Nível de aptidão física de idosas participantes de projeto social no Município de Salinópolis – PA

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ARTIGO ORIGINAL

SANTOS, Dennys Augusto da Fonseca dos [1], SILVA, Rafael Oliveira da [2], NASSAR, Sérgio Eduardo [3]

SANTOS, Dennys Augusto da Fonseca dos. SILVA, Rafael Oliveira da. NASSAR, Sérgio Eduardo. Nível de aptidão física de idosas participantes de projeto social no Município de Salinópolis – PA. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 12, Vol. 08, pp. 76-92. Dezembro de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao-fisica/nivel-de-aptidao

RESUMO

Durante o processo de envelhecimento, os idosos apresentam uma série de perdas das suas funções orgânicas. Isso favorece a perda funcional, tornando difícil as mais simples atividades cotidianas; e este declínio pode ser retardado por uma rotina mais ativa. O objetivo desta pesquisa é averiguar os níveis das variáveis que compõem a aptidão física funcional de idosas participantes de um projeto social realizado em Salinópolis, Pará. O estudo é de direcionamento quantitativo, descritivo e possuiu uma amostra de 11 (onze) mulheres idosas, submetidas a análises de variáveis componentes da aptidão física, pré e pós 8 (oito) semanas de treinamento. Identifica como resultados o aumento dos níveis das habilidades resistência muscular, e agilidade/equilíbrio dinâmico após o programa de treinamento. Conclui que a prática de exercícios físicos promove condições favoráveis aos componentes de aptidão física dos idosos participantes de projetos sociais voltados à qualidade de vida e que um programa específico propicia a prática do professor de Educação Física.

Palavras-chave: Educação Física, envelhecimento, idosos, aptidão física.

1. INTRODUÇÃO

Os processos pelos quais o ser humano passa ao longo do seu ciclo vital são imprescindíveis para qualquer fator direcionado ao seu modo de viver. Sendo assim, seus hábitos ao decorrer destes processos, dependendo da maneira de como são introduzidos no cotidiano, podendo influenciar o ciclo que o mesmo enfrenta posteriormente (PEREIRA; FRANCISCHI; LANCHA JR., 2003; KNAPIK et al., 2019).

Ferreira et al. (2010) destacam que a vivência do ser humano em diferentes aspectos pode promover consequências no processo final de sua vida. Partindo desta colocação, esta fase final é atribuída a todo indivíduo, que se dá com o envelhecimento, conceituado como um processo “dinâmico e progressivo, onde há modificações morfológicas, funcionais, bioquímicas e psicológicas, assim determinando pela perda da capacidade de adaptação do indivíduo ao meio ambiente” (PAPALÉO NETTO, 2006, p. 9).

Py; Trein (2002) conceituam o fato do ser humano envelhecer como sendo transformações que se desdobram pela ação do tempo, no decorrer da vida com as alterações específicas as peculiaridades de cada um.

Esta cascata de modificações acaba tornando o indivíduo consequentemente mais vulnerável à diferentes situações de risco. Assim, o envelhecimento torna-se um fenômeno componente da vida de qualquer ser vivo, fazendo com que este tendo seu início por meio da concepção e seu término no que consiste a sua morte (NASSAR, 2004; FERREIRA et al., 2010).

Sabemos que o envelhecimento se caracteriza como um processo, a velhice como uma fase da vida, em meio a estas etapas se encontra o indivíduo, que é o ser idoso (PAPALÉO NETTO, 2006). Desta maneira contínua se dá a evolução, culminando neste ser idoso, denominado(a) como aquela pessoa que se encontra na faixa etária de igual ou superior a 60 anos de idade, conceito válido para o Brasil já que o mesmo difere dependendo da situação dos países, exemplificando, países em desenvolvimento e países desenvolvidos (SANTOS, 2010).

Como um dado complementar, vale ressaltar que estes seres devem ser reconhecidos como idosos e não rotulados como velhos, inúteis ou obsoletos, considerando que podem oferecer para a sociedade a sua vida, a sua experiência, a sua boa vontade, a sua alegria, disposição e, até mesmo, o seu tempo livre (SIMÕES; NASSAR, 2016).

Durante esta fase da vida o idoso tende a ter uma diminuição das suas funções orgânicas, o que favorece a perda funcional, tornando dificultosas as mais simples atividades de vida diária, influenciando diretamente nos aspectos psicológicos e sociais, causando uma dependência, fazendo com que haja a necessidade de ajuda (PAPALÉO NETTO, 2006; ALMEIDA et al., 2016; SOUZA et al., 2017).

