Os riscos do uso indiscriminado de Levonorgestrel por adolescentes: Revisão integrativa

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REVISÃO INTEGRATIVA 

BARROS, Laíse de Brito [1], CUNHA, Claudia Varão da [2]

BARROS, Laíse de Brito. CUNHA, Claudia Varão da. Os riscos do uso indiscriminado de Levonorgestrel por adolescentes: Revisão integrativa. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 01, Vol. 04, pp. 68-84 Janeiro de 2019. ISSN:2448-0959

RESUMO

O estudo tem como principal objetivo realizar uma busca sobre os riscos do uso indiscriminado da pílula do dia seguinte (levonorgestrel) por adolescentes. A pílula do dia seguinte segue sendo um medicamento extremamente seguro, como muitos, porém, deve-se ser tomada de forma correta. Ainda não há relatos sobre mulheres que tenham sofrido efeitos colaterais graves. Náuseas e vômitos são os efeitos que ocorrem de maneira mais comum e esperada pelas mulheres. Uma desregulação da menstruação é comum no primeiro mês após o tratamento, ou seja, nada que fuja da normalidade. Todavia, é preciso levantar algumas informações relevantes, como por exemplo, saber que, de acordo com a literatura médica (provenientes da indústria farmacêutica, que produzem a pílula) a pílula do dia seguinte não é um método abortivo, porém, não é aconselhado por especialistas seu uso de maneira repetitiva, pois assim diminui consideravelmente sua eficácia. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, com delineamento exploratório do tipo de revisão integrativa da literatura, baseado na pesquisa e revisão de artigos científicos brasileiros, onde o levantamento de dados foi obtido nas bases de dados (SCIELO) e (LILACS), abrangendo publicações de 1997 a 2017. Assim, trata-se de um estudo do tipo exploratório-descritivo. Os resultados e discussões, por meio do cruzamento de opiniões entre autores apenas reforçam a necessidade de ter a consciência não somente sobre o uso, mas também sobre os riscos do uso de levonorgestrel por adolescentes.

Palavras-chave: Riscos, Gravidez precoce, Adolescentes.

INTRODUÇÃO

Adolescência é uma fase importante e ao mesmo tempo complexa, cheia de mudanças, devido essa migração da infância para uma fase adulta, é caracterizada por impulsos físicos, mentais e emocionais. A organização mundial de saúde define adolescência entre 10 e 19 anos de idade. No Brasil conforme a lei 8.069, de 1990 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) considera criança a pessoa até os 12 anos de idade incompletos e adolescência dos 12 aos 18 anos de idade (Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade).

Diante disso, é exatamente nessa fase onde ocorre o desenvolvimento dos órgãos sexuais, a transição da sua fase de infância para o início da fase adulta. Esse período é marcado por transformações tanto hormonais, quanto comportamentais do adolescente.

O ritmo em que ocorrem as mudanças da puberdade também é diferente para as meninas e para os meninos, havendo uma variabilidade dentro do mesmo grupo sexual. Os adolescentes representam diversos grupos no meio social, comportamentos, saberes, valores e etc. Essas experiências vividas por eles ao decorrer de sua trajetória de vida ficam marcadas, apesar de adotarem algumas características de outros adolescentes.

Todos esses conflitos característicos da adolescência acontecem com um propósito o da busca pela identidade, uma tarefa difícil, que segue sendo ameaçada de uma espécie de dispersão pela fragmentação do eu nos inúmeros papéis que a própria sociedade implanta, a aflição por informações sobre si mesmo pelos jovens acarreta manifestações inquietantes.

Em decorrência disso, o início precoce da vida sexual entre os jovens pode ser considerado como um fator de risco frente ao HIV/AIDS. O alto número de ocorrências de gravidez na adolescência entre 10 e 19 anos, somado ao aumento da ocorrência de doenças sexualmente transmissíveis e à intensificação do consumo de drogas, ajuda a compreender melhor o porquê os jovens brasileiros estão cada vez mais vulneráveis à infecção pelo HIV/AIDS e uma gravidez precoce.

Diante disso, atualmente muitas adolescentes tem consigo a opção de seguir normalmente sua vida sexual e simplesmente consumir a pílula do dia seguinte (levonorgestrel) sem orientação médica e de maneira repetitiva e irresponsável.

