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A Diversidade Religiosa nas Organizações [1]

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A Diversidade Religiosa nas Organizações [1]
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REIS, Cláudia D’Àvilla de Souza [2]

SILVA, David Eustáquio de Jesus [3]

SANTOS, Gizele Rodrigues dos [4]

CARMO, Lucilene Maria do [5]

ANDRÉ, Marcelo [6]

SOUZA, Raquel Menezes de [7]

REIS, Cláudia D’Àvilla de Souza; et.al. A Diversidade Religiosa nas Organizações. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Edição 06. Ano 02, Vol. 01. pp 467-483, Setembro de 2017. ISSN:2448-0959

RESUMO

A religião é parte integrante na vida do sujeito, pois desde o início dos tempos vem ditando regras que moldam a sociedade, ainda que para muitos isso não pareça tão claro, a cultura de uma determinada sociedade também tem seu fundamento na religião, assim como a lei, a política, etc. A diversidade de religião tornou-se coisa rotineira da atualidade, cada dia nasce uma religião diferente o que acaba ocasionando conflitos entre elas e por consequência a necessidade de intervenção de poderes legislatórios para garantir o direito de equidade entre os povos, vista a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948; Artigo 5º da Constituição  Federal (1988) “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;” No Brasil essa diversidade de religião tem impacto em muitas áreas, isso porque a adaptação nem sempre é de fato concretizada, talvez por falta de compreensão ou até mesmo por ignorância das partes, essa realidade se vê mais frequente na área trabalhista, onde a adaptação se torna inviável, ocasionando grande impacto na economia e também na qualidade de vida do sujeito que se sente desrespeitado e descriminado por sua opção religiosa. Tendo em vista tal interesse sobre o assunto, os autores buscam de forma simplificada, trazer um estudo de quem mais se adapta a essa diversidade religiosa, sendo o Brasil um país laico é a própria diversidade e igualmente suas implicações. Está pesquisa visa entender que diante da diversidade se é o sujeito ou as organizações quem se adapta a diversidade religiosa e o que ambos fazem para promover a diversidade em suas realidades vividas nas organizações. Acredita-se que com a globalização e inclusão social a intolerância a diversidade seja ela qual natureza for, perca sua supremacia de poucos em prejudicar muitos, por ignorância ao que é diferente.

 Palavras-Chave: Religião, Diversidade e Adaptação.

1. INTRODUÇÃO

Desde a antiguidade a religião foi motivo de grandes conflitos, o que não diminuiu tanto assim com o passar do tempo, devido a intolerância de conviver com a crença alheia, fez-se necessário geração de tratados internacionais, que é incorporada a constituição dos Estados (País) dando liberdade de cultos religiosos de qualquer natureza sem discriminação, o que de fato não se aplica como um todo, ou seja, o que não se faz de vontade própria, se faz por força de lei para garantir a todos os mesmos direitos, incluindo o de exercer qualquer culto religioso que melhor lhe convier. Trabalhar com diferenças independente de qual natureza ela for, não é algo fácil e não seria diversidade religiosa se forem todas iguais. (SANTOS, 2015)

A influência da religião desde os tempos antigos alcançou tanto espaço que chegou ao ponto de ditar a forma de agir, de pensar, e de julgar de uma sociedade. Um exemplo bem claro é o caso da nação de Israel. Em seu contexto histórico registrado no livro bíblico do Êxodo, no capítulo 20, Deus tem um encontro com Moises, e o revela as leis que ele desejava que toda aquela nação o seguisse, mais conhecidas como os dez mandamentos. (ALMEIDA, 1969)

Nos dias atuais a sociedade ainda se vive baseada em doutrina que as igrejas adotam, independente do culto religioso que cada indivíduo está frequentando e até mesmo aqueles que não o faz de forma alguma, vive sob suas regras ainda que sem querer, ou seja, de forma indireta acaba sendo envolvido em eventos em que não é praticante, bem como o natal, a páscoa, seja por trabalho, por determinação de lei o fazer ou/e de não fazer nada nestas datas para outrem, isso porque para qualquer sociedade a religião adotada é uma  lei e que também deve ser cumprida.

Desta forma esta pesquisa tem a intenção de tentar através de forma teórica buscar responder a seguinte pergunta: Quais são os impactos da diversidade religiosa nas organizações e como as organizações administram isso?

