Cultura do Manjericão: experimentos por estacas

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ARTIGO ORIGINAL

MENDES, Jorge [1], MARCOLINO, Feliciano [2], N’JALE, Benjamim [3], SANTOS, Hélder dos [4], COELHO, Maria de Fatima Barbosa [5], VIEIRA, Miriam Matissa [6]

Jorge Mendes. Et al. Cultura do Manjericão: experimentos por estacas. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 01, Vol. 05, pp. 52-57 Janeiro de 2019. ISSN: 2448-0959

RESUMO

O manjericão Ocimum basilicum é uma planta herbácea, aromática e medicinal, conhecida desde a antiguidade pelos indianos, gregos, egípcios e romanos. Ele é envolto de cultura espiritual e simbologismos, sendo, inclusive, considerado sagrada entre alguns povos hindus, por representar Tulasi, esposa do deus Vishnu. Está relacionado com sentimentos de ódio, amor e luto, mas com certeza é mais amplamente conhecido pelos seus poderes culinários. Sendo considerado uma planta da família Lamiaceae, é espécie que apresenta propriedades aromáticas, condimentares e medicinais, por ser rico em óleos essenciais. É muito usado nas indústrias farmacêuticas e de alimentos em geral. O objetivo deste trabalho foi, estudar as diferentes formas de propagação por estacas no desenvolvimento do manjericão, acompanhar o desenvolvimento de cada estaca a partir das raízes brotos até as folhas. Para a realização do mesmo, foi colhido o manjericão já crescidos variando dos cinquenta centímetros de altura, divididas em: estacas com picólico, estacas com duas folhas, estacas com uma folha e estacas sem folhas. Durante trinta e um dias (31), foi verificado o comportamento de cada tipo de estaca plantada, as plantas foram apresentando cada um desenvolvimento diferentes, uns mais avançados outros menos e alguns atrasados.

Palavras-chave: Manjericão, estacas, repetições, cultivo e desenvolvimento

INTRODUÇÃO

A Manjericão considerando uma planta da família Lamiaceae é uma planta do gênero Ocimum basilicum, se distribuem amplamente no planeta, sobretudo nas regiões tropicais e subtropicais (Vieira & Simon, 2000), Muitas espécies são usadas para fins medicinais, pois são rica para tosse, dor de garganta e bronquite (SIGRIST Sergio: Manjericão, 27/09/2013), também são útil na culinária e no controle de pragas na agricultura, (Grayer et al., 1996).

No Brasil, é cultivada, principalmente, por pequenos produtores rurais da região Nordeste para a comercialização da planta como condimento (Blank et al. , 2004; Albuquerque & Andrade, 1998). O incremento na produção do Manjericão apresenta relevância social, uma vez que as propriedades estimulantes, anti-gripal, diurética e anti espasmódica, etc. O chá é preparado das folhas, a inflorescências são amplamente difundidas nas comunidades de baixa renda do semi-árido nordestino, sendo uma alternativa aos medicamentos alopáticos no tratamento de diversas enfermidades. Transferir tecnologia de propagação desta planta medicinal a pequenos e médios produtores interessados em cultivá-la, torna-se uma alternativa de geração de renda, para a comercialização da matéria prima para as indústrias, que utilizam o óleo essencial.

Para assegurar o sucesso das propagações controladas é importante que as estacas a serem utilizadas tenham boa qualidade no aspecto físico e estrutural. O uso de estacas caulinares é a principal técnica de macro-propagação vegetativa de plantas.

A estacaria é também uma operação frequentemente necessária à propagação por enxertia, uma vez que a maioria dos porta-enxertos são obtidos a partir de estacas. Na propagação por estacas caulinares utilizam-se segmentos de caules contendo gomos terminais ou laterais, que são colocados em condições adequadas à produção de raízes adventícias.

As estacas caulinares classificam-se em função do grau de lenhificação do caule em: Herbácias, semi-herbácias, semi-lenhosas e lenhosas.

A estaca em experiência é a Herbácea; Nas estacas herbáceas o enraizamento tende a ser mais fácil, mas exige maior controle ambiental. Estas estacas são preparadas a partir de caules herbáceos, com cerca de 7 a 10 cm, as estacas experimentadas foram preparadas a partir de caules herbáceos com cerca de 50 a 60 cm, frequentemente com folhas.

