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O empreendedorismo como ferramenta de desenvolvimento econômico e social

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CONTEÚDO

SILVA, Edimilson Ferreira [1], LEAL, Maria do Rosário Gomes [2],  SANCHES, Vander Lúcio [3], MELO, Alan da Silva [4], BICALHO, Rachel Ferreira Sette [5] , ANDRADE, Raquel Pessoa [6], LEAL, Adriana Pinheiro [7]

SILVA, Edimilson Ferreira. Et al. O empreendedorismo como ferramenta de desenvolvimento econômico e social. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 08, Vol. 13, pp. 05-23, Agosto de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

A globalização impacta fortemente o mundo dos trabalhadores. É frequente a eliminação de postos de trabalho, devido aos avanços tecnológicos e a automação de processos que necessitam de menos pessoas para executar as mesmas tarefas. Com a substituição de pessoas por máquinas aumenta a disputa para a permanência no emprego, pessoas capacitadas permanecem em detrimento das demais. Neste cenário global, novas relações de trabalho surgem e entra em destaque a figura do empreendedor, um indivíduo que assume a responsabilidade pela inovação, possui talento, é criativo no desenvolvimento de serviços e produtos. Diante dessas perpassas, o presente artigo tem como objetivo demonstrar a importância social e econômica do empreendedorismo em nível local como meio para o desenvolvimento regional e nacional, haja vista os problemas econômicos, políticos e sociais existentes no Brasil. Para a análise dos dados utilizou – se as abordagens qualitativa e quantitativa. Quanto aos fins, a pesquisa foi descritiva e quanto aos meios realizou-se um estudo de caso. Como instrumentos de coleta de dados, utilizou-se de entrevistas semiestruturadas com 67 feirantes na C E A S A MINAS e, também, a revisão do material bibliográfico que viabilizaram a obtenção de informações relevantes para o desenvolvimento da análise. O empreendedorismo tem aparecido como um importante fator promotor do desenvolvimento local, por meio da criação de novos negócios.

Palavras-Chave: Empreendedorismo, Comportamento empreendedor, Microempreendedor Individual.

INTRODUÇÃO

A globalização impacta fortemente o mundo dos trabalhadores. É frequente a eliminação de postos de trabalho devido aos avanços tecnológicos e a automação de processos que necessitam de menos pessoas para executar as mesmas tarefas. Com a substituição de pessoas por máquinas aumenta a disputa para a permanência no emprego, pessoas capacitadas permanecem em detrimento das demais. Neste cenário global, novas relações de trabalho surgem e entra em destaque a figura do empreendedor, um indivíduo que assume a responsabilidade pela inovação, possui talento, é criativo no desenvolvimento de serviços e produtos.

No Brasil existe uma constante preocupação por parte do governo e da população, como um todo, com o famigerado desemprego que em virtude das crises econômicas e políticas tem atingido índices alarmantes. Em 31 de janeiro deste ano, 2018, foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (I B G E), dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (P N A D- Contínua) aumento de 1,47 milhão de pessoas desempregadas de 2016 para 2017, neste ínterim o número de desempregados passou de 11,76 milhões para 13,23 milhões. Nesse contexto, imagina-se que os microempreendedores surgem como um alento de esperança para o país, tendo em vista a capacidade empregadora dessa categoria.

A conquista da estabilidade no emprego é sonhada por muitos de nós, acredita-se que uma das formas de conseguir essa façanha seja através do esforço próprio em se tornar um microempreendedor e tendo sucesso com esse projeto de vida, existe a possibilidade de empregar mais pessoas. Segundo as estatísticas do Simples Nacional em 31/12/2017, Minas Gerais apresentou o montante de 833.199 Microempreendedores Individuais formalizados no Portal do Empreendedor, totalizando 35,84% a mais do que os Microempreendedores Individuais registrados em 31/01/2016 que integralizavam o montante de 613.378 Microempreendedores.

O empreendedorismo se apresenta como uma forma de adaptação ao cenário atual de constantes mudanças, ou seja, é uma estratégia de sobrevivência dos indivíduos e empresas. Este termo, empreendedorismo, deriva de língua estrangeira, entrepreneurship é um híbrido entre o sufixo – ship do inglês e a palavra entrepreneur do francês, que significa aquele que inova assumindo riscos (CHIAVENATO, 2007). Embora possa nos pareceres que a figura do empreendedor e o termo empreendedorismo sejam contemporâneos, criados agora, Schumpeter, um economista do século XIX (1883 -1950), já falava do entrepreneur como alguém que faz novas combinações de elementos e introduz novos produtos ou processos. Além do mais, o empreendedor seria aquele que reconhece novos mercados de consumo, novas fontes de suprimento e dá origem a novos tipos de organização.

