Desenvolvimento da alface irrigada com diferentes lâminas de água residuária de piscicultura

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ARTIGO ORIGINAL

SILVA, Bianca Aparecida [1], RIBEIRO, Kátia Daniela [2]

SILVA, Bianca Aparecida. RIBEIRO, Kátia Daniela. Desenvolvimento da alface irrigada com diferentes lâminas de água residuária de piscicultura. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 01, Vol. 09, pp. 76-95. Janeiro de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/agronomia/alface-irrigada

RESUMO

A alface é uma planta bastante sensível tanto ao déficit quanto ao excesso de água, sendo que melhorias relacionadas ao aumento na eficiência do processo produtivo da cultura contribuem significativamente para assegurar a produção. Assim, o manejo da irrigação é primordial para a obtenção de alta qualidade e produtividade da cultura. Objetivou-se, neste trabalho, avaliar o desenvolvimento da alface crespa sob diferentes lâminas de irrigação com água residuária proveniente da atividade da piscicultura. O experimento foi realizado em condições de campo no sítio Morro Redondo, na cidade de Campo Belo (MG). O transplantio da alface crespa foi feito em canteiros de 1 m de largura por 2 m de comprimento. Foi adotado o delineamento em blocos casualizados (DBC), com cinco lâminas de irrigação (2,5; 4,5; 7,0; 9,0; 11 mm) e três repetições, totalizando 15 parcelas experimentais. Foram avaliadas as seguintes variáveis: massa fresca total, massa fresca comercial, altura da planta, diâmetro da cabeça, número de folhas, massa fresca do sistema radicular e massa fresca do talo. As lâminas de irrigação que proporcionaram o melhor desempenho da cultura foram as de 7 e 9 mm, sendo determinada a lâmina ótima para o cultivo nas condições do experimento, encontrando-se o valor de 8,4 mm, aplicados num turno de rega fixo de 2 dias.

Palavras-chaves: Cultivo irrigado, olericultura, reuso da água.

1. INTRODUÇÃO

A alface é uma hortaliça folhosa de grande importância e popularidade na alimentação diária dos brasileiros. Sua importância destaca-se não só pela boa aceitação de seu sabor e valor nutritivo, mas também pela facilidade de seu cultivo e baixo custo para o consumidor final. Outro aspecto importante é o social, evidenciado pela geração de empregos diretos e indiretos, seja no cultivo ou na comercialização. [3], [4]

O cultivo da alface pode ser realizado durante o ano todo, sendo que existem cultivares para o plantio de verão e cultivares de inverno, bem como aquelas que possuem adaptação para as duas estações.[5]

A importância da irrigação para o desenvolvimento de atividades agrícolas está no fato de que ela possibilita um aumento na produção de diversas culturas, possibilitando um melhor aproveitamento das áreas cultivadas. [6], [7]

Para que um projeto de irrigação seja eficiente, deve-se considerar a qualidade da água a ser utilizada, uma vez que o sistema pode apresentar problemas de precipitação ou volatilização, dependendo da qualidade da água a ser usada. [8], 5

No entanto, a realidade atual quanto ao consumo e disponibilidade de água sugere que novas opções de captação deste recurso sejam adotadas. Dentre as opções, destaca-se o reaproveitamento de águas residuárias para fins de irrigação agrícola, seja ela proveniente do sistema industrial ou do esgoto doméstico. Dentre as maiores vantagens no aproveitamento das águas residuárias na agricultura pode-se citar: a conservação das fontes disponíveis e consequentemente a conservação do meio ambiente, com redução da poluição de corpos de água, e seu volume disponível e a possibilidade de reaproveitamento dos nutrientes presentes nessas águas, o que possibilita a redução na necessidade de fertilizantes químicos.[9]

O uso sustentável dos recursos hídricos e a busca por uma solução para melhor aproveitamento de nutrientes e fertilizantes que possam ser reutilizados é uma realidade na agricultura mundial.[10] E o uso de efluentes provenientes da piscicultura na irrigação enquadra-se nesse contexto, cujo benefício econômico mais notório é, sem dúvida, a produção e o comércio de produtos aquícolas, sem nenhum tipo de aumento no consumo de água, possibilitando uma redução dos custos operacionais nas propriedades.6

