Acreditação hospitalar em centro cirúrgico: benefícios para o trabalho da equipe de enfermagem [1]

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CUNHA, Poliana de Godoy Gomes [2]

CUNHA, Poliana de Godoy Gomes. Acreditação hospitalar em centro cirúrgico: benefícios para o trabalho da equipe de enfermagem. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 08, Vol. 14, pp. 24-46, Agosto de 2018. ISSN:2448-0959

Resumo

Apontar os benefícios do processo de acreditação hospitalar para a equipe de enfermagem. Materiais e Método: estudo do tipo descritivo, exploratório, com análise integrativa da literatura disponível em bibliotecas convencionais e virtuais. A busca se deu nas bases de dados da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), biblioteca digital Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Base de Dados de Enfermagem (BDENF). As palavras-chave utilizadas foram: Acreditação hospitalar; Benefícios. Enfermagem; Qualidade. No intuito de responder a seguinte questão problema: Quais os benefícios do processo de acreditação hospitalar para a equipe de enfermagem? Resultados: Constatou-se que a acreditação é um procedimento que busca a garantia de melhorias para as unidades de saúde e os profissionais nela inseridos. Esse processo eleva de forma relevante a imagem da instituição conferindo fidedignidade na qualidade dos serviços, se traduzindo na confiança tanto dos profissionais que fazem parte das instituições como dos usuários de serviço de saúde A acreditação hospitalar traz benefícios para a equipe de enfermagem, os quais afetam tanto aos trabalhadores da assistência como os da gestão. Aumento da autoestima profissional, fortalecimento do trabalho em equipe, crescimento profissional e aperfeiçoamento da função de gestor foram alguns dos bônus destacados neste estudo. Conclusão: Conclui-se que a acreditação hospitalar resulta em uma soma de benefícios que possibilitam a oferta de uma assistência de qualidade ao cliente, além da valorização do trabalho de enfermagem.

Introdução

O presente estudo tem seu foco sobre “Acreditação Hospitalar: Benefícios para o trabalho da equipe de enfermagem”, tendo em vista que em razão da acirrada competitividade do mercado empresarial e às exigências dos clientes, a qualidade do serviço prestado tornou-se um requisito indispensável em todas as áreas comerciais, principalmente para as empresas com prestação de serviços médico-hospitalares. A excelência do atendimento hospitalar é imprescindível, visto que os pacientes buscam a reabilitação da saúde mediante a qualidade da assistência prestada (SOUZA et al. 2016).

Assim, neste ambiente de relevante competitividade os gestores hospitalares necessitam de ferramentas e equipes engajadas para administrar os recursos utilizados nas atividades operacionais e, principalmente, na qualidade das mesmas conforme o Consórcio Brasileiro de Acreditação Hospitalar (CBA, 2011).

Neste sentido, para alcançar a qualificação, muitas instituições de saúde buscam se adequar a um processo conhecido como acreditação hospitalar, que é definido como um sistema de avaliação e certificação de caráter voluntário, periódico e reservado (MANZO, RIBEIRO, BRITO, et al. 2012).

Dentre os percussores da verificação da qualidade de hospitais encontra-se Florence Nightingale, pioneira da enfermagem moderna. Seu trabalho no hospital militar de Scutari foi importante para demonstrar o grande impacto em razão da falta de condições sanitárias (falta de saneamento, ventilação, sujeira) na causa da morte dos soldados. Após sua avaliação, constatou-se que o maior indice de morte dos soldados era muitas vezes maior por doenças decorrentes das más condições do hospital do que aqueles causados por ferimento da guerra. Após implantar medidas simples a taxa de óbito reduziu em dois terços do total de soldados (COUTO RIBEIRO, et al. 2014).

A Organização Nacional de Acreditação (ONA), fundada em 1999, trata-se de uma entidade não governamental que avalia a qualidade do serviço de saúde prestado, tendo como foco a segurança do paciente. Com o intuito de aprimorar a gestão e o cuidado assistencial engendrado nas instituições de saúde, a ONA desenvolveu seu método de avaliação a partir da revisão de modelos de acreditação regionais já existentes, adotados na América Latina e em países como EUA, Canadá Espanha e Inglaterra reservado (MANZO, RIBEIRO, BRITO, et al. 2012).