Empreendedor não é somente o negociante e o comerciante, podemos empreender em diversas áreas de nossa vida, como no âmbito familiar, intelectual, religioso, emocional, físico, etc. Existem várias situações em que deve empreender para que a vida seja plena e equilibrada; um empreendedor que se destaca no meio profissional, mas esquece das outras esferas da sua vida, como por exemplo, o lazer, o descanso, está fadado a perder sua saúde e em consequência toda a sua conquista.

Existe ainda o intraempreendedorismo, empreendedorismo social, e o empreendedorismo na educação; segundo Hashimoto (2006), intraempreendedor é uma tradução do termo intrapreneur, dada pelo autor e cofundador americano do Graduate Institute Bainbridge (Gifford Pinchot III), em 1978 e diz respeito ao empreendedorismo dentro da empresa em que se trabalha; o empreendedorismo social acontece quando o foco encontra-se no desenvolvimento humano, social e sustentável dentro de uma economia (MELO NETO e FROES, 2002); e, por fim, o empreendedorismo na educação, que devido à percepção de que é importante desenvolver características empreendedoras nas pessoas desde criança, para que haja crescimento e desenvolvimento da sociedade.

Este trabalho visa apresentar um estudo de caso referente aos Microempreendedores Individuais que atuam na feira estabelecida aos sábados no Mercado Livre do Produtor, espaço localizado nas Centrais de abastecimento de Minas Gerais, em Contagem; busca-se verificar formas alternativas ao enfrentamento do crescente número de desempregados no país. Pensa-se que devido ao grandioso número de desempregados existentes atualmente, pode acontecer de fontes de rendas incomuns surgirem para suprir as necessidades de subsistência da população.

Por fim, para a realização desta pesquisa atenta-se em responder ao problema que a norteou: Quais são os fatores determinantes para se tornar um empreendedor? Diante deste exposto, esta pesquisa tem como objetivo descrever os fatores que influenciam no processo empreendedor. Neste contexto, tem como objetivos específicos conceituar o empreendedorismo e sua aplicabilidade, o que vem a ser empreendedor, descrever sobre empreendedorismo por oportunidade e por necessidade e ainda, demonstrar a atividade empreendedora como ferramenta para o desenvolvimento socioeconômico e fonte geradora de renda.

Com o intuito de facilitar o desenvolvimento do estudo de caso, além da revisão do material bibliográfico, a pesquisa será qualitativa de forma estruturada e apresentará a análise de conteúdo, técnica de Bardin. O universo a ser pesquisado serão os feirantes que se estabelecem aos sábados no Mercado Livre do Produtor, espaço localizado nas Centrais de abastecimento de Minas Gerais, tendo por amostra 67 entrevistados.

2 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 EMPREENDEDORISMO E COMPORTAMENTO EMPREENDEDOR

Ao longo do tempo percebe se mudanças no conceito de empreendedorismo, dada à importância deste tema, vários autores provenientes das muitas áreas do conhecimento se propuseram a estudá-lo, o que resultou em variados significados que se pode encontrar. Empreendedorismo pode ser entendido como o estudo relacionado aos empreendedores e seu comportamento.

De acordo com Chiavenato (2007), empreendedorismo tem sua origem no século XVIII e XIX, com a reflexão de pensadores econômicos da época, que entendiam que as forças da livre concorrência e mercados influenciavam a economia, o empreendedorismo era visto como força que direcionava a inovação e promovia o desenvolvimento econômico. Segundo este autor, os mencionados pensadores relacionavam o termo empreendedor aos indivíduos que assumiam riscos comprando matéria-prima e as revendendo a preços incertos. O empreendedor era visto como aquele que buscava aproveitar novas oportunidades, assumindo riscos, inovando, objetivando o lucro.

Schumpeter (1961), demonstra sua contribuição afirmando que o empreendedor possuía motivações extraeconômicas essenciais ao desenvolvimento econômico. Para este pensador a “empresa,” “empreendimento de novas combinações”, necessitaria de pessoas detentoras de um comportamento diferente, com motivações e competências empreendedoras promovedora de tais combinações, estes eram denominados “empreendedores” tidos como, não somente, aqueles homens de negócio “independentes” de uma economia mercantil; mas sim, também, aqueles empregados “dependentes” de uma companhia, como gerentes de uma junta de administração. Desse modo essas pessoas necessitam de uma visão diferenciada do negócio, mesmo quando não são os proprietários.