O que justifica a pesquisa é a necessidade de ampliar o conhecimento dos integrantes do grupo a respeito do tema e de forma coerente apresentar a instituição acadêmica uma visão analítica do problema após as investigações a serem realizadas e logo que sejam concluídas apresentar as conclusões que se obteve, elucidando a hipótese levantada.

O objetivo geral é avaliar qual é o impacto da diversidade religiosa nas organizações e como as organizações administram a adaptação da diversidade religiosa, tanto para o sujeito quanto para a organização obter respeito e harmonia entre ambas as partes envolvidas.

Segundo Gil (1999), a hipótese consiste em verificar a relação existente entre duas ou mais variáveis e se uma tem interferência sobre a outra.  Desta forma a hipótese a ser analisada neste estudo é de que seja o sujeito quem se adapta a organização de modo geral. Frente ao tema proposto e até indagar: A organização realmente se adapta a diversidade religiosa, ou é o sujeito quem se adapta a organização de modo geral?

2. DESENVOLVIMENTO

2.1 Metodologia

A finalidade da pesquisa é analisar como a religião impacta na sociedade, organizações e economia, uma vez que a diversidade hoje esbarra com a adaptação tornando-se de suma importância para sociedades e organizações mais harmoniosas. A metodologia aplicada a nesta pesquisa será a coleta dos dados teórica em mídias, bibliografias, periódicos, etc; para que seja possível registrar, analisar e interpretar sobre o referido assunto.

De acordo com Gil (1999), a observação de fatos ou fenômenos aliados à aporte teórico deve ser analisado e confrontado com a realidade encontrada entres os materiais coletados, para que as causas sejam explicadas com o objetivo de determinar quais são os fatores que contribuíram para o evento, o que por sua vez é um processo complexo, mas que busca esclarecer o porquê dos fatos terem ocorridos, logo chegar a um resultado de análise satisfatório.

2.2 Religião

Ao se pensar em religião, o que vem à mente da maioria das pessoas é crença em Deus, espíritos, seres sobrenaturais, na vida após a morte, ou sentido para a existência.  Segundo Melo (2013) muitos foram os estudos realizados sobre o assunto, mas não há um consenso, no entanto cita a definição de Edward Taylor como aceitável: “Religião é uma crença no sobrenatural”.

Onde, de acordo com Melo (2013) crença é um ato de confiança, de respeito e reconhecimento e existe para suprir a falta de entendimento em muitos problemas existenciais. Ainda segundo o autor o sobrenatural pode ser definido como exclusão: tudo aquilo que escapa do entendimento humano, tudo o que está acima das leis naturais e físicas.

Silva (2004) afirma que a definição para religião mais aceita pelos estudiosos, para efeito de organização e análise tem sido que a religião é um preceito de crenças e práticas referentes a seres místicos sobre humanos incluso de universos históricos e culturas específicas. É impossível ignorar o papel da religião na cultura, uma vez faz parte da construção de sociedades e influencia na formação da mentalidade do cidadão.

Um olhar rápido ao redor do mundo, comprova –se que a religião desempenha um papel bastante significativo na vida social e política em todas as partes do planeta, ouve-se falar de católicos e protestantes em conflitos, cristãos e muçulmanos, muçulmanos e hinduístas, hinduístas e budistas e vice-versa, também de seitas reli21giosas extremistas e ao mesmo tempo, representantes das mesmas religiões promoverem ajuda humanitária aos pobres e destituídos de todo mundo. É difícil adquirir uma compreensão adequada da política internacional sem que se esteja consciente do fator religião, num mundo que se torna cada vez mais multicultural ressalta Santos (2014).

2.2.1 Tipos de religiões no Brasil

No Brasil a população em sua maioria é cristã, a maior parte católicos romanos por herança da colonização portuguesa, que era a religião oficial até a constituição de 1891 que institui o Brasil como estado laico, ou seja, sem uma religião própria, podendo exercer qualquer culto religioso que lhe convier, segundo os dados do IBGE (2010) mostrou que com o aumento de igrejas de outras religiões isso mudou bastante nos últimos tempos e  algumas religiões passaram a adotar um maior número de integrantes, que se dividem no Catolicismo, Protestantismo, Sem religião, Espiritismo e outro. Para que se tenha um pouco de conhecimento de cada tipo de religião no Brasil é preciso distinguir o que doutrinam.

