Cuidados de enfermagem para o paciente com infarto agudo do miocárdio portador de COVID – 19

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DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/saude/infarto-agudo
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ARTIGO DE REVISÃO

CESÁRIO, Jonas Magno dos Santos [1] , FLAUZINO, Victor Hugo de Paula [2] , MEJIA, Judith Victoria Castillo [3], HERNANDES, Luana de Oliveira [4], GOMES, Daiana Moreira [5], VITORINO, Priscila Gramata da Silva [6]

CESÁRIO, Jonas Magno dos Santos. Et al. Cuidados de enfermagem para o paciente com infarto agudo do miocárdio portador de COVID – 19. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 06, Ed. 02, Vol. 12, pp. 61-76. Fevereiro de 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/infarto-agudo, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/saude/infarto-agudo

RESUMO

O objetivo desta pesquisa foi descrever os cuidados de enfermagem para o paciente com infarto agudo do miocárdio portador de COVID-19. Tratou-se de uma revisão bibliográfica de abordagem descritiva e qualitativa, realizadas nos bancos de dados do google Schollar, BVS (biblioteca virtual em saúde) e SciELO (Scientific Electronic Library Online), utilizou-se os descritores entre aspas (“”) e o operador lógico booleano “AND”. A pergunta norteadora foi: quais são os cuidados de enfermagem para o paciente com infarto agudo do miocárdio portador de COVID-19? Foram incluídos artigos acadêmicos publicados entre 2017 a 2020, na língua portuguesa, disponíveis de forma gratuita e nos bancos de dados já mencionados, que respondessem à pergunta de pesquisa. A coleta dos dados foi realizada no mês de dezembro/2020, por seis pesquisadores de forma independente, resultando numa amostra final de 24 artigos. A análise dos artigos permitiu dividir eles em duas categorias temáticas, sendo a categoria A: Cuidados de enfermagem no paciente com Infarto Agudo do Miocárdio com 13 artigos e a categoria; B: cuidados de enfermagem no paciente com IAM portador de COVID-19, incluindo 11 artigos. Devido a carência de estudos de IAM em pacientes com COVID-19, permanecem os cuidados para o paciente com IAM levando em consideração que o isolamento do paciente deve ser obrigatório para evitar a disseminação do vírus. Procedimentos corriqueiros e simples tornaram-se complexos, pois o enfermeiro precisa ter o olhar atento quanto às medidas de isolamento por aerossol e contato.

Palavras chaves: Cuidado de enfermagem, Cardiologia, COVID-19.

INTRODUÇÃO

O infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma emergência cardiovascular e requer diagnóstico e um processo de tratamento rápido. Infelizmente, a pneumonia ocasionada por COVID-19 é altamente contagiosa e obviamente está afetando o diagnóstico e o tratamento do infarto agudo do miocárdio (IAM), pois o paciente com COVID-19 apresenta sinais e sintomas que podem mascarar o diagnóstico do (IAM).

A COVID-19 é uma infecção viral originada na China, que em março de 2020 foi considerada pandemia pela OMS, por atingir um número imensurável de pessoas contaminadas por todo o mundo. Os sinais e sintomas que estão presentes em todos os casos são: febre, fadiga ou mialgia, dispneia e tosse seca, alguns casos o paciente apresenta linfopenia e distúrbios de coagulação sanguínea, além de apresentar opacidades pulmonares em forma de vidro fosco presente em raio-x e tomografia de tórax (CESÁRIO et al 2020; NETO et al, 2020)

O Paciente com COVID-19 pode apresentar acometimento do sistema cardiovascular, o coronavírus tem uma resposta inflamatória exorbitante, o vírus invade as células endoteliais e liberam grande quantidade de citocinas, levando a lesão de tecidos como; coração e vasos sanguíneos. Os marcadores inflamatórios sistêmicos como a Proteína C Reativa, D-dímero, desidrogenase lática e ferritinina, se elevam rapidamente e o paciente apresenta os seguintes sinais e sintomas: alteração eletrocardiográfica, dor precordial, dispneia e aumento da área cardíaca (MORAES; ALMEIDA; GIODARNI, 2020; SOUZA, 2020).