A integração da piscicultura com a produção agrícola é mais favorável no cultivo de olerícolas, principalmente por seu alto consumo e também por se tratar de atividades que geralmente são desenvolvidas por pequenos produtores.8 Ao sair do sistema, esta água apresenta-se enriquecida com matéria orgânica e mineral de origem nas excretas dos peixes, como também dos alimentos não consumidos e incrementados a esta água durante o processo de alimentação dos peixes, ficando disponível para uso em outros sistemas produtivos, como na irrigação de hortaliças. Essa integração é uma importante estratégia para o uso sustentável dos recursos hídricos, pois está de acordo com os preceitos das atividades promotoras do uso diverso das águas, o que contribui para uma maior eficiência hídrica e para a cadeia produtiva.[11]

Diante da importância da cultura da alface e da necessidade do uso racional da água na irrigação, objetivou-se avaliar o desenvolvimento da alface crespa cv. Nanda sob diferentes lâminas de irrigação com água residuária proveniente da atividade da piscicultura, com o intuito de mensurar parâmetros morfoagronômicos que refletem diretamente no ganho em produtividade e qualidade do produto final.

2. MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi conduzido no sítio Morro Redondo (Figura 1), localizado no município de Campo Belo, região sul do estado de Minas Gerais. O município apresenta clima quente e temperado, com temperatura média de 20,5 °C e pluviosidade média anual de 1406 mm.[12]

Figura 1 – Local e condução do experimento – Sítio Morro Redondo.

Fonte: Google Earth, 2018.

O solo utilizado no experimento apresentou textura arenosa (Tabela 1), cujas parâmetros de fertilidade são apresentados na Tabela 2. Foi feita a correção da acidez do solo com aplicação de calcário agrícola a lanço, 90 dias antes do plantio, e em seguida a gradagem para melhor incorporação do mesmo no solo.

Tabela 1 – Resumo da análise física do solo da área experimental.

Textura Unidade Resultado
Areia total g kg – ¹ 703
Silte g kg – ¹ 85
Argila g kg – ¹ 212

Fonte: Dados da pesquisa, 2018.

Table 1 – Summary of soil physical analysis of the experimental area.

Texture Unit Result
Sand g kg – ¹ 703
Silt g kg – ¹ 85
Clay g kg – ¹ 212

Source: Research Data, 2018.

Tabela 2 – Resumo da análise química do solo da área experimental nas profundidades de 0 a 20 e 20 a 40 cm.

Profundidade Ph Ca Mg K Al SB¹ t T m V P-Meh-¹
(cm) (CaCl2) mmolc dm-³ % mg dm-³
0 – 20 5 18 5 71,85 0,5 24,8 25,3 42,8 2 58 10
20 – 40 5 11 5 48,46 0,3 17,2 17,5 39,2 2 44 3,5

Fonte: Dados da pesquisa, 2018.

Nota: SB = soma de bases; t = CTC efetiva; T = CTC à pH 7; m = saturação por alumínio; V = saturação por bases; P-Meh-¹ = fósforo.

Table 2 – Summary of soil chemical analysis of experimental area at depths from 0 to 20 and 20 to 40 cm.

Depth Ph Ca Mg K Al SB¹ t T m V P-Meh-¹
(cm) (CaCl2) mmolc dm-³ % mg dm-³
0 – 20 5 18 5 71,85 0,5 24,8 25,3 42,8 2 58 10
20 – 40 5 11 5 48,46 0,3 17,2 17,5 39,2 2 44 3,5

Source: Research Data, 2018.

Note: SB = sum of bases; t = effective CTC; T = CTC at pH 7; m = aluminum saturation; V = base saturation; P-Meh-¹ = phosphorus.

Os canteiros foram construídos manualmente com as dimensões de 1 m de largura por 2 m de comprimento e 20 cm de altura e, aproveitando a mesma operação, foi efetuada a incorporação da adubação de plantio, 15 dias antes do transplantio das mudas. Para este procedimento, foram utilizadas as seguintes quantidades de nutrientes por canteiro:  80 g de cloreto de potássio, 200 g de supertriplo e 30 g de ureia. Esses fertilizantes contêm em sua fórmula, respectivamente, 60% de K2O; 41% de P2O5 e 45% de N. A aplicação da ureia e o cloreto de potássio foi feita de forma parcelada (no plantio, 15 e 30 dias após o plantio) e, juntamente à adubação de plantio, foi feita a adubação orgânica na dosagem de 8 kg de esterco bovino por canteiro.

