Estratégias de manejo do estresse psicológico do enfermeiro de urgência e emergência

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ARTIGO DE REVISÃO

PAULINO, Isabella Azevedo [1], ALVES, Mariana Cardoso [2], ANTONIETTI, Camila Cristine [3]

PAULINO, Isabella Azevedo. ALVES, Mariana Cardoso. ANTONIETTI, Camila Cristine. Estratégias de manejo do estresse psicológico do enfermeiro de urgência e emergência. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 03, Vol. 11, pp. 51-67. Março de 2020. ISSN: 2448-0959

RESUMO

Introdução: O estresse tem se tornado uma doença crônica e recorrente que, a longo prazo, pode levar a diversas consequências e implicações na qualidade de vida. Neste contexto, encontram-se os enfermeiros de atendimento em emergência, que são marcados por um grande impacto que advém do estresse ocupacional causando uma influência devastadora na sua qualidade do trabalho ou de vida. O ambiente de trabalho do enfermeiro de emergência é alvo de grande estresse ocupacional e a implantação de diferentes estratégias de enfrentamento ajuda no seu manejo pelo profissional. Portanto, o presente estudo tem como objetivo principal responder à seguinte questão norteadora: quais são as estratégias de manejo do estresse psicológico do enfermeiro de urgência e emergência apresentada na literatura nacional nos últimos dez anos? Metodologia: A metodologia utilizada neste estudo foi a de pesquisa de revisão bibliográfica e como critério de inclusão para esta revisão: artigos na integra disponíveis na literatura nacional por meio de bancos de dados, Literatura Americana em Ciências de Saúde (LILACS) e Biblioteca Nacional em Saúde (BVS), em português, disponibilizado nos últimos dez anos e que respondem à pergunta norteadora, sendo os artigos selecionados submetidos à leitura e análise de resultados. Resultados: Os fatores que causam estresse encontrados foram: trabalho em turnos, fortes expressões de tempo, intensidade de trabalho, tipo de paciente atendido e impotência diante da morte. Dentre as estratégias de enfrentamento estão: convívio familiar, atividades externas desvinculadas ao trabalho, auxílio profissional, suporte administrativo e gerencial. Conclusão: Após pesquisas para realização deste estudo, foi concluído que não temos respaldo de estratégias para redução do estresse no enfermeiro que atua no setor de urgência e emergência, dificultando a obtenção de estratégias de enfrentamento. Em consequência disso, o trabalho acaba sendo afetado, refletindo na equipe e na qualidade do serviço prestado, além de prejudicar a vida pessoal do profissional.

Palavra-chave: Estresse psicológico, estratégias de enfrentamento, enfermagem de emergência.

INTRODUÇÃO

O estresse psicológico é, por definição, uma reação física ou psíquica do corpo a uma mudança repentina ou a longo prazo que requer um ajuste ou resposta física, mental ou emocional do indivíduo (LAAL, 2013).

Os seres humanos experimentam o estresse cedo, mesmo antes de nascer, afinal, certa quantidade de estresse é normal e necessário para a sobrevivência desde os primórdios da humanidade. (MIDDLEBROOKS, 2008)

Entretanto, na atualidade, o estresse tem se tornado uma doença crônica e recorrente que, a longo prazo, pode levar a diversas consequências e implicações na qualidade de vida pessoal ou profissional do indivíduo, como antecipação da aposentadoria por invalidez, incapacidade para o trabalho devido ao burnout, perda de renda vitalícia, custos adicionais à saúde e ao estado e até risco de suicídio.  (SILVEIRA, 2016).

Segundo Seg}SS a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2012, noventa por cento da população do mundo sofria de estresse, incluindo os profissionais que atuam na saúde, e, segundo a Health Education Authority (7,10-11), destes profissionais, a enfermagem encontra-se na quarta posição das profissões mais estressantes do setor público. (BEZERRA, 2012 e URBANETTO, et al., 2011).

O contexto de trabalho no ambiente hospitalar, por si, é um estressor para o profissional de saúde, portanto, o profissional da enfermagem, como parte ativa da equipe, vivencia constantemente, junto com o paciente, momentos de estresse, angústia e desespero. (MELO, 2013).

