Ações Desenvolvidas em Educação Ambiental na Creche Leonor Pereira de Assis no Município de Anísio De Abreu –PI

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Ações Desenvolvidas em Educação Ambiental na Creche Leonor Pereira de Assis no Município de Anísio De Abreu –PI
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SILVA, Gerson Pindaíba da [1]

SILVA, Gerson Pindaíba da. Ações Desenvolvidas em Educação Ambiental na Creche Leonor Pereira de Assis no Município de Anísio De Abreu –PI. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Edição 03. Ano 02, Vol. 01. pp 82-95, Junho de 2017. ISSN:2448-0959

RESUMO

O Presente estudo teve como propósito analisar a Educação Ambiental na Creche Leonor Pereira de Assis, localizada no município de Anísio de Abreu Piauí – PI. No processo metodológico adotou se uma pesquisa de campo, bem como foi realizado uma pesquisa bibliográfica a fim de angariar informações sobre autores que a temática em questão. Dessa forma, realizou-se uma entrevista com 10 professores responsáveis pelo desenvolvimento das atividades com as turmas da Educação Infantil, 15 pais de alunos, 02 gestões e 20 alunos. A pesquisa tem como objetivo geral analisar as ações pedagógicas desenvolvidas em Educação Ambiental para a Educação infantil no Centro de Educação Infantil Leonor Pereira de Assis, e como objetivos específicos identificar as contribuições das atividades desenvolvidas na escola para o desenvolvimento de habilidades relacionadas aos aspectos cognitivos e sociais das crianças, conhecer as principais atividades desenvolvidas em educação ambiente. A revisão literária teve como referência alguns autores que trabalham o tema em questão: Campos (1996 ), Dias, (1998), Morim (2000), Oliveira, (2002), Rodrigues, (2005, Vygotsky , (1998 ), Piagt (1996 ) Boff (2006), entre outros. A escolha do tema foi por ser amante da educação Infantil e ter consciência que a educação ambiental é responsabilidade de todos. A relevância social desta pesquisa, pode vir a servir como subsídio para muitos educadores infantis, interessados em promover e desenvolver a educação ambiental neste nível de ensino. Como resultado percebe-se que a Educação Ambiental para a Educação Infantil promovida no Centro de Educação Infantil Leonor pereira de Assis é uma prática pedagógica com um caráter inovador, diferenciado e que contempla princípios direcionados para a formação de cidadãos preocupados com o futuro do meio ambiente.

Palavras-Chaves: Práticas Inovadoras, Crianças, Educação Ambiental.

1. INTRODUÇÃO

O mundo atual vem sofrendo sérios problemas na educação ambiental, devido ao modo de vida do homem e suas necessidades, por isso, a Educação Ambiental é de suma importância para conscientização do homem, é responsável por incentivar mudanças nas atitudes e hábitos, visando um meio ambiente limpo, agradável e sem poluição. Uma boa pratica de educação ambiental, permitirá ao homem transformar e compreender as relações complexas que existem entre a natureza a sociedade. Sendo assim é preciso que que a escola desenvolva de forma agradável e consciente a importância de trabalhar a educação ambiental no currículo escolar, desde a educação infantil até a educação superior.

Durante os primeiros anos de vida acontece a estrutura, o desenvolvimento e a construção básica do pensamento humano de cada indivíduo. É o momento em que os processos de interação e conscientização sobre o meio ambiente e a sociedade acontece. Por isso a escola deve desenvolver atividades voltadas para a educação ambiental desde cedo, pois a criança necessita entrar em contato e vivenciar experiências que estimulem a harmonia e o respeito com o meio ambiente.

Sendo assim, a escola que atende o ensino Infantil tem uma função importante, pois é um local onde as crianças se socializam, dialogam e buscam um aprendizado significativo, é onde vivencia novas experiência, aprendem outras habilidades, convivem em grupos e até conseguem resolver situações conflituosa aprendem a respeitar e valorizar o meio ambiente desde cedo, compreende a dependência e a relação que há os entre os elementos da natureza. Para que isso aconteça é preciso que a escola tenha uma proposta Pedagogia ativa que atenda ao interesse das crianças, levando em consideração as diversidades ao meio em que ela está inserida.

