Promoção e prevenção da saúde auditiva associada à fonoaudiologia educacional

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CONTEÚDO

ARTIGO DE REVISÃO

HEGGENDORN, Bárbara da Silva [1]

HEGGENDORN, Bárbara da Silva. Promoção e prevenção da saúde auditiva associada à fonoaudiologia educacional. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 06, Ed. 07, Vol. 02, pp. 132-148. Julho de 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/fonoaudiologia-educacional

RESUMO

A audição é a principal via de acesso à linguagem oral e à aprendizagem da escrita. Por isso, o déficit auditivo pode ocasionar problemas que ultrapassam o comprometimento da fala, afetando diretamente o processo de interação social e o desenvolvimento cognitivo. Faz-se necessário entender as possibilidades da triagem auditiva no âmbito escolar bem como as implicações sociais e intelectuais que a ausência desse serviço pode provocar, gerando o seguinte questionamento: de que forma a triagem auditiva escolar é eficaz na prevenção da saúde auditiva? O presente trabalho tem o objetivo de analisar de que forma a avaliação auditiva quando prestada nas unidades de ensino pode corroborar para qualidade de vida de curto e longo prazo dos alunos. Para essa análise foi realizada uma revisão bibliográfica, com base nas produções das áreas de fonoaudiologia e educação, bem como leis e decretos relacionados à temática referente à saúde auditiva. Com base na pesquisa realizada, foi possível concluir que a perda auditiva necessita ser tratada de forma rotineira em programas preventivos de saúde, fazendo com que as sequelas e atrasos do desenvolvimento psicossocial de crianças e adolescentes sejam minorados. Portanto o reconhecimento e a detecção precoce da deficiência auditiva salientam a relevância da promoção e da prevenção da saúde.

Palavras-Chave: Triagem Auditiva, Escola, Promoção, Prevenção Da Saúde.

1. INTRODUÇÃO

A Resolução nº 309/2005 do Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa) aponta várias possibilidades de atuação profissional do fonoaudiólogo no campo da educação: a capacitação e assessoria, o planejamento, desenvolvimento e execução de programas fonoaudiológicos, as observações, triagens fonoaudiológicas e orientações quanto ao uso da linguagem, motricidade oral, audição e voz, as ações junto ao ambiente escolar que favoreçam as condições adequadas para o processo de ensino e aprendizagem e as contribuições na realização do planejamento e das práticas pedagógicas de instituições educacionais. De acordo com a Resolução n°309/2005, a Fonoaudiologia Educacional/ Escolar passou a ser considerada uma especialidade da área de Fonoaudiologia em função da necessidade de auxiliar a rede escolar de ensino a promover saúde, prevenir alterações referentes a alterações auditivas, voz, motricidade orofacial e linguagem, visando potencializar o processo de aprendizagem. (BRASIL, 2005)

Regulamentada pela Lei 6965/81, a atuação do fonoaudiólogo nas escolas abrange a participação no desenvolvimento de pesquisas, promoção e prevenção de saúde, avaliação e acompanhamento fonoaudiólogo visando à reabilitação de indivíduos com alterações da comunicação oral e escrita, motricidade orofacial, e audição desenvolvendo melhoria na qualidade de vida. (BRASIL, 1981)

No contexto da comunicação, a audição configura-se como um importante meio de ligação entre o ser humano e o ambiente. A capacidade de ouvir influenciará os desenvolvimentos social, emocional e cognitivo dos indivíduos. Como consequência de tal fato, a privação auditiva pode comprometer significativamente o processo educacional; portanto a detecção precoce da surdez é necessária, uma vez que ela permitirá um aproveitamento mais amplo das funções comunicativas dos sujeitos. (GOLDFELD, 2006)

A audição humana é uma função altamente complexa. É um sentido obrigatório para o desenvolvimento da linguagem oral, pois o sistema auditivo permite o processamento de eventos sonoros, tais como a fala. Para que o indivíduo receba e analise os sons, é necessária a integridade do sistema auditivo periférico, do sistema auditivo central e das habilidades do processamento auditivo. Quando há alterações nos componentes da audição e/ou em seu desenvolvimento, a criança poderá apresentar problemas relacionados à aprendizagem de leitura e escrita. (SITTA et al, 2010).