O censo demográfico realizado em 2010, pelo IBGE, apontou a seguinte composição religiosa no Brasil: 64,6% dos brasileiros (cerca de 123 milhões) declaram-se católicos; 22,2% (cerca de 42,3 milhões) declaram-se protestantes (evangélicos tradicionais, pentecostais e neopentecostais); 8,0% (cerca de 15,3 milhões) declaram-se irreligiosos: ateus, agnósticos, ou deístas; 2,0% (cerca de 3,8 milhões) declaram-se espíritas; 0,7% (1,4 milhão) declaram-se as testemunhas de Jeová; 0,3% (588 mil) declaram-se seguidores do animismo afro-brasileiro como o Candomblé, o Tambor-de-mina, além da Umbanda; 1,6% (3,1 milhões) declaram-se seguidores de outras religiões, tais como: os budistas (243 mil), os judeus (107 mil), os messiânicos (103 mil), os esotéricos (74 mil), os espiritualistas (62 mil), os islâmicos (35 mil) e os hoasqueiros (35 mil). Há ainda registros de pessoas que se declaram baha’ís e wiccanos, porém nunca foi revelado um número exato dos seguidores de tais religiões no país. (IBGE, 2010, p. 89-105)

Segundo Gaarder; Hellern e Notaker (2000), para o cristianismo é fundamental a ideia de que Deus sustenta o mundo, se ele tivesse se retirado após a criação, tudo teria entrado em colapso, o Deus cristão é o senhor da história, conduz o mundo a sua redenção. Os cristãos expressam sua gratidão a Deus com tanta frequência precisamente porque, entre outros motivos, eles experimentaram em suas vidas o cuidado amoroso de Deus e sua mão orientadora através das experiências da vida. O Cristianismo se divide em catolicismo, protestantismo, adventísmo, mormonismo, igreja ortodoxa, testemunhas de Jeová e espiritismo, sendo que:

O cristianismo é a filosofia de vida que mais fortemente caracteriza a sociedade ocidental. Há 2 mil anos permeia a história, a literatura, a filosofia, a arte e a arquitetura da Europa. Assim, conhecer o cristianismo é pré-requisito para compreender a sociedade e a cultura em que vivemos. A Bíblia é o livro mais lido do mundo, hoje e em toda a história humana. Nenhum outro livro teve maior influência literária. Até mesmo escritores não cristãos reconheceram a Bíblia como sua fonte de inspiração mais importante. (GAARDER, HELLERN e NOTAKER, 2000, p. 148).

O protestantismo também conhecido como evangélicos, no Brasil são tituladas as igrejas provenientes da reforma protestante, que se aplica a Presbiteriana, Metodista, Luterana, Pentecostal, Neopentecostal e a Congregacional, com exceção da Anglicana e também as que já existiam antes da reforma bem como a igreja Batista. As doutrinas entre elas variam pouco e de acordo com sua justificativa de graça mediante a fé, ou seja, tenha primeiro a fé e depois receba a graça, tendo como princípios que a bíblia é a palavra de Deus e não pode ser mudada. (MENDONÇA; VELASQUES FILHO, 2002)

Espiritismo ou Kardecistas é uma doutrina fundada sobre a crença de existência de Espíritos e nas suas manifestações, a doutrina pressupõe um conjunto de princípios que são as molas propulsoras de qualquer filosofia, ciência ou religião. Os espiritas diferem sobremaneira de outros princípios, nesse sentido o Espiritismo difere das religiões pela ausência total de misticismo, não invocando revelações nem o sobrenatural, o espiritismo só admite fatos experimentais, com as deduções que deles se desprendem, se distingue da Metafísica ao repelir todo o raciocínio a priori e da solução imaginativa, apresentam mais facilidade de estabelecer um vínculo racional entre o materialismo e o espiritualismo. (GREGORIO, 2014)

O hinduísmo não tem fundador, credo fixo e nem organização de espécie alguma, projeta-se como a religião eterna, caracteriza -se por sua grande diversidade e capacidade excepcional que demonstrado através da história de abranger novos modos de pensamento e expressão religiosa e o budismo predominante dos japoneses cresceu dentro do hinduísmo como um caminho individual para a salvação, essa mesma ideia percorre o hinduísmo e o budismo, as doutrinas do renascimento, do carma e da salvação, o ser humano é escravo de suas ações e todas as ações têm consequências, o princípio do ciclo nascimento-morte-renascimento, ou seja, passa de uma vida a outra. (GAARDER, HELLERN e NOTAKER, 2000).