Foi empregado o delineamento em blocos casualizados (DBC), sendo utilizados cinco tratamentos e três repetições, perfazendo um total de 15 parcelas. Os tratamentos constituíram-se de cinco lâminas de irrigação (T1 = 2,5 mm; T2 = 4,5 mm, T3 = 7,0 mm; T4 = 9,0 mm; T5 = 11 mm) com água residuária de piscicultura cujas características apresentam-se na Tabela 3.

Tabela 3 – Resumo da análise da água do tanque de piscicultura.

Parâmetros analisados Resultados Normas (classe 2)
Nitrogênio amoniacal mg/l 11.87 20
Condutividade Elétrica ms/mg 30
Fosforo total mg/l 0,001

Fonte: Dados da pesquisa, 2018.

Table 3 – Summary of analysis of fish tank water.

Parameters analyzed Results Standards (class 2)
Ammoniacal nitrogen mg/l 11.87 20
Electrical Conductivity ms/mg 30
Total phosphorus mg/l 0,001

Source: Research Data, 2018.

Os canteiros foram irrigados em dias alternados (turno de rega de dois dias), sempre no mesmo horário, às 9 horas da manhã. Também foi instalado um pluviômetro no local do experimento para o monitoramento dos dias em que ocorresse precipitação (Tabela 4). Na ocorrência de precipitação, a quantidade precipitada foi descontada da lâmina de irrigação a ser aplicada naquela data e/ou complementada de acordo com cada tratamento.

Tabela 4Precipitações ocorridas durante o experimento.

Quantidades pré-estabelecidas (mm) Dia/Mês Precipitação (mm) Total precipitado (mm)
T1 = 2,5 14/9 25 48 mm/m²
T2 = 4,5 15/9 13
T3 = 7,0 16/9 3
T4 = 9,0 17/9 4,5
T5 = 11 18/9 2,5

Fonte: Dados da pesquisa, 2018.

Table 4 – Precipitations occurred during the experiment.

Preset quantities (mm) Day/Month Rain (mm) Total rain (mm)
T1 = 2,5 14/september 25 48 mm/m²
T2 = 4,5 15/ september 13
T3 = 7,0 16/ september 3
T4 = 9,0 17/ september 4,5
T5 = 11 18/ september 2,5

Source: Research Data, 2018.

As parcelas experimentais foram constituíram-se de três linhas de plantio espaçadas de 0,30 m, com espaçamento de 0,30 m entre plantas, perfazendo um total de 18 plantas por parcela. Desse modo, foram consideradas úteis as plantas das linhas centrais, sendo desconsideradas as plantas das bordaduras, conforme Figura 2.

Figura 2 – Esquema de uma parcela experimental, Campo Belo, MG – 2018.

Fonte: Acervo pessoal.

Figure 2 – Scheme of an experimental plot, Campo Belo city, Minas Gerais, Brazil – 2018.

Source: Personal Collection.

Utilizou-se a alface crespa cv. Nanda, por ser de grande aceitabilidade pelos consumidores, principalmente em lanchonetes e restaurantes, além de ter maior resistência ao transporte. As mudas foram adquiridas em um viveiro na cidade de Campo Belo-MG, vindas em bandejas de plástico já formadas com 2 pares de folhas.

Do transplantio, realizado no dia 20 de agosto de 2018, até o início da diferenciação dos tratamentos (24/08/2018), foram realizadas irrigações em todos os cinco tratamentos igualmente, totalizando uma lâmina de 20 mm. Este procedimento teve como objetivo proporcionar um melhor “pegamento” e a uniformização no desenvolvimento inicial das mudas.

Para o controle de plantas invasoras foi feita capina manual e o controle fitossanitário foi realizado através de inspeções periódicas na área experimental, não sendo detectada a presença significativa de pragas e doenças durante o período de realização do experimento.