Estudos, ao longo dos últimos dez anos, apresentaram e observaram também outros preditores de estresse do enfermeiro além dos fatores ambientais, como: a rotina de trabalho, situações imprevisíveis durante o cuidado (MENZANI, 2009), a proximidade com os pacientes e seus familiares (FREITAS, et al., 2015), a gravidade do paciente, a rapidez na tomada de decisões (ANDOLHE, 2015), a assistência permanente e especializada, a alta complexidade tecnológica e rotinas exigentes. (ZAVALIS, 2019).

Neste contexto, encontra-se o enfermeiro emergencista, que atua em setor marcado por um grande impacto que advém do estresse ocupacional causando uma influência devastadora na sua qualidade do trabalho ou de vida (TRETTENE, et al., 2016), afinal o atendimento de urgência e emergência, mais especificamente, implica em grande responsabilidade e em uma demanda absurda de trabalho podendo desencadear desgaste físico, emocional e estresse (MELO, 2013), além do reconhecimento de inúmeros tratamentos para um amplo espectro de doenças, algumas das quais podem ameaçar a si mesmas e requerem atenção imediata, do dinamismo do ambiente (ZHANG, 2004), e de um alto nível de conhecimento técnico e científico por parte do enfermeiro, ao prestar a assistência ao cliente, com a finalidade de minimizar os erros, aumentando ainda mais a tensão e a responsabilidade do profissional. (BEZERRA, 2012).

É importante que o enfermeiro saiba administrar ou enfrentar o estresse vigente, por meio de uma avaliação cognitiva que desenvolva habilidades para enfrentar sua evolução, tendo consciência do processo estressor e constante adaptação ao mesmo. (GUIDO, 2011).

A avaliação cognitiva é um processo pelo qual os indivíduos que vivenciam o estresse avaliam percepções de bem-estar no ambiente em duas etapas. O primeiro estágio é quando um indivíduo avalia se ele tem alguma coisa (por exemplo, valores ou saúde), e, o estágio secundário é quando um indivíduo avalia o que pode fazer para diminuir o dano ou melhorar seus benefícios (HUAN-FANG, 2016).

O enfrentamento ou adaptação ao estresse refere-se aos “esforços cognitivos e comportamentais para gerenciar recursos externos e/ou internos específicos”, demandas que são avaliadas podendo estar como taxando ou excedendo os recursos do pessoal (LAZARUS & FOLKMAN, 1984).

As estratégias de enfrentamento dos indivíduos aos estressores são dependentes das experiências do indivíduo e da frequência, intensidade e características do estressor (HUAN-FANG, 2016). O risco de problemas de saúde mental aumenta entre os indivíduos sob condições de alto estresse, se eles não usam mecanismos de enfrentamento. Estratégias positivas de enfrentamento podem ser vantajosas para a adaptação psicológica de um indivíduo, e estratégias negativas de enfrentamento podem agravar o corpo e a mente até a exaustão (LAZARUS & FOLKMAN, 1984; ZHANG, 2004; HUAN-FANG, 2016).

Diante do exposto fica claro que o estresse ocupacional está presente no ambiente de trabalho do enfermeiro emergencista e a implantação de diferentes estratégias de enfrentamento ajuda no seu manejo pelo profissional.

Portanto, o presente estudo tem como questão norteadora quais são as estratégias de manejo do estresse psicológico do enfermeiro emergencista apontadas na literatura nacional nos últimos dez anos.

OBJETIVO

Descrever as intervenções ou estratégias de enfrentamento ou minimização do estresse psicológico do enfermeiro dos serviços de urgência e emergência apresentadas na literatura nacional.

Para atender o objetivo geral, tem-se como objetivos específicos:

– Descrever os preditores de estresse encontrados na literatura da pesquisa;

– Apresentar as estratégias de enfrentamento ou minimização do estresse psicológico;

METODOLOGIA

O método científico utilizado neste estudo foi o de pesquisa de revisão bibliográfica, exposição teórica do assunto, destacando as pesquisas e os principais trabalhos científicos encontrados, consultando a pesquisa do tema estratégias de manejo do estresse psicológico do enfermeiro de urgência e emergência. As fases para a elaboração desta revisão foram: identificação do tema, instauração de critérios para inclusão, avaliação dos estudos selecionados e análise dos resultados dos artigos selecionados.