A prática da educação ambiental só se torna relevante, quando a escola visa a construção significativa e diversificada de conhecimentos, acerca do meio natural e social, com o intuito de contribuir para a formação ética, moral e de valores, essenciais na construção humana, com objetivos a garantir uma convivência harmoniosa com os diferentes grupos sociais e com o meio ambiente, no qual está inserido.

Diante deste contexto escolheu-se a temática Educação Ambiental na Educação Infantil para realização desta pesquisa, delimitou-se como área de estudo a Creche Leonor Pereira de Assis, localizada no município de Anísio de Abreu- PI. Neste sentido, questões problema que norteou este trabalho foi: Como é desenvolvida a Educação Ambiental na Creche Leonor Pereira de Assis no município de Anísio de Abreu- PI? A pesquisa tem como objetivos gerais analisar as atividades pedagógicas trabalhadas em Educação Ambiental na Educação Infantil, na Creche Leonor Pereira de Assis, e como objetivo identificar as ações e contribuições destas atividades realizadas na escola para o desenvolver habilidades ligadas aos aspectos sociais, afetivos e cognitivos das crianças desta escola. Na revisão literária teve como referência alguns autores que trabalham o tema em questão: Conceição (2005 ),Dias, (1998),Rodrigues (2003), Boff, (2006),Brasil, (1999), entre outros.

O trabalho apresenta em seu referencial teórico um breve comentário sobre a importância da ética para o meio ambiente e está subdividido em: ética e meio ambiente, apresenta o tema ecossistemas e meio ambiente está subdividido em: crescimento populacional e o lixo e sua natureza bem como faz um relato da Caracterização da Realidade da Unidade Escolar estudada e está subdividido: os caminhos metodológicos da pesquisa, o perfil dos sujeitos pesquisado e analise dos resultados da pesquisa.
O trabalho apresenta ainda sugestões e considerações finais, que podem servir como fontes de pesquisas para outros profissionais em trabalhos acadêmicos, ou com auxílios para melhorar as práticas docentes na educação ambiental com ênfase na educação infantil.

2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 ÉTICA E MEIO AMBIENTE

O planeta Terra funciona como se fosse uma máquina gigante. Depois que é retirada qualquer peça, nunca mais volta a funcionar do mesmo modo, mesmo com as reposições. Quando os homens degradam o meio ambiente em nome da evolução estão ao mesmo tempo colaborando com a exterminação do planeta Terra. Sociedade em geral precisa ter ética nas relações com o meio ambiente.

O reconhecimento ao valor e respeito demandando pelo meio ambiente representa primeiro passo em busca da ética ambiental. Reconhecer que a mãe natureza garante a sobrevivência dos seres vivos representa passo indispensável. Sem a ajuda mútua dos seres vivos as formas de vidas não existiram no globo. Planeta Terra funciona como se fosse uma máquina, quando retirada qualquer peça nunca mais volta a funcionar como antes, mesmo com as reposições. (BOOF, 2006)

Instituições públicas e privadas necessitam atuar dentro da temática. A educação sobre o tema foi precária até a virada do século. Gerações de trabalhadores possuem como única fonte de educação ambiental o trabalho, local no qual passam grande parte dos dias úteis. A cultura ambiental precisa se expressar com a mentalidade em massa, ou cosmovisão. Opinião pública, a imprensa também está entre os canais de informações acessíveis sobre o tema. A problemática da atualidade está no enfoque que deseja colher informações mais com olhos sensacionalistas do que educacional. (BOOF, 2006)

O respeito à natureza de forma íntima representa respeitar a casa dos animais racionais e irracionais. A destruição do meio ambiente do mesmo modo prejudica o habitat das gerações futuras que caso a situação não melhore estão fadadas em viverem no mundo sem riquezas naturais. Código Ambiental Brasil: Os ambientalistas entram em conversão ao acreditar que as leis revisadas pelo governo representam o documento decretador da completa extinção do meio ambiente nacional em curto espaço de tempo. (BOOF, 2006)

A poluição do ar com a queima de combustíveis fósseis, a degradação do solo e das águas, com o uso indiscriminado de agrotóxicos, de garrafas pet, sacolas de plásticos, a poluição sonora, a poluição visual, a radiação nuclear, são apenas alguns dos vilões da saúde humana e da poluição do planeta.

