Atuação Da Fisioterapia Nas Lesões De Ligamento Cruzado Anterior Em Atletas De Alto Rendimento

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ARTIGO DE REVISÃO

SOUZA, Vitória Ávila Ramos de [1], RIBEIRO JÚNIOR, Isidro Marques [2], SOUSA, Isabelle Cerqueira [3]

SOUZA, Vitória Ávila Ramos de. RIBEIRO JÚNIOR, Isidro Marques. SOUSA, Isabelle Cerqueira. Atuação Da Fisioterapia Nas Lesões De Ligamento Cruzado Anterior Em Atletas De Alto Rendimento. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 06, Ed. 03, Vol. 16, pp. 127-140. Março de 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/alto-rendimento

RESUMO

O esporte vem cada vez mais exigindo uma potencialização do atleta, uma atuação quase no limite da exaustão, com probabilidades de ocorrência de lesões. No caso do joelho, por ser uma articulação susceptível a lesões, existe uma alta incidência de lesões do Ligamento Cruzado Anterior (LCA). Este estudo, portanto, tem como objetivo analisar a abordagem da fisioterapia na recuperação de atletas de alto rendimento com lesões no referido ligamento. A fisioterapia tem papel fundamental na reabilitação dessas pessoas, auxiliando tanto no alívio dos sintomas, quanto na execução das atividades laborais e na vida cotidiana, aumentando a funcionalidade, e colaborando para um retorno ao esporte de forma mais rápida e segura. Trata-se de uma revisão de literatura narrativa, no formato de uma pesquisa qualitativa embasada em publicações das principais bases de dados. A partir dos resultados encontrados concluiu-se que a intervenção fisioterapêutica é bastante eficaz no processo de recuperação do LCA em atletas de alto rendimento, pois possui variados recursos e métodos, como por exemplo: cinesioterapia, eletroterapia, hidroterapia e outras técnicas indicadas para este tipo de lesão.

Palavras-chave: LCA, Fisioterapia, Reabilitação, Lesão, Esporte.

1. INTRODUÇÃO

Nos últimos anos o esporte vem sofrendo muitas mudanças, principalmente em relação às exigências físicas, o que necessariamente obriga o atleta a trabalhar próximo do seu limite máximo de exaustão, ficando assim mais predisposto às lesões (FERNANDES; CORREIA, 2016).

O objetivo de um atleta é alcançar o seu rendimento máximo durante as competições, e com o aumento do número de treinos e jogos realizados pelas equipes, têm-se verificado uma diminuição do período preparatório para as principais competições, o que obriga os preparadores físicos e os atletas a trabalharem com maior racionalização do tempo. A ocorrência de lesões está, portanto, diretamente relacionada tanto com a busca de rendimento máximo como também com as falhas que poderão ocorrer durante este período, resultando num elevado número de lesões esportivas (VIEIRA, 2014).

A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) está entre as situações mais prevalentes abordadas na ortopedia esportiva, sendo uma condição que ocasiona diversos déficits funcionais para membros inferiores, como a incapacidade de realizar desacelerações, movimentos com mudança de direção e outros que sejam necessários ao esporte (ALBANO, 2017).

Segundo Cardoso et al. (2008) por submeterem o ligamento a grandes tensões, as lesões ocorrem principalmente em práticas esportivas e 50% das lesões na articulação do joelho recaem sobre o ligamento cruzado anterior. Prentice (2012) afirma que a lesão do LCA é a mais séria das lesões ligamentares do joelho.

O LCA atua na estabilização do joelho ao impedir a translação anterior da tíbia em relação ao fêmur e, secundariamente, atua na restrição da angulação varo-valgo e nas rotações interna e externa da tíbia, os mecanismos de lesão típicos são as mudanças de direção, desaceleração, aterrissagem e a entorse de joelho (ALVEZ et al., 2009). As lesões são comuns e incapacitantes, determinam o afastamento do atleta, por períodos variados, dos treinamentos e das competições para que seja tratado de forma correta e coerente (BRITO; SOARES; REBELO, 2009).

