Relação custo-benefício: prevenção vacinal versus combate a hepatite-b na cidade de areia branca-RN

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ARTIGO ORIGINAL

MENEZES, Andrea Alves [1], CANDIDO, Rondinelli Batista [2]

MENEZES, Andrea Alves. CANDIDO, Rondinelli Batista. Relação custo-benefício: prevenção vacinal versus combate a hepatite-B na cidade de areia branca-RN. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 09, Vol. 11, pp.14-29 Setembro de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

A vacinação contra a Hepatite B é considerada um dos métodos mais importante para a prevenção da doença com a realização de campanhas, para obter um custo satisfatório e evitar futuros custos com o combate à doença. O objeto deste estudo é analisar a relação custo-benefício da prevenção vacinal versus o combate a Hepatite-B na cidade de Areia Branca-RN. Para isso, foram levantados e analisados os custos do programa de vacinação para o município e confrontado com os custos para combate à doença contraída pelo paciente. Trata-se de uma pesquisa com processo documental e de abordagem quantitativa, tendo os resultados apresentados através de relatórios e gráficos. Na descrição foi relatado, a relação custo benéfico, custo com prevenção-vacinação, custo com o combate-doença e custo prevenção e combate à Hepatite B. Na análise dos dados é mostrada a quantidade de relações de custo-benefício, qual a importância de se fazer o investimento no programa de vacinação, a ineficiência da sequência do tratamento preventivo da doença, a quantidade disponibilizada para a campanha. No triênio estudado o valor montante dos custos para aquisição das doses de vacina gerou a capacidade de imunizar aproximadamente 2.250 pessoas, correspondente ao valor de R$ 9.445,20 e os custos para dois casos notificados formam um valor de R$ 11.232,00 com o valor superável ao triênio analisado.

Palavras-chave: Custo benefício, Vacina, Hepatite B.

INTRODUÇÃO

A hepatite B é uma doença transmitida que causa uma irritação e inflamação no fígado, pode ser transmitida por via vertical (de mãe para filho), via sexual, por meio de ferimentos cutâneos, por compartilhamento de agulhas e seringas, usuários de drogas, transfusão de sangue e acidentes com material biológico. O quadro clinico se caracteriza por icterícia (pele amarelada), colúria (urina escura), acolia fecal (fezes brancas) e astenia (perda das forças), possui fases agudas sintomáticas e assintomáticas. “Na sua fase crônica pelo vírus é um importante causa de morbidade e mortalidade no mundo, a estimativa é que 350 milhões de indivíduos estejam infectados e um milhão de infectados morram anualmente pela doença” (CASTELO et. al., 2005).

Segundo o Ministério da Saúde, 96.044 casos de hepatite B foram confirmados entre os anos de 1999 e 2009. Desses, mais de 50% se concentraram em indivíduos entre 20 e 39 anos, com quadro de evolução aguda em cerca de 90% (BRASIL, 2010). Na cidade de Areia Branca-RN, foram confirmados 02 casos, nos anos 2013 e 2015.

A medida geral para a prevenção, é o método de vacinação, disponível nas redes de unidades básicas de saúde, “disponível desde o início da década de 80 e na década de 90, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou que essa fosse incorporada nos programas de vacinações nacionais” (LIAW; CHU, 2009).

Com a possibilidade de se prevenir a doença através da vacinação, dar-se a importância do estudo do custo-benefício, entre esta prevenção e o combate à doença. Este estudo delimita-se à cidade de Areia Branca como medida amostral.

Neste contexto o presente trabalho tem como proposito responder o seguinte questionamento: Qual a relação custo-benefício da prevenção vacinal versus o combate a Hepatite-B na cidade de Areia Branca-RN?

O estudo em questão tem como objetivo geral conhecer o questionamento citado, evidenciando ou não uma relação de benefício para o investimento nas campanhas de vacinação contra a Hepatite-B. Incorporados ao objetivo geral, tem como objetivos específicos, coletar e avaliar os custos das vacinas destinadas, a prevenção da Hepatite-B na cidade de Areia Branca-RN, compor o custo médio de combate à doença contraída e identificar a relação custo-benefício da prevenção vacinal e custos de combate a Hepatite-B.

Segundo o ministério da saúde no ano de 2015 o estado do Rio Grande do Norte possuiu uma cobertura vacinal de 83,70% um percentual favorável, sendo que a tentativa de alcançar coberturas vacinais de 100% de forma homogênea em todos os municípios, é de mero conhecimento analisar os custos gerados para esse benefício, onde os responsáveis pela distribuição são as três esferas governamentais, Federal, Estadual e Municipal gerados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A partir do Programa Nacional de Imunização (PNI) são distribuídos mais de 300 milhões de doses por ano em todo Brasil.