O alto índice de inatividade torna-se um fator importante, pois segundo Rikli e Jones (2008) o avanço tecnológico tem causado benefícios contraditórios, enquanto a tecnologia médica contribui para a longevidade do ser humano, a tecnologia de automação ou de informática ocasiona estilos de vida cada vez mais sedentários, aumentando fatores de risco associados à saúde. Desta forma, delineia-se ou define-se um estilo de vida que pode ou não contribuir positivamente na qualidade de vida deste indivíduo, o que automaticamente reflete na fase da velhice.

O estilo de vida torna-se fundamental para definições associadas à qualidade de vida do ser humano, independentemente das diferentes fases que encontra ao longo do seu percurso histórico. Segundo Matsudo (2006); Amesberger et al. (2019) para que um indivíduo possa desfrutar de um estilo de vida ativo durante a fase da velhice, é necessário zelo e preocupação com a saúde e suas condições físicas, proporcionando promoção e prevenção dos níveis da aptidão física.

Neste sentido, compreendemos que a qualidade motora do idoso está associada à aptidão física, definida como a capacidade que o indivíduo apresenta para a realização de qualquer atividade de vida diária sem fadiga excessiva (GUEDES; GUEDES, 1995; GOBBI; VILLAR; ZAGO, 2005; BAPTISTA et al., 2011).

Para este estudo adotamos a expressão aptidão física funcional, utilizada por Rikli e Jones (2008, p. 2) e entendido como “a capacidade física de realizar as atividades normais da vida diária de forma segura e independente, sem fadiga injustificada”, destacando a necessidade de promoção, melhora ou manutenção dos componentes associados a esta aptidão, visando a melhora da saúde do ser humano.

Considerando o que Ferreira et al. (2010); Cordeiro et al. (2014); Knapik et al. (2019) apresentam sobre a tendência do idoso ao estado de dependência causado pelos baixos níveis de aptidão física funcional, este não se faz permanente, pode de certa forma ser tratado como um estado dinâmico, que por sua vez pode ser modificado, assim fazendo com que o idoso reduza ou até mesmo prevenir esta dependência, inseridos assim em ambientes adequados que favoreçam mudanças nessa situação.

Quando inserido em ocasiões que favoreçam este estado, como por exemplo, programas de treinamento de exercício físico, o idoso pode ser exposto a testes avaliativos, afim de que, estes possam revelar as condições físicas e detectar possíveis fragilidades ou déficits na capacidade funcional, facilitando o planejamento do docente, além de possíveis reversões nos quadros de dependência (PAPALÉO NETTO, 2006; RIKLI; JONES, 2008).

Alguns destes aspectos são confirmados por Silva et al. (2010), conforme identificado em sua pesquisa, que avaliou o desempenho físico e comparação entre grupos de idosas que praticavam atividade física regularmente e sedentários não praticantes. Ou seja, aqueles que mantinham uma rotina de atividades físicas apresentaram melhora no desempenho e na capacidade funcional quando comparados aos sedentários, demonstrando que sair da condição de inatividade física é fator relevante para melhores condições e realização das atividades comuns ao cotidiano dos idosos.

Ribeiro et al. (2009) analisou a influência na aptidão funcional de idosas, num programa de ginástica de 24 semanas, na cidade de Florianópolis, constando melhoras na aptidão funcional, mas, destaca que manter a frequência de atividades físicas promove o envelhecimento ativo e a promoção e manutenção da capacidade funcional do idoso, proporcionando uma melhor qualidade de vida. Assim convergindo com Viladrosa et al. (2017) que estima o grande potencial do exercício no auxílio para evitar situações de fragilidade nestes indivíduos.

Neste sentido, novos programas que promovam um estilo de vida mais ativo ao idoso, por meio de atividades corporais que propiciem melhoras nas capacidades funcionais, devem ser ofertados e que os projetos sociais possam fomentar essa integração entre velhice e a prática do exercício físico, visando garantir políticas de inclusão à pessoa idosa (VERAS, 2006; DEPP; HARMELL; JESTE, 2014).

Sabemos que o bem-estar deve ser incentivado pela participação dos idosos em grupos que promovem a saúde, o convívio social, considerado relevante a troca de vivências e ao mesmo tempo a promoção de saúde e autocuidado. Partindo desse aspecto, projetos sociais de inclusão ou introdução dessa população em um programa de exercícios físicos tem se tornado cada vez mais frequentes devido aos benefícios que vem sendo apresentados (NASSAR, 2004; ALMEIDA, 2016).

