A gravidez precoce e seus desdobramentos

0
901
DOI: ESTE ARTIGO AINDA NÃO POSSUI DOI SOLICITAR AGORA!
ARTIGO EM PDF

REVISÃO INTEGRATIVA

MAIA, Janize Silva [1], VERDI, Regiane Ananias [2], GRAZIANO, Vanessa [3]

MAIA, Janize Silva, VERDI, Regiane Ananias, GRAZIANO, Vanessa. A gravidez precoce e seus desdobramentos. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 02, Vol. 04, pp. 82-97. Fevereiro de 2019. ISSN: 2448-0959.

RESUMO

Introdução: A adolescência é um período de muitas modificações no corpo e mente caracterizado por sensações, emoções e conflitos; fase de transição entre a infância e vida adulta. A iniciação sexual acontece cada vez mais cedo entre adolescentes de 12 a 18 anos e a gestação pode acontecer a partir disto. Objetivo: evidenciar as consequências da gravidez na adolescência. Material e método: revisão integrativa da literatura fundamentada em protocolo previamente estabelecido, a partir da questão norteadora “Quais as consequências da gravidez na adolescência?” em publicações indexadas entre 2013 e 2018 nas bases de dados Lilacs, SciELO e Medline, em língua portuguesa, disponíveis na íntegra. Foram selecionados 100 inicialmente e, após análise, selecionados 45 artigos, dos quais 10 responderam efetivamente ao objetivo. Resultado: dificuldades de adaptação da adolescente, companheiro e família, frente às mudanças que uma gestação proporciona. Medo, insegurança, evasão escolar, abandono, falta de adesão ao pré-natal nas gestações subsequentes estão entre os desdobramentos da gravidez na adolescência. Conclusão: grupos de apoios e de planejamento familiar que são oferecidos nas UBS são de extrema importância, por isso, profissionais da saúde, sobretudo enfermeiros, necessitam de preparo para lidar com a demanda apresentada, pois o acesso à internet, tecnologia pode trazer informações não seguras a este público que pela fase da adolescência apresenta vulnerabilidades. Uma equipe multidisciplinar preparada pode trazer muitos ganhos à vida dos adolescentes tendo a chance de diminuir o índice de gravidez na adolescência, proporcionando qualidade de vida a este público que representa uma camada tão importante da sociedade.

Palavras-chave: gravidez na adolescência, assistência centrada ao paciente, enfermagem.

INTRODUÇÃO

A adolescência é um período de muitas modificações no corpo e na mente do ser humano, responsável por uma turbulência de sensações, emoções e conflitos, isto é, uma fase de transição entre a infância e vida adulta1.

A iniciação sexual acontece cada vez mais cedo entre adolescentes de 12 a 18 anos e a gestação pode acontecer a partir disto. Estudos apontam que a gestações a partir dos 12 anos de idade e quanto mais precocemente acontece a gravidez as adolescentes deixam os estudos, adiam seu início no mercado de trabalho, ficam expostas e vulneráveis aos julgamentos e preconceitos da sociedade2.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) ressalta algumas complicações na gestação como anemias, hipertensão, aborto espontâneo, trabalho de parto prematuro, morte materna devido a imaturidade física, funcional e emocional que acontecem na adolescência, além das repercussões nas áreas psicossocial e biológica³.

A imaturidade emocional para a responsabilidade da maternidade representa um dos diversos motivos responsáveis pela sensação de despreparo de muitas adolescentes. Por esta razão, a rede de apoio tem uma relevância nesse processo, onde familiares, amigos e profissionais da saúde podem oferecer auxílio à mãe e ao bebê para que ambos possam passar pela experiência da maternidade da melhor maneira possível4.

Neste contexto, o enfermeiro pode beneficiar o transcurso do período gestacional da adolescente proporcionando um acompanhamento seguro, humanizado, atendendo suas necessidades físicas, psíquicas e sociais. Este estudo tem como objetivo evidenciar as consequências da gravidez na adolescência.

MATERIAL E MÉTODO

Trata-se de um estudo de revisão integrativa da literatura de estudos científicos, por meio da identificação, análise e síntese dos resultados de estudos sobre o mesmo assunto, a parir de publicações no período de 2013 a 2018.

As etapas desta revisão foram fundamentadas em protocolo previamente estabelecido, visando manter o rigor científico e metodológico: 1) elaboração da pergunta de pesquisa; 2) definição dos critérios de inclusão de estudos e seleção da amostra (busca ou amostragem na literatura); 3) representação dos estudos selecionados em formato de tabelas, considerando todas as características em comum (coleta de dados); 4) análise crítica dos estudos incluídos, identificando diferenças e conflitos; 5) interpretação/discussão dos resultados; 6) apresentação da revisão integrativa de forma clara e objetiva das evidências/dados encontrados.

Para responder à questão norteadora da revisão “Qual a contribuição do enfermeiro a gestante adolescente?”, realizou-se a busca bibliográfica das publicações indexadas nas bases de dados SciELO, LILACS e MEDLINE, a partir dos seguintes descritores: gravidez na adolescência; assistência centrada ao paciente; enfermagem.