O conhecimento sobre está relação de custo e benefício desta pesquisa se justifica pela vulnerabilidade da população, à contração da Hepatite B. O estudo da relação custo-benefício para os atuais programas de prevenção das doenças, bem como de combate a mesma deve ser conhecida, para que se consiga fundamentar a manutenção do programa existente, ou até a criação de outros que contenham eficiente na relação.

REFERENCIAL TEÓRICO

Será tratado neste referencial os pontos relacionados à relação custo benefício, custo com prevenção- vacinação, custo com combate- doença e por fim custos de prevenção e combate à Hepatite B.

RELAÇÃO CUSTO BENEFÍCIO

O ambiente econômico está passando por mudanças que vem acontecendo há algum tempo, tem levado a administração pública a buscar melhor eficiência e qualidade nos serviços públicos. Nesse novo cenário, produtividade e qualidade constituem-se em metas a serem alcançadas por todas as instituições. Mas, para se alcançar esses resultados, são indispensáveis um nível de informação condizente com os objetivos pretendidos. Essas informações são fornecidas por meio de sistemas de informações gerenciais sendo a contabilidade de custos uma ferramenta útil para o processamento de um conjunto de informações a assessorar o Gestor Público (MONTEIRO; RIBEIRO; FERREIRA, 2006).

Custo-benefício é a única das técnicas que permite a avaliação de um investimento em comparação com outros fora da área da saúde, não somente pela ótica do retorno privado, mas também do investimento público, as técnicas de avaliação de investimento, ou de análise custo-benefício, não se constituem nos modelos mais usados na avaliação econômica de serviços de saúde frente a outros modelos de análise. (EARLE, COYLE E EVANS E BRENTANI 1998).

A análise deste instrumento é possível avaliar os termos da rentabilidade social nos programas de saúde, sendo um investimento em capital humano aumentando o seu sistema econômico como um todo e tem o objetivo de demonstrar a relação dos custos envolvidos de cada programa e seus benefícios de forma direta e indireta. (UGÁ 1986)

No programa, todas as vacinas consideradas de evidente custo-efetividade, custo-benefício para a saúde pública. Existe um calendário básico de vacinação, que vale para toda a população. Além disso, foram implantados programas especiais, também nos últimos 4 ou 5 anos. Atualmente, as pessoas imunodeprimidas, que têm alergias às vacinas tradicionais, se beneficiam de produtos especiais, que estão disponíveis em qualquer Estado do Brasil, para qualquer camada social. (PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO 2003).

O processo de avaliação consiste na identificação, quantificação e determinação de todos os custos e benefícios legitimamente atribuíveis a um projeto para, depois compará-los e determinar sua rentabilidade social. A avaliação de projetos é necessária quando existem duas ou mais alternativas de solução para um mesmo problema para alcance dos objetivos. (JULIO ISMODES, 2009).

CUSTO COM PREVENÇÃO- VACINAÇÃO

A vacinação é um direito de todos, é o meio no qual a medicina luta no combate contra as doenças infecciosas que causam mortes. Com essa preocupação o Ministério da Saúde no ano de 1973 formulou o Programa Nacional de Imunizações (PNI), que por objetivo coordenou as ações de imunizações que se caracterizam pela descontinuidade, pelo caráter episódico e a reduzida área de cobertura para as comunidades, responsável pela implantação de equipes especializadas e o fortalecimento de laboratórios de referência, para ter controle de qualidade e a segurança de imunobiológicos. As vacinas são distribuídas de forma gratuita junto com a sua produção, é feita a partir da previsão anual do Programa Nacional de Imunizações (PNI), sem custo para a população, encontradas nas unidades de saúde recebida, a vacina Hepatite B tem uma das maiores amplitude de cobertura sua participação dentro do programa é ajudar a imunizar a grande população no combate do vírus causador da doenças Hepatite tipo B.

Segundo BEUTELS (2002), medida que as pessoas são vacinadas, a proporção de pessoas infectadas diminuirá, e a probabilidade de uma pessoa suscetível entrará em contato com uma pessoa infectada também diminuirá. A consequência do declínio na força de infecção (devido a vacinação) é que as pessoas suscetíveis são infectadas, isso ocorrerá na média, em uma idade mais avançada.