A poluição ambiental é a degradação do solo, do ar, das águas, o que torna a capacidade das próximas gerações de suprir as próprias necessidades, ou seja, o ser humano dependerá da quantidade e disponibilidade de água, ar e terra que existe no planeta, e essa difícil conciliação entre o desenvolvimento e a sustentabilidade tem despertado o mundo para a progressiva redução da poluição ambiental. (BOOF, 2006)

Neste sentido, os principais poluentes lançados na atmosfera são o monóxido de carbono, o dióxido de enxofre, o monóxido de nitrogênio e dióxido de nitrogênio chumbo, que costuma ser adicionado à gasolina para aumentar a octanagem, o dióxido de carbono produto de qualquer matéria orgânica. Embora encontrado naturalmente na atmosfera, quando lançado em excesso provoca desequilíbrios etc.

Nos Centros de aglomerações urbanas, o problema da poluição das águas atinge proporções catastróficas, onde uma infinidade de fontes poluidoras, tanto na forma de esgotos domésticos como de efluentes industriais, acima da capacidade de absorção pelos organismos decompositores e de resíduos inorgânicos não biodegradáveis, muitos inclusive tóxicos e cumulativos são despejados nos rios, lagos e oceanos. (BOOF, 2006)
A educação ambiental é de suma importância nos dias contemporâneos. É um fato consolidado em todas as esferas sociais, a tal ponto que, a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Lei 9.394/96, no que diz respeito aos objetivos do ensino fundamental, no inciso II do Art. 32, aponta para a compreensão do ambiente natural e social, dos valores e das artes na sociedade (BRASIL, 1999).

Sabe-que que o ser humano vem modificando o meio ambiente, desde a antiguidade, ou seja, desde os primórdios, tem apropriado dos recursos da natureza, como meio para garantir sua própria sobrevivência. Para as sociedades mais antigas o meio ambiente era tido como onipotente e incapaz de ser manejada. Só, no decorrer do século XVIII, com a chegada da Revolução Industrial e novas Tecnologias, o homem explora os recursos ambientais de forma desordenadas, sem controle, achando que era superior aos recursos naturas e destes não precisaria para viver Guimarães, (1995).

Diante disto, o relacionamento natureza- homem, passa a gerar conflitos preocupantes para o meio ambiente. Então, começa a crescer em ritmos acelerados os impactos ambientais, prejudicando o homem e o meio em que está inserido, provocando desequilíbrios ecológicos em escala global. A degradação do meio ambiente prejudica a qualidade de vida dos seres humanos, uma vez que um ambiente é fundamental para uma vida saudável, tanto no sentido no social como biológico. Sendo assim, questões como, a degradação das comunidades florestais e das fontes de água, o crescimento exponencial da população, a crescente escassez de recursos naturais, a destruição da camada de ozônio, contribuíram muito para uma baixa qualidade da vida humana. Porém, algumas organizações sociais, foram às ruas e mobilizaram-se por meio de movimentos e manifestações, preocupados com os pontos negativos que trouxe desenvolvimento da industrial capitalista, que visava apenas riquezas. (Guimarães, 1995)

A Conferência do Rio de Janeiro (ECO 92), realizada em junho de 1992 foi um evento muito importante para a educação ambiental, a finalidade deste evento era mostrar e introduzir a importância do desenvolvimento sustentável para a vida do homem, uma vez que visa preservação ambiental e a qualidade de vida. Neste evento foram, foram criados cinco documentos importantíssimos por exemplo; a Agenda 21, sendo o documento mais atual e completos o desenvolvimento sustentado e o meio ambiente do século XXI (Duvoisim,2002).

Porém, mesmo com a realização muitas conferencias e de eventos internacionais referente ao problema da educação ambiental, no Brasil, passa por várias dificuldades ambientais, ou seja, a este tema, ainda está caminhando em passos lentos, sendo um campo em construção, se analisarmos pedagogicamente.
Segundo BOOF:

O modo de pensar que atrofiou em nós, é que atrapalha a conhecer o mundo, em vez de desenvolver a aptidão de contextualizar e de globalizar. Porém, a educação ambiental só avança no Brasil se mudarmos nosso modo de agir e pensar, do que em criar e constituir leis e estratégias que, muitas vezes permanecem apenas na teoria. (BOFF, 2006,p.54).