Segundo a Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), o uso da pílula do dia seguinte só deverá ser feito em situações de emergência, como em casos de violência sexual, relação sexual não planejada e/ou desprotegida (comum em adolescentes) e nos casos de possível falha de outro método (ruptura de camisinha).

Portanto, a pesquisa busca atingir o seguinte objetivo: realizar uma busca sobre os riscos do uso indiscriminado da pílula do dia seguinte (levonorgestrel) por adolescentes.

REVISÃO DE LITERATURA

A adolescência é sem dúvida um dos momentos mais importantes da existência humana, e mais decisiva. Todos sem exceção adolescem (adolescer tem origem latina e significa crescer, desenvolver-se e tornar-se jovem), pois esta é a ponte da infância para a fase adulta. Mesmo com tantas variações dos modos de vida, ninguém escapa das transformações físicas, intelectuais, emocionais e sociais, das dúvidas, explosões de emoção, desejos e escolhas que caracterizam essa fase. A adolescência é um fenômeno individual e social, passou a ser percebida desta forma a partir do momento que a sociedade moderna a entendeu como sendo parte do processo da vida humana, sendo compreendida como parte representativa do desenvolvimento (ROEHRS; MAFTUM; ZAGONEL, 2010).

Adolescência é uma fase de mudanças entre a infância e a fase adulta, marcado por impulsos físicos, mentais e emocionais. A organização mundial de saúde define adolescência entre 10 e 19 anos de idade. No Brasil conforme a lei 8.069, de 1990 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) considera criança a pessoa até os 12 anos de idade incompletos e adolescência dos 12 aos 18 anos de idade (artigo 2°) (EISENTEIN, 2005).

É nesse período que ocorrem o desenvolvimento dos órgãos sexuais, a transição da sua fase de infância para o início da fase adulta. Esse período é marcado por transformações tanto hormonais, quanto comportamentais do adolescente (ROEHRS; MAFTUM; ZAGONEL, 2010).

O Ministério da Saúde salienta que a adolescência também pode ser compreendida como um processo de desconstrução e ao mesmo tempo de reconstrução da identidade, ou seja, o jovem precisará abandonar o mundo infantil e em seguida inicia a reconstrução de um novo mundo a seu modo (BRASIL, 2006).

Esse período é marcado pela transição, aonde o adolescente aos poucos vai deixando sua infância, e começa a construção da adolescência. Na qual, o mesmo vivência momentos da sua própria identidade. Entretanto, outras características marcantes nessa fase são as secundárias e estão ligadas a parte externa do corpo, nas meninas são marcadas pelo crescimento das mamas, arredondamento das formas, nos meninos o crescimento do pênis, desenvolvimento da barba, mudança na voz caracterizam a fase (TIBA, 2007).

As mudanças que acontecem na adolescência são de fato corporais, emocionais e sexuais, nas quais estão relacionadas ao meio externo. Essas mudanças que acontecem no corpo devido a puberdade produzem sentimentos de ansiedade e rejeição nos adolescentes em seu convívio social. Uma boa relação entre pais e filhos, ajuda o mesmo a enfrentar todas essas dificuldades que é típico da adolescência. É necessário que se estabeleça um vínculo para que haja uma compreensão, afeto e acolhimento neste processo (EBELING, 2012).

O amadurecimento biológico do adolescente é acompanhado por várias manifestações sexuais, na qual são integradas na personalidade dos mesmos. Nas garotas ocorre a menarca, nos rapazes são as ejaculações involuntárias, e depois, a própria masturbação, essas são manifestações fisiológicas evidentes, associadas às novas alterações que acontecem psicologicamente (BRÊTAS, 2009).

A puberdade é caracterizada por um componente biológico da adolescência, na qual é universal. Puberdade são mudanças morfológicas e fisiológicas como forma, tamanho, e função, onde são resultantes da reativação dos mecanismos neuro-hormonais do eixo hipotalâmico-hipofisário- adreno/gonadal (BRASIL, 2006).

Ainda é muito comum a sociedade confundir adolescência com a puberdade. A puberdade é caracterizada nos meninos, pelo engrossamento da voz, mudanças corporais, surgimentos dos primeiros pelos pubianos, crescimento do pênis e a primeira ejaculação. Como toda fase de transformação, com o adolescente não é diferente. É preciso que o adolescente se acostume com todas essas mudanças que acontecem no seu corpo (TIBA, 2007).