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2018), o Brasil, teve aumento de 8,6% de idosos para 13% até 2020, enfatizando que até 2050 a quantidade de indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos terá crescido mais rapidamente do que qualquer outra faixa etária, o que torna isto uma grande tarefa direcionada a saúde pública em perspectivas futuras  (CAMPOS; GONÇALVES, 2018; SILVA; CARVALHO, 2019).

Compreendemos que ao longo do ciclo vital do ser humano, das inúmeras perdas ou disfunções adquiridas durante o envelhecimento, às diminuições nas funções motoras que trazem impactos devido aos níveis de inatividade física, associado ao cotidiano, percebemos que praticar exercícios ou estar inseridos em programas ou projetos torna-se fator que contribui em diminuir os declínios funcionais e prevenir o aparecimento de doenças crônicas nessa população (CORDEIRO et al., 2014).

Nesta perspectiva este estudo se justifica pela grande procura da população idosa pela prática de alguma atividade física ou programa de exercícios físicos, pois no município de Salinópolis, Estado do Pará, é visível o quanto essa população tem buscado cada vez mais tornar-se fisicamente ativa, seja nos ambientes fechados como academias de ginástica, nas praças em Academias ao Ar Livre (AAL), na orla da cidade ou mesmo nas praias.

Para tanto, o objetivo do estudo foi averiguar os índices de variáveis componentes da aptidão física funcional de idosas do Projeto Social CIAMI (Centro de Integração de Atividades da Melhor Idade), como resistência de força de membros inferiores (MMII), resistência de força de membros superiores (MMSS), agilidade/equilíbrio dinâmico, pré e pós treinamento de 8 semanas.

2. MÉTODOS

O estudo teve como análise a aptidão física funcional de idosas fisicamente ativas participantes de projeto social, se dando em um período de assistência de oito semanas, que por meio da abordagem quantitativa, encontram-se meios de testar aspectos teóricos que são objetivos, examinando as relações entre as variáveis pesquisadas (CRESWELL, 2010).

O estudo descritivo foi adotado para descrever os fenômenos encontrados na realidade pesquisada, visando melhor compreensão do objeto de estudo em pauta.

2.1 AMOSTRA

A amostra inicial foi composta de 22 idosas fisicamente ativas, que ao longo da pesquisa teve seu número reduzido, fato justificado pela desistência da participação do programa e por não comparecerem na avaliação pós-treinamento. Deste modo, totalizamos a amostra de 11 idosas, participantes frequentes das atividades disponibilizadas pelo Projeto Social (CIAMI) no município de Salinópolis-PA.

As participantes da pesquisa apresentaram idade igual ou superior a 60 anos (64,8 ± 4,6) e a média do peso corporal (63,8 ± 6,5 kg). Foram selecionadas para participar, aquelas que frequentavam o projeto a no mínimo um ano. Como critério de exclusão adotamos os sujeitos que possuíam alguma patologia que impossibilitasse a execução da bateria de testes ou que viesse a agravar com a execução do mesmo; que estivessem inclusas em outros projetos ou programas de treinamento e que ao final da pesquisa não obtivessem 75% de participação nas aulas, no qual foram controladas pelo pesquisador, por meio de lista de continuidade no programa.

2.2 INSTRUMENTOS DE PESQUISA

Utilizamos o Teste de Aptidão Física para Idosos (TAFI), desenvolvido e validado por Rikli e Jones (2008), pois se trata de um protocolo que consiste em para mensurar esses componentes da aptidão física nas atividades de vida diária, tendo em vista que, há um déficit nas capacidades físicas e funcionais dos indivíduos idosos ao longo do processo de envelhecimento. A mesma é composta por seis testes motores que avaliam resistência de força de MMII e MMSS, flexibilidade de MMII e MMSS, agilidade/equilíbrio dinâmico e resistência aeróbia em diferentes respectivas faixas etárias.

Entretanto, foram utilizadas apenas três variáveis que compõem o protocolo, devido à dificuldade de organização de aulas e aplicabilidade dos testes que envolvessem todas as capacidades motoras, sendo elas: resistência de força de membros superiores (teste de flexão de braço); resistência de força de membros inferiores (teste de levantar da cadeira); agilidade/equilíbrio dinâmico (teste de levantar e caminhar).