A deficiência auditiva é um dos principais fatores que promovem o atraso no desenvolvimento da fala – não somente na aquisição desta -, mas os desenvolvimentos intelectual e pessoal da criança tem íntima relação com a audição. A capacidade de produzir uma fala coerente depende do bom processamento auditivo, bem como a percepção do discurso do emissor. (SITTA et al, 2010). Citando Colella-Santos (2009), audição, fala, leitura e escrita apresentam estreita relação; se a primeira não funcionar adequadamente, as demais serão negativamente influenciadas, porquanto, é fundamental acompanhar o processo auditivo da criança em desenvolvimento.

A principal consequência da perda auditiva é a dificuldade na aquisição de línguas orais-auditivas. A criança que não consegue compreender ou que compreende mal a fala dos outros pode ter dificuldades linguísticas, cognitivas, sociais e emocionais (GOLDFELD, 2006). Porém, é importante salientar que essas dificuldades não são inerentes à perda auditiva, mas são geradas pela carência de interações significativas em uma língua a qual a criança possa ter pleno acesso.

O diagnóstico precoce da surdez infantil sempre foi um desafio, dada sua alta prevalência (1 a 3:1.000 recém-nascidos). A surdez representa a doença com maior incidência encontrada no nascimento quando comparada a outras enfermidades como, por exemplo, anemia falciforme (2:10.000); hipotireoidismo (2,5: 10.000) ou a fenilcetonúria (1:10.000). (GUIMARÃES e BARBOSA, 2012). Citando Oliveira e Oliveira (2009), a OMS informa a existência de 42 milhões de indivíduos maiores de três anos com deficiência auditiva de moderada a grave. A surdez congênita de origem genética corresponde a cerca de 35 a 50%, enquanto 1/3 envolve as etiologias pertencentes aos fatores de risco e outro 1/3 tem etiologias desconhecidas. A OMS informa ainda que um a cada mil recém-nascidos apresenta surdez e duas em cada mil crianças apresentam diagnóstico de surdez durante os três primeiros anos de vida. Devido a isso, é comprovada a necessidade de uma investigação minuciosa e do acompanhamento não apenas no nascimento, mas também durante o período de desenvolvimento infantil.

Kós e Kós (2003) e Cecatto et al. (2003) citam as principais causas de perdas auditivas no período de escolarização. Dentre as mais comuns estão: meningite, drogas ototóxicas, rubéola congênita, anóxia neonatal, hiperbilirrubinemia, hereditariedade, consanguinidade, síndromes genéticas, otites de repetição, prematuridade, traumas cranioencefálicos, citomegalovírus, caxumba, má formação craniana, drogas abortivas, fatores associados e fatores desconhecidos. Cecatto et al. (2003) ainda aponta que algumas das principais causas da perda auditiva na infância – como rubéola, meningite e ototoxicidade – são passiveis de prevenção. Utilizando-se medidas simples como programas de vacinação, orientação pré-natal adequada, maior informação de profissionais de saúde à prescrição de medicações ototóxicas, pode-se realizar a profilaxia da deficiência auditiva.

A otite média é destacada por Lacerda; Ribas e Siqueira (2002) apud Oliveira e Oliveira (2009) como uma das doenças mais comuns na infância. Afirmam que em torno de 80% das crianças em idade escolar experimentam, pelo menos, uma perda auditiva temporária durante o ano acadêmico. As consequências dessas perdas auditivas temporárias podem levar à dificuldade de aprendizagem e de percepção auditiva, tais como inaptidão para perceber os sons da fala e seus significados, falha de abstração da fala e dos padrões subliminares. Otites, rolha de cera, disfunção tubária e presença de corpo estranho no conduto auditivo, geralmente são alterações silenciosas. Para a criança, é difícil perceber que está ouvindo menos que o normal. Dessa forma, na maioria das vezes, não conseguem descrever a dificuldade, fato que atrasa ou impede a detecção de uma alteração e a conclusão de uma avaliação específica para a determinação de um diagnóstico. (LACERDA; RIBAS e SIQUEIRA, 2002).