Os critérios de inclusão dos estudos foram: pesquisas originais, revisões de literatura (sistemática, integrativa ou narrativa) e relatos de experiência publicados entre 2013 a 2018, em língua portuguesa e disponíveis na íntegra. Os critérios de exclusão foram duplicidade dos artigos, editoriais, e estudos de casos. Foram selecionados 100 inicialmente e, após análise dos critérios de inclusão, selecionados 45 artigos, dos quais 10 responderam efetivamente ao objetivo.

Um instrumento foi elaborado para a coleta e análise dos dados dos estudos incluídos. Neste instrumento foram registradas as seguintes informações: autoria, ano de publicação, periódico, título do estudo, objetivo do estudo.

RESULTADOS

DESCRIÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DOS ESTUDOS

As publicações selecionadas para a identificação dos desdobramentos da gestação na adolescência, segundo ano de publicação, título, periódico e objetivo do estudo e, os resultados da revisão categorizados em: adolescência; gravidez; fatores que favorecem a gravidez na adolescência e; intervenções do enfermeiro junto a adolescente grávida.

Ano Autor Título Periódico Objetivo Principais desdobramentos da gravidez na adolescência
2014 Taborda et al Consequências da gravidez na adolescência para as meninas considerando- se as diferenças socioeconômicas entre elas. Revista Cadernos Saúde Coletiva Identificar e analisar as consequências objetivas e subjetivas de uma gravidez em adolescentes, considerando-se as diferenças socioeconômicas entre elas.

– Vivência de sentimentos como medo, insegurança, ansiedade, instabilidade emocional, solidão, rejeição, pensamentos depressivos.

– Dificuldades, para o retorno das atividades antes desempenhadas com maior facilidade.

2014 Jager et al A opinião de estudantes de medicina e enfermagem sobre gravidez na adolescência. Revista Psicologia Argumento Conhecer as opiniões de estudantes de medicina e enfermagem sobre as causas da gravidez durante a adolescência e sobre o atendimento em saúde prestado a essa população.

– Dificuldades na adesão ao pré-natal, por vergonha, rejeição da gravidez,

– Dificuldades em estabelecer vínculos.

2014 Nunes et al Histórias de aborto provocado entre adolescentes em Teresina, Piauí, Brasil. Revista Ciência e Saúde Coletiva. Caracterizar os métodos, o percurso e as redes de apoio das adolescentes para a interrupção da gestação. – Aborto e com ele, infecções, aborto retido, choque hipovolêmico e perfuração uterina.
2015 Araújo et al Gravidez na adolescência: Consequências voltadas para a mulher. Revista Intesa Identificar as principais consequências da gravidez enfrentadas pelas adolescentes e avaliar o conhecimento das mesmas.

– Gestação de risco, pois seu organismo ainda está em maturação, os hormônios ainda se encontram em ajustes.

– Risco de pré-eclâmpsia, síndrome hipertensiva da gravidez (SHG), risco de anemias, de infecções, diabetes gestacional, parto prematuro, desequilíbrio emocional pela dor do parto e no pós- parto o risco de depressão.

2015 Ortiga et al Percepção da assistência pré-natal de usuárias do serviço público de saúde. Revista Enfermagem UFSM Identificar as percepções de gestantes usuárias do serviço público de saúde sobre a assistência pré-natal. – A adolescente gestante, dentre as consequências sociais, físicas e psicológicas que apresentam com a gestação não planejada, durante a gravidez tem dificuldade de fazer o acompanhamento pré-natal, por sentimento de vergonha e negação com a situação enfrentada.
2015 Azevedo et al Complicações da gravidez na adolescência: Revisão sistemática da literatura. Revista Einstein Avaliar as complicações relacionadas a gravidez na adolescência, por meio de uma revisão sistemática.

– Desequilíbrios na saúde psicológica,

– Abandono da adolescente por parte dos familiares ou companheiro,

– Rejeição da mãe para o filho,

– Transtornos emocionais,

– Evasão escolar,

– Gravidez de repetição em curto espaço de tempo,

– Uso de álcool, cigarro ou drogas,

– Pensamentos suicidas,

– Automutilações.

