O uso das tecnologias da informação no ensino superior

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ARTIGO DE REVISÃO

COSTA, Fabrício Carneiro [1], SOUZA, Isaac Teixeira de [2], CUSIN, Cesar Augusto [3]

COSTA, Fabrício Carneiro, SOUZA, Isaac Teixeira de, CUSIN, Cesar Augusto. O uso das tecnologias da informação no ensino superior. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 03, Vol. 10, pp. 05-28. Março de 2019. ISSN: 2448-0959.

RESUMO

O perceptível avanço da Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs), desta forma fazer uma reflexão pedagógica baseada em conhecimentos contextualizados advindos da sociedade atual passa a se obrigação para as instituições de educação superior. Buscando a promoção do ensino com qualidade e motivando discussões pedagógicas e didático-metodológicas, este trabalho tem o objetivo de promover uma reflexão acerca do uso das TIC’s na educação, especialmente no ensino superior, a mesma possui cunho bibliográfico, tendo duas etapas para a constituição da pesquisa, a partir dessas foi obtido como resultado 32 trabalhos compreendidos entre os anos de 1969 e 2017. A partir dos trabalhos pode-se perceber que devido à crescente expansão e popularização de ferramentas tecnológicas voltadas ao cenário educacional, às tecnologias estão, cada vez mais presentes na vida dos docentes e dos estudantes do Ensino Superior, sendo utilizadas nos mais diversos contextos, inclusive no processo ensino aprendizagem. Portanto concluiu-se que os professores necessitam adquirir uma postura diferenciada de forma a orientar seus alunos sobre as facilidades que esses novos recursos trazem para as atividades, gerando assim um ressignificado no ensino face às demandas atuais dos estudantes que vivem em sistemas colaborativos interligados de comunicação e se mostram cada vez mais saturados do discurso linear.

Palavras-chave: Tecnologias da Informação, Ensino Superior, Cibercultura.

INTRODUÇÃO

Em constante crescimento, a Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs) é um dos componentes mais importantes na atualidade e tem promovido transformações significativas em toda a sociedade. Interatividade, interconectividade, globalização, mobilidade e velocidade de acesso são pontos que evidenciam o remodelamento das características sociais, transformando-a em sociedade da informação (SILVA et al, 2014).

O termo sociedade da informação é definido como sendo uma forma organização social onde a produção, o processamento e a transmissão das informações tornaram-se fontes fundamentais de produtividade, a partir de mudanças culturais, econômicas e sociais, mediadas pela comunicação eletrônica, fomentadas pelo avanço da Tecnologia da Informação (CASTELLS, 2010).

Já para Kenski (2003) apud Santos (2015) afirma que a sociedade atual, diferentemente da sociedade industrial que tinha como foco a produção de bens de consumo em massa, evidencia-se pela personalização das interações entre a ciência, a informação e a comunicação. Gerando três tipos de efeitos: a modificação a estrutura de interesses; o caráter dos símbolos e a natureza da comunidade, que pode estar associada ao ciberespaço.

As TICs estão revolucionando o mundo, e uma importante característica desse processo de convergência digital é a amplitude e o avanço sem precedentes que revoluciona cada vez mais a sociedade, em todos os setores (SANTOS, 2015). É possível conceituar Tecnologia da Informação como sendo recursos computacionais e tecnológicos utilizados para recuperar, armazenar, tratar, organizar, produzir e disseminar a informação (NASCIMENTO; TROMPIERI, 2004).

No campo educacional, para Garcia (2001), essa pós-modernidade que as instituições de educação superior estão inseridas, obriga-as a fazerem uma reflexão pedagógica baseada em conhecimentos contextualizados advindos da sociedade atual, buscando a promoção do ensino com qualidade e motivando discussões pedagógicas e didático-metodológicas com seus educadores, a partir da integração do uso das TICs na sua atuação.

Com a introdução das tecnologias no espaço educacional, deixa de ser uma opção ou desejo vanguardista para uma necessidade real, instituída por um mercado educativo e profissional altamente competitivo (BARBOSA, 2007). Passando a ter um feito de “reconstrução” nessa atualidade, caracteriza pela presença das TIC’s nos mais diversos contextos, fazendo surgir ambientes de ensino aprendizagem circundados pelas tecnologias (ROSA, 2013).

Nesse contexto, ciente da importância que as TICs têm apresentado na atualidade, o presente estudo tem como objetivo promover uma reflexão acerca do uso das TICs na educação, especialmente no ensino superior, à luz da literatura pertinente.