Lacerda (2011), afirma que os cuidados relacionados à saúde de escolares têm se tornado prioridade no Brasil. Profissionais da área da saúde mostram a necessidade da implantação e do desenvolvimento de programas que visam à promoção da saúde e, consequentemente, à prevenção de doenças. Nesse sentido, o Fonoaudiólogo atua na prevenção e na detecção dos distúrbios da comunicação, na identificação precoce da perda auditiva por meio da triagem e através de orientações aos familiares, professores e integrantes da equipe escolar. (CHARONE; NEGRÃO, 2001 apud ETGES, 2011).

Uma série de benefícios é percebida no ambiente escolar quando escola e fonoaudiólogo partilham conhecimentos relacionados à prevenção, desenvolvimento e consequências da perda auditiva em crianças, tais quais, identificação e intervenção precoce de patologias, orientação aos pais na busca de acompanhamento, melhor compreensão da dificuldade do aluno no contexto escolar visando melhor entendimento do individuo ao invés de rótulos, ações conjuntas evitando o fracasso escolar. (MARANHÃO; PEDRUZZI e PINTO, 2009 apud ETGES, 2011).

Segundo Colella-Santos (2009) et al, a triagem pode ser uma medida rápida e simples de identificar a probabilidade de doenças.

Os programas de triagem auditiva têm por objetivo serem medidas preventivas, concentrando-se na identificação precoce e no posterior tratamento. Assim, busca-se a identificação de indivíduos portadores de problemas auditivos, a fim de que possam ser encaminhados para avaliação audiológica completa. (COLELLA-SANTOS et al., 2009, p. 645).

De acordo com a citação acima, a perda auditiva quando identificada precocemente pode reduzir a probabilidade de problemas relacionados à aquisição de linguagem (desenvolvimento da fala, dificuldade de aprendizagem, interação e socialização). A questão norteadora para o desenvolvimento deste estudo foi compreender: De que forma a triagem auditiva escolar é eficaz na prevenção da saúde auditiva?

Sendo assim, o presente trabalho tem o objetivo de analisar de que forma a avaliação auditiva quando prestada nas unidades de ensino pode corroborar para qualidade de vida de curto e longo prazo dos alunos.

2. METODOLOGIA

Este trabalho teve como objetivo, a análise da importância e possibilidades da triagem auditiva no âmbito escolar. Para isso, foi realizada uma revisão bibliográfica, tendo como referência à procura dos descritores: triagem auditiva, escola, e promoção e prevenção da saúde; encontrados nos títulos e nos resumos dos artigos no site da Biblioteca Virtual da Saúde, de livros e periódicos relativos à temática em discussão. Para a organização, sistematização e análise dos dados, foi utilizada a análise de conteúdo (MINAYO, 2010), por se constituir em um método que garante uma análise que permite ir além de uma leitura crítica do material.  Foram revisados apenas textos em português por tratar-se de dados que não extrapolam os territórios nacionais.

3. PROMOÇÃO E PREVENÇÃO DE SAÚDE

A primeira Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, realizada em 21 de novembro de 1986, aprovou a carta de Ottawa, que apresenta a seguinte definição:

Promoção da saúde é o nome dado ao processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria de sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior participação no controle deste processo. Para atingir um estado de completo bem-estar físico, mental e social os indivíduos e grupos devem saber identificar aspirações, satisfazer necessidades e modificar favoravelmente o meio ambiente. A saúde deve ser vista como um recurso para a vida, e não como objetivo de viver. Nesse sentido, a saúde é um conceito positivo, que enfatiza os recursos sociais e pessoais, bem como as capacidades físicas. Assim, a promoção da saúde não é responsabilidade exclusiva do setor saúde, e vai para além de um estilo de vida saudável, na direção de um bem-estar global. (CARTA DE OTTAWA, 1986).

As ações preventivas estão relacionadas ao conhecimento epidemiológico de doenças e agravos específicos e visam o controle, a detecção e o enfraquecimento dos fatores de risco, para que ocorra a redução da incidência e a prevalência das doenças nas populações. (BUSS, 2003).