Nesse contexto percebe se o empreendedor como um indivíduo capaz de exercer funções diferenciadas dentro de uma empresa, capacidade esta que não é transmitida geneticamente, não é herdada. É um comportamento, uma virtude intrínseca, que vem de dentro da pessoa. Essa seria a força motriz para o desenvolvimento empresarial e econômico, observado por Schumpeter.

Max Weber (1864-1920) foi um sociólogo e pensador comportamentalista que dentre os vários temas que se propôs a desvendar, não poderia ter deixado de escrever sobre os empreendedores. Pode se encontrar recognição com as ideias referentes aos empreendedores em sua obra, A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. Nessa obra Weber relaciona o crescimento econômico da sociedade e dos empresários (empreendedores) com o sistema de valores protestantes. Este pensador apurou que a crença religiosa ou o trabalho ético protestante eram a principal motivação para aqueles que se estabeleciam por conta própria.

Essa ética protestante descrita por Weber determinava normas de conduta que punham freio à extravagância, ao consumo demasiado e condenava o ócio no sentido de deixar de fazer algo por excesso de preguiça. A contribuição dessas normas para o crescimento econômico se tornou evidente, quando foi observado o aumento da produtividade, diminuição das despesas e a expansão da economia promovida pelos empreendedores que desenvolviam suas atividades empresárias pautada pela ética protestante.

No campo da psicologia, o pensador que deu início aos estudos sobre o empreendedorismo foi o psicólogo e professor da Harvard University, David McClelland. Em sua obra The Achieving Society, McClelland (1961) estabeleceu vínculo entre o progresso econômico e a existência de uma cultura da “necessidade generalizada de realização” no sentido de ser um desejo que vai além da busca por lucro, reconhecimento, amor, mais do que a busca com fins de poder, ou seja, é uma necessidade de fazer algo, simplesmente, por fazê-lo.

McClelland usou o termo “achieving” que significa “realizar algo difícil, conquistar algo com esforço próprio, façanha, feito” que traduziria o padrão de excelência internalizado descrito por ele, a “necessidade de realização”. Para este pensador e diferente dos economistas, ele como psicólogo e comportamentalista, um empreendedor não é somente aquele ligado à atividade empresarial, mas também, aquele que está relacionado ao mundo social de maneira geral.

Este pensador foi além do convencional, McClelland se destacou como o pioneiro na capacitação para comportamentos empreendedores. Através dos resultados obtidos em seus estudos foi possível criar métodos para motivar o êxito e a realização de executivos, objetivando melhorar a característica “psicológica” dos empreendedores e torná-la aplicável em situações empresariais. O elemento psicológico marcante identificado e estudado por ele foi a “motivação para realização” ou “impulso para melhorar”, características que poderiam ser estimuladas para que uma pessoa adulta pudesse adquirir uma forte necessidade de êxito.

McClelland, através de sua empresa de consultoria MacBer, identificou 250 características relacionadas ao êxito, das quais destacou 10 com maior incidência, que foram identificadas como Características do Comportamento Empreendedor (CCE). Estas características foram divididas em três grupos principais, grupo de realização; grupo de planejamento e grupo de poder. Os quais têm por base os seguintes níveis de motivação:

Necessidade de Realização é a necessidade de sucesso competitivo, busca por objetivos desafiantes, é a perseguição de um padrão de excelência pessoal, obstinação para fazer o melhor e com mais eficiência.

Necessidade de Afiliação é a busca por relacionamentos afetivos, busca por estabelecer e manter relações afetivas positivas com pessoas.

Necessidade de Poder é a necessidade de influenciar e possuir controle e poder sobre outras pessoas.

Os grupos referenciados acima são:

Grupo de realização, busca de oportunidades e iniciativa; capacidade de correr riscos calculados; exigência de qualidade e eficiência; persistência e comprometimento.

Grupo de planejamento, busca de informações; estabelecimento de metas; planejamento e monitoramento sistemático.

Grupo de poder, persuasão e rede de contatos; independência e autoconfiança.

Atualmente, Robert D. Hisrich autor do livro “Empreendedorismo” apresenta o empreendedorismo como “o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação econômica e pessoal”.