Diante disso, as mudanças mencionadas, entretanto, não representam exatamente e imediatamente a pessoa em um adulto. As mudanças estão muito além de físicas, ou seja, nem sem são visíveis, mas que servem para alcançar a verdadeira maturidade (FERREIRA, 2010).

É nessa face de transição que o adolescente constrói sua própria identidade, marcada por descobertas, novas experiências e surpresas. As informações devem ser úteis no momento certo, em que o adolescente está em novas descobertas, para que possa ajudá-lo a conviver mais positivamente. De forma alguma, nenhuma informação pode substituir a experiência que o mesmo vai viver (BRASIL, 2006).

Hoje na sociedade atual, a adolescência e a juventude são entendidas, como momentos de transição entre a infância e a vida adulta. Várias vezes, torna-se difícil entender o que significa esses momentos sem compreender o momento anterior, a infância, e o posterior, a vida adulta. Até mesmo porque esse é uma fase transitória, caracterizado por grande indeterminação do adolescente, onde ele não é nem uma criança, e nem uma pessoa adulta ainda (BRASIL, 2006).

É exatamente nesta fase que as mudanças corporais e a sexualidade do adolescente são elementos estruturadoras da identidade do adolescente. Essa fase é realizada através da própria representação da sua mentalidade referente ao seu corpo ou da sua imagem corporal.

De acordo com Brasil (2006), é durante essa longa etapa de transição, pode acontecer que algumas etapas do desenvolvimento puberal não tenham sido ainda totalmente adquiridas, contribuindo para uma maior exposição aos riscos. Algumas características do processo de desenvolvimento são mantidas com o passar dos anos, mudando somente a necessidade que a nova geração de jovem tem de contestar o mundo adulto e suas regras, visando uma melhor aquisição de uma identidade nova própria e diferente da geração de antigamente.

O ritmo em que ocorrem as mudanças da puberdade também é diferente para as meninas e para os meninos, havendo uma variabilidade dentro do mesmo grupo sexual. Os adolescentes representam diversos grupos no meio social, comportamentos, saberes, valores e etc. Essas experiências vividas por eles ao decorrer de sua trajetória de vida ficam marcadas no individuo, apesar de adotarem algumas características de outros adolescentes (FERREIRA, 2010).

Todos esses conflitos característicos da adolescência acontecem com um propósito o da busca pela identidade, uma tarefa difícil, que segue sendo ameaçada de uma espécie de dispersão pela fragmentação do eu nos inúmeros papéis que a própria sociedade implanta, a aflição por informações sobre si mesmo pelos jovens acarreta manifestações inquietantes (PINTO, 1997).

Todas essas cobranças podem colocar adolescentes imaturos frente a situações que eles fiquem desesperados, sem saber de que forma agir, como por exemplo, a gravidez ou uma doença sexualmente transmissível. Essa pressão exercida sobre eles não é nem um pouco saudável, nesse período a identidade não está completamente formada. Eles ainda não se acostumaram com a falta dos cuidados, existente durante a infância por parte e orientação dos pais para se tornarem responsáveis e percebem que o sonho de fato acabou para eles (PINTO, 1997).

Portanto, o diálogo é de fundamental importância na transição de uma fase para outra, onde os filhos precisam sentir confiança nos pais, a ponto de se abrirem sobre qualquer assunto, seja uma gravidez indesejada, seja uma IST. O convívio harmonioso entre pais e filhos estabelece uma melhor convivência familiar, e troca de afeto entre os mesmos (BRASIL, 2013).

São múltiplos os fatores ligados ao comportamento sexual que apontam a adolescência e juventude como grupos de risco para infecções sexualmente transmissíveis (IST) – AIDS, sífilis e outras. Entre os possíveis determinantes para a manutenção da transmissibilidade dessas doenças que sugerem alta vulnerabilidade, destacam-se: o uso irregular e pouco frequente de preservativos, baixa escolaridade, multiplicidade de parceiros sexuais, sentimentos de onipotência, pouco envolvimento com os aspectos preventivos (FIGUEIREDO, et al; 2008).