O cristianismo e o judaísmo também têm uma história que se estende por milhares de anos, mas o peculiar no hinduísmo é que todos os seus estágios históricos são visíveis simultaneamente. Apesar de sua complexidade, ainda se pode experimentar o hinduísmo como um todo. Assim, ele já foi comparado a uma floresta tropical, onde várias camadas de animais e de plantas se desenvolvem num grande meio ambiente. (GAARDER, HELLERN e NOTAKER, 2000, p. 42).

Para o islamismo a doutrina que se prega é a submissão, ou seja, o essencial nessa religião é que o homem deve se entregar a Deus e se submeter a sua vontade em todas as áreas da vida. Como religião, o islamismo não envolve apenas a esfera espiritual, mas todos os aspectos da vida humana e social. A interpretação da lei, o direito, sempre ocupou um lugar relevante entre seus membros e os que têm conhecimentos jurídicos costumam atuar como líderes religiosos. (GAARDER, HELLERN e NOTAKER, 2000).

São denominados os sem religião todos aqueles que segundo o IBGE (2010) não declaram participar de nenhum culto religioso, mas que acreditam em Deus e não Deuses, pois é uma doutrina que para muitos é chamado de ateus e que de acordo com a bíblia sagrada é aferido aos que não acreditam em Deus e recusam pertencer a uma doutrina, são os incrédulos, sem religião, hereges. (ALMEIDA, 1969)

2.3 Intolerância Religiosa

O tema intolerância religiosa esteve muito presente durante todo o decurso da história. Pode-se verificar que ocorreu perseguições religiosas em várias partes do mundo e em épocas diferentes, onde observa-se o desrespeito, a retirada de direitos e a supressão da liberdade tanto na Antiguidade, Idade Média como na Modernidade. É um termo que expressa a falta de vontade para aceitar e respeitar o que é diferente chegando ao ponto de práticas de perseguições agressivas e até mesmo a retirada de direitos civis e até mesmo crimes contra a vida humana retratados a seguir segundo Carneiro e Gorenstein (2005).

[…] a partir dos finais do século XV e primórdios do XVI, com a instalação do Tribunal do Santo Oficio da Inquisição, é que novamente judeus e sodomitas vão comer o pão que o diabo amassou. Fundada na Espanha, em 1948, e em Lisboa, em 1536, a Inquisição teve seu principal alvo os cristãos-novos: das mais de 40 mil pessoas aprisionadas nos cárceres secretos das inquisições de Lisboa, Coimbra e Évora, e das mais de mil vítimas que efetivamente morreram na fogueira, passa de 80% o número dos condenados pela prática do judaísmo. (CARNEIRO; GORENSTEIN, 2005, p.30)

Nos tempos antigos relatos bíblicos apontam para uma atitude barbara dos romanos que para ampliar o seu domínio perseguiu e matou milhares de cristãos católicos que não pouco frequente foram mortos com o emprego de violências utilizando-se de meios espetaculares, pelos quais, homens, mulheres e crianças colocadas em arenas em meios a feras selvagens eram devorados vivos. (ALMEIDA, 1969)

O período da Idade Média não foi diferente em termos de perseguições violentas e pode-se destacar o movimento antissemítico, no qual, judeus foram violentamente perseguidos e mortos, sendo que o primeiro ataque a judeus ocorreu através das cruzadas e posteriormente houve expulsões deles em várias partes da Europa. Constantes atitudes de hostilidades e nos demais períodos históricos como na Idade Moderna continuaram as perseguições contra judeus e as conversões forçadas tornaram-se rotineiras. A contemporaneidade merece destaque, onde o antigo governo da União Soviética perseguiu vários grupos religiosos por causa de um desejo de implantar o ateísmo na Rússia. (CARNEIRO; GORENSTEIN, 2005)

2.3.1 Intolerância religiosa no Brasil

No Brasil espalhou-se uma cultura de ódio aos negros africanos devido as suas crenças religiosas, pois, juntamente com o tráfico de escravos foram trazidas da África, o candomblé, a umbanda que foram religiões combatidas pela colônia portuguesa que tinha em sua cultura o catolicismo, e neste caso, percebe-se uma forma de religião se sobrepondo a outro utilizando-se de hostilidades e violência segundo Santos (2009).

