Resistência antimicrobiana em patógenos causadores de mastite

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ARTIGO DE REVISÃO

ALMEIDA, Thamara Venâncio de [1], MORE, Juan Carlos Roberto Saavedra [2], GEBARA, Clarice [3], CASSIMIRO, Priscila Pereira do Nascimento Batista [4], SILVA, Marco Antônio Pereira da [5], NICOLAU, Edmar Soares [6]

ALMEIDA, Thamara Venâncio de. et al. Resistência antimicrobiana em patógenos causadores de mastite. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano: 06, Ed. 08, Vol. 01, pp. 230-244. Agosto 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/veterinaria/causadores-de-mastite

RESUMO

O tratamento de mastites é uma das principais razões para o uso de antimicrobianos em vacas leiteiras e os patógenos causadores de mastite podem se tornar uma fonte potencial de transmissão de genes de resistência antimicrobiana. Objetivou-se com este trabalho de revisão apontar os principais genes de resistência antimicrobiana encontrados em patógenos causadores de mastite bovina, bem como os mecanismos de ação e resistência antimicrobiana. As bactérias podem ser resistentes à antibióticos por alteração enzimática da molécula do antibiótico, alteração do sítio de ação do antibiótico, alteração da permeabilidade da parede celular bacteriana e vias alternativas para escapar da atividade antimicrobiana. A resistência antimicrobiana pode ser intrínseca ou adquirida, esta última pode ser resultante de mutação ou aquisição de gene de resistência por transferência horizontal, seja por transformação, transdução ou conjugação. Diversos genes de resistência aos antimicrobianos têm sido identificados em patógenos causadores de mastite, como o gene blaZ que confere resistência à penicilina, tetM e tetK que conferem resistência à tetraciclina e ermB e ermC que conferem resistência à eritromicina. Monitorar a resistência antimicrobiana é importante para garantir a saúde continuada de animais e seres humanos.

Palavras-chave: genes de resistência, saúde pública, susceptibilidade antimicrobiana, vacas leiteiras.

1. INTRODUÇÃO

A resistência antimicrobiana tem causado preocupação da comunidade de saúde pública e líderes globais, uma vez que o custo do tratamento antibiótico e a mortalidade devido à resistência antimicrobiana estão aumentando em todo o mundo. Esta preocupação não se limita à medicina humana, já que quantidades comparáveis de antimicrobianos são utilizados na pecuária  (LAXMINARAYAN et al., 2016).

Existe a potencial propagação de resistência antimicrobiana de animais para os seres humanos, seja por meio do contato direto, alimentos de origem animal, como o leite, ou resíduos de animais, que podem contaminar lavouras e fontes de água (WOOLHOUSE; WARD, 2013). Uma das principais razões para a administração de antimicrobianos às vacas leiteiras, seja durante o período de lactação ou na secagem, é o tratamento da mastite. Trata-se de um processo inflamatório da glândula mamária que ocorre, principalmente, em resposta a uma invasão bacteriana. Esta é uma das doenças mais comuns e economicamente importantes que afetam a cadeia produtiva do leite em todo o mundo (SAINI et al., 2012).

A resistência de um microrganismo à um antimicrobiano específico pode ocorrer através de mecanismos associados com diferentes genes de resistência. Métodos genotípicos avaliam o genótipo do microrganismo, isto é, são utilizados para a detecção de genes de resistência a antimicrobianos, sendo que muitos de tais genes têm sido caracterizados para patógenos causadores de mastite. (WOODFORD; SUNDSFJORD, 2005).

A resistência antimicrobiana é comumente medida por meio de testes de susceptibilidade fenotípica, como disco difusão em ágar e microdiluição em caldo, que avaliam a capacidade de uma série de concentrações de agentes antimicrobianos inibir o crescimento bacteriano. Estes métodos avaliam o fenótipo do microrganismo (expressão do genótipo) sob condições laboratoriais, isto é, detectam resultados da expressão gênica (RELLER et al., 2009).

Os patógenos causadores de mastite podem ser tornar uma fonte potencial de transferência de genes de resistência aos antimicrobianos. Portanto, o monitoramento destes genes é fundamental para garantir a saúde continuada de animais e seres humanos. Diante disto, objetivou-se com este trabalho de revisão apontar os principais genes de resistência antimicrobiana encontrados em patógenos causadores de mastite bovina, bem como os mecanismos de ação e resistência antimicrobiana.

