias.

 3. Análise e Discussão  

Trata-se de uma pesquisa aplicada, porém a pesquisa está embasada em coletar dados dos idosos que participam da aula de alfabetização do programa PROMEAPI, na cidade de Manaus. Desde modo, a pesquisa envolve a abordagem qualitativa, o instrumento utilizado na pesquisa foi formulários de entrevistas (semi-estruturadas), caracterizando pela observação indireta, que permitiu ao entrevistado comunicar-se livremente com relação ao assunto que está sendo abordado na pesquisa.

A pesquisa foi descritiva e exploratória, quanto aos procedimentos foi bibliográfica e de campo, assim sendo, o universo da pesquisa baseou-se nos Idosos que estão participando do programa PROMEAPI na cidade de Manaus, totalizando 20 Idosos. A amostra equivale a 30% dos indivíduos totalizando 6 idosos que foram entrevistados.

Para melhor compreensão primeiramente, são apresentados dados socioeconômicos e em seguida as perguntas são analisadas.

ASPECTOS SÓCIO-ECONÔMICOS

Tabela 1

Perfil Sócio-Econômico
Sexo 33% Feminino 67% Masculino
Faixa Etária 33% estão entre as idades de 60 a 69 anos. 67% estão entre as idades de 70 a 79 anos.
Renda 50% São pensionistas 33% Aposentados e 17% são sem Renda.

Fonte: Pesquisa de Campo realizada no Programa PROMEAPI 2013.

Com relação ao perfil sócio-econômico dos idosos entrevistados, identificamos na tabela primeiramente o gênero nos quais 33% são femininos e 67% masculinos. Enquanto a faixa etária 33% são idosos de idades entre 60 a 69 anos e 67% são de 70 a 79 anos. No que diz a respeito à renda foi verificado que 50% são pensionista, 33% aposentados e 17% relataram não terem renda nenhuma. Para Neri (2007, p.56),as mulheres são maioria entre os idosos brasileiros de 60 anos e mais. À educação, infelizmente continua a prevalecer uma grande disparidade entre homens e mulheres, os homens são proporcionalmente mais alfabetizados do que as mulheres. Conforme Berzins (2003), a aposentadoria e a pensão são as principais fontes de renda dos idosos, entretanto a população masculina os seus rendimentos provêm do tempo de trabalho e contribuição juntamente ao INSS, enquanto das mulheres, a principal fonte de renda é a pensão, pois cerca de 45% mulheres são viúvas, e estas passaram a ser pensionistas de seus esposos. Mediante ao ART. 37 do Estatuto do Idoso é garantido amparo em todos os campos da sociedade para que o idoso venha a usufruir dos seus direitos como cidadão, sendo relevante a participação e debate deste em repartições públicas, para que sua renda seja mais digna, já que a garantia de direitos é conquistada através de movimentos e lutas sindicais.

Para melhor compreensão do entendimento das perguntas abertas, foi utilizado o método de análise de conteúdo, dividido em duas categorias que dizem respeito à Educação da Pessoa Idosa e Autoestima.  Segundo Bardin (2009), a análise de conteúdo é organizada em três pólos, sendo a pré-análise, exploração do material e o tratamento dos resultados. Como segue abaixo.

EDUCAÇÃO DA PESSOA IDOSA

A educação é considerada uma das grandes possibilidades que as pessoas encontram para se alfabetizar e é uma maneira de todos se manterem atualizados. No entanto a educação deve ser priorizada em todas as fases da vida, desde a infância até a velhice, porém analisemos as respostas voltadas a educação da pessoa idosa.

O que levou você a não estudar?

B (69 anos/ F), C (66 anos/F) e E (60 anos/F): “Comecei a trabalhar muito cedo”.

A (69 anos/ M), D (71 anos/F) e F(74 anos/M): “Porque morava no interior e as oportunidades de estudo eram poucas”.

Fonte: Pesquisa de Campo realizada no Programa PROMEAPI em 2013.

 “Comecei a trabalhar cedo”

Para melhor compreensão desta resposta identificamos nas amostras B, C e E que todos são idosos do sexo feminino que estão nas faixas etárias entre 60 a 69 anos que relataram que não estudaram por motivos de começarem a trabalhar cedo. Para Alambert (2004, p.121), antigamente a forma de pensar na educação de meninas e meninos era diferenciada, geralmente a educação da menina é considerada secundária e dos meninos é prioritária deste ponto de vista os meninos seriam o futuro sustentáculo da família e as mulheres cabiam os aprendizados de responsabilidades domésticas e submissas aos seus esposos. Percebem-se quando as mesmas discorrem sobre a questão compreendem-se que a forma de se trabalhar cedo para elas está voltada para a situação de se casarem cedo, responsabilidades com os filhos e esposos, que acabam dificultando para terem acesso a educação e passam dar prioridades a família. Atualmente pode-se observar na área educacional que as mulheres ocupam espaços nas escolas mais do que o homem, pois se tem um novo cenário de uma realidade de educação que é composta por mulheres que buscam um grau de escolaridade elevado e qualificado como se ver na nossa contemporaneidade.