2.2 EMPREENDEDOR E O PROCESSO EMPREENDEDOR

Alguns indivíduos têm a sorte de nascerem empreendedores, estes são considerados como empreendedores natos. Porém uma pessoa pode adquirir características empreendedoras, sendo influenciada pelo meio em que vive. Conforme Dolabella (1999), para que seja possível se tornar um empreendedor o indivíduo precisa possuir um comportamento proativo no sentido de pensar e agir com criatividade, detenha visão de futuro, busque a liderança e a inovação tendo em vista assumir o seu espaço no mercado, sendo motivado pela emoção e prazer em desenvolver essas tarefas.

Segundo Schumpeter (1984), podemos considerar o empreendedor como aquele com desejo e capacidade de converter uma nova ideia ou invenção em uma inovação bem-sucedida tendo a “destruição criativa” como meio para que se consiga atingir este objetivo. Essa “destruição criativa” de acordo com Schumpeter seria destruir o velho para que seja criado o novo; para esse pensador, a economia pode ser modificada através do desenvolvimento de novos produtos ou serviços, a criação de novos métodos de produção e novos mercados, e o empreendedor seria o agente básico nesse processo.

Na visão do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (S E B R A E) o empreendedor é aquele que dá início a algo novo, que vê o que outros não percebem, que realiza primeiro, o indivíduo que parte para a ação e age para realizar seus sonhos e desejos. Fillion (1999), corrobora esse entendimento com a frase “Um empreendedor é uma pessoa que imagina, desenvolve e realiza visões”.

De acordo com Dornelas (2005), o processo empreendedor se dá em quatro fases:

1. Identificar e avaliar a oportunidade: Nessa fase o empreendedor percebe a oportunidade, sua abrangência, valores reais, riscos e retornos.

2. Desenvolver o plano de negócios: Nesse momento é realizada a elaboração de um documento que orienta o caminho a ser percorrido para que se atinjam os objetivos pretendidos, esse documento deve retratar a essência do negócio, sua estratégia, seu mercado e competidores, além da forma de como obterá receitas.

3. Determinar e captar os recursos necessários para o negócio: O plano de negócios direcionará qual o melhor meio para que se possam captar os recursos, que podem ser obtidos através de recursos próprios, financiamento de familiares e amigos, recursos originados do mercado financeiro, subsidiados pelo poder público, dentre outros.

4. Gerenciar o negócio criado: Enfim esta é a hora de colocar as ações planejadas em prática. Nesse momento podem surgir problemas, e o empreendedor deve reconhecer suas limitações e programar ações que visem solucionar ou minimizar tais obstáculos.

2.3 EMPREENDEDORISMO NO BRASIL

Conforme Dornelas (2005), o movimento empreendedor no Brasil começou na década de 1990, momento em que organizações como o S E B R A E e a Sociedade Brasileira para Exportação de Software (S O F T E X) foram criadas. Devido à falta de conhecimento e informação não se falava sobre o empreendedorismo e a criação de pequenas empresas antes da existência das mencionadas entidades.

Ainda segundo o autor, o tema empreendedorismo começou a se destacar devido ao estabelecimento de programas no âmbito da S O F T E X em todo país, a criação desta entidade se deu com o objetivo de levar as empresas de software do país ao mercado externo, através de várias ações que possibilitavam o empresário do ramo de informática a obter capacitação em gestão e tecnologia.

2.4 MICRO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL

O governo através da Lei Complementar nº 128, de 19/12/2008, criou meios para que trabalhadores informais de todo o Brasil possa se legalizar como Microempreendedor Individual.

Segundo o S E B R A E, trata-se de um avanço para diversos setores, inclusive para o governo. Sendo que o governo arrecada impostos e tributos que serão revestidos em melhorias sociais, como também trará benefícios para o empreendedorismo, dada a abertura de oportunidades na ampliação de seus negócios e acesso a direitos adquiridos.

Um importante dado destacado pelo S E B R A E é que com o Microempreendedor Individual, os empreendimentos que antes não tinham perspectivas de crescimento, agora passam a ser ampliados possuindo mais oportunidades de concretização de negócios e aumento no faturamento. O limite de faturamento anual para que seja possível permanecer nas condições especiais estabelecidas para o M E I, atualmente se encontra no valor de R$ 81 mil. Caso o faturamento ultrapasse este limite estabelecido, e não seja maior que R$ 97,2 mil, o que equivale a 20% de R$ 81 mil, o empreendedor deverá recolher o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (D A S) na condição de M E I até o mês de dezembro e recolher um D A S complementar, pelo excesso de faturamento, no vencimento estipulado para o pagamento dos tributos abrangidos no Supersimples relativos ao mês de janeiro do ano-calendário subsequente.

