Levantamento Etnobotânico de plantas medicinais utilizadas na ilha de maria guarda – salvador/BA

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Levantamento Etnobotânico de plantas medicinais utilizadas na ilha de maria guarda – salvador/BA
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ARTIGO ORIGINAL

Crismeire Santana Santos [1], Vitor Hugo Migues [2]

SANTOS, Crismeire Santana. MIGUES, Vitor Hugo. Levantamento Etnobotânico de plantas medicinais utilizadas na ilha de maria guarda – salvador/BA. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 04, Vol. 02, pp. 64-77. Abril de 2019. ISSN: 2448-0959.

RESUMO

O presente estudo consiste no levantamento etnobotânico das plantas medicinais comumente utilizadas na Ilha de Maria Guarda, Salvador/BA. Através de entrevistas estruturadas os participantes citaram o equivalente a mais 30 espécies, distribuídas em 24 famílias. Dentre essas famílias a Asteraceae, Lamiaceae, Lauraceae, Poaceae e Rustaceae foram as que tiveram maior representatividade , e suas diversas espécies tem multiplas indicações, desde um simples resfriado ao combate de problemas no trato digestório, nervoso etc. Por isso, que apesar da sua carga histórica a medicina tradicional é resistênte as alterações do tempo, vendo que o repasse de informações é o fator responsável para manter essa prática tão viva e intrinseca. Por fim, esse trabalho teve como objetivo análisar o contexto como um todo, desde os principais modos de uso, indicação terapêutica, dosagem, até aquisição desse conhecimento precocemente.

Palavras-chave: Etnobotanica, Etnofarmacologia, Medicina popular.

INTRODUÇÃO

Desde a antiguidade, a utilização de plantas é presente na população de tal modo que se expandiu, sendo atualmente considerada umas das maiores terapiais alternativas e complementares de todos os tempos (LOYA et al., 2009). E isso é proveniente da facilidade de execução, aquisição e baixo custo. Todo esse combo, contribui para que hoje a fitoterapia não desvaneça na sociedade, favorencendo o chamado “Efeito de gerações” (OLIVEIRA et al., 2010).

Em comunidades tradicionais, perpetua-se uma relativa simbiose entre ser humano e natureza, tanto em sua práxis quanto no campo simbólico, o saber imanente desses grupos acumula, favorece e mantém o conhecimento sobre este território onde é vital que se reconheça a importância da transmissão desse saber às novas gerações. Entretanto, na maioria das vezes, os sujeitos dessas comunidades não se percebem como atores sociais, com direitos e responsabilidades, ou seja, como parte integrante de processos e de transformações locais. É possível identifi car que essas comunidades viveram, e de certa forma ainda vivem, em um mundo invisibilizado (SANTOS, 2007).

E é nesse contexto que a etnobotânica se enquandra, estudando essas inter-relações: ecológicas, evolucionárias e simbólicas, além do reconhecimento da dinamica entre as plantas e o ser humano (ALEXIADES, 1996), de contrapartida com a etnofarmacologia que busca explorar a relação interdisciplinar dos agentes biologicamente ativos dessa medicina amplamente aplicada (BRUHN & HELMSTEDT, 1981).

Com base nessas vantagens que o uso de plantas oferece, as pessoas anulam ou desconhece que as mesmas podem causar efeitos tóxicos quando manuseadas de forma inadequada (AGRA et al., 2007), e isso acontece não somente por falta de informação, mas por poucas espécies serem estudadas para comprovação da sua qualidade, segurança e eficácia terapêutica (ALMEIDA et al., 2009).

Frente a combater esses problemas dessa terapia, a Constituição Federal Brasileira, por meio do Decreto Nº 5.813, de 22 de junho de 2006, aprova a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, afim de garantir o acesso seguro e uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos em nosso país. (MINISTÉRIO DA SÁUDE, 2016), e esse incentivo favoreceu para o desenvolvimentos de diretrizes, dentre elas a estimulação da formação e capacitação de recursos humanos para o desenvolvimento de pesquisas, tecnologias e inovação em plantas medicinais e fitoterápicos.

