Deficiência de cálcio em pessoas idosas: Causas, consequências e intervenções nutricionais

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CONTEÚDO

ARTIGO DE REVISÃO

DIAS, Fabiana Lavareda [1], RODRIGUES, Maria Selma Ribeiro [2]

DIAS, Fabiana Lavareda. RODRIGUES, Maria Selma Ribeiro. Deficiência de cálcio em pessoas idosas: Causas, consequências e intervenções nutricionais. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 11, Vol. 04, pp. 41-60. Novembro de 2019. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/deficiencia-de-calcio

RESUMO

Em um cenário de envelhecimento da população, razão de grande preocupação e relevância social, importam maiores cuidados com a população idosa. Diante do quadro conjuntural, percebe-se que diversos estudos apontam para uma correlação entre a deficiência nutricional e o avanço da idade, especialmente a partir dos 60 anos. Destaca-se entre estes o déficit do Cálcio, o qual se acentua a partir dos 75 (setenta e cinco) anos, em uma combinação de processo fisiológico e fatores exógenos. O estudo buscou, portanto, compreender as causas, consequências e como o problema pode ser solucionado, a fim de se evitar graves doenças associadas ao déficit de cálcio. As intervenções nutricionais oferecidas possuem como base a diferenciação entre as causas endógenas e exógenas da deficiência de Cálcio no idoso, a partir do mapeamento do perfil na população brasileiro, com base nos censos demográficos disponíveis. O método adotado é de pesquisa explicativa, com a análise dos aspectos envolvidos na causa e identificação da deficiência nutricional. Foi feita a revisão bibliográfica consistente no conjunto formado por documentações indiretas. Os resultados demonstram que a causa está associada à perda de capacidade na absorção dos nutrientes, com o agravante do sedentarismo e aumento da dependência de terceiros. Compreendidas as causas e consequências da deficiência de Cálcio nos idosos, além da importância nutricional para diversas funções, o nutricionista deve cumprir com o seu papel de aumentar o bem-estar, a qualidade de vida e a saúde do grupo populacional com suas intervenções nutricionais, especialmente laticínios e queijos, ricos no nutriente e acessíveis à população.

Palavras-chave: deficiência nutricional de cálcio, população idosa, intervenção nutricional, absorção, qualidade de vida.

INTRODUÇÃO

A organização Mundial da Saúde (OMS, 2003) define o idoso como o indivíduo com 60 (sessenta) anos de idade ou mais, em países classificados como subdesenvolvidos, a exemplo do Brasil. No caso de países desenvolvidos, o ponto de corte passa a ser da população acima de 65 (sessenta e cinco) anos (MEIRELLES, 2017; CAMARGOS, GONZAGA, 2015). O Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741, de 1º de janeiro de outubro de 2003) adota a mesma definição da Organização Mundial da Saúde.[3]

A estatística oficial do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE, 2015) mostra a importância desse grupo social no Brasil, pois, apenas entre 1980 e 2010, o número de idosos mais do que triplicou, de 2.741.506 (dois milhões, setecentos e quarenta e um mil e quinhentos e seis) para 9.240.670 (nove milhões, duzentos e quarenta mil, seiscentos e setenta). Já em 2040, a expectativa é que o número volte a mais do que triplicar, passando a quase 28.400.000 (vinte oito milhões e quatrocentos mil) idosos.

Cada vez em maior número na sociedade, o idoso levanta uma série de questões a respeito da composição dos gastos sociais, entre os quais se inclui a saúde (SANTOS, DELANI, 2015). No Brasil, trata-se de motivo de preocupação e grande relevância social também por conta dos impactos na mão de obra disponível e aumento das despesas com assistência social (SOUZA; LEVY, 2014).

Motivo de grande preocupação é o fato de que os idosos também precisam de maiores cuidados ligados aos aspectos nutricionais (SANTOS, DELANI, 2015). A própria dificuldade financeira pela qual o grupo passa, que se sustenta apenas à base da aposentadoria e não se insere no mercado de trabalho, leva a um consumo inadequado dos alimentos.

