A música e a dança como recurso pedagógico na educação infantil e nas séries iniciais

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CONTEÚDO

ARTIGO DE REVISÃO

SILVA, Cárcila Tomaz Arcanjo da [1], ARANTES, Tais Turaça [2]

SILVA, Cárcila Tomaz Arcanjo da. ARANTES, Tais Turaça. A música e a dança como recurso pedagógico na educação infantil e nas séries iniciais. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 06, Ed. 06, Vol. 09, pp. 15-33. Junho de 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/arte/danca-como-recurso

RESUMO

O presente artigo tem como tema a música e a dança como instrumento pedagógico na educação básica, com a abordagem de subsídios dessas artes para a construção do conhecimento, resultando em diversos benefícios para o mundo infantil e das séries iniciais. Logo, o objetivo geral do tema supracitado é a análise da música e da dança, e suas contribuições para o desenvolvimento global da criança. Na sequência, o objetivo específico: I) Realizar a abordagem da relevância da música e da dança na educação; II) Apresentar como se deu sua inserção nas escolas brasileiras, demostrando o como ela é um subsídio pedagógico para o docente, tornando as aulas mais atrativas e prazerosas e possibilitando que as crianças, aprendam de forma divertida; III) Demostrar como trabalhar a música e a dança na escola de modo coerente, planejado e criativo, proporcionando para as crianças o prazer de ouvir, cantar, tocar e improvisar, implicando, assim, em uma  aprendizagem significativa. A abordagem metodológica deste trabalho é qualitativa, com a finalidade de compreender e interpretar a realidade. Portanto, escolhemos uma pesquisa teórica, de natureza bibliográfica, respaldada no estudo de vários autores, dentre eles: Vera Lúcia Pessagno Brescia (2003), Teca Alencar de Brito (2003) e Nicole Jeandot (1993). Os resultados apresentam a importância da música para a formação dos alunos.

Palavras-chave: Música, Dança, Séries Iniciais, Educação infantil.

1. INTRODUÇÃO

O presente artigo apresenta em seu escopo a abordagem da música e da dança como instrumentos pedagógicos na educação infantil. A música está presente desde os primórdios da humanidade até os dias atuais, para Bréscia (2003) ela é entendida como linguagem universal, se fazendo presente em todos os povos e culturas humanas, perpassando pelo espaço e tempo e servindo como meio de comunicação e expressão por meio de sons rítmicos. A dança, por sua vez, também é uma arte que ensina os movimentos rítmicos e de expressão do corpo humano (COSTA, 1962). Nesse sentido, Portinari (1989) nos diz que a dança é uma arte que fazemos com o nosso próprio corpo.

Ambas as artes estão presente na vida dos homens desde o início da civilização. A música, por exemplo, era utilizada em situações como casamentos, nascimentos, fertilizações, morte e até mesmo em curas de doenças. Por estar presente em todos os lugares, não seria diferente que a natureza estivesse repleta de sons, entre eles o canto dos pássaros, a chuva, as árvores quando movimentadas pelos ventos, dentre muitos outros oriundos da natureza, que nos proporcionam o prazer da música. Sendo assim, a dança “foi muito marcante na vida do homem primitivo, elas eram desenvolvidas de acordo com as sociedades e homens existentes e pelo seu significado” (GUSSO, 1997, p. 11).

Assim, no decorrer da história humana, diversos pensadores de múltiplas áreas tais como psicólogos, filósofos, pedagogos, dentre muitos outros, são unânimes em ratificar que a música colabora para formação humana. Dentre eles, afirma Bréscia (2003, p. 31), Pitágoras demonstrou que a sequência correta de sons, se tocada musicalmente num instrumento, pode mudar os padrões de comportamento e acelerar o processo de cura. Eles acreditavam que a música era um instrumento que poderia adentrar o interior do conhecimento humano. Portanto, a música tem a capacidade, de tocar o ser humano, mexendo com sentimentos e emoções, não só de crianças, mas também de adultos.

Como visto, a música e a dança são um grande recurso para a construção do aprendizado infantil, e por seu caráter lúdico torna o aprendizado muito mais significativo e atraente, fazendo com que as crianças aprendam, de uma maneira divertida, descontraída e prazerosa, sem medo de errar.

Sendo assim, quando a música e a dança são introduzidas na educação infantil e nas séries iniciais, tem-se a possibilidade de trabalhar as diversas características de nossa cultura nacional, que é tão ampla e rica, sendo uma forma de a criança ter a compreensão do seu contexto cultural, levando ao entendimento das pluralidades culturais, bem como já desde a tenra idade, ter empatia e respeito por estas diversidades culturais.