Os pacientes diagnosticados com coronavírus apresentam diversos distúrbios de coagulação e pode levar o paciente a desenvolver Tromboembolismo venoso (TVP), acidentes vasculares encefálicos (AVE), infarto agudo do miocárdio, miocardite e exacerbação de insuficiência cardíaca. Estas patologias podem ser diagnosticas por exames de imagens como a tomografia com contraste, ressonância magnética e ultrassonografia.

A COVID-19 afeta principalmente o sistema respiratório, incluindo o pulmão, mas afeta vários órgãos e especialmente o sistema cardiovascular, está dificuldade de identificar o paciente com IAM, pode atrasar no diagnóstico e tratamento, sabemos que a o tempo de reperfusão do miocárdio é o padrão ouro para o atendimento do paciente infartado. O enfermeiro é a peça-chave para o diagnóstico do paciente com IAM, por meio do reconhecimento de sinais e sintomas, os enfermeiros realizam a triagem dos pacientes para assegurar e organizar a assistência de qualidade ao paciente. Nesse sentido, reconhece-se a importância do enfermeiro/a para o manejo das complicações clínicas do IAM no paciente com COVID-19. Com base nisso, buscou-se responder à pergunta da pesquisa; quais os cuidados de enfermagem para o paciente com infarto agudo do miocárdio portador de COVID-19?

O diagnóstico de IAM tem que ser rápido e preciso, porém na pandemia o enfermeiro pode apresentar dificuldades para identificar os sinais e sintomas de IAM, pois alguns pacientes com COVID-19 apresentam sinais parecidos com o IAM como a dor no peito, e a falta de ar, pode aparecer nas duas doenças. O enfermeiro para planejar os cuidados de enfermagem ele realiza a sistematização de assistência de enfermagem (SAE), no qual norteia toda a assistência de enfermagem prestada para o paciente com IAM e portador de COVID-19. O objetivo desta pesquisa foi descrever os cuidados de enfermagem para o paciente com infarto agudo do miocárdio portador de COVID-19.

METODOLOGIA

A pesquisa tratou-se de uma revisão bibliográfica de abordagem descritiva e qualitativa. Segundo Cesário, Flauzino e Mejia (2020), fundamenta-se com base em material que já foram construídos, o que incluí artigos científicos publicados em periódicos acadêmicos.

Na primeira etapa, buscou-se reunir evidências para responder pergunta de pesquisa: quais os cuidados de enfermagem para o paciente com infarto agudo do miocárdio portador de COVID-19? Encontrou-se nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), com os seguintes descritores: Cuidado de enfermagem, Cardiologia e COVID-19, utilizando-os junto ao operador Booleano “AND”. Os bancos de dados utilizados foram: No google Schollar, utilizou-se os descritores entre aspas (“”) e o operador lógico booleano “AND”. Na BVS (biblioteca virtual em saúde), foi utilizado a opção pesquisa avançada, selecionada as bases da BDENF (Banco de Dados em Enfermagem), LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e o operador lógico booleano “AND”. Na SciELO (Scientific Electronic Library Online), foi utilizada a opção pesquisa avançada e o operador lógico booleano “AND”.

Estabeleceu-se como critérios de inclusão, artigos acadêmicos publicados entre 2017 á 2020, na língua portuguesa, disponíveis de forma gratuita e nos bancos de dados já mencionados, que respondessem à pergunta de pesquisa. Excluíram-se artigos repetidos encontrados nas bases de dados, resumos e artigos inferiores a 2017. A coleta dos dados foi realizada no mês de dezembro/2020, por seis pesquisadores de forma independente.

Figura 1. Fluxograma de PRISMA

Fonte: elaboração própria, 2021.

Os 24 artigos que conformaram a amostra final, foram divididos em duas categorias temáticas e apresentados em quadros.

RESULTADOS

Para a elaboração da pesquisa foram incluídos 24 artigos, presentes em periódicos diferentes, conforme tabela 1.