2015 Adesse et al Complicações do abortamento e assistência em maternidade pública integrada ao programa nacional rede cegonha. Revista Saúde debate Descrever o perfil sociodemográfico, obstétrico e assistencial de todas as internações de abortamento em maio-agosto de 2012, em emergência em estudo transversal. – Aborto é considerado umas das consequências de uma gestação não planejada.
2017 Freitas

et al

Gravidez na adolescência: Contexto social, problemas relacionados e abordagem preventiva. Revista Eletrônica Acervo de Saúde Apresentar os principais resultados publicados na literatura científica nos últimos anos a respeito de gravidez na adolescência. – Dificuldades de adaptação da adolescente, companheiro e família, frente às mudanças que uma gestação proporciona.
2018 Miura et al O desamparo vivenciado por mães adolescentes e adolescentes grávidas acolhidas institucionalmente Revista Ciência e Saúde Coletiva Compreender a experiência emocional decorrente da violência intrafamiliar vivenciadas pelas mães adolescentes e adolescentes grávidas acolhidas institucionalmente – Abandono do filho pela adolescente.
2018 Santos et al Realidades e perspectivas de mães adolescentes acerca da primeira gravidez. Revista Brasileira de Enfermagem Compreender a trajetória dos adolescentes em relação á primeira gestação contemplando realidades e perspectivas. Meninas que ficaram grávidas na adolescência, tiveram como consequências assumir a responsabilidade de cuidar de um filho, vulnerabilidade emocional, rompimento com os estudos, amadurecimento precoce interrompendo a vivência da adolescência.

Quadro 1 – Integração das publicações que retratam o tema pré-natal de qualidade. São Paulo, Brasil, 2019.

A figura 1, a seguir, apresenta a distribuição dos estudos selecionados, segundo o ano de publicação.

Figura 1 – Distribuição das publicações por ano. São Paulo, Brasil, 2019.

ADOLESCÊNCIA

A adolescência representa o momento na vida do ser humano em que ocorrem mudanças físicas, psicológicas e sociais. Abrange o período de 12 a 18 anos de idade, fase que divide a infância da vida adulta onde tanto meninos como meninas demonstram características como imediatismo, instabilidade emocional e cria um sistema de valores próprios em busca de identidade a definir na vida adulta e seu papel na sociedade5.

As mudanças físicas se iniciam ainda na infância, proporcionando às crianças pré-adolescentes insegurança e ao mesmo tempo ansiedade. Nas meninas acontece o desenvolvimento mamário, os ciclos ovulatórios e menarca. Em ambos os sexos acontece o aparecimento de pelos pubianos e axilares, início da vida reprodutiva e das relações sexuais, tornando este momento em incertezas, isolamento dos familiares, misturando os conflitos emocionais e de vida social6.

Quanto mais cedo se inicia a vida sexual, menores são as chances de orientação e uso dos métodos contraceptivos tornando os adolescentes mais vulneráveis à gravidez e infecções sexualmente transmissíveis (IST). Neste contexto os meios de comunicação e o fácil acesso à internet, na maioria das vezes estimulam comportamentos que incentivam o exibicionismo, a busca pelo padrão de beleza, do prazer físico, sexo como uma mercadoria de consumo e proporcionam a muitos adolescentes uma inversão de valores e a banalização do ser humano7.

O uso abusivo das mídias incluindo as redes sociais, internet e televisão podem exercer influência sobre o aspecto emocional dos adolescentes, fazendo com que os mesmos apresentem agressividade, comprometimento no desempenho de atividades diárias e intelectuais, exposição exagerada da sua imagem, aumentando sua vulnerabilidade à violência sexual, deturpação da sua autoimagem, uso de drogas lícitas e ilícitas8. Estudos apontam que podem ocorrer depressão e tentativa de suicídio quando esses jovens são expostos de forma abusiva à internet e redes sociais9.

GRAVIDEZ

A gravidez é um período de diversas alterações no organismo da mulher, onde por 40 semanas ou 280 dias ocorre a fecundação, a formação e desenvolvimento do feto. A primeira etapa do desenvolvimento humano se inicia no momento da concepção entre espermatozoide e óvulo, depois ocorre à fase embrionária que tem duração até a 10º semana de gestação, onde acontece a formação do cordão umbilical dando origem ao vínculo mãe e filho e através deste cordão a mãe irá sustentar, quando considerados a alimentação e o aspecto emocional10.

No processo fisiológico compreendido na gravidez acontecem diversas modificações no organismo da mulher como: aumento do peso corporal, aumento do tamanho e peso uterino, aumento das mamas e produção de leite, mudanças musculoesqueléticas, mudanças na pele, mudanças nos aspectos emocionais e psicológicos e alterações hormonais. Todas essas ações são esperadas para que a gravidez se desenvolva de forma saudável de acordo com a normalidade de uma gestação de baixo risco11.

No tocante à alteração musculoesquelética, ocorre a produção de relaxina hormônio responsável por deixar as articulações mais instáveis alterando o centro de gravidade e postura da mulher. Ocorre também maior curvatura da coluna lombar, protrusão dos ombros e o aumento da cifose torácica, proporcionando a lombalgia, uma das principais queixas entre as gestantes. A lombalgia pode ter início em torno de 16º semanas de gestação interferindo na qualidade de vida da mulher gestante. 12.

Na gravidez é comum acontecer alterações dermatológicas, como a hiperpigmentação da pele. Essas alterações podem ser percebidas na presença da linha nigra ou línea Alba onde se forma uma mancha vertical na região do apêndice xifoide até a sínfise púbica, desaparecendo no período do pós-parto. Outras áreas onde há bastante alteração na pigmentação são nas axilas, mamilos ao redor da aréola, períneo e face interna da coxa, uma das principais alterações do tecido conjuntivo que afetam a maioria das grávidas são as estrias, localizadas geralmente no abdômen, nas coxas, nas mamas, nos glúteos, nos braços e na região lombar13.