Percebe-se que, no Brasil, embora, já tenha uma lei que implantou a educação ambiental no país, a Educação Ambiental não conseguiu ser uma atividade desenvolvida de forma como dita a lei, ou seja, como propõe a política nacional e os documentos oficiais. É preciso que os professore e a família trabalhe a educação ambientas, desenvolvendo praticas articuladas com a realidade do aluno deste a s séries iniciais, para que o mesmo passe a conhecer e respeitar o ambiente em que vive.

No Brasil, em muitas instituições de ensino, o tema meio ambiente ainda é visto de forma isolada em disciplinas específicas como e a Geografia e a Biologia na maioria das as ações são trabalhadas em datas comemorativas como, dia do meio dia da árvore e dia do índio. Nota-se que as escolas estão além, quando trabalham a educação ambiental, pois não há um caráter de interdisciplinaridade entre os temas integradores e meio ambiente acabando, muitas vezes, na teoria. Boff (2006), os professores atuais estão ainda atrelados a modelos impostos, estão centrados em instruções, são incapazes de utilizar os conteúdos didáticos conteúdos em novas situações. Portanto:

É preciso que sujam novos modelos educacionais que visem incorporar uma nova concepção de educação, com novas estratégias de ensino e metodologias, que vá além de teorias. A teoria é importante, porém para que seja significativa para o aluno, deve estar ligada a realidades concretas e experiências reais, despertando novas emoções, sensações e que estimulem o ato de pensar, e de refletir sobre a matéria ensinada. Neste sentido, a temática ambiental, não deve restringir-se ao espaço da sala de aula, com a utilização de exposições teóricas realizadas em cada uma das disciplinas específicas Boff (2006).

2.2 ECOSSISTEMAS E MEIO AMBIENTE

James (1997) define biosfera como: parte da Terra onde se encontram os seres vivos. Ela compreende a superfície terrestre e a porção inferior da atmosfera e prolonga-se até o fundo dos oceanos. O estado da biosfera é fundamentalmente o estudo dos seres vivos e sua distribuição pela superfície, pois é o conjunto de todos os ecossistemas da terra, ou seja, de todo ser vivo. O homem, como ser vivo faz parte da biosfera, interage com os outros seres vivos mantendo relações ecológicas com eles, algumas vezes de forma harmônica mas na maioria das outras vezes de forma desarmônica, com isso, causando constantes prejuízos para a vida da biosfera em geral.

Quando o homem deixa de ser nômade e passa a viver em grupos maiores e em condições sedimentares, tem início uma verdadeira simbiose na biosfera do planeta. Com sua fixação, ele muda substancialmente sua relação com a natureza e meio ambiente e, com a organização social, surge o trabalho que passa a representar um método de dominação, cuja maior expressão se dá na agricultura, (CONCEIÇÃO, 2005, P. 25).

O homem herdava uma terra cheia de riquezas, ele podia extrair todos os recursos necessários à sua subsistência sem a menor preocupação, pois para ele todos os recursos pareciam inesgotáveis. Com o advento da Revolução Industrial no século XVIII, começa o consumismo desenfreado, e a natureza começa a se mostrar frágil.

Por isso, o homem tem uma responsabilidade acrescida na saúde da biosfera e compreender são complexas e intrincadas são essas teias alimentares, que demoraram milhões de anos em evolução para serem o que são hoje em dia, serem da forma como nós avistamos esses seres vivos que lutam pela sobrevivência nessas florestas e nesses oceanos cheios de vida mas que é uma vida frágil perante ao avanço do homem no afã de conquistar mais territórios para si mesmo sobre esses ecossistemas naturais e com isso causando a destruição deles.

A sociedade contemporânea vem passando por profundas e aceleradas transformações. No âmbito do meio ambiente, as consequências de tais transformações (reestruturação produtiva, cultural, política, tecnológica e social) vem provocando reflexões sobre o uso dos recursos naturais e a possibilidade de uma conscientização maior da sociedade no que se refere à reciclagem do lixo, assim como uma postura mais ecológica em relação ao desenvolvimento sustentável, (CONCEIÇÃO, 2005, P.15).