MÉTODO

Trata-se de um estudo bibliográfico, realizado em agosto de 2017, a partir do cruzamento das palavras-chave Educação, Novas Tecnologias e Ensino Superior, com auxílio do operador booleano AND, na biblioteca virtual do Google Acadêmico, na Scielo, no banco de teses e dissertações da CAPES, e na biblioteca digital de teses e dissertações da Universidade de São Paulo (USP).

Adotou-se como critério de inclusão: estudos científicos que se adequassem a temática aqui estudada; e como critério de exclusão: estudos que não estivessem disponíveis para download na íntegra.

A primeira etapa do refinamento contou com a leitura de títulos e resumos, nos quais foram excluídos aqueles que não atendiam aos critérios pré-estabelecidos. A segunda etapa deu-se com a leitura dos estudos na íntegra.

Como resultado, obteve-se um total de 32 estudos, com recorte temporal entre os anos de 1969 e 2017, que foram incorporados nas discussões e reflexões aqui promovidas em consonância com os pressupostos trazidos pelas principais referências na área, tais como Pierre Lévy, Paulo Freire, Bordenave e outros, a partir das categorias empíricas, apresentadas a seguir.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

O cenário educacional atual é marcado pela difusão da globalização, em que a interação, integração e a socialização da informação em rede têm produzido impactos em diferentes setores (FREITAS; CARVALHO, 2013). “A educação é e sempre foi um processo complexo que utiliza a medida de algum tipo de meio de comunicação como complemento ou apoio à ação do professor em sua interação pessoal e direta com os estudantes” (BELLONI, 1999. p.54).

A educação, assim como a comunicação, está constantemente se atualizando de acordo com as oportunidades oferecidas pelas mais diversificadas inovações tecnológicas. Ambas vivem um momento de efervescência singular (VALENTE, 2014).

As tecnologias da informação e comunicação (TICs) estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia e tem alterado os meios de comunicação, a forma como interagimos, recebemos, acessamos e transmitimos informações. Porém, é notável que essas mudanças no campo da tecnologia de comunicação não têm a mesma magnitude de impacto com relação à educação. Esta ainda se encontra pautada, predominantemente, na sala de aula, as atividades curriculares ainda são baseadas no lápis e no papel, e o professor ainda ocupa a posição de protagonista principal, detentor e transmissor da informação (VALENTE, 2014).

As formas de ensino tradicionais tem sido alvo de várias críticas por seus métodos ultrapassados e ineficazes, a partir do surgimento de novas formas de construir e conduzir o processo ensino aprendizagem, midiatizados pelas novas tecnologias. O que se percebe é um movimento de inovação. Surgem novos conceitos e padrões, mais adequados à realidade atual. É à força da nova cultura, conhecida como cibercultura, ampliando as possibilidades existentes, num movimento de complexificação e renovação (LIMA, 2011).

CIBERCULTURA NO ENSINO SUPERIOR

De acordo com Lévy (1999), a cibercultura representa um conjunto de técnicas, práticas, atitudes, modos de pensamento e valores que se instituíram com o ciberespaço. Já Vilarinho (2011) afirma que a cibercultura é um fenômeno recente que expressa à cultura contemporânea em sua interface com as tecnologias da informação e da comunicação. Consolida-se por meio do ciberespaço que possibilita a circulação de formas multimodais de informações.

Segundo Lévy (2014), o ciberespaço pode ser definido como um local “espaço” aberto para a comunicação através de interconexões proporcionada pela rede mundial de computadores e seus sistemas de armazenamento de dados. Essas interconexões podem incluir os conjuntos de redes hertzianas e a telefonia convencional o que permitem à troca de informações emergidas de fontes digitais ou destinadas a digitalização.

O termo cibercultura já tem direito à cidadania em diversos campos, como no campo das ciências humanas, da antropologia, da filosofia, da teoria literária, dentre outros. A cibercultura se inscreve nas novas concepções sobre a vida humana que apontam para o devir tecnológico da humanidade (FELINTO, 2008, apud VILARINHO, 2011).

A relação da educação com a cibercultura deve se apoiar na análise da mutação das relações do saber, para fazer uma reflexão segundo Lévy (1999) podemos dividir em três constatações, a primeira está ligada a velocidade da renovação e surgimento dos saberes, a segunda constatação é que a transação de conhecimentos não para de crescer e por fim, a terceira afirma que o ciberespaço dá suporte às tecnologias intelectuais que ampliam e exteriorizam as várias funções cognitivas do ser humano, tais como: a memória quando utilizamos arquivos digitais, banco de dados; a imaginação trazida por parte das simulações digitais; sensores digitais, realidade virtual aumentando nossas percepções; raciocínio trabalhado com a inteligência artificial.

