Medicamentos genéricos e sua aceitação: Análise do perfil do consumidor em uma drogaria em Camaragibe/PE

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ARTIGO ORIGINAL

OLIVEIRA, Rodolfo Lee Carvalho de [1], BORBA, Vinicius José de Andrade [2], LIMA, Yuri Correia de [3], JÚNIOR, Roberto Belo Cardoso [4], BARBOSA, Jhuliene Carla [5], OLIVEIRA, Cintia Maria Xavier de [6], BARROS, Danilo Pontes de Oliveira [7]

OLIVEIRA, Rodolfo Lee Carvalho de. Et al. Medicamentos genéricos e sua aceitação: Análise do perfil do consumidor em uma drogaria em Camaragibe/PE. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 08, Vol. 05, pp. 72-105. Agosto de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/medicamentos-genericos

RESUMO

O uso de medicamentos genéricos oferece uma abordagem terapêutica mais econômica, pois são idênticos ou bioequivalente a um medicamento de referência, em relação a dosagem, segurança e qualidade para o uso pretendido, por um preço mais acessível à população menos favorecida economicamente. Apesar de terem o custo inferior e possuírem a mesma eficácia ao tratamento, a aceitação dos mesmos ainda é alvo de estudos, a fim de avaliar os motivos que podem levar a não aceitação desses medicamentos, e de analisar se os prescritores incentivam os pacientes a adquirir esses produtos, diante do exposto, o presente estudo teve por objetivo avaliar o consumo e aceitação dos medicamentos genéricos pelos clientes de uma drogaria no município de Camaragibe/PE. A pesquisa foi transversal, descritiva e de natureza quantitativa, com aplicação de questionário a 184 clientes que com os critérios de inclusão e exclusão, foram avaliadas 165 pessoas, entre os meses de março e abril de 2020, seguindo as Diretrizes e Normas Regulamentares de Pesquisa envolvendo Seres Humanos, aprovada no dia 04 de março de 2020 pelo comitê de ética da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), com o CAAE de número 29215320.9.0000.5206, com os dados coletados, foi possível traçar um perfil socioeconômico destes pacientes, avaliar o grau de entendimento sobre os medicamentos genéricos e compreender a aceitação destes medicamentos para o público selecionado, ficando evidenciado que o público-alvo da pesquisa tem alta aceitação dos medicamentos genéricos por serem mais baratos, por entenderem que tem a mesma eficácia dos medicamentos de referência e por aceitarem a indicação realizada pelo farmacêutico, para fazer a cambiaridade na receita.

Palavras-chave: Equivalência terapêutica, farmácia, intercambialidade de medicamentos, medicamentos genéricos, Política Nacional de Medicamentos.

INTRODUÇÃO

No Brasil, em 1999 vigorou a lei dos medicamentos genéricos, nº 9.787/1999, que definiu medicamento genérico, bem como as políticas públicas de incentivo à pesquisa técnico-científico para a produção e comercialização de medicamentos deste tipo. (BRASIL, 1999).

O uso de medicamentos genéricos, em comparação com os de referência, tem o potencial de reduzir substancialmente os gastos diretos com medicamentos para os pacientes. (Machado ÁDCV, Mesquita JMC de, 2016).  A substituição genérica de prescrições de referência é uma prática aceita em muitas partes do mundo, e isso geralmente é feito por razões econômicas. (LUPE et al, 2018).

Apesar das vantagens oferecidas pelos medicamentos genéricos, existem fatores de resistência ao seu uso, como: limitação na disponibilidade, baixo incentivo na prescrição pelos médicos, ausência ou baixo conhecimento entre os profissionais de saúde e os consumidores sobre este tipo de medicamento. (GUTTIER et al., 2012).

Logo, o farmacêutico, como um profissional de saúde com conhecimentos específicos sobre as medicações, tem papel primordial junto as clientes na orientação acerca dos medicamentos genéricos, uma vez que que cabe a este profissional instruir os adquirentes quanto ao uso racional dos medicamentos, a fim de atingir o êxito na terapia medicamentosa. Contudo, tais tipos de medicamentos ainda são alvo resistência na sua aceitação por parte dos usuários e prescritores de medicamentos. (MANHÃES; HASENCLEVER, 2019).

Existem consumidores que entendem os medicamentos genéricos como não sendo tão confiável quanto aqueles de referência, alegando que são menos eficazes no tratamento, bem como, levam em consideração nesta alegativa, fatores como lealdade de longa data a certos medicamentos de referência. Pesquisas evidenciam várias situações de aferro para utilizar tais medicamentos, como falta de conhecimento básico dos consumidores, o baixo estímulo dos médicos prescritores e a falta de orientação sobre o uso desses medicamentos. (BERTOLDI et al., 2016).