A certificação da ONA (Organização Nacional de Acreditação), constitui-se de um processo realizado por instituições acreditadoras credenciadas e tem como referência as normas do Sistema Brasileiro de Acreditação. A instituição de saúde é avaliada por meio de uma auditoria e classificada a partir de títulos de certificação, que designam as instituições avaliadas em três níveis diferentes: acreditado (nível 1), acreditado pleno (nível 2) e acreditado com excelência (nível 3), podendo também a instituição não receber nenhum destes conceitos (não acreditada) (FERNANDES, PENICHE, 2015; SOUZA et al. 2016).

A acreditação ocorre após a emissão, pela instituição acreditadora, do relatório de avaliação e da entrega do parecer final à instituição prestadora de serviços de saúde, que receberá o Certificado de Organização Acreditada, o qual terá validade de dois anos para o nível 1 (Acreditada), de dois anos para o nível 2 (Acreditada Plena) e de três anos para o nível 3 (acreditada com excelência). Quando o seu respectivo período chega ao final, a instituição deve ser submetida a uma nova avaliação para assegurar o padrão de qualidade na sua prática assistencial (SOUZA, et al., 2016).

Contudo para conseguir a qualidade necessária à assistência aos pacientes, as instituições de saúde com maior estrutura criam núcleos de auditoria interna, neste caso, núcleos de auditoria de qualidade. Esses núcleos possuem o intuito de monitorar de forma eficaz e contínua todos os processos operacionais, medindo os custos, proveitos e garantindo a produtividade, a qualidade e a sustentabilidade da instituição (SOUZA et al., 2016).

No contexto de composição dessas equipes, destaca-se a presença de diferentes profissionais, aí incluídos os enfermeiros, visto que estes são apontados na literatura pelas suas habilidades, competências na área de gestão e capacidade para assumir cargos de natureza administrativa e auditora relacionada à saúde e à instituição hospitalar, sendo fundamental, portanto, a presença e o envolvimento desses profissionais para o êxito do programa de acreditação (SOUZA et al. 2016).

O processo de acreditação para a área da enfermagem apresenta muito valor, tendo em vista que há uma padronização dos processos assistenciais e administrativos da área, que facilita e norteia a equipe no momento de realização de procedimentos operacionais padrão, além da melhoria da comunicação interna, dos treinamentos para aprimoramento contínuo, da valorização dos profissionais e da humanização no processo do cuidar (FEREZIN, et al., 2017).

Mediante o exposto, o estudo questiona: Quais os benefícios do processo de acreditação hospitalar para a equipe de enfermagem?

Responder a esse questionamento é importante tendo em vista que a acreditação hospitalar resulta em uma soma de benefícios que possibilitam a oferta de uma assistência de qualidade ao cliente, além da valorização do trabalho de enfermagem.

Espera-se que este estudo possa contribuir no sentido de despertar nos enfermeiros o interesse em incentivar as instituições nas quais trabalham sobre a necessidade de um novo olhar para a acreditação hospitalar, destacando os benefícios que a gestão de qualidade proporciona para a instituição como um todo.

2 Objetivos

2.1 Objetivo geral

Apontar os benefícios do processo de acreditação hospitalar para a equipe de enfermagem bem como as principais vantagens da Acreditação.

2.2 Objetivos específicos

Conceituar acreditação hospitalar e seus critérios de mensuração;

Relatar as principais vantagens da Acreditação;

Descrever os benefícios da acreditação hospitalar para os profissionais de enfermagem.

3 Materiais e Método

O estudo foi realizado por revisão integrativa de literatura (RIL), cuja coleta de dados ocorreu em fontes disponíveis online. A busca foi realizada, durante os meses de fevereiro e Março de 2018. A RIL é um método amplo que permite a inclusão de literatura teórica e empírica, bem como outros estudos com abordagens quantitativas e/ou qualitativas. Em outras palavras, o referido Método permite atualizar as discussões relacionadas a um tema específico, a partir da síntese de estudos publicados (BELLUCI JUNIOR; MATSUDA, 2011).