A colheita foi realizada no dia 1 de outubro de 2018, quando as plantas atingiram seu máximo desenvolvimento vegetativo, onde a cabeça da alface crespa apresentou-se bem enfolhada e compacta. No mesmo dia, depois da colheita, procederam-se às avaliações das variáveis quantitativas das parcelas úteis, que foram: altura das plantas, massa fresca total, massa fresca comercial, circunferência da cabeça, número de folhas por planta, massa fresca dos talos, massa fresca do sistema radicular.

O valor de cada variável, representativo de cada parcela, correspondeu à média dos valores obtidos para quatro plantas que compunham as parcelas úteis do experimento.

Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e ao teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade, para a comparação das médias. As análises estatísticas dos dados foram realizadas utilizando-se o software SISVAR, versão 5.6.[13] Também foi realizada a análise de regressão para determinação da lâmina ótima de acordo com os resultados obtidos para massa fresca comercial.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Verificou-se, conforme Tabela 5, que as lâminas de irrigação empregadas no experimento exerceram influência tanto na massa fresca total quanto na massa fresca comercial.

Tabela 5 – Valores médios da massa fresca total e da massa fresca comercial em função das lâminas de irrigação.

Tratamento Massa fresca total (g) Massa fresca comercial (g)
T1 277,50 a1 246,00 a1
T2 403,25 a2 367,50 a2
T3 687,50 a4 632,25 a4
T4 639,75 a4 609,25 a4
T5 550,00 a3 523,25 a3

Fonte: Dados da pesquisa, 2018.

Nota: Médias seguidas pelo mesmo símbolo alfanumérico nas colunas, não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott a 5 % de probabilidade.

Table 5 – Average values of total fresh mass and commercial fresh mass as a function of irrigation depths.

Treatment Total fresh mass (g) Commercial fresh mass (g)
T1 277,50 a1 246,00 a1
T2 403,25 a2 367,50 a2
T3 687,50 a4 632,25 a4
T4 639,75 a4 609,25 a4
T5 550,00 a3 523,25 a3

Source: Research Data, 2018.

Note: Averages followed by the same alphanumeric symbol in the columns do not differ from each other by the Scott-Knott test at 5% probability.

Observa-se que o melhor desenvolvimento ocorreu nas aplicações das lâminas intermediárias, deixando claro que, quando se tem um valor ótimo de desenvolvimento, a aplicação de um valor menor ou maior que o mesmo causa um déficit no seu desempenho.

Este resultado foi diferente de Albuquerque et al. [14], que avaliaram a alface crespa em casa de vegetação sob diferentes níveis de água, em Arapiraca – AL, constatando que os melhores resultados para massa fresca da parte aérea foram obtidos nas maiores lâminas aplicadas, o mesmo encontrado por Vilas Boas et al.[15], avaliando o efeito da irrigação no desenvolvimento da alface crespa, em ambiente protegido, em Lavras-MG.

A divergência entre os resultados dessa pesquisa e os das pesquisas mencionadas anteriormente deve ser devida ao fato de ter-se irrigado, neste estudo, com água residuária, que contém macronutrientes que, quando aplicados em concentrações mais elevadas, como é o caso de T5, pode gerar toxicidade para a planta, levando a uma menor produção.

A Tabela 6 indica que as lâminas de irrigação influenciaram os resultados das variáveis altura de plantas e massa fresca dos talos.

Tabela 6 – Valores médios da altura de plantas e da massa fresca dos talos em função das lâminas de irrigação.

Tratamento Altura das plantas (cm) Massa fresca dos talos (g)
T1 17,75 a1 24,50 a1
T2 21,75 a1 42,50 a2
T3 31,50 a2 83,75 a3
T4 29,75 a2 76,00 a3
T5 25,75 a2 73,50 a3

Fonte: Dados da pesquisa, 2018.

Nota: Médias seguidas pelo mesmo símbolo alfanumérico nas colunas, não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott a 5 % de probabilidade.

Table 6 – Average values of plant height and stalk fresh mass as a function of irrigation depths.

Treatment Plant height (cm) Fresh Stalks Mass (g)
T1 17,75 a1 24,50 a1
T2 21,75 a1 42,50 a2
T3 31,50 a2 83,75 a3
T4 29,75 a2 76,00 a3
T5 25,75 a2 73,50 a3

Source: Research Data, 2018.