Nesse âmbito, o presente trabalho tem como objetivo verificar o conhecimento dos moradores da Ilha de Maria Guarda. Resgatando as práticas terapêuticas na pesquisa sobre modo de preparo, indicação de uso, parte da planta utilizada, e dosagem (CANABRAVA, 2008). Além de caracterizar os entrevistados de acordo idade, sexo, estado civil, profissão e formas de aprendizado, com propósito de manutenção da saúde e cura de diversas enfermidades. (ALMEIDA, 2009).

MATERIAL E MÉTODOS

ÁREA DE ESTUDO

Esse estudo foi realizado na Ilha de Maria Guarda, Município de Madre de Deus, Bahia situado há 63 km de Salvador capital do estado (Figura 1). Madre de Deus, segundo dados do IBGE 2017, apresenta área de 32.201 km2, clima tropical e conta com mais de 20 mil habitantes distribuídos na área urbana e arquipélago. A base econômica do local ainda se baseia em Pesca, por esse modo grande parte da comunidade é empiricamente conectada com senso comum o que facilitou a obtenção dos resultados sobre a utilização de plantas medicinais.

Figura 1: Localização da Ilha de Maria Guarda.

Fonte: IBGE

COLETA DE DADOS

As coletas de dados foram feitas na Ilha de Maria Guarda no período de fevereiro a abril de 2018 com entrevistas estruturadas contendo perguntas de cunho objetivo e subjetivo com dialogo de duração equivalente a 20 min (MAGALHÃES et al., 2011), abrangendo o total de noventa participantes, que na sua maioria foram mulheres entre as faixas etária acima de sessenta anos (Figura 2).

Figura 2: Distribuição percentual da faixa etária apresentada pelos entrevistados.

Fonte: autor

Os critérios de exclusão por idade não foram empregados pois um dos intuitos do estudo foi a analise observacional do mantimento desse conhecimento através de gerações, e isso acontece precocemente.

No mais, o levantamento de dados se ateve a atender os requisitos mínimos da pesquisa que foi indagar quais plantas e parte desta mais utilizadas, sua indicação terapêutica e modo de preparo (TULER, 2011). Sem olvidar que os integrante foram informados de forma individual o objetivo do trabalho tal como a não obrigatoriedade de participação.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Através das entrevistas realizadas com noventa moradores locais, foram identificados 34 espécies distribuidas em 23 familias (Quadro 1). Dentre as famílias mais representativas estão a Asteraceae, Lamiaceae, Lauraceae, Poaceae e Rustaceae. Foram feitos ao todo 232 citações de uso de plantas medicinais, as mais citadas foram Cymbopogon citratus (Capim santo), Melissa officinalis (Erva cidreira), Cariandrum sativum (Coentro), Schinus terebinthifolius (Aroeira) Lavandula sp (Alfazema), Allium Sativum (Alho) e Citrus limon (Limão), que reflete no consenso uso da comunidade creditado a validação dos poderes curativos e preventivos dessas plantas.

Asteraceae e Lamiaceae são famílias predominantes em vários levantamentos etnobotânicos realizados pelo mundo e também no Brasil (CANALES, 2005; GHORBANI, 2005; THRING, 2006). O uso de plantas destas duas famílias Asteraceae e Lamiaceae para fins medicinais também foi predominante em Ilhéus, Região Sul da Bahia (SANTOS 2001) e Ouro Verde de Goiás, Goiás (SILVA & PROENÇA 2008). A família Asteraceae inclui cerca de 23.000 espécies distribuídas em 1.535 gêneros, sendo considerada uma das maiores famílias botânicas (BREMER, 1994).

