Qualidade De Vida E Melhora Metabólica Das Pessoas Após Procedimento De Cirurgia Bariátrica

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ARTIGO DE REVISÃO

VIEIRA, Thais da Rocha [1], BRASILEIRO, Marislei Espindula [2]

VIEIRA, Thais da Rocha. BRASILEIRO, Marislei Espindula. Qualidade De Vida E Melhora Metabólica Das Pessoas Após Procedimento De Cirurgia Bariátrica. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 12, Vol. 03, pp. 30-52 Dezembro de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

O objetivo do presente estudo foi fazer uma revisão bibliográfica sobre qualidade de vida e melhora metabólica das pessoas após o procedimento da cirurgia bariátrica. O método utilizado consistiu em uma revisão literária, com análise integrativa. Para o desenvolvimento da pesquisa foram analisados dados de livros e das publicações apresentadas no Sistema Latino-Americano e do Caribe de informação em Ciências da Saúde – LILACS, National Library of Medicine – MEDLINE, Scientific Electronic Library online – Scielo, estes foram publicados entre o ano de 2008 e 2018. Os resultados evidenciaram as principais complicações que podem ocorrer após a cirurgia bariátrica, relataram casos da melhora na qualidade de vida e metabólica de pacientes após o procedimento. O estudo leva a concluir que a cirurgia bariátrica junto com as orientações de uma equipe da saúde é eficaz, auxilia no equilíbrio dos níveis de triglicérides, colesterol, glicemia e controle da pressão arterial. Com os bons resultados dos exames e a perda de peso, melhora consequentemente a qualidade de vida dos indivíduos.

Descritores: obesidade, cirurgia bariátrica, qualidade de vida, resposta metabólica.

INTRODUÇÃO

O interesse em pesquisar a qualidade de vida e melhora metabólica das pessoas, após procedimento da cirurgia bariátrica, surgiu-se ao observar o número de interessados em realizar ou que já realizaram esta cirurgia. Isso ocorre, devido à grande procura por perca de peso em um curto período, ou por indicação médica em razão de alguma morbidade.

Mann & Truswell, (2011) define a obesidade como o acúmulo excessivo de gordura no corpo. Para a redução de peso dos indivíduos obesos existem os métodos de mudança do estilo de vida; além disso, também pode ser utilizada a cirurgia bariátrica. Sendo este, um método acelerador da perda de excesso do peso Silva, et al (2014).

Pesquisas mostram que o número de cirurgias bariátricas realizadas em todo o mundo vem aumentando. Dados da SBCBM – Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica relata que em 2010 foram realizadas no Brasil 64,04 mil cirurgias, apresentando um aumento de 275 % em relação ao ano de 2003 (OLIVEIRA et al, 2010).

Segundo a SBCBM (2017), no ano de 2015 foram realizados aproximadamente 93.500 procedimentos, e em 2016 atingiram cerca de 100.000 cirurgias bariátricas.

Frente a esses altos índices de realizações de cirurgias bariátricas, despertou-se a seguinte preocupação: em que concordam os autores sobre qualidade de vida dos pacientes que se submetem ao referido procedimento cirúrgico? Sem dúvida, o profissional de nutrição possui um papel importante nesta missão.

O profissional nutricionista é habilitado para realizar as orientações nutricionais aos pacientes no pré-operatório e pós-operatório imediato e contínuo (SBCBM, 2011).

Estudos relatam que no período pré-operatório, ou seja, durante o preparo para a cirurgia, os pacientes que fazem o acompanhamento nutricional regular atinge melhor sucesso após a cirurgia, porque o hábito alimentar está sendo preparado antecipadamente. Assim, indivíduo consegue seguir as recomendações nutricionais mais facilmente e com isso atingir os objetivos da perda de peso (RODRIGUES et al, 2017).

O acompanhamento nutricional no pós-cirúrgico imediato, é importante para evitar as complicações como as deficiências nutricionais e desconfortos como os vômitos, além de outras. Mesmo com o passar dos meses, é interessante continuar o tratamento para alcançar maior perda de peso e sua manutenção.

Este trabalho está dividido em três capítulos:

Capítulo I – contextualiza a temática e apresenta a revisão da literatura, na qual são abordados os conhecimentos sobre obesidade e cirurgia bariátrica, resposta metabólica após procedimento da cirurgia bariátrica, complicações no pós-operatório e qualidade de vida nos pacientes pós-operatórios.

