Fatores Relacionados a Traumas em Idosos: Revisão Integrativa

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Fatores Relacionados a Traumas em Idosos: Revisão Integrativa
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MARQUES, Antônio Domingos, BRASILEIRO, Marislei Espíndula

MARQUES, Antônio Domingos; BRASILEIRO, Marislei Espíndula. Fatores Relacionados a Traumas em Idosos: Revisão Integrativa. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 07, Vol. 04, pp. 31-39, Julho de 2018. ISSN:2448-0959

Resumo

Objetivo: Descrever segundo publicações da literatura fatores relacionados a acidentes em idosos. Metodologia: O Estudo apresentado nesse artigo refere-se a uma revisão integrativa da literatura, publicados no ano de 2012 a 2017, utilizadas as bases de dados: Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Ministério da Saúde (MS). Resultados: Os estudos revelam aumento de mortes de idosos por características especificas como a raça branca, viúvos e solteiros, os mais depressivos realizam menos atividades diárias, a marcha dessas pessoas diferencia o grau de dificuldade de cada um, a queda nas mulheres idosas é mais prevalente. Há fragilidade muscular, medo de cair e reflexos da preensão palmar e que a  fratura de fêmur representa um grande fator de risco de morbidade em idosos. Conclusão: Verificou se que nos estudos realizado no idoso a uma variedade de acontecimentos no decorrer dos anos, levando essas pessoas a adquirirem patologias de fator intrínseca e extrínseca, referindo se ao processo natural do envelhecimento ou no ambiente onde as condições são adversas.

Palavras Chave: Acidentes, Prevalência, Idoso.

Introdução

Segundo o ministério da saúde considera se idoso o individuo com mais de 65 anos de idade em países desenvolvidos e a partir dos 60 anos nos países subdesenvolvidos, assegurando a essa faixa etária o estatuto do idoso nos termos da lei, garantindo ao idoso todos os direitos de proteção integral a saúde física e mental, como assegurar os direitos a pessoa com igual ou superior aos (sessenta) anos. Sendo garantida seguridade social e aposentadoria por contribuir ao longo dos anos a previdência social. Também é a obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Governo público garantir educação, lazer, convívio social e liberdade de expressão, ter prioridade no atendimento e garantir uma vida com segurança ao idoso (BRASIL, 2016).

A população de idosos vem tendo um grande obstáculo, sendo esse fator ligado fisiologia na pessoa idosa, ficando evidente a queda nessa faixa etária, onde se nota a gravidade dos acidentes por terem fragilidade muscular e dos ossos, sendo variáveis as condições de cada uma dessas pessoas, depende da alimentação, ambiente de convívio, local de trabalho, nível de estresse e nível de educação que está interligado diretamente na sua saúde. Existem muitos fatores intrínsecos e extrínsecos que interferem na saúde do idoso, é preciso ter uma visão ampla e planejamento que possa facilitar a longevidade dessa faixa etária, para assim ter menos complicações futuras (CARNEIRO et al, 2016).

A depressão está presente em adultos, sendo essa doença acometendo mais prevalente no idoso, gerando perturbações incalculáveis, desde uma queda a isolamento total da sociedade e família, afetando na sua alimentação e atividades diárias. O risco de queda aumenta consideravelmente, o cognitivo diminuiu, ficando comprometidas a parte motora e a atenção, força muscular diminuída. O idoso apresenta várias baixas por ser fisiológico do envelhecimento e sendo potencializados pela depressão.  O ambiente irá influenciar potencialmente, desde o convívio familiar até socialmente, quanto mais sozinho maior será sua dificuldade de vencer essa patologia psíquica (ROSSETIN et al, 2016).