O procedimento cirúrgico tem como finalidade criar uma réplica do ligamento original, no entanto, para obter as mesmas capacidades funcionais comparadas ao joelho não operado, é indispensável um programa de reabilitação (PEREIRA et al., 2012). O processo de reabilitação dado pelo fisioterapeuta inicia-se antes mesmo do processo cirúrgico e é continuado posteriormente, tendo como objetivo fortalecer a musculatura, aprimorar a capacidade funcional e adaptativa, ampliando o controle dinâmico articular e reduzindo a probabilidade de recidiva de lesão (OLIVEIRA; CHIAPETA, 2016). Entretanto, a fisioterapia é fundamental para que o indivíduo recupere sua funcionalidade, por meio da utilização dos métodos fisioterapêuticos, favorece a diminuição das sequelas, melhora a capacidade funcional e adaptativa, e auxilia no retorno ás atividades de vida diárias e esportivas.

O presente estudo justifica-se pelo interesse de entender como funciona a atuação da fisioterapia nas lesões de ligamento cruzado anterior em atletas de alto rendimento. Além disso, pode-se observar diretamente o impacto da fisioterapia no desempenho e reabilitação desses atletas.

O estudo tem como objetivo explanar a atuação da fisioterapia na reabilitação das lesões de LCA dos atletas de alto rendimento.

2. MÉTODOS

Trata-se de uma revisão de literatura narrativa, no período de novembro de 2018 a fevereiro de 2019. Realizada no formato de uma pesquisa qualitativa, que envolve a obtenção de dados descritivos procurando compreender os fenômenos segundo a perspectiva de outros autores.

A coleta dos dados baseou-se na busca de artigos científicos publicados nas principais bases de dados científicas da internet: PubMed, Google Acadêmico, Lilacs e Scielo. Dentro destas bases foram pesquisados artigos contendo as seguintes palavras chaves e suas combinações na língua portuguesa: reabilitação, fisioterapia, joelho, LCA, esporte, onde foram encontrados 24 artigos científicos e feita à leitura dos mesmos.

Como critérios de inclusão foram utilizados: artigos em português e inglês; estudo de campo; relatos de casos; revisão de literatura, nos anos de 2008 a 2018. Foram excluídas referências anteriores ao ano de 2008, bem como publicações que embora dentro da temática, não davam suporte aos objetivos do estudo.

Será apresentado a seguir um Fluxograma (figura 1) detalhando a metodologia do estudo.

Figura 1. Fluxograma da Metodologia do estudo

Fonte: elaboração própria (2019)

3. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS COM FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Segundo Campbell (1996, apud OLIVEIRA; CHIAPETA, 2016) o joelho é uma das articulações mais lesionadas, devido suas demandas funcionais e a grande exposição a forças externas a que ele está sujeito.

As lesões no esporte são relacionadas aos fatores pessoais ou intrínsecos como lesão prévia, habilidade e preparação física, instabilidade articular ou por fatores extrínsecos, como sobrecarga de exercícios, grande número de jogos, inadequação de equipamentos ou violações das regras do jogo. (FERNANDES; CORREIA, 2016).

O ligamento cruzado anterior (LCA) é responsável por 86% da restrição do deslocamento anterior da tíbia. A lesão deste ligamento causa instabilidade articular do joelho, e não sendo tratada pode evoluir para uma lesão meniscal, degeneração articular e modificações artríticas. A ruptura deste ligamento é comum no meio esportivo, principalmente nos esportes coletivos, a instabilidade causada pela sua ruptura impossibilita a prática de atividades esportivas que façam o movimento de pivot – giro sobre o próprio eixo (THIELE et al., 2009).

