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Os benefícios da Psicomotricidade na Educação Infantil

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CONTEÚDO

ARTIGO ORIGINAL

ROVERSSI, Tabata Tatiane Ramalho [1], FIER, José Rubens [2]

ROVERSSI, Tabata Tatiane Ramalho. FIER, José Rubens. Os benefícios da Psicomotricidade na Educação Infantil. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 10, Vol. 01, pp. 49-62. Setembro de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/beneficios-da-psicomotricidade

RESUMO

Na perspectiva do processo de desenvolvimento de uma criança, pode-se considerar que as series iniciais representam um período fundamental neste processo. Dito isso, o presente artigo tem como objetivo demonstrar a importância da Psicomotricidade na Educação Infantil, e como ela contribui para o processo de ensino e aprendizagem da criança. Mostrando a necessidade do uso de jogos capazes de contribuir para o desenvolvimento interativo da mesma. Trata-se de um estudo realizado a partir de pesquisas bibliográficas. Concluindo que há a necessidade da compreensão dessas técnicas psicomotoras por parte do profissional da área, para que se obtenha benefícios voltados ao desenvolvimento dos educandos.

Palavras-Chave: Educação Infantil, psicomotricidade, desenvolvimento.

1. INTRODUÇÃO

A Psicomotricidade pode ser desenvolvida através de atividades e brincadeiras que envolvem a motricidade, onde tem um conhecimento maior através de seu corpo, fazendo com que possua um grande domínio e que favoreça na sua aprendizagem.

Os elementos básicos da Psicomotricidade como a lateralidade, discriminação visual, coordenação motora fina, coordenação motora grossa, esquema corporal, discriminação auditiva, devem ser trabalhadas para que desenvolva noções, ideias, conceitos e espaços favorecendo o desenvolvimento, esses elementos mal estruturados podem prejudicar o ensino aprendizagem do indivíduo desfavorecendo seu desempenho psicomotor e intelectual.

Com o desenvolvimento mal estruturado da criança pode trazer problemas como na escrita, e na leitura entre outros relacionados ao seu mau desempenho. Cabe a cada profissional ajudar, pois a má formação é muito grave para a formação da criança, é importante que a escola auxilie de maneira favorável dando recursos para os profissionais trabalharem com apoio e união.

Nas séries iniciais é a fase da escola onde é mais trabalhado o sistema psicomotor dos indivíduos, pois é através das experiências com seu corpo que é formado de maneira organizada seu esquema corporal e seus conceitos.

As atividades lúdicas e jogos são muito importantes para o desenvolvimento e sua percepção e conscientização se adaptando com o comportamento psicomotor auxiliado com o seu movimento corporal.

Com o desenvolvimento motor a criança busca um comportamento prazeroso, sendo importante trabalhar todas as funções onde está relacionada com a psicomotricidade que possa se expressar por meio do seu corpo, principalmente colocando limites respeitando tempo e espaço.

Esse trabalho tem como função mostrar e alertar profissionais para que se manifestem e auxiliem essas crianças na Educação Infantil onde traga benefícios para esse desenvolvimento, para que haja relação entre professor e aluno e que a escola de suporte e auxilie esses profissionais.

O trabalho irá apresentar sobre a psicomotricidade e seus conceitos mais relevantes, além disso como manifesta na Educação Infantil e como trabalha a reeducação infantil.

Os procedimentos baseiam-se em pesquisas bibliográficas como objetivo de solucionar os problemas apresentados no desenvolvimento psicomotor da criança, principalmente na Educação Infantil, como foco fazer com que o profissional da área comece a perceber como são importantes essas atividades para o futuro dessas crianças e como ser trabalhado de maneira correta, assim ajudando também no processo de contribuições para a alfabetização.

Assim fazendo com que o professor observe melhor o seu ambiente escolar assumindo uma postura de auxiliar corretamente essas crianças, compreendendo melhor seu importante papel em sala de aula.