Preservar o meio ambiente e adotar políticas de desenvolvimento sustentável deixou de ser apenas ideologia de ecologistas para ser uma necessidade universal da preservação da espécie humana na terra. Portanto, os problemas socioambientais decorrentes da evolução humana no planeta começaram a ter foco das atenções na década de 70, com a conferência de Estocolmo em1972.
Na década de 80 quando se tornaram muito mais visíveis e preocupantes as consequências da interferência do homem na natureza como: efeito estufa, chuvas ácidas, ilhas de calor nas cidades, o buraco da camada de ozônio, a poluição dos oceanos, grande extensão dos desmatamentos, extinção de espécies de animais e o rápido esgotamento dos recursos renováveis, várias outras ações foram criadas com o intuito de salvar o planeta, mas nem sempre com o consenso de todos os governantes que priorizam em primeiro lugar a economia e o crescimento de seus países, sem dar tanta importância o quanto isto está prejudicando o planeta ou não.

Conceição (2005), afirma que recentemente, o programa das Nações Unidas (ONU) para o meio ambiente divulgou um relatório que chama a atenção dos principais líderes do planeta, dizendo que, no nível atual de consumo no mundo, já ultrapassamos ou excedemos em 40% a capacidade de restauração da biosfera, levando-se em conta o consumo de alimentos, recursos naturais e energia; que este déficit aumenta 2,5% ao ano e, se o mundo consumisse na mesma proporção dos norte-americanos, alemães e franceses, o homem precisaria de três planetas e não um, para poder sobreviver.

2.3 CRESCIMENTO POPULACIONAL

Entende-se por população o conjunto de indivíduos de uma mesma espécie, que vivem numa mesma área, ao mesmo tempo e, que possuam a capacidade de gerar descendência fértil. Em seu meio ambiente natural, as populações oscilam de geração em geração. Mas, considerando-se um período de tempo maior, sua tendência é manter o tamanho constante. O tamanho de uma população natural depende do balanço entre natalidade, mortalidade (predação, parasitismo e competição com outros seres vivos) imigração e emigração. Assim, uma população poderá: a) aumentar de tamanho em função da redução da mortalidade, aumento da natalidade ou imigração de outros indivíduos; b) diminuir de tamanho, quando a mortalidade superar a natalidade ou ocorrerem a emigração de indivíduos; manter-se-á estável quando houver uma situação de equilíbrio entre natalidade e imigração versus mortalidade e emigração, Conceição ( 2005).

Nunca em toda a sua história, a humanidade se multiplicou tão rapidamente, consumiu tantos recursos naturais e degradou tanto o meio ambiente. A explosão demográfica representa uma séria ameaça aos ecossistemas terrestres, podendo trazer consequências terríveis e irreversíveis para os habitantes da Terra. Poucos são os governantes e analistas demográficos a compreender que uma população mundial que cresce num ritmo de 3% ao ano, índice aparentemente despretensioso, na verdade se multiplicará por 19 em um século.

O autor, não levou em consideração a capacidade humana de criar métodos de sobrevivência e adaptabilidade às circunstâncias, pois, não imaginou a produtividade com uso de defensivos e adubos agrícolas e, várias outras técnicas de plantio para o aumento da produção e suprir a demanda alimentar da população. Com todas estas técnicas houve um grande aumento da população mundial ao longo da história, exigindo áreas cada vez maiores para a produção de alimentos e novas técnicas de cultivo que aumentassem a produtividade da terra.

Conceição (2005) diz que com o advento da Revolução Industrial se tornou mais acelerado o processo de crescimento populacional, uma vez que se passou a oferecer novas ofertas de trabalho, melhoria da renda, geração de tecnologia e novas oportunidades econômicas se abriram para empresários e trabalhadores. A melhoria da qualidade dos serviços de saúde e dos meios de produção agrícola foram consequências da era pós-revolução industrial.

As aglomerações urbanas que mais crescem são aquelas dos países em desenvolvimento, onde não há nenhum tipo de planejamento e infraestrutura sanitária básica e onde os recursos financeiros são cada vez mais escassos, acarretando poluição, fome e miséria; aumento da violência, criminalidade urbana e, destruição ambiental. Quando a população mundial ultrapassou a marca dos 4 bilhões de habitantes, atingiu um nível além do qual seu aumento assume um outro caráter inquietante. Agora, mais do que nunca, este crescimento começa a reduzir a capacidade improdutiva e regenerativa dos sistemas biológicos. Assim, a preocupação com o crescimento populacional desperta a atenção para com o progresso e a igualdade do ser humano.
A sociedade torna-se cada ano, mais urbana e consome, cada vez com mais fome, os recursos naturais, como se fossem infinitos. Ele acaba respondendo a esta necessidade de produção e consumo com a intensificação do processo produtivo e a adoção de mais tecnologia, gerando, assim, mais lixo que será jogado na biosfera, (CONCEIÇÃO, 2005, p. 80).