Capítulo II – apresenta os objetivos específicos e gerais a serem alcançados.

Capítulo III – apresenta a trajetória metodológica.

Capítulo IV – apresenta e discute os resultados apontados pelos dados coletados.

Por fim, apresenta as principais conclusões e considerações finais quanto ao trabalho realizado.

CAPÍTULO I

1. REVISÃO DA LITERATURA

1.1 OBESIDADE E CIRURGIA BARIÁTRICA:

Segundo Mann e Truswell (2011) a obesidade é o acúmulo excessivo de gordura no corpo. Ela é definida pelo Ministério da Saúde como uma doença crônica não transmissível. Um dos métodos utilizados para classificar a obesidade é o Índice de Massa Corporal (IMC) apresentando igual ou maior a 30 kg/m² ou obesidade mórbida quando atinge IMC 40 kg/m² (SILVA et al., 2014).

O caso da obesidade vem sendo estudado há um tempo. Algumas pesquisas indicam que o sobrepeso e a obesidade estão aumentando cada vez, principalmente em países desenvolvidos e subdesenvolvidos (MANN & TRUSWELL, 2011).

Pode ser desencadeados por fatores ambientais, metabólicos, genéticos, alterações endócrinas e psicológicas. Essa doença não sendo tratada consequentemente desenvolve comorbidades como doenças cardiovasculares, articulares e diabetes melito tipo 2 (SILVA et al., 2014).

Alguns dos procedimentos necessários para obter perda de peso é seguir orientações nutricionais, fazer uso de fármacos antiobesogênicos e programar atividades física. Outro método utilizado é a cirurgia bariátrica. De acordo com o Conselho Federal de Medicina esse é um procedimento indicado para pessoas com o IMC igual ou acima de 40 kg/m² ou IMC 35 kg/m² acompanhado por comorbidades (SILVA et al., 2014).

A cirurgia bariátrica só será permitida após o paciente ter passado por acompanhamento de uma equipe de multiprofissionais e forem verificados todos os aspectos clínicos. O indivíduo deve receber esclarecimentos sobre as possíveis complicações, os benefícios da cirurgia e a importância do tratamento mesmo posterior ao procedimento (MARCELINO & PATRÍCIO, 2011).

Existem dois tipos de procedimentos utilizados nessa cirurgia, um deles é restringir a quantidade de ingestão alimentar e o outro é fazer restrição menor da ingestão alimentar e restringir a absorção (GUEDES et al., 2009).

Hoje, os métodos mais utilizados são a gastroplastia e o bypass gástrico. Na gastroplastia é realizada a redução do estômago dividindo-o com grampos de aço inoxidável, assim será criada uma bolsa gástrica deixando apenas uma pequena abertura no estômago distal. Já no bypass gástrico é realizada a redução do estômago através de grampeamento e depois é feito uma abertura na parte superior do órgão para conectar o intestino delgado através de uma alça intestinal. Em ambos os casos ocorre uma redução na capacidade do estômago. Porém, no primeiro o bolo alimentar passa por todo o órgão até chegar ao intestino delgado e no segundo o bolo alimentar não fará todo o percurso até chegar à parte final do órgão, deixando a linha de grampeamento e indo direto para ao intestino delgado (MAHAN & ESCOTT-STUMP, 2011).

1.2 COMPLICAÇÕES NO PÓS-OPERATÓRIO:

A cirurgia é um tipo de tratamento que promove o controle da obesidade. Apresenta seus pontos positivos e negativos, com a restrição da ingestão de alimentos muito severa leva a perda de peso e ao mesmo tempo contribui para deficiências nutricionais; com a ingestão aumentada de alimentos e energia ocorre o ganho de peso em longo prazo. A recuperação do peso a logo prazo após a cirurgia está relacionada à adaptação fisiológica, portanto é importante a manutenção do estilo de vida saudável evitando os hábitos que contribuíram para a obesidade no passado (NOVAIS, et al, 2010) .

Considerando os diferentes procedimentos cirúrgicos, a sua realização não é o final do tratamento, o indivíduo deve continuar fazendo acompanhamento com a equipe de multiprofissionais. Conforme dito pelo autor anterior isso garante a perda de peso, além disso, contribui para evitar as possíveis complicações. Sendo algumas delas as náuseas e vômitos, hérnia incisional, doenças pulmonares, Síndrome de Dumping, colecistite e complicações metabólicas causadoras de deficiência da vitamina B12 e ferro (ILIAS, 2011).