Assim, durante a adolescência tanto o profissional de saúde como as famílias dos jovens devem estar atentos ao exercício inadvertido ou impensado da sexualidade, tendo como consequência a gravidez precoce, doenças sexualmente transmissíveis, entre as quais HPV e AIDS, aborto, podendo ser estas uma interrupção do projeto e/ou qualidade de vida (SAITO; LEAL, 2007).

É importante destacar que a falta de informação, fatores sociais, falta de acesso a serviços específicos para atender essa faixa etária, iniciando precocemente as experiências sexuais são os diversos motivos aos quais as adolescentes engravidam, tendo também uma insegurança em relação aos métodos contraceptivos (VIEIRA et al. 2006).

Segundo Vieira et al. (2006), o conhecimento sobre os métodos contraceptivos e os riscos advindos de relações sexuais desprotegidas são fundamentais para que os adolescentes possam vivenciar o sexo de maneira adequada e saudável, assegurando a prevenção da gravidez indesejada e das IST/AIDS, além de ser um direito que possibilita cada vez mais, ao ser humano, o exercício da sexualidade desvinculado da procriação.

Diante disto, Saito e Leal (2007), enfatizam que todo adolescente tem o direito a educação sexual, aos contraceptivos e a maneira correta do uso, ao sigilo sobre a sua atividade sexual e a prescrição dos métodos anticoncepcionais, respeitada as ressalvas do Art. 103, Código de Ética Médica. Os profissionais devem seguir dessa forma, tendo ética profissional, assim não devendo nenhuma penalidade legal.

Entretanto, apesar das campanhas e da divulgação em massa sobre os métodos de prevenção, a AIDS continua entre os casos de IST’s a se expandir rapidamente entre as mulheres e entre os jovens de 15 a 19 anos. Muitas vezes, ela se dissemina por meio das primeiras experiências sexuais, atingindo jovens desinformados, psicologicamente despreparados ou precocemente iniciados na vida sexual. A adolescência é caracterizada pela vulnerabilidade decorrente das características da própria idade, da falta de habilidades para a tomada de decisões, das dificuldades e, por que não dizer, da inexperiência destes jovens ao lidarem com os seus sentimentos e com os sentimentos dos outros, bem como da responsabilidade nem sempre existente ao se envolverem em relacionamentos afetivos e sexuais (ARRUDA; CAVASI; 2009).

Os métodos de barreira, o preservativo masculino e feminino são os dois únicos métodos que oferecem dupla proteção, contra a gravidez, doenças sexualmente transmissíveis e a AIDS deve ser usado em todas as relações sexuais, independentemente do uso de outro método anticoncepcional. Sua eficácia está relacionada à maneira como são usados (BRASIL, 2006).

A adolescência é uma das fases mais conturbadas na vida do ser humano, devido às inúmeras descobertas, dos conflitos com relação à visão que os pais têm da vida, a formação da identidade, envolvimento com namorados, brincadeiras e a quebra de paradigmas. A adolescência é uma fase onde o desenvolvimento humano está entre a infância e a fase adulta, é nesse momento onde ocorrem as mudanças nos pensamentos, e principalmente nas atitudes.

Em se tratando da mulher, é o período em que há um crescimento e desenvolvimento do seu embrião, onde várias alterações físicas e psicológicas também são acrescentadas. Observa-se o crescimento do útero e alteração das mamas, onde é importante acompanhamentos periódicos para prevenir qualquer tipo de doença ou complicações futuras.

Entretanto, quando o período de adolescência se junta com uma gravidez, todos os processos ordenados, todos os planejamentos feitos, tornam-se mais complicados e podem trazer várias consequências para os familiares e principalmente para os adolescentes que se envolveram em tal acontecimento, pois a probabilidade de acarretar crises e conflitos é muito grande, por isso a importância da base familiar. Nesse momento da vida, os jovens não estão preparados de forma alguma, nem emocionalmente ou financeiramente para assumir seus deveres e responsabilidades, e o que mais vem ocorrendo são dos adolescentes saírem de casas, abortos, abandonam a escola e ainda as crianças também.

De acordo com Brasil (2013, p. 13):

O início da atividade sexual está relacionado ao contexto familiar, adolescentes que iniciam a vida sexual precocemente e engravidam, na maioria das vezes, tem o mesmo histórico dos pais. A queda dos comportamentos conservadores, a liberdade idealizada, o hábito de “ficar” em encontros eventuais, a não utilização de métodos contraceptivos, embora haja distribuição gratuita pelos órgãos de saúde públicos, seja por desconhecimento ou por tentativa de esconder dos pais a vida sexual ativa, fazem com que a cada dia a atividade sexual infantil e juvenil cresça e consequentemente haja um aumento do número de gravidez na adolescência.