Para o levantamento dos artigos na literatura, realizou-se uma busca nas seguintes bases de dados: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (Scielo), Biblioteca Virtual em Saúde (Bireme).

A Revisão Integrativa é constituída por seis fases as quais serão a seguir descritas com as ações realizadas neste estudo. Para a realização deste estudo através da revisão integrativa é importante seguir algumas etapas distintas, que serão descritas abaixo (BELLUCI JUNIOR; MATSUDA,2011).

A primeira etapa é caracterizada pela escolha do tema e elaboração da pergunta norteadora: Quais os benefícios do processo de acreditação hospitalar para a equipe de enfermagem?

A segunda etapa foi caracterizada pela definição dos critérios de inclusão e exclusão. Nos critérios de inclusão foram abordados artigos científicos completos, indexados em bases de dados, publicados entre 2012 a 2018, disponíveis em língua portuguesa e apresentando os seguintes descritores: Acreditação hospitalar; Benefícios. Enfermagem; Qualidade

Foram excluídos artigos em duplicidade, encontrados em mais de uma base de dados, não publicada em língua portuguesa e que não estivesse de acordo com o objetivo do estudo.

A terceira e quarta etapa consistiram da seleção e análises dos artigos e a definição das categorias. Foram definidas 2 categorias: Acreditação hospitalar; Benefícios da acreditação hospitalar para a equipe de enfermagem

A quinta etapa consistiu na elaboração do desenvolvimento e apresentação descritiva da revisão integrativa. Em relação ao tratamento dos dados, foi aplicado o método de Análise de Conteúdo, que propiciou o agrupamento do conteúdo estudado em categorias temáticas. A análise de conteúdo foi desenvolvida em três etapas:

a) etapa I – pré-exploração do material: nessa etapa foram realizadas leituras flutuantes dos artigos selecionados no intuito de conhecer o contexto e abstrair impressões importantes à construção da próxima etapa;

b) etapa II – seleção das unidades de análise: após a interação dos pesquisadores com o mate rial, foram destacadas sentenças, frase e parágrafos que se apresentavam com maior frequência no objetivo de construir unidades temáticas;

c) etapa III – categorização dos estudos: nessa etapa por meio de leitura profunda do material distribuído nas categorias, foram expressos os significados e as interpretações abstraídas no intuito de construir novos conhecimentos.

A sexta etapa abordou o conhecimento evidenciado nos artigos analisados ou apresentação da Revisão Integrativa. Após leitura do material selecionado, as informações capturadas foram disponibilizadas em forma descritiva. Na discussão dos dados, estes foram agrupados em categorias temáticas conforme descritas a seguir.

4 Resultados e Discussão

Foi realizada leitura analítica dos artigos selecionados que possibilitou a organização dos assuntos por ordem de importância e a sintetização destas que visou à fixação das ideias essenciais para a solução do problema da pesquisa. Para operacionalizar a pesquisa os achados foram discutidos de forma descritiva. E foram usados nesta discussão 14 artigos que melhor atendiam ao enfoque em relação à temática.

4.1 Caracterização das publicações

Inicialmente para a realização desta revisão integrativa, foram encontradas 280 publicações nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de Dados de Enfermagem (BDENF) e Scientific Electronic Library (SciELO), destas 266 foram excluídas por não abordarem a temática analisada.

Assim, 14 publicações foram selecionadas para esta revisão, uma vez que atenderam aos critérios de inclusão preestabelecidos e trouxeram contribuições relevantes à discussão proposta pelo estudo.

Os periódicos selecionados para esta discussão estão em língua portuguesa perfazendo um total de 14 artigos. Os artigos foram publicados no período de 2012 a 2018, em revistas nacionais, algumas de circulação internacional.

Após a leitura exploratória dos mesmos, foi possível identificar a visão de diversos autores a respeito das categorias citadas a seguir.