Na percepção geral se nota maior presença nos serviços de saúde a população idosa, ficando evidente o crescente aumento dessa população nos últimos anos. Estudos sobre morbidade e violência a essa faixa etária são recentes, nos países em desenvolvimento como o Brasil há uma preocupação pelo fato de adaptação a essa crescente população, reformulando normas e diretrizes que amparem o idoso no atendimento e na assistência integrada multidisciplinar. Tendo em vista que a violência física e sexual vem aumentando ao longo desses anos, tanto no meio rural, quanto no meio urbano, ficando essa faixa etária vulnerável a estes tipos de violência, muito desses casos acontecem no âmbito familiar, sendo a maioria do sexo feminino a receber essas agressões e abuso sexual na maioria das vezes por parte dos agressores fora do âmbito familiar (RODRIGUES, ARMOND, GORIOS, 2015).

No Brasil de cada 100 óbitos registrados, 63 são de pessoas idosas com idade de 60 anos ou mais. Doenças do aparelho respiratório são as causas mais prevalentes nos óbitos a pessoa idosa, como também neoplasias e do aparelho circulatório, ficando próximas as doenças do aparelho digestivo e glândulas endócrinas. Ficando as causas externas com menor relevância, mas não menos importante, sendo que no Brasil entre 2000 a 2014 houve 300 mil pessoas de 60 anos ou mais que morreram por esse motivo (CAMARGO, 2013).

No cotidiano do idoso é possível perceber várias atividades ao longo do dia, como limpeza, organização e planejamento da sua rotina, ajudando a ter independência e autonomia para realiza-los. Dentro dessas tarefas existem aquelas que demandam mais atenção e mobilidade na realização delas, existem as tarefas simultâneas que demandam mais tempo e paciência, ajudando-os a ter uma autoestima elevada, sabendo que não está dependendo de outras pessoas. O risco de queda está diretamente ligado ao medo de realizar algumas atividades, uma vez que poderia ter acontecido ou quase aconteceu o acidente. Comprometendo assim a mobilidade e motilidade e atividades simples do dia a dia no ambiente domiciliar. Testes realizados demonstram as alterações nos idosos com mobilidade funcional e equilíbrio, sendo os que não apresentam alterações de equilíbrio e mobilidade funcional, realizou a transferência de objetos em 10 segundos, quanto ao outro grupo com alterações cognitivas e mobilidade realizaram em 20 segundos, apresentando diminuição na realização das atividades, sendo classificados como ativos e sedentários (FATORI, 2015).

A síndrome da fragilidade surgiu na década de 80, sendo esses indivíduos frágeis com idade acima de 65 anos, como também dificuldade de realizar suas atividades, funcionalidade e doenças crônicas, ou seja, um conjunto de limitações funcionais, fragilidade fisiológica e mental que apresenta a pessoa idosa. É considerada uma síndrome de natureza multifatorial embasada em alterações neuromusculares (sarcopenia), disfunção do sistema imunológico e desregulação do sistema neuroendócrino, formando assim uma tríade (AUGUSTI, 2017).

O idoso necessita de uma assistência integral e de qualidade voltada a alimentação, saúde, atividade física, convívio social e familiar, assim um acompanhamento de um profissional de enfermagem como também multidisciplinar, necessitando de mais apoio no domicílio, limitar os agravos e diminuir os acidentes domésticos e a depressão nessa população (SILVA, GUEDES, 2015).

Este artigo tem como objetivo principal descrever segundo publicações da literatura fatores relacionados a acidentes em idosos.

Metodologia

O Estudo apresentado nesse artigo refere-se a uma revisão integrativa da literatura, na qual o autor tenta compreender quais os acidentes mais prevalentes no idoso e quais os motivos que levaram a essa fatalidade, nos tempos atuais.