3.1 ANATOMIA, FISIOLOGIA E BIOMECÂNICA DO LCA

A estrutura do joelho permite grande mobilidade para as atividades de locomoção, além de suportar enormes cargas. O joelho é a maior e mais solicitada articulação do corpo humano, sendo composto pelos ossos fêmur, tíbia, e patela, conectados por estruturas de estabilização e suporte como ligamentos, cápsula articular, meniscos e músculos. É considerada fisiologicamente como articulação biaxial, realizando movimentos de extensão e flexão, rotação medial e rotação lateral (MATA, 2009).

A biomecânica da articulação do joelho é conduzida pela interação entre os seus componentes: a patela, a porção medial da tíbia e porção distal do fêmur, os ligamentos cruzados, os ligamentos colaterais, cápsula articular, as cartilagens articulares e meniscos, e os músculos. Devido à complexa interação entre os seus componentes, qualquer lesão nesses pode levar o joelho a um desequilíbrio biomecânico e promover a danificação de todo o sistema articular (MATA, 2009)

Os ligamentos cruzados, anterior (LCA) e posterior (LCP), limitam o deslizamento anterior e posterior da tíbia sob o fêmur durante os movimentos de flexão e extensão, além de limitar também a rotação e a hiperextensão. O ligamento cruzado anterior é longo e de menor resistência, estende-se desde o côndilo medial da tíbia, a região ântero-medial, até o côndilo lateral do fêmur, em sua região póstero-medial (ALVEZ et al., 2009).

O LCA é um dos principais ligamentos que une a tíbia ao fêmur, não possibilitando que a tíbia deslize anteriormente em relação ao fêmur, atua também impedindo a rotação externa anormal, controlando a hiperextensão e hiperflexão (forçada do joelho), contendo a rotação interna e a mobilidade lateral em flexão e extensão, proporcionando a estabilidade rotacional ao joelho (HAN et al., 2008).

A cápsula articular é mais uma estrutura presente na articulação do joelho, constituída de tecido conjuntivo denso regular, onde recobre toda a articulação, e tem a função de secretar o liquido sinovial para, juntamente com a cartilagem articular e os meniscos, minimizar o atrito entre os ossos (ALVEZ et al., 2009).

3.2 MECANISMO DE LESÃO

A lesão do ligamento cruzado anterior ocorre quando é imposto sobre ele uma força além da sua capacidade elástica, possibilitando a ocorrência de uma ruptura parcial ou total. As lesões ligamentares podem ser classificadas em grau I, II e III. Na lesão de primeiro grau, há uma lesão ligamentar mais simples, um estiramento, mantendo-se ainda a estabilidade articular. Na lesão de grau II ocorre uma ruptura parcial das fibras do ligamento, originando uma frouxidão ligamentar. No grau III caracteriza-se a lesão com uma ruptura total do ligamento, causando assim instabilidade articular (GOULD, 1993, apud PINHEIRO; SOUSA, 2015).

O predomínio da lesão do LCA está nos adultos jovens e principalmente nos atletas, a causa é relacionada a uma associação de movimentos, que ocorrem sobre um mesmo eixo, e uma tensão mecânica exacerbada na estrutura do ligamento que é constituída de tecido conjuntivo denso e não consegue sustentar, impedir ou até mesmo limitar o movimento provocando a lesão parcial ou total do ligamento cruzado anterior (PRODOMOS, 2007 apud OLIVEIRA, 2017).

3.3 ESPORTE DE ALTO RENDIMENTO

O indivíduo precisa movimentar o seu corpo ao praticar um esporte ou atividade física. No esporte de alto rendimento, onde o atleta está sempre em busca da excelência esportiva, o seu corpo é trabalhado constantemente de forma potencializada. O esporte de alto rendimento constitui um processo constante de aprimoramento das capacidades, afirmam Brandão e Agresta (2008).

O atleta que trabalha sempre tentando ultrapassar seu limite físico passa a ter um grau maior de tolerância da lesão e da dor (MEDEIROS, 2016). No entanto, ao desafiar o limite de seu corpo em prol do rendimento, o atleta aproxima-se da possibilidade de sofrer lesões, é comum que muitos jogadores treinem e joguem lesionados ou em constante estado de dor.  (RUBIO, 2013).