Note: Averages followed by the same alphanumeric symbol in the columns do not differ from each other by the Scott-Knott test at 5% probability.

Verifica-se que os tratamentos que receberam maiores quantidades de água residuária oriunda da piscicultura obtiveram melhor desempenho, sendo que, consequentemente, uma planta com maior altura terá uma maior massa fresca de talo.

Esses resultados foram semelhantes aos do experimento conduzido por Silveira et al. [16], que avaliaram a eficiência de diferentes níveis de irrigação no cultivo da alface americana em um ambiente totalmente protegido na cidade de Cascavel – PR, onde os tratamentos que receberam menores quantidades de água obtiveram pior desempenho, sendo que os outros tratamentos que receberam maiores quantidades, alcançaram um desempenho melhor e foram considerados semelhantes.

As lâminas de irrigação também exerceram influência significativa sobre o número de folhas e a circunferência das cabeças das alfaces cultivadas (Tabela 7).

Tabela 7 – Valores médios do número de folhas e da circunferência da cabeça em função das lâminas de irrigação.

Tratamento N° de folhas Circunferência da cabeça (cm)
T1 29,75 a1 30,00 a1
T2 30,75 a1 49,75 a3
T3 39,00 a2 51,25 a3
T4 35,00 a2 47,00 a3
T5 34,50 a2 38,50 a2

Fonte: Dados da pesquisa, 2018.

Nota: Médias seguidas pelo mesmo símbolo alfanumérico nas colunas, não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott a 5 % de probabilidade.

Table 7 – Average values of leaf number and head circumference as a function of irrigation depths.

Treatment Number of leaves Plant circumference (cm)
T1 29,75 a1 30,00 a1
T2 30,75 a1 49,75 a3
T3 39,00 a2 51,25 a3
T4 35,00 a2 47,00 a3
T5 34,50 a2 38,50 a2

Source: Research Data, 2018.

Note: Averages followed by the same alphanumeric symbol in the columns do not differ from each other by the Scott-Knott test at 5% probability.

Assim como ocorreu para as variáveis da Tabela 5, os valores médios obtidos para o número de folhas e para a circunferência da cabeça obtiveram melhor desempenho para os tratamentos intermediários.

Porém, para o número de folhas, esse resultado foi diferente do encontrado por Vilas Boas et al. 13 que, avaliando o efeito da irrigação no desenvolvimento da alface crespa, em ambiente protegido, em Lavras – MG, verificaram um acréscimo do número de folhas na planta à medida que se aumentaram as quantidades de água aplicada.

Já para Viecili et al.[17], que avaliaram o manejo de irrigação da cultura da alface em função da evaporação em estufa plástica situada em Cascavel-PR, chegaram a resultados parecidos ao desse experimento, onde o aumento da quantidade de água correspondeu a um aumento no número de folhas por planta até certo tratamento, sendo menor no tratamento com maior quantidade de água aplicada.

Já em relação à circunferência da cabeça, está é uma das principais características que o produtor visa para se obter elevados rendimentos; logo, esta característica também serve como parâmetro de seleção no momento da aquisição do produto tanto pelos fornecedores quanto pelos consumidores.

Nas maiorias das regiões, o produto é vendido por unidade, diferente das cooperativas, associações e prefeituras, que pagam o preço do produto por kg. Nesse sentido, o produtor tem essa vantagem, pois volume é diferente de massa e, dessa forma, nem sempre a planta que apresenta maior circunferência de cabeça necessariamente possui maior massa, pois esses fatores vão ser influenciados pelo total de acúmulo de água no tecido da alface.

Assim como no experimento de Vilas Boas et al.13, as maiores produtividades na questão da circunferência da cabeça foram obtidas aplicando-se as maiores lâminas de água pré-estabelecidas. Vale ressaltar que, mesmo o presente experimento sendo executado em ambiente aberto e com a ocorrência de precipitações por 5 dias consecutivos, o comportamento dos resultados foi o mesmo obtidos por Vilas Boas et al.13 em seu experimento conduzido em uma casa de vegetação.