Nesse contexto, é imprescindível que o profissional farmacêutico tenha a capacidade de prestar a informação necessária ao cliente, de modo que ele possa escolher entre o medicamento de referência ou o genérico, mostrando a possibilidade da substituição entre ambos sem afetar o tratamento médico prescrito. (SOUZA SILVA; ROCHA, 2016).

A partir dessa realidade, buscou-se com a pesquisa, resultados que proporcionassem uma maior compreensão das percepções dos consumidores, a fim de entender os fatores influenciadores dos consumidores, no tocante a fazerem as suas escolhas no momento da aquisição. Para tanto, foi necessário discutir os principais fatores que influenciam o comportamento de compra de medicamentos, envolvendo fatores culturais, sociais, pessoais e psicológicos. Foi possível analisar as percepções do consumidor, identificar as razões pelas quais o medicamento genérico é preterido em alguns casos e quais são os motivos que distanciam o consumidor do medicamento genérico.

Diante do exposto, a pesquisa teve por objetivo avaliar o consumo e aceitação dos medicamentos genéricos pelos clientes de uma drogaria no município de Camaragibe/PE.

MÉTODOS

Realizou-se um estudo transversal de caráter descritivo e de natureza quantitativa em uma Drogaria situada no município de Camaragibe/PE, que faz parte da região metropolitana de Recife, possuindo uma população estimada em 2019 de 157.828 pessoas e uma área de 51.257 km2, sendo a 14º economia no ranking do Estado. (IBGE, 2019).

O questionário foi aplicado em uma Drogaria de pequeno porte, situada na região central da cidade, possuindo 3 funcionários e 2 farmacêuticos na condução dos trabalhos. A aplicação do questionário foi realizada entre os meses de março e abril de 2020.

A pesquisa de campo, e consequente aplicação do questionário, foi direcionada aos clientes da Dragaria escolhida, a qual esse universo é estimado em 350 pessoas no período estudado. Desse quantitativo, aplicando-se o intervalo de confiança de 95%, perfaz um total de 184 respondentes.

Foram convidados a participar da pesquisa apenas clientes maiores de 18 anos que apresentaram a prescrição médica. Para os quais foi informado o caráter científico e acadêmico da pesquisa, de modo que, àqueles que aceitaram participar, preencheram o questionário de maneira livre e sem interferência do pesquisador.

A pesquisa descritiva buscou identificar os fatores que determinaram ou que contribuíram para a ocorrência dos fenômenos. (FACHIN, 2006). Tratou-se do tipo que mais aprofunda o conhecimento da realidade, porque explica a razão, o porquê das coisas. Por isso, é o tipo mais complexo e delicado. (GIL, 2008).

A pesquisa de campo procurou o aprofundamento de uma realidade específica. Foi realizada por meio da observação direta das atividades do grupo estudado e de entrevistas com informantes para captar as explicações e interpretações que ocorreram naquela realidade. (GIL, 2008).

Assim, o questionário elaborado foi o instrumento de coleta que permitiu explorar o problema que foi estudado. (MARCONI; LAKATOS, 2007). Com isto a pesquisa foi de natureza quantitativa, a qual foram realizados levantamentos de campo para coletar informações sobre a aceitação de medicamentos genéricos pela população local, “este método se fundamenta na aplicação da teoria estatística da probabilidade e constitui importante auxílio para a investigação em ciências sociais” (GIL, 2008).

O instrumento de coleta de dados foi um questionário estruturado, composto por vinte questões divididas em três partes. Na primeira parte dizia respeito ao perfil socioeconômico e demográfico dos clientes, contendo cinco perguntas para cada respondente, com possibilidade de respostas apenas de acordo com os itens determinados no questionário, a qual só foi possível escolher uma das respostas. A segunda parte estava relacionada ao perfil patológico, para identificar se o participante fazia uso de medicamento contínuo. Na terceira etapa foram realizadas as perguntas relacionadas ao objetivo da pesquisa, a qual as respostas foram dispostas em uma escala likert de quatro fatores: nunca, às vezes, frequentemente e sempre, da qual só foi possível escolher um dos itens dispostos no questionário.

Os dados coletados para as variáveis estudadas foram digitados em planilhas. Para tanto, foi utilizado o software Microsoft Excel® para a compilação das respostas dos questionários aplicados e para criação dos gráficos pertinentes, com margem de erro que pode variar de 5% a mais ou a menos do percentual total encontrado, para que fosse possível realizar a discussão dos dados de acordo com os objetivos da pesquisa.