Foram incluídos artigos na integra disponíveis na literatura nacional por meio de bancos de dados, Literatura Americana em Ciências de Saúde (LILACS) e Biblioteca Nacional em Saúde (BVS), em português, disponibilizado nos últimos dez anos, de 2009 a 2019, e que respondem à pergunta norteadora, sendo os artigos selecionados submetidos à leitura e análise de resultados. Já os critérios de exclusão foram os artigos que não respondiam à pergunta norteadora, bem como as publicações duplicadas.

Os Descritores em Saúde (DecS) utilizados foram: estresse psicológico, estresse relacionado ao ambiente de trabalho, estresse relacionado à profissão, estratégias de enfrentamento, enfermeiro, enfermagem em emergência, enfermagem de emergência e atendimento de emergência combinados com operadores booleanos “AND” e “OR”. O acesso ao banco de dados foi realizado no mês de janeiro de 2019.

Foi desenvolvido um instrumento a fim de captar e organizar os dados contendo os seguintes fatores: identificação do tema, autor, periódico, ano de publicação, objetivo e principais métodos de enfrentamento ao estresse relacionado ao trabalho do enfermeiro de urgência e emergência.

A temática foi analisada e avaliada por meio de leitura na íntegra. Após avaliação, foi realizada uma súmula dos estudos selecionados sendo divididos em temas, observando as suas convergências e divergências e constituindo categorias relevantes citadas nos resultados.

A Tabela 1 representa a distribuição dos artigos incluídos no estudo, baseado nos critérios de busca aprovados, resultando na inclusão de seis artigos no estudo. Quarenta por cento dos artigos selecionados foram excluídos por não atenderem o principal critério que se tratava de demonstrar não somente os preditores de estresse, mas sim as estratégias reais e aplicáveis para o enfrentamento do mesmo, outros trinta por cento por não se tratarem do tema proposto, como estresse do enfermeiro em outras unidades da assistência e, os demais, por não estarem na língua portuguesa ou disponíveis na íntegra.

Tabela 1 – Representação da busca dos artigos em concordância com o número de estudos encontrados, selecionados para inspeção, excluídos e utilizados. São Paulo, 2019.

Artigos encontrados Artigos selecionados Artigos excluídos Artigos incluídos
BVS 178 28 24 4
LILACS 56 18 16 2

Fonte: Bases de dados eletrônicos Biblioteca Virtual da Saúde, 2009–2019.

A Tabela 2 mostra as soluções encontradas nos seis artigos selecionados destacando os aspectos relevantes aos preditores de estresse e estratégias de enfrentamento do enfermeiro de urgência e emergência.

Tabela 2 – Exposição dos artigos selecionados após a verificação final, conforme os critérios de inclusão, segundo referencial bibliográfico e aspectos relevantes aos preditores de estresse e métodos de enfrentamento do enfermeiro emergencista. São Paulo, 2019.

Referência Bibliográfica ASPECTOS INERENTES AO ESTUDO
OLIVEIRA, EB; GALLASH, CH; SILVA JUNIOR, PPA; OLIVEIRA, AVR; VALÉRIO, RL; DIAS, LBS. Estresse ocupacional e burnout em enfermeiros de um serviço de emergência: a organização do trabalho. Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro – RJ, vol. 25, 2017.

 

Preditores de estresse: dois vínculos empregatícios, jornada acima de 50 horas semanais, com restrição de tempo para o descanso, o autocuidado, o lazer e a convivência com a família.

Estratégias: o convívio familiar por se tratar de uma rede de apoio; negação dos sentimentos e distanciamento da sua clientela.

 

KOLHS, M; OLSCHOWSKY, A; BARRETA, NL; SCHIMERGENING, J; VARGAS, R; BUSNELLO, GF. A enfermagem na urgência e emergência: entre o prazer e o sofrimento. Revista Online de Pesquisa: Cuidado é Fundamental, Rio de Janeiro – RJ, vol. 9, núm. 2, 2017, 422-431, junho 2017. Preditores de estresse: Sofrimento relacionado à impotência à morte, relacionado ao pouco reconhecimento do trabalho, à sobrecarga de trabalho e pressão psicológica.