“A medida que o número de novas vacinas (muitas das quais são muito caras) aumenta, inevitavelmente cresce a competição pelos orçamentos limitados particularmente em países em desenvolvimentos.” (KADDAR 2004).

As políticas públicas de imunização são reconhecidamente as que apresentam a melhor relação custo-benefício e impacto epidemiológico com elevado alcance social, em termos de saúde pública, dadas as suas características de universalidade e equidade (PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO 2003).

Segundo o Programa Nacional de Imunizações (PNI) distribui cerca de 300 milhões de imunobiológicos anualmente, dentre vacinas e soros, além de oferecer à população todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional de Vacinação. O Brasil produz 75% das vacinas que são distribuídas pelo serviço público e é um dos países do mundo que mais distribui vacinas gratuitamente esses 75%, a metade é produzida pelo Instituto Butantan com eficiência e economia. A cobertura vacinal, portanto, se expressa por meio de um percentual que corresponde a uma relação entre vacinados num determinado grupo (numerador) e o total da população desse grupo (denominador). Essas informações devem, sempre, estar relacionadas a um mesmo local e a um mesmo período (tempo). (MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA VACINAÇÃO, 2011).

Segundo o PNI, adquire 321,9 milhões de doses de produtos imunobiológicos ao custo estimado de 236,5 milhões de reais, 60% de origem nacional, onde o Brasil tem forte tradição nesse setor dispõe de um dos programas de vacinação mais exitosos do mundo e, ao mesmo tempo, de um parque produtor nacional com expressiva capacidade de produção e uma oferta regular de imunobiológicos que hoje atende a cerca de 73% do rol de produtos oferecidos na rede.

O Brasil entre os anos 2013 a 2015, obteve um custo total com a produção de vacinas no valor de R$ 500 milhões/ano e os ganhos de eficiência R$ 300 milhões/ano, totalizando R$ 1,2 bilhão/ano e com economia de divisas prevista para 2014/2015 na ordem de US$ 635 milhões/ano.

CUSTO COM COMBATE- DOENÇA

A importância da política de imunização vai além do efeito sobre o indivíduo que recebe doses de um imunobiológico e se protege contra doenças, apresenta um efeito indireto, mesmo a parcela da população que venha a não ser imunizada, por motivos diversos, é beneficiada pela proteção concedida ao restante da população, pois há uma redução dos vetores de transmissão da doença.

Programa Nacional de Imunizações 30 anos, o fato de 95% da população ter sido vacinada pode significar ou não que a população esteja protegida, se foram vacinados 95% de forma abrangente e aleatória, dificilmente os 5% não imunizados apresentarão risco de contaminação à população, por outro lado, se estes 5% não imunizados estiverem todos concentrados em uma região, ou mesmo bairro, que corresponderá a 100% de população não imunizada daquele local, no caso de circulação de um vírus, poderá acontecer um surto ou epidemia. (MINISTÉRIO DA SAÚDE).

É crescente o número de estudos que busca analisar a eficiência dos serviços públicos de saúde, embora haja dificuldade nesta mensuração e não seja uma cultura muito difundida junto aos gestores públicos, isto ocorre em função do serviço público não objetivar lucro e por geralmente ter um caráter de gratuidade à população que mascara o real custo do serviço prestado, além da dificuldade de eliminar possíveis unidades que venham a ser consideradas ineficientes.

É importante ressaltar, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem referências com gastos após o diagnóstico de várias doenças, entre elas o câncer de colo uterino, um problema causado pelo vírus o papilomavírus humano (HPV), tendo o método de prevenção nos programas de vacinação. Com o problema de saúde pública, o manejo do CCU gera gastos anuais diretos de mais de R$ 600 mil, com custo médio por paciente de R$ 8.711,00 infectado.

Um estudo feito na Cidade de Curitiba-PR, no ano de 2013, a Meningocócica doença causada por uma bactéria onde é provocada uma inflamação nas membranas que revestem o sistema nervoso central (meningite) e infecção generalizada (meningococcemia), a pesquisa constatou o custo médio diário de internamento no valor de R$ 865,91 para pacientes do SUS. Com o número de casos notificados na cidade o governo do Paraná obteve um gasto anual de R$ 528.638,55 em sua fase mais branda, diante do valor gasto, foi analisado junto ao faturamento cada número de prontuário que se encontrava nas fichas de notificação compulsória, analisados 13 notificações compulsórias, 3 casos de Meningite Meningocócica, 1 caso de Meningococcemia e 9 casos com Meningocócica com Meningococcemia, totalizando 13 casos de Doença Meningocócica, com isso o estado teve um valor elevado no faturamento, devido o número de casos notificados mais graves com um tratamento mais caro.