Este estudo foi submetido ao Comitê de Ética para Pesquisa em Seres Humanos eletronicamente na Plataforma Brasil. Após a aprovação pelo comitê, se deu início à pesquisa e a coleta de dados. Todo o estudo seguiu as Diretrizes e Normas Regulamentares de Pesquisa envolvendo Seres Humanos, foram aprovadas pelo comitê de ética da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), com o CAAE de número 29215320.9.0000.5206, aprovada em 04 de março de 2020.

Quanto aos riscos, a pesquisa de campo foi realizada por meio da aplicação de questionário estruturado e devidamente preparado para este fim. Não existem riscos à saúde do respondente, por se tratar de pesquisa com coleta de dados quantitativos obtidas por meio de respostas em questionário estruturado e caso o participante se sinta constrangido, o pesquisador explicará melhor o trabalho e, se necessário, buscará apoio com um psicólogo, que poderá escutar o participante.

Quanto aos benefícios, a pesquisa buscou identificar o grau de aceitação dos medicamentos genéricos para a população pesquisada e, a depende dos resultados da pesquisa, proporcionará uma maior discussão sobre o assunto.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os dados dos questionários aplicados foram coletados e analisados de maneira sistêmica a fim de evitar vieses, sendo aplicados os critérios de inclusão e exclusão. Foram selecionados cento e sessenta e cinco questionários para serem tabulados e fazerem parte da pesquisa, como se depreende na tabela contida no anexo do trabalho, contendo os dados compilados, todos os 20 quesitos avaliados.

Cabe salientar que os vinte e quatro questionários foram descartados, pois cinco questionários não foram preenchidos por completo, dezoito não haviam assinado o termo de consentimento, e um foi excluído por ter sido preenchido de lápis.

O início da análise se deu pelo perfil socioeconômico e demográfico dos pacientes, por meio da análise da idade, sexo, local de residência, escolaridade e faixa de renda. Inicialmente, com relação a faixa-etária da amostra, dos 165 respondentes, a média de idade foi de 35 anos, tendo o discriminativo demonstrado no gráfico 1 abaixo:

Figura 1: Gráfico de faixa-etária da amostra.

Fonte: O autor, 2020.

Ainda no perfil social, verificou-se a predominância do público feminino, com 108 respondentes, representando quase duas vezes a quantidade de homens, com 57 respondentes. Contudo, não foi possível inferir se o público predominante estava comprando medicamentos para elas ou para terceiros, mas demonstra um grande indicativo de que as mulheres procuram mais tratamento de saúde do que os homens. (MOREIRA; GOMES; RIBEIRO, 2016). Outro fator analisado foi a residência dos respondentes, cuja totalidade foram de moradores do município de Camaragibe/PE.

Com relação a escolaridade dos respondentes, verificou-se uma predominância de pessoas com nível médio, mesmo a média de faixa-etária ser de 35 anos, a população possuía um grau de escolaridade predominantemente com ensino médio completo, que para a realidade nacional, pode ser considerado um grau elevando, porém, nenhum respondente havia nível de pós-graduação, mestrado e doutorado, conforme pode se notar no gráfico 2 discriminativo abaixo:

Figura 2: Gráfico da escolaridade dos respondentes.

Fonte: O autor, 2020.

A parte final do perfil socioeconômico e demográfico, foi a faixa de renda familiar, com predominância do público com renda de até dois salários mínimos, o que justifica o baixo grau de escolaridade dos mesmos, que são fatores proporcionais, ou seja, quanto mais baixo o nível de escolaridade, mais baixa a renda. (SALVATO; FERREIRA; DUARTE, 2010). Outro fator a ser exposta, é que não houve respondentes que tinha renda familiar com mais de 8 salários mínimos. conforme evidenciado no gráfico 3:

Figura 3: Gráfico da escolaridade dos respondentes.

Fonte: O autor, 2020.

Assim, o que se pôde notar do perfil sociodemográfico e econômico dos respondentes da pesquisa, é que se tratou de um público adulto com média de idade de 35 anos, predominantemente mulheres, com escolaridade baixa, até o ensino médio e com faixa de renda familiar de até dois salários mínimos, sendo todos moradores do município de Camaragibe/PE.

Já com relação a segunda categoria de perguntas do questionário aplicado, estavam relacionadas ao perfil patológico dos respondentes, neste quesito, buscava-se coletar dados relacionados a doenças que os pacientes pudessem ter e se havia necessidade de utilização de medicação com constância, para o tratamento da mesma.