Tabela 1. Distribuição dos artigos de acordo com o periódico de publicação

Periódicos
Brazilian Journal of Health Review 04
Revista Eletrônica Acervo Saúde 02
Revista Texto contexto enfermagem 02
Anuário Pesquisa e Extensão Unoesc Xanxerê 01
Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research 01
International Journal of Development Research 01
Journal Health NPEPS 01
Journal of Health & Biological 01
Revista Aquichan 01
Revista baiana enfermagem 01
Revista Científica de Enfermagem 01
Revista Enfermagem Atual 01
Revista eletrônica Estácio Recife 01
Revista Espaço Ciência e Saúde, Rio Grande do Sul 01
Revista JRG de Estudos Acadêmicos 01
Revista Sociedade Brasileira de enfermagem Pediátrica 01
Revista Scientia Médica 01
Revista unipacto 01
Revista UNIT – Universidade Tiradentes 01
TOTAL 24

Fonte: elaborado por los autores, 2021.

Os resultados foram divididos em duas categorias conforme suas temáticas. Categoria A: Cuidados de enfermagem no paciente com Infarto Agudo do Miocárdio com 13 artigos científicos e a categoria; B: cuidados de enfermagem no paciente com IAM portador de COVID-19, com 11 artigos científicos.

O quadro 1 mostra os artigos da revisão da literatura utilizados na categoria A, mostrando as seguintes variáveis como: autor, título e objetivo central.

Quadro 1. Artigos incluídos na categoria temática A

# Autor/ano Título Objetivo central
1 SANTOS, BARBOSA, AMORIM, 2017 Assistência de enfermagem a paciente portador de infarto agudo do miocárdio. Relatar assistência de enfermagem ao paciente com diagnóstico de infarto agudo do miocárdio.
2 CUNHA et al. 2018 Diagnósticos de enfermagem segundo a teoria do autocuidado em pacientes com infarto do miocárdio. Identificar os diagnósticos de enfermagem em pessoas com infarto do miocárdio em emergência hospitalar, segundo a teoria do autocuidado de orem.
3 SILVA et al. 2020 Cuidados de enfermagem ao paciente acometido por infarto agudo do miocárdio: uma revisão integrativa. Identificar nas produções científicas publicadas, as ações realizadas pelos enfermeiros durante o atendimento de um paciente com dor torácica, sugestiva de isquemia miocárdica aguda no serviço de emergência hospitalar.
4 SANTOS, CESÁRIO, 2019 Atuação da enfermagem ao paciente com infarto agudo do miocárdio (IAM). Demonstrar a relevância da atuação da enfermagem diante do paciente acometido pela IAM descrevendo o conceito da doença e enumerando os fatores de risco.
5 MOTA et al. 2020 Diagnósticos de Enfermagem no paciente com insuficiência cardíaca: Estudo de caso. Identificar os diagnósticos de enfermagem prevalentes em pacientes com insuficiência cardíaca
6 SILVA, PASSOS, 2020 Assistência de enfermagem à pacientes vítimas de infarto agudo do miocárdio: uma revisão integrativa. Investigar o papel do profissional de enfermagem na assistência à pacientes vítimas de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM).
7 FERREIRA, PASA, LYSAKOWSKI 2019 Atuação do enfermeiro no atendimento ao paciente com infarto agudo do miocárdio. Descrever a atuação do enfermeiro no atendimento do paciente com Infarto Agudo do Miocárdio nos serviços de urgência e emergência.
8 SOARES et al. 2020 Condutas de enfermagem aplicadas ao paciente com infarto agudo do miocárdio no pré-hospitalar. Descrever condutas de enfermagem aplicadas ao paciente com infarto agudo do mio­cárdio no pré-hospitalar.
9 BOLZAN, POMPERMAIER 2020 Cuidados de enfermagem ao paciente com infarto agudo do miocárdio. Identificar a importância e os principais cuidados de enfermagem ao paciente com IAM no serviço de Urgência e Emergência hospitalar.
10 OLIVEIRA et al. 2019 Cuidados de enfermagem ao paciente com infarto agudo do miocárdio: uma revisão integrativa. Identificar o papel do enfermeiro frente ao trabalho da equipe de enfermagem no atendimento ao paciente com Infarto Agudo do Miocárdio e adequar o melhor tratamento e reabilitação ao paciente vítima de IAM.
11 JÚNIOR, GALVÃO, SOUZA, 2019 Percepções da dor: diagnóstico de enfermagem em pacientes infartados. Conhecer as percepções do sintoma da dor para os pacientes diagnosticados com Infarto Agudo do Miocárdio (IAM).
12 OLIVEIRA et al. 2018 Processo de trabalho do enfermeiro frente ao paciente acometido por infarto agudo do miocárdio. Descrever a importância do enfermeiro no cuidado ao paciente acometido por infarto agudo do miocárdio.
13 RIBEIRO, SOUZA, AGOSTINI, 2017 As dificuldades da atuação do enfermeiro no atendimento ao Cliente com infarto agudo do miocárdio na unidade de Emergência. Apontar as dificuldades enfrentadas pelo enfermeiro na execução dos cuidados de enfermagem, bem como analisar a assistência do enfermeiro frente ao cliente acometido por IAM na unidade de emergência.