Com o aumento da população, consequentemente, o consumo aumenta, com o aumento do consumo, por suposição lógica, aumenta-se a produção, daí surge a problemática ambiental. Vivemos na era dos descartáveis, que a maior parte dos produtos são inutilizados e jogados fora com enorme rapidez, eis o desafio para governantes e sociedade de um modo geral.

3. A REALIDADE DA CRECHE LEONOR PEREIRA DE ASSIS

O trabalho foi desenvolvido de acordo com um estudo realizado na Creche Leonor Pereira de Assis, a qual pertence à rede municipal de educação do município de Anísio de Abreu no Piauí. A referida escola está localizada na zona urbana oferece Educação Infantil e Conta com um número considerável de alunos, sendo que a maioria vive nas proximidades da escola.

A Unidade Escolar tem como missão construir uma gestão democrática com interação entre professor, aluno e comunidade, desenvolvendo as capacidades intelectuais para a construção do saber, mediando o conhecimento acadêmico, promovendo a cultura e o esporte, visando o desenvolvimento intelectual e humano da sua clientela, possibilitando sua inserção no mercado de trabalho, bem como elevando os índices de aprovação nas avaliações externas e internas, valorizando as relações sociais, culturais e políticas, para o exercício pleno da cidadania na construção de uma sociedade democrática e não – excludente.
A organização do tempo escolar deverá cumprir a carga horária exigida por Lei em consideração as peculiaridades locais, climáticas, geográficas, suprindo eventuais desperdícios com atividades extraclasse, garantindo assim, o tempo de horário pedagógico, bem como o tempo para a aplicação das avaliações. Necessitando, portanto, ser organizado em função das estratégias centradas em conteúdos significativos para o aluno, a partir do desenvolvimento de habilidades cognitivas, afetivas, psicomotoras e artísticas.

Para tanto é importante ressaltar que todos devem se mobilizar pela melhoria da organização do trabalho pedagógico, por intermédio de um processo de reflexão e ação, objetivando atingir uma educação de qualidade. Assim, é essencial sensibilizar as famílias e a comunidade escolar para garantir o desenvolvimento de todos no projeto educacional da escola, pois, como preconiza a atual Lei de Diretrizes e Bases, em seu Art. 1º, a educação abrange todos os processos formativos e estes estão vinculados ao ambiente familiar, escolar e sociocultural
Dos recursos pedagógicos que a escola possui, a maioria é utilizado pelos professores e alunos. O pátio é pequeno, porém sempre que necessário comporta muito bem os alunos quando há alguma comemoração ou evento realizado na escola. Possui ainda uma cantina onde é distribuída a merenda. Não tem refeitório, os alunos fazem seu lanche no interior da escola (pátio ou corredores).

Considerando a realidade destes alunos, percebe-se que alguns mostram facilidade em assimilar os conteúdos mesmo não tendo acesso aos livros em casa, o que se observa é a falta de estímulo por parte dos familiares e até mesmo de alguns professores que em sua grande maioria demonstram-se alheios ao fato de dar a assistência necessária a estas crianças que são tão carentes de estudo e conhecimento.
Na escola em questão, assim como na maioria das escolas do município, os educandos não têm o hábito de estudar para aprender, mas sim estudar para a prova. Alguns vão para a escola, apenas para não ficar em casa ou para não ir para a roça. Seria necessário que professores e alunos discutissem e definissem o que precisam ensinar e aprender, assim os conteúdos seriam assimilados com maior facilidade e a aprendizagem aconteceria espontaneamente, levando-os a perceber que todo sujeito é responsável pelo seu desenvolvimento educacional e, que sua aprendizagem depende especialmente de seu esforço e de sua dedicação aos estudos.