Nesta categoria, as três primeiras perguntas estavam relacionadas ao diagnóstico de alguma patologia, se esta patologia ou se alguma outra condição exigia do respondente que tomasse alguma medicação de uso contínuo e se já fez uso de alguma medicação genérica, com a opção de resposta apenas em sim e não, da qual foi possível demonstrar graficamente. Conforme gráfico 4 seguir:

Figura 4: Gráfico do perfil patológico

Fonte: O autor, 2020.

Do gráfico acima pode-se depreender dois cenários com relação ao perfil patológico, o primeiro dos casos que são efetivamente diagnosticados e que precisam fazer uso de medicamentos, e o outro grupo de subnotificações que fazem uso de medicação sem que haja diagnóstico. Infelizmente os dados não são capazes de mostrar qual o grupo predominante deste cenário, mas o que se pode depreender é que o percentual que faz uso de medicação contínuo é maior do que àqueles que se declararam diagnosticados por alguma patologia.

Desta forma, o que se notou é um público maior de pessoas que fazem uso de medicamento, do que àqueles efetivamente diagnosticados com alguma patologia, isto pode estar atrelado à faixa de renda da população da amostra, que se mostrou predominante de um público de baixa renda, que depende da saúde pública, que por sua vez possui deficiências estruturais, logo, para se chegar a um diagnóstico formal, leva-se muito tempo. (DE SOUZA, 2018). A frente será exposto sobre a necessidade de receituário médico para aquisição dos medicamentos, e então, será retomado este assunto.

O tema central do conjunto de perguntas, que questionava se o respondente já havia tomado alguma medicação genérica, se a resposta fosse sim, então o mesmo poderia responder às outras duas questões, como exposto no gráfico anterior, houveram 19 respostas negativos, o que tornou a amostra destes dois quesitos em 146 respondentes. A nona questão dizia respeito ao fato de adquirir medicamentos genéricos com receita, conforme exposto no gráfico abaixo, e, a décima questão, se o efeito desejado do medicamento genérico foi o almejado pelo paciente, o que se pode extrair que todos os 146 respondentes responderam que a medicação alcançou a finalidade almejada. Conforme gráfico 5.

Figura 5: Gráfico das pessoas que adquiriram medicações com receituário médico.

Fonte: O autor, 2020.

Portanto, o que se pode aduzir foi que o número de respondentes que adquiriram medicamentos sem receita médica ainda representou um valor percentual alto, se compararmos com os respondentes que diziam portadores de doenças crônicas e as que precisam fazer uso de medicamentos com frequência, conforme exposto anteriormente.

Logo, quanto ao perfil patológico da amostra analisada, verificou-se que a maior parte dos adquirentes de medicamentos não tinham nenhuma doença diagnosticada formalmente, mesmo assim, a maior parte fazia uso de medicamentos constantemente e que a maior parte já havia feito uso de medicamentos genéricos, além da maioria ter adquirido o medicamento utilizando receituário médico, e a totalidade dos respondentes que disseram que adquiriram medicamentos genéricos, alcançou o efeito almejado.

Por fim, a terceira categoria de perguntas dizia respeito ao conhecimento que o respondente possua sobre os medicamentos, contendo 10 perguntas, das quais podiam ser respondidos entre as opções disponíveis. Conforme quadro 1 abaixo:

Quadro 1: Perfil de conhecimento sobre os medicamentos genéricos.

QUESTÕES RESPOSTAS (n)
11) Na consulta médica, que resulta em indicações de medicamento, lhe é informado ou você questiona se o medicamento possui equivalente genérico? Nunca Às vezes Frequentemente Sempre Total
6 105 14 40 165
Percentual (%)
3,64% 63,64% 8,48% 24,24% 100%
12) Medicamentos genéricos têm a mesma qualidade que os medicamentos de marca? Nunca Às vezes Frequentemente Sempre Total
14 47 40 64 165
Percentual (%)
8,48 28,48 24,24 38,79 100
13) Você encontra medicamentos genéricos com facilidade nas drogarias? Nunca Às vezes Frequentemente Sempre Total
0 27 41 97 165
Percentual (%)
0 16,36 24,85 58,79 100
14) Na drogaria, você busca informações entre o medicamento de referência e o genérico? Nunca Às vezes Frequentemente Sempre Total
20 46 40 59 165
Percentual (%)
12,12 27,88 24,24 35,76 100
15) Na drogaria, o farmacêutico explica sobre a existência de medicamento genérico para a indicação em receituário médico? Nunca Às vezes Frequentemente Sempre Total
21 60 7 77 165
Percentual (%)
21,73 36,36 4,24 46,76 100
16) Você confia no farmacêutico que propõe a troca do medicamento de marca para o genérico? Nunca Às vezes Frequentemente Sempre Total
7 67 26 65 165
Percentual (%)
4,24 40,61 15,76 39,39 100
17) Com que frequência você aceita trocar o medicamento de marca pelo genérico? Nunca Às vezes Frequentemente Sempre Total
7 60 34 64 165
Percentual (%)
4,24 36,36 20,61 38,79 100
18) Você considera o medicamento genérico mais barato que o de marca? Nunca Às vezes Frequentemente Sempre Total
7 12 28 118 165
Percentual (%)
4,24 7,27 16,97 71,52 100
19) O preço do medicamento, interfere na sua opção de compra? Nunca Às vezes Frequentemente Sempre Total
13 34 14 104 165
Percentual (%)
7,88 20,61 8,48 63,03 100
20) Você consegue diferenciar com facilidade, o medicamento de marca do genérico? Nunca Às vezes Frequentemente Sempre Total
41 40 33 71 165
Percentual (%)
22,16 21,62 17,84 38,38 100