Acrescido a esta ideia, entende-se que a música é uma maravilhosa aliada. Bréscia (2003) afirma que ela é um subsídio no incentivo à leitura, pois ajuda o aluno a ter percepção das palavras, que estão presentes na letra, e ainda proporciona habilidades por meio dos ritmos, sendo possível ter a percepção e memorização das divisões silábicas. Além disso, a música e dança contribuem para o desenvolvimento motor da criança, como Jeandot (1993) explica sobre a expressão corporal, pois a realização de ações como bater palmas, dançar, escutar sons e movimentar no ritmo ditado pela canção, confecção do seu instrumento musical e aprender a tocar algum tipo de instrumento são ótimas oportunidades para estimular e exercitar atividades motoras.  

Dentre as justificativas supracitadas, não podemos esquecer de mencionar a importância da música e da dança no tocante à sociabilização, tornando as crianças mais participativas, com as comunicações ocorrendo, de fato, de maneira bem harmoniosa. Isso trará a capacidade de realizar integração e interação das crianças, o que resultará na ampliação do seu conhecimento de mundo, além de ajudar na expressão de sentimentos, emoções e cooperação, que é um fator que contribui para intensificar o conceito de respeito mútuo.

Assim, mediante as questões supracitadas, o foco da investigação está ligado ao seguinte problema: até que ponto o ensino da música e da dança podem favorecer a formação de cidadãos críticos e conscientes?

A metodologia de pesquisa utilizada será uma abordagem qualitativa, com a finalidade de compreender e interpretar a realidade. Portanto, escolhemos uma pesquisa teórica, de natureza bibliográfica, respaldada no estudo de vários autores, dentre eles: Vera Lúcia Pessagno Brescia, Teca Alencar de Brito e Nicole Jeandot, entre outros teóricos pertinentes.

2. A ARTE DA MÚSICA E DA DANÇA

Tanto a música quanto a dança atuam em vários âmbitos de nossa sociedade. Como prova disso não se tem conhecimento de nenhuma civilização que não faça uso de manifestações das próprias músicas e danças. Elas são utilizadas para diversos fins, nos meios tecnológicos, elas estão na televisão em comerciais, nas introduções das novelas, nos cinemas, nas trilhas sonoras de filmes, assim como a dança aparece como expressão corporal de alguns personagens. É perceptível ao vermos que na maioria das comemorações ambas estão presentes, assim como nas manifestações. Barbosa (2004) nos explica que em períodos ditatoriais a arte conseguia burlar as restrições ideológicas, como nos afirma, “as artes eram aparentemente a única matéria que poderia mostrar abertura em relação às humanidades e ao trabalho criativo, porque mesmo a filosofia e história foram eliminadas do currículo”.

Também não se pode deixar de mencionar que na educação a função da música e da dança é de proporcionar uma aprendizagem integral ao aluno, levando-o a obter o conhecimento cantando, sendo a voz um grandioso instrumento para que o discente possa exteriorizar seus sentimentos e ideias, o que contribui para o desenvolvimento de habilidades dos educandos que serão necessários não só para sua jornada acadêmica, mas para o decorrer de suas vidas (SOUZA, 2014).

Dentro do universo das artes encontramos diversos tipos, dentre eles o teatro, a dança, a música e as artes visuais. A arte musical se relaciona com os mais diversos tipos de artes, tais como dança, teatro, ópera dentre outras. Uma boa forma de compreender essa ideia é pela arte de performance, onde o artista, por meio de movimentos corporais e da sua voz, comunica uma mensagem ao público. Logo, é perceptível como a arte musical está interligada com as demais artes. Na dança, que é definida como movimento corporal, percebe-se que na maioria dos casos ela está acompanhada de música. Na arte teatral, que consiste na combinação de diversos fatores como gestos e discursos, a música está sempre em atuação, acompanhando coreografias, gestos e declamações, colaborando para abrilhantar o espetáculo e tornando-o cada vez mais atrativo e interessante para o público (SALES, 2018).

Música é um termo que vem do grego musiké téchne, a arte das musas, sendo constituída por sons contínuos e interpostos por curtos períodos de silêncio, sistematizados ao decorrer de um determinado tempo (SALES, 2018).  Mas vale lembrar que a definição de música varia de acordo com o contexto social e cultura de cada povo, pelo fato de cada cultura possuir concepções e abordagens distintas do que é a música. A música tem sofrido evolução no decorrer do tempo, resultando em inúmeros gêneros e subgêneros, tais como a música clássica ou erudita, a folclórica, popular e a tradicional, a sacra ou religiosa (TELES, 2008). Para a dança, por sua vez, como Gusso (1997) nos explica, existem controvérsias no que diz respeito ao seu primeiro registro, visto que alguns pesquisadores, como Boucier (1987), acreditam que já existiam cerimônias de dança na pré-história, uma vez que as mulheres se valiam da dança para obter maior fecundidade. Portinari (1989) corrobora com a ideia de Boucier quando nos explica que a mais antiga imagem de dança foi descoberta na caverna de Cogul, no período Mesolítico. Por outro lado, Mendes (1987) não contribui com essa tese, visto que para ele a dança teve seu primeiro registro no Período Paleolítico Superior. O que podemos observar é que, independentemente de suas origens, tanto a música quanto a dança estão entranhadas no desenvolvimento cultural do ser humano.