CUSTO PREVENÇÃO E COMBATE À HEPATITE B.

Com o diagnóstico clinico da Hepatite B, é realizado técnicas de sorologia para o custeio na prevenção à após os relatos, a estimativas produzidas por um painel de especialistas em hepatologia, infectologia e farmacoeconomia, a progressão da HCVB se associa à elevação do gasto médio por paciente, principalmente a partir do estágio de cirrose descompensada. Neste modelo de estimativa de padrão de condutas e de utilização de recursos, os pacientes submetidos a transplante hepático são os de maior gasto médio.

O Ministério de Saúde estima que, no Brasil, pelo menos 15% da população já esteve em contato com o vírus da hepatite B e que 1% da população apresenta doença crônica relacionada a este vírus 2,3. Os estudos epidemiológicos sobre hepatite B no Brasil são escassos e, em geral, ocuparam-se de grupos populacionais específicos

O gasto médio anual por paciente varia de R$ 462,37 na hepatite crônica sem tratamento antiviral, até R$ 87.372,60 no primeiro ano após o transplante hepático. Os maiores determinantes de gasto, isto é, os componentes que causaram maior impacto econômico, foram os medicamentos e procedimentos terapêuticos.

Hepatite B vacinação para lactentes e crianças é muito importante para se proteger contra esse vírus mortal. O custo da vacina para a hepatite B não deve desencorajar, porque a infecção da hepatite B pode causar risco de vida, que é a melhor maneira de obter a vacina o mais rápido possível.

A saúde é o bem mais valioso, onde o dinheiro que é gasto para obter a vacinação, esse ponto deve ser observado que o custo da vacina não inclui taxas para as consultas medicas, as dosagens não estão inclusas no custo da vacina, os custos adicionais são pagos sempre que à uma visita de vacinação. Em média o custo com a vacinação em criança custa US $ 40-45, para obter as três doses terá que pagar cerca de US $ 120 e em adultos $ 70-75 por dose. (SULLA SALUTE).

O ministério da saúde hoje, disponibiliza o medicamento das hepatites virais, onde não é comercializado em farmácias, distribuído via Sistema Único de Saúde (SUS), através do Protocolo Clinico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), com os seguintes medicamentos: TENOFOVIR 300mg um comprimido por dia, o custo da unidade é 3,44 com o custo mensal de R$ 103,20 e anual com R$ 1.255,60, ENTERCAVIR 0,5mg, custo unitário de R$ 12,16, custo mensal R$ 364,80 e anual de R$ 4.438,40.

No presente estudo o objetivo é ver relação custo-benefício prevenção vacinal e custos de combate a Hepatite-B na cidade de Areia Branca-RN estimar a prevalência de confirmação da imunidade e o benefício que a vacina possui para o combate do vírus causador.

METODOLOGIA

O método da pesquisa classifica-se como um estudo possuidor de objetivo descritivo, procedendo-se a partir de documentos e possuindo abordagem quantitativa. A classificação descritiva da pesquisa é fundamentada no relato de Gil (2008), que define as pesquisas descritivas como possuidoras do objetivo de descrever as características de uma população, fenômeno ou de uma experiência. Já o procedimento é fundamentado por Santos (2000), que define que a pesquisa documental é realizada em fontes como tabelas estatísticas, cartas, pareceres, fotografias, atas, relatórios, obras originais de qualquer natureza – pintura, escultura, desenho, etc.), notas, diários, projetos de lei, ofícios, discursos, mapas, testamentos, inventários, informativos, depoimentos orais e escritos, certidões, correspondência pessoal ou comercial, documentos informativos arquivados em repartições públicas, associações, igrejas, hospitais e sindicatos. A abordagem da quantitativa da pesquisa é conceituada pelos preceitos de Moreira e Caleffe (2006), o método explora as características e situações de todos os dados numéricos podem ser obtidos e faz uso da mensuração e estatísticas.

Foi elaborado o instrumento (planilha) e gráficos para a coleta dos dados referentes aos casos da Hepatite tipo B, com análise estatística descritiva, seguido das seguintes fontes: Segunda Unidade Regional de Saúde Pública (II USARP) setor Imunização, situada no município de Mossoró/RN, Centro de Saúde José Nogueira de Melo – Areia Branca/RN, sala de vacina, Secretaria de Saúde de Areia Branca/RN, Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), Autorização de Internações Hospitalares (AIHS) do município de Areia Branca-RN, no período de três anos (2013 a 2015), Hospital Rafael Fernandes, Mossoró-RN especializados em doença infectocontagiosas, setor Farmácia.