A América Latina é considerada um centro de diversidade de Asteraceae, sendo que em algumas regiões a família chega a representar 20% da flora segundo Cabrera (1978) e 10% da flora mundial (BREMER, 1994). Para o Brasil são estimados aproximadamente 180 gêneros e 3.000 espécies Hind (1993) com ampla distribuição entre as regiões e formações florestais. Uma das principais características das Asteraceae é a diversidade de substâncias químicas, produzidas como sistema de defesa, que inclui a produção de compostos secundários, especialmente os polifrutanos, inulinas e as lactonas sesquiterpênicas, além de óleos voláteis e terpenóides (CRONQUIST, 1981). Talvez esta característica seja a principal responsável pela expressiva importância econômica da família na medicina tradicional (ROQUE & BAUTISTA 2008). Além do uso terapêutico, várias espécies têm sido utilizadas na alimentação, indústria de cosméticos e ainda como plantas ornamentais.

O número de etnoespécies levantadas é comparável a outros trabalhos realizados em áreas de mata Atlântica no Brasil: em Itacaré, BA, 98 espécies (PINTO, AMOROSO, FURLAN 2006), 109 espécies em Nova Rússia, SC (ZENI & BOSIO 2011), 124 espécies em Luminárias, MG (RODRIGUES et al 2002). Em regiões de grande diversidade biológica é de se esperar que os levantamentos etnobotânicos resultem num maior número de espécies citadas, visto que este conhecimento é reflexo da íntima ligação entre as comunidades e o ambiente em que vivem. Gupta 2005, em seu trabalho realizado em áreas hot spots, com alta diversidade e endemismos, mostrou um aumento no número de plantas utilizadas pelas comunidades locais para fins medicinais em relação aos locais de biodiversidade menos expressiva.

Outro quesito observado foi a parte da planta utilizada, nesse caso as folhas representaram mais de 50% das citações, seguidas de flores, ritidoma e de frutos. Isso se deve ao fato das folhas serem coletadas com mais facilidade e serem encontradas em praticamente o ano todo, corroborando com as observações de Castellucci et al. (2000), Pereira et al. (2004) e Silva et al. (2009)., relacionando ao fato da facilidade de obtenção e conservação da mesma (OLIVEIRA, 2012). Ainda hoje, o ranque do modo de uso é a infusão, e esse preparo como mostrado na tabela é destinado a diversas indicações, que por vezes é de conhecimento empirico e não comprovatório. Deste modo, ocorre também a conservação da planta para usos posteriores, pois não há impedimento do crescimento e reprodução do espécime com a coleta das folhas, como destacado por Silva et al. (2009). O Eugenol, presente na alfavaca, é o composto responsável pelas ações biológicas (Matos, 2000). A forma de preparo mais utilizada no povoado de Manejo é o chá, por infusão, corroborando com os estudos de Corrêa Junior et al. (1994) e Kffuri (2008). A maceração, banhos, inalação, pomada e cataplasma são as demais formas de uso.

Grande parte dos entrevistados afirmou que faz uso das plantas medicinais sempre que é preciso, e também por acreditar que elas não fazem mal à saúde. Sempre que alguém na família adoece e o problema é considerado de menor gravidade, a primeira atitude é recorrer aos chás, xaropes e outros. Caso o tratamento inicial não obtenha bons resultados, o médico é então procurado. Esta forma de agir também foi observada no município de Santo Antônio de Leverger, no Mato Grosso, por Amorozo (2002). Não é hábito a utilização das plantas associadas aos medicamentos industrializados, por temerem que essa associação cause algum dano ao organismo, confirmando os dados obtidos por MenonMiyake et al. (2004).

Como nesse estudo não houve critérios de exclusão, nota-se que desde muito jovens adolecentes conhece sobre determinadas plantas; casos esses por influências de parêntes de certa idade que vê a fitoterapia ainda hoje como forma de tratamento único. Por muitas entrevistas, varios moradores destacavam sofrer de algum tipo de patologia como Hipertensão ou Diabetes, e evitam ás vezes a terapia convencional para consumo dessas matérias-primas, crentes que solucionam sim os seus problemas.