Essa nova relação com o saber, fornecem aos indivíduos, formas inovadoras de ingresso à informação através de mecanismos de busca através de software e mapas dinâmicos, bem como um novo conhecimento baseado em modernos estilos de raciocinar, que não é proporcionado nem por dedução logica ou por indução, mas sim por uma simulação virtual de experiências do pensamento humano, o que ocasiona um aumento significativo da inteligência coletiva de um grupo (LÉVY, 2014).

A produção do conhecimento na contemporaneidade e as novas tecnologias da inteligência seja ela individualizada ou coletiva, vem mudando radicalmente as situações problemas da educação e da formação. Nesse sentido o que sempre foi planejado para ser ensinado não pode mais ser definido com antecedência, pois deve-se construir um novo estilo do espaço do conhecimento emergente, com fluxo não linear e continuo objetivando e contextualizando posições singulares e evolutiva dentro do processo.

Segundo Lévy (2014) são necessárias duas grandes reformulações nos sistemas educacionais para que possa acontecer o saber-fluxo, a primeira trata de uma adaptação dos dispositivos ao cotidiano da educação, encontrando um novo modelo pedagógico que proporcione ao mesmo tempo uma aprendizagem coletiva em rede como também uma aprendizagem personalizada, a segunda refere-se ao reconhecimento das experiências adquiridas, pois, cada vez mais as pessoas aprendendo com suas interações sociais e profissionais, vão tirando assim das universidades o privilégio da criação e transmissão do conhecimento, fazendo com que o sistema público de educação traga para si a responsabilidade de contribuir e orientar os indivíduos no reconhecimento dos saberes acadêmicos e pessoais.

O que podemos perceber nesse momento de inovações é que o os sistemas educativos atuais estão constantemente sendo submetidos cada vez mais a novas limitações no que concerne à qualidade velocidade e diversidade de saberes. A cibercultura ordena que a educação tenha mais flexibilidade de espaço/tempo para a aprendizagem, sem esquecer-se da necessidade de ambientes favoráveis, rápidos e dinâmicos (LIMA, 2011).

Por outro lado, a educação por si só não transforma o mundo, mas transforma as pessoas e, essas sim, podem transformar o mundo. Contudo, não é uma competência da educação simplesmente formar técnicos para operar artefatos tecnológicos de forma a atender as exigências do mercado de trabalho, mas sim, contribuir na formação de pessoas capazes de questionar, perceber, produzir e utilizar tecnologias (FREIRE, 2005).

O IMPACTO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR

A sociedade tem vivenciado a era da revolução digital, que se consolida a partir do surgimento de tecnologias cada vez mais sofisticadas, capazes de afetar profundamente a vida acadêmica (NASCIMENTO, 2001). A incorporação das informações midiáticas e da cultura digital ao ensino superior têm sido alvo de debates e contestações, mas já se consagrou como uma tendência irreversível no âmbito educacional (BRAGA; TAVARES, 2015).

As novas tecnologias foram percussoras de um conjunto de inovações que emergiram a partir da década de 80, e suas contribuições se tornaram ainda mais evidentes a partir da década de 90, que ficou conhecida como a fase da gravação da informação em meio digital tornando-se então a era das telecomunicações e do computador (SANTOS, 2015), o uso dessas tecnologias nas prática educativas emergem da também desse período com as criações de programas e políticas públicas com a finalidade de integrar cada vez mais dentro do cenário educacional brasileiro (MENDONÇA, 2010)

As tecnologias de informação e comunicação (TIC’s) na educação e seu destaque educativo com o passar dos dias vêm sendo discutido em larga escala por diferentes áreas do conhecimento, a fim de explorar e conhecer as inúmeras possibilidades que as TIC’s podem trazer para o atual contexto educacional. Essa constatação desafia o trabalho dos educadores, pois há uma grande expectativa por uma educação de melhor qualidade com mais multidisciplinaridade, pluralidade e interdisciplinaridade, onde o ensino aprendizagem ocorra de forma efetiva.

Ao pensar em utilizar as tecnologias como recursos didáticos de forma a facilitar o processo ensino aprendizagem, Quatiero (1999) considera três aspectos que determinam as potencialidades e a efetividade do uso da TI no espaço educacional: em primeiro lugar, é importante validar e incorporar a tecnologia na aula; em segundo lugar, refletir sobre os métodos, conteúdos, objetivos a serem alcançados e modos de avaliar a eficácia do uso da tecnologia e, em terceiro lugar, proporcionar capacitação técnica elementar.

Decorrente dessa crescente expansão e popularização de ferramentas tecnológicas voltadas ao cenário educacional, às tecnologias estão, cada vez mais presentes na vida dos docentes e dos estudantes do Ensino Superior, sendo utilizadas nos mais diversos contextos, inclusive no processo ensino aprendizagem.