Acreditação hospitalar;

Benefícios da acreditação hospitalar para a equipe de enfermagem

Quadro 1. Características e principais resultados dos estudos examinados

Autor 1:

Gabriel et al.

Objetivo Resultado

 

Conclusão Resposta ao objetivo do estudo:
Ano: 2018 Avaliar o impacto do programa de acreditação hospitalar sob a perspectiva dos enfermeiros. Melhorias:

Planejamento; gestão da qualidade; satisfação do paciente e envolvimento do pessoal.

Os enfermeiros têm papel importante no processo de acreditação Melhorias, qualidade. Participação, satisfação
Método: quantitativo, descritivo, exploratório
Amostra: 29
Nível de Evidência: 3
Autor 2:

Oliveira et al.

Analisar as percepções de gestores e trabalhadores sobre as mudanças no gerenciamento hospitalar advindas da Acreditação. Mudanças gerenciais campos operacional; estrutural; financeiro e de custo; na alta gestão hospitalar; e na gestão da qualidade. As mudanças gerenciais nas organizações hospitalares, com Acreditação, se mostraram amplas, com melhorais da qualidade nos serviços. Mudanças peracionais; estruturais; financeiras e de custo.
Ano: 2017
Método: Descritivo com abordagem qualitativa
Amostra: 96
Nível de Evidência: 3
Autor 3:

Ferezin et al.

Analisar a notificação de eventos adversos em hospitais acreditados do interior de São Paulo, sob a perspectiva da equipe de enfermagem O estudo demonstrou fragilidades dos sistemas de notificação de EA nas instituições acreditadas investigadas. Concluiu que é importante investimento das instituições de saúde nos sistemas de notificação para que toda equipe de saúde realize e tenha conhecimento da dinâmica do processo de notificação de eventos. Incentivar a participação de todos no processo de notificação
Ano: 2017
Método: Descritivo, transversal, quantitativa.
Amostra: 697
Nível de Evidência:
Autor4:

Souza et al.

Identificar os benefícios do processo de acreditação hospitalar p/ a equipe de enfermagem O processo traz benefícios p/ a equipe de enfermagem. Autoestima, fortalecimento do trabalho em equipe, crescimento profissional. Concluimos que a acreditação hospitalar resulta em soma de benefícios que possibilita a oferta de uma assistência de qualidade ao cliente, além da valorização do trabalho e do profissional Autoestima

Fortalecimento Crescimento

aperfeiçoamento

Ano: 2016
Método:

Revisão integrativa

Amostra: 5 artigos do banco de dados
Nível de Evidência: 4
Autor 5:

Oliveira, Matsuda

Apreender as percepções de gestores da qualidade hospitalar quanto às vantagens e dificuldades advindas da Acreditação. Foram encontradas categorias referentes às “vantagens” e às dificuldades” relacionadas à Acreditação. Acreditação foi apontada pelos gestores como vantajosa à qualidade do gerenciamento e também da assistência Vantagens em relação à qualidade da assistência.
Ano:2016
Método:

Descritivo-exploratória

Amostra: 5

Pesquisados

Nível de Evidência:
Autor 6:

Mendes, Mirandola

Descrever e analisar os impactos da acreditação em hospitais paulistas. a) mudanças organizacionais e nas práticas hospitalares; b) impactos no comportamento dos profissionais de saúde; e c) impactos na satisfação de pacientes e no reconhecimento público. A acreditação hospitalar tem capacidade de gerar melhorias relacionadas à gestão dos processos, satisfação dos clientes e desenvolvimento de profissionais de saúde. Capacidade de gerar melhorias. gestão de processos, e gestão da qualidade.
Ano: 2015
Método: qualitativa e descritiva, estudo de caso
Amostra: 6 Hospitais
Nível de Evidência: 3
Autor 7:

Fernandes, Peniche

Analisar a percepção da equipe de enfermagem do centro cirúrgico sobre o processo de acreditação hospitalar, nas dimensões avaliativas de estrutura, processo e resultado. A atuação da enfermagem é destaque no caminho para a acreditação hospitalar. Conclui-se que, O maior desafio para a gestão do centro cirúrgico é desenvolver uma cultura de segurança, pois requer o comprometimento integral e incondicional de todos os profissionais que atuam no setor Estrutura, Processo e Resultado e cultura de segurança
Ano:2015
Método:

Abordagem quantitativa, exploratório-descritivo,

Amostra: 69 profissionais de enfermagem
Nível de Evidência: 3
Autor 8:

Couto Ribeiro et al.