Estratégias individuais: atividade física e estratégias defensivas, como deixar de tomar iniciativas e assumir outras responsabilidades, não se comunicar, se fechar com os outros e passar a preocupar-se apenas consigo; coletivas: conversar sobre o ocorrido com equipe e profissionais, buscar informações sobre o acontecido, pedir orientações e buscar ajuda de especialistas.

 

FONSECA, JRF; NETO, DL. Níveis de estresse ocupacional e atividades estressoras em enfermeiros de unidades de emergência. Rev Rene, Manaus – AM, vol.15 núm. 5, 2014, 732-742, out. 2014. Preditores de estresse: acúmulo de atividades gerenciais com as atividades assistenciais.

Estratégias: investir na melhoria do ambiente ocupacional e de suporte gerencial para melhorar o conhecimento do enfermeiro nesta função.

 

MARTINS, JT; BOBROFF, MCC; ANDRADE, AN; MENEZES, GDO. Equipe de enfermagem de emergência: riscos ocupacionais e medidas de autoproteção. Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro – RJ, vol. 22, núm. 3, 2014, 334-340, junho 2014.

 

Preditores de estresse: riscos ao cuidar e ao manusear objetos contaminados pela inadequação dos recursos humanos e equipamentos insuficientes, exposição à agressão física e verbal.

Estratégias: Utilizando o equipamento de proteção individual (EPI), atenção ao diagnóstico dos pacientes, muita atenção no trabalho, bom relacionamento com a equipe de trabalho.

 

LOIOLA, ESC. Impacto da resiliência e da auto eficácia sobre Burnout em profissionais de enfermagem. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Saúde da Universidade Metodista de São Paulo, 2015 Preditores de estresse: exaustão, baixa realização profissional e despersonalização.

Estratégias: quanto maior a utilização de recursos da auto eficácia e de resiliência menores sinais da síndrome de Burnout.

 

FARIA, SMC; TEIXEIRA, OLC; MOREIRA, W; OLIVEIRA, MAF; PEREIRA, MO. Caracterização dos sintomas físicos de estresse na equipe de pronto atendimento. Rev. esc. enferm. USP, São Paulo – SP, vol. 45, núm. 3, 2011, 722-729, junho 2011.

 

 

Preditores de estresse: panes, incidentes, anomalias de funcionamento, incoerência organizacional, imprevistos provenientes de materiais, de instrumentos e também dos próprios trabalhadores.

Estratégias: ginástica laboral, cantinho da leitura, orientação sobre sinais de burnout e estresse grave.

Fonte: Bases de dados eletrônicos BVS, 2009–2019.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

O levantamento bibliográfico deste estudo possibilitou levantar fatores do predomínio de estresse no enfermeiro emergencista, além de demonstrar uma literatura escassa quando se trata de estratégias reais e aplicáveis na rotina de vida e de trabalho para minimização do mesmo. Portanto, optou-se por dividir a discussão em dois eixos: preditores de estresse e as estratégias de enfrentamento.

PREDITORES DE ESTRESSE DO ENFERMEIRO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA RELEVANTES NA LITERATURA

A definição de estresse ocupacional por Cooper e Kelly (1993) é um “problema de natureza perceptiva, resultante da incapacidade do indivíduo de lidar com fontes de pressão no trabalho”. O estresse ocupacional possui por consequência problemas além da ordem física, mas também emocional, pois se relaciona à satisfação do indivíduo com o trabalho. Portanto, somente por meio de uma avaliação individual haverá um entendimento sobre os estímulos causadores de estresse. (MATURANA, 2014)

Entretanto, a literatura deste artigo observou que o enfermeiro de emergência não possui consciência do estresse que desafia em seu ambiente de trabalho. Conhecer todo o processo do estresse é importante para que seja enfrentado, a fim de que o trabalhador encontre uma resolução, evitando levar ao desgaste físico e emocional. (CALDERERO, 2008).