A audição é essencial para o pleno desenvolvimento da linguagem. Problemas no processo cognitivo, aprendizagem e na convivência entre os indivíduos podem ocorrer quando a perda auditiva está presente, podendo acarretar déficit escolar na infância que se não tratados devidamente podem ter rebatimentos na vida adulta e consequentemente na profissional. A deficiência auditiva causa prejuízos no campo social e econômico dos indivíduos, familiares e sociedade, por esse motivo destaca-se a importância de sua prevenção. O programa de promoção de saúde e prevenção da perda auditiva escolar tem como proposito estimular a valorização da saúde auditiva e melhorar as condições de bem-estar dos estudantes, através da identificação precoce de patologias de orelha média e/ou interna, justificando possíveis distúrbios de aprendizagem, social e auxiliando professores e familiares a lidarem com esse problema. (LACERDA, 2011)

A Atenção à Saúde da Criança tem prioridade quando relacionada aos cuidados à saúde das populações e desenvolve-se de forma mais efetiva e eficiente a partir do momento que, além do conhecimento sobre as características relativas à morbimortalidade, tais como aspectos demográficos, biológicos e socioeconômicos, torna-se relevante na determinação de serviços e sistemas de saúde que incluem as ações desenvolvidas no setor suplementar. Com a finalidade de ocorrer à melhoria nesse campo da saúde, é necessário o desenvolvimento de uma série de ações de promoção, prevenção e proteção da criança, levando em consideração aspectos sociais, psicológicos, culturais e ecológicos, buscando a construção de políticas ideais para esse grupo populacional. (AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR, 2007).

Com o objetivo de proteger, recuperar a saúde e garantir a qualidade de vida e a autonomia das pessoas com deficiência auditiva, em outubro de 2004 foi publicada a portaria GM 2073, edificando a Política Nacional à Saúde Auditiva. Entre as premissas propostas para as ações de saúde auditiva em domínio nacional, está a organização de uma linha de cuidados com ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação na atenção básica e especializada; destaque para identificar as etiologias das principais patologias e situações de risco que levam à surdez; a definição de metodologias para avaliação e funcionamento dos serviços que realizam reabilitação auditiva. (CONSELHO FEDERAL DE FONOAUDIOLOGIA, 2011).

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 196, aponta que é dever do Estado garantir saúde através de políticas sociais e econômicas com vistas a alcançar a redução de danos e promover qualidade de vida, através de serviços públicos, abrangentes e igualitários. (BRASIL, 1988)

Ainda sobre a Constituição de 1988, no Art. 208, inciso VII, é estabelecido que o Estado tem o dever de garantir o atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. (Redação dada pela Emenda Constitucional n° 59 de 2009). (BRASIL, 1988)

O Ministério da Saúde entende a importância de se trabalhar saúde sob o ponto de vista da sua promoção, buscando caminhos para prevenção de doenças e para o fortalecimento dos fatores de proteção dentro do âmbito escolar.  A população que se encontra nas escolas vive momentos em que os hábitos e as atitudes estão sendo apresentados e, dependendo da idade ou da abordagem, revistos. Faz-se necessário destacar que a escola além de propiciar educação formal, também desempenha função social e política, podendo ser um potencial agente transformador dos indivíduos que em curto em longo prazo poderão provocar mudanças na estrutura social. Sendo assim, as ações voltadas para a comunidade escolar, com o propósito de dar concretude às propostas de promoção da saúde são tão significativas. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2002).

A Fonoaudiologia, com o objetivo de promover a intervenção precoce voltada para o coletivo, dentro das ações programáticas que se destinam à promoção e proteção da saúde, desenvolve programas visando melhorias na qualidade de vida. Dentre as ações, pode-se citar a triagem auditiva em escolares. (LACERDA, 2011).