A conhecida como gravidez precoce ou indesejada, está relacionada aos mais diversos fatores, como por exemplo, a estrutura familiar, que seria a base de apoio, a formação psicológica e também a autoestima, ambos interferem direta ou indiretamente na gravidez. Por isso, ressaltamos o apoio da família, pois ele nunca é tão importante quanto nesse momento, a família teria nesse momento o papel de compreender, dar segurança, ajuda e principalmente diálogo para que os adolescentes envolvidos e muito menos a criança desenvolva de maneira saudável.

Para Brasil (2013, p. 20):

Para muitos destes jovens, não há perspectiva no futuro, não há planos de vida. Somado a isso, a falta de orientação sexual e de informações pertinentes, a mídia que passa aos jovens a intenção de sensualidade, libido, beleza e liberdade sexual, além da comum fase de fazer tudo por impulso, sem pensar nas consequências, aumenta ainda mais a incidência de gestação juvenil.

Enfim, não se descarta a importância do pré-natal nesse período, para compreender e entender melhor o que está acontecendo com o seu corpo e o com bebê, também pode prevenir doenças e tem todo o apoio de um profissional conhecedor da área e que pode esclarecer as principais dúvidas.

Ao considerar que as expectativas sociais para os adolescentes de hoje são de educação, profissionalização e independência financeira, a gravidez precoce tem sido encarada como um obstáculo ao pleno desenvolvimento do adolescente e aqui não se faz referência somente ao sexo feminino, mas chama atenção para o papel masculino também, visto que são aquisições de responsabilidades de uma mãe e um pai, imaturos, que são obrigados adentrar a fase adulta. A OMS considera gestação de risco, a gravidez na adolescência.

No Brasil, em nossos hospitais públicos, 15% a 25% dos nascimentos são de adolescentes, principalmente na faixa de 15 a 19 anos. Considerando a dimensão numérica da população adolescente brasileira, em torno de 35 milhões, aparentemente em expansão, pode-se imaginar a importância do problema. (SILVA, 1998, p. 825).

Apesar de a gravidez na adolescência ocorrer nas diversas classes sociais, sua maior prevalência se encontra na população mais pobre e com menos escolaridade. É uma cultura, que parece estar arraigada na população com menor renda no país, pois frequentemente, em análise da história familiar, a avó, mãe, irmãs, primas e amigas possuem desfechos semelhantes, o que contribui para que as futuras gerações o reproduzam.

A gestação nesta fase pode demandar mais empobrecimento porque dificulta a continuidade dos estudos; surge mais um membro que gera uma despesa na qual a família, na maioria das vezes, não tem condições de arcar. Não obstante, outro fator de risco citado pelos diversos autores, além da condição socioeconômica, é o fato de a primeira relação sexual ocorre cada vez mais cedo, expondo também as adolescentes na faixa de 10-14 anos, ao risco da gravidez.

Dentre esses fatores que têm contribuído para o aumento da gravidez na adolescência, destacam-se o início precoce da vida sexual associado à ausência do uso de métodos contraceptivos, além da dificuldade de acesso a programas de planejamento familiar (AMORIM et al. 2009, p. 96).

O alto índice de gravidez precoce revela uma notória contradição, visto que, teoricamente, após emancipação feminina, desde os anos 70, houve e a quebra do elo entre sexo e reprodução; mais acessibilidade à informação e contracepção nos dias atuais deveria decrescer a incidência de gravidez em adolescentes e jovens. Mediante Lyra e Medrado (2011) o prognóstico após os anos 70 era de que as taxas iriam declinar por meio da educação sexual dos adolescentes, de acesso a métodos contraceptivos e do aborto, o que não aconteceu.

O acesso a informações sobre reprodução humana e métodos contraceptivos, embora seja de importância fundamental, por si não é suficiente para a prevenção da gravidez na adolescência. Informações no âmbito da saúde e da educação sobre sexualidade do adolescente devem propiciar a livre discussão sobre padrões de comportamento responsabilidades sobre as atitudes do adolescente relacionadas ao exercício da própria sexualidade, respeitando-se seus valores morais e religiosos (LYRA; MEDRADO, 2011, p. 32).