3.1 O PROCEDIMENTOS METODOLÓGICO E ANALISE DOS RESULTADOS

A pesquisa foi realizada na creche Leonor Pereira de Assis, localizada no município de Anísio de abreu- PI, com 20 alunos, 10 professores, 2 gestores e 15 pais de alunos sobre a temática educação ambiental na escola. A pesquisa realizada pautou-se na pesquisa de campo, tendo como contexto investigativo os alunos professores, pais e gestores que trabalham na Creche Leonor Pereira de Assis, os quais responderam questionários e entrevistas e foram considerados como população de amostra da realidade da evasão escolar.

A coleta de dados foi através de questionários semiestruturado onde buscou-se ouvir uma mostra da comunidade escolar, desta forma foi ouvido, pais alunos professores e gestores, totalizando 47 pessoas entrevistadas opinando e contribuindo de forma direta para um melhor entendimento sobre a participação e a visão que os mesmos têm em relação as atividades sobre a educação ambiental realizada na escola. A metodologia de coleta de dados foi bastante positiva, pois permitiu vivenciar mais de perto, as concepções e práticas desenvolvidas dentro da unidade de ensino.
Quando pergunto aos alunos como é trabalhado a educação ambiental na escola? 58% dos entrevistados disseram que as aulas são atrativas e dinâmicas, e que os professores conscientizam sobre os cuidados como nosso ambiente, principalmente a limpeza, 27% disseram que os professores falam sobre o como coletar o lixo,15% responderam que os professores quais não falam sobre o tema.

Temas mais trabalhados sobre educação ambiental na educação infantil. Fonte : arrecadada pela autora
Gráfico 01: Temas mais trabalhados sobre educação ambiental na educação infantil. Fonte : arrecadada pela autora

Quando pergunto aos alunos que atividades são desenvolvidas em educação ambiental na escola? 37% responderam os professores trabalham jogos infantis com este tema, 37% disseram que as atividades de educação ambiental são trabalhadas de forma lúdica, ou seja, brincando. 25% dos alunos entrevistados falaram que os professores falam sobre o a educação ambiental e depois realizam tarefas para eles responder. 1% responde que os professores desenvolvem atividades de dramatização como a conscientização da coleta do lixo no município e na escola

Atividades desenvolvidas pelos professores. Fonte : arrecada pela autora
Gráfico 02: Atividades desenvolvidas pelos professores. Fonte : arrecada pela autora

Ao perguntar aos professores que atividades são trabalhados em educação ambiental na escola. 80% responderam que trabalham o tema nas aulas de Ciências e Geografia, mas seguem a sequência do livro didático, 20% disseram que trabalham pequenos projetos voltados para esta temática contemplando assim os temas transversais.

Aulas de educação ambiental na ministrada pelos professores. Fonte: Arrecada pela autora
Gráfico 03: Aulas de educação ambiental na ministrada pelos professores. Fonte: Arrecada pela autora

Quando pergunto aos professores sobre quais os temas de educação ambiental são trabalhados na escola? 73% responderam trabalham a temática lixo e a poluição, já 26% disseram dos entrevistados afirmaram que trabalham projetos interdisciplinares, pedindo aos alunos para produzir poemas, frases, pequenos textos, desenhos, 1% respondeu outras atividades

Temas trabalhados em educação ambiental. Fonte: arrecada pela autora
Gráfico 04: Temas trabalhados em educação ambiental. Fonte: arrecada pela autora

Ao perguntar os gestores sobre quais as atividades desenvolvidas em educação ambiental na escola? Eles responderam que a escola realiza juntos com os discentes e docentes projetos interdisciplinares: como o dia do meio ambiente, onde realizam palestra, oficinas dinâmicas, produções de gêneros textuais, e tipologia textual., além destas atividades os professores trabalham os tema em suas disciplinas semanalmente, principalmente os professores de Geografia e de Ciências naturais.

Gestão Escolar. Fonte: Arrecada pela autora
Gráfico 05: Gestão Escolar. Fonte: Arrecada pela autora

Para as professoras entrevistadas as atividades realizadas na educação ambientam com os alunos da educação infantil precisam englobar uma linguagem especifica clara e simples sobre o que é o tema. Pode constatar estas informações nas falas das professoras:

Professor A: começo a aula falando do conceito e logo depois faço uma demonstração concreta para que os alunos despertem o interesse pela matéria, gosto de contar histórias e piadas sobre o tema.