Quando o valor da arrecadação do M E I ultrapassa o faturamento anual de R$ 97,2 mil (valor superior a 20% de R$ 81 mil), e este valor é inferior ao limite da opção de permanência no Simples Nacional (R$ 4,8 milhões), o M E I passa à condição de Microempresa (M E), caso o faturamento seja de até R$ 360 mil; ou de Empresa de Pequeno Porte (E P P), ocasião em que o faturamento se encontre entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões.

2.5 EMPREENDEDORISMO POR OPORTUNIDADE E POR NECESSIDADE

De acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (G E M) realizada em 2016 no Brasil, a motivação dos empreendedores iniciais pode acontecer pela necessidade ou oportunidade. Os empreendedores por necessidade empreendem devido a não possuírem melhores alternativas de emprego, desse modo abrem um negócio que visa gerar rendimentos para a própria subsistência e de sua família. Já os empreendedores por oportunidade, são considerados, como agentes capazes de identificar uma oportunidade de negócio ou um nicho de mercado, nesse caso estes agentes empreendem, mesmo que possuam outras formas de conseguir emprego e renda. A Taxa de Empreendedorismo Inicial (T E A) é decomposta em duas taxas: a Taxa de Empreendedores por Necessidade e a Taxa de Empreendedores por Oportunidade. É importante destacar que as taxas apresentam correlação negativa, ou seja, à medida que a taxa de empreendedores por necessidade diminui, aumenta-se a taxa de empreendedores por oportunidade, e vice-versa, como dado a exemplo a tabela 1.

Tabela 1 – Motivação dos empreendedores iniciais Taxa* para oportunidade e necessidade, proporção sobre T E A**, estimativas*** e razão oportunidade e necessidade – Brasil – 2016.

Fonte: GEM Brasil 2016.

Percentual da população de 18 a 64 anos *.

Proporção sobre TEA: A soma dos valores pode não totalizar 100% quando houverem recusas e/ou respostas ausentes **.

Estimativas calculadas a partir de dados da população de 18 a 64 anos para o Brasil em 2016: 133,9 milhões ***.

Fonte: IBGE/Diretoria de Pesquisas. Projeção da população do Brasil e Unidades da Federação por sexo e idade para o período 2000-2030 (ano 2016).

2.6 O PAPEL SOCIAL E ECONÔMICO DO EMPREENDEDORISMO

Um dos meios para verificar o crescimento econômico seria considerar o aumento do Produto Interno Bruto (P I B), a redução da inflação e a melhoria do poder aquisitivo da população. No entanto, o conceito de desenvolvimento é mais abrangente, pois além do crescimento econômico os aspectos sociais e ambientais devem ser observados. Desse modo podemos falar de desenvolvimento quando ocorrem ganhos quantitativos e qualitativos, como a qualidade de vida de uma população, a geração de trabalho e renda e os cuidados com o meio ambiente. Diante destes fatos, são perceptíveis os muitos benefícios gerados pelo empreendedorismo por meio do desenvolvimento de novos negócios, como os apontados por Stoner e Freeman (1999):

Contribui para o crescimento econômico;

Promove ganhos com a produtividade, dando maior utilidade aos recursos produtivos;

Realiza investimentos em pesquisas, possibilitando a criação de novas tecnologias, produtos e serviços.

Conforme Mello Neto e Froes (2002), existe uma corrente que apresenta o empreendedorismo como estratégia de desenvolvimento local, pois além de difundir políticas para o desenvolvimento da localidade; possibilita maior desenvolvimento econômico e social, dada a capacidade de mobilização em defesa dos interesses de alguma coletividade.

Ademais, segundo Dornelas (2005), é preciso que se estimule o empreendedorismo por oportunidade, de modo que seja possível estruturar o negócio de forma planejada. Dessa maneira, haverá a possibilidade de minimizar riscos e aumentar a probabilidade de sucesso do empreendimento que se pretende gerir.