Alinhados a Coroa Portuguesa outras instituições sociais como o Jornal A Ordem periódico de circulação no Recôncavo baiano mais precisamente na região de Cachoeira trazia nos seus textos mensagens contra a imagem do povo africano taxando-os como povo atrasado e ignorante, além de, criticar a cultura africana classificando-os como barulhentos e feiticeiros (SANTOS, 2009)

2.4 Diversidade religiosa nas organizações

Na década 30 e 40 foi uma das mais conhecidas formas de influência e intolerância religiosa registrada da história e que se destaca não só pela falta de respeito a opção religiosa como também pela vida do ser humano, Adolf Hitler na década de 30 após se tornar o chanceler da Alemanha lança campanha de perseguição contra os cristãos “as testemunhas de Jeová”, assim como judeus, ciganos, homossexuais, eram perseguidos por questões raciais, políticas e sociais, as testemunhas de Jeová era por questão religiosa, mas tinham o mesmo destino, os campos de concentração nazista onde milhares de homens, mulheres e crianças foram aprisionados e aproximadamente 2500 a 5000 perderam a vida segundo Oliveira (2007).

Em se tratando de organizações, os governos também são organizações e que devem garantir os direitos de seus cidadãos, serem modelos de tolerância e não se exemplarem personagens históricos como Adolf Hitler e outros. Fatos como esse ainda se vê nos dias atuais, esse tipo de perseguição religiosa não só foi na Alemanha, Europa, Áustria, Polônia, Tchecoslováquia, Brasil, etc. no passado, mas ainda ocorre no presente, chegando a absurdos termos coerção, de perdão e liberdade a Ex: Declaração nazista (vide anexo 1 e 2), não importa a época, as guerras religiosas sempre parte da intolerância. (OLIVEIRA, 2007)

De acordo com Santos (2015), assim como Marx e demais estudiosos do campo, a religião vem fazer um papel social no cotidiano da sociedade da qual o indivíduo pertence ou está inserido, pois a desigualdade social e a miséria são fatores de segregação entre os povos até os dias de hoje e é ai que a igreja entra como mediadora de conflitos sociais entre seus membros, onde na igreja todos são iguais e é dever de ajudar seu semelhante se quiser entrar no céu, criando então a influência de dependência de solidariedade e bondade e como recompensa um lugar não só no paraíso, mas também na sociedade religiosa, logo que ao mesmo passo, se não se adapta não pode fazer parte de determinada sociedade religiosa, social e/ou econômica.

No Brasil, hoje existe mais igrejas do que escolas de ensino básico, o que pode ser facilmente constatado em qualquer Estado, cidade ou bairro, basta dar uma volta em seu bairro que verá a cada quadra, quarteirão tem no mínimo duas igrejas em cada um, o mesmo não ocorre com as escolas de acordo com Santos (2015), que reúne em uma coletânea de estudos sobre o surgimento da diversidade de religião e sua influência, em 2010 nas eleições se viu isto explicitamente onde membros das igrejas apoiaram o candidato (a) á presidente. De forma que queira ou não as religiões é que ditam as regras de uma sociedade.

Por ter essa diversidade de religião no Brasil as organizações de um modo geral tende a buscar maneiras de adaptação que segundo a Constituição Federal de 1988 garante o direito do cidadão de exercer o culto religioso que lhe convier e à inclusão social, feito que pode ser constatado em algumas organizações públicas ou privadas, à exemplo do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) que garante aos “sabatistas (pessoas que, por convicção religiosa, guardam o sábado)” segundo O INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (Inep, 2016, p. 2-6), os candidatos poderá realizar as provas no sábado às 19 horas, o que segundo a doutrina desta religião é permitido.