Esta pesquisa foi realizada no Centro de Saúde José Nogueira de Melo, unidade geral básica de atendimento na cidade de Areia Branca-RN, um estudo de caso, onde foi analisado a relação custo benefício com a prevenção vacinal em combate a Hepatite B, realizado um levantamento das doses aplicadas, doses distribuídas, custo unitário, custo total, notificação de casos com Hepatite B, no período de três anos (2013 a 2015). A análise dos dados foi baseados, nos valores contidos em notas fiscais de recebimento, dados pela Segunda Unidade Regional de Saúde Pública (II USARP) Mossoró-RN, mapas diário com o número de pacientes imunizados, cedidos do Centro de Saúde José Nogueira de Melo Areia Branca-RN.

DESCRIÇÃO E ANALISE DOS DADOS

A vacina contra a Hepatite B, tem a função de prevenir a doença e, possui um esquema vacinal, em recém-nascidos vasto lateral da coxa e via intramuscular no deltoide (parte superior do braço) nas demais faixa etárias (adolescentes, gestantes, adultos e idosos), com três doses tomando a primeira com intervalo para a segunda 30 dias e o intervalo da primeira a terceira 6 meses. A dosagem deve ser recebida, no caso de recém-nascidos, adolescentes, adultos, gestantes, idosos. Indivíduos com o esquema completo, apresentam 95% dos anticorpos propícios a doença.

A cidade de Areia Branca-RN segundo o IBGE, possui 27.115 habitantes, com aproximadamente 85% dessas pessoas devem receber a vacina, distribuída pelo governo federal, com a forma de prevenir a doença.

DESCRIÇÃO DOS DADOS COLETADOS

Os primeiros dados coletados foram organizados no Quadro 1, neste, é possível se fazer uma relação entre a disponibilidade das vacinas para a população e as vacinas que realmente foram aplicadas nos pacientes com a intenção de atingir o número máximo de prevenção. No período de 2013 foram disponíveis 2.450 doses, 1.476 foram aplicadas, com 974 doses não aplicadas, em 2014 2.820 distribuídas e 652 aplicadas com o resultado de 2.168 doses não aplicadas e no ano de 2015, foram 1.740 doses distribuídas, 684 aplicadas com 1.056 doses não aplicadas. Os dados analisados mostram um desperdício de menos da metade de doses aplicadas, não atingindo a meta de pelo menos 50% esperado, alguns motivos podem ser elencados para tal, entre eles, a falta de comparecimento, falhas na rede elétrica, doses com o prazo de validade vencida, onde são exoneradas e a quebra de frascos. Em caso da sobra de doses e com o prazo de validade em dia, é possível fazer um levantamento de pessoas com as suas doses atrasadas, para a regularização do seu cartão vacinal, realizando uma campanha em prol do desperdício e tentar imunizar o máximo possível, nas unidades de saúde do município com ajuda da compreensão dos profissionais de saúde na divulgação da campanha.

Quadro 1 – Quantidade de doses disponíveis e aplicadas no período de 2013 a 2015

Período Quant. doses Disponíveis Quant. doses Aplicadas
2013 2450 1476
2014 2820 652
2015 1740 684
Total Geral 7010 2812

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados da pesquisa.

A vacinação possui um esquema vacinal das quantidades de doses que o paciente irá tomar, as doses oferecidas para a hepatite B são 3 dosagens. Foram analisadas as quantidades de doses feitas no município de Areia Branca- RN, sendo primeira, segunda e terceira dose, durante o período 2013 a 2015, foram analisados no primeiro ano a ausência da segunda dose em relação a primeira tendo em vista que o indicador da primeira dose é sempre a maior e a procura da terceira dose tem o indicador mais baixo. No segundo ano, teve uma queda na primeira dose em relação ao ano anterior, com um nível mais baixo, a procura da primeira dose mostra que no ano seguinte possui a mesma sequência com um número sempre a maior, no terceiro ano com um indicador mais baixo em relação aos outros anos, a primeira dosagem com o indicador mais alto, na segunda dose do ano de 2015 em relação a segunda dose do ano de 2014 teve um aumento, sendo que na terceira dose do terceiro ano teve um indicador mais alto em relação ao ano de 2014, teve uma procura a mais no ano de 2015 em relação a primeira e segunda dose em relação ao ano anterior, como mostra o Gráfico 1.