De acordo com a Tabela 8, os resultados obtidos para a massa fresca do sistema radicular não foram influenciados pelas diferentes lâminas de irrigação aplicadas.

Tabela 8 – Valores médios da massa fresca do sistema radicular em função das lâminas de irrigação.

Tratamento Massa fresca do sistema radicular (g)
T1 12,25 a1
T2 15,75 a1
T3 14,50 a1
T4 17,00 a1
T5 13,75 a1

Fonte: Dados da pesquisa, 2018.

Nota: Médias seguidas pelo mesmo símbolo alfanumérico nas colunas, não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott a 5 % de probabilidade.

Table 8 – Average values of fresh mass of the root system as a function of irrigation depths.

Treatment Fresh root mass (g)
T1 12,25 a1
T2 15,75 a1
T3 14,50 a1
T4 17,00 a1
T5 13,75 a1

Source: Research Data, 2018.

Note: Averages followed by the same alphanumeric symbol in the columns do not differ from each other by the Scott-Knott test at 5% probability.

Este resultado, diferente dos demais, não era esperado, pois, sabe-se que as raízes, à medida que ocorre um déficit hídrico (T1), as mesmas se desenvolvem com o intuito de explorar as camadas inferiores do solo e/ou morrem devido à falta d´água. Já o excesso de água no solo (T5) faz com que as raízes não se desenvolvam satisfatoriamente, pela não necessidade da busca por água e/ou apodrecem devido ao encharcamento.

Porém, nesse experimento, o déficit hídrico, representado pelo tratamento com menor lâmina de água não afetou o desenvolvimento das raízes.  Este fato pode ser justificado pelo fato de experimento ter sido conduzido em campo aberto, ocorrendo então precipitações por 5 dias consecutivos, no total de 48 mm.  Dessa forma, como os tratamentos não receberam a quantidades pré-estabelecidas nesses dias de pluviosidade, imagina-se que, nesse período, o déficit hídrico tenha sido suprido, não necessitando que as raízes se desenvolvessem mais, até porque todos os tratamentos conseguiram se desenvolver bem, em termos radiculares.

Para os tratamentos com maior lâmina de água também não ocorreu o que se esperava, fato esse que se justifica pelas características físicas do solo que, de acordo a Tabela 1, é constituído por 70,3 % de areia, ocorrendo assim, boa drenagem em épocas de pluviosidade, não permitindo que o solo ficasse encharcado e levassem as raízes ao apodrecimento.

Para Menezes et al.[18], que analisaram o desenvolvimento da alface americana sob diferentes níveis de irrigação em condições de campo, em Arapiraca-AL, houve diferença significativa em todos os tratamentos para a variável massa fresca da raiz, sendo crescente o peso de acordo com o aumento da lâmina de água aplicada.

Mas, para Souza[19], que avaliou a produtividade da alface sob diferentes lâminas de irrigação em ambiente protegido, no município de Chapadinha – MA, a massa fresca da raiz teve diferença significativa apenas nos tratamentos que receberam 16,5 mm e 31,8 mm, lâminas essas bem acima das utilizadas no presente estudo.

Diante das condições em que o experimento foi desenvolvido, e dos resultados obtidos para a cultura da alface, de acordo com a massa fresca comercial, a lâmina ótima de irrigação com água residuária de piscicultura é de 8,4 mm (Figura 3).

Figura 3 – Massa fresca comercial em relação à lâmina de água residuária aplicada.

Fonte: Dados da pesquisa, 2018.

Figure 3 – Commercial fresh mass in relation to the applied wastewater slide.

Source: Research Data, 2018.

Desse modo, para a produção da alface crespa, cv. Nanda, sob as mesmas condições do experimento aqui discriminado, com o objetivo de se ter o máximo desenvolvimento para a cultura, a lâmina ótima de irrigação é de 8,4 mm, aplicada num turno de rega fixo de 2 dias, o que equivale a 4,2 mm/dia, valor esse que corrobora com o obtido por Cardoso e Klar (2009)[20], para alface crespa (lâmina ótima de 4,13 mm/dia), em seu experimento conduzido em casa de vegetação, no município de Botucatu-SP.