Em qualquer organização brasileira existe diversidade religiosa ainda que poucas sejam fechadas a isto, mas ainda sim existem. Um dos maiores problemas é a tolerância ou a falta dela nas organizações, não somente parte dos liderados como também dos líderes por defenderem que a sua religião é a certa e a do outro não, vê-se com certa frequência em organizações que definem métodos trabalhos e vestimentas, o  que para algumas religiões não é permitido, a exemplo das mulheres só usarem saias segundo a doutrina religiosa e por regra da organização exige que usem calças, causando uma divergência entre as partes, acarretando não só prejuízo para um ou ambos os lados como também possíveis processos judiciais.

São inúmeras as organizações que trabalham para a adaptação ao mesmo passo que outras se divergem. A exemplo deste contexto são as mídias através das emissoras de rádio e televisão que se atacam umas às outras, seja por notas de críticas a determinados cultos religiosos e/ou atos de insultos a imagens, etc. ocasionando assim processos contra os responsáveis da ação e de seus representantes legais, que no caso são repórteres, apresentadores, emissora, etc. por atos e ações como estas o MPF (Ministério Público Federal) produzir um vídeo sobre diversidade religiosa para cada religião explicasse  à sua maneira o significado “o que é Deus”. (SOUZA, 2015, s/p.)

2.5 Adaptação das organizações a diversidade religiosa

Segundo Bleeiro e Serrão (1999) hoje se vive num mundo de diversidade, onde a diversidade humana deve ser respeitada e valorizada, agregando um valor sentimental e emocional a todas as atitudes, trazendo consigo formas e valores individuais, isso aplica-se de várias formas dentro das organizações, respeitando a individualidade e aproveitando o cada um tem de melhor.

O facilitador para o clima criado durante o trabalho. Em caso de surgirem questões pessoais mais densas, deve procurar deixar claro para o grupo que as percepções de cada pessoa sobre si mesma é diferente do que os outros percebem dela. Essas diferentes percepções não traduzem verdades ou mentiras, mas modos de ver distintos. O importante é que cada um procure entender o que faz (ou aparenta) para produzir na demais determinada impressão. Esta impressão deve ser avaliada, porque pode sinalizar mudanças que necessitam ocorrer para que a convivência com os outros se torne mais fácil. (BLEEIRO e SERRÃO. 1999, p.35)

Segundo Chiavenato (2004), o respeito é o fundamento para que o convívio seja harmonioso, sabendo lidar com as diferenças, as individualidades de cada um, gera um desenvolvimento pessoal agregando valores para todos em sua volta trazendo para dentro da organização um ambiente tranquilo e de grande valorização profissional. O valor da diversidade dentro das organizações traz consigo o sinal de respeito e atitude, mostrando para todos que no contexto global a diversidade pode ser sim positiva em vários aspectos, entre eles o financeiro, pois a organização tende a crescer devido à para o atividade e harmonia entre os seus colaboradores.

[…] para que um grupo possa se constituir, é fundamental que se estabeleça uma relação de respeito mútuo, cabendo ao facilitador dar o exemplo. Respeitar alguém significa respeitar sua individualidade, suas formas de expressão e imagem, suas origens, suas escolhas, suas opiniões, seus limites e seus sentimentos. Respeitar não implica em concordar com o outro ou elogiar qualquer tipo de conduta. Significa não ter direito de desqualificar, menosprezar, ridicularizar, oprimir e/ou impor. (BLEEIRO; SERRÃO 1999, p.32)

De acordo com Botelho e Schwarcz (2013), desde que a organização respeite a individualidade de cada colaborador, tende a crescer e se desenvolver em meio a sociedade, pois através do respeito é constituído um ambiente tranquilo e de fácil adaptação do modo de ver e de agir de cada um, dando dignidade e valorização profissional atraindo cada vez mais o seu público alvo, além de dar as minorias justiça e direitos iguais.

2.6 Principais medidas a serem tomadas para obter harmonia e respeito no ambiente de trabalho.

Os conflitos existentes dentro de uma organização seria a fase inicial a ser tratada pelos gestores, minimizar diferenças entres os diversos tipos de personalidade e ressaltar os interesses comuns são uma boa forma de inovar na resolução de problemas e juntamente com a sua equipe o gestor gerar um benefício para a organização. (SANTOS, 2015).