A prática pedagógica está inteiramente relacionada com o domínio do conteúdo, habilidades, para Feital (2006) a competência demandada pelo mercado atual deve englobar além da criatividade, a reflexão e a solidariedade, de forma que o educador possa saber aplicar o que se sabe usando um pensamento crítico nessa nova realidade. A tecnologia dentro da prática pedagógica deve propor novas possibilidade para o processo de ensino aprendizagem, por isso o educador precisa de uma postura renovadora.

Segundo Moran (2006), o processo de ensinar em paralelo com o processo de aprender nos dias atuais obriga que o educador tenha uma maior flexibilidade, interpessoal e em grupo, ser menos conteudista e possuir uma maior abertura em seus processos de interconexões. Ele ainda reitera que com os avanços tecnológicos o trabalho docente não pode ser mais desenvolvido usando um único espaço “a sala de aula” e sim criar um processo não linear de ensino aprendizagem, desenvolvendo melhor sua criatividade nas práticas pedagógicas.

Masetto (2006), afirma que essa nova maneira de ensinar é fácil para os educadores tradicionalistas, pois cada educando tem um tempo/ritmo diferenciado para assimilar os objetivos da aprendizagem. Dessa forma para o referido autor o educador necessita variar as formas de motivação do educando, bem como para responder aos distintos ritmos e formas de aprendizagem diferentes.

Nesse contexto, as tecnologias devem ser inseridas na educação superior com o intuito de proporcionar a sociedade acadêmica novas maneiras de produzir e transmitir o conhecimento. Ainda conforme o autor, em seu trabalho “Mediações pedagógicas e uso das tecnologias”, nota-se que o uso das tecnologias deve valorizar o processo de aprendizagem, estimular a formação continua e permanente, a pesquisa de novas informações, o diálogo, a construção das reflexões interpessoais.

Sobre tudo ao usar as TIC’s através das interconexões de comunidades virtuais, o professor acaba promovendo o processo não linear de transmissão do conhecimento e ultrapassa os limites impostos pelo espeço/tempo, isso implica em uma mudança na formação do educador para que ao atuar na educação superior, passe a compreender melhor as inúmeras possibilidades ofertadas pelas tecnologias, pelo seu uso e adaptação.

Para Belloni (2001), as tecnologias estão promovendo severas mudanças no sistema educacional, ela enfatiza que precauções precisam ser tomadas para nortear o uso das TIC’s na educação superior, com a fascinação pelas tecnologias o educador pode acabar realizando uso inadequado e promovendo assim uma contraposição com os objetivos esperados. Por outro lado, essa utilização na educação contribui para uma melhor relação entre ensino e o contexto externo das instituições, como também transforma as inter-relações sociais.

Entre os vários aspectos relacionados à modernização do Ensino superior está o desenvolvimento de sistemas nacionais de avaliação, aumento no número de instituições de educação superior e diversificação de suas modalidades além do uso de novas tecnologias de informação e comunicação para o aprimoramento do ensino e da pesquisa (SCOZ; ITO, 2013).

Para Moreira e Kramer (2007), a crescente influência da globalização na educação e no trabalho docente, faz com que as faculdades e universidades apresente aos seus educadores, alunos e gestores os desafios da utilização dos diversos recursos disponibilizados pelas TIC’s no processo de ensino aprendizagem.

Porem, Behrens (1998) relata que uma grande complexidade é vista quando as instituições de ensino superior pretendem montar o seu quadro docente, pois boa parte dos educadores que compõem esse quadro não nenhuma possui nenhuma formação pedagógica. Nesse sentido fica claro que os procedimentos didático-metodológicos para a educação superior não são pensados, pois os educadores não possuem nenhuma didática voltada para o ensino superior. O não conhecimento de práticas e procedimento didáticos gera grandes consequências:

O professor transforma-se em um “palanqueiro” e retórico, com discursos muitas vezes vazios, abusando dos recursos audiovisuais e da moderna tecnologia, tentando cumprir o seu papel de transmissor de informações, que dificilmente se transformarão em conhecimento. Não é incomum, nesse tipo de aula, o aluno aproveitar a penumbra da sala de aula para um cochilo ou para um devaneio, não vendo à hora de a sessão de “tortura” terminar e ele irem para casa ou ao encontro da “turma” no barzinho de costume (SANTOS apud PASSOS, 2009, p.43).