2.3 PROCEDIMENTOS

Foi realizado inicialmente um contato entre o pesquisador e a coordenação do projeto, em seguida, a sondagem de algumas outras informações referentes ao projeto, como: o público ao qual se investigaria, o número de indivíduos participantes; o quantitativo de inscritos; os dias semanais de funcionamento das atividades; as modalidades disponibilizadas e o seu funcionamento.

Após este processo inicial, foi marcado um encontro para a primeira coleta dos dados, no qual os participantes foram informadas sobre o procedimento da pesquisa, em seguida, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e submetidos à primeira avaliação, denominada de pré-programa de treinamento, composta por anamnese e aplicação do protocolo.

Posteriormente, as idosas foram submetidas a um programa de treinamento com duração de oito semanas, com frequência semanal de três dias, com sessão de exercícios funcionais básicos distribuídos em movimentos para os MMSS e MMII. Foi adotado o método de treinamento em circuito, visando a melhora dos constituintes do sistema motor: lateralidade, agilidade, além de caminhadas e corridas com mudanças de direção. Alguns instrumentos/materiais foram adaptados para sua realização, tais como: garrafas de plástico de 600ml, bolas e elásticos de borracha, devido à dificuldade de transporte e falta desses utensílios para aplicação do protocolo.

Após as oito semanas de treinamento, aconteceu a segunda coleta de dados em que denominamos de pós-treinamento, para que, em seguida fosse realizada a análise de dados.

3. ANÁLISE ESTATÍSTICA

Os dados foram postos em média ± desvio padrão, sendo que a distribuição de normalidade dos dados foi confirmada pelo teste de Shapiro-Wilk. O teste t de Student foi utilizado na verificação das variáveis dependentes da pesquisa. E o índice de significância adotado foi de p ˂ 0,05, utilizando o programa GraphPad versão 8.0.2 para análises dos dados e construção dos gráficos.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Na tabela a seguir, apresentamos as informações associadas a coleta de dados por meio da Anamnese, traçando algumas características gerais e situações relatadas pelas idosas.

Tabela 1 – Informações gerais do grupo coletadas por meio de anamnese.

Situações relatadas mediante a Anamnese (Nº de idosas) SIM (Nº de idosas) NÃO
Realizam atividades físicas fora do projeto 2 9
Participação de atividades físicas dentro do projeto 11
Histórico familiar de doenças (diabetes, hipertensão, dores em alguma região do corpo) 11
Relato de cirurgias recentes 11
Ingestão de medicamentos 7 4

Fonte: Elaborado pelo autor do trabalho.

Ao investigar a prática de atividade física das idosas fora do projeto, percebemos que duas praticam caminhadas quando por algum motivo faltam às aulas do projeto e nove relataram que não participam de nenhuma outra atividade.

Um estudo realizado por Simões e Nassar (2013) com 25 idosos, com idade de 60 e 70 anos, praticantes de hidroginástica, em clubes no Estado de São Paulo, aponta uma convergência em idosos que não praticam atividades fora das oferecidas no projeto, dado este que converge com os achados do presente estudo.

Quanto as atividades que as idosas participavam dentro do projeto, todas participam da programação disponibilizada, sendo: dança, hidroginástica e atividades de cognição, atividades realizadas com frequência de cinco dias por semana.

Quanto ao histórico familiar de doenças sete são diabéticos e hipertensos, quatro relataram dores articulares em diferentes regiões do corpo. Almeida et al. (2015) ao realizar uma pesquisa com idosos de um Projeto em Viçosa (MG), verificou que estas patologias estão dentre os quatro principais tipos de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), que estão presentes nos indivíduos participantes. Assim, esses dados são semelhantes ao perfil de doenças das idosas participantes.

Quanto a cirurgias realizadas recentemente, as onze relataram que não realizaram cirurgias recentes. E, quanto à ingestão de medicamentos, sete apontaram que fazem uso de drogas para controle de diabetes e hipertensão. O que parece ser comum na velhice, principalmente pela inserção de idosos hipertensos em práticas de exercício físico (MOREIRA et al., 2014; FERRARI et al., 2014; EMERENZIANI et al., 2015).

A seguir, destacamos os níveis de aptidão física das idosas do Projeto CIAMI, pré e pós oito semanas de prática de exercício físico, sendo que a figura 1 aponta o número de repetições para o teste de Flexão de Braço no pré-treinamento (13,3 ± 2,6) apresentaram valores significativos no teste t de Student (t=12,2; p=0,0001) em relação ao número de repetições pós-treinamento (20,0 ± 2,3).