Identificar as não conformidades relativas ao trabalho da enfermagem em hospitais de Minas Gerais, Brasil. Os resultados deste estudo apontaram distanciamento entre o estabelecido pelo Sistema Brasileiro de Acreditação e a prática da enfermagem. Conclui-se que a não conformidade são problemas sob a governabilidade exclusiva da Enfermagem, pelo contrário, envolvem toda a equipe multiprofissional. Governança clínica, de forma multiprofissional e interdisciplinar.
Ano: 2014
Método: Quantitativa, descritivo
Amostra:
Nível de Evidência:

3

Autor 9:

Siman, Brito, Carrasco

Compreender a atuação do enfermeiro gerente no processo de acreditação hospitalar. O enfermeiro se destacou como profissional articulador, com ativa participação nas decisões organizacional, indispensável para a instituição alcançar seus objetivos. Conclui-se que os enfermeiros mostraram habilidades e competências gerenciais que abrangem planejamento de ações, liderança, comunicação e trabalho em equipe. Competências e habilidades gerenciais.
Ano: 2014
Método:

Estudo de caso de natureza qualitativa

Amostra: 5 enfermeiros gerentes
Nível de Evidência: 3
Autor 10

Schiesari

Abordar aspectos relacionados ao uso de modelos de avaliação externa de serviços de saúde no Brasil, sobretudo acreditação hospitalar. A contribuição dos modelos de avaliação externa, sobretudo da acreditação para os hospitais brasileiros é inquestionável. Conclui-se que o estudo sugere modelos simplificados de avaliação externa da qualidade. È importante criar iniciativas com maior grau de autonomia e liberdade. Procedimentos, medidas, documentos
Ano: 2014
Método:

Revisão de Literatura

Amostra: 18 artigos
Nível de Evidência:

4

Autor 11:

Manzo, Brito, Alves

Analisar, na perspectiva de profissionais, as principais barreiras de comunicação vivenciadas no decorrer do processo de acreditação em um hospital privado de médio porte de Belo Horizonte A falta de informação, a falta de objetividade, clareza e integridade no repasse de conhecimento favorecem a ruptura da prestação de serviços de qualidade. O preparo dos profissionais para o processo de Acreditação hospitalar não é continuo, mas feito por meio de treinamentos próximos às auditorias, com objetivos imediatistas e que não alcança os fundamentos da gestão da qualidade. barreiras da comunicação no processo da Acreditação Hospitalar.
Ano: 2013
Método: estudo de caso descritivo qualitativa
Amostra: Profissionais diversos
Nível de Evidência:3
Autor12:

Manzo, Ribeiro, Brito, Alves

Conhecer a atuação e as influências da enfermagem no processo de acreditação hospitalar. O profissional enfermeiro tem grande atuação junto à sua equipe no processo de acreditação, uma vez que participa ativamente em momentos decisórios, estratégicos e operacionais. O estudo traz reflexões relevantes no sentido de incluir outras categorias profissionais no processo de acreditação, que, juntos com a diversificação de olhares, práticas e métodos, poderão proporcionar cuidado integral e de qualidade. Cuidar, administrar/gerenciar, ensinar e pesquisar.
Ano:2012
Método: qualitativa
Amostra: 24 Profissionais enfermagem
Nível de Evidência: 3
Autor13:

Manzo Brito, Correia

Analisar as implicações do processo de Acreditação Hospitalar no cotidiano de profissionais de saúde de um hospital privado em Belo Horizonte Os resultados descritos no presente estudo indicam aspectos positivos e negativos do processo de Acreditação Hospitalar que influenciam diretamente no cotidiano de trabalho desses profissionais. O novo processo de qualidade traz mudanças de hábitos, de valores e de comportamentos, impõe aos sujeitos envolvidos a ruptura do cuidado mecanizado, bem como fomenta um ambiente organizacional de excelência. Ruptura do cuidado mecanizado, para um ambiente organizacional de excelência.
Ano: 2012
Método: estudo de caso de natureza qualitativa
Amostra: 34 profissionais de saúde
Nível de Evidência:
Autor 14:

Lucena

Reorganizar os processos de trabalho, capacitar continuamente a equipe para a valorização e adesão aos padrões preconizados de acreditação. A busca pela excelência da qualidade da assistência também está pautada pelo registro da informação coerente, que é decisiva à adoção de medidas que aumentem a segurança em saúde. reafirma-se a interface do processo de enfermagem com o processo de acreditação hospitalar, uma vez que o registro é uma das importantes evidências do cuidado seguro Padrões com Foco no Paciente. Cuidado aos Pacientes.

Interface do PE

Ano: 2013
Método: Revisão Literatura
Amostra: 7 Artigos
Nível de Evidência: 2

4.1 Acreditação hospitalar

O processo de acreditação não é algo fácil, contudo tem grande relevância para uma instituição de saúde, colaboradores e usuários do serviço, pois os seus resultados podem fomentar mais assertividade na tomada de decisões, bem como contribuir na elaboração de estratégias para a implantação e monitoramento desse sistema (SOUZA, et. al. 2016).

Os principais motivos para a busca da acreditação se relacionam à oportunidade de crescimento pessoal e profissional, à maior estabilidade da organização, à sobrevivência da instituição, ao reconhecimento da organização e de seus profissionais, ao estímulo à melhoria contínua dos processos e da assistência ao cliente, ao fortalecimento da confiança da sociedade e ao orgulho de se trabalhar em uma instituição acreditada (OLIVEIRA, MATSUDA, 2016).

Para conseguir uma titulação é muito importante a dedicação, motivação e colaboração da equipe assistencial do serviço de saúde, tendo em vista que a acreditação hospitalar é influenciada pelo nível de motivação e envolvimento desses profissionais, ao mesmo tempo em que influencia de forma relevante o contexto de trabalho nessas instituições (MANZO, BRITO, CORREIA, 2012).

A acreditação se configura como uma ferramenta de qualidade utilizada para avaliar e certificar as unidades de saúde. Suas regras e determinações coadunam com aquelas requeridas pelos órgãos internacionais e com o Ministério da Saúde. Embora não seja obrigatório no espaço hospitalar, tanto a clientela exige como há a necessidade de parceria entre as unidades de saúde e outras empresas. Isso tem forçado que esse tipo de instituição procure relacionar elementos previstos na qualidade empresarial às noções de qualidade em saúde (SOUZA, et al. 2016).

Embora a acreditação hospitalar ainda possua poucas adesões nos hospitais brasileiros, as investidas nesse tipo de programa têm crescido, tanto pela necessidade de normatizar e trazer as perspectivas de eficiência e eficácia, como de atingir o objetivo de trazer tratamento de qualidade para os pacientes atendidos nas unidades.

A acreditação de uma instituição obedece aos critérios 1, 2, e 3 conforme descrito a seguir.

Nível 1: Acreditado

Tem como princípio básico a segurança, atendendo os requisitos formais, técnicos e estruturais que coadunem com a legislação específica do Ministério da Saúde. Atua na

significação dos riscos específicos para fortalecimento da segurança (MENDES, MIRANDOLA, 2015).

São avaliados no nível 1 os aspectos da responsabilidade técnica, de acordo com o

previsto na lei, o corpo profissional e a adequação com o dimensionamento e a capacitação exigidos. São verificados os requisitos de segurança para os pacientes além dos indicadores de riscos ocupacionais e da clientela atendida (MENDES, MIRANDOLA, 2015).