FATORES QUE FAVORECEM A OCORRÊNCIA DA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

A adolescência, cujo significado no latim é crescimento, desenvolvimento e amadurecimento envolve a curiosidade, que por sua vez, pode favorecer a relação sexual precoce, consequentemente, gravidez indesejada14. Pesquisas apontam que a iniciação sexual tem ocorrido entre 14 e 15 anos em média. A maioria destes jovens não utilizam métodos contraceptivos correndo o risco de ter uma gestação indesejada e contrair IST15.

A gravidez na adolescência tem tido alta prevalência no território brasileiro e, por isso, se transformado em questão de saúde pública: neste ano de 2019 a primeira semana de fevereiro foi instituída como a semana de prevenção à gravidez na adolescência, por meio da Lei 13798/19 publicada em 04 de janeiro no Diário Oficial da União. Existem alguns fatores relevantes que podem desencadear a gestação tais como baixa escolaridade, início precoce de contato sexual, histórico de gravidez na adolescência por parte materna, falta de orientação sexual e relações familiares conflituosas16.

Em lugares onde a situação econômica é comprometida e onde famílias vivem sob o contexto de vulnerabilidade social, a gravidez na adolescência acontece com maior frequência: meninas engravidam na tentativa de construir sua própria família para sair do contexto da pobreza ou do contexto familiar que abrange violência, desequilíbrios emocionais, ou na tentativa de adquirir independência, no entanto, os adolescentes ainda não têm preparo psicológico suficiente para lidar com tamanha responsabilidade e compromisso17.

DESDOBRAMENTOS DA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

A sexualidade tem diferentes abordagens entre os sexos; para os meninos surge o incentivo da iniciação sexual para afirmação de sua virilidade e heterossexualidade, no entanto, as meninas são incentivadas a protelarem a iniciação sexual18.

A gravidez na adolescência tem atingido muitas meninas atualmente, tanto em locais desenvolvidos quanto em locais subdesenvolvidos acometidos pela pobreza e situações de vulnerabilidade social. Na descoberta da gestação a menina, o companheiro, quando permanece na relação e as famílias terão que se adaptarem às mudanças que uma gestação proporciona, sendo assim um grande desafio19.

A gestação não planejada permite aos adolescentes vivenciarem sentimentos como medo, insegurança, ansiedade, instabilidade emocional, solidão, rejeição e em alguns casos pensamentos depressivos. As adolescentes após o parto podem expressar dificuldades para o retorno das atividades antes desempenhadas com maior facilidade, entre elas viajar, estudar, trabalhar, sair com amigos e manter estabilidade financeira20.

A gestação nesta fase da vida de uma mulher é considerada de risco, pois seu organismo ainda está em maturação e os hormônios, ainda encontram-se em ajustes, existe o risco de pré-eclâmpsia, síndrome hipertensiva da gravidez (SHG), anemias, infecções, diabetes gestacional, parto prematuro, na formação do feto tem o risco de malformações congênitas, baixo peso ao nascer, no momento do parto tem o risco de sofrimento fetal, desproporção céfalo-pélvica, desequilíbrio emocional pela dor do parto e, no pós- parto, o risco de depressão21.

Como consequências a gestação pode trazer a adolescente situações de ruptura social, desequilíbrios no que diz respeito à saúde psicológica como abandono da adolescente por parte dos familiares ou companheiro, rejeição da mãe para o filho, transtornos emocionais, evasão escolar, gravidez de repetição em curto espaço de tempo, uso de álcool, cigarro ou drogas, pensamentos suicidas e automutilações22.

Uma pesquisa realizada em março de 2013, no Ceará cujo objetivo era abordar as narrativas de gestantes adolescentes sobre a primeira gravidez mostrou, de acordo com os depoimentos colhidos, que as meninas não faziam uso de métodos contraceptivos, não usavam pílulas anticoncepcionais pelo medo de descoberta dos pais, desinformação na forma de tomar, medo de engordarem com a ingestão dos hormônios que compõem os anticoncepcionais, não obtinham informações sobre sexualidade e os companheiros não aceitavam usar preservativos23.

A sexualidade ainda é tratada como tabu no que diz respeito à educação em saúde para adolescentes, pois é tratada de forma mais punitiva do que preventiva. A ausência de diálogo e a educação dada de forma autoritária abre espaço para mitos, colocando os adolescentes em um grupo de risco para a ocorrência de gestação precoce e IST24.

Neste cenário, o aborto também aparece entre as consequências da gestação na adolescência. Estudos obtidos por meio da Pesquisa Nacional de Aborto (PNA) demonstraram que 17% das meninas cometeram aborto entre os 12 aos 17 anos de idade. De acordo com o código penal de 1940, o aborto induzido é considerado ilegal com exceção nos casos de estupro e risco de morte para mulher gestante e, por isso, a gestante que opta pelo aborto ilegal, se expõe a locais que não seguem práticas seguras, correndo riscos durante e após o procedimento25.