Figura 1 – Apresentação da análise do número de repetições no teste de Flexão de Braço, pré e pós-programa de treinamento de 8 semanas.

Fonte: Elaborado pelo autor do trabalho.
Nota: As colunas representam média ± erro padrão. Teste t de Student=****p˂0,0001.

A primeira variável pesquisada, verificamos que o índice de resistência de força de MMSS obteve um aumento, pois o número de repetições pré-programa de treinamento mostrou ser significativo quando comparado ao número de repetições pós-programa.

No estudo de Zago et al. (2000) algumas dessas características, em efeito de um programa regular de atividades físicas nos níveis de resistência de força em indivíduos idosos dentro de um período de 9 meses, constatou aumento na força. Comparando os achados, há uma divergência quanto ao tempo de treinamento, pois oito semanas foi capaz de promover mudanças significativas.

Castro et al. (2017) apresenta resultados que corroboram quando em sua pesquisa verificou o efeito da prática de exercício físicos na aptidão física de dois grupos de idosos que praticavam atividades diferenciadas e específicas. Se tratando da variável resistência de força de MMSS, os sujeitos inseridos no programa tiveram melhoras quando comparados a outros grupos. Os dados convergem enfatizando que um protocolo de treinamento específico para os componentes é capaz de favorecer a manutenção da funcionalidade dos idosos, bem como um treinamento planejado traz mudanças nas variáveis da aptidão física funcional investigadas.

Powers e Howley (2017) afirmam que o ser idoso, não diferente do indivíduo mais jovem, quando se inserem em condições que favoreçam o trabalho físico, são capazes de adaptar-se a um programa de treinamento, seja para promover aquisição de força ou resistência.

Promover essas adaptações é uma maneira de assegurar que o idoso possa sentir-se apto a realizar suas atividades, estimulando outros aspectos como: aspectos psicológicos e sociais, tornando a interação com o meio uma proposta de bem-estar e vigor.

A figura 2 demonstra os resultados de resistência de força de MMII, do pré-treinamento (9,3 ± 1,2) com valores significativos (t=11,3; p=0,0001), apontando ganho no número de repetições, quando comparados os números obtidos no pós-treinamento (14,3 ± 1,4).

Figura 2 – Apresentação da análise do número de repetições no teste de Levantar e Sentar, pré e pós-programa de treinamento de 8 semanas.

Fonte: Elaborado pelo autor do trabalho.
Nota: As colunas representam média ± erro padrão. Teste t de Student = ****p <0,0001.

Estudo realizado por Resende Neto et al. (2016) diverge com os nossos achados diante desta variável, quando buscou uma análise comparativa das repostas dos indicadores de aptidão física, se dando em dois modelos de treinamento: o funcional e o resistido, além de um grupo controle, com intervenção de doze semanas.

A pesquisa desses autores observou que não havendo diferença significativa entre o grupo que praticou treinamento funcional e o resistido, proporcionando apenas diferença significativa na variável força de MMII em relação ao grupo controle. Mas, o grupo participante do treino funcional apresentou melhores resultados em todas as variáveis analisadas, pois era submetido a sessões que buscavam o trabalho específico das capacidades, dando ênfase em exercícios que simulavam atividades de vida diária, neste aspecto convergindo com nosso estudo, que demonstrou um aumento significativo nas repetições após sessões específicas de treinamento dessas capacidades.

Assim, os dados encontrados com os idosos mostram uma otimização quanto ao período de treinamento, constatando ser possível a melhoria de desempenho em período de oito semanas de prática de exercícios físicos.

Cardoso, Mazo e Balbé (2010) apontam convergências quando buscaram analisar o comportamento da resistência de força de MMII e MMSS, bem como da força máxima de preensão manual de idosas em um período de dois anos. Assim, apresentaram em seus resultados que os exercícios específicos de resistência muscular localizada promoveram mudanças consideráveis nos níveis durante este período, sem ganho significativo em força máxima de preensão manual.

Silva et al. (2019) apresentam convergência com estes resultados, quando avaliaram aspectos positivos por meio de uma intervenção múltipla,  além de contar com um programa específico de treinamento, inserem recomendações educativas, quanto ao risco de quedas. Ao final deste estudo citado, demonstram que uma intervenção múltipla (treinamento específico e recomendações educativas) pode promover resultados positivos associados a manutenção da aptidão física, principalmente ao fator prevenção de quedas na população idosa.

Concordando com este estudo, o planejamento de um programa quando se busca desenvolvimento ou ganhos específicos nos componentes da aptidão física funcional, se tratando de idosos, isso justifica maior relevância, quando este trabalho específico favorece as necessidades diárias destes sujeitos.