Vale ressaltar que as Micro e Pequenas Empresas (M P E) e os Microempreendedores Individuais, juntos formam os pequenos negócios empresariais. E segundo o S E B R A E, no Brasil existem 6,4 milhões de estabelecimentos. Desse total, 99% são MPEs. As Micro e Pequenas Empresas respondem por 52% dos empregos com carteira assinada no setor privado (16,1 milhões). Já os Microempreendedores Individuais, de acordo com o Portal do Empreendedor, totalizaram 7,6 milhões em 31/12/2017, no Brasil. Dada a apresentação dos dados, pode-se perceber a relevância de iniciativas e práticas empreendedoras para o desenvolvimento das regiões, pois impactam social e economicamente. É importante o papel do empreendedor uma vez que este é capaz de gerar trabalho e renda nas regiões em que atuam.

3 DISCUSSÃO

3.1 METODOLOGIA

O presente artigo teve por base a abordagem teórica através de livros, artigos científicos e sites, em seguida foi realizada a coleta de dados a fim de elaborar a análise qualitativa, ou seja, o conjunto de conceitos, princípios e significados referente aos dados coletados. Ao mesmo tempo em que era feita a análise quantitativa dos dados numéricos. Os gráficos foram confeccionados através de uma ferramenta disponibilizada pelo Google.

Para analisar quais são os fatores determinantes para se tornar um empreendedor? Foi realizada uma pesquisa descritiva, buscando informações e descrevendo sobre o problema em questão. Na pesquisa descritiva, o objeto é estudado em sua totalidade; descrevem-se as características da população e estabelecem-se relações entre as variáveis. Para o tratamento dos dados referente a esta pesquisa, utilizou-se da técnica proposta pela professora da Universidade de Paris V, Laurence Bardin (2011), análise de conteúdo. O estudo de caso reuniu informações detalhadas sobre a unidade de análise para obter um conhecimento mais aprofundado do universo pesquisado.

A coleta de dados se deu por entrevistas semiestruturadas com 67 feirantes que atuam na feira estabelecida aos sábados no Mercado Livre do Produtor, espaço localizado nas Centrais de abastecimento de Minas Gerais.

3.2 C E A S A MINAS E O COMÉRCIO NO VAREJO

 

Fonte: disponível em <https://www.google.com.br/search?q=foto+ceasaminas

Imagem A – Vista aérea da C E S A MINAS – Contagem – Fonte: disponível em <https://www.google.com.br/search?q=foto+ceasaminas> Acesso em 19/05/2018.

Imagem B e C – Exposição de produtos na feira do varejão na C E A S A MINAS. (Arquivo pessoal).

Conforme informações descritas no Regulamento de Mercado Interno (2009) das Centrais de Abastecimento de Minas Gerais S. A – A Ceasa Minas foi constituída nos termos da lei nº 5.577 de 20 de outubro de 1970. É uma empresa de economia mista vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (M A P A).

No entreposto da C E A S A MINAS percebem-se as atividades de comercialização no atacado e varejo, pelos concessionários, produtores rurais, cooperativas e associações. Existem também aqueles que atuam no mercado específico de varejo em feira livre, sendo estes, produtores rurais, artesãos, funcionários de lojas estabelecidas no entreposto, dentre outros.

Conforme explícito no Regulamento de Mercado Interno (2009, p. 41) entende-se como varejo, “a modalidade de comércio na qual a venda é feita diretamente ao consumidor final”.

A disponibilidade de local é previamente determinada pela Administração da Ceasa Minas aos usuários que atuam na mercancia em varejo e acontece aos sábados nos Setores A B e C do Mercado Livre do Produtor.

A coordenação da comercialização fica sob a responsabilidade da Seção de Logística de Mercado Interno (S E L O G) com apoio da gerência do Mercado Livre do Produtor (M L P).

Dentre os produtos comercializados, encontram-se alguns do gênero alimentício em condições sanitárias adequadas de higiene e conservação como queijos, ricotas, requeijão, carnes bovinas, suínas, peixes, frangos abatidos, defumados em geral.

Pontua-se o uso de bancas de madeira padronizadas para frutas, verduras, legumes, grãos e produtos industrializados, como fubá, canjicas, café, farinhas, pimentas, dentre outros.

Nas barracas são comercializadas roupas, calçados, bijuterias, brinquedos, bolsas, peças artesanais, de cama, mesa, banho, tapeçaria, panos para cozinhas e utensílios domésticos.

Algumas barracas, também tem a finalidade voltada para a área gastronômica.

Os usuários da feira, conhecida como “Varejão”, acatam a ordem estabelecida pela Administração da C E A S A MINAS, no que tange aos horários para descarga dos produtos, final de expediente, disposição das bancas, marcação das áreas e quitação das mesmas. A quitação do espaço utilizado é por meio de pagamento em folha unificada de carnê, adquirido no caixa do M L P, ou via boleto mensal.