Diante dessas complicações, é importante destacar as mais observadas no dia a dia:

A Síndrome de Dumpig consiste no esvaziamento rápido do estômago para o intestino delgado (ILIAS, p. 366, 2011). Normalmente é provocado pela resposta fisiológica ao carboidrato hipertônico. Pode ser caracterizado pelo mal estar, fraqueza, tremores, taquicardia, palidez, diarreia e desconforto abdominal (MOREIRA, 2010).

Segundo Bordalo et al (2011), a deficiência de vitaminas e minerais no paciente pós-cirúrgico é causada pela má absorção em casos de cirurgias do tipo disabisortivas ou pela restrição da capacidade gástrica que promove menor ingestão alimentar. O procedimento também provoca redução da produção do ácido clorídrico e/ou do fator intrínseco. Todos esses fatores estão relacionados às deficiências comprometendo a manutenção da saúde e também a perda de peso em longo prazo. Pois, alguns micronutrientes são responsáveis pelo controle metabólico, metabolismo de carboidratos e lipídios, regulação do apetite, armazenamento de energia, funções das glândulas tireóides, entre outros.

Bordalo et al (2011) também destaca a anemia, um dos fatores relacionados à deficiência de micronutrientes como a vitamina B12, ácido fólico e ferro. Segundo pesquisas esse é um problema encontrado em boa parte das pessoas depois da cirurgia bariátrica.

Ainda é importante ressaltar que de acordo com o Boletim Brasileiro de Avaliação de Tecnologias em Saúde – BRATS (2008), as pessoas que optam pelo procedimento da cirurgia bariátrica apresentam alguns riscos tanto de morbidade quanto de mortalidade. A mortalidade aqui mencionada pode estar relacionada à estrutura do hospital, equipe multidisciplinar e tempo de internação. Outros fatores que também podem levar à morte são os motivos externos como a depressão e as complicações citadas anteriormente, não sendo tratadas. Pesquisa do Ministério da saúde mostra que entre os anos de 2001 e 2005 foram realizadas no Brasil 6155 cirurgias bariátricas, destas apresentando 0,68% de mortes. Portanto, deve-se dar atenção aos riscos causados por este tipo de cirurgia.

1.3 QUALIDADE DE VIDA NOS PACIENTES PÓS-OPERATÓRIOS:

Os problemas que os obesos enfrentam como a dificuldade de vestir roupas, convívio social, conseguir trabalho e relacionamento afetivo interfere na qualidade de vida e da saúde. Depois de várias tentativas de emagrecimento esses indivíduos buscam nos métodos cirúrgicos uma oportunidade para perder peso e melhorar a qualidade de vida. Essa qualidade é muito mais que a pessoa ter uma boa saúde física e mental. É também estar com seu psicológico bem, ou seja, estar bem consigo mesmo (GUEDES et al, 2009).

Apesar de todas as complicações que podem ser provocadas pela cirurgia bariátrica, ela apresenta seus pontos positivos. Estudos realizados por diversos autores relatam que além da perda de peso, promove melhora do estilo e qualidade de vida com relação à mudança nos domínios físicos, psicológicos e a relação com o meio social (SILVA, 2014).

Com a perda de peso melhora consequentemente a flexibilidade das articulações porque retira a sobrecarga articular que compromete os movimentos. Com isso, as pessoas passam a desenvolver as atividades físicas do cotidiano com mais praticidade (MARCELINO & PATRÍCIO, 2011).

A melhora na vivência da sexualidade é outro ponto destacado por Marcelino & Patrício (2011). Segundo os autores a obesidade gera a perda da libido e disfunção hormonal, além de causar transtornos na mente da pessoa. Muitas vezes os indivíduos obesos tem autopreconceito contribuindo para o desenvolvimento dos problemas relacionados à afetividade e intimidade nos relacionamentos.