2. REVISÃO DE LITERATURA

No Brasil, diferentes classes de antimicrobianos são utilizadas no tratamento da mastite, como beta-lactâmicos (penicilinas e cefalosporinas), aminoglicosídeos, macrolídeos, lincosaminas, polimixinas, sulfonamidas e tetraciclinas. As diferentes classes de antimicrobianos possuem diferentes mecanismos de ação e os patógenos podem apresentar diferentes mecanismos de resistência (COSTA, 2006).

A resistência antimicrobiana é a capacidade de um microrganismo crescer ou sobreviver na presença de um antimicrobiano, a uma concentração que geralmente é suficiente para inibir ou matar microrganismos da mesma espécie (UK Five Year). Quando células bacterianas são expostas aos antimicrobianos, aquelas células sem resistência natural serão mortas e aquelas com resistência irão prosperar em um ambiente de competição reduzida. O mau uso dos antimicrobianos tem aumentado e acelerado o processo de resistência antimicrobiana tornando-a uma ameaça grave à saúde pública (HOWARD et al., 2014).

2.1 MECANISMOS DE AÇÃO E RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA

As bactérias podem ser resistentes à antibióticos por meio de vários mecanismos: alteração enzimática da molécula do antibiótico, alteração do sítio de ação do antibiótico, alteração da permeabilidade da parede celular bacteriana e vias alternativas para escapar da atividade antimicrobiana (VERRAES et al., 2013). A hidrólise do anel beta-lactâmico dos antibióticos beta-lactâmicos por beta-lactamases (LIVERMORE; WOODFORD, 2006) e a inativação de aminoglicosídeos por acetiltransferases, adeniltransferases ou fosfotransferases são exemplos de resistência por alteração enzimática (WRIGHT, 1999). A alteração do sítio de ação do antibiótico faz com que o antibiótico perca sua capacidade de ligação e consequentemente sua atividade, como, por exemplo, a resistência aos beta-lactâmicos por alterações nas proteínas ligadoras de penicilina (PINHO et al., 2001). Alteração da permeabilidade do envoltório celular bacteriano causa redução na entrada ou aumento do efluxo de antibióticos, regulando desse modo, a concentração interna de antibióticos na célula. Esta é a principal forma de resistência à tetraciclina (MCMURRY et al., 1980). As bactérias também podem tornar-se resistentes por incluir vias alternativas aos processos fisiológicos normais. Um exemplo é a resistência à trimetoprima pela produção adicional de uma diidrofolato redutase (PATTISHALL et al., 1977).

Os antibióticos beta-lactâmicos inibem a síntese da parede celular através da ligação às chamadas proteínas ligadoras de penicilina nas bactérias, interrompendo a síntese de peptidoglicano. O mecanismo mais comum e importante através do qual as bactérias podem tornar-se resistentes a beta-lactâmicos é a produção de beta-lactamases, codificadas pelo gene blaZ (JACOBY, 2009). A resistência pode também ser devido a proteínas ligadoras de penicilina alteradas, de forma que os beta-lactâmicos não podem se ligar de forma tão eficaz a elas (BRADFORD, 2001).

Os aminoglicósideos inibem a síntese de proteínas por ligação à subunidade 30S do ribossomo das bactérias e/ou alteraram a integridade da membrana celular bacteriana (VAKULENKO; MOBASHERY, 2003). O principal mecanismo de resistência aos aminoglicosídeos é a sua inativação por enzimas modificadoras de aminoglicósideos. Estas enzimas são classificadas em três grandes classes de acordo com o tipo de modificação: AAC (acetiltransferases), ANT (adeniltransferases ou nucleotidiltranferase) e APH (fosfotransferases). De acordo com a nomenclatura mais conveniente utiliza-se nomes idênticos para as enzimas e os genes correspondentes, mas os nomes dos genes em letras minúsculas e em itálico, como por exemplo, aac(6’)-Ia, aac(3)-Ia e aac(6’)/aph(2”) (RAMIREZ; TOLMASKY, 2010).