Outro fator estressor analisado está relacionado ao trabalho em turnos, descrito por um número significativo de trabalhadores. Os estudos mostram que 91,7% dos enfermeiros sofrem com rodízios de horários, já que por conta da dificuldade e interrupção do sono, os mesmos não conseguem dormir e descansar como gostariam, interferindo também no relacionamento familiar, social e lazer. (CALDERERO, 2008). Não somente o trabalho em turnos, como também deslocamentos, trabalhos repetitivos, quadro reduzido de funcionários e a difícil conciliação com o lazer, família e cuidados com a própria saúde contribui para a exaustão emocional do profissional (OLIVEIRA, 2017).

Franco, Druck e Seligmann-Silva (2010) afirmam que as metas inalcançáveis, o ritmo intenso de trabalho e as fortes pressões de tempo somadas ao acentuado controle e instrumentalização, do temor em ser demitido, levam ao aumento do trabalho e podem estar correlacionadas ao estresse do enfermeiro.

O trabalho no setor de emergência é um dos ambientes com maior taxa de afastamentos por problemas de saúde, isso se justifica devido à alta demanda de trabalho, superlotação, violência, ambiguidade de papéis e pelo profissional estar exposto diariamente à dor, sofrimento, acidentes e mortes. (OLIVEIRA, 2017). Alguns autores apontam a escassez de recursos como principal fator que leva o enfermeiro a exercer diversas funções e improvisá-las em um curto período de tempo. (CALDERERO, 2008).

Wu et al (2012) constataram que a demanda de cuidados, como o atendimento de pacientes críticos, está intimamente correlacionada ao aumento do estresse do enfermeiro, ao passo que atividades que englobam demandas administrativas foram os menos estressantes. O mesmo evento pode, portanto, não ser experimentado como um estressor ou ter o mesmo impacto emocional para dois indivíduos diferentes ou para o mesmo indivíduo em dois momentos diferentes.

Em uma pesquisa realizada com 2.279 enfermeiros, evidenciou-se que as mulheres são o grupo mais atingido pelo estresse, por terem que conciliar a alta demanda de trabalho com suas tarefas domésticas acabam tendo maior comprometimento nas atividades de lazer, sono e descanso. Fatores os quais podem levar ao maior adoecimento, desgaste emocional e comprometimento na qualidade do serviço prestado. (OLIVEIRA, 2017).

O sofrimento do profissional se inicia a partir da incapacidade ou impotência diante da morte, esforços fracassados ou da dor de um paciente, fatores esses que acarretam no desgaste emocional, muitas vezes associada à dependência de outros profissionais como o médico e a superlotação, causando a tomada rápida de decisão com pacientes, muitas vezes, considerados graves. (KOLHS, 2017).

MÉTODOS PARA O ENFRENTAMENTO DO ESTRESSE

A ligação do estresse com a qualidade de vida no trabalho é fator de investigação com profissionais de enfermagem. Com isso, o estresse ocupacional pode ser determinado pela relação das condições de trabalho com as características do trabalhador, de forma que a quantidade de trabalho ultrapassa suas habilidades de enfrentamento. O enfrentamento das demandas, denominado coping, é conhecido como a tentativa individual de adaptação às condições adversas em que o profissional é submetido, atingindo ou não sucesso no enfrentamento. (UMANN, 2014)

A identificação de estressores no trabalho é um dos agentes de mudança que pode fazer o cotidiano do enfermeiro ser mais produtivo, menos cansativo e o fazer ser valorizado como profissional e ser humano. (CALDERERO, 2008). O funcionário que trabalha no período noturno, por exemplo, ao inverter o ciclo circadiano compromete sua saúde e demais atividades de lazer. (OLIVEIRA, 2017).

Os superiores precisam fazer com que seus trabalhadores sintam que estão participando de suas decisões, sendo valorizados e recebendo incentivos. Os profissionais de enfermagem deram algumas sugestões para a redução do estresse no ambiente de trabalho, voltadas para fatores relacionados ao funcionamento da organização como, por exemplo, uma melhora na atribuição de funcionários durante o plantão, contratação de médicos para todos os horários, instalação de catracas para o controle da entrada e saída dos pacientes e seus acompanhantes, advertência e elogios quando for preciso, organização de reuniões para debate de problemas e promoção de melhorias na segurança do trabalho. (CALDERERO, 2008).