Nível 2: Acreditado Pleno

O nível 2 é preconizado pelo conceito de organização pelos princípios básicos de gestão. Neste nível é valorizada a identificação dos problemas, a identificação das ações associadas aos processos de padronização através do gerenciamento e controle sistemáticos dos métodos de avaliação e medição (CBA, 2011).

Para a implementação das praticas gerenciais, há a necessidade de conduzir ações educacionais através de programas que integrem treinamentos aos princípios de melhoria continua. Outro elemento importante para o desenvolvimento da organização é a geração e armazenamento de documentos que devem ser atualizados, disponíveis e aplicáveis ao contexto institucional (MENDES, MIRANDOLA, 2015).

Nível 3: Acreditado com excelência

Com o principio de excelência gerencial, o nível 3 adota um alinhamento entre estratégia e indicadores de desempenho externos e internos, levando em consideração o.

padrão mercadológico. Aliada a manutenção do estado de organização do nível 2, o foco se amplia para a inovação técnica e gerencial construídos na análise critica dos processos de trabalho (CBA, 2011).

De acordo com a Organização Nacional de Acreditação – ONA: (www.ona.org.br) As principais vantagens da Acreditação são: segurança para os pacientes e profissionais; busca voluntária da qualidade; educação da direção e profissionais; qualidade da assistência; processo de construção de equipe e melhoria contínua; instrumento de gerenciamento; critérios e objetivos concretos adaptados à realidade brasileira; o caminho para a melhoria contínua.

Os principais interessados pela acreditação são: líderes/administradores; profissionais de saúde; organizações de saúde; sistemas compradores; governo; cidadão;

No Brasil o processo de acreditação iniciou-se com base no manual internacional de acreditação e em seguida o Ministério da Saúde entrou nesse contexto e propôs um manual específico e uma organização para nortearem esse processo através da Organização Nacional de Acreditação – ONA. (www.ona.org.br). O país conta, desde 1999, com um programa próprio de acreditação adaptado à realidade nacional. Ele é conduzido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) que expõe publicamente os serviços de saúde acreditados (OLIVEIRA, et al. 2017).

Com o propósito de compor um quadro geral dos hospitais acreditados pelo sistema nacional, procedeu-se coleta de dados no dia 20 de julho de 2016 no site da ONA. O número de hospitais por Estado e Região foi colhido no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – CNES, com dados relativos a junho de 2016.

Foi identificado no Quadro 1, no CNES a existência de 6.099 hospitais gerais e especializados, enquanto na ONA encontrou-se o registro de 254 hospitais acreditados no país.

Quadro 1: Regiões do Brasil, número total de hospitais e número de hospitais acreditados pelo Sistema Nacional de Acreditação, 20/julho/2016.

Regiões Total de hospitais Hospitais acreditados Porcentagem Colocação
Centro-Oeste 733 18 2,45
Nordeste 1.762 24 1,36
Norte 522 10 1,91
Sudeste 2.068 166 8,02
Sul 1.014 36 3,55
Total 6.099 254 4,16

Fonte Adaptado de Oliveira et al, (2017).

 

Média nacional de hospitais acreditados no país: 4,16%. O maior percentual de hospitais acreditados encontra-se na Região Sudeste: 8,02%. O menor percentual de hospitais acreditados localiza-se na Região Nordeste: 1,36%. (OLIVEIRA, et al. 2017).

Colocação das Regiões tendo em conta o número de hospitais existentes e hospitais acreditados:

1º lugar – Região Sudeste;

2º lugar – Região Sul;

3º lugar – Centro-Oeste;

4º lugar – Região Norte;

5º lugar – Região Nordeste.

A seguir o quadro 2 demonstra o número de hospitais acreditados pelo Sistema Nacional de Acreditação.

Quadro 2- Número de hospitais acreditados na Região Centro-Oeste, pelo Sistema Nacional de Acreditação, 20/julho/2016.

Região Centro-Oeste Total de Hospitais Hospital acreditados Porcentagem
Distrito Federal 40 09 22,5
Goiás 422 06 1,42
Mato Grosso do Sul 111 02 1,80
Mato Grosso 160 01 0,62
Total 733 18 2,45

Fonte Adaptado de Oliveira et al, (2017).