Além disso, com a perda de peso ocorre aumento da autoestima e influência positiva nas relações sociais. O motivo da obesidade pode fazer os indivíduos se isolar do convívio de outras pessoas por comentários não agradáveis que são feitos com relação ao corpo ou até pelo autopreconceito. Com a autoestima o indivíduo busca ter um melhor desempenho no trabalho, mais forças para vencer os desafios da vida e recuperar a saúde (MARCELINO & PATRÍCIO, 2011). Contudo, para conseguir todas essas modificações mais as melhoras das comorbidades que serão comentadas adiante, o paciente deve ser muito bem acompanhado pela equipe de multiprofissionais e apoiados pela família e amigos no processo pré e pós-cirúrgico (GUEDES et al, 2009).

1.4 RESPOSTA METABÓLICA APÓS PROCEDIMENTO DA CIRURGIA BARIÁTRICA:

A obesidade mórbida está acompanhada de diversas morbidades como as doenças cardiovasculares, articulares, endócrinas, entre outras (MARCELINO & PATRÍCIO, 2011).

As irregularidades mais observadas são as dislipidemias, hipertensão arterial, o diabetes mellitus, ou síndrome metábolica. Estas estão comumente relacionadas aos eventos das doenças cardiovasculares que levam a morte de grande parte das pessoas obesas no mundo (MOREIRA et al, 2010).

Estudos revelam que a perda de peso moderada através de intervenções nutricionais, farmacológicas e atividade física melhora o quadro metabólico dos indivíduos obesos. Além dessas técnicas hoje é bastante utilizado a cirurgia bariátrica. Apesar de invasiva promove resultados positivos a menor tempo. O procedimento cirúrgico pode promover perda de até 50 % ou mais do peso inicial (PEDROSA et al, 2009).

Assim como a perda do excesso de peso melhora a qualidade de vida no dia a dia do ser humano é importante também destacar a melhora nos parâmetros metabólicos com efeitos positivos no metabolismo de lipídeos e carboidratos, diminuindo a resistência à insulina, e em alguns casos contribuindo para o controle do diabetes mellitus tipo II e hiperlipidemia (PEDROSA et al, 2009).

Segundo Pedrosa et al (2009), uma das explicações para a melhora do metabolismo glicídico é a restrição severa de nutrientes favorecendo perda de peso e balanço metabólico negativo, com isso, promove controle da tolerância à glicose. O autor ainda relata que a melhora da pressão arterial pode ocorrer devido à redução da hiperinsulinemia, da resistência à insulina, dos níveis de leptina e da pressão intra-abdominal. Além das mudanças hormonais provocadas pela cirurgia, há influência positivas da frequência de refeições e das menores quantidades ingeridas pelo indivíduo.

CAPÍTULO II

2. OBJETIVOS

2.1 GERAL:

Fazer uma revisão bibliográfica sobre a qualidade de vida e a melhora metabólica das pessoas após procedimento de cirurgia bariátrica.

2.2 ESPECÍFICOS:

2.2.1 Apontar as possíveis complicações no pós-operatório da cirurgia bariátrica.

2.2.2 Investigar a qualidade de vida nos pacientes pós-operatórios.

2.2.3 Investigar os benefícios metabólicos no pós-operatório da cirurgia bariátrica.

CAPITULO III

3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O presente artigo científico segue os moldes de uma pesquisa bibliográfica, com análise integrativa, visando fazer uma ilustração geral sobre a qualidade de vida e resposta metabólica das pessoas após o procedimento da cirurgia bariátrica.

A pesquisa classifica-se como bibliográfica, pois envolve localizar, analisar, sintetizar e interpretar a investigação prévia (revistas cientificas, livros, resumos, etc.) relacionada com área de estudo; é, então, uma análise bibliográfica pormenorizada, referente aos trabalhos já publicados sobre o tema (BENTO, 2012) .

Após a definição do tema foi feita uma busca em bases de dados virtuais em saúde e em livros. Ocorreu a leitura exploratória das publicações apresentadas no Sistema Latino-Americano e do Caribe de informação em Ciências da Saúde – LILACS, National Library of Medicine – MEDLINE, Scientific Electronic Library online – Scielo. Utilizaram-se os descritores: Obesidade, cirurgia bariátrica, qualidade de vida e resposta metabólica. Como critérios de inclusão incluíram-se os trabalhos publicados nos últimos dez anos e que responderem aos objetivos do estudo. Foram excluídos os anteriores a 2008 ou que não respondiam aos objetivos.

Realizada a leitura exploratória e seleção do material, principiou a leitura analítica, por meio da leitura das obras selecionadas, que possibilitou a organização das ideias por ordem de importância e a sintetização destas que visou à fixação das ideias essenciais para a solução do problema da pesquisa.