Entre os déficits nutricionais, tem relevância o estudo referente à ingestão de cálcio, dada a essencialidade desse para diversas funções do organismo. Segundo VACARI (2017), como um dos principais fatores endógenos para o déficit nutricional do Cálcio está o declínio da capacidade de absorção com o envelhecimento, especialmente a partir dos 75 (setenta e cinco) anos de idade. O processo fisiológico se soma a fatores exógenos, a exemplo do consumo em demasia de fitatos e Sódio, bem como o declínio na absorção da Vitamina D produzida pela síntese cutânea, pois a exposição solar é responsável por 80% (oitenta) a 90% (noventa por cento) do estoque (PETERS; MARTINI, 2014).

Diante desse quadro, o oferecimento de intervenções nutricionais capazes de suprimir o déficit de Cálcio na população idosa demonstrará a necessidade do acompanhamento nutricional na saúde de um grupo social cada vez mais crescente no país (MIRANDA; MENDES; SILVA, 2016). Essa percepção da imprescindibilidade foi fator determinante para a elaboração do presente artigo, o qual realizou – se uma ampla revisão bibliográfica sobre o tema.

O objetivo do artigo foi avaliar as intervenções nutricionais, com o melhor entendimento das causas e consequências do déficit de Cálcio nesse grupo populacional, partir da bibliografia subsidiada nas áreas de Nutrição, Medicina, Biologia e Química.

METODOLOGIA

Esse trabalho foi elaborado a partir de uma revisão de literatura de cunho explicativo, consistente na reunião das principais bibliografias sobre o tema escolhido. O método utilizado para a pesquisa consiste na análise dos aspectos envolvidos na causa e identificação da deficiência nutricional de Cálcio em idosos. Além disso, o estudo consistiu na compreensão dos mecanismos de otimização do consumo de nutrientes entre aqueles com mais de 60 (sessenta) anos de idade. Há o respeito a um limite temporal de 05 (cinco) anos para a bibliografia selecionada, a qual compreende as publicações de 2014 a 2019, em português e em inglês.

Para se chegar aos objetivos pretendidos, analisou-se o conjunto formado pela bibliografia disponível, por conclusões de pesquisas empíricas já realizadas, focadas na avaliação dos resultados de forma quantitativa.

Para cumprir com o propósito do procedimento adotado, a técnica utilizada foi formada pelo conjunto de documentações indiretas, as quais abrangeram a revisão bibliografia e documental, consistente em livros, artigos e papers publicados, disponíveis a acesso público nas plataformas Scientific Eletronic Library Online – Scielo, Google Scholar, PubMed, LILACS. Também foram consultados dados públicos da saúde e nutrição dos idosos no Brasil, que serviram de base para a formulação das propostas de intervenção nutricional.

RESULTADO E DISCUSSÃO

O ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

Até por volta de 1970, a população brasileira teve como característica um “boom demográfico”, marcado por um verdadeiro crescimento populacional (PEREIRA, 2019). Há, desse fenômeno, duas consequências advindas, consistentemente, primeiro, no crescimento da mão de obra e do capital humano de trabalho, o qual é seguido de um subsequente envelhecimento da população (SOUZA; LEVY, 2014). Sobre o envelhecimento, assim fala Cancela:

“O processo de envelhecimento é um percurso progressivo que ocorre durante a vida afetando todos os organismos, resultando em alterações dos padrões fisiológicos de um indivíduo em uma relação mútua de fatores sociais, culturais, biológicos e psicológicos. O conceito de envelhecer pode ser entendido como algo subjetivo e de transformações biopsicossociais que modificam aspectos comuns em indivíduos saudáveis, levando-os a novas percepções de enfrentamento da vida.” (CANCELA, 2017)

Reconhecido o aumento da população idosa, fenômeno que pode até mesmo ser constatado visualmente, há a necessidade de se estabelecer os parâmetros de caracterização do idoso. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o idoso pode ser compreendido como o “indivíduo de 60 (sessenta) anos de idade ou mais, se ele residir em países em desenvolvimento”. Se, em 1920 a expectativa de vida era de 35,2 anos (trinta e cinco anos e dois meses), em 2010 a expectativa de vida no Brasil atingiu a marca de 74 (setenta e quatro anos), com 10,8% (dez, oito por cento) da população composta por idosos (IBGE, 2015).