2.1 A MÚSICA E A DANÇA NA ESCOLA

Dificilmente vamos encontrar alguém que não se identifique com a música. Sempre quando a ouvimos, nosso corpo naturalmente tem a tendência a, de alguma forma, acompanhá-la, seja com a voz, movimento corporal etc. Com a dança, o sentimento também não é diferente, pois se uma pessoa estiver em algum concerto de música ela possivelmente cantará e dançará para manifestar os seus sentimentos. Ambas as artes se fazem presente no cotidiano de todas as pessoas, inclusive das crianças que, desde a mais tenra idade, já demonstram afeição à arte musical, influenciando suas emoções e sentimentos e colaborando para seu desenvolvimento. Por este e tantos outros motivos que essas artes devem ser estudadas dentro da escola, conforme nos demonstra a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDBN número 9394/96 no seu artigo 26, parágrafo 6. A música e a dança foram postas como um conteúdo obrigatório, inseridas no componente curricular de Artes, estando claramente evidenciado que elas devem ser entendidas e abordadas como uma área do conhecimento, mas mesmo ciente disso, muitas escolas não têm a música e nem a dança inseridas no cotidiano escolar dos alunos.  Dentre os vários motivos está o fato de não darem a elas sua devida relevância. Outro motivo é a ausência de materiais para realização de atividades musicais, que pode ser sanado com a confecção de materiais recicláveis. Há também a concepção de um mito de que, para executar atividades musical e de dança, necessariamente deve-se ter formação musical.

No que se refere à música, o trabalho com atividades musicais na escola não deve ser algo mecânico repetitivo, como averiguamos na citação de Silva (1992, p. 88):

A música deve ser considerada uma verdadeira ‘linguagem de expressão’, parte integrante da formação global da criança. Deverá ela estar colaborando no desenvolvimento dos processos de aquisição do conhecimento, sensibilidade, criatividade, sociabilidade e gosto artístico. Caso contrário perder-se-á na forma de simples atividade mecânica, com a mera reprodução de cantos, sem a interação da criança com o verdadeiro momento de criação musical.

Corroborando com a citação da autora acima, as propostas de atividades frequentemente carecem de criatividade e inovação, restritas à repetição das mesmas músicas, memorização de canções e imitação de gestos que visam somente ao domínio sobre o comportamento das crianças, tornando-se desprovidas de sentido e significado e contribuindo bem pouco para o desenvolvimento infantil. Brito (2003) entende que esse tipo de atividade não enriquece a proposta musical dentro de sala de aula.

As crianças por si só já são criativas, almejam experimentar e conhecer coisas diferentes. Embora atividades como bandinhas, músicas para as refeições e filas de trenzinho, dentre outras, resultem em algum tipo de benefício para as crianças, restringir-se somente a isso é limitar as potencialidades de cada criança, em outras palavras é torná-las somente meros reprodutores dentro de uma atividade engessada e sem dinamismo, o que acaba impedindo uma das coisas que a música mais provoca no indivíduo, que é a ação espontânea (AMATO, 2006).

Portanto, a escola deve proporcionar às discentes atividades musicais e de dança com amplitude, sendo utilizadas as mais diversas maneiras e possibilidades, de acordo com cada situação. Uma forma de entender essa valorização das músicas que os alunos gostam é o trabalho com músicas contextualizadas com a realidade social e cultural, por exemplo o rap, que tem a afeição de muitos adolescentes e jovens, sejam adeptos deste gênero musical ou que possuam vontade de dançar alguma música que está em evidência (DAYRELL, 2002).

Mas para que assim ocorra, a escola deve propor atividades artísticas, sistematizadas, contextualizadas e planejadas, pois ela possui metodologias e conteúdos próprios. Se utilizada de forma inteligente, podem-se extrair dessa arte as diversas riquezas que ela oferece para as crianças. Logo, seu uso não deve ser feito de maneira errônea, ou seja, não se deve usá-la apenas como “tapa-buraco” para quando as crianças estão agitadas, esquecendo seu propósito pedagógico e reproduzindo práticas e pensamentos arcaicos sobre a música, deixando assim de garantir aos alunos algo que lhes proporcionaria um desenvolvimento global (AMATO, 2006).