Assim, a lesão e a dor são problemáticas com as quais o atleta se depara e, frequentemente, diante delas, ou há uma tolerância, ou se faz uso de analgésicos e anti-inflamatórios indiscriminadamente, ou algumas sessões de fisioterapia. Seja qual for o método escolhido para uma recuperação acelerada, o objetivo é poder voltar a colocar rapidamente o potencial corporal e esportivo em jogo (MEDEIROS, 2016).

4. ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA EM ATLETAS DE ALTO RENDIMENTO

A fisioterapia é uma área da saúde relativamente nova, que cada vez mais ganha espaço no tratamento do indivíduo. Um campo explorado pela fisioterapia é a atuação nos esportes, tanto na prevenção quanto no tratamento das lesões decorrentes da prática das atividades esportivas (REBELATO; POTOME, 1999, apud OLIVEIRA, 2017).

Segundo Takanashi (2009), a volta do atleta ao esporte é tida como um desafio para o fisioterapeuta, devido à exigência de reabilitar o atleta em um menor tempo possível, sem que isso o prejudique; pois o tratamento e o tempo de afastamento vão ser alterados de acordo com o tipo de lesão, a estrutura lesada e o tipo de tratamento fisioterapêutico indicado para esse atleta.

A lesão ligamentar altera a capacidade funcional do indivíduo, gerando assim fraqueza muscular, alterações de marcha e propriocepção (BELFORT; FILHO; JÚNIOR 2014). Uma deficiência na função articular do joelho é observada mesmo após a cirurgia, e quando se trata de um atleta, faz-se necessário a recuperação da mesma o mais breve possível, e em níveis favoráveis para que ele consiga retornar previamente as suas atividades desportivas (RAMOS, 2008).

Diante desse quadro, o tratamento fisioterapêutico precisa ser acelerado, inicial, consiste no controle da inflamação e na prevenção do estresse na região acometida, deste modo o repouso e a atenção para não utilizar o membro afetado ao solo são os principais cuidados indicados neste momento (KISNER et al., 2011).

A fisioterapia pode oferecer ao paciente uma diminuição do quadro de dor, ganho da amplitude de movimento (ADM) funcional, ganho de força muscular e propriocepção, redução do espasmo muscular bem como uma melhor cicatrização do tecido lesionado favorecida pela movimentação precoce (DELINCÉ; GHAFIL, 2012).

Fernandes e Correia (2016) explicam que o tratamento fisioterapêutico para a reabilitação normalmente é dividido em fases, tendo como objetivo inicial a redução da dor, a preservação da função articular, acompanhada do fortalecimento da musculatura e treino de propriocepção e pliometria, devendo ser direcionado a cada tipo de lesão e ao quadro clínico apresentado pelo atleta.

De acordo com o estudo de Belfort, Filho e Júnior (2014), exercícios em CCF – cadeia cinética fechada são os mais indicados quando comparados com exercícios em CCA – cadeia cinética aberta, sendo exercícios multiarticulares onde ocorre uma flexão simultânea de quadril, joelho e tornozelo, causando a co-contração de diversos músculos. É um fator importante tanto para a estabilização dinâmica, como para o recrutamento muscular semelhante ao das atividades diárias e; portanto, a execução de exercícios eficientes e funcionais para a reabilitação do LCA, devem conter a translação da tíbia anteriormente, sendo este um movimento adverso para o enxerto do ligamento.

Um estudo realizado por Dorta (2014), comparou o efeito da hidroterapia (cinesioterapia em meio aquático), com a cinesioterapia realizada no solo, mostrou que os melhores resultados foram dos pacientes que realizaram a hidroterapia, essa diferença pode estar relacionada à turbulência da água que cria um ambiente de instabilidade, levando o paciente a ter ganhos maiores em relação à sua propriocepção, perdida após a lesão ligamentar.