De acordo com os dados da Organização das Nações Unidas (2019), o número de idosos (pessoas com mais de 60 anos) chegará a 1,1 bilhão (um bilhão e cem milhões) em 2020, o equivalente a 13,5% (treze, cinco por cento) de toda a população mundial. Como anota Alves (2019, p. 2), esse processo no Brasil se dá de forma muito mais acelerada, com o atingimento de percentuais de idosos acima da média global. Abaixo:

Gráfico I – População absoluta e relativa de idosos de 60 anos e mais, 65 anos e mais e 80 anos e mais. Brasil: 1950-2100. Nova Iorque – Organização das Nações Unidas, 2019.

Na lição de Mendes et al (2018), essa mudança da pirâmide de forma tão acelerada tem como ponto de partida a redução da taxa de natalidade, o que se soma à descoberta de novas tecnologias e tecnologias farmacológicas. Como explica Melo (2017), o aumento do uso de medicamentos, identificado por meio dos dados, acompanha o processo de envelhecimento e se torna maior conforme aumenta a faixa etária.

Além disso, o processo de transição demográfica é consequência direta da evolução do sistema de amparo e proteção social, a exemplo da previdência, da melhora na saúde pública e no acesso à informação. De uma população predominante jovem em um passado nem tão distante, observa-se, nos dias atuais, um contingente cada vez mais significativo de pessoas com 60 anos ou mais de idade. (IBGE, 2015). E pensar em um número tão elevado de pessoas, com uma transição para uma população mais velha, traz desafios a título de saúde e previdência social. Como destacam Miranda, Mendes:

“Envelhecer não significa necessariamente adoecer. A menos que exista doença associada, o envelhecimento está associado a um bom nível de saúde. Além disso, os avanços no campo da saúde e da tecnologia permitiram para a população com acesso a serviços públicos ou privados adequados, uma melhor qualidade de vida nessa fase. Com isso, é fundamental investir em ações de prevenção ao longo de todo o curso de vida, em virtude do seu potencial para “resolver os desafios de hoje e, de forma crescente, os de amanhã”” (MIRANDA, MENDES E DA SILVA, 2016, p. 507 a 510)

A título de demonstração, tem-se as transformações entre 2002 e 2012. De acordo com os números do Ministério da Previdência, o número de beneficiários ativos em população idosa, excluindo-se pensões, ampliou-se em 55,3% (MIRANDA, MENDES E DA SILVA, 2016). Nesse sentido, o gasto público também cresceu bastante, na ordem de 146% (cento e quarente e seis por cento).

De um modo geral, a conclusão estatística é de que a população brasileira envelhece. Já nos aspectos socioeconômicos, as mudanças são profundas no mercado de trabalho, pois a mão de obra se torna mais escassa. Além disso, é consensual concluir que há 2 (dois) setores do serviço público bastante atingidos: a saúde e a assistência social, na qual deve se compreender os gastos previdenciários.

Por fim, devem ser reconhecidas as necessidades médico-nutricionais desse grupo crescente, a fim de que se mantenha ou até mesmo se prolongue a qualidade de vida, com uma assistência contínua e multidisciplinar. Entre os idosos, embora existam aqueles que são saudáveis, muitos outros apresentam alguma doença crônica e/ou deficiência, observando-se um aumento das demandas por atenção à saúde, que por suas necessidades torna-se mais custosa e especializada. A população idosa precisa de cuidados específicos, muitos deles especializados e direcionados às peculiaridades advindas com o processo do envelhecimento, sem segregá-los da sociedade.