Em seu experimento, os autores supracitados não fizeram uso de água residuária, chegando a uma massa fresca máxima de aproximadamente 130 g com a lâmina ótima de 4,13 mm/dia. Assim, constata-se que a água residuária de piscicultura é uma boa alternativa para o cultivo irrigado da alface crespa, mediante a escassez de águas de qualidade para uso na agricultura irrigada e considerando-se que, para a lâmina ótima encontrada de 4,2 mm/dia, a massa fresca comercial foi equivalente a 600 g.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

De acordo com a metodologia utilizada e com os dados obtidos, pode-se concluir que:

  • O desenvolvimento e produção da cultura da alface crespa, cv Nanda, é influenciado significativamente pelas diferentes lâminas de irrigação com água residuária de piscicultura.
  • A aplicação das lâminas intermediárias, equivalentes a 7 e 9 mm, num turno de rega fixo de 2 dias, levou aos maiores valores das variáveis analisadas.
  • A lâmina ótima de irrigação com água residuária de piscicultura foi de 8,4 mm, para um turno de rega fixo de 2 dias.

5. REFERÊNCIAS

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VIECILI, Amauri Anzolin; MENEGUSSO, Fernanda Jaqueline; GRAHL, Débora Cristina Gandolfi; ZANETTI, Felipe; SANTOS, Reginaldo Ferreira. Manejo de irrigação da cultura de alface (Lactuca sativa L.) em função da evaporação. Revista Cultivando o Saber, Cascavel, v.3, n.3, p.163-169, 2010. Disponível em: <https://www.fag.edu.br/upload/revista/cultivando_o_saber/59276197a51ab.pdf>. Acesso em 26 jul. 2019.

APÊNDICE – REFERÊNCIAS DE NOTA DE RODAPÉ

3. AZEVEDO, Alcinei M.; ANDRADE JÚNIOR, Valter C. de; OLIVEIRA, Celso M. de; FERNANDES, José Sebastião C.; PEDROSA, Carlos E.; DORNAS, Marcus Flávius S.; CASTRO. Bárbara M. de C. e. Seleção de genótipos de alface para cultivo protegido: divergência genética e importância dos caracteres. Horticultura Brasileira. v.31, n.2, p.260-265, abr./jun., 2013.

4. QUEIROZ, Angélica Araujo; CRUVINEL, Vinicius Borges FIGUEIREDO, Kamila Maria Elias. Produção de alface americana em função da fertilização em função da fertilização com organomineral.  Enciclopédia Biosfera, Centro Científico Conhecer, Goiânia, v.14, n.25, p.1053–1063, jun. 2017.

5. CARVALHO, Raimundo Geraldo de. Atividade de inseticidas em diferentes modalidades de aplicação, no controle de insetos vetores de viroses, na cultura da alface (Lactuca sativa L.). 2017. 31f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Agronomia). Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2017.

6. BERNARDO, Salassier; SOARES, Antônio Alves; MANTOVANI, Everardo Chartuni. Manual de irrigação. 8.ed. Viçosa-MG: Editora UFV, 2013.

7. UCKER, Fernando Ernesto; LIMA, Paula Barcelos Simões de Oliveira; CAMARGO, Mariel Fernanda; PENA, Diogo Silva; CARDOSO, Claudio França; PÊGO, Adão Wagner Evangelista. Elementos interferentes na qualidade da água para irrigação. Revista Eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental, Cascavel, v.10, n.10, p.2102-2111, jan./abr., 2013.

8. EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA – EMBRAPA. Integração agricultura-aquicultura: Um caminho para a sustentabilidade, 2010.

9. PAIVA, Laio Ariel Leite de; ALVES, Sandra Maria Campos; FERREIRA NETO, Miguel; OLIVEIRA, Rafael Batista de; OLIVEIRA, Jacineumo Falcão de. Influência da aplicação de esgoto doméstico secundário na produção de mudas de pimenta malagueta e pimentão. Enciclopédia Biosfera, Centro Científico Conhecer, Goiânia, v.8, n.15, p.1058-1066, nov. 2012.