No protocolo acelerado realizado por Thiele et al. (2009), a primeira semana teve como objetivo atingir 90° de flexão, controlar a dor e o derrame articular. No primeiro mês deu-se início ao treino de propriocepção em apoio bipodal com o objetivo de normalizar da marcha. A hidroterapia foi incluída após a retirada dos pontos e da cicatrização dos tecidos. No segundo mês foi realizada a avaliação isocinética utilizando as velocidades angulares de 180 e 240°/s e para aqueles que obtiveram déficit não superior a 35% foram iniciados os exercícios com trote em linha reta, evoluindo para trote com mudança de direção e em seguida exercícios com bola.

Ainda continuando o estudo, Thiele et al. (2009) explica que com três meses foi iniciada a musculação, sempre controlando as cargas e o ângulo articular. Ao final do quarto mês foi feita uma nova avaliação isocinética, com velocidade angular de 60, 180 e 240°/s no modo concêntrico e 60°/s no modo excêntrico. Foi mantida a musculação e se o déficit muscular do grupo extensor não fosse superior a 35% na velocidade angular de 60°/s, iniciava-se o retorno progressivo as atividades esportivas.

Almeida et al,. 2014 defende o tratamento não cirúrgico, o tratamento conservador, para a reabilitação de atletas. Dizendo não haver distinção na fisioterapia por meio da cinesioterapia ou; adicionada à eletroterapia no período pós-cirúrgico desta patologia e; somente através da cinesioterapia, alegando haver o mesmo resultado para o paciente, não havendo ainda os riscos trazidos por uma cirurgia e internação hospitalar.

Ainda que não se tenha um protocolo determinante para a reabilitação da reconstrução do LCA, a grande parte dos autores recomenda basicamente os mesmos princípios, os quais são: utilizar técnicas de controle de edema, iniciar mobilização e apoio precocemente, evitar estresse excessivo no enxerto, evitar exercícios que aumentam o estresse, exercícios em Cadeia Cinética Aberta (CCA), incorporar exercícios em Cadeia Cinética Fechada (CCF), executar exercícios de fortalecimento dos músculos isquiotibiais para promover estabilização dinâmica e diminuir a tensão no enxerto, iniciar o recrutamento do quadríceps, realizar treinamento proprioceptivo e reeducação neuromuscular (DELINCÉ, GHAFIL, 2012).

Existem vários protocolos de tratamento, o que é importante observar é a gravidade da lesão, as lesões associadas, a individualidade do paciente, o nível de atividade esportiva anterior à lesão e disponibilidade do mesmo para seguir um programa de reabilitação (SANTOS, 2010).

5. CONCLUSÃO

Conclui-se, portanto, que a fisioterapia tem uma intervenção bem definida na literatura, no que diz respeito ao tratamento de LCA, podendo ser indicada tanto para a prevenção quanto para o tratamento da patologia.

Quanto aos tratamentos, todos tem um mesmo objetivo, sendo as diferenças somente na conduta aplicada. A fisioterapia quando aplicada de maneira ponderada e cuidadosa contribui muito para o sucesso da resolução do problema, tendo a lesão indicação cirúrgica ou não.

Sendo assim cabe a cada fisioterapeuta escolher a conduta a ser seguida desde que tenha um bom embasamento e consiga desta maneira atingir os objetivos propostos. Vale ressaltar que ao propor os protocolos e as condutas, o tipo da lesão e a necessidade de cada paciente devem ser levados em consideração para que seja possível a obtenção de bons resultados.

REFERÊNCIAS

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[1] Pós-Graduada em Fisioterapia Traumato-Ortopédica (UNICHRISTUS); Fisioterapia (FVJ).

[2] Orientador. Especialização em Docência na Área de Saúde

[3] Orientadora. Doutorado em andamento em Saúde Coletiva

Enviado: Fevereiro, 2021.

Aprovado: Março, 2021.

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