Segundo AMOROZO & GÉLY (1988), existe certa diferenciação entre o conhecimento do homem e da mulher com relação às plantas que crescem em ambientes manejados ou não. De modo geral, a mulher domina melhor o conhecimento das plantas que crescem próximo a sua residência, no quintal e no sítio, enquanto o homem conhece mais as plantas do mato. Porém esta ambivalência não é constante, algumas mulheres conhecem os “remédios do mato” tão bem como seus maridos. MING (1995) interpreta que esse número pode estar relacionado ao local da entrevista e a atividade dos entrevistados. Perguntados quanto ao motivo do uso da fitoterapia em detrimento dos medicamentos sintéticos, 44% dos informantes responderam que utilizam as plantas medicinais por essas não fazerem mal à saúde, demonstrando a falta de conhecimento e a necessidade de orientação por profissionais capacitados (ALMEIDA et al., 2009).

Outro ponto de análise, é a respeito da não padronização da dosagem para preparação, esquecendo o fato de que algumas plantas podem induzir reações adversas em certas quantidades, porém apesar disso, não foram relatados efeitos colaterais com o uso medicinal na comunidade. Desse modo, a educação continuada no campo da Assistência e Atenção farmacêutica é importante para alertar os individuos que planta podem, sim, causar um risco a sáude. Mas para isso, é preciso ter cautela, afinal de conta o senso comum para ser quebrado demanda tempo, ainda mais em um local onde o mesmo é intrinseco.

Com relação à finalidade das preparações caseiras, observou se maior utilização em casos de doenças que envolvem problemas inflamatórios, infecciosos e gripe (Tabela I), com o uso da mesma planta em diversas patologias e a adoção freqüente de associações com 1 ou até 3 espécies vegetais no preparo da forma desejada. Problemas inflamatórios também são os principais motivos de utilização das plantas medicinais em Campina Grande, com emprego frequente de misturas contendo várias plantas, as chamadas “garrafadas”, o que muitas vezes é uma prática muito perigosa (ALVES et. al., 2007). De acordo com WICTHL (1989), um chá medicinal típico possui uma combinação fixa de drogas. É considerada como prática farmacêutica segura ter não mais do que 4 a 7 ervas combinadas. Quanto à obtenção das plantas medicinais pelos entrevistados, a maioria (79,16%) as cultiva em jardins ou pequenas hortas no quintal de casa, e as plantas nativas são coletadas nas regiões de mata próximas ou no pasto.

QUADRO 1. Espécies de plantas medicinais utilizadas no povoado da Ilha de Maria Guarda., Bahia. Nome científico (NC), nome popular (NP), , família, total de citacões, parte utilizada (PU), forma de uso (FU) ,estado de uso (EU) e indicação das trinta e três plantas mais utilizadas pelos entrevistados do povoado