Fonte: Elaborado pelos autores (2021).

O quadro 2 mostra todos os artigos que foram utilizados na revisão de literatura da categoria B, com as seguintes variáveis: autor, título e objetivo central.

Quadro 2. Artigos incluídos na categoria temática B

Nr Autor/ano Título Objetivos
1 DANTAS et al. 2020 Diagnósticos de enfermagem para pacientes com COVID-19. Elencar com base nas manifestações clínicas da doença, os principais diagnósticos de enfermagem que podem ser aplicados para crianças, adultos, gestantes e idosos com COVID-19.
2 QUEIROZ et al. 2020 Diagnósticos de enfermagem segundo a taxonomia da NANDA internacional para sistematização da assistência de enfermagem a COVID-19. Narrar as manifestações clínicas das vítimas da COVID-19 com base em evidências científicas e propor os principais diagnósticos de enfermagem de acordo com a Taxonomia da NANDA Internacional.
3 DIAS et al. 2021 Diagnósticos e intervenções de enfermagem: A crianças com sinais respiratórios de gravidade da COVID-19. Descrever diagnósticos e intervenções de enfermagem a crianças com sinais respiratórios de gravidade da COVID-19.
4 ANDRADE et al. 2020 Principais diagnósticos de enfermagem em pacientes com manifestações clínicas da COVID-19. Relacionar os aspectos clínicos e a sintomatologia dos pacientes com os diagnósticos de enfermagem aplicados no contexto da COVID-19 através da taxonomia da Associação Norte-Americana de Diagnósticos de Enfermagem Internacional (NANDA-I).
5 FERREIRA, LIMA, 2020 Atendimento de enfermagem aos pacientes com covid-19 Submetidos a procedimentos hemodinâmicos de emergência. Identificar a assistência de enfermagem, descritas na literatura, prestada ao paciente com COVID-19 após procedimentos hemodinâmicos de emergência.
6 MORAES, ALMEIDA, GIORDANI, 2020 Covid-19: cuidados de enfermagem em unidade de Terapia intensiva. Descrever as rotinas e protocolos relacionados às melhores práticas para assistência de enfermagem aos pacientes com a COVID-19.
7 MANDETTA, BALIEIRO, 2020 A pandemia da COVID-19 e suas implicações para o cuidado centrado no paciente e família em unidade pediátrica hospitalar. Analisar as implicações da pandemia da COVID-19 para o cuidado centrado no paciente e família em unidade pediátrica hospitalar.
8 MARQUES et al. 2020 Covid-19: cuidados de enfermagem para segurança no atendimento de serviço pré-hospitalar móvel. Descrever as ações realizadas por enfermeiros do serviço pré-hospitalar móvel antes, durante e após atendimentos e transferências de pacientes suspeitos e/ou confirmados para Covid-19 e as limitações encontradas por esses profissionais para diminuir a exposição à doença.
9 NETO et al. 2020 Diagnósticos/resultados e intervenções de enfermagem para pacientes graves acometidos por covid-19 e sepse. Relacionar diagnósticos/resultados e intervenções de enfermagem para pacientes graves acometidos por COVID-19 e sepse na Unidade de Terapia Intensiva, segundo a Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE®).
10 TAETS et al. 2020 Padrões funcionais de saúde em adultos com COVID-19 na terapia intensiva: fundamentação aos diagnósticos de enfermagem. Identificar os principais diagnósticos de enfermagem em pacientes adultos confirmados com o novo coronavírus internados em unidades de terapia intensiva à luz dos padrões funcionais de saúde.
11 SOCORRO et al. 2020 As funções da equipe pluridisciplinar no cuidado da covid-19. Discutir os desafios da abordagem pluridisciplinar no cuidado da COVID-19.