Em uma organização o capital humano é o mais importante, pois ele é o gerador de impulso indispensável para o desenvolvimento. Esse capital humano é composto de várias culturas, tradições, formações, educação e religiões. Sendo que uma comunicação é fator fundamental para o relacionamento e o desenvolvimento de atividades dentro da empresa. (BLEEIRO et al 1999)

As divergências geradas pelas diferenças dentro da empresa fazem com que o funcionário seja menos produtivo e isso gera uma queda na produção de seu trabalho alertando o gestor que algo não está caminhando como o previsto dentro da organização. O ambiente corporativo funciona como uma engrenagem, se uma falhar todo o processo estará comprometido prejudicando o produto final da atividade. (SANTOS, 2015)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pode-se observar que o Brasil possui uma diversidade de religião, até mesmo porque é um país laico, ou seja, sem religião oficial, livre a qualquer culto religioso, a partir desta pesquisa observou-se que no Brasil existe um grande número de pessoas de diferentes religiões convivendo em um mesmo espaço organizacional, e ao que parece, segundo os dados coletados que há uma pequena tolerância entre eles, talvez se dê pela necessidade de adaptação ao bom clima organizacional; nos dias de hoje a inclusão é o ponto crucial de toda organização que quer ter sua imagem melhorada diante da sociedade e do meio em que está inserida, mesmo que sua identidade seja outra.

Ainda que não seja nítido a intolerância à determinada crença ela está presente tanto quanto o ar que se respira, entretanto com necessidade de estabilidade de emprego e as leis punitivas por descriminação, dá-se a impressão de que não exista a intolerância religiosa o que de fato é do conhecimento de todos que não é verdade, pois é cotidiano ver em noticiários ofensas e pedidos de desculpas a líderes e cultos religiosos, uma vez que não se respeita a escolha do outro, sente-se no direito de criticar, julgar e condenar como se a sua opção fosse a única e verdadeira.

Visto à necessidade de se manter no emprego o fato é que quem se adapta a organização independente de sua religião é o sujeito e mesmo que alguma organização seja pública ou privada promova a diversidade, ao parecer ainda não é o suficiente para diminuir o preconceito e a discriminação entre os integrantes de uma mesma organização, sociedade ou país, como se vê com frequência através dos meios de comunicação. Por mais que se promova diversidade de religião ou outra qualquer, só surtirá efeito de fato se a população deixar a cultura do preconceito e discriminação no passado, que por sinal é exemplo de vergonha a qualquer nação e repudio a tais atos, como relados através da história da humanidade.

Existe o poder de lei para punir os perseguidores, o que não muda a cultura da ignorância de alguns e o que poderia ser um aprendizado com outras culturas, passa a ser o caos e acaba em processos judiciais, uma vez que direitos estão sendo violados e em alguns casos chegando a extremos fatais sem a menor necessidade, se o respeito à vida fosse a prioridade e consequentemente todos os demais garantidos em lei, ou seja, o direito de igualdade, liberdade de ter exercer a religião ou culto religioso em qualquer ambiente, só ou coletivo, como também o de não ter nenhuma. A diversidade hoje é presente em qualquer ambiente organizacional ao mesmo passo que a proporção da intolerância ao que é diferente.

Trabalhar com a diferença do outro tem seu lado positivo, cria – se a oportunidade de aprender e respeitar novos costumes, culturas e crenças, mas o indivíduo é por natureza individualista e não reconhece o que é ser diferente e somar ao coletivo ao mesmo tempo. Acredita que sua verdade e escolha é a única e que deve ser seguida por todos que o rodeia, em sua maioria, não generalizando, mas se for ao longo da história da humanidade verá que se pode verificar exemplos de abnegação em prol do próximo, independentemente de sua religião.

É difícil que a ignorância seja deixada de lado em guerras onde não se percebe que o povo briga entre si pela mesma coisa ou crença, mas só que não percebem, pois, a arrogância supera a compreensão, à exemplo de cristãos, protestantes, espiritas e outras que derivam do Cristianismo, tamanha é a ignorância em brigar entre si se todas partem do mesmo princípio religioso, dentre outros exemplos que não se faz necessário citar.  Ser tolerante é uma virtude de muitos, ainda que disfarçada, mas ser paciente, compreensivo, respeitoso é para poucos, somente os de mente aberta e coração puro podem ser, acima de tudo conviver em total harmonia sem distinção de raça, sexo, política ou religião sem preconceito ou descriminação.