Portanto, a aquisição do conhecimento e aprendizado das músicas de outras culturas resulta em reflexões que promovem a compreensão e o respeito ao outro, bem como o entendimento dos significados que uma prática musical possui para um determinado povo. Assim desde a mais tenra idade os discentes serão estimulados a valorizar e a apreciar a música de diferentes culturas. Porém, para que os alunos tenham acesso às variedades musicais espalhadas pelos continentes, a escola deve proporcionar-lhes um acervo musical para que tenham como usufruir desta pluralidade musical.

Muitas vezes quando um conteúdo é abordado de modo isolado, acaba não se tornando uma aprendizagem significativa para o discente, resultando em muitos casos em que o aluno não consegue nem aprender o que lhe foi ensinado, prejudicando o seu desenvolvimento e progresso educacional. Dessa forma, é essencial trabalhar o movimento corporal pela dança junto com a música. Assim por meio de rimas infantis, paródias em vídeos, músicas convencionais que falam de números, os discentes passam a ter mais afeição por matemática, por exemplo. Logo equações, gráficos, geometria dentre outras podem virar música. Dessa forma entende-se que a interdisciplinaridade, além de contribuir para a evolução do educando, também contribui para o compartilhamento de saberes entre os docentes. Não é uma missão fácil, pois tem que se pensar nas adaptações curriculares, mas em contrapartida não é algo impossível. Com a dedicação, esforço, comprometimento dos educadores que sempre trazem novas propostas para o ambiente escolar, temos a certeza e a garantia de um trabalho em que todos serão beneficiados.

3. A MÚSICA E A DANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Para compreendermos como se deu a inserção da música na educação infantil, é importante entendermos como se iniciou a educação infantil no Brasil. Ela originou-se em 1899, concomitantemente com o Instituto de Proteção e Assistência a Infância no Brasil, para o atendimento com crianças de faixa etária de até seis anos de idade. Por um longo tempo o cuidado com a criança tinha um viés bem elementar voltado para o assistencialismo, a proposta de cuidar de crianças perante a sociedade daquela época era entendida como quase irrelevante. De fato, essa mentalidade equivocada foi mudando paulatinamente com o decorrer do tempo, chegando na atualidade, onde a concepção de cuidar de criança é extremamente importante tendo em vista que eles também são sujeitos de direitos.

Igualmente a música era utilizada para fins de manter a ordem e o controle da sala de aula, deixando de ser utilizada todo o seu potencial no desenvolvimento das crianças, melhorando o processo de ensino e aprendizagem. Assim, a música foi cada vez mais ganhando espaço no ambiente escolar, e na educação infantil.

Logo percebe-se desde a mais tenra idade a identificação da criança com a música. Uma boa forma de compreendermos essa ideia é pelas atividades musicais realizadas em centros de educação infantil no berçário. É impressionante como elas naturalmente balançam os pés, as mãos e cabeça como forma de reação atividade musical. Um dos motivos é porque o contato com a música já vem desde o ventre materno, por meio da sonoridade da respiração da mãe, batimentos cardíacos, dentre outros, como nos demostra Brito (2003, p. 35).

O envolvimento das crianças com o universo sonoro começa ainda antes do nascimento, pois na fase intrauterina os bebês já convivem com um ambiente de sons provocados pelo corpo da mãe, como o sangue que flui nas veias, a respiração e a movimentação dos intestinos. A voz materna também constitui material sonoro especial e referência afetiva para eles.

Assim, mediante a declaração de autora supramencionada, o ambiente da educação infantil deve aproveitar esta forte ligação preexistente entre a criança e a música. Isso significa dizer que este elo já existe antes do contato da criança com a escola, cabendo a esta então potencializar essa harmonia entre música e criança na educação infantil.

Portanto, para que o trabalho com música seja algo mais efetivo temos como norte o Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil – RCNEI, que compreende a música como linguagem e área do conhecimento, com estruturas e características próprias e produtora de conhecimento.

Assim o RCNEI propõe várias instruções e metodologias para a educação infantil, com objetivos e conteúdos a serem analisados e explorados, ressaltando as atividades musicais e abrangendo elementos de composição, interpretação, assimilação de silêncio e sons, bem como a improvisação. Ele ainda se encontra organizado em dois blocos: “O fazer musical” ‒ compreendido como improvisação (RCNEI, 1998, p. 57), interpretação e composição ‒ e “Apreciação musical”, fazendo as duas referências às questões da reflexão musical. Portanto segundo o RCNEI (1998, p. 48):

O trabalho com a música proposto por este documento se fundamenta em estudos de modo a garantir à criança possibilidades de vivenciar e refletir sobre questões musicais, num exercício sensível e expressivo que também oferece condições para o desenvolvimento de habilidades.