Macrolídeos e lincosaminas inibem a síntese de proteínas por ligação à subunidade 50S do ribossomo das bactérias (ROBERTS, 2002). O mecanismo mais comum de resistência aos macrolídeos e lincosaminas é devido à presença de rRNA-metilases, que são codificadas pelos genes erm. Estas enzimas modificam o sítio de ação do antibiótico no ribossomo, impedindo sua ligação. Outros dois mecanismos de resistência a estes antibióticos são bombas de efluxo e enzimas de inativação, codificadas pelos genes msr e ere, respectivamente (ROBERTS, 2008).

As sulfonamidas, com sua estrutura análoga ao ácido para-aminobenzóico, que está envolvido na biossíntese de ácido fólico, inibe competitivamente a enzima dihidropteroato sintase, que catalisa o penúltimo passo da via biossintética do ácido fólico, um importante metabólito na síntese de DNA. A resistência às sulfonamidas está associada às variantes da enzima dihidropteroato sintase que possuem pouca afinidade pelo antibiótico, codificadas pelos genes sul1, sul2 e sul3 (ROBERTS, 2002).

As tetraciclinas inibem a síntese de proteínas por ligação à subunidade 30S do ribossomo das bactérias. Os mecanismos de resistência às tetraciclinas são bombas de efluxo, proteínas de proteção ribossomais ou inativação enzimática do antibiótico. Dentre os genes determinantes de resistência às tetraciclinas, 25 genes tet, dois genes otr e um gene tcr codificam para bombas de efluxo, enquanto 10 genes tet e um gene otr codificam para proteínas de proteção ribossomais. O mecanismo de inativação enzimática pode ser atribuído a três genes tet (ROBERTS, 2002).

A resistência antimicrobiana pode ser intrínseca ou adquirida. Resistência antimicrobiana intrínseca é uma característica inerente de uma espécie bacteriana ou gênero para um determinado antibiótico. A resistência é adquirida quando uma cepa suscetível se torna resistente como consequência de uma evolução recente da cepa. Isto pode ser o resultado de uma mutação, que geralmente acontece espontaneamente dentro de uma população bacteriana, ou pode ser resultante da aquisição de um gene de resistência específica por transferência horizontal de genes (STACY; TOM, 2006). A transferência de genes de resistência antimicrobiana é facilitada por elementos genéticos móveis, como plasmídeos e transposons (BENNETT, 2008; REVILLA et al., 2008). Os antibióticos exercem uma forte pressão seletiva para propagação da resistência.

Existem três mecanismos principais de transferência horizontal de genes entre bactérias: transformação, transdução e conjugação. A transformação é o processo em que DNA bacteriano livre no ambiente, decorrente de lise celular, é captado e incorporado por células bacterianas competentes (KELLY et al., 2009). A transdução é o processo de transferência de DNA mediada por bacteriófagos. A conjugação, considerada como o principal modo de transferência de genes de resistência antimicrobiana entre as bactérias, é a transferência de DNA que ocorre entre células bacterianas vivas e requer contato direto entre a célula doadora e a célula receptora (WOZNIAK; WALDOR, 2010).

Plasmídeos são elementos genéticos que contêm a sua própria origem de replicação, genes que codificam as funções de replicação. Os plasmídeos geralmente também contêm genes que codificam funções que permitem a transferência para novas células através de conjugação. Os plasmídeos que abrigam genes de conjugação são chamados conjugativos, os plasmídeos que não contêm genes de conjugação podem fazer uso das funções de conjugação de plasmídeos conjugativos para transferir para um novo hospedeiro (SMILLIE et al., 2010).

Além das funções envolvidas na replicação e transferência, plasmídeos geralmente codificam resistência a antibióticos, se um gene de resistência está em um plasmídeo ele tem o potencial de transferir a novos hospedeiros. Alguns plasmídeos têm uma ampla gama de hospedeiros, podem transferir entre diferentes espécies, outros têm uma gama de hospedeiros limitada a um gênero ou espécie. Há também plasmídeos que não podem replicar no novo hospedeiro ou não se replicam bem. Neste caso o plasmídeo pode ser perdido, ou se ele contiver um gene de resistência em um transposon, este elemento genético pode translocar para o cromossoma bacteriano e ser mantido mesmo na ausência do plasmídeo (SMILLIE et al., 2010).