Após a leitura analítica, iniciou-se a leitura interpretativa que tratou do comentário feito pela ligação dos dados obtidos nas fontes ao problema da pesquisa e conhecimentos prévios. Na leitura interpretativa houve uma busca mais ampla de resultados, pois ajustaram o problema da pesquisa a possíveis soluções. Feita a leitura interpretativa se iniciou a tomada de apontamentos que se referiram a anotações que consideravam o problema da pesquisa, ressalvando as ideias principais e dados mais importantes.

A partir das anotações da tomada de apontamentos, foram confeccionados fichamentos, em fichas estruturadas em um documento do Microsoft Word, que objetivaram a identificação das obras consultadas, o registro do conteúdo, dos comentários e da ordenação desses registros. Os fichamentos propiciaram a construção lógica do trabalho, que consistiram na coordenação dos propósitos que acataram os objetivos da pesquisa.

As ideias mais importantes dos estudos foram inseridas em um quadro sinóptico, que consistiu na desconstrução dos estudos, dividido em quatro colunas: 1) numeração dos estudos, 2) resultados das pesquisas e suas referências. A leitura repetida dos resultados, em busca dos pontos comuns entre eles resultou em uma terceira coluna: 3) pontos comuns entre os resultados das pesquisas, onde se descreveu em que os autores concordaram. O último passo foi a construção das categorias, que consistiu na síntese de cada ponto comum.

Para a discussão dos resultados encontrados, iniciou-se a reconstrução do conjunto dos estudos em sete etapas: 1) Uso da categoria como subtítulo de resultados e discussão; 2) introdução e quantificação dos pontos comuns; 3) exposição dos resultados dos estudos comuns, com argumentação lógica e defesa do tema; 4) interpretação e discussão da síntese dos resultados dos estudos; 5) conclusão da categoria, respondendo aos objetivos; 6) construção do paradoxo, demonstrando que toda tese tem sua antítese; 7) fundamentação da antítese; 8) conclusão geral da categoria.

CAPÍTULO IV

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Ao pesquisar nas bases de dados Scielo (Scientific Electronic Library Online), BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), site da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e livros das editoras Elsevier e Guanabara Koogan durante um período de seis meses foram selecionados 16 artigos e dois textos literários utilizando-se as palavras-chave cirurgia bariátrica, complicações e qualidade de vida. Todos foram publicados entre 2007 e 2018. Foram excluídos quatro, sendo, portanto, incluídos neste estudo 14 publicações.

Após a leitura exploratória dos mesmos, foi possível identificar a visão de diversos autores a respeito da qualidade de vida e a resposta metabólica após procedimento de cirurgia bariátrica.

4.1 AS POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES APÓS O PROCEDIMENTO DA CIRURGIA BARIÁTRICA:

Dos 14 artigos Pesquisados, seis estão em consenso quanto ao relato das possíveis complicações após a realização da cirurgia bariátrica, conforme foi possível verificar nos trabalhos dos autores abaixo.

Silva (2014) e outros colaboradores fez uma pesquisa com uma amostra de 70 pacientes onde a maioria havia mais de 12 meses de pós-cirurgia. Nesta pesquisa foi observado que a alopecia apresentava-se em primeiro lugar, seguido de vômito e diarreia. Conforme tabela 1.

Tabela 1. Números de complicações em 70 pacientes após 12 meses de cirurgia bariátrica.

Complicações Alopecia Vômitos Diarreia Síndrome de Duping Constipação
Percentual(%) 62,9 38,6 27,0 20,0 17,0

Fonte: SILVA, P.R.B, et al. Estado nutricional e qualidade de vida em pacientes submetidos a cirurgia bariátrica. Arquivo Brasileiro de Cirurgia Digestiva. Caruaru – PE, 2014.

Além dos números, os autores justificam que a alopecia é causada pelas deficiências nutricionais de zinco, proteínas e ácidos graxos essenciais (MAFRA & COZZOLINO, apud SILVA et al, 2014). O vômito pode ocorrer pela mastigação insuficiente, ingestão aumentada de alimentos gordurosos e doces concentrados. Este último provoca também a diarreia podendo evoluir para Síndrome de Duping (MOTTIN, apud SILVA et al, 2014).