10. BAIONI, Jean Carlos; SQUASSONI, Gustavo Henrique; CULTRI, Gabriela Rodrigues de Souza; SILVA, Janaina Della Torre da; DIAS, Luciana Thie Seki. Efluente de piscicultura na produção consorciada de cebolinha e coentro. Nucleus Animalium, Ituverava, v. 9, n. 1, p. 143-150, nov. 2017. ISSN 2175-1463.

11. OLIVEIRA, Elenise Gonçalves de; SANTOS, Francisco José de Seixas. Piscicultura e os desafios de produzir em regiões com escassez de água. Ciência Animal, Fortaleza, v.25, n.1, p.133-154, jun. 2015.

12. INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA – INMET: Instituto nacional de meteorologia. 2018.

13. FERREIRA, Daniel Furtado. Sisvar: a Guide for its Bootstrap procedures in multiple comparisons. Ciência e Agrotecnologia. Lavras, v.38, n.2, p.109-112, 2014.

14. ALBUQUERQUE, J. M. S.; SILVA, J. A.; SILVA, J. C.; PINHEIRO, T. S.; DIVINCULA, J. S.; SANTOS, M. A. L.. Cultivo da Alface Crespa em Função de Diferentes Níveis de Água. In: IV INOVAGRI International Meeting, 2017, Fortaleza, CE. Anais… XXXVI National Congress on Irrigation and Drainage, 2017.

15. VILAS BOAS, Renato C.; CARVALHO, Jacinto de A.; GOME, Luiz A. A.; SOUZA, Kleber J. de; RODRIGUES, Reginaldo C.; SOUSA, Alexandre M. G.. Efeito da irrigação no desenvolvimento da alface crespa, em ambiente protegido, em Lavras, MG. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, Campina Grande, v.11, n.4, p.393-397, ago. 2007.

16. SILVEIRA, Lucas da; ROSA, Helton Aparecido; MULLER, Fernando; SANTOS, Reginaldo Ferreira. Eficiência de diferentes níveis de irrigação na cultura da alface americana (Lactuca sativa L.). Revista Cultivando o Saber, Edição Especial, p.25-34, 2015.

17. VIECILI, Amauri Anzolin; MENEGUSSO, Fernanda Jaqueline; GRAHL, Débora Cristina Gandolfi; ZANETTI, Felipe; SANTOS, Reginaldo Ferreira. Manejo de irrigação da cultura de alface (Lactuca sativa L.) em função da evaporação. Revista Cultivando o Saber, Cascavel, v.3, n.3, p.163-169, 2010.

18. MENEZES, S. M.; BARROS, D. T. S.; LIMA, D. F.; SANTOS, S. B. T.; SANTOS, D. P.; SANTOS, M. A. L.. Análise do desenvolvimento da alface americana sob diferentes níveis de irrigação. In: XXV CONIRD – Congresso Nacional de Irrigação e Drenagem, 2015, São Cristóvão, SE. Anais… XXV CONIRD – Congresso Nacional de Irrigação e Drenagem, 2015.

19. SOUZA, Jarlyanne Nargylla Costa. Produtividade da alface sob diferentes lâminas de irrigação em ambiente protegido. 2017. 20f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Agronomia). Centro de Ciências Agrárias e Ambientais, Universidade Federal do Maranhão, Chapadinha, 2017.

20. CARDOSO, Gabriel Greco de Guimarães; KLAR, Antonio Evaldo. Potenciais de água no solo na produção de alface. Irriga, Botucatu, v.14, n.2, p.170-179, abr./jun., 2009.

[1] Graduação em Engenharia Agronômica pelo Centro Universitário de Formiga – UNIFOR-MG.

[2] Doutorado em Engenharia Agrícola (área de concentração em Engenharia de Água e Solo) pela Universidade Federal de Lavras – UFLA; Mestrado em Engenharia Agrícola (área de concentração em Irrigação e Drenagem) pela UFLA; Graduação em Engenharia Agrícola pela UFLA.

Enviado: Agosto, 2019.

Aprovado: Janeiro, 2020.

Doutorado em Engenharia Agrícola (área de concentração em Engenharia de Água e Solo) pela Universidade Federal de Lavras – UFLA; Mestrado em Engenharia Agrícola (área de concentração em Irrigação e Drenagem) pela UFLA; Graduação em Engenharia Agrícola pela UFLA.

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