Transposons conjugativos, assim como os plasmídeos conjugativos, contêm os genes necessários para a conjugação e normalmente genes que codificam para resistência antimicrobiana. Porém, diferentemente dos plasmídeos, os transposons não contêm uma origem de replicação, por isso precisam se integrar a um replicon a fim de serem mantidos. Este replicon pode ser qualquer plasmídeo ou cromossoma. Isto dá aos transposons uma vantagem sobre os plasmídeos, uma vez que não têm mecanismo de replicação, que precisa ser compatível com o hospedeiro, tendem a ter uma gama de hospedeiros maior do que os plasmídeos (WOZNIAK; WALDOR, 2010).

2.2 RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA EM PATÓGENOS CAUSADORES DE MASTITE

Estafilococos são os principais patógenos causadores da mastite bovina e a resistência antimicrobiana dos estafilococos é uma das principais razões para a baixa taxa de cura da mastite. O uso indevido e generalizado de antibióticos para o tratamento e prevenção da mastite bovina levou ao surgimento de resistência antimicrobiana entre os patógenos causadores de mastite (OLIVER; MURINDA, 2012). Antibióticos beta-lactâmicos têm sido amplamente utilizados para o tratamento de casos de mastite por várias décadas, mas a sua eficácia é reduzida devido à síntese beta-lactamase, codificada pelo gene blaZ (OLSEN et al., 2006). Outro mecanismo de resistência aos beta-lactâmicos, chamado resistência à meticilina / oxacilina, é mediado por proteína ligadora de penicilina de baixa afinidade, codificada pelo gene mecA (SAWANT et al., 2009).

No estudo de Xu et al. (2015) das 209 amostras de leite de mastite subclínica analisadas, 104 (49,8%) foram positivas para estafilococos, sendo 28 (26,9%) Staphylococcus aureus e 76 (73,1%) estafilococos coagulase negativos (ECN). Foram identificadas 13 espécies diferentes de ECN, sendo Staphylococcus arlettae, Staphylococcus sciuri, Staphylococcus xylosus e Staphylococcus chromogenes as espécies predominantes. Nos 28 isolados de Staphylococcus aureus, o gene de resistência à antibiótico mais prevalente foi o blaZ – penicilina (82,1%), seguido pela mecA – meticilina (35,7%), aacA-aphD – aminoglicosídeos (32,1%), aac(6’)/Aph(2’’) – estreptomicina (28,6%), tetK – tetraciclina (10,7%), ermC – eritromicina e clindamicina e linA – lincosamidas (7,1%). Nos 76 isolados de ECN, o gene de resistência à antibiótico mais prevalente foi linA – lincosamidas (38,2%), seguido por tetK – tetraciclina (34,2%), blaZ – penicilina (30,3%), aacA-aphD – aminoglicosídeos (21,1%), msrB – macrolídeos (19,7%), msrA – macrolídeos (17,1%), mecA – meticilina (17,1%), ermC – eritromicina e clindamicina (13,2%), aac(6’)/Aph(2”) -estreptomicina (10,5%), ermB – eritromicina e clindamicina (9,2%), e tetM – tetraciclina (2,6%). Observou-se diferentes atribuições dos genes de resistência antimicrobiana na resistência antimicrobiana fenotípica. Por exemplo, a resistência fenotípica à penicilina foi completamente atribuída pelo gene blaZ nos Staphylococcus aureus, enquanto nos ECN apenas 34,8% foi atribuída ao gene blaZ.

Jamali et al. (2014) identificaram Staphylococcus aureus em 43 de 207 (20,8%) amostras de leite de mastite clínica. O patógeno apresentou alta resistência à penicilina G (86%) e à tetraciclina (76,7%), utilizando o teste de disco difusão em ágar. Cinco (11,6%) isolados foram identificados como Staphylococcus aureus resistentes à meticilina, por meio de teste de sensibilidade antimicrobiana (resistência à oxacilina), confirmado pela detecção do gene mecA. Em relação aos genes de resistência aos antimicrobianos, os mais frequentes foram blaZ – penicilina (86%), tetM – tetraciclina e ermC – eritromicina 39,5% cada. Todos os Staphylococcus aureus resistentes à penicilina G, gentamicina, oxacilina e eritromicina continham os genes blaZ, aacA-aphD, mecA e ermC, respectivamente. Dos isolados resistentes à tetraciclina, 81,8% continham o gene tetM.