Desse modo, quando se oportuniza às crianças acesso à musicalização, é permitir que elas progridam em vários aspectos da vida, principalmente no tocante à socialização. Por meio da música a criança se comunica, relaciona, dança e canta junto, pois a música tem esse poder de conectar. Isso também leva a um melhor convívio com outras crianças, aprendendo a se ouvir e reforçando o conhecimento de si mesmo, bem como a ouvir ao próximo, levando à compreensão de que todos nós precisamos não só sermos ouvidos, mas também saber ouvir.

Assim é indubitável que a música colabora efetivamente para a formação plena da criança, por isso aproveitar essa fase da educação infantil é muito relevante por ser um período ideal para que o cérebro receba dos mais diversos estímulos, considerando o fator de que ele está no amplo processo de fomentação, e culminando na construção do seu conhecimento musical como nos declara Jeandot (1993, p. 19):

As crianças gostam de acompanhar as músicas com movimentos do corpo, tais como palmas, sapateados, danças, volteios de cabeça, mas, inicialmente, é esse movimento bilateral que ela irá realizar. E é a partir dessa relação entre gesto e o som que a criança – ouvindo, cantando, imitando, dançando – constrói seu conhecimento sobre música, percorrendo o mesmo caminho do homem primitivo na exploração e na descoberta dos sons

Portanto, o trabalho com musicalização na educação infantil é relevante pelo fato de as crianças aprenderem brincando, e isso colabora para que o aprendizado de conteúdos ocorra de modo prazeroso e descontraído, resultando em um modo prático e divertido de assimilar determinados materiais que são consideradas difíceis de compreender.

Também vale ressaltar que a criança é um ser que interage o tempo todo. Isso significa dizer que ela é dinâmica, logo as propostas de trabalho musicais devem suprir e abranger essas demandas, com a busca de propostas musicais não estáticas e engessadas, mas sempre inovadoras.

Logo vemos que a música é tão grandiosa e abrangente que podemos utilizá-la no trabalho com crianças especiais, proporcionando a elas o respeito às suas limitações, de modo a tratá-las com igualdade sem infringir seus direitos, que lhes são asseguradas por lei. Assim para Bréscia (2003, p. 50):

crianças mentalmente deficientes e autistas geralmente reagem à música, quando tudo o mais falhou. A música é um veículo expressivo para o alívio da tensão emocional, superando dificuldades de fala e de linguagem. A terapia musical foi usada para melhorar a coordenação motora nos casos de paralisia cerebral e distrofia muscular. Também é usada para ensinar controle de respiração e da dicção nos casos em que existe distúrbio da fala.

Vemos então que a música é um valioso instrumento para o trabalho com crianças portadoras de necessidades especiais, viabilizando condições de interagir com as demais crianças, de se expressar e participar das atividades propostas, sendo assim a música um canal para inclusão da criança especial.

Jeandot (1993) nos demonstra a relação da criança com a música nas diversas fases de desenvolvimento infantil. Com dois anos a criança tem muita afeição por movimentos rítmicos, consegue cantar alguns fragmentos de músicas e versos soltos. Já com três anos de idade, ela tem o conhecimento de várias melodias, e é capaz de reproduzir uma canção inteira. Em alguns casos estas músicas ocorrem fora de tom, mas posteriormente ela começa a coincidir o seu tom de voz com as músicas mais elementares. Aos quatro anos ela já cria pequenas canções durante as brincadeiras, gosta muito de dramatizar as músicas e consegue controlar melhor a voz. Com cinco anos a criança percebe as distinções de timbre, bem como a intensidade sonora, se o som é fraco ou forte, e se o som é agudo ou grave. Além disso, já possui condições de sincronizar os movimentos das mãos e pés com a rítmica da canção. Aos seis anos ela já realiza adaptações de palavras à música, tendo a percepção de andamento e variação sonora. Com sete anos a criança já consegue fazer a distinção dos diversos ritmos musicais, canta acentuando a tônica das palavras, e expressa e defende suas ideias. Já com oito anos ela é capaz de diferenciar e perceber os elementos rítmicos, resultando na criação de frases rítmicas.  Aos nove a criança gosta muito de conversar, já possui o domínio da harmonia, melodia e ritmo, respondendo, lendo e interpretando fórmulas rítmicas. Já com dez anos ela canta duas a três vozes, tem afeição por músicas tocadas nos rádios e televisão, criando trilhas sonoras para novelas e histórias. E por fim a partir dos onze anos a criança gosta muito de atividades coletivas. Esse período serve como um momento oportuno para realizações de atividades que visem obras musicais em conjunto. Além de terem uma enorme atração por músicas americanas, o que acaba sendo uma ótima ferramenta para o trabalho com interdisciplinaridade.