O enraizamento requer elevada umidade relativa. Sob condições adequadas, esse processo tende a ser rápido e com uma percentagem elevada de sucesso. A utilização de promotores do enraizamento não é indispensável, mas melhora a uniformidade da distribuição das raízes. Exemplos de plantas ornamentais propagadas por estacas herbáceas: Coleus, crisântemo, craveiro, gerânio. É notória a necessidade da indústria nacional e de instituições de fomento investir em pesquisa e desenvolvimento para que sejam alcançados os padrões de qualidade exigidos pelo mercado. Apesar de constantes estudos, ainda são poucas as informações da biologia caulinar de algumas espécies, principalmente do malvarisco, sendo relevante aprimorar os conhecimentos sobre alguns aspectos da biologia caulinar.

Este trabalho teve como  objetivo, estudar as diferentes formas de propagação por estacas do malvarisco e acompanhar o desenvolvimento de cada estaca a partir das raízes brotos até as folhas e comparar as possíveis diferenças por estacas.

MATERIAL E MÉTODO

LOCAL DO ESTUDO

Os estudos foram conduzidos em área experimental da Universidade de integração internacional da lusofonia Afro-Brasileira-UNILAB, localizada no Campus da liberdade, no município Redenção que esta situado ao norte, a latitude S de 4°13’ 33’’ e a longitude WGr 38° 42’40’’, a uma altitude de 88,8 metros, compreendendo uma área de 225, 63 km2. Apresenta clima tropical quente úmido e sub-úmido e tropical quente semiárido branco. Com temperatura média de 26° a 28° e densidade pluviométrica de 1062 mm, localizado no maciço de Baturité estado do CEARÁ. (IBGE/IPECE, 2014)

MATERIAL VEGETAL

As plantas utilizadas no experimento foram oriundas de mudas cultivadas na mesma área de experimental com aproximadamente 62 dias de existência naquele lugar pelo seu aspecto físico. Variabilidade por estacas. As estacas variavam desta média com picólico, estaca media com duas folhas, estaca média com uma folha e estaca média sem folhas, foram colhidas 20 plantas para cada tipo de estaca.

PROCEDIMENTOS

Foi realizado o experimento em um canteiro de 10m por 1m, apenas usado 150 cm, para o malvarisco, o canteiro estava em uma posição vertical para que a planta receba os raios solares sem dificuldades, as plantas estavam horizontalmente à posição do canteiro, foram quatro repetições, cada uma com cinco plantas.  Para cada repetição tinham 20 plantas, o que perfaz o total de 80 plantas das quatro repetições. Depois do plantio, foi colocado a cinza de lenha que é um excelente adubo orgânico, a seguir a rega que é um método imprescindível a planta. A rega foi escalada duas vezes por dia, manhã e tarde, foi um processo diário.

Obteve-se os dados ao longo de quatro semanas, foram avaliadas algumas características das plantas físicas como, Número de folhas: avaliando as folhas que cresceram em cada planta ao longo de quatro semanas, a contagem de folhas foram feitas de estaca por estaca. Número de broto: avaliando e contando os brotos crescidos. Número de raiz: contagem das raízes por cada estaca. Comprimento da raiz: foi medido com uma régua graduada com as dimensões possíveis para o tamanho da cultura em experimento.

As características avaliadas foram organizadas no Excel, enquadradas com o formato de base na folha de cálculo do software Libreoffice e submetidas a análise de variância e as suas médias através do software SISVAR.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foi avaliada caraterísticas diferenciadas propagação para as plantas do manjericão as estacas herbáceas o enraizamento tende a ser mais fácil, mas exige maior controle ambiental, como os seguintes fatores: umidade (água), sol, a temperatura e outros pormenores como a disponibilidade de nutrientes no solo. floricultura e plantas ornamentais. propagação vegetativa de plantas ornamentais, estacas caulinares (2001)

Tabela 1- Média e Resumo da analise de variância

Comprimento da raiz (CR), numero de raiz (NR), numero de folhas (NF) e o número de brotos (NB) UNILAB, 2014