Um fator relevante, como possível etiologia de altos índices de gravidez precoce está no fato de que mesmo com a difusão de conhecimento sobre métodos contraceptivos há deficiência quanto ao saber utilizá-los de maneira consistente. De acordo com a literatura 80% das adolescentes não fazem uso de qualquer método anticoncepcional na primeira experiência sexual. Para Sousa (2000, p. 52-53):

O desconhecimento de aspectos fundamentais da sexualidade, da contracepção e da procriação, bem como a existência de crenças inadequadas, continua a ser características da maioria dos adolescentes. A falta de informação, sobre medidas preventivas e locais de apoio à sexualidade por parte dos jovens, dificulta uma prevenção eficaz.

A falta da educação sexual é outro aspecto que contribui para altos índices de gravidez na adolescência. A gestação precoce pode causar grandes transtornos a vida das adolescentes, uma vez que a gravidez inesperada e/ou indesejada, neste momento, transforma a vida da jovem grávida física, psicológica e socialmente. Ela vem comumente acompanhada de problemas sociais como evasão escolar, entrada no mercado de trabalho sem capacitação ideal e logo baixos salários.

METODOLOGIA

A pesquisa constituiu-se de um estudo bibliográfico dirigido para trabalhos que apresentavam relatos, propostas e conteúdo acerca dos riscos do uso indiscriminado de levonorgestrel por adolescentes, publicados no período de 1997 a 2017. Foram analisados apenas artigos nacionais e livros, excluído teses e outros, devido à dificuldade de acesso.

Para a busca e localização de tais artigos, foram utilizadas as bases de dados da literatura Latino – Americana e do Caribe em Ciência da Saúde (Lilacs) e pelo Scientific Electronic Library Online (Scielo) e acesso via internet. Os descritores foram selecionados a partir das definições encontradas, sendo eles: Riscos. Efeitos Colaterais. Gravidez Precoce. Adolescentes, para busca na base de dados.

Após leitura dos artigos, foram encontrados 21 estudos voltados à definição pesquisada, sendo que nesse total, alguns tenham sido excluídos por se constituírem em monografias, teses, dissertações ou não estarem dentro da temática, resultando em 5 artigos voltados à pesquisa

Os dados foram tratados descritivamente em tabela, e categoria acerca do assunto pesquisado, onde segundo Andrade (2009), a categorização dos dados é realizada mediante um sistema de codificação.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Após o processo de percurso metodológico, a pesquisa bibliográfica efetuada, obteve um total de 21 artigos publicados entre os anos de 1997 a 2017 nas páginas LILACS e Scielo. Destes, 5 artigos foram selecionados e após demasiadas leituras e síntese de cada um desses, os mesmos foram categorizados de acordo seu objetivo geral, título do trabalho, ano de publicação e delineamento.

A distribuição do ano de publicação bem como delineamento de estudo, título e objetivo encontram-se dispostas no quadro 1.

Quadro 1: Distribuição do ano de publicação bem como delineamento de estudo, título e objetivo

Titulo Ano Delineamento Objetivo
Contracepção de emergência no Brasil: necessidade, acesso e política nacional 2004 Bibliográfica Analisar a contracepção de emergência no Brasil
Anticoncepção de emergência: a pílula do dia seguinte 2004 Bibliográfica Analisar a anticoncepção de emergência.
Pílula do dia seguinte – Como Tomar, Eficácia e Efeitos Adversos 2017 Bibliográfica Avaliar a pílula do dia seguinte (Como Tomar, Eficácia e Efeitos Adversos)
Uso da pílula do dia seguinte requer cuidados 2011 Bibliográfica Analisar os cuidados do uso da pílula do dia seguinte
Adolescentes abusam, mas pílula do dia seguinte não é 100% eficaz 2017 Bibliográfica Avaliar os adolescentes que abusam e não entendem que a pílula do dia seguinte não é 100% eficaz.