Professor B: é preciso ser claro e objetivo quando falamos da educação ambiental para as crianças, pois só assim elas poderão assimilar o conteúdo ministrado e até multiplicar para a família.
Professor C: através da linguagem adequada o aluno poderá passar a gostar do conteúdo ministrado. A linguagem é sem dúvida a mola chave para despertamos o prazer pelos temas de educação ambiental.

Sendo assim, todos os professores da educação infantil da escola em questão, reconhecem a linguagem como uma ferramenta essencial para despertar o gosto pelos temas ambientais, e podem influenciar nos resultados do ensino aprendizagem.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Analisando os resultados da pesquisa, nota-se que a escola ainda está deixando muito a desejar na temática educação ambiental, pois a maioria dos professores, pouco trabalham este tema em suas aulas e quando desenvolvem é de forma isolando. Percebe também, que uma pequena parcela já trabalha projetos interdisciplinar, mas apenas em datas comemorativas como o dia do meio ambiente. Nesta escola o envolvimento dos alunos na educação ambiental ainda precisa melhorar.

Considera-se que a ações desenvolvidas em educação ambiental desenvolvida no Centro de Educação Leonor Pereira de Assis, no município de Anísio de Abreu- PI, precisa melhorar muito pedagogicamente. Mas as propostas de atividades ambientais ministradas pelos educadores veem contribuindo de forma significativa em termos sociais e cognitivos dos alunos. Percebe-se que estas atividades contribuem para que as crianças vivenciem e estabeleçam relações entre o seu conhecimento e aqueles que aprende na escola.

Portanto, a educação ambiental é um processo permanente e contínuo que exige o comprometimento e a participação de todas as pessoas, independente do grupo social em que está inserido. Em se tratando da educação ambiental na educação Infantil, este compromisso por parte do educador é de grande valia e decisivo, pois dentro na escola o professor é a figura essencial ela o desenvolvimento do aluno, é o principal responsável, pela formação de conceitos e atitudes das crianças, tanto no presente como no futuro.

Constatou-se nesta pesquisa que é possível desenvolver atividades voltas para a educação ambiental na educação Infantil, porém esta prática exige dos professores envolvidos, flexibilidade, serenidade e habilidade, visando promover o conhecimento de forma prazerosa e contextualizada. Sendo assim, o professor que visa transformar a realidade e a formação de seus educandos, diante das mudanças ambientais pode contribuir de maneira significativa para a mudança de concepções de uma sociedade em torno das questões ambientais.

REFERÊNCIAS

BRASIL, lei nº 9597, de 27 de abril de 1999. Institui a Política Nacional de Educação Ambienta1999

BOFF, Leonardo, Educação e Sustentabilidade, Petrópolis, RJ, Vozes, 2006.

CONCEIÇÃO, Márcio Magera – Os Empresários do Lixo: Um paradoxo da Modernidade – Editora Átomo, 2005.

DIAS, Genebaldo Freire. Educação Ambiental: princípios e práticas. São Paulo:GAIA, 1998.

DUVOISIN, In: Ruscheinsky. A necessidade de uma visão sistêmica para a educação ambiental: conflitos entre o velho e o novo paradigma. 2002.

GUIMARÃES, Mauro. A dimensão ambiental na educação. São Paulo: Papirus, 1995.

JAMES, Barbara – Lixo e Reciclagem – São Paulo, Editora Scipione, 1997.

RODRIGUES, Francisco Luiz , Vilma Maria Cavinato – Lixo: de onde vem? Para onde vai? 2ª Ed. São Paulo Editora Moderna, 2003.

[1] Graduada em Letras / Português pela Universidade estadual do Piauí- UESPI. Mestranda em educação pela ANNE SULLIVAN. Professor da Rede Municipal

Licenciado em   letras / Português, pela UESPI, Especialista em Metodologia da Língua Portuguesa e Literatura, pela Faculdade de Teologia Hokemãh, Especialista em Gestão Educacional com Aplicação tecnológica, pela Faculdade UNICESPI, especialista em Libras pela faculdade Cândido Mendes professor da Rede Estadual no Município de Anísio de Abreu- PI, professor substituto na Universidade Estadual do Piauí- UESPI.

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