A Resolução n° 274/2001 dispõe sobre a atuação do Fonoaudiólogo, no âmbito escolar, responsável por sua triagem auditiva. Nesse contexto, a mesma deve constar de no mínimo, meatoscopia, timpanometria, varredura do reflexo acústico em 100 dB nas frequências de 1000 a 4000 Hz e pesquisa dos limiares de Via Aérea de 1000 a 4000 Hz (técnica de varredura em 20 dB). O capítulo a seguir fará uma revisão sobre os exames mais usados e o modo como são realizados.

4. AVALIAÇÃO AUDITIVA EM ESCOLARES

A triagem auditiva é um procedimento simples e rápido – que se aplica a indivíduos e busca identificar, com vistas à prevenção, os que apresentam possibilidade de significativas perdas auditivas, seja por doença condutiva – alteração em orelha média ou externa-, seja por doença neurossensorial – lesão da cóclea ou nervo auditivo – e que necessitam de um diagnóstico audiológico completo, sendo assim, a avaliação auditiva pode ser realizada atra­vés de exames subjetivos e objetivos. Comparando os testes subjetivos (audiometria tonal e vocal, audiometria comportamental e processamento auditivo) com os objetivos (emissões otoacústicas e timpanometria), pode-se afirmar que o primeiro é menos preciso, pois depende da resposta do paciente, o que pode gerar interferência no resultado. Os testes têm o resultado controlado pelo interesse, cognição e participação da criança, exigindo habilidade, experiência e paciência do examinador. (LIMONGI, 2003 apud SANTOS; SILVA E PY, 2014). Por isso, esses exames devem ser realizados por profissionais com formação específica para esse fim, sendo o audiologista o mais capacitado.

O Joint Committee of Infant Hearing (1994) descreveu as responsabilidades básicas a serem atendidas pelo programa de triagem auditiva como: consciência da importância do diagnóstico precoce, quando há suspeita de perda auditiva, especialmente nas séries primárias através da análise diária dos escolares visando um levantamento das questões que possam ser relevantes para auxiliar as crianças com deficiência auditiva a conseguirem realizar os exames diagnósticos, tratamento necessário e adaptação ao ambiente escolar.

A atuação fonoaudiológica junto a escolares não deve restringir-se unicamente à triagem auditiva, visando à identificação precoce da perda, outros aspectos como as orientações e informações sobre cuidados com a audição e o ambiente acústico escolar devem ser considerados. Em um ambiente acústico desfavorável, crianças e professores terão dificuldades na compreensão da fala. As salas de aula podem apresentar níveis de ruído internos ou externos, oriundos de ruas, recreio em níveis similares aos de algumas indústrias. (DREOSSI, 2005).

A finalidade da triagem auditiva escolar é avaliar um número considerável de participantes e detectar prematuramente crianças com comprometimento auditivo e/ou com função de orelha média questionável. Sendo identificados, rapidamente esses estudantes serão encaminhados para avaliação audiológica completa. São usados para tanto a triagem de tons puros associados às medidas de imitância acústica. A detecção precoce através da triagem auditiva em crianças visa prevenir dificuldades de aquisição da fala e do desenvolvimento da linguagem, uma vez que ambos estão diretamente ligados à audição. Um planejamento de triagem auditiva forte é aquele que não tem por objetivo apenas o diagnóstico, mas também a identificação de sintomas aparentes que apresentam determinado problema auditivo.  Dessa forma, só é completo por meio da identificação, confirmação e reabilitação auditiva da criança afetada. Por vezes o trabalho é dificultado, não podendo ser cumprido de forma plenamente satisfatória devido a parcos recursos destinados a saúde e educação, investimento em equipamentos, número reduzidos de profissionais, locais adequados para realização dos exames e procedimentos necessários. (BESS, 1998; RUSSO, 1994 apud MARTINS, 2012).