O trabalho de Marcelino e Patrício (2011) apresenta a Síndrome de Duping como uma das complicações mais citadas por pacientes, envolvendo também as náuseas, fraquezas, alopecia e diarreia. Mesmo depois de meses com acompanhamento, as pessoas tendem a ter insegurança ao se alimentar, tendo como consequência todos estes problemas, ocasionando também à deficiência de nutrientes essenciais.

Para complementação desses relatos, em outra pesquisa realizada com 205 pacientes pós-cirúrgicos durante seis meses observou-se em 19% a prevalência de alopecia e 18% de vômito. (PEDROSA et al, 2009).

Outros resultados relacionados a complicações após a cirurgia bariátrica também foram observados por Moreira et al (2010). Acompanharam 37 pacientes durante os primeiros 90 dias e notaram-se as ocorrências de hêmese, alopecia e plenitude pós-prandial em maior número de pessoas conforme tabela 2. Os pesquisadores explicam como causa dessas manifestações clínicas o comportamento alimentar dos pacientes.

Tabela 2. Acompanhamento das complicações em 37 pacientes durante 90 dias pós-cirurgia bariátrica

Complicação Hêmese Alopecia Plenitude pós-prandial Xerostomia Constipação
Percentual (%) 58,8 52,9 35,3 32,4 29,4

Fonte: MOREIRA, M. A., et al. Avaliação clinico nutricional de obesos submetidos ao bypass gástrico em Y de Roux. Arquivo Brasileiro de Cirurgia Digestiva. Caruaru – PE, 2014.

O comportamento alimentar e o acompanhamento pré-cirúrgico e pós-cirúrgico interfere diretamente nos resultados finais da perda de peso e qualidade de vida dos pacientes. Como todas as complicações citadas, as deficiências nutricionais estão presentes em grande parte dos indivíduos após a realização da cirurgia bariátrica por causa da baixa ingestão ou má absorção dos macro e micronutrientes. Inclusive, como citado por autores anteriores a deficiência nutricional é responsável por algumas manifestações clínicas (FAÉ, 2015).

Um estudo que comprova a ocorrência dessas deficiências nutricionais é relatado por Vargas-Ruis et al, apud Faé et al (2015) onde foi acompanhado 30 pacientes durante 24 a 36 meses. Durante a avaliação foi observado presença da deficiência de ferro, cobalamina e ácido fólico.

Resultados idênticos foram avaliados no trabalho de Farias et al, apud Faé (2015) durante 8 meses em 13 mulheres após a realização da cirurgia bariátrica. Nos parâmetros bioquímicos foram encontradas deficiências de ácido fólico e cobalamina.

Além do déficit desses micronutrientes, pode ocorrer a deficiência das vitaminas lipossolúveis, ocasionadas principalmente nas técnicas disabisortivas (FAÉ, 2015).

Outro ponto importante que vale ser lembrado é o risco de óbitos que a cirurgia bariátrica oferece. Segundo análises de alguns pesquisadores, no período de 30 dias pós-operatório a taxa da mortalidade é de 0,2% a 1,0% e após 30 dias a taxa é de 0,0 a 1,1% (Maggard et al, apud BRATS, 2008).

Estudo de Mesquita e colaboradores relatou 2613 cirurgias realizadas pelo SUS e 6256 cirurgias no setor privado do estado de São Paulo entre os anos de 2001 e 2005. Dessas cirurgias ocorreu um percentual de mortalidade hospitalar de 0,38% para o SUS e 0,30 % para o setor privado (BRATS, 2008).

De acordo com o Boletim Brasileiro de Avaliação de Tecnologias em Saúde (BRATS – 2008), os eventos adversos na cirurgia bariátrica podem ocorrer tão quão em outras cirurgias. Quando se trata da cirurgia bariátrica, as diferentes manifestações dependem na maioria das vezes do tipo de procedimento e técnicas utilizadas. De acordo com BRATS (2008) e Sanches et al (2007) cada tipo de procedimento cirúrgico oferece seus benefícios, mas também apresenta seus riscos de complicações.

Percebe-se nos estudos acima que os relatos de complicações em pessoas após a realização da cirurgia bariátrica é comum. Tendo como destaque a alopecia, vômito e Síndrome de Duping. Sendo a maioria causada por deficiências nutricionais e pelo tipo de técnica utilizada para o procedimento.