A figura 3 traz os resultados do teste Levantar e Caminhar, quando analisado estatisticamente, também apresentando dados na mesma perspectiva quanto ao desempenho das idosas participantes, mostrando o tempo de execução pré-treinamento, em segundos (6,7 ± 1,1) significativamente diferente (t=6,3; p=0,0001) em relação ao tempo pós-treinamento (4,8 ± 0,4).

Figura 3 – Apresentação dos resultados do teste de Levantar e Caminhar, pré e pós-programa de treinamento de 8 semanas.

Fonte: Elaborado pelo autor do trabalho
Nota: As colunas representam média ± erro padrão. Teste t de Student = ****p <0,0001.

Constatamos que houve uma melhora significativa no desempenho das idosas quanto a ao tempo de execução em segundos, de acordo com o teste, pois as mesmas se mostraram mais eficientes no ato da prática.

Resende Neto et al. (2018) realizaram um estudo que analisou a influência do treinamento funcional nas variáveis dos componentes da aptidão física de idosas participantes de um programa em Aracaju-SE, durante um período de 12 semanas. O estudo componha um grupo de treinamento funcional e outro controle e quanto ao protocolo, o grupo praticante de treinamento funcional realizou exercícios com ênfase nas capacidades enquanto o grupo controle realizou apenas as atividades localizadas para MMII, MMSS, caminhada ou ginástica aeróbica.

Ao final do estudo destes autores, observaram que grupo do treinamento funcional com ênfase em cada capacidade, obteve ganhos significativos na variável agilidade/equilíbrio dinâmico, quando comparado ao grupo controle que não praticou exercício específico deste componente. Nesta via, os dados convergem em melhora significativa quanto a agilidade/equilíbrio dinâmico, em uma análise pré e pós-programa de treinamento de oito semanas.

Os estudos mostram semelhanças em seus protocolos, pois para treinamento específico deste componente, ambos contaram com exercícios como trote ou caminhada com obstáculos e deslocamento em percursos de agilidade, assim favorecendo o desenvolvimento das capacidades de maneira específica.

Gobbi; Villar e Zago (2005) já enfatizam o quão importante se faz esta capacidade, pois está associada a realização de atividades do cotidiano como locomover-se de um lugar para o outro com segurança e independência, deste modo auxiliando das mais variadas maneiras. Estas considerações se fazem em todos os períodos do ciclo de vida do ser humano, sendo as capacidades importantes desde a infância até o outro extremo que é fase da velhice.

Em aspectos gerais, salienta-se a importância destes estímulos, bem como Silva et al. (2019) destacam em sua pesquisa, que teve como objetivo examinar a relação apresentada entre tempo sedentário, atividade física leve e atividade física regrada ou forte com a aptidão física de pessoas idosas. Os mesmos concluem através de seus resultados que se torna necessário estabelecer situações de atividades físicas para que as capacidades possam ser mantidas ou aprimoradas.

Os nossos achados confirmam que os resultados na aptidão física funcional do idoso inserido em programas de treinamento, mesmo quando levado em consideração que este já seja treinado, promovendo mudanças nos níveis de inatividade, melhora a mobilidade, nas atividades de vida diária, propiciando uma vida de qualidade na velhice.

Assim, sugerimos que professores de Educação Física atuem com mais veemência com a prática do exercício físico planejado, visando a prevenção de declínios funcionais e atenção especial à manutenção dos níveis de aptidão física funcional, favorecendo assim, o bem-estar e melhores condições para se viver bem a fase da velhice.

5. CONCLUSÃO

Conclui-se que um envelhecimento com qualidade é necessário o idoso ser ativo, podendo retardar o declínio das funções motoras, proporcionando melhoras nas capacidades motoras para realização de atividades cotidianas.

Assim, constatamos que as variáveis resistência de força MMSS, resistência de força MMII e agilidade/equilíbrio dinâmico obtiveram melhora significativa após oito semanas de treinamento das idosas dentro do projeto. Demonstrando que a prática de exercícios físicos promove condições favoráveis aos componentes de aptidão física funcional de idosas inclusas no Projeto Social no município de Salinópolis-PA e que um programa específico favorece o professor de Educação Física.

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[1] Graduado em Educação Física.

[2] Mestre em Neurociências.

[3] Doutor em Educação.

Enviado: Julho, 2020.

Aprovado: Dezembro, 2020.

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