A DESNUTRIÇÃO E OS DEMAIS PROBLEMAS DE SAÚDE EXPERIMENTADOS PELOS IDOSOS

O crescimento acelerado da população idosa exige uma adaptação eficaz por parte da sociedade, pois se muda o perfil e a realidade de parte considerável daqueles que a compõem (CUNHA, CUNHA, BARBOSA, 2016). Torna-se necessário compreender o escopo das alterações psicológicas, biológicas e sociais, as quais requerem cuidados diferenciados (PEREIRA, NOGUEIRA, SILVA, 2015). O aspecto positivo é que cada vez mais há mais acesso à informação e tecnológicas voltadas para a prevenção e cura de doenças, possibilitando maior longevidade pelos idosos (ORTA, 2014).

Nesse sentido, o processo de envelhecimento traz várias alterações aos indivíduos e seus estilos de vida (ALMEIDA, REIS, 2016). E é justamente esse processo que contribui para uma maior vulnerabilidade às doenças, com a possibilidade de prejuízos ao exercício da autonomia, mobilidade, destreza manual, lucidez e regular funcionamento de órgãos e sistemas (MARQUES, 2016).

É natural que se perceba durante o processo de envelhecimento diversas alterações a nível fisiológico e biológico, os quais geralmente são mais notados nos sistemas nervoso e musculoesquelético (SANTOS et al., 2016). Como anota Sposito et al, 2014) – “algumas doenças não são percebidas, pois envolvem comportamentos socialmente esperados para a velhice, como a apatia, esquecimentos, cansaço e até mesmo ausência de ocupação e isolamento”. Menezes et al (2018) assim mencionam:

“Geralmente existem algumas perdas cognitivas e físicas relacionadas à fase da velhice, principalmente no tônus muscular, na resistência muscular e na audição, além de possíveis dificuldades na capacidade de memorizar, na atenção e na linguagem. Algumas características e sintomas de algumas doenças não são percebidos pela família do idoso, pois envolvem comportamentos socialmente esperados para a velhice, como apatia, esquecimentos, cansaço, até mesmo ausência de ocupação e isolamento.

Todos os idosos apresentaram queixas em relação ao seu envelhecimento físico. A diferença, todavia, pode ser percebida no modo como eles percebem a sua própria saúde durante essa fase da vida, deixando claro que, mesmo com tais problemas, procuram levar uma vida feliz, buscando tratamento e uma melhor qualidade de vida.” (SANTANA, BERNARDES, MOLINA, 2016)

E isso se dá porque o idoso é geralmente acometido pela desnutrição (DIAS, 2017). Associada à fragilidade e dependência física (HARRIS, HABOUBI, 2005), a desnutrição é caracterizada pelo desequilíbrio do metabolismo anabólico-catabólico (SARGENTO, LOUSADA, DOS REIS, 2014). Quando se trata especificamente do idoso, a desnutrição está caracterizada pela ingestão alimentar insuficiente e baixo apetite (GERMAN ET AL, 2016).

Nos idosos, o processo de desnutrição agrava um estado de dependência e fragilidade, contribuindo para o desenvolvimento de mortalidades. Há, ainda, a associação a um agravamento de prognósticos de doenças subjacentes a um aumento do risco de morte. A qualidade de vida do indivíduo é diretamente afetada (MASTRONUZZI, MONTANARO, GRATTAGLIANO, 2015). Como bem pontua DIAS (2017), é importante destacar que o idoso sofre mais com a desnutrição, que apresenta severidade maior, do que com a desnutrição.

Dent et al (2014) identifica que, de um modo geral, o processo de desnutrição ainda é bastante desapercebido nos hospitais e consultórios médicos. E o custo da não percepção do problema é deixar de dar atenção para problemas como a perda de massa muscular esquelética e força, o que contribui para a diminuição da capacidade de cuidar de si mesmo e maior risco de institucionalização e mortalidade (TRABAL, FARRAN-CODINA, 2015).