Gráfico 1- tipos de doses aplicadas entre 2013 e 2015 na cidade de Areia Branca-RN

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados da pesquisa.

As doses da vacina Hepatite B, dispunha de 3 doses D1, D2 e D3, em 2013 obteve um levantamento das doses aplicadas, gerando um total na primeira de 774 doses, na segunda 443 e na terceira com 259, fazendo a relação, foi observado um caimento na prevenção, devido à falta de comparecimento ao estabelecimento de saúde, falta de interesse na imunização, o não entendimento para que serve, que tem por objetivo a junção das 3 doses para se prevenir da referida doença. Em 2014 o índice foi mais baixo, com 385 doses na D1, um decaimento de 187 na D2, e com um nível extremamente baixo na D3 com 80. No ano de 2015, teve um declino na D1 354, em relação ao ano anterior, na D2 213 e D3 117, o que podemos observar, há um déficit de pessoas que não completam o esquema vacinal.

O município de Areia Branca, apresenta 7 unidades de saúde onde 1 delas concentra-se o maior número de vacinação, sendo a unidade do nosso objeto de estudo, na segunda tabela, mostra a distribuição mensal e anual no período de 2013 a 2015

De Janeiro a Dezembro de 2013, 2014 e 2015 foram analisados a distribuição mensal das aplicações, com um total anual de 1.476 aplicações no período de 2013, em 2014 652 aplicações e em 2015 684 aplicações, comparando os anos 2013, teve um valor maior na aplicação de doses sendo que em 2014 o número foi mais baixo e 2015 teve um aumento em relação ao ano anterior, com base nos dados. A procura das doses durante o período 2013 foi maior, mesmo com o mês de agosto sem aplicações, teve um resultado em relevante em relação a 2014 e 2015, como mostra a Tabela 1:

Tabela 1 –distribuição mensal das aplicações das vacinas período de 2013 a 2015

Distribuição mensal das aplicações das vacinas
MÊS 2013 2014 2015 Total Geral
JAN 55 72 66 193
FEV 34 64 131 229
MAR 23 34 56 113
ABR 45 78 39 162
MAI 122 53 46 221
JUN 107 105 67 279
JUL 275 81 129 485
AGO 0 41 6 47
SET 174 47 33 254
OUT 160 13 4 177
NOV 262 42 62 366
DEZ 219 22 45 286
Total Geral 1476 652 684 2812

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados da pesquisa.

Foram analisados os custos com as doses disponíveis e os custos das doses aplicadas na cidade de Areia Branca-RN no período 2013 a 2015. Onde a soma dos custos em relação ao ano de 2013 foram gastos com a distribuição o valor de R$ 3.234,00 e os custo com aplicação foram de R$ 1.948,32, já em 2014 gasto com a distribuição no valor de R$ 3.496,80 gasto mais do que o ano anterior e os custos com aplicações no valor de R$ 808,48 um valor negativo em relação a distribuição do ano e 2015 com o valor mais baixo em relação aos anos passados um gasto de R$ 2.714,40 com distribuição e R$ 1.067,04 gasto com aplicação o ano que mais aproximou o gasto com doses distribuídas com o gasto de doses aplicadas, como mostra o gráfico 2.

Em uma abordagem com o custo médio por vacina aplicada, mostra que o custo em média no ano de 2013 foi de R$ 1,659 por vacina, em 2014 com o custo de R$ 4,325 por vacina e por último em 2015 com o custo de R$ 2,543 a vacina. Tendo em vista que no ano de 2014 teve um indicador de custo médio maior, relacionado um valor mais caro em relação aos anos 2013 e 2015. Sendo 2013 com o custo mais em conta, 2014 o custo mais alto e 2015 com o indicador mediano em relação aos anos 2013 e 2015.

Gráfico 2- Disponibilidade versus Aplicação das Doses de Vacina Hepatite–B na cidade de Areia Branca-RN nos anos de 2013, 2014 e 2015.

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados da pesquisa.

As vacinas não aplicadas, são destinadas a um reconhecimento da unidade de saúde comunicar a sua secretaria de saúde fará um comunicado indicado o motivo da não aplicação será tomada as medidas cabíveis, para análise de desperdício.