A pesquisa dos artigos publicados no ano de 2012 a 2017 foram realizados no mês de agosto de 2017, sendo utilizadas as seguintes bases de dados: Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e ministério da saúde (MS). Os critérios de inclusão foram: artigos científicos nacionais disponíveis na integra, tendo como período entre 2012 a 2017, sendo eles escritos em português, não necessitando de uma avaliação do Comitê de Ética, por se tratar de uma pesquisa de revisão bibliográfica.   Para a realização da pesquisa foram utilizados os seguintes descritores: Acidentes. Prevalência. Idoso. Para atender a proposta da pesquisa foi elaborada a seguinte pergunta norteadora: Quais os acidentes mais prevalentes no idoso e quais os motivos que desencadearam esses agravos?

Resultados e Discussão

QUADRO 1. Fontes bibliográficas incluídas na revisão integrativa, segundo base de dados consultados, autor (e s), título, periódico, ano, objetivos dos estudos, delineamento da pesquisa e síntese das conclusões.

Bases de dados/Periódico/Ano de Publicação Autores/Métodos

 

 

Objetivo do Estudo Síntese das Conclusões
LILACS.

Rev. bras. geriatr. gerontol; 18(1): 59-69, Jan-Mar/2015.

Rosa et al, 2015, Quantitativo e qualitativo. OBJETIVO: Traçar o perfil dos idosos que foram a óbito por queda no Rio Grande do Sul no período de 2006 a 2011. De acordo com os achados nos estudos ficou evidente o aumento da mortalidade em 41,8% segundo esse levantamento, sendo maior prevalência na faixa etária de 69 anos, idoso com cor de pele branca, viúvos e solteiros. Sendo em 2011 a maior ocorrência de 31,56 óbitos por queda a cada 100 mil idosos.
LILACS.

Rev. bras. geriatr. gerontol; 18(2): 273-283, Mar-Apr/2015.

Santos, Claudia Aline Valente;  Jair Lício Ferreira.

Estudo do tipo transversal

 

O estudo objetivou avaliar se a presença de sintomas depressivos influenciava o desempenho de papéis ocupacionais em idosos atendidos em ambulatório de geriatria de hospital público terciário.

Os estudos mostram que dentre os grupos estudados ficou evidente que houve uma comparação similar nos pacientes depressivos e não depressivos, ficando diferenciado no serviço doméstico e no serviço voluntario dos não depressivos.  Sendo que nos demais testes ficaram praticamente os mesmos resultados.
Scielo.

Rev. bras. geriatr. gerontol. [online]. 2015, v.18, n.4, pp.761-768. ISSN 1809-9823.

 

 

Estudo transversal

Comparar parâmetros biomecânicos espaço-temporais e cinéticos da caminhada de jovens, idosas caidoras e não caidoras. Fica evidente que no grupo jovem a marcha é diferenciada, tendo maior tempo de equilíbrio que nos grupos de idosas caidoras e não caidoras, sendo os grupos de idosas não caidoras apresentarem um equilíbrio maior que as idosas caidoras.
Scielo.

Rev. bras. geriatr. gerontol. [online]. 2015, v.18, n.1, pp.129-140. ISSN 1809-9823.

CASTRO, Paula Maria Machado Arantes; et al.

Estudo transversal

Avaliar a ocorrência de quedas e seus fatores associados e identificar os pontos de corte de testes de equilíbrio e mobilidade funcionais mais adequados para identificar idosos ativos na comunidade com risco de quedas. Os estudos mostram que a maior chance de queda está mais prevalente nas mulheres idosas, sendo avaliado: fatores de risco, sociodemográficas, aptidão física e velocidade da marcha.
Scielo.

. Rev. bras. geriatr. gerontol.[online]. 2015, v.18, n.1, pp.29-37. ISSN 1809-9823.

 FATORI, Camila de Oliveira; et al.

Estudo transversal e observacional

Avaliar o efeito de duplas tarefas na mobilidade funcional de idosos ativos e correlacionar o tempo utilizado para sua realização com a idade do indivíduo. Os resultados demonstram que idosos ativos precisam de mais tempo para realizar atividades motoras, melhorando assim o equilíbrio postural e condicionamento físico. Sendo igual duração para atividades cognitivas. Com o aumento da idade maior o tempo de realização das atividades oferecidas aos idosos.
LILACS.