Um dos métodos abortivos utilizados é o comprimido de misoprostol, um medicamento utilizado estritamente em ambiente hospitalar, no caso de mulheres com aborto retido. Vendido de forma ilegal pela internet, onde adolescentes e mulheres têm livre acesso para sua utilização, o mesmo é amplamente utilizado. O aborto pode ter algumas complicações como infecções, aborto retido, choque hipovolêmico e perfuração uterina26.

Diante de uma gravidez não planejada a gestante, quando abandonada pelo companheiro sofre um estresse considerável em assumir a responsabilidade de criar um filho solitariamente. Estudos apontam que essa criança poderá ter consequências deste abandono como sentimento de insegurança, déficit no desenvolvimento emocional, dificuldade na fase escolar e ao crescer pode procurar parceiros que preencham essa ausência paterna, envolvendo-se em relacionamentos abusivos, podendo também ter uma gestação precoce como a mãe, repetindo o ciclo27.

O pré-natal tem como função acompanhar a mulher desde o início da gestação até o final, este acompanhamento se dá em consultas mensais, quinzenais e semanais feitas por médicos obstetras ou enfermeiras especializadas. Nestas consultas a gestante tem a oportunidade de esclarecer dúvidas, receber orientações sobre cada fase da gestação e ter o incentivo de realizar o autocuidado18.

As adolescentes gestantes podem apresentar dificuldades na adesão ao pré-natal, por sentirem vergonha, por rejeição da gravidez, temor de um possível julgamento dos profissionais da saúde que irão atendê-las e, por isso, demoram para estabelecer vínculos. A gravidez na adolescência abrange não só aspectos físicos na consulta de pré-natal como aspectos psicológicos e empatia do profissional em acolher essa paciente24.

Compreender as necessidades das gestantes adolescentes e oferecer uma escuta qualificada pode favorecer o direcionamento das ações da equipe de saúde para aperfeiçoamento do pré-natal, preparando a gestante para o momento do parto, permitindo que ela tenha esclarecimentos para ser protagonista do nascimento do seu bebê e ter uma maternidade segura baseada em informações de qualidade trazida por profissionais dedicados e preparados para lidar com este público alvo28.

INTERVENÇÕES DO ENFERMEIRO JUNTO A ADOLESCENTE GRÁVIDA PARA CONTRIBUIÇÃO

A enfermagem, popularmente conhecida como a arte de cuidar, surgiu em meados do ano de 1820. Até então, a prática dos cuidados em saúde era realizada por freiras com o objetivo de ajudar o próximo e amenizar seus pecados. Durante a guerra da Criméia uma jovem britânica, Florence Nightingale apareceu e começou a cuidar de refugiados e feridos, juntamente com as freiras29.

A evolução da enfermagem foi acontecendo ao longo dos anos, sendo necessário um sistema, que melhorasse a qualidade desta assistência prestada, resultando na Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), composta por cinco etapas: histórico, diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação30.

Na obstetrícia existem os profissionais da enfermagem especializados em gestação, parto, nascimento e puerpério, maioria sendo do sexo feminino, que proporcionam acompanhamento à mulher desde a gestação, parto e pós-parto, sendo capacitados a atuarem em situações de baixos e altos riscos obstétricos31.

Uma pesquisa realizada em 2013 com o objetivo de conhecer as práticas de cuidado e os valores culturais de enfermeiras ao cuidarem de gestantes, demonstrou através de entrevistas com as gestantes que elas se sentiam seguras e acolhidas com a assistência prestada por enfermeiras durante o pré-natal, parto e pós-parto, ratificando que por meio de ricas orientações e contribuições para uma maternidade consciente, a essência da enfermagem é a arte de cuidar32.

Toda a discussão deste artigo pauta-se no aumento das taxas de maternidade na adolescência, sobretudo na última década, nos diferentes contextos sociais e familiares, responsável por possíveis consequências psicossociais, econômicas e obstétricas comprometendo não só a saúde da mãe, como a do bebê também33.

Após a descoberta da gestação inicia-se o pré-natal que estende-se enquanto a mulher estiver grávida. O Ministério da Saúde (MS) recomenda o mínimo seis de pré-natal, podendo assim possibilitar ao profissional realizar intervenções múltiplas que possam ser vitais ao binômio mãe-filho. No ano 2000, propôs a criação do Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento (PHPN), visando a melhoria do atendimento à população gestante do país34.

A adesão das gestantes adolescentes ao pré-natal ainda é deficiente nos serviços de saúde, podendo ser consequência da falta de capacitação profissional, para elaborar e aplicar atividades educativas para atender esta demanda. A utilização de atividades seja individual ou em grupo incentivam o protagonismo e empoderamento da gestante, através de troca de experiências entre elas e com as enfermeiras que fazem o importante papel de educadoras em saúde35.