Os principais fatores de desnutrição se associação a diversos fatores. Destacam-se a má dentição, dificuldade em deglutir, dificuldade em fazer a ingestão alimentar de forma independente, episódios de jejum, distúrbios digestivos e doenças crônicas (TORRES ET AL, 2014). Soma-se a esses fatores alguns de natureza social, baixa escolaridade, isolamento social e o processo de institucionalização (BALLYUZEK, MASHKOVA, STEPANOV, 2015). Como anota Dias (2017):

“Estão também descritos outros fatores de risco associados ao desenvolvimento de desnutrição, como por exemplo, problemas físicos que se enquadram em doenças oncológicas, falência dos órgãos crônica e severa (cardíaca, respiratória, renal ou hepática), doenças gastrointestinais que causam dificuldades na digestão e ou mal absorção, infecções crônicas e doenças inflamatórias (Cuervo et al., 2009), como a doença pulmonar obstrutiva crônica (Johansson, Malmberg & Christensson, 2009). Entre as principais condições patológicas tipicamente associadas a perda de peso, encontra-se a caquexia, a anorexia, a sarcopenia e o hipermetabolismo/hipercatabolismo” (DIAS, 2017, p. 25)

É importante destacar o fato de que o próprio idoso brasileiro tem consciência dos problemas relacionados à desnutrição, às doenças supracitadas e aos desafios impostos por sua condição social relativo a renda, moradia e afins (ANDRADE et al, 2018). Os estudos apontam que idosos até têm boa percepção de sua saúde, porém, majoritariamente, declaram que seus rendimentos não são suficientes, além de listar problemas experimentados. Abaixo os dados:

Quadro I – Características dos participantes do estudo. Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros. Passo Fundo: RBCEH, 2016.

A IMPORTÂNCIA DO CÁLCIO PARA O ORGANISMO, CONSEQUÊNCIAS DE INGESTÃO INADEQUADA E INTERVENÇÕES NUTRICIONAIS

De acordo com França & Martini (2014), o Cálcio é o mineral mais abundante do corpo humano, essencial para a mineralização de ossos e dentes, além da regulação de eventos intracelulares em diversos tecidos. Como trata Heaney (2016), o cálcio -e “necessário durante a infância para o adequado processo de crescimento, enquanto o principal papel de sua ingestão no adulto e no idoso é compensar as perdas diárias desse mineral”.

AS FUNÇÕES DO CÁLCIO

Como explica de Jesus (2018), as funções do Cálcio podem ser resumidas na participação no metabolismo ósseo, na formação e manutenção dentária, processo de contração muscular, metabolismo celular, além de exercer importante influência na permeabilidade da membrana celular (CHALLOUMAS et al, 2014), nas funções hormonais (ELAMIN et al, 2015), liberação ou ativação intra e extracelular de enzimas, além da coagulação sanguínea (BAILEY et al, 2014). Resumem-se as principais funções na tabela abaixo:

Quadro II – Efeitos do Cálcio para as diversas funções no organismo. In: JESUS, B. R. T. Micronutrientes na prevenção da doença no idosos. Coimbra: Faculdade de Medicina na Universidade de Coimbra. Coimbra: 2015.

Para o nosso, Bonucci (2015) anota ser o Cálcio um importante componente da fração inorgânica, responsável pela “dureza” e por garantir resistência às forças mecânicas. Na lição de França & Martini (2014), o “O conteúdo de cálcio dos ossos é responsável pelo ajuste entre a formação óssea (transferência do mineral do sangue para o osso) e a reabsorção óssea (transferência do mineral do osso para o sangue).” Sobre a função muscular, transcreve-se a lição de Guyton e Hall (2016):

“A transmissão nervosa mais comum no organismo humano é a sinapse química, a qual envolve a entrada de íons cálcio no terminal sináptico via despolarização da membrana. O fluxo de cálcio para o interior permite que as vesículas sinápticas se movam para locais de liberação da membrana pré-sináptica, esvaziando o seu conteúdo na fenda sináptica, por exocitose. O neurotransmissor difunde-se através da fenda para se ligar a proteínas receptoras na superfície da membrana do neurônio pós-sináptico. A quantidade de neurotransmissor liberado está diretamente associada à quantidade de cálcio que entra no terminal” (GUYTON, HALL, 2016)

Na lição de Heemskerk et al (2014), o Cálcio também tem importante função para a coagulação, pois estimula a liberação de tromboplastina das plaquetas do sangue e age como cofator para a conversão da protrombina em trombina. França & Martini (2014) identificam ainda a importância do Cálcio para a digestão, pois “Os íons de cálcio parecem desempenhar diferentes papéis no processo de digestão lipídica, com impacto tanto sobre a velocidade quanto a extensão da hidrólise. O cálcio se faz necessário como cofator para ativação da lipase pancreática”.