Referente aos métodos de enfrentamento utilizados, o maior uso foi de estratégias voltadas ao problema, fazendo com que pensemos que o enfrentamento dos fatores estressantes pelos profissionais de enfermagem desse estudo acontece de modo positivo, mostrando resolução. De forma parecida, o estudo que analisou as estratégias de coping, em profissionais de enfermagem, deixou em evidência que os enfermeiros propuseram como método resolutivo atividades relacionadas ao planejamento do trabalho, nova distribuição do agendamento de pacientes, divisão de trabalhos, dimensionamento da equipe, criação de programas participativos e de estudos a fim de qualificar a assistência, por meio de normas e procedimentos, redução das reuniões e reorganização laboral. (MARTINS, 2000/ BATISTA, 2006)

Quanto ao domínio de métodos relacionados ao problema ou à emoção, estudos se diferem. Com isso, confirma-se que coping efetivo não existe, pois a escolha pelos diferentes métodos depende da pessoa, podendo agir de forma diversa frente a um mesmo estressor. Dessa forma, se torna indispensável respeitar as características de cada profissional. (MARTINS, 2000)

Algumas sugestões foram voltadas para educação da clientela, como a realização de atividades que conscientize a população à utilização adequada dos serviços do SUS, fazendo com que a procura pelo pronto atendimento e o desenvolvimento de uma campanha continuada de respeito ao servidor diminua. Em relação à integração e apoio à equipe, tem como solução a realização de monitoramento externo com os profissionais para que se desenvolva um trabalho em equipe, promoção de encontros de confraternização, aumento da quantidade de reuniões com os funcionários para discussão de problemas ligados ao serviço de enfermagem, como escala mensal, atrasos e educação continuada, trabalho em ambiente harmônico com o auxílio da equipe, realização de programas antiestressores para funcionários e atividades externas. (CALDERERO, 2008).

Portanto, observamos que o estresse apresenta consequências físico-psico-emocionais e comportamentais por meio do estímulo e convívio do ser humano com o ambiente interno e externo. E, por conseguinte, a organização institucional é competente em adequar a demanda de trabalho ao profissional, visando respeitar as características individuais de cada colaborador. (UMANN, 2014)

Dessa forma, a percepção do estresse ocupacional e dos métodos de enfrentamento em profissionais da saúde, como também os efeitos do seu trabalho coincide a uma considerável redução em seus efeitos, podendo transformar o dia a dia de trabalho desse profissional mais produtivo e menos cansativo.

CONCLUSÃO

Os métodos utilizados pelo enfermeiro emergencista para diminuição do estresse encontrado foram: contato com os familiares, busca de ajuda e suporte em especialista, realização de atividade física e estratégias defensivas, técnicas de conversação com a equipe sobre o ocorrido, melhoria no ambiente ocupacional, proteção individual, atenção no trabalho e nos diagnósticos dos pacientes, bom relacionamento com a equipe, utilização de recursos de autoeficácia e resiliência, ginástica laboral, cantinho de leitura, orientação sobre sinais e sintomas de estresse grave e síndrome de burnout.

Após pesquisas para realização deste estudo, foi concluído que não temos suporte sobre como minimizar o estresse no profissional de enfermagem, dificultando o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento. Em consequência disso, o trabalho acaba sendo afetado refletindo na equipe e na qualidade do serviço prestado, além de prejudicar a vida pessoal do profissional. Podem ser implantadas medidas como reuniões mensais com a equipe, evidenciando os problemas a fim de buscar soluções em conjunto e realizar acompanhamento psicológico no período de trabalho.

REFERÊNCIAS

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[1] Graduação em enfermagem.

[2] Graduação em enfermagem.

[3] Mestrado em Enfermagem na Saúde do Adulto. Especialização em Aprimoramento e Especialização em C.C., C.M.E e R.A. Graduação em Enfermagem.

Enviado: Maio, 2019.

Aprovado: Março, 2020.

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