Conclui os diferentes riscos de complicações após a cirurgia bariátrica e podem-se entender algumas causas dessas alterações.

Com isso, é importante alertar-se quanto aos riscos e as complicações da cirurgia. Lembrando que o acompanhamento por uma equipe de multiprofissionais experientes antes e depois da cirurgia é essencial para a melhoria da qualidade de vida.

4.2 QUALIDADES DE VIDA NOS PACIENTES PÓS-OPERATÓRIOS:

Dos trabalhos pesquisados, quatro estão em acordo com relação à melhora na qualidade de vida de pacientes após a realização da cirurgia bariátrica conforme dados dos autores abaixo.

Em uma pesquisa realizada por Guedes et al (2009) com 30 pacientes pós cirúrgicos de Derivação Biliopancreática com Preservação Gástrica constatou melhora na qualidade de vida de 100% deles, de acordo com o questionário de BAROS:

Em relação à prática de atividade física 36,67% relataram melhora e 30 % continuam iguais. Segundo o autor, certamente esta minoria não realizam exercícios no seu cotidiano. Essa evolução está relacionada à coordenação motora e flexibilidade dos membros.

46,67 % desses pacientes participam muito mais da vida social e 23,33 % disseram manter a frequência.

Considerando o trabalho, 40% dos entrevistados melhoraram o desempenho e rendimento, e 23,33% melhoraram muito mais com relação à vida anterior. A pessoa se sente mais motivada, tem mais agilidade para desenvolver o trabalho porque aumentou a flexibilidade.

70 % dos indivíduos relatam que a vida sexual melhorou. Isso pode ser influência da autoestima, a pessoa se sente bem consigo mesma, não tem vergonha de se expor porque acredita que seu corpo está mais bonito.

Marcelino e Patrício (2011) também realizou um estudo parecido, com cinco indivíduos pós-cirúrgicos, os mesmos relataram progressão na qualidade de vida, pois houve ponto positivo retornando às práticas que não participavam mais e o convívio com grupos, além da redução das comorbidades.

Outra pesquisa realizada com 70 pessoas após seis meses de cirurgia considerou a qualidade de vida boa na maior parte dos pacientes, indicando que o procedimento tem efeito positivo (SILVA et al, 2014).

Castro, et al (2010) em sua entrevista com 20 pacientes após a perda de peso observou uma grade evolução na qualidade de vida dessas pessoas. Muitos relataram melhora para realizar afazeres domésticos, cuidar do corpo, trabalhar, dentre outras atividades cotidianas. Para este grupo a cirurgia bariátrica devolveu ao corpo a sua função de interagir e comunicar-se com o mundo à sua volta.

De acordo com esses dados observa-se que a cirurgia bariátrica bem acompanhada apresenta bons resultados na perda de peso e prática de atividades, consequentemente aumenta a autoestima, refletindo na melhora da qualidade de vida.

Considerando os relatos destes estudos é importante lembrar que o individuo operado necessita manter o estilo de vida saudável para não recuperar o peso antigo, fazendo com que volte às características que os deixavam deprimidos e se sintam decepcionados com o procedimento e com a vida (OLIVEIRA, et al, 2010).

4.3 BENEFÍCIOS METABÓLICOS NO PÓS-OPERATÓRIO DA CIRURGIA BARIÁTRICA:

Dos trabalhos pesquisados, quatro tiveram em acordo relatando os benefícios metabólicos em pacientes após a cirurgia bariátrica.

Segundo Sanches et al (2007), este procedimento é utilizado para auxiliar na redução do peso de indivíduos obesos e as co-morbidades relacionadas à obesidade.

Pesquisa realizada por Moreira et al (2010) confirma o que foi dito pelo autor acima. Seu estudo realizado em uma enfermaria de Clínica Cirúrgica e um Ambulatório de Cirurgia Bariátrica do Hospital Universitário Oswaldo Cruz em Pernambuco verificou as diferenças dos exames laboratoriais em 37 pessoas no pré-operatório e 90 dias pós-operatório da cirurgia bariátrica. Nessa pesquisa observou-se no pré-operatório 86,5% dos pacientes apresentavam hipertensão arterial sistêmica, 83,8% dislipidemia, 24,3% colelitíase e 13,5% diabetes mellitus tipo II. Após 90 dias da realização da cirurgia notou-se redução significativa nos níveis de colesterol total, triglicérides e glicose plasmática conforme descrição da tabela 3.