Fonte: Elaborado pelos autores (2021).

DISCUSSÃO

CATEGORIA A – CUIDADOS DE ENFERMAGEM NO PACIENTE COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO.

Conforme Oliveira et al. (2018), a abordagem ao paciente com IAM é normalmente realizada pelo enfermeiro na sessão de triagem, ou até mesmo na sala de urgência. Ou seja, o primeiro profissional de saúde que faz a abordagem ao paciente é o enfermeiro. Na triagem realizada pelo enfermeiro, ele determina as necessidades do paciente e já direciona o paciente para o serviço necessário para garantir que sua saúde seja restabelecida e realiza a Sistematização da enfermagem a SAE (RIBEIRO; DE SOUZA; AGOSTINI, 2017; OLIVEIRA et al, 2018).

Segundo Ferreira; Pasa; Lysakowski (2019), os enfermeiros desempenham um papel importante na identificação dos fatores de risco no diagnóstico e tratamento de pacientes com IAM.  Este serviço deve ser eficaz e rápido para garantir que o mínimo possível de necrose do musculo cardíaco. Por esse motivo, faz-se necessária a implantação da sistematização dos serviços de enfermagem.

Ainda sobre isso, Júnior; Galvão e Souza (2019), enfatizam que o enfermeiro/a é o profissional da linha de frente, é a pessoa que vai identificar corretamente o diagnóstico do paciente através de anamnese e exame físico a origem e frequência do paciente, realizando também um plano de cuidados individualizado.

Assim, vê-se o enfermeiro/a não apenas como um cuidador, mais também como um administrador da equipe, que sincroniza as atividades para que a recuperação do paciente ocorra com tranquilidade. Também é importante que os enfermeiros entendam as mudanças psicológicas do paciente e o tipo de suporte que precisa ser fornecido no momento. A direção voltada para a família do paciente não deve ser ignorada, porque quando a enfermeira mantém uma situação voltada para a família e entende a situação, todo o processo de reabilitação do paciente prosseguirá ativamente (SANTOS; CESÁRIO, 2019).

Nesse sentido, reconhece-se o enfermeiro/a como um profissional de destaque para realizar o processo de cuidado com o paciente em IAM, pois necessita fazer diagnósticos de enfermagem e medidas de intervenção que atendam às necessidades de cada paciente, a fim de obter uma recuperação efetiva em caso de alta segura. Para diagnóstico e intervenção utiliza-se NANDA (diagnóstico de enfermagem), NIC e NOC (referente à intervenção de enfermagem). Por ser um paciente que necessita de cuidados completos e monitoramento contínuo, o paciente deve ser acompanhado em unidade de terapia intensiva (UTI) por no mínimo 24 horas para o diagnóstico precoce da situação clínica. (SANTOS; CESÁRIO, 2019).

Quando realizado o diagnóstico, o enfermeiro/a elabora um plano de cuidados para permitir que o paciente se recupere de forma eficaz. Portanto, para padronizar o atendimento e simplificar os procedimentos de tratamento, é necessária a implantação de protocolos que sistematizem o atendimento nas instituições, pois a velocidade atendimento é essencial para a sobrevida do paciente (SILVA et al, 2020).

Nessa linha de raciocínio, os diagnósticos de enfermagem colaboram para formar uma base de conhecimento em enfermagem para antecipar os cuidados necessários à multidão e às organizações de serviços hospitalares. Além disso, ajuda a fornecer os serviços certos aos pacientes. Uma vez que o diagnóstico de enfermagem é usado para verificar a resposta do paciente à doença e para orientar os planos de enfermagem (BOLZAN; POMPERMAIER, 2020).

De acordo com Mota et al (2020), os principais diagnostico de enfermagem para o paciente com IAM foram: débito cardíaco reduzido, perfusão tecidual periférica ineficaz e ansiedade relacionada ao risco de morte. Os cuidados relacionados a esses diagnósticos visam reduzir o consumo de oxigênio e evitar descompensações, melhorar a perfusão tecidual e cardiopulmonar, melhorar a perfusão, expressar problemas e expressar ansiedade.