O Programa de Saúde Auditiva pode ser implantado na própria escola através de avaliações audiométricas, o que facilita os responsáveis, que não precisam se deslocar com as crianças para a realização do exame e ainda dispõem de profissionais especializados, como no Sistema Norte-Americano, em que a triagem auditiva é obrigatória na rede escolar desde 1927. A escola que adota esse programa possui um diferencial em relação às outras, permitindo assim que haja um menor número de alunos com dificuldades de aprendizagem, uma identificação da perda auditiva de forma mais rápida com realização de exames mais detalhados e, a partir daí, o fonoaudiólogo consegue desenvolver um trabalho de orientação aos pais e professores. Porém, muitas escolas não solicitam de rotina a realização de exames auditivos, e as que solicitam, na maioria das vezes, não tem profissionais especializados para interpretação e correlação ao desempenho da criança na escola. (REIS, 2011)

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996, o Estado deve viabilizar aos alunos que estiverem cursando ensino fundamental em escolas públicas, programas de assistência à saúde. A seguir, serão citados alguns desses programas.

O Programa Nacional de Saúde do Escolar foi criado em 1984 pelo governo federal, com o objetivo de atender às necessidades de saúde da população escolar, principalmente no que diz respeito ao diagnóstico e intervenção nas questões auditivas e visuais dos estudantes. O atendimento abarca instituições de ensino formal no âmbito municipal e estadual em municípios brasileiros com população superior 40 mil pessoas. (MINISTÉRIO DA SAÚDE E MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2011).

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) gerencia o trabalho e baseia-se na ideia de que não é possível dissociar bom rendimento escolar de boas condições de saúde. Com isso, o MEC considera de extrema importância às acuidades visuais e auditivas para um adequado desenvolvimento infantil. Em 1999, o Ministério da Educação decidiu realizar a campanha “Quem Ouve Bem, Aprende Melhor”, em parceria com o Ministério da Saúde, firmando um convênio com a Fundação de Otorrinolaringologia e a Sociedade Brasileira de Otologia, para credenciamento e pagamento de serviços que seriam responsáveis pela realização dos atendimentos. (OLIVEIRA et al., 2009)

O Programa Saúde na Escola (PSE), do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação, foi criado em 2007 pelo Decreto Presidencial nº 6.286, com a finalidade de contribuir para a formação integral dos estudantes da rede pública de educação básica, por meio de ações de prevenção, promoção e atenção à saúde. Sendo a escola um espaço privilegiado para as práticas de promoção de saúde e de prevenção de agravos à saúde e de doenças, a articulação entre escolas e unidade de saúde é um importante demanda do Programa Saúde na Escola. (MINISTÉRIO DA SAÚDE E MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2011).

Nesse programa, as ações que são prioritárias para os educandos são as seguintes:

Avaliação antropométrica; Atualização do calendário vacinal; Detecção precoce de hipertensão arterial sistêmica (HAS); Detecção precoce de agravos de saúde negligenciados (prevalentes na região: hanseníase, tuberculose, malária etc.); Avaliação oftalmológica; Avaliação auditiva; Avaliação nutricional; Avaliação da saúde bucal; Avaliação psicossocial. (MINISTÉRIO DA SAÚDE E MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2011).

Com relação à avaliação auditiva, o programa visa à triagem da acuidade auditiva, a identificação de problemas auditivos, capacitação dos educadores e profissionais da rede básica sobre o desenvolvimento da audição e fala/linguagem, ações para promoção e prevenção de alterações auditivas. Os estudantes diagnosticados com alguma alteração auditiva serão conduzidos à Unidade Básica de Saúde do SUS e caso seja preciso será disponibilizado o atendimento de acordo com as necessidades, tais como serviços de otorrinolaringologia e fonoaudiologia.  (MINISTÉRIO DA SAÚDE E MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2011).