A metodologia deste artigo está baseada em pesquisas bibliográficas, sites e livros que contribuíram para o processo deste trabalho. Onde teve como objetivo apontar alguns assuntos que contribuem e funcionam a Psicomotricidade na Educação Infantil.

2. PSICOMOTRICIDADE

Seu estudo constitui questões motoras e psicoafetivas, sendo expressões motoras (o que ele faz) e o psicoemocional (o que ele sente). Como a psicomotricidade tem o corpo humano seu movimento como principal objeto de estudo ela engloba várias áreas, tais como educação, pedagogia e saúde (JIMENEZ, 2008).

É muito importante que estimulem todas as funções motoras onde cada um contribui para o desenvolvimento, trazendo saúde e trabalhando os movimentos do corpo de maneira correta que traga benefícios ao desenvolvimento como foco na Educação Infantil.

Os conceitos básicos da Psicomotricidade são: o aprimoramento das funções motoras com a lateralidade, a estruturação do esquema e imagem corporal, noção espacial e temporal, coordenação motora fina (pequenos músculos), global (grandes músculos), equilíbrio e ritmo (JIMENEZ, 2008).

3. LATERALIDADE

Este relacionado a um lado onde há mais predominância do seu corpo do que o outro direcionado em três níveis: Mão, olho e pé. Onde existe um domínio motor maior ou menor de um dos lados do corpo, dando uma dominância de um dos lados. O lado com a dominância é onde apresenta maior força muscular, mais precisão e mais rapidez. Ele que inicia e executa a ação principal. Já o outro lado atua como um auxiliar desta ação, sendo igualmente importante. Ou seja, os dois lados não trabalham isoladamente, mas sim de forma complementar (OLIVEIRA, 2011).

Os três tipos de níveis acima citados são divididos em vários aspectos, tendo, portanto, todos os certos nomes específicos para cada tipo de desenvolvimento apresentado com as mãos, olhos e pés.

A dominância do lado direito dos três níveis: mão, olho e pé podem dar o nome de destra homogênea, e do lado esquerdo, canhota ou sinistra homogênea. A dominância espontânea nos dois lados do corpo, dominar os movimentos tanto de um lado como do outro, o que não é muito comum, é chamado de ambidestra (OLIVEIRA, 2011).

Quando pregamos um prego em algum local, a mão que auxilia segura o prego quando a outra, com precisão e força muscular suficiente, bate o martelo; quando escrevemos, uma mão segura a folha enquanto a outra escreve outras ações da vida cotidiana (OLIVEIRA, 2011).

A lateralidade ocular pode perceber qual a dominância maior que um dos olhos tem perante o outro através de algumas ações, fazendo com que busque maior auxílio para que possa trabalhar corretamente com a criança percebendo esse desempenho maior em um dos lados.

Essa dominância pode ser percebida quando perfuramos um cartão e pedimos que a criança olhe através do buraco feito, em determinado objeto em sua frente. Mas devemos tomar cuidado ao ver a dominância ocular da criança, pois isso pode ser um problema na vista podendo dar uma dominância incorreta (OLIVEIRA, 2011).

A lateralidade pode também ser cruzada, quando se apresenta a mão esquerda, ao mesmo tempo em que a perna direita é a que se destaca; ou no caso de se ter o uso da mão direita e olho canhoto. Estas crianças precisam então submeter a um processo de organização da sua psicomotricidade, ou seja, de autocontrole muscular, como atividades escritas, visuais e motoras onde sintoniza estas predileções. As pessoas com este problema ao contrário dos canhotos, podem apresentar distúrbios de aprendizagem. (SANTANA, 2006).

Em caso de acidente onde tenha que haver uma amputação ou paralisia ao lado dominante, em que a pessoa começa a usar o outro lado, é considerado como falsa sinistralidade ou falsa destralidade, dependendo do caso (OLIVEIRA, 2011).

Auxiliando assim como trabalhar com o desenvolvimento de cada um conhecendo a sua lateralidade, lembrando que cada um possui uma lateralidade diferenciada da outra, proporcionando para que busque perceber qual o lado tem dominância baseando em alguns exemplos citados acima, executando atividades, movimentos que ajudam a pegar objetos e na escrita.