Em se tratando dos cuidados de enfermagem, estudos destacam a importância desse cuidado, através da realização de um exame físico abrangente que permite realizar diagnósticos de enfermagem específicos para descrever as necessidades afetadas do paciente com base em suas condições clínicas e comorbidades. Também ressaltaram a importância do conhecimento científico e técnico do enfermeiro (SANTOS; BARBOSA; AMORIM, 2017).

Para a implementação do cuidado, o enfermeiro/a deve garantir a qualidade de vida dos pacientes, além de realizar a avaliação clínica dos sinais vitais, deve-se realizar ECG em até 10 minutos, acesso venoso periférico calibrado, monitorização cardíaca contínua, oxigenoterapia, manutenção da dor / ansiedade, repouso, para exame laboratorial e Coleta de sangue para manter o nível de açúcar no sangue. Para garantir o efeito terapêutico, a trombólise deve ser realizada 30 minutos após a admissão e a angioplastia 90 minutos após a admissão. Durante todas essas etapas, o enfermeiro deve estar presente para garantir a qualidade do atendimento (FERREIRA; PASA; LYSAKOWSKI, 2019).

É importante ressaltar que os enfermeiros também atuam como instrutores de suas equipes, revisam os planos de enfermagem, elaboram materiais didáticos, lideram e coordenam equipes e conduzem o raciocínio clínico. Por tanto, as práticas assistenciais devem ter embasamento científico, sempre monitoradas por um enfermeiro, para garantir a qualidade da assistência (SOARES et al., 2020).

Segundo Silva e Passos (2020) é importante o treinamento adequado da equipe para o atendimento eficiente ao paciente com dor torácica.  A enfermagem precisa ser eficaz, holística e individualizada, mas a autora cita que a falta de procedimentos padronizados dificultará o processo de enfermagem, podendo a enfermagem não alcançar os resultados desejados. Planos de cuidados imediatos devem ser fornecidos para pacientes com dor torácica, como acesso venoso periférico, ECG precoce, exames laboratoriais e coleta de sangue para marcadores de necrose miocárdica, monitoramento cardíaco contínuo e medição contínua dos sinais vitais. Os cuidados complementares são igualmente importantes, incluindo alívio da dor, manutenção do sono / repouso, conforto emocional e educação para o autocuidado do paciente.

Nesse sentido, o cuidado ao paciente com infarto agudo do miocárdio no contexto do ambiente concentra-se principalmente nas condições e influências externas, como iluminação, som e temperatura. Um ambiente tranquilo faz parte do cuidado necessário ao paciente com IAM, e um ambiente de tratamento também deve ser fornecido para minimizar o estresse (OLIVEIRA et al, 2019).

Cunha et al (2018) usaram a teoria do autocuidado de Orem para orientar o cuidado de pacientes com infarto. Ainda ressaltaram que se deve estar atenta às alterações que podem indicar instabilidade hemodinâmica e psicológica enfatizando que o cuidado de enfermagem deve ser direcionado, humanizado, específico e de qualidade, a fim de garantir o bom prognóstico do paciente. A educação ao paciente e à família quanto ao tratamento, autocuidado e orientações quanto à mudança no estilo de vida também são funções do enfermeiro (CUNHA et al, 2018; OLIVEIRA et al, 2018).

CATEGORIA B – CUIDADOS DE ENFERMAGEM NO PACIENTE COM IAM PORTADOR DE COVID-19.

Conforme Marques et al (2020), para o enfermeiro realizar a assistência no paciente com suspeitas COVID-19, o uso de EPI por médicos e enfermeiros, que já era rotina, foi intensificado, e além do uso habitual do macacão de mangas longas, adotou-se o uso de macacão de polietileno de alta densidade com proteção de cabeça, uso regular da máscara N95 ou FFP2, bem como o uso de face Shields. A higienização das mãos deve ser continua, independente de pandemia, sendo a maneira mais prática de evitar disseminação de doenças. Médico e enfermeiro são responsáveis por reconhecer eventual desconforto respiratório, e independente de qualquer coisa, todos os casos são tratados como suspeitos (MARQUES et al, 2020)

A assistência de enfermagem para o paciente com IAM infectados por COVID-19 exige identificação de forma precisa e apurada para avaliar as condições de saúde quanto a gravidade e instabilidade dos pacientes. A equipe de enfermagem deve ter atenção precisa e organizada para traçar estratégias assistenciais com a finalidade de prestar e promover uma assistência de qualidade com toda a equipe multiprofissional (TAETS et al, 2020).