Uma pesquisa feita em São Paulo, de janeiro a dezembro de 2014, das 13, 4 milhões de doses entregues pelo governo federal à Prefeitura, 428,5 mil foram desperdiçadas por falhas elétricas (não há geradores nas unidades) ou panes nos refrigeradores onde são condicionadas as doses. No primeiro semestre de 2015, do total de 4,9 milhões, 203,1 mil estragaram nas geladeiras das Unidades Básicas de Saúde, com um o prejuízo R$ 5,3 milhões, sendo compradas pelo Ministério da Saúde e repassadas aos municípios. (DIÁRIO DE SÃO PAULO, 2016).

Para fundamentar este estudo a análise utilizou como referência os dados oficiais de ocorrências de casos de contração da doença Hepatite-B, o registro foi obtido dentro da estrutura de saúde hospitalar da cidade. Na ocasião, foi verificada que o município de Areia Branca-RN apresenta um hospital ambulatório para internação e um centro de saúde de atendimento geral, como dado complementar, o IBGE aponta que a população do município está estimada em 27.115 habitantes. Na pesquisa entre os registros das unidades hospitalares entre os anos de 2013 e 2015, foram notificados, no ano primeiro ano 01 caso e no ano e terceiro ano 01 caso, totalizando 02 casos da doença Hepatite B, como mostra a Tabela 2.

Tabela 2- Casos notificados em Areia Branca-RN no período de 2013 a 2015

Período Casos notificados
2013 01 caso
2014 0 caso
2015 01 caso
Total geral 02 casos

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados da pesquisa.

Pacientes diagnosticados com a doença Hepatite B em estado crônico, é de extrema necessidade a realização do tratamento, disponibilizado para a população via SUS, onde o ministério da saúde compra o medicamento em grande aporte e consegue baratear o custo da medicação, o paciente não irá ter o gasto com a compra do medicamento, é seguido na tabela abaixo os valores gastos com os pacientes portadores do vírus da Hepatite B, seguido de dois tipos de comprimidos o Tenofovir 300mg ingeridos 1 vez ao dia, tem a função de ajudar na redução da quantidade de vírus da hepatite B no organismo, com o custo diário de R$ 3,44, custo mensal de R$ 103,20 e custo anual R$ 1.238,40 e Entecavir 0,5mg ingeridos também 1 vez ao dia e tem a capacidades de diminuir a quantidade de VHB no corpo, podendo também diminuir a habilidade do vírus para multiplicar-se e infectar novas células do fígado, com um custo um pouco mais caro que o medicamento anterior custando diariamente R$ 12,16, mensalmente 364,80 e anualmente R$ 4.377,60, conforme os dados apresentados abaixo na Tabela 3.

Tabela 3- Custo com paciente em tratamento

Gasto com pacientes em tratamento
Medicação Custo por dia Custo mensal Custo anual
Tenofovir 300mg comp 3,44 103,20 1.238,40
Entercavir 0,5mg comp 12,16 364,80 4.377,60
Total geral 15,60 468,60 5.616,00

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados da pesquisa.

ANÁLISE DOS DADOS

Analisando de forma paulatina os dados encontrados, deparamos com informações provocativas de que deveríamos compor duas relações custo-benefício, uma através das doses aplicadas e outra em relação as doses disponíveis, contudo, será dado ênfase à análise das doses disponíveis, tendo em vista que de fato o custo foi absolvido pelo município, independente do uso efetivo por parte da população. A importância de se fazer essa divisão se daria pela consciência de que parte dos investimentos nos programas de vacinação não estão sendo aproveitados pela população.

Os dados também conseguem identificar a ineficiência da sequência do tratamento preventivo da doença, quando mostra que a maior parte da população que toma a primeira dose, se ausenta nas doses seguintes, gerando os mesmos desperdícios e provocando a mesma análise do parágrafo anterior.

Fazendo uma breve relação, entre custos particulares e o públicos com vacinas, foram citados no referencial teórico, valores que em média custam $ 120 em crianças e em adultos $ 70-75 por doses, um custo diferenciado em relação a idade e obtendo custos altos para a população e em relação a análise desta pesquisa, mostra no triênio R$ 8,55 por dose um valor único independente da faixa etária, números que reforçam a importância de valer-se das campanhas vacinais também focando em um menor custo à população.

As informações encontradas nos dados coletados ratificam a citação do BEUTELS (2002), que afirma que na medida que uma parcela das pessoas recebe a vacina, o volume de pessoas infectadas abrandará, e a probabilidade de uma pessoa suscetível entrará em contato com uma pessoa infectada também diminuirá. A ratificação aflorou-se pelas informações dos dados do estudo que mostrou poucos casos da doença (apenas dois) durante o período de 2013 a 2015 mesmo com o nível das dosagens diferenciados entre D1, D2 e D3, o índice de pessoas com infecção a probabilidade foi mínima.