Para Zabalza (2004), além de o educador conhecer os conteúdos ele deve também ser capaz de analisar e resolver problemas, tornar tópicos compreensíveis, aproximar os conteúdos de circunstancias atuais, ter estratégias metodológicas e selecionar recursos tecnológicos ou não para que possa facilitar o processo de aprendizagem, identificar o que o aluno sabe, inter-relação com os educandos e saber agir de acordo as condições impostas pelo grupo com quem se trabalha. O autor ainda afirma que:

O objetivo da docência é melhorar os resultados da aprendizagem dos alunos e aperfeiçoar a sua formação. Isso implica, sem dúvida, grandes esforços didáticos para adequar a organização dos cursos e métodos de ensino utilizados aos diferentes modos e estilos de aprendizagem dos alunos e aos seus diversos interesses profissionais, já que se trata de adultos. As estratégias às quais os estudantes recorrem para aprender, os problemas que vão enfrentar nesse processo, a forma como é afetada a aprendizagem pela incorporação das novas tecnologias ou pelas novas situações de aprendizagem (Ensino à distância, por exemplo), constituem elementos que permanecem ainda em uma zona relativamente desconhecida do conhecimento profissional. Porém os professores são levados a transitar em um contexto cada vez mais heterogêneo de estudantes, os quais têm diversos interesses, diversas motivações, capacidades e expectativas (ZABALZA, 2004, p.189).

As faculdade e universidade devem proporcionar para sua sociedade acadêmica facilidades de acesso e utilização de hardware, software e outras tecnologias com base para o desenvolvimento profissional e pessoal dos mesmos. Seguindo esse pensamento a UNESCO (2002) propõem um rol de condições para a adoção das tecnologias da informação e comunicação em organizações educacionais, apresentado na tabela a seguir:

Tabela 1. Condições para implantar a adoção das TIC em uma organização educacional.

Visão Compartilhada Há uma liderança proativa e suporte administrativo que permeia toda a organização.
Acesso Professores e funcionários técnico administrativos têm acesso a hardwares, softwares e redes de telecomunicações
Docentes Capacitados Professores habilitados para o uso de tecnologia em processo de ensino aprendizagem.
Desenvolvimento pessoal Professores e técnico administrativos contam com programas de desenvolvimento profissional para apoiar a adoção de tecnologia em controles acadêmicos e na relação de ensino aprendizagem.
Assistência Técnica Há disponibilidade de assistência para manutenção e uso das tecnologias.
Recursos didáticos e relação com conteúdo programático Docentes têm conhecimento suficiente na sua área de atuação quanto às diretrizes curriculares e metodológicas adequadas ao seu campo de conhecimento.
Aluno como sujeito integrado num processo dialógico O contexto e o aluno são considerados na elaboração de projetos didático-pedagógicos que adotam as TIC. A participação crítica do estudante e valorizada.
Avaliação A avaliação permanente é realizada para checar a efetividade do uso da tecnologia especialmente na relação de ensino aprendizagem
Relação com a comunidade A organização educacional é aberta à comunidade para utilização de recursos, prestação de serviços e apoio na adoção das TIC, numa relação de reciprocidade.
Políticas de suporte As políticas, tais como plano de carreira e sistemas de reconhecimento, incluem e apoiam, de forma diferenciada, a adoção de tecnologia.

Fonte: Adaptada de Santos, 2015.

Para Kenski (2003) as modernas tecnologias da informação e comunicação impõem uma reestruturação complexa no sistema educacional superior e não só nos procedimentos, objetivos e metodologias de ensino, as instituições de ensino superior precisam realizar mudanças organizacionais, gerenciais e avaliativas da educação e não apenas mudar as disciplinas ou os métodos pedagógicos para a efetiva utilização das redes de ensino.

Segundo a referida autora, tudo que é usado no cotidiano de nossas vidas, seja ela, pessoal, profissional são formas diferenciadas de tecnologias, com isso é importante expor as influências das TIC’s nas nossas vidas:

[…] ela está em todo o lugar, já faz parte de nossas vidas. Nossas atividades cotidianas mais comuns como dormir, comer, trabalhar, ler, conversar, deslocarmo-nos para diferentes lugares são possíveis graças às tecnologias que temos acesso. As tecnologias estão tão próximas e presentes, que nem percebemos mais que não são coisas naturais. Tecnologias que resultaram, por exemplo, em talheres, pratos, panelas, fogões, geladeiras, alimentos industrializados e muitos outros produtos, equipamentos e processos que foram planejados e construídos para podermos realizar a simples e fundamental tarefa que garante nossa sobrevivência: a alimentação (KENSKI, 2003, p.95).

Partindo do pondo de vista da educação superior, as tecnologias da informação e comunicação, a partir da combinação de suas ferramentas como imagens, textos, áudios, vídeos e ambientes virtuais, deve possibilitar aos membros da sociedade acadêmica uma interação via internet afim de propiciar a formalização de trabalhos, avaliações e discussões.