Tabela 3. Comparação dos exames bioquímicos em 37 pessoas no pré operatório da cirurgia bariátrica e 90 dias após a cirurgia.

Exame Pré cirúrgico Pós cirúrgico
Colesterol total 208 ± 38 mg/dl 173 ± 48 mg/dl
Triglicérides plasmáticos 151 ± 78 mg/dl 102±27 mg/dl
Glicose plásmatica 101±32 mg/dl 83±12 mg/dl

Fonte: Moreira et al. Avaliação clínico-nutricional de obesos submetidos ao bypass gátrico em Y de Roux. Acta Gastroenterológia Latino Americana, Recife – PE, vol. 40, n. 3, setembro de 2010. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-69912009000400008&script=sci_arttext>. Acesso em: 29 jan. 2015.

A metanálise de Buchwald e col (2004) apud Moreira et al (2010) ‘ apresenta resultados parecidos com os descritos acima, foi observado redução média de 33,2 mg/dl do colesterol total, 29,3 mg/dl de colesterol LDL e 79,6 mg/dl dos triglicérides. O acompanhamento com esses indivíduos pós-operatórios ocorreu durante 4 anos’.

Pedrosa et al (2009), realizou um estudo com 205 pacientes no ambulatório de Nutrição/Cirurgia Geral do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco. Nestes pacientes, durante o pré-operatório notou-se 26,8% com Síndrome Metabólica, 11,7% com diabetes mellitus e 52,7 % com hipertensão arterial. Após seis meses da cirurgia apenas 2% continuavam com hipertensão arterial e ocorreu remissão total do diabetes mellitus. No mesmo estudo verificaram-se os parâmetros bioquímicos pré e pós-operatórios, os quais revelou redução dos níveis de triglicérides, LDLc e glicemia de jejum seis meses após a cirurgia bariátrica.

Além destes estudos, no Boletim Brasileiro de Avaliação de Tecnologias em Saúde (BRATS, 2008) menciona pesquisas em que constataram eficaz este tipo de tratamento cirúrgico para redução das morbidades relacionadas à obesidade, principalmente o diabetes mellitus tipo 2.

Analisando as informações citadas por estes autores considera-se a cirurgia bariátrica como método eficaz para auxiliar no controle do metabolismo das pessoas que se submetem ao procedimento, desde que acompanhada de intervenções multiprofissionais no pós-operatório, em especial a participação do nutricionista. Levando em consideração a rápida perda de peso para obter os resultados esperados como redução dos níveis de colesterol, hipertensão, glicose etc.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O objetivo deste estudo foi alcançado, pois com ele pode-se observar que o procedimento da cirurgia bariátrica contribui para a melhora da qualidade de vida e da resposta metabólica dos indivíduos pós-operatórios.

Após a análise dos estudos foi possível compreender os riscos e benefícios associados à cirurgia bariátrica, e que esta, é um método acelerador da perda de excesso de peso, fazendo com que os pacientes tenham equilíbrio mais rápido dos níveis de triglicérides, colesterol, glicemia e controle da pressão arterial. Com a perda de peso melhora consequentemente a qualidade de vida dos indivíduos.

Mas, o procedimento cirúrgico, isolado, não é suficiente para garantir a tão almejada melhora na qualidade de vida. Este estudo possibilitou compreender que é necessário acompanhamento adequado com equipe multiprofissional da área da saúde.

Pode-se afirmar que a equipe deve ser composta de no mínimo profissionais que cuidam da sanidade mental, da alimentação e dos exercícios físicos. Durante a leitura dos trabalhos de alguns autores foram observados relatos de indivíduos que se sequer se sentiam preparados para a cirurgia bariátrica.

Por fim, percebeu-se também a necessidade de mais políticas de conscientização, voltadas ao próprio paciente, sobre a importância do acompanhamento deste com multiprofissionais capacitados tanto no pré-operatório, quanto no pós-operatório imediato e tardio.

REFERÊNCIAS

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[1] Nutricionista.

[2] Doutora em Ciências da Saúde – FM-UFG, Doutora – PUC-Go, Mestre em Enfermagem – UFMG, Enfermeira, Docente do CEEN.

Enviado: Outubro, 2018

Aprovado: Dezembro, 2018

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