Nome científico Nome popular Família Citação Parte utilizada Forma de uso Estado de uso Indicação medicinal
Allium sativun alho Amaryllidaceae 10 Bulvo e folhas Maceração Verde, em pó Hipertensão, redução de colesterol, tosse
Aloe vera Babosa Liliaceae 5 Folhas Sumo, infusão, chá Verde Cicatrizante, queda de cabelo, queimadura, cêncer, tira manchas, infecção
Coriandrum sativum Coentro Apiaceae 7 Folhas, sementes Infusão, condimento culinário Verde Antiinflamatório, emagrecimento, cólicas
Carica papaya Mamão Caricaceae 7 Fruto Alimentação, infusão Maduro Prisão de ventre
Chenopodium aumbrosioide Mastruz Chenopodiaceae 2 Folhas Garrafada Verde Vermes, cicatrizante, machucados, infecção, fraturas, dor de barriga
Arnica montana arnica Asteraceae 1 Folhas Tintura Seco Machucado, dores
Cinnamomum zeylanicum Canela Lauraceae 2 Caule Chá Seco Colica, pressão alta
Citrus limon Limão Rutaceae 10 Folhas, fruto Infusão Verde Gripe, dor de garganta
Citrus sp. Laranja Rutaceae 8 Casca, folhas Infusão/chá Verde, maduro Gripe, dor de garganta
Cymbopogon citratus Capin santo Poaceae 20 Folhas Infusão Seco Dor de barriga
Cocus nucifera Coco Arecaceae 6 Fruto in natura, suco Verde Hidratação, colicas
Grazuma ulmifolia Mutamba Malvaceae 1 Casca Infusão Seco Hidratação, casca, queda de cabelo
Ipomoeae batatas Batata doce Conculculaceae 3 Folhas Infusão Verde Perda de peso
Lavandula sp. Alfazema Lamiaceae 14 Folhas, flores Infusão Verde Pressão alta, calmante, cicatrizante, lavagem feminina
Laurus nobilis Louro Lauraceae 9 Folhas Infusão Seco, verde Antiinflamatório, combate a doenças respiratórias
Malpighia emarginata Acerola Malphighiaceae 5 Folhas, fruto Infusão Verde, maduro Gripe, espectorante
Matricaria chamomilla Camomila Asteraceae 6 Flor Infusão Seco Calmante
Melissa officinalis Erva cidreira Lamiaceae 20 Folhas Decocção Verde Insonia, calmante, vermes, gripe
Mentha rotundifolia Mentrasto Laminaceae 20 Folhas Decocção Verde Cólica intestinal, vermes, ciminuir colesterol
Passiflora sp. Maracujá Passifloraceae 5 Fruto Suco Maduro Calmante
Peteveria olliacea Guiné Phytolaccaceae 3 Folhas Chá Verde Combvate a doenças respiratórias
Peumus boldus Boldo Monimiaceae 9 Folhas Infusão Verde Dores estomacais, tosse, gripe
Pimpinella anisun Erva doce Lamiaceae 5 Folhas, sementes Infusão Seco. Verde Gases, prisão de ventre
Psdum guajava Goiaba Myrtaceae 1 Folha, fruto Infusão Verde Dor de barriga, gripe
Ruta graviolens Arruda Rutaceae 4 Folhas Decocção Verde Dores estomacais
Saccharum officinarum Cana de açúcar Poaceae 3 Fruto Infusão Verde Diabetes
Schinus terebinthifolius Aroeire Anacardiaceae 12 Casca, folhas Infusão Verde Tosse, azia, gastrite
Sichium edule Chuchu Cucubitaceae 6 Fruto Suco Verde Hipertensão
Solanum lycopersicum Tomate Solanaceae 5 Fruto Infusão Verde Acne, combate a caspa
Tagestes patula Cravo de defunto Asteraceae 6 Flor Infusão Maduro Cicatrizante, antibacteriano, antiinflamatório
Zinziber officinale Gengibre Pedaliaceae 7 Fruto, folhas, raiz In natura, chá Gripe, dores estomacais

 

CONCLUSÃO

Conclui-se que o uso de plantas medicinais na comunidade da Ilha de maria guarda é bastante frequente, visto que essa cultura atravessa gerações, pois os jovens do local de certa forma são conectados com a fitoterapia. Essa familiaridade se relaciona com o fato dessa terapia ser de fácil acesso e baixo custo.

E devido a essa gama de vantagem, a população anula que planta assim como qualquer medicamento tem dosagem certas para ser administrada, e isso em Maria Guarda é desconhecido, o uso indiscriminado de Plantas medicinais ainda é comum.

Nesse sentido, a atenção farmacêutica é de grande valia para o auxilio do uso racional dessa terapia.

REFERÊNCIAS

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TULER, A. C. Levantamento etnobotânico na comunidade rural de São José da Figueira, Durandé, MG, Brasil. 2011. Disponível em: . Acesso em: 31 jan. 2018.

[1] Centro Universitário Ruy Barbosa, Graduanda em Farmácia, Campus Paralela, Salvador, Bahia.

[2] Doutor em Química orgânica, Centro universitário Ruy Barbosa, Wyden, Farmácia, Campus Paralela, Salvador, Bahia.

Enviado: Março, 2019

Aprovado: Abril, 2019

Como publicar Artigo Científico
Possui graduação em Química Licenciatura pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (2012) e Mestrado em Química Analítica (2014) pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Atualmente é estudante de doutorado em Química Orgânica pela Universidade Federal da Bahia. Possui experiência na área de determinação de íons metálicos nas mais diversas matrizes por UV-Vis, ICP OES, FAAS e ICP-MS.

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