Ruegg et al. (2015) determinaram a susceptibilidade antimicrobiana pelo método de microdiluição em caldo e a presença de genes de resistência antimicrobiana (ermC, blaZ, tetK e tetM) em Staphylococcus aureus, ECN e Streptococcus spp. isolados de casos de mastite clínica. A susceptibilidade fenotípica à eritromicina foi observada em apenas 8,6 e 15,7% dos Staphylococcus aureus e ECN, respectivamente. Em relação aos Streptococcus spp., 51% demonstraram sensibilidade in vitro à tetraciclina. De todos os microrganismos, 36,9% não continham nenhum dos genes selecionados, 35,4% continham um gene, e 27,7% continham mais de um gene (geralmente blaZ em combinação com um gene tet). Em geral, a proporção de isolados com resistência fenotípica não correspondeu à proporção de isolados identificados com os genes de resistência selecionados.

Aslantaş e Demir (2016)  avaliaram 112 isolados de Staphylococcus aureus provenientes de casos de mastite subclínica para a susceptibilidade aos antibióticos, pelo método de disco difusão, bem como os genes responsáveis ​​pela resistência aos antibióticos. Cinco isolados (4,5%) foram identificados como Staphylococcus aureus resistentes à meticilina pelo teste de susceptibilidade antimicrobiana (resistência à oxacilina) e confirmado pela detecção do gene mecA. As taxas de resistência à penicilina, ampicilina, tetraciclina, eritromicina, sulfametoxazol-trimetoprim, enrofloxacina e amoxicilina-ácido clavulânico foram de 45,5%; 39,3%; 33%; 26,8%; 5,4%; 0,9% e 0,9%, respectivamente. Todos os isolados foram suscetíveis à vancomicina e gentamicina. Os genes de resistências aos antibióticos mais comuns foram blaZ, tetK e ermA. Todos os 51 isolados resistentes à penicilina foram positivos para blaZ. Dos 37 isolados resistentes à tetraciclina, 25 isolados possuíam o gene tetK, nove o tetM e três tetK e tetM. Entre os 30 isolados resistentes à eritromicina, ermA foi detectado em 21 isolados, ermC em seis, ermA e ermC em três isolados. Os resultados indicaram que os S. aureus foram resistentes principalmente a beta-lactâmicos, tetraciclina e eritromicina.

Resistência à meticilina em Staphylococcus aureus é causa de infeções comunitárias e hospitalares em seres humanos, um problema de saúde pública. Um método utilizado para detectar a resistência à meticilina de estafilococos é a resistência fenotípica a oxacilina. Quando a resistência à meticilina é o assunto de interesse da pesquisa é aconselhável a detecção do gene mecA. Wang et al. (2015) determinaram a susceptibilidade à antibióticos de Staphylococcus aureus resistentes à meticilina (MRSA – do inglês methicillin-resistant Staphylococcus aureus) e Staphylococcus aureus sensíveis à meticilina (MSSA – do inglês methicillin-sensitive Staphylococcus aureus), pelo método de disco difusão. Um total de 219 cepas de S. aureus foram isoladas de casos de mastite bovina. A resistência à penicilina e sulfametoxazol/trimetoprim foi observada na maioria dos isolados (90,4% e 91,8%, respectivamente), seguida de resistência à eritromicina (79,9%), clindamicina (77,2%), oxitetraciclina (74,4 %), doxiciclina (70,3%), gentamicina (54,8%), cloranfenicol (52,1%) e ciprofloxacina (45,2%). Dentre as 219 cepas de S. aureus, foram detectadas 34 (15,5%) cepas de MRSA, sendo 28 cepas de MRSA negativas para o gene mecA e seis cepas de MRSA positivas para o gene mecA. A resistência a todos os agentes antimicrobianos foi significativamente maior em MRSA, em comparação com MSSA, exceto para sulfametoxazol/trimetoprim. Cento e quarenta e duas amostras (64,8%) foram resistentes a mais de 5 antibióticos. Além disso, 25 (73,5%) MRSA e 117 MSSA (63,2%) eram cepas multirresistentes, que mostraram resistência a cinco ou mais antibióticos. As frequências de genes ermA, ermC, tetM e tetK foram semelhantes em cepas de MRSA e MSSA, 5,9%; 94,1%; 79,4%; 61,8% em MRSA e 4,3%; 91,5%; 70,2%; 59,6% em MSSA, respectivamente. No entanto, as frequências dos genes aac(6’)/aph(2”) e aph(3’)-III em cepas de MRSA (88,9% e 87,5%, respectivamente) foi maior do que em cepas de MSSA (40,4% e 57,4%, respectivamente). Os autores concluíram que a baixa susceptibilidade de S. aureus bovino aos antibióticos, especialmente as cepas MRSA, é uma situação alarmante para a terapia da mastite bovina, bem como uma preocupação de saúde pública.