Como expõe Mierlo (2016), o Cálcio também tem importante fator hipotensor, tanto através da suplementação quanto pela ingestão de alimentos. Quando se há o consumo adequado do mineral, há maior estabilidade das membranas das células vasculares, o que inibe o influxo intracelular, com a redução do processo de vasoconstrição.

Como identificam França & Martini (2014), em processo de revisão bibliográfica, também é possível perceber a relação entre um consumo de cálcio adequado e à obesidade, o que pode ser compreendido como mais uma função importante. Sobre os estudos publicados a respeito do tema, assim os autores comentam:

“A partir de então, aumentaram os estudos epidemiológicos e ensaios clínicos a fim de comprovar tais hipóteses in vivo. Parikh e Yanovski (2003), analisando dados do Nationwide Food Consumption Survey, observaram que pessoas com menor ingestão de cálcio tendiam a apresentar maior peso corporal. Zemel et al. (2000) observaram redução progressiva no risco de obesidade a cada quartil de consumo de cálcio. Em um estudo multicêntrico com jovens adultos americanos (n = 3.157), verificou-se associação inversa entre excesso de peso e produtos lácteos consumidos (Pereira et al., 2002). No Brasil, a relação entre cálcio e adiposidade também foi observada. Bueno et al. (2008), avaliando dados de 1.459 adultos do Estado de São Paulo, observaram relação inversa entre a ingestão de cálcio e o Índice de Massa Corporal. Santos et al. (2008) encontraram menor ingestão de cálcio em adolescentes obesos comparada à de adolescentes eutróficos (585 versus 692 mg, respectivamente), além da ingestão de cálcio ter sido inversamente associada à gordura abdominal, aos níveis de insulina e à resistência à insulina. Entretanto, o efeito do cálcio sobre a redução da adiposidade tem sido mais relacionado à ingestão de leite e derivados, efeito que pode estar associado a outros componentes bioativos presentes nos laticínios, os quais atuam em conjunto com o cálcio na alteração do metabolismo lipídico (Schrager, 2005).” (FRANÇA & MARTINI, 2014)

Como anota de Jesus (2018), o “O impacto do envelhecimento no organismo exerce influência nas necessidades nutricionais dos idosos. As reduções na massa muscular, na densidade óssea, na função imunológica, e na absorção e metabolismo dos nutrientes (…)”. No caso específico do Cálcio, como anota Shergill-Bonner et al (2014), também está associada a deficiência à ausência de vitamina D, que exige o ato de se expor ao sol, mais incomum para os idosos, dada a diminuição das atividades físicas.

Também se verifica no idoso a diminuição da exigência de nutrientes. Especialmente no aspecto da metabólica basal. De acordo com Donini (2014), a nutrição inadequada é fator cada vez mais presente com a idade. No caso do Cálcio, a sua deficiência pode levar à fragilidade óssea, contribuir para a hipertensão, além de problemas cardiovasculares.

A BIODISPONIBILIDADE DO CÁLCIO

Para suprir a demanda por Cálcio, é importante entender o seu perfil de consumo a partir da alimentação disponível à maior parte da população (França & Martini, 2014). E é possível considerar que a maior fonte de cálcio “para a maioria das pessoas é o leite e seus derivados, uma vez que apresentam elevada quantidade do mineral por porção usualmente consumida e são facilmente incorporados à alimentação habitual da população” (França & Martini, 2014). Complementam ainda os autores que:

“Porém, recomenda-se que as fontes magras desses alimentos sejam priorizadas em relação às versões gordurosas, uma vez que as quantidades de cálcio não sofrem grande influência. As verduras verdes-escuras, como a couve, e alguns frutos do mar, como determinados peixes, são consideradas fontes alternativas, mas em geral necessitam que maiores porções sejam ingeridas para que a necessidade seja atingida” (FRANÇA & MARTINI, 2014)

É importante destacar quais alimentos apresentam maior quantidade de Cálcio disponível, especialmente pela necessidade de se levar em consideração a qualidade da alimentação. Abaixo quadro sobre diversos alimentos e a quantidade de Cálcio:

Quadro III – Quantidade de Cálcio disponível em cada porção de alimentos variados. In: FRANÇA & MARTINI, Funções plenamente reconhecidas de nutrientes: Cálcio. Revista ILSI Brasil. 2a ed. São Paulo: ILSI, 2014.

Como anotam França & Martini (2014), é importante avaliar a questão da biodisponibilidade na ingestão do Cálcio, a fim de aproveitar a maior quantidade possível para o organismo. Nesse sentido, além do consumo, é ideal que haja a presença da lactose, de fibras não digeríveis de natureza oligossacarídica. Deve-se evitar, por outro lado, evitar alimentos que reduzam a biodisponibilidade, como os ricos em ácido oxálico (FRANÇA & MARTINI, 2014). Sobre a lactose, tem-se que:

“Entretanto, quando comparada a glicídios não absorvíveis, como o manitol, ou a carboidratos de elevado peso molecular, como o amido, a lactose parece exercer efeito significante sobre o aumento da absorção de cálcio, efeito que também é associado aos seus componentes monossacarídicos (glicose e galactose). Além disso, a lactose não hidrolisada também parece exercer efeito positivo na absorção de cálcio, uma vez que, ao atingir o intestino grosso, atua como prebiótico, estimulando o crescimento bacteriano e levando à consequente formação de oligossacarídios não digeríveis, que também parecem estimular a absorção” (FRANÇA & MARTINI, 2014)

De acordo com de Jesus (2016), o aumento da ingestão de alimentos com riqueza em Cálcio deve ser acompanhado da ingestão de “fontes naturais de substâncias antioxidantes como, por exemplo, a vitamina C e a vitamina E, além do selênio, as quais protegem contra o dano oxidativo (EL-SABBAN, 2014). O autor ainda destaca, em relação aos alimentos com o efeito antioxidante, os de origem de dieta mediterrânea, como azeite de oliveira, leguminosas, vegetais e cereais não refinados, além de peixes e vinho.

O Cálcio ainda é associado positivamente com a vitamina D (de Jesus, 2016), pois a ingestão desse outro nutriente leva à redução da pressão arterial sistólica (PAS) e pressão arterial distólica (PAD). Os estudos de França e Martins (2014) ainda sugerem a melhor absorção de cálcio quando combinado ingestões de insulina e oligofrutorese, diretamente relacionados com o processo de mineralização óssea. Sobre o tema:

“As fibras não digeríveis de natureza oligossacarídica, como inulina e oligofrutose, podem aumentar a absorção de cálcio em sítios onde a fração de absorção é reduzida. A fermentação desses no intestino grosso resulta em produção de ácidos graxos de cadeia curta, que levam à redução do pH do conteúdo luminal, melhorando a solubilidade do cálcio e sua consequente absorção. Outro mecanismo seria através do aumento do número de vilosidades e do número de células epiteliais por cripta, e assim a melhora no fluxo venoso e transporte passivo do cálcio na célula.” (FRANÇA & MARTINS, 2014)

Como brevemente mencionado, devem ser evitados os alimentos ricos em ácido oxálico, os quais diminuem a biodisponibilidade do cálcio (de Jesus, 2016). Como é o caso do espinafre. Seus estudos concluem que:

“absorção de cálcio de diversos alimentos, demonstraram que aqueles ricos em ácido oxálico, como o espinafre, apresentavam absorção fracional de cálcio de aproximadamente 5%, enquanto o leite, em quantidades semelhantes, tinha 32% de seu cálcio normalmente absorvido. O reduzido percentual de absorção observado é atribuído à presença de ácido oxálico, o qual parece ser o inibidor mais potente. Tal indício se torna ainda mais evidente, uma vez que, ao comparar a biodisponibilidade de cálcio entre a couve e o espinafre, Heaney e Weaver (1990) observaram haver menor absorção no segundo, o qual apresenta maiores concentrações do ácido oxálico.”