Fonte: O autor, 2020.

O que se pôde depreender da análise dos dados acima foram que, apesar do perfil dos respondentes, os mesmos declararam que possuem um percentual de conhecimento sobre os medicamentos genéricos, maiores daqueles que não conhecem nada, bem como, a única resposta que foi unanimidade nas respostas foi na questão treze, que estava relacionado ao encontro de medicamentos genéricos nas farmácias, ou seja, todos os respondentes encontravam tais medicamentos quando os procuraram.

Quanto a análise das questões individualizadas, o questionamento inicial desta categoria, dizia respeito se na consulta médica, que resultava na indicação de medicamentos, se o médico informava da existência de um medicamento genérico àquele que estava sendo receitado, do qual 63,63% dos respondentes declararam que somente as vezes isto era informado, o que torna o papel do farmacêutico extremamente relevante quando o paciente for comprar o medicamento que não houve indicação de genérico, ficando a cargo do profissional de farmácia a apresentação do medicamento genérico.

Na questão doze houve um conflito na resposta, se for comparado com a questão nove, pois, enquanto nestes quesitos todos responderam que o efeito almejado foi atingindo, naquele houve 8,48% dos respondentes que declaração que os genéricos nunca tinham a mesma qualidade dos medicamentos de referência, enquanto 38,78% responderam que sempre tinham a mesma qualidade e os demais ficaram divididos em responder que frequentemente e as vezes.

O que se pode aduzir disto, em relação a efeito e qualidade, foi que a percepção da população em relação a qualidade dos medicamentos ainda está atrelada a questões de marca, pois se ambos possuem o mesmo efeito, a única coisa que difere entre eles é a marca do produto. Da qual, mais uma vez se ressalta o papel do farmacêutico para explicar aos consumidores sobre os benefícios do genérico vão além da questão financeira, pois ambos os medicamentos são indicados para o tratamento das mesmas patologias.

Já em relação às três questões seguintes, haviam uma correlação entre elas, pois se buscou com estas perguntas, saber se o consumidor, quando estava na drogaria, buscava informações sobre os medicamentos de referência e os genéricos, bem como se o farmacêutico explicava as diferenças de acordo com o que estava receitado pelo médico e se havia confiança nestas informações prestadas pelo farmacêutico.

Assim, a maioria dos respondentes, que em uma média entre as respostas que foram predominantes, pôde-se obter o percentual de 40,6% dos respondentes escolheram a opção sempre, enquanto a média de respostas frequentemente foi de 14,74%, a média de as vezes foi de 34,94%, enquanto somente 9,69% em média responderam que nunca.

Já a questão 17 buscava saber com que frequência o respondente aceitava trocar o medicamento de referência pelo genérico, da qual somente 4,24% dos respondentes disseram que nunca aceitava esta troca, enquanto a maioria aceitava trocar com certo grau de frequência, enquanto os respondentes que disseram às vezes representaram 36,36%, os que escolheram frequentemente representou 37,78% do total de respondentes.

A pergunta dezoito estava atrelado diretamente a um dos fatores que motivam a troca do medicamento de referência pelo genérico, pois busca-se saber se o consumidor tinha a percepção que o medicamento genérico era mais barato que o de referência, da qual a maioria, representando 71,51% dos respondentes escolheram a opção sempre, logo, o que mostra que a maioria da amostra entende que os medicamentos genéricos são mais baratos que os de referência.

Corroborando o que foi questionado na pergunta anterior, a questão dezenove buscou saber se o preço do medicamento interfere na opção de compra, da qual 63,03% dos respondentes escolheu a opção sempre, logo, o que demonstra que o preço mais barato interfere diretamente na opção de compra do consumidor.