Frey et al. (2013) identificaram 19 espécies diferentes de ECN a partir de 417 isolados de ECN de leite bovino. As espécies mais prevalentes foram Staphylococcus xylosus, Staphylococcus chromogenes, Staphylococcus haemolyticus e Staphylococcus sciuri. Foi detectada resistência, pela técnica de microdiluição em caldo, à oxacilina (47,0% dos isolados), ácido fusídico (34,1%), tiamulina (31,9%), penicilina (23,3%), tetraciclina (15,8%), estreptomicina (9,6%), eritromicina (7,0%), sulfonamidas (5%), trimetoprim (4,3%), clindamicina (3,4%), canamicina (2,4%) e gentamicina (2,4%). A resistência à oxacilina foi atribuída ao gene mecA em 9,7% dos isolados resistentes à oxacilina. A resistência à tetraciclina foi atribuída ao gene tetK e tetL, a resistência à penicilina ao blaZ, resistência à estreptomicina ao str e ant(6)-Ia, e resistência a eritromicina ao ermC, ermB, e msr. No total, 15,1% dos isolados de CNS foram resistentes a múltiplas drogas (resistentes a dois ou mais agentes antimicrobianos).

Lüthje e Schwarz (2006) analisaram 298 isolados de ECN de casos de mastite subclínica em relação à resistência antimicrobiana, particularmente aos macrolídeos e lincosamidas, por microdiluição em caldo. As espécies mais frequentemente identificadas foram Staphylococcus chromogenes (33,2%), Staphylococcus simulans (23,2%), Staphylococcus epidermidis (11,7%), Staphylococcus xylosus e Staphylococcus haemolyticus (9,4% cada). Os isolados apresentaram um baixo nível de resistência a todos os agentes antimicrobianos testados (0-7,4%), exceto ampicilina (18,1%). Nos isolados resistentes à eritromicina (7,4%) e/ou resistentes à pirlimicina (6,4%), os genes de resistência erm(B), erm(C), msr(A), mph(C) e lnu(A) estavam presentes, isoladamente ou em diferentes combinações. Os isolados transportando genes erm que codificam metilases ou o gene de efluxo msr(A) apresentaram CIMs mais elevadas do que aqueles albergando apenas os genes mph(C) ou lnu(A), que codificam para a inativação de enzimas. Os autores concluíram que os cinco diferentes genes de resistência, presentes em várias combinações, foram responsáveis pela resistência aos macrolídeos e lincosamidas.

Raspanti et al. (2016) determinaram a resistência antimicrobiana, por microdiluição em caldo, de 219 ECN isolados de mastite subclínica. Staphylococcus chromogenes (46,6%) e Staphylococcus haemolyticus (32%) foram as espécies mais prevalentes. Dos 219 isolados, 51.6% eram resistentes à penicilina, 30,1% à tetraciclina, 29,2% à eritromicina e 13,7% à oxacilina. A resistência à oxacilina foi atribuída à presença do gene mecA em 16,7% dos isolados resistentes à oxacilina.