4. DISCRIMINAÇÃO VISUAL

Quando nasce uma criança, seus neurônios ligados a retina estão ainda imaturos. Ela só reage à luz muito forte, não percebe nuanças luminosas. As informações visuais obtidas pelos receptores externos levadas ao córtex cerebral são geralmente distorcidas e muitas vezes fluidas (OLIVEIRA, 2011).

Ou seja, a criança ela nasce sem enxergar corretamente, não possui um desenvolvimento avançado somente com muita luz e principalmente fortes. Mas com a percepção do seu dia a dia vai conseguindo se desenvolver até estar completamente desenvolvida.

Através do amadurecimento do sistema nervoso, o aparelho visual vai amadurecendo e a criança consegue distinguir objetos e pessoas ao seu redor de maneira satisfatória. Isso acontece através da associação com muitos dados receptores. Mas só isso não é suficiente. A criança precisa aprender também a controlar os movimentos de seus olhos, precisa ser capaz de dirigi–lós para um determinado ponto para direciona–lós intencionalmente para algum lugar. Para isto precisa ter um controle rigoroso e preciso dos músculos extraoculares (OLIVEIRA, 2011).

Sendo assim, é necessário também que a criança desenvolva a retenção dos símbolos visuais apresentados, como letras, palavras, sinais de pontuação, isto é, deve desenvolver a memória visual (OLIVEIRA, 2011).

Principalmente na Educação Infantil, pode estar trabalhando, pois são inseridas várias atividades e brincadeiras que contêm esses tipos de símbolos visuais contribuindo com a memória visual.

As atividades visomotoras ajudam em todo processo de aprendizagem da criança na escrita, pois é uma forma básica de comunicação da linguagem para que haja interação de habilidades visomotora e práticas a atividade gráfica precisa de maturação visomotora. Esse tipo de coordenação está presente em atividades manuais como a escrita, mas também nas corporais como chutar uma bola usando os membros inferiores (ALMEIDA, 2010).

Todas essas atividades contribuem para que possa ter um desenvolvimento favorável, onde a criança possa manifestar todos os seus desempenhos necessários, onde trabalhadas corretamente só contribuem para a formação sócio motora, afetiva e intelectual do indivíduo.

5. COORDENAÇÃO MOTORA FINA

Foi verificado que, na perspectiva da coordenação fina, há a presença do uso de músculos pequenos como as das mãos e dos pés. Assim, é realizado pelas crianças, movimentos precisos e delicados, como desenhar, pintar e manusear pequenos objetos, desenvolvendo habilidades que a acompanharão por toda a vida (LOUREDO, 2002).

O desenvolvimento da criança com as mãos, por exemplo, não é algo fácil e simples, eles precisam de estímulos para que sua coordenação motora fina seja eficiente, de modo satisfatório para seu desenvolvimento e na educação infantil deve–se inserir objetos e atividades que estimulam esses desenvolvimentos.

É possível observar a coordenação motora de um indivíduo desde pequeno, a todo momento a criança está exposta as percepções e estímulos exteriores que são respondidas de várias formas, sendo assim cabe ao professor, nas primeiras séries, trabalhar a psicomotricidade da criança. À medida que a criança aprende a pintar dentro de espaços delimitados, a mesma começa a desenvolver sua coordenação, do mesmo modo que, conforme ela for sendo alfabetizada, aumentará a sua capacidade motora (LOUREDO, 2002).

Um aspecto que a experimentação do corpo favorece é a independência do braço em relação ao ombro, e das mãos aos dedos, fatores decisivos para a coordenação visomotora onde a escrita necessita de independência dos membros para que se processe de maneira econômica e sem cansaço onde a criança consiga controlar a pressão dos dedos (OLIVEIRA, 2011).

A coordenação motora fina tem que ser trabalhada para que através de atividades possa se desenvolver corretamente, pois essas crianças que têm essas pressões ao escrever precisam ser trabalhadas com estímulos para que sua coordenação seja favorável.