Devemos enfatizar que as TIC devem ser vistas como instrumentos de mediação no processo ensino aprendizagem e não como uma ferramenta principal da construção do conhecimento. A utilização das novas tecnologias afeta todos os campos educacionais. Elas encaminham as instituições para a adoção de uma “cultura informática educacional” que exige uma reestruturação sensível não apenas das teorias educacionais, mas da própria percepção e ação educativa (KENSKI, 2003, p.86).

As instituições educacionais de ensino superior, precisam cada vez mais criar orientações em seu projeto político pedagógico no tocante a utilização das novas tecnologias da informação e comunicação (NTIC’s), no processo que envolve a pesquisa, o ensino, a formação docente, atribuições administrativas, financiamento e administração das NTIC’s e por fim uma reorientação organizacional oferecendo uma melhor qualidade educacional.

Edgar Moran reitera tal afirmação quando diz:

[…] está acontecendo uma mudança reorganizando o espaço físico dos prédios das escolas, onde se verão menos salas de aulas, porém mais funcionais, com acesso à internet. Alunos estarão equipados com laptops pessoais para pesquisa, acesso a materiais e solução de alguns problemas. Para isso o professor também estará mais conectado, seja em casa ou na sala de aula com todos os recursos tecnológicos disponíveis para exibição e apoio de suas aulas, tornando assim ambientes mais participativos. As bibliotecas viram espaços de integração de mídias, software e banco de dados. O que acontecerá será uma maior integração entre a tecnologia e as metodologias de ensino oral, escrita e audiovisual (MORAN, 2002, p.102).

Por sua vez, sabendo que o sistema educacional sempre passará por adaptações com base nas mutações das sociedades e suas evoluções, o grande questionamento a ser feito ainda é, qual a forma correta de realizar essa adaptação quando sabe-se que as TIC’s geram bastantes alterações nos modos de comportamento sociais, econômicos e culturais das sociedades.

A utilização das novas tecnologias da informação e comunicação na educação superior é importante ao ponto que as instituições de ensino, educadores, educandos e sociedade acadêmica deve estar ciente que essas mutações e adaptações das TIC’s na educação superior de forma que seja feita com positividade e efetividade para o processo de ensino aprendizagem promovendo o despertar por novos conhecimentos. O maior impacto que a utilização das TIC’s pode trazer para a educação superior não está no rol das bases tecnológicas, mas sim, no desenrolar das naturezas culturais sociais e econômicas.

O trabalho do educador está, constantemente, exigindo dos educadores o desempenho de novos papéis e de novas competências, como consequência das mudanças organizacionais, curriculares, extracurriculares e políticas da educação (ROSA, 2013). Para Perrenoud (2002), a transformação do indivíduo em um profissional reflexivo não pode sofre improvisação. Aplicar meramente a cultura teórica não constrói hábitos nem as competências para as práticas da reflexão e também não se demonstra suficiente, porem por muitas vezes se faz necessária. Primordialmente é preciso a participação dos educadores em pesquisas. Esse deve ser um objetivo e deve constar nos currículos de formação dos profissionais de educação superior.

A sociedade acadêmica do ensino superior possuindo práticas reflexivas criam currículos e projetos pedagógicos que proporcionem, instrumentalizem e estimulem um ensino reflexivo em sala de aula. Thurler (2001), afirma que o no setor acadêmico o que predomina são educadores com postura individualista em detrimento de espaço cooperativo. Essa postura individualista dos educadores é vista como uma herança histórica cultural amplamente praticada nas instituições de ensino superior, pois, remete o educador a uma área confortável onde os outros que o rodeiam não o incomodam.

O individualismo não é imposto aos professores. Eles tiram ampla vantagem dele e contribuem para reproduzir o sistema, mesmo quando o toleram mais ou menos confusamente […] O individualismo está inscrito, em ampla medida, na história da organização escolar e do corpo docente (THURLER, 2001 p. 67).

Ainda refletindo com a autora, questões sobre o individualismo e a cooperação profissional podem ser vistas como uma estratégia usada pelas instituições para administrar as interações e estas podem possuir três níveis distinto, o primeiro é a balcanização, onde acontece uma cooperação contra o mundo, neste, diversos grupos coesos dificultam a tomada de decisão sempre batendo de frente com a totalidade dos educadores e dos grupos, o segundo seria “a grande família” trata a solidariedade como cooperação aparente, mesmo com toda a correlação entre os educadores, os mesmos, não assistem aulas uns dos outros nem criam interferências entre suas práticas docentes, ao terceiro nível é a colegiatura forçada, a cooperação acontece de forma forçada respeitando situações imposta por uma hierarquia top-down, consolidada por modelos sólidos de gestão (THURLER, 2001).