É importante que os profissionais que atuam na rede básica de saúde façam o acolhimento das usuárias, incentivando o cuidado humanizado e integralizado, esclarecendo dúvidas, criando vínculos e principalmente criar medidas que façam com que as adolescentes sintam que a unidade básica de saúde é um espaço que pode ser ocupado por elas36.

Este acolhimento pode ser feito por grupos de apoio com a realização de palestras educativas e de orientação semanal, oferecendo conhecimento e esclarecimento as jovens gestantes. Acredita-se que com atividades em grupo ocorra a diminuição do número de adolescentes grávidas, aumento da procura de métodos anticoncepcionais, melhor desenvolvimento social e maior diálogo entre as jovens e seus familiares37.

De acordo com a lei nº7. 498 de 25 de junho de 1986 que regulamenta o exercício da profissão de enfermagem, cabe ao enfermeiro (a) a assistência de enfermagem a gestante, a parturiente e a puérpera, o acompanhamento da evolução do trabalho de parto e parto e a execução do parto sem distócia38.

Após a criação do programa PHPN, algumas práticas foram colocadas em vigor nos centros de parto como, utilização do partograma, oferta de líquidos via oral durante o trabalho de parto, métodos não invasivos para o alívio da dor, presença de doula fora o acompanhante, liberdade de posição e movimentação da mulher, contato pele a pele entre mãe e filho, clampeamento tardio do cordão umbilical e amamentação na primeira hora de vida conhecida como golden hour39.

Durante a hospitalização as gestantes adolescentes podem apresentar medo e insegurança com o ambiente hospitalar e pelo próprio trabalho de parto, esses comportamentos podem afetar a participação e interação da adolescente e consequentemente a evolução do trabalho de parto pode se tornar difícil. Diante disto as instituições de saúde podem através das práticas obstétricas, garantir uma assistência humanizada, orientada pelos direitos dos usuários e baseada em evidências40.

A utilização dos métodos não farmacológicos para alívio da dor envolve técnicas de massagem, banho de imersão, aromaterapia com óleos essenciais, suporte emocional na intenção de aliviar o medo, stress e ansiedade. O banho de imersão reduz de forma significativa à taxa de analgesia utilizada durante o trabalho de parto, pois ocorre diminuição da dor41.

O partograma, ferramenta utilizada durante o trabalho de parto, onde o enfermeiro (a) acompanha a evolução da dilatação uterina e a descida do bebê, foi normatizado pelo MS em 1994 com o objetivo de reduzir a morte materna e fetal. Quando utilizado por profissionais habilidosos, proporciona uma atuação competente, humanizada e segura à parturição, sobretudo da adolescente42.

No pós-parto e puerpério, o enfermeiro e sua equipe assumem a responsabilidade dos cuidados à parturiente, dentre eles a orientação ao aleitamento materno, orientação sobre autocuidado e cuidados com o recém-nascido, planejamento familiar, avaliação da interação da mãe com o filho, avaliação do estado emocional da puérpera, avaliar a saúde da mulher e do bebê e complementar ou realizar ações não executadas no pré-natal. Entende-se que o período pós-parto se origina após o nascimento até o 42º dia, onde é aconselhável o enfermeiro da UBS (Unidade Básica de Saúde) faça uma visita domiciliar para avaliar fatores de risco que essa fase apresenta43.

Neste período de pós-parto, a equipe multidisciplinar pode atuar de forma positiva na adaptação da gestante adolescente ao papel de mãe, sendo realizado um trabalho relevante para que ela consiga cuidar do bebê recém-nascido, incentivando o aleitamento materno, trazendo orientações sobre a vida sexual da garota após o parto, auxílio nas orientações de aspectos psicológicos, incentivo para que a mesma retome seus estudos ou vida profissional44.

A enfermagem tem buscado aprimoramento na maneira de atender a gestantes, estimulando o protagonismo da mulher, independente da sua idade, raça, contexto social, de forma que a atenção humanizada permita que as boas práticas do parto sejam realizadas com excelência45.

CONCLUSÃO

A adolescência é um período da vida marcado por mudanças físicas, psicológicas e sociais. A iniciação sexual neste período torna a adolescente vulnerável a IST e a gravidez não planejada, podendo acarretar dificuldades no aspecto escolar, profissional, social e afetivo da mulher.

Os grupos de apoios e de planejamento familiar oferecidos nas UBS são de extrema importância, por isso os profissionais da saúde, sobretudo enfermeiros, necessitam de preparo para lidar com a demanda apresentada, pois o acesso à internet, tecnologia podem trazer informações não seguras a este público vulnerável.

Uma equipe multidisciplinar preparada pode trazer muitos ganhos à vida dos adolescentes tendo a chance de diminuir o índice de gravidez na adolescência, proporcionando qualidade de vida a este público que representa uma camada tão importante da sociedade.