6. COORDENAÇÃO MOTORA GROSSA

A coordenação motora é caracterizada pela sua capacidade de usar os músculos esqueléticos de forma mais eficiente, procedendo em uma ação ampla de modo eficiente, plástica e econômica que permite ao indivíduo um domínio sobre o seu corpo no espaço, controlando os movimentos mais bruscos. Ex: andar, pular, rastejar etc. (SANTOS, 2011).

Várias atividades podem ser aplicadas na Educação Infantil onde estimulem estes tipos de movimentos, fazendo com que esse processo de coordenação motora grossa seja trabalhado ajudando aquelas crianças que não conseguem fazer certos exercícios ou movimentos que envolvem coordenação motora grossa, como pular amarelinha.

Foi verificado que na coordenação motora grossa é presente o uso de grupos de músculos maiores que desenvolvem habilidades como correr, pular, chutar, subir e descer escadas. Estas podem ser desenvolvidas através de exercícios e atividades esportivas. Caso haja um déficit nessas habilidades, verificamos dificuldades, em praticar atividades esportivas, o que acaba gerando baixo autoestima (LOUREDO, 2002).

7. ESQUEMA CORPORAL

O corpo é uma forma de expressão de individualidade. A criança percebe as coisas que a cercam em função de seu próprio corpo. Sendo assim, conhecendo–o, terá maior habilidade para se diferenciar, para sentir diferenças. Ela passa a distingui-lo em relação aos objetos circundantes, observando–os, manejando–os (OLIVEIRA, 2011, p.47).

A Educação Infantil é uma fase em que a criança tem mais domínio sobre elas mesmas, pois começam a perceber esse domínio através de algumas atividades aplicadas, como colocar corretamente os membros dos corpos em devidos lugares como cabeça, braços e pernas.

Para a criança agir através dos aspectos psicológicos, psicomotores, emocionais, cognitivos e sociais, precisam possuir um corpo organizado, onde sendo um ponto de partida para descobrir suas diversas possibilidades de ação, portanto, é preciso levar em consideração os aspectos neurofisiológicos, mecânicos, anatômicos e locomotores (OLIVEIRA, 2011).

“Um esquema corporal organizado, portanto, permite uma criança se sentir bem, na medida em que seu corpo lhe obedece, em que tem domínio sobre ele, em que o conhece bem, em que pode utiliza–ló para alcançar um maior poder cognitivo” (OLIVEIRA, 2011, p.51).

O corpo organizado permite que a criança tenha equilíbrio, uma boa coordenação global podendo assim trabalhar com objetos e fazer atividades de coordenação motora que necessitam para um bom desempenho e para que possam ter domínio de seu corpo.

8. DISCRIMINAÇÃO AUDITIVA

Na Educação Infantil é muito importante a aplicação de trabalhos músicas, pois contribuem para a formação da criança, onde ela estimula vários membros do seu corpo de uma só vez, como braços, pernas e assim por diante, pois além de cantar ajudando na fala , a criança acaba dançando sob o ritmo da música, sendo de extrema importância para seu desenvolvimento motor.

A expressão musical é caracterizada no aspecto intuitivo e pela exploração (sensório-motor) das matérias sonoras. A criança interage com a música através de brincadeiras que cantam enquanto brincam, acompanham sons e o movimentos de seus carrinhos, dançam e dramatizam situações sonoras diversas, conferindo personalidade e significados simbólicos aos objetos sonoros e instrumentos musicais e à sua produção musical (MENDONÇA, 2011).

O instrumento musical ajuda no desenvolvimento da criança, podem ser variados como os de materiais que produzem sons, os que usam o corpo e até a voz. Como exemplo explorar elementos do mar, como a água do mar, os peixes, baleias, tubarões entre outros, podendo trabalhar a questão da organização do material sonoro no tempo e no espaço, permitindo que aproximem do conceito de organizar os materiais sonoros (MENDONÇA, 2011).