De acordo com Figueiredo (2004), atualmente são dois os métodos existentes que são utilizados para realizar a Contracepção de Emergência: são eles, o Yuzpe e o Levonorgestrel. Todavia, o estudo segue o enfoque sobre o Levonorgestrel, o mesmo utiliza somente anticoncepcionais à base de levonorgestrel (progesterona), são comprimidos de 0,75 mg cada um, sendo a dose prescrita de 1,5 mg. Porém, vale ressaltar que sua utilização consiste em 0,75 mg (primeiro comprimido) após a relação sexual que ocorrera de forma desprotegida e 0,75 mg 12 horas após o primeiro comprimido, ou 2 comprimidos de 0,75 mg cada em uma dose única após a relação sexual.

Segundo a Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), o uso da pílula do dia seguinte só deverá ser feito em situações de emergência, como em casos de violência sexual, relação sexual não planejada e/ou desprotegida (comum em adolescentes) e nos casos de possível falha de outro método (ruptura de camisinha).

Para Costa (2004) o levonorgestrel em dose única tem 95% de maior eficácia, quando utilizado nas primeiras 24 horas, 85% quando a ingestão acontece entre 24 e 48 horas após a relação, e 58% se ingerido após 48 horas.

No Brasil, por exemplo, a pílula do dia seguinte que as mulheres mais utilizam é composta por levonorgestrel 0,75 mg (marcas mais comuns: Postinor-2®, Pilem®, Pozato®, Diad®, Minipil2-Post® e Poslov®).

Todavia, para Pinheiro (2017) o levonorgestrel é uma progesterona sintética, que atua como método contraceptivo de emergência por três mecanismos, inibe a ovulação; impede a fertilização do óvulo pelo espermatozoide; impede que óvulo fecundado se aloje no útero. Dentre os três mecanismos acima, a inibição da ovulação é o mais importante, daí a necessidade de tomar a pílula o mais rápido possível.

Não se pode deixar de comentar que a pílula do dia seguinte promove alterações no ciclo menstrual, antecipando o momento da menstruação. A maioria das mulheres tende a menstruar logo depois de 1 semana após o uso da pílula.

Pinheiro (2017) não deixa passar o alerta de que a pílula do dia seguinte não é abortiva, como muitos pensam. O aborto é proibido por lei no Brasil, se de fato a pílula contraceptiva de emergência fosse abortiva, ela não teria autorização para ser comercializada e não seria tão facilmente encontrada nas farmácias e drogarias.

O mesmo autor ainda comenta que a pílula do dia seguinte segue sendo um medicamento extremamente seguro, como muitos, porém, deve-se ser tomada de forma correta. Ainda não há relatos sobre mulheres que tenham sofrido efeitos colaterais graves. Náuseas e vômitos são os efeitos que ocorrem de maneira mais comum e esperada pelas mulheres. Uma desregulação da menstruação é comum no primeiro mês após o tratamento, ou seja, nada que fuja da normalidade.

Todavia, Pinheiro (2017) diz que, há outros efeitos que podem acontecer, chamados de secundários, mas que dificilmente acontecem, são eles as tonturas, fadiga, dor de cabeça, sensibilidade nos seios, e dor abdominal. Mas, se houver um quadro de vômitos nas primeiras duas horas após a pílula ter sido tomada, é de fundamental importância e orientação que seja feita a repetição do esquema da pílula do dia seguinte.

Para o portal do Boa Saúde (2011), além de problemas imediatos, o uso exagerado da pílula do dia seguinte pode promover as mulheres complicações em gestações futuras. A quantidade excessiva de hormônios tende a aumentar a probabilidade de uma futura gravidez ectópica, que ocorre quando o bebê é gerado fora do útero, daí já são novas providencias que são tomadas. Os especialistas sempre buscam alertar que nem todas as mulheres podem fazer uso desse método, como, por exemplo, mulheres que apresentam doença no sangue, problemas vasculares, são hipertensas ou muito obesas, não são aconselháveis e muito menos garantido o uso e a eficácia.

Varella (2017) fala que as pessoas, em especial as adolescentes, podem sim, evitar uma gravidez indesejada, e há diversas maneiras de se fazer isso: utilizando camisinhas, contraceptivos orais, injetáveis, DIU, entre outros métodos. Se houver uma consciência, todos podem reduzir de maneira significativa a chance da mulher engravidar. A camisinha, por exemplo, se for utilizada de maneira adequada, reduz as chances de gravidez entre 90 a 95%.