A campanha de vacinação disponibilizou no ano de 2013 para o município de Areia Branca-RN, 2.450 (duas mil quatrocentas e cinquenta) doses vacinas que forma um montante de custo de R$ 3.234,00 (como exposto na Quadro 01 e no Gráfico 2). Neste mesmo ano foi notificado um paciente com a doença Hepatite-B, e de acordo com a Tabela 4, o gasto médio com as medicações para combater a doença pelo SUS (Sistema Único de Saúde) deste município é de R$ 5.616,00. Considerando que as 2.450 doses são divididas em três tipos, a capacidade de imunização é de aproximadamente 800 pessoas para este ano de 2013. Então, o custo de se imunizar aproximadamente 800 pessoas corresponde a 58% do custo dos medicamentos para se tratar um único paciente após a contração da doença.

Esta mesma relação sendo feita para os anos de 2014 e 2015, referenciando-se a vacinação disponível com o custo médio de combate à doença após a contração temos: 2014 – o custo de se imunizar aproximadamente 900 pessoas corresponde a 62% do custo dos medicamentos para se tratar um único paciente após a contração da doença. 2015 – O custo de se imunizar aproximadamente 550 pessoas corresponde a 48% do custo dos medicamentos para se tratar um único paciente após a contração da doença, como mostra o gráfico 3.

Na análise dos dados do triênio, identifica-se o valor montante de custos de R$ R$ 9.445,20 (nove mil quatrocentos e quarenta e cinco reais e vinte centavos) para aquisição das doses de vacinas para o município, o que gera a capacidade de imunizar aproximadamente 2.250 (dois mil duzentos e cinquenta) pessoas, já os custos para tratamento dos dois casos notificados (conforme Tabela 03), formam um valor de R$ 11.232,00 (onze mil duzentos e trinta e dois reais), superando os valores das campanhas de vacinação do triênio estudado.

Os valores monetários mencionados nessa simples relação de custo, entre prevenção e combate à doença, ou seja, a relação entre prevenir com a vacinação e combater com medicamentos (pós contração), já mostra a viabilidade de se investir nas campanhas de vacinação, sendo um custo satisfatório, tendo em vista o grandioso benefício de se evitar e/ou minimizar futuros custos superiores com o combate à doença.

Gráfico 3- Relação vacinal disponível x custo médio da doença

Elaboração própria a partir dos dados da pesquisa.

CONSIDERAÇÕES FINAIS E RECOMENDAÇÕES

O objeto deste estudo é analisar a relação custo-benefício da prevenção vacinal versus o combate a Hepatite-B na cidade de Areia Branca-RN, onde se teve um resultado positivo, relevante, em relação a imunização para a cidade comparando com o custo do combate a doença.

Tem como os seus objetivos, a relação custo benefício onde o sistema de saúde pública custeia o programa para a realização da imunização, esse custo com a prevenção é de extrema importância, no qual é a medida mais eficaz no combate a Hepatite B distribuídas nas unidade de saúde sem nenhum custo para o paciente, com o processo da imunização será diminuído o custo com o combate à doença. No caso da doença adquirida o custo com o combate à doença será custeado pelo Ministério da Saúde em função do paciente.

É recomendado que se faça um levantamento, em outros municípios de estudo para analisar os custos gastos com a distribuição e aplicação da vacina em rotina e de campanhas, no intuito de se ter um resultado satisfatório em relação aos custos relacionados ao tratamento com doença adquirida. Na ausência da vacina se adquire com mais facilidade a doença, gerando para os cofres públicos um gasto e com a realização das campanhas diminuirá o índice de doenças infectocontagiosas e terá a diminuição de gastos públicos com pacientes infectados.

Por isso a vacinação é um fator relevante para a sociedade, um meio de salvar vidas, com uma disponibilidade gratuita, onde o governo investe na distribuição das vacinas com o propósito de imunizar o máximo de pessoas, onde se tem a relevante importância na saúde pública.

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[1] Graduando (a) em Ciências Contábeis – Universidade Federal Rural do Semi-árido

[2] Graduado em Engenharia de Produção, Universidade Potiguar-Unp Brasi. Especialização em MBA executivo em estratégia de negócios, Universidade Potiguar-Unp Brasil. Professor (a) da Universidade Federal Rural do Semi-árido

Recebido: Dezembro de 2017

Aprovado: Setembro de 2018

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