Compreender como o docente percebe e utiliza as ferramentas tecnológicas é importante para a construção de um modelo de ensino que enfoque as peculiaridades de cada contexto social, de forma a contribuir significativamente no processo de ensinar e aprender (MENDONÇA, 2010). Um dos grandes desafios em relação ao trabalho docente em ambiente informatizado é a integração dos recursos tecnológicos com a prática de ensino. Para poder ensinar, o professor precisa apreender o conteúdo que trabalhará com seus alunos e desenvolver métodos e técnicas para sua transposição (QUEIROZ et al., 2014).

As demandas educacionais atuais apontam para a necessidade da redefinição das competências dos professores do ensino superior, uma vez que as várias responsabilidades e tarefas complexas lhes são atribuídas no processo de formar profissionais competentes, atualizados e que estejam aptos a trabalhar frente à nova cultura digital (GAETTA; MASETTO, 2013).

Em busca por redefinições de competências para os educadores a UNESCO desenvolveu um projeto intitulado Padrões e Competências em TIC para Professores (ICT-CST), que tem como objetivo não só melhorar a prática docente, mas também contribuir para a criação de um ensino de qualidade objetivando a formação de cidadãos mais informados impulsionando assim o desenvolvimento dos setores econômico e social do país (UNESCO, 2008).

Os principais pontos a serem trabalhados no projeto da UNESCO (2008) é: construir um conjunto de diretrizes para a promoção profissional dos educadores; ofertar um conjunto básico de qualificações para os professores integrarem as TIC’s ao processo de ensino aprendizagem; expandir o desenvolvimento profissional dos educadores, melhorando suas habilidades pedagógicas usando as TIC’s; e harmonizar diferentes visões em relação ao uso das TIC’s na formação dos educadores.

O projeto da ICT-CST pretende criar um vínculo entre a reforma do ensino e o crescimento econômico e o desenvolvimento social, melhorando a qualidade da educação. Para isso baseia-se em padrões para alfabetização tecnológica, conforme apresentado na tabela abaixo.

Tabela 02. As abordagens de alfabetização tecnológica.

Políticas e Visões Objetivos
I.A. Políticas. I.A.I. Identificar as principais características das práticas em sala de aula e especificar como essas características servem para implementar as políticas.
I.B. Currículo e avaliação. I.B.I. Combinar padrões curriculares específicos para determinados pacotes de programa e aplicativos de computador descrevendo como os aplicativos dão suporte a esses padrões.
I.B.2. Ajudar os alunos a adquirirem habilidades em TIC no contexto de seus cursos.
I.B.3. Utilizar as TIC para avaliar até que ponto os alunos apreenderam o conhecimento da disciplina escolar, dando informação de retorno aos alunos sobre seu desenvolvimento, usando avaliações formativas e cumulativas.
I.C. Pedagogia I.C.1. Descrever como o ensino didático e as TIC podem ser usadas para apoiar a aquisição, por parte dos alunos, do conhecimento da disciplina escolar
I.C.2. Incorporar as atividades apropriadas em TIC aos planos de aula, de modo a ajudar o processo de aquisição, pelos alunos, do conhecimento da disciplina escolar
I.C.3. Usar programa de apresentação e recursos digitais como apoio ao ensino.
I.D. TIC I.D.1. Descrever e demonstrar o uso de equipamentos tecnológicos comuns.
I.D.2. Descrever e demonstrar as tarefas básicas e o uso de processadores de texto, como composição de texto, edição de texto, formatação de texto e impressão.
I.D.3. Descrever e demonstrar a finalidade e as características básicas do programa de apresentação e de outros recursos digitais.
I.D.4. Descrever a finalidade e a função básica do programa de gráficos e usar um pacote com esse tipo de programa para criar uma exibição gráfica simples.
I.D.5. Descrever a internet e a World Wide Web, elaborar seus usos e descrever como funciona um navegador, usando uma URL para acessar um sítio.
I.D.6. Usar uma ferramenta de busca para fazer uma pesquisa booleana por palavra-chave.
I.D.7. Criar uma conta de e-mail e usá-la para uma série contínua de troca de mensagens.
I.D.8. Descrever a função e a finalidade do programa tutorial e de atividades e prática, e como eles apoiam a aquisição, por parte dos alunos, de conhecimento sobre as disciplinas escolares.
I.D.9. Localizar os pacotes de programas educacionais mais adequados e os recursos de Web e avaliá-los em relação à sua precisão e alinhamento com os padrões curriculares, e ajustá-los às necessidades de alunos específicos.
I.D.10. Utilizar o programa de manutenção de arquivos em rede para registrar presença, apresentar as notas e manter os registros do aluno.
I.D.11. Usar tecnologias comuns de comunicação e colaboração, tais como mensagens de texto, videoconferência e colaboração via web e ambientes sociais.
I.E. Organização e administração I.E.1. Integrar o uso de um laboratório de informática às atividades de ensino em andamento.
I.E.2. Gerenciar o uso de recursos complementares de TIC, individualmente, e com pequenos grupos de alunos, a fim de não interromper as atividades de ensino em sala.
I.E.3. Identificar os arranjos sociais adequados e inadequados para usar as diversas tecnologias.
I.F. Desenvolvimento profissional do docente. I.F.1. Usar os recursos de TIC para melhorar sua produtividade.
I.F.2. Usar os recursos de TIC como apoio à sua própria aquisição de conhecimento pedagógico e da matéria.