“Porque morava no interior e as oportunidades de estudos eram poucas”

Com relação à resposta supracitada, foi identificado nas amostras A, D e F, que as maiorias dos idosos são do sexo masculino e que estão nas faixas etárias entre 69 a 71 anos de idade, nas falas os idosos relataram que moravam no interior e que não havia tanto uma prioridade de ensino, ou seja, as escolas eram longe e difíceis de ter acesso. De acordo com Faleiros (2007), o acesso a educação foi cerceado para uma boa parte da população idosa, principalmente a rural, ao longo de toda vida, reduzindo sua cidadania. Em 1981, a taxa de analfabetismo das pessoas de mais de 60 anos era de 40% nas áreas urbanas de 65% nas áreas rurais. (IBGE, 1995). Porém, pode-se verificar que a educação tem alcançado muito mais as zonas urbanas do que as zonas rurais, que muitas das vezes essa educação e defasada, apresentando precariedade e descaso tanto das estruturas, na falta de profissionais e dentres outras situações que podem afetar a educação dos indivíduos que vivem nas zonas rurais, no entanto é necessário que se priorize a educação tanto na zona rural e urbana de uma forma igualitária para que se possa suprir a necessidades de todos que dela necessite e principalmente das pessoas idosos que não obtiveram acesso as escolas

A alfabetização trouxe alguma melhoria para a sua vida?

A (60 anos/ M), C (66 anos/F) , D( 71 anos/F) e F(74anos/M): “Ajudou-me a assinar meu nome, antes só utilizava meu polegar como assinatura e me sentia muito mal com isso. Mas hoje tenho orgulho de si próprio por saber ler e escrever”.

B (69 anos/ F) e E (71 anos/F): “Sim. Porque eu tinha dificuldade de tirar o dinheiro do banco, e dentre outras situações que envolvem a leitura”.

Fonte: Pesquisa de campo realizada no Programa PROMEAPI em 2013.

“Ajudou-me a assinar meu nome, antes só utilizava meu polegar como assinatura e me sentia muito mal com isso. Mas hoje tenho orgulho de si próprio por saber ler e escrever”.

Nos depoimentos das amostras A, C, D e F, os idosos percebem que a alfabetização tem sido fundamental para o processo da escrita e da leitura. Na verdade, a leitura e a escrita rompe com o mundo desconhecido, no qual passa a ser descoberto para aqueles que nunca tiveram acesso a essa aprendizagem.

Dessa forma, este processo educacional reflete em uma sociedade moderna que exige uma população atualizada, qualificada e envolvente com as tecnologias. Porém, seja qual for à demanda como a de criança, adolescentes, de adultos ou de velhos, mas que estas sejam dinâmicas, conforme as transformações ocorridas de geração a geração.

Diante desta questão foi verificado durante a entrevista, que muitos idosos apresentavam um sorriso de felicidade no rosto, por saberem ler e escrever, principalmente aqueles que não sabiam assinar o seu próprio nome. Reforça-se ainda que a vontade de aprender dos idosos são maiores do que de jovens, por ser algo novo que os mesmos queriam obter quando jovem e não conseguiram, sendo para eles como uma grande descoberta para o mundo.

“Sim. Porque eu tinha dificuldade de tirar o dinheiro do banco, e dentre outras situações que envolvem a leitura”.

Os idosos entrevistados B e E, apontaram que tinham grandes dificuldades com as atividades diárias que envolvem leitura e escrita, nos quais a ausência da alfabetização faz com que os idosos tornem-se refém de si mesmo diante de uma realidade. Estes depoimentos explicitam que muitas pessoas perdem a sua própria autonomia na vida diária e acabam dependendo de outras pessoas para prestação de serviços de rotinas.

No que diz respeito a estes sujeitos entrevistados, pode-se entender que a partir da alfabetização os mesmos conseguiram alcançar melhoria para suas vidas diárias, assim realizando suas funções do dia a dia sem auxílio de outros, como a ida em supermercado, bancos, lojas e etc.

Como você se sente hoje, ao aprender ler e escrever?

A (60 anos/ M) e C (66 anos/F): “Bem, muito satisfeito, porque estou aprendendo muitas coisas”

B (69 anos/ F), D (71 anos/F), E (60 anos/F) e F (74 anos/M): “Eu me sinto livre alegre, contente e feliz”

Fonte: Pesquisa de campo realizada no Programa PROMEAPI em 2013.