Segundo Lacerda (2011), a implantação do programa de saúde e prevenção da perda auditiva em escolares é indicada seja na rede pública, seja na rede particular, independentemente do nível de ensino, ressaltando que os sistemas escolares podem variar em organização e tamanho e assim haverá a adaptação do programa para cada situação. O Programa deve levar em conta a motivação dos membros da rede escolar, dos pais ou responsáveis e a vivência de uma integração entre o trabalho escolar e a família. O primeiro instante se dá a partir da apresentação do projeto à escola, em seguida, é recomendado o reconhecimento do ambiente escolar – etapa considerada fundamental para o sucesso do programa. Nessa fase, o fonoaudiólogo visita as dependências da escola para fazer a análise das condições ambientais e definir o local apropriado para a realização da triagem auditiva, devendo seguir as recomendações do Conselho Federal de Fonoaudiologia previstas na Resolução n° 364/09, que dispõe sobre os níveis de pressão sonora das cabines e salas de testes audiológicos. É recomendado que, independentemente do uso da cabine acústica, a calibração biológica dos audiômetros e aparelhos de imitanciometria devem ser realizadas diariamente, ou quando o fonoaudiólogo julgar necessário. Uma carta de apresentação, o termo de consentimento e a ficha de anamnese devem ser enviados aos pais para participação do menor à triagem auditiva. Os procedimentos para a triagem auditiva deverão estar baseados na Resolução do Conselho Federal de Fonoaudiologia de número 274, de 20 de abril de 2001, que dispõe sobre a atuação do fonoaudiólogo frente à triagem auditiva escolar. A introdução da avaliação dá-se através da meatoscopia, com a intenção de verificar as condições do meato acústico externo. Logo em seguida, os alunos serão submetidos à pesquisa dos limiares de Via Aérea de 500 a 4.000 Hz, além das frequências de 3.000, 6.000 e 8,000 Hz para crianças do ensino fundamental e médio, visando à identificação dos primeiros sinais de efeitos da exposição ambiental a níveis de pressão sonora elevada. O padrão de normalidade a ser considerado nesse teste é menor ou igual a 20 dBNA. Os alunos realizarão o exame de timpanometria acústica seguidamente, utilizando as medidas de imitância e pesquisa dos reflexos ipsilaterais em 1.000 e 2.000 Hz. Passará no exame a criança que apresentar curva timpanométrica do tipo A e reflexos acústicos presentes. A criança que falhar no teste deverá ser triada novamente pelo fonoaudiólogo em 10 a 15 dias para confirmação dos resultados. Os familiares das crianças que falharem na reavaliação serão orientados a procurar um serviço especializado para diagnóstico e tratamento adequados. (LACERDA, 2011).

Foi possível perceber, na revisão apresentada, que programas de triagem auditiva escolar têm sido utilizados no Brasil. Esses projetos visam o desenvolvimento de ações em saúde auditiva com enfoque na promoção à saúde, prevenção e identificação precoce da perda auditiva.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A comunicação configura-se como uma das principais formas de socialização do ser humano. Através da mesma é possível o estabelecimento de leis e regras, da relação com terceiros e da exteriorização de ideias, opiniões e sentimentos. Mais especificamente, no caso das crianças, a linguagem – qualquer que seja – representa a aprendizagem sobre o mundo, a possibilidade de extrapolar a mera repetição de gestos e atitudes. O déficit auditivo pode ocasionar problemas que ultrapassam o comprometimento da fala, afetando diretamente o processo de interação social e o desenvolvimento cognitivo. Porém, o déficit em questão, quando devidamente tratado, não limita a inteligência nem a capacidade emocional ou ainda um desenvolvimento normal e saudável.

Os problemas supracitados salientam a necessidade e a importância da avaliação auditiva no âmbito escolar, visto que problemas relacionados à audição podem estar associados à aprendizagem de leitura, escrita e dificuldades fonológicas. Este trabalho é relevante à medida que a fonoaudiologia desempenha um importante papel no estudo da comunicação humana e seus distúrbios, contribuindo para o desenvolvimento de novas teorias e condutas, rebatendo diretamente na ampliação da qualidade de vida dos indivíduos e nas emancipações sociocultural e emocional dos mesmos.