Não existe uma receita mágica para que haja uma convivência tranquila dentro da  organização que possua diversos tipos de pessoas com diferentes crenças e costumes, o que diz respeito a diversidade nos dias atuais é inevitável, devido a globalização, existe sim a colaboração de todos, desde os níveis de direção até o conhecido chão de fábrica, pois uma organização que não tem clara sua política de intolerância abre margem a inúmeros episódios de discriminação e preconceito a qualquer membro integrante da organização causando um clima organizacional insustentável e indesejado de trabalho, o que por consequência não só tem baixa de produtividade como também colaboradores psicologicamente afetados.

Faça ao teu próximo o que gostaria que fizesse a você, portanto, respeite, não espere ser coagido a fazer, porque em pleno Séc. XXI a diversidade é mais comum do que se pode imaginar, isso inclui a diversidade religiosa do sujeito que está na sua empresa, escola, faculdade, rua, bairro, cidade, Estado e no país, não entre em uma luta que você não irá ganhar, principalmente se a luta for por arrogância de achar que o outro não tem o direito de ter opinião ou opção distinta à sua. Pense nisso antes de ofender e dirigir palavras que servem para denegrir a outro semelhante, só com consciência vamos mudar o cenário “intolerância”.

Frente as questões que norteiam este artigo, sem a pretensão de fechar o tema, suscitam sim nova interrogação: O que fazer para mudar uma sociedade cuja mentalidade que está emaranhada em viver segundo a sua vontade e sem respeitar o que o outro quer de fato?

REFERÊNCIAS

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GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5 ed. São Paulo: Atlas, 1999.

GONDIM, Reno Feitosa. Teoria geral do direito penal. Curitiba: Juruá, 2008.

GREGÓRIO, Sérgio Biagi. Conheça o espiritismo: temas doutrinários. São Paulo: 2014.

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MELO, Luiz Gonzaga de. Antropologia Cultural: Iniciação, teoria e temas. 19 ed. Petrópolis: Vozes, 2013.

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ANEXO 1 - Declaração Nazista em Alemão (original). Fonte: Citado no livro Testemunhas de Jeová - Proclamadores do Reino de Deus (1993), pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados da Pensilvânia, p. 661.
ANEXO 1 – Declaração Nazista em Alemão (original). Fonte: Citado no livro Testemunhas de Jeová – Proclamadores do Reino de Deus (1993), pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados da Pensilvânia, p. 661.
ANEXO 2 - Declaração Nazista traduzida em português. Fonte: Citado no livro Testemunhas de Jeová - Proclamadores do Reino de Deus (1993), pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados da Pensilvânia, p. 661.
ANEXO 2 – Declaração Nazista traduzida em português. Fonte: Citado no livro Testemunhas de Jeová – Proclamadores do Reino de Deus (1993), pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados da Pensilvânia, p. 661.

ANEXO 3 – Censo religioso IBGE 2010

Número de brasileiros em cada religião/Censo 2010
Religião População
Católica apostólica romana 123.280.172
Evangélicas 42.275.440
Espírita 3.848.876
Umbanda, candomblé e religiões afro-brasileiras 588.797
Outras religiões 5.185.065
Sem religião 15.335.510
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE)

 

[1] O presente artigo faz parte da disciplina Tópicos especiais sobre o tema O sujeito, o profissional e a diversidade no século XXI – Religião. FACISABH.

[2] Discente do 8º período do Curso De Administração, 2º semestre de 2016, Professora orientadora Joelma Andrade.

[3] Discente do 8º período do Curso De Administração, 2º semestre de 2016, Professora orientadora Joelma Andrade.

[4] Discente do 8º período do Curso De Administração, 2º semestre de 2016, Professora orientadora Joelma Andrade.

[5] Discente do 8º período do Curso De Administração, 2º semestre de 2016, Professora orientadora Joelma Andrade.

[6] Discente do 8º período do Curso De Administração, 2º semestre de 2016, Professora orientadora Joelma Andrade.

[7] Discente do 8º período do Curso De Administração, 2º semestre de 2016, Professora orientadora Joelma Andrade.

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