Dessa forma, pode se afirmar que o trabalho com música e com a dança deve ser realizado respeitando as fases do desenvolvimento infantil, com propostas que venham a colaborar com êxito, pois indubitavelmente quem realiza o trabalho com atividades musicais na educação infantil tem a certeza de um trabalho que resultará em crianças plenamente desenvolvidas em suas diversas habilidades.

3.1 MÚSICA E DANÇA NAS SÉRIES INICIAIS

A presença da música nas séries iniciais é de extrema relevância tendo em vista que a mesma contribui para que os alunos possam desenvolver sua afetividade, sociabilidade, autodisciplina e criatividade. Ainda vale salientar que a música nas séries iniciais deve ter o uso de atividades diversas que tendem a proporcionar a formação musical do aluno. Logo atividades de criação, improvisação, execução e apreciação são fatores que potencializam ainda mais o ensino e aprendizagem.

Portanto, entende-se que a música não tem por finalidade criar guitarristas, tecladistas e vocalistas profissionais, mas pode sim influenciar para que algumas crianças nas séries iniciais venham ter seu gosto musical aflorado de modo tal que possam posteriormente serem músicos incríveis. Porém, a proposta é que as crianças venham a apreciar a música, para que nelas sejam desenvolvidas diversas habilidades que lhes ajudem a enxergar o mundo, a si mesmas e ao próximo.

Assim percebe-se que a música não está somente ligada a questão de bandas musicais ou gosto musical como o entendimento popular pensa, mas está literalmente ligada ao desenvolvimento e capacitação de outras áreas do cérebro que as demais linguagens não podem realizar, levando em consideração que ela trabalha os dois lados do cérebro.

Vivemos em um mundo com constantes mudanças, que ocorrem de modo rápido e a escola não pode ficar alienada a essa realidade. Isso significa dizer que está também deve sempre se aprimorar para dar conta destas novas demandas que acontecem na sociedade, pois as crianças já vêm para o espaço escolar com uma série de experiências proporcionadas pelas mídias, como os jogos interativos (BARBOSA, 2004).

Sendo assim, partindo do pressuposto acima, faz-se necessário que o professor das sereis iniciais faça uso dos mais variados tipos de metodologia, para que seja um subsídio que leve a crianças a aquisição do processo do ensino aprendizagem. Mas quando se refere a metodologia, não é lançar mão de qualquer metodologia somente para dizer que faz uso de uma, mas sim uma metodologia adequada, respeitando as fases do desenvolvimento das mesmas, de modo a alcançar o maior objetivo de todos que é conseguir fazer a aluno aprender (BARBOSA, 2004). Por exemplo, quando se pensa em geografia, algumas propostas educacionais são direcionadas somente a decorar nomes de cidades, lugares e dentre outros, mas quando associamos a geografia a música, é perceptível que o campo de aprendizado é muito mais amplo. Para se compreender melhor essa ideia nos demonstra o educador Freire (2001, p. 33) que:

Porque não aproveitar a experiência que têm os alunos de viver em áreas da cidade descuidadas pelo poder público para discutir, por exemplo, a poluição dos riachos e dos córregos e os baixos níveis de bem-estar das populações, os lixões e os riscos que oferecem à saúde das gentes.

Quando o professor usa a música ou a dança para realizar abordar de temas como o supracitado pode ser um caminho alternativo de tornar o conhecimento mais lúdico. Essas discussões são necessárias para mostrar que o docente pode levar o conhecimento aos seus discentes não ficando restrito somente ao papel.

Assim, percebe-se que a música e a dança abrem um leque de possibilidade para o trabalho de diversas disciplinas nas series iniciais, bem como de distintos temas que fazem parte de nossa sociedade contemporânea. Demostrando a existência de outros recursos didáticos, que não se resume aos livros.

4. SUGESTÕES DE ATIVIDADES

Assim, verifica-se que nem a música e nem a dança deve ser trabalhada somente em situações isoladas como em momentos de ensaios, datas comemorativas, dentre outras, pois existem diversas ocasiões em que ela pode ser aplicada na sala de aula. Logo, o professor que além de realizar o papel de ser unidocente[3] efetuando o ensino de vários conteúdos, a música e a dança podem ser aliadas do professor. Quando se trata do objetivo com atividade musical seja alcançado, sempre é necessário pesquisar e planejar com um trabalho consciente como nos afirma Bréscia (2003, p. 15):

O trabalho de musicalização deve ser encarado sob dois aspectos: os aspectos intrínsecos à atividade musical, isto é, inerentes à vivência musical: alfabetização musical e estética e domínio cognitivo das estruturas musicais; e os aspectos extrínsecos à atividade musical, isto é, decorrentes de uma vivencia musical orientada por profissionais conscientes, de maneira a favorecer a sensibilidade, a criatividade, o senso rítmico, o ouvido musical, o prazer de ouvir música, a imaginação, a memória, a concentração, a atenção, a autodisciplina, o respeito ao próximo, o desenvolvimento psicológico, a socialização e a afetividade, além de originar a uma efetiva consciência corporal e de movimentação.