Conforme a Socorro et al. (2020), o enfermeiro estabelece os diagnósticos de enfermagem e elabora os planos de cuidados adequados às necessidades dos pacientes com IAM e que está com COVID-19,

Nesse entendimento, os diagnósticos de enfermagem envolvendo o paciente com COVID-19, foram relacionados segundo às necessidades de oxigenação, de regulação vascular e neurológica, hidratação, eliminação, regulação imunológica e regulação térmica. Estes servem como guia da prática clínica da assistência dos enfermeiros no contexto dos pacientes acometidos com a infecção por SARSCov-2 (DANTAS et al, 2020; NETO et al, 2020),

Assim, o primeiro diagnóstico de enfermagem segundo NANDA, é a ansiedade relacionada à morte, visto que o paciente com sintomas indicativos de internação já não pode mais ter contato com a família ou pessoas amigas para evitar a disseminação do vírus. Essa medida protetiva, entretanto, gera maior ansiedade nos pacientes que permanecem isolados e sem notícia alguma ou contato com o mundo exterior. O paciente se sente incapaz de fazer qualquer coisa para ajudar a si próprio. Somado a isso, o padrão respiratório ineficaz é outro diagnóstico de enfermagem bastante comum em pacientes com COVID-19, e requer atenção especial do enfermeiro, tanto na hora de manusear quanto montar os aparatos respiratórios. Diagnósticos relacionados a contaminação, troca de gases e risco de choque também são mencionados, com o intuito de enfatizar o comprometimento de outros sistemas orgânicos em função do COVID-19 (QUEIROZ et al, 2020)

Baseado nesses diagnósticos, 24 intervenções de acordo com NIC foram identificadas: monitoração acidobásico, controle de medicamentos, monitoração neurológica, controle das vias aéreas, aspiração das vias aéreas, controle das vias aéreas artificiais, fisioterapia respiratória, controle da ventilação mecânica: invasiva, controle da ventilação mecânica: não invasiva, desmame da ventilação mecânica, oxigenoterapia, monitoração respiratória, assistência ventilatória, orientação antecipada, apoio emocional, ensino: processo saúde/doença, redução da ansiedade, controle ambiental, controle de infecção, supervisão, monitoração dos sinais vitais e apoio familiar (DIAS et al, 2021).

Nesse contexto, o enfermeiro tem a responsabilidade de planejar, coordenar e implementar ações para uma avaliação criteriosa dos pacientes, assistindo casos suspeitos ou confirmados, deve-se rastrear todos os tipos de infecções que estão relacionados com à assistência de enfermagem prestada durante a estadia dos pacientes nos hospitais para identificar de forma rápida as disfunções orgânicas ocasionadas pela a sepse (NETO et al, 2020).

Dessa forma, quando o enfermeiro sistematiza o cuidado, ele consegue contemplar todos os sistemas orgânicos e ter uma visão holística do paciente ao mesmo tempo. Além disso, a sistematização da assistência de enfermagem permite que o cuidado prestado aos pacientes com diagnóstico confirmado de COVID-19 ofereça o máximo possível de suporte com consequente melhora da efetividade (TAETS et al, 2020).

Todas as intervenções de enfermagem destinadas a estes pacientes são as usuais, porém com o advento de que essa infecção viral (COVID-19) altamente transmissível, requer medidas de proteção e precaução padrão, para não disseminar o vírus. Restabelecer o equilíbrio hemodinâmico desses pacientes, restabelecer o padrão respiratório e a proteção dos profissionais são os objetivos primordiais no tratamento desses pacientes. Avaliar e oferecer suporte emocional a pacientes e profissionais também se faz necessário para manter a integridade da saúde mental de ambos (NETO et al, 2020).

Segundo Mandetta; Balieiro (2020), o cuidado centrado no paciente e na família (CCPF) é de extrema importância para todos os envolvidos, incluindo os profissionais de saúde. Entretanto, com a pandemia, a restrição de visitas e acompanhantes aumentou a vulnerabilidade dos pacientes, foco na saúde mental de pacientes e enfermeiros têm contribuído significativamente para amenizar todo o sofrimento causado a todos por esta pandemia.