Por fim, a última pergunta questionava se o consumidor consegue identificar e diferencia, com facilidade, os medicamentos genéricos dos de referência, da qual houve um equilíbrio nas respostas, pois enquanto 24,84% dos respondentes disseram que nunca conseguem fazer esta distinção, 24,24% responderam que as vezes conseguem fazer esta distinção, 20% responderam que frequentemente, e a maioria, representada por 43,03%, respondeu que sempre conseguem fazer a diferença.

O que se pode denotar do dado acima, é que o farmacêutico precisa mostrar ao consumidor que existe diferença na embalagem dos genéricos e as formas de poder identificar a diferença, para evitar que o consumidor seja lesado na escolha do medicamento, haja vista que os genéricos possuem um modelo próprio de apresentação, enquanto os de referência são livres para apresentar o seu produto.

No contexto da pesquisa, os fármacos desempenham um papel na proteção e recuperação da saúde das pessoas, além de ajudar a manter e melhorar a qualidade de vida em determinadas situações. (BERTOLDI et al., 2019). Porém, os preços dos medicamentos estão subindo constantemente, tornando muito mais difícil para os pacientes comprarem os medicamentos que necessitam. (SOUZA SILVA; ROCHA, 2016). Mesmo com diversos medicamentos fornecidos gratuitamente pelo SUS para a população e cartões de desconto das farmácias chamados de PBMS (Gestão de Programas de Benefícios em Medicamentos), muitas pessoas ainda não têm condições financeiras, ou comprometem significativa parte de sua renda, para comprar os medicamentos que precisam. (FACHIN, 2006).

A inserção dos genéricos na economia nacional, acarretou no aumento da concorrência entre os fármacos, pois os medicamentos genéricos absorvem parcela do mercado de público que prefere pagar mais barato, enquanto os medicamentos de referência precisam alavancar suas estratégias de marketing e publicidade para garantir as metas de vendas. Portanto, o menor valor de aquisição dos genéricos, são oriundos do baixo investimento em propaganda, bem como no desenvolvimento e pesquisa de princípios ativos. (NISHIJIMA, 2008). Sendo assim, os medicamentos genéricos vieram com a intenção de aumentar a concorrência entre os produtores de medicamentos e ofertando fármacos a menor custo.

Muitos consumidores estão familiarizados com os medicamentos genéricos, porém, alguns podem não perceber, o intenso debate que ocorreu nos últimos anos sobre a maneira pela qual os fabricantes de medicamentos genéricos podem fornecer esses produtos por uma fração realmente menor do que é cobrado pelos fabricantes de medicamentos de referência. (MACHADO; MESQUITA, 2016).

Os medicamentos de referência também anunciarão seus medicamentos no máximo de canais de comunicação e vendas, esperando que as pessoas se lembrem de seus nomes e solicitem essa referência específica de medicamento na farmácia, para ganhar o máximo de dinheiro possível antes do medicamento genérico seja comercializado.

Os fabricantes de medicamentos incorrem em enormes custos de pesquisa e desenvolvimento ao colocar seus medicamentos de referência no mercado, e possuem o prazo legal de até 20 anos para recuperar seus investimentos antes que suas patentes expirem, de acordo com a lei nacional de patentes, lei nº 9.279/1996. (BRASIL, 1996). Para garantir que a empresa possa ter o retorno financeiro, após o investimento em pesquisa e desenvolvimento de medicamentos novos. (LUPE et al., 2018). Ocorre, também o investimento em campanhas de marketing, a fim de que as pessoas lembrem de seus nomes e solicitem essa referência específica na farmácia, obtendo lucros expressivos.

Além disso, para além dos medicamentos de referência e medicamentos genéricos, existe uma terceira classe chamada medicamentos similares, definidos como medicamentos com os mesmos ingredientes ativos, concentração, forma farmacêutica, via de administração, dosagem e tratamento indicação equivalente ao medicamento registrado no órgão federal, embora seja permitido diferem em algumas características, como tamanho do produto e forma, datas de validade, embalagens, rótulos, excipientes e veículos, também definido na lei supramencionada. (CARNEIRO; DIAZ; ROMEIRO FILHO, 2019).

Assim, com a variedade de medicamentos genéricos disponíveis têm sido notáveis no setor farmacêutico brasileiro, o que permite ao consumidor ampla liberdade de escolha entre as várias apresentações para o mesmo agente. Porém, ainda existem diversos fatores que levam os consumidores a não aceitarem os medicamentos genéricos, mesmo tendo um preço mais acessível, eles ainda causam desconfiança em uma certa parcela da população, sejam por fatores de falta de conhecimento da eficácia dos genéricos, seja pela disponibilidade do mesmo, ou ainda pela carência de orientação do farmacêutico sobre a intercambialidade para o medicamento genérico.