Medicina (Ribeiräo Preto); 48(6): 549-556, nov.-dez.2015.

 

Silveira, Tatiana; et al.

Estudo descritivo e qualitativo.

 

Verificar a associação da força de preensão palmar, velocidade da marcha, medo de cair e quedas com os níveis de fragilidade.

 

 

Com os estudos levantados verificou-se que quanto maior a fragilidade muscular, menor será a velocidade da marcha e aumento no medo de cair, quanto a força de preensão palmar, velocidade da marcha e o medo de cair teve variação nos resultados.

LILACS.

Med. reabil; 34(3): 63-67, set.-dez. 2015.

Tagushi, Carlos Kazuo; et al. Estudo :Transversal e qualitativo. Verificar a ocorrência para quedas em idosos asilares de Sergipe. Com os resultados adquiridos nos estudos constatou-se que o desequilíbrio está diretamente ligado a qualidade de vida desses idosos e a prática de atividade físicas para melhorar a coordenação motora e o cognição. Fica evidente que houve risco de queda acentuada nos dois testes realizados durante a avaliação.
LILACS.

Rev. bras. geriatr. gerontol; 18(2): 239-248, Mar-Apr/2015.

Soares, Danilo Simoni; et al.

Estudo caso-controle

Identificar os principais fatores associados a quedas e fraturas de fêmur em idosos. Verificou-se que as fraturas de fêmur representam grande fator de risco de morbidade em idosos, necessitando de um planejamento voltado a prevenção de quedas nos indivíduos dessa faixa etária, orientando e fazendo mudanças no ambiente de vivência desse idoso.
Scielo.

Rev. bras. geriatr. gerontol. [online]. 2016, v.19, n.4, pp.613-625. ISSN 1981-2256.

CARNEIRO, Jair Almeida; et al.

Estudo transversal

Estimar a prevalência de quedas e os fatores associados em idosos não institucionalizados.

 

Os estudos mostram a incidência de quedas nessa população e são evidentemente elevadas, sendo correlacionadas as condições de saúde dos idosos.
Scielo.

Rev. bras. geriatr. gerontol. [online]. 2016, v.19, n.3, pp.399-414. ISSN 1981-2256.

ROSSETIN, Liliana Laura et al.

Estudo transversal 

Analisar a correlação entre indicadores de sarcopenia e fatores extrínsecos e intrínsecos às quedas em idosas da comunidade. De acordo com os resultados encontrados, as idosas não apresentaram sarcopenia, e sim medo de cair e a diminuição da marcha, sendo o ambiente propicia ao aumento das quedas, indicado como fator de risco aos idosos.

Fonte: SCIELO/LILACS ( 2012 a  2017)

Foram encontrados nas bases de dados pesquisadas: 5 artigos na LILACS e 5 na base de dados SCIELO, sendo 8 na revista brasileira de geriatria e gerontologia; 1 na revista medicina (ribeirão preto) e 1 na revista medicina e reabilitação. Sendo encontradas 9 do ano 2015 e 1 no ano de 2016. Os métodos encontrados foram: 1 qualitativo e quantitativo; 7 transversal; 1 caso controle e 1 descritivo.

De acordo com ROSA et al. (2015) verificou que houve um aumento de 41,8% segundo os dados coletados, sendo essa maior prevalência em idosos acima dos 69 anos, com a cor de pele branca, viúvos e solteiros. Concluindo que em 2011 houve uma maior mortalidade de 31,56 óbitos decorridos de queda a cada 100mil idosos.

Segundo SANTOS et. al. (2015) ficou evidente na comparação entre pacientes depressivos e não depressivos houve uma diferença nas atividades e serviços domésticos, sendo que os depressivos levaram mais tempo para realizar as atividades com maior dificuldade, ficando os não depressivos com o menor tempo de realização das atividades, nos demais testes ficaram similar o tempo entre eles.