REFERÊNCIAS

  1. BRASIL. ECA – Estatuto da criança e do adolescente e dá outras providências. Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990. Brasília: 2008. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm> Acesso em 10 de abril de 2018.
  2. JORGE MPHM et al. Características das gestações de adolescentes internadas em maternidades do estado de São Paulo. Brasília: Epidemiol. Serv. Saúde; 2014; 305-316 p.
  3. SANTOS LAV et al. História gestacional e características da assistência pré-natal de puérperas adolescentes e adultas em uma maternidade do interior de Minas Gerais, Brasil. Minas Gerais: Ciência e Saúde Coletiva, 2018; 23(2):617-625.
  4. JANSSEN M; FONSECA SC; ALEXANDRE GC. Avaliação da dimensão estrutura no atendimento ao pré-natal na Estratégia Saúde da Família: potencialidades do PMAQ-AB. Rio de Janeiro: Saúde Debate, 2016; 40(111):140-152.
  5. ANDRADE RP et al. Enfrentando uma experiência difícil mesmo com apoio: a adolescente menor vivenciando a maternagem. Porto Alegre: Revista Gaúcha Enfermagem, 2015; (36) :111-118 p.
  6. VIOLA DTD, VORCARO RMA. O problema do saber na adolescência e o real da puberdade. São Paulo: Psicologia USP, 2015; 26 (1):62-70.
  7. ROCHA JCM. Gravidez na adolescência: A importância do Enfermeiro como educador – Proposta de Intervenção no Município de Buritis – Universidade Federal Minas Gerais, Minas Gerais, 2013. Disponível em: <http:// www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/4170.pdf>. Acesso em 15 de outubro de 2018.
  8. PATRAQUIM C et al. As crianças e a exposição aos media. Portugal: Revista de Pediatria do Centro Hospital do Porto, 2015; 27(1).
  9. FLASH DMR, DESLANDES FS. Abuso digital nos relacionamentos afetivos sexuais: uma análise bibliográfica. São Paulo: Cad Saúde Pública, 2017; 33(7):e00138516.
  10. ZANATA E, PEREIRA CRR. Ela enxerga em ti o mundo: A Experiência da maternidade pela primeira vez. Roraima: Temas em psicologia, 2015; 4 (23):959-972.
  11. MEIRELES FFJ et al. Imagem corporal de gestantes: Um estudo longitudinal. Juiz de Fora: J.Bras de Psiquiatr, 2016; 65(3): 223-230.
  12. TERRA TAD, LOPES BR, CAETANO FL. Benefícios da reeducação postural global na lombalgia gestacional: Revisão de literatura. Rio de Janeiro: Corpus Ent Scientia, 2015; 2 (11):9-16.
  13. BRÁS S et al. Alterações fisiológicas e dermatoses específicas da gravidez. Lisboa: Revista SPDV, 2015; 73(4):413-423.
  14. QUEIROZ OVM et al. Grupo de gestantes adolescentes: contribuições para o cuidado no pré-natal. Porto Alegre: Revista Gaúcha de Enfermagem, 2016; 37: 2016-0029.
  15. LACERDA ML et al. Percepção da gestante adolescente em relação ao atendimento pré-natal na atenção básica de saúde. Teresina: Revista Interdisciplinar, 2014; 2(7):51-19.
  16. SILVA ACA et al. Fatores de risco que contribuem para a ocorrência de gravidez na adolescência: Revisão integrativa da literatura. Colômbia: Revista Cuidarte, 2013;1(4):531-539.
  17. PADILHA SAM et al. As representações sociais das mães adolescentes acerca da educação. Rio Grande do Sul: Cienc. Enferm, 2014; 3(20):33-42.
  18. DAVIM BMR, DAVIM CVM. Estudo reflexivo sobre aspectos biológicos, psicossociais e atendimento pré-natal durante a gravidez na adolescência. Recife: Rev enferm UFPE, 2016; 8(10):3108-18.
  19. FREITAS OMD et al. Gravidez na adolescência: Contexto social, problemas relacionados e abordagem preventiva. Campinas: Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2017; 6(esp):952- 961.
  20. TABORDA AJ et al. Consequências da gravidez na adolescência para as meninas considerando- se as diferenças socioeconômicas entre elas. São Paulo: Cad. Saúde Coletiva, 2014; 22(1):16-24.
  21. ARAÚJO DLR et al. Gravidez na adolescência: Consequências voltadas para a mulher. Paraíba: Revista Intesa, 2015; 9(1):15-22.
  22. AZEVEDO FW et al. Complicações da gravidez na adolescência: Revisão sistemática da literatura. São Paulo: Einstein, 2015; 3(4):618-626.
  23. SANTOS NACR et al. Realidades e perspectivas de mães adolescentes acerca da primeira gravidez. Brasília: Reben – Rev Bras Enferm, 2018; 71(1):73-80.
  24. JAGER EM et al. A opinião de estudantes de medicina e enfermagem sobre a gravidez na adolescência. Curitiba: Psicologia Argumento, 2014; 32(79):77-88.