O PAPEL DO NUTRICIONISTA NA INTERVENÇÃO NUTRICIONAL

O nutricionista exerce papel fundamental no equilíbrio nutricional do idoso, pois “o alimento exerce papel essencial na vida de todos nós, já que está relacionado às recordações agradáveis e prazerosas que determinadas preparações alimentares despertam em nossa vida” (SILVA ET AL, 2019). Nessas circunstâncias, o papel do nutricionista é equilibrar exatamente as necessidades com as possibilidades e vontades do idoso (CARVALHO, 2018). Sobre o tema, Corrêa (2017) conclui que:

“A promoção, manutenção e/ ou recuperação da saúde, independente da fase da vida se dá por meio de uma boa alimentação. No envelhecimento há algumas peculiaridades, como modificação da composição corporal, diminuição do metabolismo basal, alterações bucais, gastrointestinais e metabólicas, que podem modificar negativamente as necessidades nutricionais; ainda mais na presença de doenças crônicas que exigem controle por medicamentos que muitas vezes interferem na biodisponibilidade de nutrientes; problemas sociais (aposentadoria muitas vezes é gasta com medicamentos ficando a alimentação comprometida) e psicológicos (perda de papel social, isolamento, solidão)”

O nutricionista deve ter um papel ativo na gestão, sendo responsável por orientar sobre o preparo, a quantidade e o número de refeições (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2015). E como concluem Silva et al (2019), “identificar os aspectos nutricionais e as mudanças morfológicas e fisiológicas decorrentes do envelhecimento é fundamental ao tratar do indivíduo idoso, uma vez que todas essas alterações interferem na conduta nutricional a ser aplicada(…)”.

CONCLUSÃO

O processo de envelhecimento da população brasileira desperta a discussão sobre a saúde do idoso. Aumentam as preocupações se as pessoas com mais de 60 anos, em número cada vez crescente, dispõem de uma boa alimentação, capaz de manter os níveis nutricionais esperados para uma vida saudável. E a preocupação se justifica, pois se verifica no idoso um grupo vulnerável, com constante déficit. Diante desse quadro, o estudo realizou a análise da biodisponibilidade do cálcio na população idosa.

A pesquisa bibliográfica demonstrou ser o Cálcio um elemento essencial para a formação óssea, desempenho cardiovascular, funções cognitivas e motoras. E, na população idosa, o nutriente é deficitário, por razões que podem ser resumidas em perda de apetite, dificuldades socioeconômicas e sedentarismo. Diante desse quadro, o nutricionista tem a função de propor uma alimentação rica no nutriente, em uma combinação que privilegie a absorção, evitando os alimentos com ácido oxálico.

Dado o custo x benefício, ficou demonstrado que os melhores alimentos para suprir esse déficit são os queijos e lácteos, que apresentam grande concentração de cálcio. Com o apoio nutricional, o fornecimento de uma alimentação mais equilibrada poderá assegurar a longevidade e a qualidade de vida do idoso.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, R. F. F.; REIS, A. O. A. Análise da produção científica no Brasil sobre envelhecimento e quedas. Rbceh, Passo Fundo, v. 2, n. 13, p. 242-253, 2016.

ALVES, J. E. D. Envelhecimento populacional no Brasil e no mundo: novas projeções da ONU. Revista Longe Viver, nº 2. São Paulo: abril/junho, 2019.

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3. Lei 10.741- Art. 1º É instituído o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.

[1] Bacharelanda em Nutrição pela Universidade Paulista.

[2] Professora do curso de bacharelado em Nutrição pela Universidade Paulista – UNIP. Especialista em Terapia Nutricional e Nutrição Clínica.

Enviado: Novembro, 2019.

Aprovado: Novembro, 2019.

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