Com relação aos consumidores, quando se olha para o nome da marca e medicamentos genéricos, a aparência dos medicamentos até parece diferente, o que confunde muitas pessoas a pensar que pegaram a droga errada, quando, na verdade, é apenas o genérico, e não o nome da marca. Eles podem ser diferentes formas, cor e tamanho, mas desde que contenha os ingredientes ativos e seus ingredientes de preenchimento com uma similaridade de 25%, poderia ser vendido como uma alternativa mais barata. (CARNEIRO; DIAZ; ROMEIRO FILHO, 2019).

Com relação a prescrição de medicamentos, cabe salientar a necessidade de analisar a forma como estão prescritas, uma vez que a lei nº 9.787/1999 (BRASIL, 1999), prevê que deve ser utilizada a DCB, de acordo com a denominação do fármaco ou princípio farmacologicamente ativo, justamente para que o paciente tenha a opção de escolha entre o medicamento de referência ou o genérico, se for o caso. (SOUZA SILVA; ROCHA, 2016).

Portanto, é fundamental a capacitação dos profissionais de farmácia, para orientar os clientes quanto a importância e eficácia dos medicamentos genéricos, bem como pela cambiaridade entre os fármacos. (STORPIRTIS et al., 2004).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Um medicamento genérico, então produzido livremente após a expiração da patente que protege produto da marca, necessariamente sendo semelhante ao medicamento de referência em bioequivalência para obter o mesmo efeito terapêutico. O medicamento de referência é registrado na ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e sua qualidade deve ser comprovada cientificamente ao solicitar o registro, com sua eficácia e segurança sendo testada através de ensaios clínicos.

Os fármacos desempenham um papel na proteção e recuperação da saúde das pessoas, além de ajudar a manter e melhorar a qualidade de vida em determinadas situações. Porém, os preços dos medicamentos estão subindo constantemente, tornando muito mais difícil para os pacientes comprarem os medicamentos que necessitam. Mesmo com diversos medicamentos fornecidos gratuitamente pelo SUS para a população e cartões de desconto das farmácias chamados de PBMS (Gestão de Programas de Benefícios em Medicamentos), muitas pessoas ainda não têm condições financeiras, ou comprometem significativa parte de sua renda, para comprar os medicamentos que precisam.

Por meio da pesquisa, foi possível entender o perfil do consumidor que adquire medicamentos genéricos da microrregião estudada, mais especificamente no bairro pesquisado, percebendo que o fator financeiro é o principal impactante para a aquisição dos medicamentos genéricos, sendo a eficácia dos mesmos em segundo e a indicação do farmacêutico em terceiro. Com os dados coletados, foi possível traçar um perfil socioeconômico destes pacientes, avaliar o grau de entendimento sobre os medicamentos genéricos e compreender a aceitação destes medicamentos para o público selecionado.

Os resultados obtidos no estudo proporcionaram uma maior compreensão das percepções dos consumidores, entendendo o que influencia os consumidores a fazer as escolhas e discutindo os principais fatores que influenciam o comportamento de compra de medicamentos, sendo eles fatores culturais, sociais, pessoais e psicológicos. Compreendendo as percepções do consumidor, é possível identificar as razões pelas quais o medicamento genérico nem sempre são os preferidos pelos consumidores, cabendo aos farmacêuticos que realizarem o atendimento, munir o cliente de informações pertinentes sobre os genéricos, de modo que o mesmo possa fazer as próprias ponderações, com base em informações dadas por um profissional especializado para tal.

REFERÊNCIAS

BERTOLDI, AD; ARRAIS, PSD; TAVARES, NUL; RAMOS, LR; LUIZA, VL; MENGUE SS, et al. Utilização de medicamentos genéricos na população brasileira: uma avaliação da PNAUM 2014. Revista de Saúde Pública, 2016. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S1518-8787.2016050006120. Acesso em 28/02/2020.

BRASIL. Lei 9.279, de 14 de maio de 1996. Regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial, Brasília, DF, 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9279.htm. Acesso em 23/03/2020.

BRASIL. Lei nº 9.787 de 10 de fevereiro de 1999. Altera a Lei no 6.360, de 23 de setembro de 1976, que dispõe sobre a vigilância sanitária, estabelece o medicamento genérico, dispõe sobre a utilização de nomes genéricos em produtos farmacêuticos e dá outras providências. Brasília, DF, 1999. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9787.htm. Acesso em 13/09/2019.

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ANEXOS

ANEXO A: Questionário aplicado.

QUESTIONÁRIO

Pesquisa realizada tem a finalidade puramente científico. O Objetivo é pesquisar a aceitação do medicamento Genérico em uma Farmácia da cidade de Camaragibe/PE. Este questionário é ANÔNIMO, não é necessária identificação.