Como os sons do mar que podem ser usados vários sons sonoros e existem outras coisas que podem ser trabalhadas com as crianças, como o barulho da natureza, como das arvores, pássaros, mas existem músicas que ajudam no desenvolvimento cognitivo da criança, onde auxiliam no desenvolvimento da criança ajudando no seu convívio social e afetivo.

9. PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A Psicomotricidade auxilia de modo significativo a formação e estruturação do esquema corporal e tem como prioridade estimular a prática do movimento em todos os processos da vida de uma criança. Através de atividades, as crianças podem se divertir, criar, interpretar e se relacionar com o mundo em que estão introduzidos. Por isso, há uma crescente tendência sobre a recomendação de jogos e brincadeiras, por parte de educadores em programas escolares desde a Educação Infantil (LIMA, 2007).

Todos esses jogos ajudam no desenvolvimento da criança onde através do estímulo a criança proporciona um ótimo recurso, além de contribuir com a sua personalidade e no ambiente escolar.

Assim, a psicomotricidade é um meio que se relaciona através da ação, que conscientiza a união do corpo, da mente, do espírito, da natureza e da sociedade e está diretamente ligada à afetividade e à personalidade, uma vez que o sujeito utiliza seu corpo para demonstrar o que sente (LIMA, 2007).

10. A IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE

No processo de educação infantil, a criança busca experiências em seu próprio corpo, desenvolvendo conceitos e organizando o esquema corporal. A abordagem da Psicomotricidade permite que seja entendido a forma de como a criança compreende seu corpo e as possibilidades de se expressar através do mesmo, localizando–se no tempo e espaço. O movimento humano é construindo em função de um objetivo. A partir de uma intenção como expressividade intima, o movimento transforma–se em comportamento significante. Sendo assim, toda criança precisa passar por todas as etapas em seu desenvolvimento (LIMA, 2007).

Baseia–se também na Educação Infantil onde é importante para a criança passar por essa etapa para que se desenvolva conforme as atividades aplicadas para determinada idade com o objetivo de incentivo ao desenvolvimento da criança.

A psicomotricidade na educação infantil é de grande importância, pois prevê a formação da base indispensável para o desenvolvimento motor, afetivo e psicológico da criança possibilitando através de jogos e atividades lúdicas, que a mesma se conscientize sobre seu corpo.

Por meio de recriações a criança envolve suas aptidões perceptivas ajustando seus comportamentos psicomotores. Assim, é necessário que a recriação desenvolva atividades de acordo com os níveis de maturação biológica da criança, para que a mesma relacione o controle mental a sua expressão motora. A recreação dirigida oferece várias atividades esportivas que auxiliam na aprendizagem da criança, conservando sua saúde física, mental e equilíbrio sócio–afetivo (LIMA, 2007).

Conforme Lima (2007), atividades de caráter recreativo são bons exemplos, pois favorecem a consolidação dos hábitos e o desenvolvimento corporal e mental, além de melhorar a aptidão física, a socialização, a criatividade, visando como um todo à formação da sua personalidade.

11. DIFICULDADES NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A Psicomotricidade está ligada ao ambiente escolar, principalmente na Educação Infantil onde acontecem estímulos para o desenvolvimento cognitivo da criança, que contribui no seu processo de aprendizagem.

“Verificamos que há alunos que correm, brincam e que participam de todos os jogos. Nas salas de aula não apresentam qualquer problema de postura, de atenção, leem e escrevem sem dificuldades, conhecem a noção de tempo e espaço” (OLIVEIRA, 2011, p.11).

Tem crianças que precisam de mais estímulos no ambiente escolar para que através de estímulos o seu processo de aprendizagem seja favorável dentro da unidade escolar com atividades simples do dia a dia, porém muito importante verificamos que há crianças que são diferentes porem sua inteligência é normal, são chamados “desastrados”, que derrubam coisas nos locais em que passam, possuem movimentos lentos e pesados e tem dificuldades em se relacionar com outras pessoas corretamente, letra ilegível, escreve com muita força que em alguns casos resgam o caderno, postura relaxada, desconcentração, dificuldade em conhecer direita e esquerda, não conseguem usar corretamente a tesoura, pulam letras ao ler e escrever, não consegue controlar o tempo de suas tarefas, porém são diferentes problemas que essas crianças podem apresentar (OLIVEIRA, 2011).