Nesse contexto, vê-se a importância dos cuidados de enfermagem durante os procedimentos de emergência no paciente com COVID-19 sofrendo de IAM. O enfermeiro é responsável por toda a montagem e manutenção dos dispositivos respiratórios, e este deve evitar a circulação pelo setor, para evitar a disseminação do vírus. A posição prona é utilizada para melhorar o padrão respiratório do paciente e a perfusão tecidual, devendo ser comunicado à família sobre os benefícios antes de ser implementada. O profissional que fará os registros dos pacientes deve ser, preferencialmente, diferente do que presta os cuidados, pelos mesmos motivos já mencionados: evitar a disseminação do vírus (MORAES; ALMEIDA; GIORDANI, 2020).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Todos esses padrões funcionais de saúde são formas de comprometimento frente ao paciente e necessitam de intervenções de enfermagem baseadas em conhecimento técnico científico, pois estes pacientes, além de normalmente já possuírem outras comorbidades, contraíram o coronavírus, que é letal e altamente transmissível. A principal alteração acontece no padrão respiratório, porém todos os sistemas orgânicos são acometidos como um efeito dominó. Portanto, as intervenções de enfermagem visam restabelecer, na medida do possível, um padrão respiratório satisfatório, monitorar dados hemodinâmicos, manter a integridade da pele, função renal, e aspectos psicológicos (caso o paciente esteja consciente). Todos os cuidados relacionados ao paciente grave devem ser destinados a esses pacientes sem exclusão, pois o COVID-19 proporciona instabilidade hemodinâmica e respiratória, afetando todo o funcionamento orgânico.

Pela carência de estudos de IAM em pacientes com COVID-19, permanecem os cuidados para o paciente com IAM levando em consideração que o isolamento do paciente deve ser obrigatório para evitar a disseminação do vírus. Procedimentos corriqueiros e simples tornaram-se complexos, pois o enfermeiro precisa ter o olhar atento quanto às medidas de isolamento por aerossol e contato.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, TRSF, et al.  Principais diagnósticos de enfermagem em pacientes com manifestações clínicas da COVID-19. Revista Eletrônica Acervo Saúde. 2020. Vol.12(10), e4883.

BOLZAN, EP; POMPERMAIER, C. Cuidados de enfermagem ao paciente com Infarto Agudo do Miocárdio. Anuário Pesquisa e Extensão Unoesc Xanxerê, v. 5, p. e24115, 6 maio 2020.

CESÁRIO, J.M.S,  et al. O protagonismo da enfermagem no combate do COVID-19. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 11, Vol. 25, pp. 149-168. Novembro de 2020. Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/protagonismo-da-enfermagem. Acesso em 16/01/2021.

CESÁRIO, JMS; FLAUZINO, VHP; MEJIA, JVC. Metodologia científica: Principais tipos de pesquisas e suas caraterísticas. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 11, Vol. 05, pp. 23-33. novembro de 2020

CUNHA, G, et al. Diagnósticos de enfermagem segundo a teoria do autocuidado em pacientes com infarto do miocárdio. Aquichan, Bogotá, v. 18, n. 2, p. 222-233, June 2018.

DANTAS, TP, et al. Diagnósticos de enfermagem para pacientes com COVID-19. Journal Health NPEPS. 2020.

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[1] Mestrado em Medicina.

[2] Especialista.

[3] Enfermeira, Mestra em Enfermagem pela UPE.

[4] Especialista

[5] Bacharel em Enfermagem.

[6] Mestrado em terapia intensiva.

Enviado: Fevereiro de 2021

Aprovado: Fevereiro de 2021.

Mestrado em Medicina. Especialização em andamento em Engenharia e gerenciamento de manutenção. Especialização em andamento em Engenharia eletrônica e de computação. Especialização em Auditoria em Serviço de Enfermagem. Especialização em Docência para o Ensino Profissionalizante. Especialização em Formação de docentes para o ensino em Enfermagem. Especialização em Enfermagem em Emergência e Urgência. Graduação em andamento em Engenharia de Software. Graduação em Enfermagem. Faculdade Unyleya.

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