PERFIL SOCIOECONÔMICO E DEMOGRÁFICO

1) Idade:       (         ) anos

A partir de agora, escolha apenas uma alternativa, que corresponda a sua realidade.

2) Sexo:        (    ) Masculino

(    ) Feminino

3) Você é residente e mora no município de CAMARAGIBE/PE?

(     )Sim                    (     ) Não

4) Escolaridade

(     ) Somente sei ler                                             (     ) Nível Superior (faculdade)

(     ) Nível fundamental (primário)                       (     ) Pós Graduação

(     ) Nível Médio (ginásial)                                  (     ) Mestre ou Doutor

5) Qual sua renda familiar?

(     ) até 2 salários mínimos                                  (     ) de 4 a oito 8 mínimos

(     ) de 2 a 4 salários mínimos                            (     ) Acima de 8 salários mínimos

PERFIL PATOLÓGICO

6) Você possui diagnóstico médico de alguma doença que requer a utilização de algum medicamento de maneira constante ou frequente?

(     )Sim                    (     ) Não

7) Você faz uso de alguma medicação de uso contínuo, ou que precise comprar com frequência?

(     )Sim                    (     ) Não

8) Você já fez uso de algum medicamento genérico

(     )Sim                    (     ) Não

Se a resposta da questão 8 for sim, responda as questões 9 e 10

9) O medicamente genérico adquirido foi indicado em receituário médico?

(     )Sim                    (     ) Não

10) O medicamente genérico fez o efeito desejado ou chegou ao resultado final?

(     )Sim                    (     ) Não

CONHECIMENTO DOS MEDICAMENTOS

A partir de agora, escolha a alternativa, que mais se aproxima da sua realidade.

11) Na consulta médica, que resulta em indicações de medicamento, lhe é informado ou você questiona se o medicamento possui equivalente genérico?

(     ) Nunca              (     ) Às vezes          (     ) Frequentemente        (     ) Sempre

12) Medicamentos genéricos têm a mesma qualidade que os medicamentos de marca?

(     ) Nunca              (     ) Às vezes          (     ) Frequentemente        (     ) Sempre

13) Você encontra medicamentos genéricos com facilidade nas drogarias?

(     ) Nunca              (     ) Às vezes          (     ) Frequentemente        (     ) Sempre

14) Na drogaria, você busca informações entre o medicamento de referência e o genérico?

(     ) Nunca              (     ) Às vezes          (     ) Frequentemente        (     ) Sempre

15) Na drogaria, o farmacêutico explica sobre a existência de medicamento genérico para a indicação em receituário médico?

(     ) Nunca              (     ) Às vezes          (     ) Frequentemente        (     ) Sempre

16) Você confia no farmacêutico que propõe a troca do medicamento de marca para o genérico?

(     ) Nunca              (     ) Às vezes          (     ) Frequentemente        (     ) Sempre

17) Com que frequência você aceita trocar o medicamento de marca pelo genérico?

(     ) Nunca              (     ) Às vezes          (     ) Frequentemente        (     ) Sempre

18) Você considera o medicamento genérico mais barato que o de marca?

(     ) Nunca              (     ) Às vezes          (     ) Frequentemente        (     ) Sempre

19) O preço do medicamento, interfere na sua opção de compra

(     ) Nunca              (     ) Às vezes          (     ) Frequentemente        (     ) Sempre

20) Você consegue diferenciar com facilidade, o medicamento de marca do genérico?

(     ) Nunca              (     ) Às vezes          (     ) Frequentemente        (     ) Sempre

ANEXO B: Resultado compilado das respostas nos questionários.

[1] Farmacêutico, Responsável Técnico da Drogaria Mais Você, Pós Graduando em Farmácia Clínica com Atenção Farmacêutica pela FARESE.

[2] Discente do curso de graduação em farmácia do Centro Universitário Maurício de Nassau, Recife, Pernambuco, Brasil.

[3] Farmacêutico Generalista.

[4] Farmacêutico Generalista, Pós Graduando em Farmácia Clínica com Atenção Farmacêutica pela FARESE.

[5] Graduação em andamento em Farmácia.

[6] Discente do curso de graduação em farmácia do Instituto Pernambucano de Ensino Superior, Recife, Pernambuco, Brasil.

[7] Orientador. Docente do Centro Universitário Maurício de Nassau. Especialista em Citologia Clínica. Citopatologista responsável pelo Controle de Qualidade Interno do Laboratório HEMOLAB diagnósticos.

Enviado: Julho, 2020.

Aprovado: Agosto, 2020.

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