As crianças que têm essas dificuldades além de serem estimuladas na escola, em alguns casos tem que haver um encaminhamento de um especialista, para que esses desenvolvimentos sejam trabalhados no objetivo de interver essas dificuldades.

Existem muitos desses casos em que as crianças são prejudicadas porque este encaminhamento se faz tardiamente, além de possuir erros automáticos, principalmente na leitura e na escrita (OLIVEIRA, 2011).

É importante que os professores da Educação Infantil detectem que certos alunos não conseguem desenvolver nas atividades satisfatoriamente dando apoio em sala de aula de todas as formas que esses indivíduos não têm uma coordenação motora desenvolvida corretamente.

O professor deve esgotar os seus recursos antes de proceder a um encaminhamento para diversos profissionais, nem todos os problemas apresentados são de total responsabilidade da escola, mas algo tem que ser feito no âmbito escolar, antes de encaminhamentos (OLIVEIRA, 2011).

O importante é verificar corretamente o desenvolvimento da criança na Educação Infantil para que através disso se apresentar um desenvolvimento não favorável para a recuperação do desenvolvimento não favorável aos demais faça uma análise ampla para que busque uma alternativa favorável para a recuperação do desenvolvimento.

12. REEDUCAÇÃO COM A PSICOMOTRICIDADE

A reeducação estimula as crianças suas funções psicomotoras, que foram contrariadas em seu desenvolvimento. É uma ação dirigida ao déficit motor, com o objetivo de atingir também o cotidiano. É importante chamar a atenção ao que Piaget já antecipava, com a preocupação de estimular as crianças de forma adequada, em cada fase do seu desenvolvimento. Assim ele mencionava as questões da Psicomotricidade e não a limita apenas a uma ação reeducativa, mas a uma ação educativa (COSTA, 2010).

Sendo assim a criança se desenvolve conforme sua fase de desenvolvimento, basta estimular para que se possa ter um desempenho onde favoreça todas as suas funções psicomotoras.

A educação psicomotricidade deve ser considerada com uma educação de base na pré-escola. Ela condiciona todos os aprendizados pré-escolares, da lateralidade, a situação no espaço, a dominar seu tempo, a adquirir habilidades de coordenação de seus gestos e movimentos (OLIVEIRA, 1997).

Esses desenvolvimentos devem ser de uma maneira favorável para que a criança possa se expressar livremente para que não atrapalhe seu desenvolvimento e sua evolução.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Através da bibliografia consultada para a realização deste artigo, teve como auxílio para se obter maior compreensão dos assuntos abordados. Tiveram como foco principal auxiliar educadores que envolvem a Educação Infantil para a colaboração de aplicar e entender melhor a Psicomotricidade em sua área de atuação (na prática), sendo que a Educação Infantil está relacionada a aplicação de várias atividades e brincadeiras que nisso podem ser trabalhadas vários desenvolvimentos em que se relaciona a motricidade.

O artigo também abordou a Psicomotricidade na sua reeducação porque isso contribui muito para o desenvolvimento das crianças que ainda não foram estimuladas. Lembrando que é favorável para o desenvolvimento motor e também para o psíquico, a reeducação com a psicomotricidade na Educação Infantil é um desafio muito importante a ser encarado pelos profissionais envolvidos, mas que haja muita força de vontade, porque é importante que essas crianças sejam estimuladas desde nas séries iniciais, pois é a fase onde a criança tem que ser direcionada a esses assuntos tratados no artigo, onde favoreça o desenvolvimento importante nesta fase que merece muito desempenho e dedicação do profissional.

É muito importante que os professores conheçam as técnicas necessárias para que enxerguem a verdadeira necessidade da criança, pois os resultados auxiliam em um bom desenvolvimento principalmente de uma relação global do indivíduo.