Fonte: Adaptada de UNESCO 2008.

Segundo essa mesma linha de raciocínio da UNESCO outro órgão internacional que também buscou criar um conjunto de diretrizes para a formação de educadores, foi a International Society for Technology in Education (ISTE). Tais diretrizes orientam a avaliação do que se espera dos educadores quando relacionam educação e tecnologias da informação.

A ISTE (2008), apresenta os seguintes indicadores como base para a formação dos educadores: I. facilitar a aprendizagem e criatividade dos estudantes; II. Projetar e desenvolver experiências de aprendizagem e criar avaliações dentro do contexto atual das TIC’s; III. Apresentar inovadoras habilidades e competências de um profissional da educação; IV. Preparar o educando com pensamento crítico para as responsabilidades e a cidadania digital; e V. aprimorar de forma continua a própria prática, sua liderança, não esquecendo o uso efetivo das TIC’s.

Mediante o uso das TIC’s no ambiente educacional, é possível identificar uma mudança no papel desempenhado pelo professor, bem como as formas de interação entre o educador o educando. O professor passou a ter um papel de facilitador na utilização dos recursos tecnológicos disponíveis, esclarecendo dúvidas, contribuindo na realização de tarefas, bem como de debates e discussões (SILVA et al., 2012).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Essa cultura digital se coloca de várias maneiras e direções na mediação pedagógica, em especial pela necessidade do professor adquirir uma postura diferenciada de forma a orientar seus alunos sobre as facilidades que esses novos recursos trazem para as atividades de pesquisa, a partir da busca de informações e da construção do conhecimento, colocando o sujeito aprendiz como protagonista da construção de saberes.

O professor coloca-se como mediador pedagógico, ou seja, um facilitador, incentivador ou motivador da aprendizagem, com disposição de ser uma ponte entre o aprendiz e sua aprendizagem – uma ponte viva, dinâmica, em constante movimento, que ativamente colabora para que junto com o aprendiz se alcancem os objetivos pretendidos. Dias (2010) afirma que o principal papel do e-moderador consiste em promover uma construção de significados a partir do envolvimento dos participantes de modo que o conhecimento adquirido por estes seja utilizado em novas formas de pensar e agir.

A formação do professor para atender as exigências do novo processo educacional deve considerar que a educação continuada é condição fundamental para a profissão docente. A atuação de qualidade do professor brasileiro em um mundo informatizado vai depender da melhoria significativa de sua formação, de forma a atender as demandas sociais.

O ensino precisa ser ressignificado face às demandas atuais dos estudantes que vivem em sistemas colaborativos interligados de comunicação e se mostram cada vez mais saturados do discurso linear, cansativo, depositário, unidirecional e pouco atrativo da educação tradicional. Portanto, é clara a necessidade urgente de uma (re)estruturação de suas metodologias no campo universitário, acompanhando as demandas da sociedade atua e de maneira crítico-reflexiva.

Recomenda-se então que as instituições estejam sempre atentas as necessidades de seus profissionais para que possa investir e priorizar atividades de capacitação e aprimoramento do ensino, fortalecendo seu próprio corpo de colaboradores e dessa forma, se tornar uma instituição mais concreta, fortalecida e integrada as demandas da sociedade atual.

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[1] Mestre em Ciências da Educação, especialista em Docência do Ensino Superior e Bacharel em sistemas de informação, Docente do Curso de Sistemas de Informação.

[2] Bacharel em Sistemas de Informação, Estudante.

[3] Doutor em Ciência da Informação, Docente e Coordenador de Pesquisa do Curso de Sistemas de Informação da Faculdade Paraíso (FAPCE).

Enviado: Fevereiro, 2019.

Aprovado: Março, 2019.

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