Todos os equipamentos são de responsabilidade de cada feirante, respeitando o tamanho, modelo e cor estabelecidos pela gerência do Ceasa Minas.

Conforme Altivo Cunha (2011, p. 40),

A partir do ano 2000, as principais instituições gestoras de mercados atacadistas brasileiras passam a implementar e manter de forma disseminada programas de “responsabilidade social” nos entrepostos que administram, tanto relacionadas à segurança alimentar como de custear políticas sociais.

Pode-se compreender que o papel fundamental que a Ceasa Minas tem. O abastecimento do mercado hortigranjeiro como a atividade principal, e a comercialização de diversos produtos, serviços, tornando-a visível e de suma importância, quando se intima a sociedade na movimentação de serviços complementares como a atividade exercida no varejão, assumindo assim, a responsabilidade social.

3.3 ANÁLISE DA PESQUISA

A pesquisa caracterizou-se em entrevista individual aos feirantes que trabalham aos sábados na C E A S A MINAS, no mês de abril de 2018. De posse de um questionário estruturado, cada resposta foi sendo anotada pelo entrevistador e autor deste trabalho. Respeitou-se a vontade dos varejistas em querer ou não colaborar com a pesquisa.

No tratamento das respostas foi identificado igualdade no quesito gênero entre os participantes da feira de varejão das Centrais de Abastecimento de Minas Gerais. A faixa etária predominante varia de 29 a 48 anos e a maioria dos entrevistados relata escolaridade de ensino médio. Um percentual de 40,3% dos entrevistados, alegam ser participantes da feira há mais de 10 anos. O ramo de atividade predominante foi o de vestuário, em seguida vem o de alimentos/gastronomia. Em se tratando de responder qual a motivação para atuar no respectivo negócio 25,4% responderam falta de perspectivas no merco de trabalho formal e 22,4% responderam busca por qualidade de vida.

Sobre empreendedorismo, 70,1 % dos entrevistados se declaram serem empreendedores, 53,7% disseram não possuir nenhum tipo de registro, 31,3% são Micros Empreendedores Individuais e 9% possuem empresa LTDA. Um percentual de 34,3% disse que a principal dificuldade em constituir registro é a burocracia seguida dos altos impostos e taxas que representa 26,9% dos respondentes.

A perspectiva entre os entrevistados foi positiva, pois, 77,6% declaram que a tendência é a de melhorar os negócios em seu ramo de atividade.

Respondendo à pergunta, “o que o levou a este ramo de atividade?” E depois da análise de todas as respostas, foi possível identificar duas necessidades tratadas pelo pensador David McClelland, a saber, necessidade de realização 38,8%, necessidade de afiliação 10,4%, além de outra necessidade verificada durante a pesquisa, a necessidade de obtenção de renda que somou também 38,8%.