No que tange à dança, Ida Freire (2001, p. 35) nos apresenta a argumentação de composição em dança, visto que:

As crianças precisam desenvolver as habilidades e conhecimentos necessários para criar, modelar e estruturar movimentos em forma de dança expressiva. A criança, muitas vezes, usa os movimentos espontaneamente, variando seus gestos e dinâmicas para expressar seus sentimentos e idéias. Com um pouco de encorajamento e assistência, elas brincarão e improvisarão com esses padrões básicos de movimento. Este é um dos objetivos da Dança-Educação nos anos iniciais para promover e desenvolver todas as suas habilidades naturais, ou seja, oferecer oportunidades para as crianças criarem simples seqüências, através da improvisação, interagindo uma com a outra, orientadas por um professor sensível. Com suas habilidades e conhecimentos desenvolvidos, elas poderão ser capazes de criar danças mais complexas, as quais terão uma estrutura clara, incluindo aspectos interessantes de composição, tal como desenvolvimento de tema e repetição.

A música e a dança, como apontam os estudos até aqui, despertam o gosto pelo aprendizado, cabendo ao docente, aproveitar dessa afeição natural que a criança tem, para ser um grande incentivador com propostas que visam desenvolver o censo criativo, bem como propor aos alunos distintas experiências, sempre criando uma aproximação afetiva entre docente e discente, onde o professor canta, dança e brinca com eles.

Assim o trabalho com música e com a dança devem conter uma intencionalidade pedagógica, isso significa dizer o que se espera desenvolver no aluno com essa determinada atividade, qual o objetivo, estando sempre em constantes reflexões, pesquisas e análises sobre sua prática docente, constatando se a proposta foi efetiva, se gerou resultados, mas para que isso suceda o professor não deve realizar suas aulas sem planejamento como se verifica em Brasil (1998, p.100-101).

o professor é articulador das aulas, umas com relação às outras, de acordo com o propósito que fundamenta seu trabalho, podendo desenvolver formas pessoais de articulação entre o que veio antes e o que vem depois; o professor é avaliador de cada aula particular (contando com instrumentos de avaliação que podem ocorrer também durante o momento da aula, realizados por ele e pelos alunos) e do conjunto de aulas que forma o processo de ensino e aprendizagem; tal avaliação deve integrar-se no projeto curricular da sua unidade escolar; o professor é imaginador do que está por acontecer na continuidade do trabalho, com base no conjunto de dados adquiridos na experiência das aulas anteriores e da sequência de aprendizagens planejadas.

Segundo Parâmetro Curricular Nacional, citado acima fica evidenciado que para se realizar uma proposta musical e de dança com sucesso, deve-se muito a postura de iniciativa do professor. Portanto, várias maneiras de se realizar o trabalho com a música na escola, que pode ser aplicada de forma lúdica e coletiva, utilizando brincadeiras de roda, confecção de instrumentos dentre outros.

Assim, podemos propor para educação infantil, algumas sugestões de atividades dentre elas o bingo sonoro como demostrado na figura 1, que consiste em colocarmos as crianças sentadas na mesa divididas em grupos, onde é concedida para cada grupo uma cartela contendo imagens sobre diferentes sons tais como de animais, chuva, carro, pessoas e etc.  Dessa forma, com o auxílio de reprodutor de som que venha emitir esses barulhos pode-se para que as crianças assinalem o som correspondente a cada imagem. Essa atividade, ajudará as crianças a terem percepção sobre os diferentes sons emitidos pela natureza bem como os que são produzidos pelo homem, trabalhando a atenção, percepção e o coletivo.