Tratamento NR CR NB NF
1. picólico 11,70 a 8,52 a 0,31 a 8,66 a
2 duas folha 9,55 ab 6,53 a 0,60 a 9,50 a
3 uma folha 14,05 a 8, 35 a 1,35 a 7,85 a
4 sem folha 4,90 b 2, 35 b 0,85 a 3,20 b

 

As estacas na mesma fila não se diferem tanto estatisticamente no número de folhas, a 1ª estaca com o picólico, a 2ª com duas folhas e a 3ª com uma folha, estatisticamente apresentam o mesmo desenvolvimento ao passo que o 4º tratamento sem folha apresenta um índice baixo de crescimento, isto acorreu quase em todas as características das estacas.

Tabela 2 Resumo de análise de variância

Grão de liberdade (GL), número de raiz (NR), Comprimento de raiz(CR), número de broto (NB) e número de folhas (NF)

FN GL NR CR NB NF
TRATAMENTO 3 60,66* 32,93* 0,77 31,74*
ERRO 12 5,59 2,08 0,46 3,68
CV % 22,45 23,54 87.88 26,88

* Significado pelo lote F e R a 5% de probabilidade significativa.

Houve maior índice de características avaliadas significativo por tratamento nos números de broto, centímetro de raiz e número de folhas.

CONCLUSÃO

Portanto, as estacas de acordo e a forma de aplica-las e seleciona-las, podem apresentar características e desenvolvimentos diferentes, ao passo que elas sejam plantadas no mesmo local e na mesma época. De uma forma hipotética sem a estatística, seria difícil buscar a probabilidade do desenvolvimento de cada tratamento, pois cada tratamento apresentou desenvolvimento em áreas distintas, umas nas folhas, outras nas raízes e outras nos brotos.

REFERÊNCIAS

BIASI, Luiz Antonio; COSTA ; Giampalolo. Propagacão vegetativa de Lippia alba. Ciencia rural, santa maria. v33,n3, mai-jun. 2003. P.455-459.

FLORICULTURA E PLANTAS ORNAMENTAIS Propagação vegetativa de

plantas ornamentais B. Estacas caulinares (2001).

Hartmann, H. T., Kester, D. E., Davies, F. T. & Geneve, R. L. 1997. Chapter 11. Techniques of propagation by cuttings. In Plant propagation. Principles andm practices. Sixth edition. Prentice-Hall, Upper Saddle River, New Jersey. pp. 329- 391.

MATTOS, S. H. et. al. Plantas Medicinais e Aromáticas Cultivadas no Ceará:

Tecnologia de Produção e Óleos Essenciais. Serie BNB Ciência e Tecnologia n. 2, Fortaleza, 2007

Malvarisco – Horto Didático de Plantas Medicinais do HU (UFSC)

The Plant List. Disponível em: < www. http://www.hortomedicinaldohu.ufsc.br/planta.php?id=171>: acesso: 18/10/2014

Valois, A.C.C; Paiva, J.R.; Ferreira, F.R.; Filho, W.S.S.; Dantas, J.L.L Melhoramento de espécies de propagação vegetativa. In: Nass, L.L.; Valois, A.C.C.; Melo, I.S. e Valadares Inglis, M.C. (Eds.) Recursos genéticos & melhoramento – Plantas. p. 283-291, 2001.

TAVARES, Iane Brito. Tipos de estacas e diferentes substratos na propagação vegetativa da Erva cidreira ( quimiotipos I, II, III). Biosci. J. Uberlandia.v28, n2, p.206-213. Mar.-April. 2012.

[1] Graduando em agronomia pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira

[2] Graduado em agronomia pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira

[3] Graduando em agronomia pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira

[4] Graduando em agronomia pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira

[5] Graduação em Agronomia pela Universidade Federal do Ceará, mestrado em Genética e Melhoramento pela Universidade Federal de Viçosa, e doutorado em Fitotecnia (Produção Vegetal) pela Universidade Federal de Viçosa. Professora titular da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro Brasileira (UNILAB). Atualmente é professora com vinculo permanente no Programa de Pós Graduação em Agricultura Tropical (PPGAT) – UFMT.

[6] Graduando em agronomia pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira.

Enviado: Março, 2018

Aprovado: Janeiro, 2019

 

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