Podemos analisar que se o desenvolvimento da criança estiver de maneira não favorecida pode impedir que essa criança tenha um contato sociável com os demais, principalmente em sala de aula, e esses ensinamentos não contribuem somente para o desenvolvimento motor da criança e sim cognitivamente e afetivamente onde envolva melhor e possa se desenvolver.

As funções ligadas à educação motora têm que haver com a estimulação por parte do profissional e para isso conhecer melhor todas essas funções psicomotoras, e que repasse isso para seus alunos de uma maneira organizada e bem aproveitada garantindo aprendizagem de qualidade.

Como vimos uma coisa liga a outra, pois a lateralidade, por exemplo, bem trabalhada ajuda no desenvolvimento da criança para que se possam fazer atividades favorecida ao lado predominante, e como trabalhar com a coordenação fina onde envolve a escrita para isso tem que haver uma boa lateralidade desenvolvida, com isso o mecanismo que ajuda o esquema corporal, onde tem que ter controle sobre uma escrita e também ser explorada para seu desenvolvimento, além disso o sistema visomotor precisa estar bem estabelecido para que possa conhecer símbolos, números onde estabeleça um ótimo desempenho.

A coordenação motora grossa está relacionada à discriminação auditiva, em que através de uma música, ajudando em seu desenvolvimento, possa estabelecer coordenações onde envolva correr, pular, saltar entre outros, trabalhando de uma maneira ampla e bem estabelecida.

Pois todos os educadores ligados ao Ensino Infantil, onde trabalham com o desenvolvimento da criança, devem conhecer melhor como funcionam as técnicas psicomotoras para que se integrem com maior conhecimento e trazendo benefícios as crianças. Basta que favoreça esses indivíduos, tenham um ótimo profissional que pense um pouco que uma má formação hoje pode trazer muitos prejuízos futuramente, então trabalhar a Psicomotricidade na Educação Infantil é de extrema importância e com isso que as escolas também auxiliam os professores e profissionais da área a essa prática.

REFERÊNCIAS

JIMENEZ, K. C. Você sabe o que é Psicomotricidade? 2008. Disponível em: http://www.ribeiraopires.net/index.php?option=com_content&view=article&catid=54:colunistas&id=229:colunistas, Acesso em: 02. Mai. 2013.

LIMA, A. Psicomotricidade na Educação Infantil – desenvolvendo suas capacidades. 2007. Disponível em: http://www.colegiosantamara.com.br/aprenda-mais/artigos/ver.asp?artigo_id=9. Acesso em: 04. Jan. 2013.

LOUREDO, P. 2002. Coordenação Motora. Disponível em: http//www.brasilescola.com/biologia/coordenação-motora.htm, Acesso em: 09. Mai.2013.

MENDONÇA, S. A criança e a música: a criança e a música. 2011. Disponível em: http://www.pedagogiaeopedaletre.com/post/a-criança-e-a-musica-musicalização-de-forma-intuitiva/. Acesso em: 15. Abr. 2013.

OLIVEIRA, Gislene de Campos. Psicomotricidade: Educação e reeducação num enfoque psicopedagógico. Petrópolis, RJ. Editora Vozes, 2011.

SANTANA, Ana Lucia. Lateralidade. 2006. Disponível em: www.infoescola.com/psicologia/lateralidade/.

SANTOS, Selma. Coordenação Motora Grossa. 2011. Disponível em: http://selmacotidianomatematico.blogspot.com.br/2011/11/coordenação-motora-rossa.html. Acesso em: 14. Mai. 2013.
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[1] Pós graduação em Psicopedagogia e Gestão Escolar, Graduação em Pedagogia.

[2] Orientador. Especialização em Didática e Metodologia do Ensino Superior. Especialização em Educação Essencial. Graduação em Formação de Psicólogo. Graduação em Licenciatura Em Psicologia.

Enviado: Agosto, 2020.

Aprovado: Outubro, 2020.

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