Rato et al. (2013) avaliaram a resistência antimicrobiana, por disco difusão, de Streptococcus agalactiae, Streptococcus dysgalactiae e Streptococcus uberis isolados de mastite subclínica. Entre os 108 isolados testados foram observados os seguintes padrões de resistência a antibióticos: estreptomicina (97,2%), gentamicina (80,6%), tetraciclina (64,8%), pirlimicina (31,5%) e eritromicina (21,3%). Gao et al. (2012) determinaram a resistência aos antibióticos de 55 isolados de Streptococcus agalactiae provenientes de casos subclínicos de mastite, por microdiluição em caldo. Todos os isolados foram sensíveis à penicilina. Os isolados foram resistentes à tetraciclina (72,5%), gentamicina (29,4%), amicacina (29,4%) e eritromicina (23,5%). Neste estudo, portanto, observou-se uma frequência elevada de resistência fenotípica à tetraciclina e frequências moderados de resistência à aminoglicosídeos e eritromicina.  Os isolados resistentes a gentamicina e amicacina (ambos aminoglicosídeos) foram os mesmos. Foram identificados os genes ermB (58,8% dos isolados), tetL (62,7%), tetM (52,9%), tetO (17,6%), aphA-3 (11,8%) e aad-6 (27,5%). Todos os isolados resistentes à eritromicina foram positivos para ermB, no entanto, 18 isolados continham ermB mas foram sensíveis à eritromicina. Todos os isolados resistentes à tetraciclina continham pelo menos um gene tet, no entanto, entre os 14 isolados sensíveis à tetraciclina, sete continham genes tet. Entre os 15 isolados resistentes aos aminoglicosídeos, 13 continham genes aphA-3 e/ou aad-6, por outro lado, um isolado susceptível continha o gene aphA-3. As correlações entre resistências fenotípicas e genotípicas foram moderadas para eritromicina e tetraciclina e boa para aminoglicosídeos. Existe a necessidade de explorar os mecanismos moleculares responsáveis pela falta de correlação entre a resistência fenotípica e genotípica.

Os mecanismos moleculares subjacentes à resistência aos antibióticos são muito complexos devido a multiplicidade e diversidade das associações entre os genes, com isso, a presença ou ausência de um gene específico correspondente a um fenótipo particular, não implica, necessariamente, que o isolado particular seja resistente ou susceptível (GOW et al., 2008). O fenótipo de resistência positivo e genótipo negativo pode ser o resultado de não testar para todos os genes de resistência possíveis. Além disso, alguns fenótipos de resistência podem ser causados por mutações pontuais, em vez de aquisição de genes. As explicações para os isolados que transportam genes de resistência, mas são fenotipicamente sensíveis aos antibióticos, incluem: os genes de resistência podem não ser expressos se eles estiverem distantes de um promotor ou associados com um promotor fraco (o promotor que promove a expressão de qualquer gene adequadamente integrado); ou os genes de resistência podem não ser expressos devido a mutações pontuais (CARATTOLI, 2001).

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Dentre os genes de resistência aos antimicrobianos mais frequentemente relatados em patógenos causadores de mastite tem-se os genes blaZ, tet e erm. O gene blaZ codifica a síntese de beta-lactamases, conferindo resistência aos beta-lactâmicos. Os genes erm codificam a síntese de rRNA-metilases, conferindo resistência aos macrolídeos e lincosaminas. Os genes tet codificam bombas de efluxo, proteínas de proteção ribossomais ou enzimas de inativação do antibiótico, conferindo resistência às tetraciclinas.  O monitoramento dos genes de resistência aos antimicrobianos é fundamental para acompanhar e detectar o surgimento da resistência.

REFERÊNCIAS

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[1] Doutora em Ciência Animal; Mestra em Ciência Animal; Graduada em Medicina Veterinária.

[2] Mestre em Ciência Animal, Graduado em Engenharia de Alimentos pela Universidad Nacional de Piura, Peru.

[3] Doutora em Tecnologia de Alimentos; Mestra em Tecnologia e Inspeção de Produtos de Origem Animal; Graduada em Medicina Veterinária.

[4] Doutora em Ciência Animal.

[5] Pós-Doutor.

[6] Orientador. Doutor em Ciência Animal.

Enviado: Julho, 2021.

Aprovado: Agosto, 2021.

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