“Sinto-me bem, muito satisfeito, porque estou aprendendo muitas coisas”

Na amostra A e C, sendo gênero masculino e outro feminino, nas faixas etárias de 60 a 66 anos, em depoimento os ambos apontaram que se sentem muito bem, satisfeitos e que estão aprendendo muito com a leitura e a escrita. Tanto para as mulheres quanto para os homens idosos, a leitura e a escrita tem possibilitado uma transformação em suas vidas no quais estão sendo atribuídos através de aprendizagem.

Sabe-se que no mundo que vivemos atualmente saber ler e escrever é primordial para que possamos sobreviver nessa modernidade, porém cada dia que passa as transformações e mudanças vão ocorrendo e com isso surgem novas tecnologias que exige da população um grau de escolaridade ainda maior. Porém é importante ressaltar que a alfabetização tem trazido satisfação aos idosos, pois tem valorizado uma forma de pensar positiva que diz a respeito do termino do ensino fundamental, médio e até mesmo de alcançarem um nível superior.

Segundo Moragas (1997), os direitos dos idosos devem ser concretizados a partir das políticas sociais na área da saúde, promoção de assistência social, educação, trabalho, previdência social, habitação, urbanismo, justiça, cultura, esporte e lazer com o objetivo de possibilitar a proteção e inclusão social dos idosos que apresentam de dificuldade de se socializarem, para que os mesmos alcancem seus objetivos pessoais.

“Eu me sinto livre alegre, contente e feliz”

Sobre esta resposta foi identificado nas amostras B, D, E e F, sendo maioria mulheres, que apresentam idades de 60 entre 71 anos, que o seu significado nos atribui que os idosos sem a leitura e escrita estavam presos em um mundo desconhecido que levavam aos mesmo um isolamento que envolvem as relações sociais e tudo que nos cercam. Conforme Berzins (2003), saber ler e escrever são um possibilitador da redução da perversa exclusão social.

Para Doll (2004) a educação para idosos tem contribuído no crescimento pessoal desse segmento, e que remete à psicologia do desenvolvimento ao longo de toda a vida, e consiste nas capacidades intelectuais básicas para permanecerem preservadas, a educação pode aperfeiçoar os aspectos da inteligência prática as especialidades, a criatividade e a sabedoria, compensando os déficits, como ocorrem com os treinos da memória ou das habilidades sociais.

AUTOESTIMA

Em cada fase da vida temos necessidades diferenciadas. À medida que envelhecemos podemos determinar nossas habilidades para manter a autonomia e a independência, para que possamos obter um estado psicológico saudável principalmente a autoestima que envolvem os aspectos intelectuais e emocionais. É preciso que cada indivíduo possa se conhecer pessoalmente e gostar de si mesmo aceitando suas habilidades e limitações. Dessa forma analisemos as falas dos entrevistados que dizem a respeito da autoestima.

O que é autoestima para você?

A (60 anos/ M), D (71 anos/F) e F(74anos/M): “Autoestima pra mim é a pessoa capacitada gabaritada, que confia em seu potencial e si mesmo”.

B (69 anos/ F), C (66 anos/F) e E (60 anos/F): “Se senti bem”.

Fonte: Pesquisa de Campo realizado no Programa PROMEAPI em 2013.

“Autoestima para mim é a pessoa capacitada gabaritada, que confia em seu potencial e si mesmo”.

Diante desta resposta, foi verificado que a maioria dos entrevistados é do gênero masculino entre as faixas etárias de 60 a 74 anos, que diretamente relataram que a autoestima para os idosos está associada para um indivíduo capaz, inteligente, independente com grandes possibilidades e habilidades.

Buscando-se entender e compreender está afirmativa, observa-se que a autoestima vai depender sempre da forma de como cada indivíduo vive no meio que está inserido, e ao mesmo tempo pode transformar à sua maneira de viver e conviver, pois a autoestima envolvem sentimentos que podem ser positivos e negativos.

Para Stuart (2002), a autoestima significa gostar de si mesmo, aceitando suas possibilidades e as limitações, porém a autoestima é desenvolvida através das avaliações que defini quem somos, nos quais conseguimos nos diferenciar dos outros e construímos a identidade e depois formamos uma imagem ao nosso respeito à autoimagem que será uma visão geral de como somos, levando em consideração os aspectos intelectuais e emocionais, que chamamos de autoestima.

“Se sentir bem”.

Com relação a esta resposta todas as amostras foram do gênero feminino, nas faixas etárias de 60 entre 69 anos, no qual as idosas apontaram que a autoestima é se sentir bem.