BRIANI, Ronaldo Valdir; et.al. (2015) comparou caminhadas entre jovens, idosas caidoras e não caidoras, avaliando parâmetros biomecânicos e cinéticos como espaços temporais. Na avaliação dos autores verificou-se que houve uma diferença na marcha dos jovens e no equilíbrio, tendo um maior tempo de equilíbrio e a marcha mais coerente e linear, ficando evidente que as idosas caidoras e não caidoras a um equilíbrio menor e uma marcha com insegurança para caminhar.

Segundo CASTRO, Paula Maria Machado Arantes; et. al.(2015) avaliou fatores que poderiam levar a queda associados a essa faixa etária, fazendo pontos de corte e testes de equilíbrio e mobilidade funcionais, para identificar idosos com riso de quedas. Concluindo que os resultados apontam maior risco de queda nas mulheres idosas, sendo avaliados fatores de risco velocidade da marcha, sociodemograficas e aptidão física.

FATORI, Camila de Oliveira; et.al. (2015) avaliou idosos com atividades duplas com mobilidade funcional, sendo esses ativos, correlacionando a idade e tempo de realização das atividades. Ficando evidente com avaliação que, os idosos ativos gastam um pouco mais tempo para realizar as atividades motoras, melhorando o equilíbrio postural e condicionamento físico. Sendo igual duração para atividades cognitivas, sendo que a idade influencia no maior tempo de realização das atividades oferecidas aos idosos.

SILVEIRA, Tatiana; et. al.(2015) destacou em verificar a associação da velocidade palmar força de preensão palmar e o medo de cair e os níveis de fragilidade de cada individuo idoso analisado na pesquisa, com os resultados adquiridos verificou-se quanto maior a fragilidade muscular, menor será a marcha desse idoso, aumentando o medo de queda, com diminuição da preensão palmar deixando objetos cair com mais frequência, quanto ao medo de queda teve variação nos resultados ficando mais evidente a insegurança na velocidade da marcha tendo uma diminuição considerável.

Segundo TAGUSHI, Carlos Kazuo; et.al. (2015) com análise nos estudos de idosos nos asilos de Sergipe, verificou a ocorrência para quedas nesse grupo, com os resultados constatou-se que o desiquilíbrio está ligado diretamente na qualidade de vida desses idosos, necessitando praticar atividades físicas para melhorar a coordenação motora e a cognição, concluindo que houve um risco de queda acentuada nos dois testes realizados.

SOARES, Danilo Simoni; et al. (2015) verificou os principais fatores associados a quedas e fraturas de fêmur em idosos. Destacou-se que a fratura de fêmur representa grande fator de risco de mobilidade em idosos, necessitando de um planejamento voltado a prevenção de quedas nos indivíduos dessa faixa etária, orientando e fazendo mudanças no ambiente de convívio desses idosos.

CARNEIRO, Jair Almeida; et al. (2016) estimou a prevalência de quedas e os fatores associados em idosos não institucionalizados, ficando evidente nos estudos que a incidência de quedas nesse grupo são elevadas, sendo correlacionadas as condições de saúde que cada idoso se encontra nessa instituição de longa permanência.

ROSSETIN, Liliana Laura et al. (2016) analisou a correlação entre os indicadores de sarcopenia e fatores extrínsecos e intrínsecos as quedas em idosas da comunidade. Sendo os resultados encontrados, onde as idosas não apresentaram sarcopenia e sim o medo de queda e a diminuição da marcha, sendo o ambiente propicio ao aumento das quedas, indicando um dos principais fatores aos idosos.

Conclusões

Verificou se que nos estudos realizado no idoso a uma variedade de acontecimentos no decorrer dos anos, levando essas pessoas a adquirirem patologias de fator intrínseca e extrínseca, referindo se ao processo natural do envelhecimento ou no ambiente onde as condições são adversas.