Figura 1 – Bingo sonoro

Fonte: https://www.recantomusical.com/jogo-bingo-sonoro-identificar-os-sons-acompanha-cd-de-audio

Outra atividade que se pode trabalhar na educação infantil é a Caixinha Surpresa, como demostra a figura 2, que consiste em uma caixinha com várias figuras de animais coladas em sua volta, geralmente feita com o material de EVA. A atividade consiste em colocar as crianças em rodinha, ao ritmo da música. Uma música que pode ser utilizada é a “Seu Lobato”, enquanto a música toca as crianças passam a caixinha de mão em mão. Quando a canção chega na parte em que se diz: “E nesse sítio tinha?”, a criança em que parar a caixinha deve retirar a figura com o auxílio da professora, sem deixar as demais crianças ver a imagem da caixa, o discente deve ir para o centro da roda e tentar imitar o som e os gestos do animal que ele retirou para que a turma adivinhe. Essa proposta ajuda a trabalhar a desinibição, a coletividade, afetividade bem como a atenção e percepção, assim como o conhecimento de diversos animais. Observa-se que a oportunidade de se trabalhar a interdisciplinaridade com a disciplina de ciências, dialogando com os alunos sobre o que seriam os animais domésticos e os selvagens, suas características, alimentação, dentre outras.

Figura 2 – Caixa Musical

Fonte: http://esisantateresa.com.br/noticia/aula-infantil-i-caixa-musical-e-percepcao-visual

A última atividade aqui apresentada serve para as turmas das séries iniciais. A atividade se chama “Dança da laranja”, como demostrado na figura 3, que consiste em juntar as crianças e formar duplas, onde cada uma destas duplas terão que fixar a laranja nas suas testas. Depois os alunos devem dançar conforme o ritmo da música sem deixar a laranja cair no chão. Uma das regras é não fazer o uso das mãos para manter a laranja fixada na testa, e a dupla que deixar a laranja cair será desclassificada.  Vale ressaltar que essa atividade é ideal para se trabalhar os diversos ritmos musicais, bem como a desinibição, o reconhecimento dos diversos gêneros musicais, aprimoramento da coordenação motora, melhora do convívio social e o trabalho cooperativo. Esta atividade é indicada para turmas do segundo ano em diante.

Figura 3- Dança da laranja

Fonte: http://ludicacao.blogspot.com/2014/09/4.html?m=0

Diante aos embasamentos teóricos supramencionados percebe-se que a música e a dança são artes e um produto cultural que encanta e move as pessoas desde a antiguidade e que elas têm a cada dia ganhado atenção e notoriedade dentro dos mais diversos espaços, um deles é a escola.

5. CONCLUSÃO

A escola se configura como um local de trocas de saberes e deve-se sempre valorizar o conhecimento prévio dos alunos e suas vontades. A música e a dança são exemplos de conhecimentos externos que precisam ser valorizados constantemente dentro dos muros da escola, visto que quando as crianças começam a frequentar esse espaço já possuem familiaridade com a música e com a dança, cabendo a escola ser uma incentivadora e estimuladora.

A música e a dança fazem parte do cotidiano do aluno e quando a escola tenta incluir essas experiências também na vida acadêmica discente é necessário e importante pensar formas para que isso seja feito de forma proveitosa, por isso que o ideal é sempre pensar na formação de professores. Deve-se, então, pensar sempre em estratégias que ajudem na formação do professor para que o mesmo possa trabalhar a música e a dança na escola, por exemplo, trocas interdisciplinares. Ressalta-se a importância das trocas interdisciplinares visto que nem sempre o professor tem acesso as formações complementares. O importante é que mesmo que o professor não tenha essa formação inicial, não existe o impedimento de trabalhar com essas artes, fazer o uso dos pequenos recursos que os discentes já possuam, tais como alguns documentos norteadores e suporte de livros de diversos autores que abordam o tema música e da dança.

Ainda é importante lembrar que por mais que o trabalho com música e com a dança seja divertido, e que a criança aprenda brincando, isso não significa que não seja um trabalho sério, pois o ato de brincar proporcionado pelas atividades lúdicas desenvolvem diversas habilidades. Deste modo, conclui-se que a música e a dança são ótimas ferramentas pedagógicas, que auxiliam corroborando para que as práticas educacionais do professor venham contribuir para o processo de ensino aprendizagem do aluno, cooperando para que este venha ser desenvolvido em todas as suas partes, seja esta social, psicológica, emocional, visando sempre um indivíduo reflexivo, crítico e pleno com a perspectiva de um cidadão ativo, um ator social que atua em prol de um mundo melhor.

REFERÊNCIAS

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JEANDOT, N. Explorando o universo da música. 2. ed. São Paulo: Scipione, 1993.

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APÊNDICE – REFERÊNCIA DE NOTA DE RODAPÉ

3. Um único professor dando aula de todos os conteúdos.
Professor de Educação Infantil e Ensino Fundamental de 1º ao 5º ano. Disponível em: https://www.dicionarioinformal.com.br/unidocente/. Acesso em 08 de novembro de 2020.

[1] Graduada em Pedagogia.

[2] Doutoranda em Psicologia Social pela UERJ e em Ciência da Literatura pela UFRJ; Mestre em Letras pela UEMS.

Enviado: Janeiro, 2021.

Aprovado: Junho, 2021.

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