  25. ADESSE L et al. Complicações do Abortamento e assistência em maternidade pública integrada ao Programa Nacional Rede Cegonha. Rio de Janeiro: Saúde Debate, 2015; 39(106): 694-706.
  26. NUNES MD, MADEIRO A, DINIZ D. Histórias de aborto provocado entre adolescentes em Teresina, Piauí, Brasil. São Paulo: Ciência e Saúde Coletiva, 2013; 18(08):2311-2318.
  27. MIURA OP, TARDIVO CPLSL, BARRIENTOS SMD. O desamparo vivenciado por mães adolescentes e adolescentes grávidas acolhidas em institucionalmente. Rio de Janeiro: Ciência e Saúde Coletiva, 2018; 23(5):1601-1610.
  28. ORTIGA FPE, CARVALHO BDM, PELLOSO MS. Percepção da assistência pré-natal de usuárias do serviço público de saúde. Maringá: Revista de Enfermagem da UFSN, 2015; 5(4): 618-627.
  29. FRELLO TA, CARRARO ET. Contribuições de Florence Nightingale: Uma revisão integrativa da literatura. Rio de Janeiro: Esc. Anna Nery Revista de Enfermagem, 2013; 17(3):573-579.
  30. SANTOS NW. Sistematização da assistência de enfermagem: Sistematização de Enfermagem: o contexto histórico, o processo e obstáculos da implantação. J Managy Prin Health Care, 2014; 5(2):153 -158.
  31. GOMES L et al. Desenvolvendo competências no ensino em enfermagem obstétrica: Aproximações entre teoria e prática. Brasília: Reben – Revista Brasileira de Enfermagem, 2017; 70(5): 1110-1116.
  32. ALVES NC et al. Cuidado pré-natal e cultura: uma interface na atuação da enfermagem. Rio de Janeiro: Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, 2015; 19(2):265-271.
  33. SANTOS VAL et al. História gestacional e características da assistência pré-natal de puérperas adolescentes e adultas em uma maternidade do interior de Minas Gerais, Brasil. Minas Gerais: Ciência e Saúde Coletiva, 2018; 23(2): 617-625.
  34. FERNANDES MFR et al. Características do pré-natal de adolescentes em capitais das regiões sul e nordeste do Brasil. Florianópolis: Texto Contexto Enfermagem, 2015; 24(1):80-6.
  35. QUEIROZ OVM et al. Grupo de gestantes adolescentes: contribuições para o cuidado pré-natal. Porto Alegre: Revista Gaúcha Enfermagem, 2016; 37(esp):2016-0029.
  36. SANTOS NRR, LEAL CKA. O significado do pré-natal para a adolescente gestante. Santos: Revista Interdisciplinar, 2013; 6(3):97-104.
  37. BARBOSA GME et al. Tecnologias educativas para a promoção do (auto) cuidado de mulheres no pós-parto. Brasília: Reben – Rev Bras Enferm, 2016; 69(3):582-90
  38. FRAGA FT et al. Processo de enfermagem em centro obstétrico: Perspectiva dos enfermeiros. Florianópolis: Texto Contexto Enfermagem, 2018; 27(3):e4600016.
  39. PEREIRA BS et al. Boas práticas de atenção ao parto e ao nascimento na perspectiva de profissionais de saúde. Brasília: Reben – Rev. Bras Enferm, 2018; 71(3):1393-9.
  40. MARTINEZ TH et al. Perfil obstétrico de adolescentes grávidas em um hospital público: risco no trabalho de parto, parto, pós-parto e puerpério. Ribeirão Preto: Rev. Latino-Am. Enfermagem, 2015; 23(5):829-36.
  41. OSÓRIO BMS, JÚNIOR SGL, NICOLAU OIA. Avaliação da efetividade de métodos não farmacológicos no alívio da dor no parto. Fortaleza: Rev. Rene, 2014; 15(1):174-184.
  42. VASCONCELOS LK et al. Partograma: Instrumento para segurança na assistência obstétrica. Recife: Rev Enferm UFPE, 2013; 7(2):619-24.
  43. OLIVEIRA BFJ, QUIRINO SG, RODRIGUES PD. Percepção das puérperas quanto aos cuidados prestados pela equipe de saúde no puerpério. Fortaleza: Rev. Rene, 2012; 13(1):74-84.
  44. ANDRADE DR et al. Fatores relacionados à saúde da mulher no puerpério e repercussões na saúde da criança. Rio de Janeiro: Esc. Anna Nery Revista de Enfermagem, 2015; 19(1):181-186.
  45. VARGENS CMO, SILVA VCA, PROGIANTI MJ. Contribuição de enfermeiras obstétricas para consolidação do parto humanizado em maternidades do Rio de Janeiro –Brasil. Rio de Janeiro: Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, 2017; 21(1): e20170015.

[1] Doutoranda em Gestão e Informática em Saúde, Mestre em Educação, Bacharel em Enfermagem, Docente Ensino Superior.

[2] Enfermeira Obstetra.

[3] Enfermeira Obstetra.

Enviado: Janeiro, 2019.

Aprovado: Fevereiro, 2019.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here