Diferentes exames estão disponíveis para triagem auditiva em escolares, sendo a audiometria tonal, a imitanciometria e as emissões otoacústicas as mais utilizadas. Também é referida na literatura, a testagem do processamento auditivo central como recurso de avaliação. Em relação ao tipo mais frequente de perda auditiva em esco­lares, foi constatado que infecções de orelha média, principalmente do tipo condutiva, geralmente se apresentam em graus leves e/ou moderadas e trazem como resultados: troca de alguns fonemas na fala e na escrita, desatenção e, consequentemente, dificuldades de aprendizagem. Alterações como cerume impactante, corpos estranhos, má formação de orelha externa e otite também foram apontados como fatores significativos para desenvolvimento de alterações auditivas. Em sua maioria, os estudantes conduzidos a Unidade Básica de Saúde apresentavam um intervalo de idade entre 4 e 9 anos – período no qual se realiza a alfabetização – sendo importante, para o desenvolvimento linguístico, audição satisfatória, permitindo participação nas tarefas escolares. Crianças com alterações auditivas leves ou até mesmo moderadas acabam recebendo diagnostico tardio, pois geralmente não são identificadas com tanta facilidade por pessoas que não tem especialidade no assunto. Desta forma, destaca-se a importância da triagem auditiva dentro da escola por fonoaudiólogo especialista em Audiologia visando o desenvolvimento satisfatório sem acarretar consequências na vida acadêmica e social do escolar.

O Brasil ainda não apresenta um programa de triagem neonatal universal disponível em todos os Hospitais e Maternidades Públicas. Dessa forma, quando esta não for realizada, a triagem auditiva escolar pode ser outro caminho que permite detecção de distúrbios auditivos ainda na popu­lação infantil, uma vez que, na infância é possível adquirir doenças (como rubéola, meningite, hiperbilirrubinemia, síndromes genéticas, consanguinidade, citomegalovírus, caxumba, traumatismos) que levam à perda auditiva neurossensorial ou condutiva, com aparecimento tardio. Assim, a triagem permite que estas crianças consigam realizar seus estudos de forma mais plena, com melhoria na sua qualidade de vida. A prevenção da surdez custa muito menos do que o seu tratamento (protetização ou implante coclear), com isso, atualmente, tem crescido o interesse na prevenção e detecção precoce das doenças, tendência que possibilita que muitas doenças apresentem melhorias com benefícios para o indivíduo, sobretudo na sua qualidade de vida.

Com base nos achados bibliográficos dos artigos revisados durante a pesquisa, foi possível concluir que a perda auditiva é uma enfermidade que tem sido tratada rotineiramente em programas preventivos de saúde, realizada nas diversas fases de escolarização, visando à intervenção com melhoria para o indivíduo e menores sequelas em seu desenvolvimento psicossocial. A triagem auditiva escolar é uma forma eficaz de prevenção, à medida que além de exames médicos, propicia a orientação a pais e professores que lidam com as crianças, uma vez que a identificação precoce da alteração auditiva associada à correta conduta terapêutica médica e fonoaudiológica, permite minimizar ou até mesmo impedir que distúrbios de aprendizagem e de interações sociais venham a ocorrer posteriormente.

REFERÊNCIAS

AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR, Manual Técnico- Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças na Saúde Suplementar 2ª Edição Revisada e Atualizada – 2007- ANS.

BESS, FRED. H; HUMES, LARRY.E. Fundamentos em Audiologia. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 1998.

BRASIL. Constituição (1988).  Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado, 1988.

BRASIL. Constituição (1988). Emenda Constitucional n°59 de 11 de novembro de 2009. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm. Ultimo acesso em 05 jan. 2018

BRASIL. Decreto Presidencial nº 6.286, de 5 de dezembro de 2007. Institui o Programa Saúde na Escola (PSE), e dá outras providências. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/d6286.htm. Último acesso em 18 jan. 2018

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei Federal n° 9.394/1996. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9394.htm. Ultimo acesso em 06 jan. 2018

BRASIL. Lei 6965/81 | Lei no 6.965, de 9 de dezembro de 1981. Dispõe sobre a regulamentação da profissão de Fonoaudiólogo, e determina outras providências.

BUSS, PAULO. MARCHIORI. Uma introdução ao conceito de promoção da saúde. In: CZERESNIA, D.; FREITAS, C.M. (Orgs.). Promoção da saúde: conceitos, reflexões, tendências. Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz, 2003. p. 15-38.

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[1] Pós-graduação em Audiologia Clínica, Pós-graduação em Fonoaudiologia Educacional, Graduação em Fonoaudiologia.

Enviado: Junho, 2021.

Aprovado: Julho, 2021.

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