Neste discurso podemos identificar que as mulheres são as mais que detém uma autoestima elevada, devido ser as mesmas as mais responsáveis pelas tarefas domésticas que as torna ativas, convivo com a vizinhança, uma comunicação maior do que os homens e entre outros fatores que contribuem para uma boa socialização e todas as fases da vida e principalmente na velhice.

Você acha que a falta de alfabetização pode afetar a autoestima do idoso? 

B (69 anos/ F), D (71 anos/F) e F(74anos/M): “Sim. O idoso não consegue se expressar direito e tem vergonha de falar”

A (60 anos/ M), C (66 anos/F) e E (60 anos/F): “Se sente mal diante dos outros por não saber ler e nem escrever o próprio nome”.

Fonte: Pesquisa de campo realizada no Programa PROMEAPI em 2013.

“Sim. O idoso não consegue se expressar direito e tem vergonha de falar”

Nesta linha de resposta, identificamos nas amostras que a maioria são do sexo feminino e que relataram durante a entrevista que a falta de alfabetização pode afetar a autoestima do idoso, causando dificuldades de se expressar com outras pessoas.

É importante destacar, que a autoestima tem ajudado os idosos no processo educacional, pois a partir que estes idosos aprendem as capacidades de requerer conhecimento é maior e satisfatório, por outro lado a autoestima tem sido fator essência para o cotidiano desses idosos que dizem a respeito da alegria, da comunicação, da leitura diante das receitas médicas etc. Percebeu-se no campo de pesquisa que alguns idosos ainda apresentavam dificuldades de se comunicar, de responder certas questões com clareza, de a escrita ser mais lenta e dificuldades de entender, motivos pelos quais de nunca terem acesso a educação e pela primeira vez estarem presentes em salas de aulas, e isso tem dificultado para uma baixa autoestima, diante de outros colegas que conseguem acompanhar o processo de aprendizagem mais rápido.

“Sim. Se sente mal diante dos outros por não saber ler e nem escrever o próprio nome”.

Neste sentido, as amostras A, C e E, sendo que estas amostras a maioria são compostas por mulheres entre as faixas etárias de 60 entre 66 anos, apontaram que um dos fatores da não alfabetização que pode afetar a autoestima do idoso é não saber ler, escrever e não saber assinar o próprio nome. Neste ponto de vista, no que diz respeito às respostas dos entrevistados pode-se entender que a alfabetização pode sim transformar e mudar a forma de viver do idoso.

Por outro lado, a modernidade requer uma população que seja letrada de conhecimentos, e estes conhecimentos estão presentes no mercado de trabalho através de disputas de qualificação profissional ou altíssima escolaridade.

Conforme Kolland (2005), o que se predominava nos anos de 1960, que a velhice era fase dedicada ao aposento e lazer, hoje nas últimas décadas passa a ser questionada devido às alterações no mundo e no mercado de trabalho.

Portanto, cabe ao Estado e sociedade a promoção da educação e atualização de conhecimentos para que a população idosa possa acompanhar o desenvolvimento do mundo atual propiciando aos idosos o crescimento pessoal de sua própria autoestima.

4. Considerações Finais

Diante de tudo, observou-se através da análise e da pesquisa Educação de idosos com relação à autoestima revelou-se uma imagem detalhada desde grupo populacional de idosos. Ficou evidente que a educação para idosos e autoestima está interligadas, pois mesmo que a educação esteja vinculada ao cunho pedagógico na qual trabalha a aprendizagem através das leituras, escritas e dentre outras, a mesma pode sim, influenciar na autoestima do idoso, e a partir da educação que se inicia a compreensão e a interpretação de tudo que é existente no mundo e que nos leva a formar nossas personalidades através de avaliações sobre si mesmo, tanto na genética como nos meios que vivemos.

Desta forma, os dados apontam que a educação contribui sim para a autoestima da pessoa idosa, na qual desempenha um papel fundamental e de forte influência no contexto de suas vidas, principalmente na integração da sociedade como meio de uma boa socialização e crescimento pessoal.

Em estudos, espera-se que está pesquisa possa contribuir para aprofundamentos de outras temáticas educacionais voltadas aos idosos, como o caso do ensino fundamental, médio, superior e no que diz respeito à interação entre jovens e idosos.

Portanto, a temática foi de suma importância, pois envolve uma visão através da educação de cunho pedagógico e da autoestima de idosos que freqüentam aulas de alfabetização. No entanto a educação e autoestima complementam uma a outra constituindo na vida dos idosos, percepções ligadas à sua vida diária e suprindo as necessidades do dia a dia em determinadas situações que envolvem suas personalidades.

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[1] Finalista de Pós-Graduação do Curso em Gerontologia Social pela Faculdade Salesiana Dom Bosco.

[2] Professora-Orientadora, mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Amazonas.

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