Quadro 1: Motivos que impulsionaram a abertura do negócio

Respondente O que o levou a este ramo de atividade?
1 Oportunidade.
2 Oportunidade de trabalhar com vendas, habilidade já adquirida.
3 Oportunidade de abrir um negócio visando o retorno financeiro.
4 Oportunidade de aplicar habilidade adquirida.
5 Ramo familiar.
6 Falta de perspectivas no mercado de trabalho formal.
7 Ramo familiar.
8 Ramo familiar, crescer e ser o próprio patrão.
9 Oportunidade – Nicho de mercado.
10 Ramo familiar.
11 Ocupação, gosta da atividade.
12 Oportunidade.
13 Minha paixão por plantas.
14 Ramo familiar.
15 Sempre trabalhou com produção animal.
16 Conhecimento de pessoas no ramo.
17 Meu esposo era feirante, assumi suas atividades.
18 Gostar de trabalhar com pessoas.
19 Nicho de mercado – oportunidade.
20 Busca complementação de renda.
21 Ramo familiar, gostar do que faz.
22 Fui incentivado por minha professora.
23 Gosta do que faz, dom, conhecimento herdado.
24 Oportunidade de aprendizado em fábrica.
25 Trabalhar com alimentação foi a melhor atividade encontrada por ele.
26 Nicho de mercado – oportunidade.
27 Oportunidade de fazer o que gosta.
28 Oportunidade de adquirir renda.
29 Já trabalhava nesse ramo.
30 Dificuldade financeira, ajudar a pagar estudos da filha.
31 Tradição, atividade de família.
32 Demanda de área por alimentos, demanda constante por alimentação.
33 Influência do pai.
34 Falta de oportunidade no mercado de trabalho.
35 Busca de oportunidade.
36 Inicialmente nessa área era possível obter mais renda.
37 Começou a atividade ajudando o pai, e por sua influência continuou a exercê-la.
38 Influência do SEBRAE através da televisão.
39 Mercado para produtos caseiros.
40 Trabalhou com comércio.
41 Necessidade de obter recursos financeiros.
42 Falta de recursos financeiros.
43 Acolhida dos companheiros da feira, para não ficar sozinho em casa.
44 Meio de sobrevivência.
45 Falta de recursos, grana.
46 Habilidade em costurar adquirida.
47 Se tornar um empreendedor.
48 Entusiasmo, vontade.
49 Gosta de realizar esta atividade.
50 Estar com pessoas, conversar, socializar-se.
51 Após se aposentar busca por atividades.
52 Busca por oportunidade.
53 Crise, não existe lugar para ganhar dinheiro.
54 Aumento de renda, influência de outras pessoas.
55 Ramo de atividade encontrado após aposentadoria.
56 Ramo familiar.
57 Influência por profissional da área.
58 Mostrar um pouco da história indígena.
59 Melhor qualidade de vida, mais rentável que trabalho fixo, trabalhar para si.
60 Influência da sogra que já mexia no ramo de alimentos.
61 Busca por renda.
62 Influência da mãe.
63 Amigos que já atuavam como feirantes.
64 Oportunidade.
65 Forma de sustento, devido a demissão do pai.
66 Falta de opção quando retornou da Inglaterra para o Brasil.
67 Gosta de brinquedos.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após o resultado da pesquisa, pode-se perceber a importância socioeconômica da feira das Centrais de Abastecimento de Minas Gerais conhecida como varejão, enquanto geradora de ocupação e renda para a comunidade local. Esta feira permite que empreendedores movidos pela necessidade de realização, de afiliação, obtenção de renda; ou mesmo por aqueles cuja intenção é dar sequência aos negócios idealizados por seus pais, avós, possam agir e desenvolver produtos e serviços que atendam necessidades ainda não supridas daqueles que frequentam esta feira.

Alguns com a perspectiva de aumentar o ganho. Outros com a mercancia do que produzem artesanalmente, existem aqueles que trabalham com a revenda de produtos que compram no mercado de atacado, e ainda aqueles que atuam pelo simples prazer do convívio social.

Chega-se à conclusão de que o empreendedorismo se faz presente na vida dessas pessoas que atuam na feira de varejão da C E A S A MINAS. E essa instituição mantém um papel fundamental de socialização e promovedora da sustentabilidade social, econômica e financeira como gestora de mercados atacadista e varejista de hortigranjeiros e varejistas de diversos.

Este trabalho trouxe oportunidade de crescimento pessoal enquanto funcionário da área administrativa e também aluno do curso de Administração, bem como possibilitou o bom relacionamento interpessoal com os colegas de trabalho e pessoas diversas que atuam no mercado estabelecido na C E A S A MINAS. Destaco que não seria possível a realização desta pesquisa sem a ajuda dos mencionados colegas de trabalho, os quais se mostraram disponíveis e solícitos na contribuição para a construção do conhecimento depreendido por este artigo.

REFERÊNCIAS

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STONER, James. A. F., FREEMAN, R. Edward. Administração. 5. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1999.

[1] Graduando em Administração na F E A D, 1º/ 2018.

[2] Técnica em Agropecuária pela Universidade Federal de Viçosa. MG; Graduada em Licenciatura em Pedagogia pela Faculdade Única de Contagem, MG; Mestra em Docência e Gestão da Educação pela Universidade Fernando Pessoa / Porto, Portugal. Membro da Associação dos Capelães Cristãos Interferimos acionados (ACCIBRA). Servidor Público na Central de Abastecimento de Minas Gerais, desde 1994.

[3] Mestre em Economia de Empresas pela F E A D. Pós-Graduação em Contabilidade Governamental pela UFMG; Doutorando em Ciência da Informação pela Universidade Fernando Pessoa (U F P) – Porto/ Portugal;

[4] Graduado em Ciências Contábeis pela UCDB, Especialização em Gestão Pública;

[5] Graduada em Psicologia. Mestrado em Administração

[6] Graduada em Direito pela FEAD

[7] Graduada em Comunicação, Relações Públicas, Mestranda em Ciências Empresariais pela UFF- Universidade Fernando Pessoa

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