Fatores genéticos podem influenciar na saúde desses idosos, proporcionando patologias como osteopenia, sarcopenia, Alzheimer, parkson e défits na musculatura motora, deixando evidente que muitos dessas pessoas não realizam atividades físicas como também uma alimentação saudável, apresentam solidão, como também a deficiência em nutrientes que promovem uma saúde mais prolongada.

O envelhecimento traz limitações que serão inevitáveis como, por exemplo, diminuição da marcha, reposição de células mais lentas como também perda significativa de hormônios e nutrientes do nosso organismo, isso pode ser minimizado com algumas intervenções, ficando essa faixa etária mais vulnerável aos fatores ambientais como alimentos industrializados e falta de atividade física. De acordo com os artigos pesquisados o trauma é a terceira causa mais prevalente no idoso, perdendo somente para doenças cardiovasculares e as neoplasias malignas, constando também a falta de conhecimento tanto da parte dos familiares quanto dos idosos na questão que envolve apoio familiar e convívio próximo aos amigos, realização de atividades diárias, uma alimentação saudável, como consequência desses défits ocasionando assim o aumento das disfunções hormonais, cognitivas, motoras e diminuição nutricional, ficando evidente a incidência das quedas e patologias agudas e crônicas, gerando internações de curto e a longo prazo.

Referências

1. BRASIL. Secretaria de Atenção à Saúde. Estatuto do idoso (2013).

2. CARNEIRO, Jair Almeidaet al.Quedas em idosos não institucionalizados no norte de Minas Gerais: prevalência e fatores associados. bras. geriatr. gerontol. [online]. 2016, v.19, n.4, pp.613-625. ISSN 1981-2256.  http://dx.doi.org/10.1590/1809-98232016019.150110.

3. ROSSETIN, Liliana Lauraet al.Indicadores de sarcopenia e sua relação com fatores intrínsecos e extrínsecos às quedas em idosas ativas. bras. geriatr. gerontol. [online]. 2016, v.19, n.3, pp.399-414. ISSN 1981-2256.  http://dx.doi.org/10.1590/1809-98232016019.150028.

4. RODRIGUES, Cintia Leci; ARMOND, Jane de Eston; GORIOS, Carlos. Agressões físicas e sexuais contra idosos notificadas na cidade de São Paulo. bras. geriatr. gerontol.,  Rio de Janeiro ,  v. 18, n. 4, p. 755-760,  dez.  2015 .   Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-98232015000400755&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  03  out.  2017.  http://dx.doi.org/10.1590/1809-9823.2015.14177.

5. CAMARGO, A. B. M.; MAIA, P. B. O perfil das mortes por acidentes de transporte no Estado de São Paulo. 1a Análise, v. 2, maio 2013. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2014.

6. FATORI, Camila de Oliveira et al . Dupla tarefa e mobilidade funcional de idosos ativos. bras. geriatr. gerontol.,  Rio de Janeiro ,  v. 18, n. 1, p. 29-37,  mar.  2015 .   Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-98232015000100029&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  04  out.  2017.  http://dx.doi.org/10.1590/1809-9823.2015.13180.

7. AUGUSTI, Ana Carolina Veloso; FALSARELLA, Gláucia Regina; COIMBRA, Arlete Maria Valente. Análise da síndrome da fragilidade em idosos na atenção primária – Estudo transversal. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, [S.l.], v. 12, n. 39, p. 1-9, maio 2017. ISSN 2179-7994. Disponível em: <https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/1353>. Acesso em: 03 out. 2017. doi:http://dx.doi.org/10.5712/rbmfc12(39)1353.

8. Efeitos de um programa de ginástica orientada sobre os níveis de flexibilidade de idosos / Effects of a monitored gym program on flexibilit y levels in elderly people. Silva, José Leandro Soares; Guedes, Rosilene Maria Lucena.Saude e pesqui. . (Impr.); 8(3):[541-548], set-dez 2015.

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