Ainda, comenta que, apesar de todos os métodos contraceptivos disponíveis e do amplo acesso à informação, uma pesquisa recente realizada pela Casa da Adolescente de São Paulo, indicou que 25% das adolescentes já usaram a pílula do dia seguinte para evitar gravidez. O estudo, que entrevistou 600 adolescentes com idades entre 10 e 15 anos, mostrou que 75% das meninas e 60% dos meninos já estavam por dentro dos métodos para evitar gravidez. Alguns admitiram usar o método mais que uma vez no mês.

Os números deixaram os pesquisadores estarrecidos, já que a droga deve ser usada apenas em último caso e não rotineiramente. Eles acreditam que uma das causas para o uso indiscriminado do medicamento é a facilidade de compra. Desde 2012 a pílula do dia seguinte pode ser adquirida sem receita médica por maiores de 18 anos. Daí para chegar às mãos de uma adolescente é um pulo.

Para ele, mesmo, deixando parecer uma verdadeira salvação para evitar um grande problema, muitos adolescentes ainda não conhecem a pílula do dia seguinte, aliás nem sabem que a mesma pode apresentar um índice de falha 15 vezes maior do que o anticoncepcional convencional, e acabam fazendo uso dessa ‘bomba’ de hormônios de maneira irresponsável.

De acordo com Pinheiro (2017), os médicos alertam ainda que o problema de tomar a pílula mais de uma vez no mesmo ciclo é que não dá para garantir a mesma eficácia. De acordo com estudos clínicos, a eficiência do medicamento é de 89%.

Por fim, outro fator que tem preocupado bastante, segundo os pesquisadores, é que o método não previne a contaminação por doenças sexualmente transmissíveis e deixa as adolescentes principalmente em uma situação de risco, em especial com relação às ISTs.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O objetivo de realizar uma busca sobre os riscos do uso indiscriminado da pílula do dia seguinte (levorgestrel) por adolescentes foi interessante, haja vista, esse público tem entrado na vida sexual cada vez mais cedo e sendo cada vez mais vulnerável aos riscos de uma gravidez indesejada ou uma doença sexualmente transmissível.

As pesquisas conseguiram mostrar que a pílula do dia seguinte segue sendo um medicamento extremamente seguro, como muitos, porém, deve-se ser tomada de forma correta. Ainda não há relatos sobre mulheres que tenham sofrido efeitos colaterais graves. O levonorgestrel em dose única tem 95% de maior eficácia, quando utilizado nas primeiras 24 horas, 85% quando a ingestão acontece entre 24 e 48 horas após a relação, e 58% se ingerido após 48 horas.

No Brasil, por exemplo, a pílula do dia seguinte que as mulheres mais utilizam é composta por levonorgestrel 0,75 mg (marcas mais comuns: Postinor-2®, Pilem®, Pozato®, Diad®, Minipil2-Post® e Poslov®).

Conclui-se que os resultados obtidos durante o trabalho apenas reforçam a necessidade de ter a consciência não somente sobre o uso, mas também sobre os riscos do uso de levonorgestrel por adolescentes.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico: elaboração de trabalhos na graduação. 9.ed. São Paulo: Atlas,2009.

ARRUDA, S; CAVASI, S. Gênero e prevenção das DST/AIDS. In: Coordenação Nacional de DST e AIDS. Prevenir é sempre melhor. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2009.

AMORIM, Melania M. R. de; et al. Fatores de risco para a gravidez na adolescência em uma maternidade-escola da Paraíba: estudo caso-controle. Rev Bras Ginecol Obstet. 31:404-10 junho, 2009.

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Artigo elaborado para o Curso de Pós-Graduação em Saúde da Mulher do Instituto de Ensino Superior do Sul Maranhão/Unidade de Ensino Superior do Sul do Maranhão – IESMA/UNISULMA para obtenção do grau de Especialista.

[1] Aluna Graduada em Enfermagem pela Faculdade de Imperatriz – FACIMP.

[2] Professora Orientadora Especialista em Unidade de Terapia Intensiva pela Universidade Potiguar – Rio Grande do Sul. Mestranda em Ciências da Saúde e Meio Ambiente pela PUC – GO. Docente no IESMA e INESPO.

Enviado: Março, 2018

Aprovado: Janeiro, 2019

Como publicar Artigo Científico

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