 

O Distrito Federal apresenta o maior percentual de hospitais acreditados no país: 22,50%. E Mato Grosso do Sul apresenta o menor percentual.

Entre as vantagens de se introduzir essa nova metodologia estão a segurança para os pacientes e profissionais, a qualidade da assistência, construção de equipe e melhoria contínua e a melhoria tanto do gerenciamento da unidade quanto da qualidade da assistência ao paciente (SOUZA, et al. 2016).

Para obter a certificação da ONA, a instituição hospitalar precisa atuar de acordo às normas institucionais, cumprindo os procedimentos operacionais padrões (POP) na execução dos serviços e investindo de forma incisiva e contínua em treinamentos e cursos de aperfeiçoamento. Os itinerários clínicos, normas, regulamentos e documentos técnicos são criados para semelhar atividades que podem ser padronizadas, e a acreditação hospitalar influencia bastante esse tipo de padronização (SCHIESARI, 2014).

Com essa padronização, outros benefícios são associados ao processo de acreditação hospitalar, como a uniformização de processos e a melhoria da assistência ao cliente Schiesari (2014), Manzo, Brito, Correia (2012), visto que a enfermagem sente-se melhor preparada para atuar assistencialmente, já que são ofertados recursos materiais, técnicos e humanos mais qualificados, devido à padronização de rotinas e maior organização. Essa assertiva é corroborada por outro estudo o qual destaca que as atividades são executadas de forma tranquila e segura e são atendidas satisfatoriamente as necessidades dos clientes (MANZO, BRITO, CORREIA, 2012).

Para o controle de qualidade são realizadas atividades de avaliação, monitoramento ou regulamentação dos serviços fornecidos aos clientes. No que concerne ao trabalho da equipe de enfermagem, o objetivo desse controle é assegurar que o cuidado prestado ao paciente seja de qualidade, ao mesmo tempo em que a equipe assistencial e o hospital consigam alcançar suas metas e indicadores (SOUZA, 2016).

Para tanto, dentre outros recursos, são analisados os registros de enfermagem, que são uma importante evidência do cuidado, sendo necessária a existência de uma interface entre o processo de acreditação e o processo de enfermagem (LUCENA, 2013).

4.2 Benefícios da acreditação hospitalar para a equipe de enfermagem

Segundo Souza et al., (2016) os benefícios em razão do processo de acreditação hospitalar são muitos e atingem tanto os profissionais que estão na assistência como aqueles que realizam atividades de gestão. Dentre estes, estudos Manzo Ribeiro e Brito (2012) e Schiesari (2014) destacam o aumento da autoestima profissional, que é observado quando a instituição recebe a certificação, pois os profissionais de enfermagem desenvolvem um sentimento de orgulho e satisfação que estão diretamente associados ao resultado da conquista, bem como à valorização da instituição de trabalho em que atuam, gerando um sentimento de motivação.

Neste sentido, os fatores motivacionais contribuem tanto para a qualidade de vida das pessoas quanto para o aperfeiçoamento dos serviços por elas prestados, sendo apontados como a força que impulsiona os interesses de ambas as partes: organização e indivíduo. A motivação deriva de razões internas e externas. As primeiras se relacionam às características da própria pessoa, como habilidades e aptidões, ao passo que as últimas têm a ver com o ambiente de trabalho, sendo traduzidas como incentivos por determinada tarefa alcançada.

No caso da acreditação hospitalar, quando a instituição de saúde adquire a titulação, tanto para a enfermagem como para outras categorias profissionais, há um incremento da melhoria das condições de trabalho, estabelecendo um ambiente laboral mais prazeroso e favorecendo a relação de crescimento, entusiasmo e prazer dos funcionários, gerando motivação (MANZO, BRITO, CORREIA, (2012).

O fortalecimento do trabalho em equipe foi outro benefício destacado em alguns estudos Siman, Brito, Carrasco (2014) sobre esta temática. A acreditação exige uma potencialização do trabalho em equipe, que é um grande desafio devido à diversidade de pessoas e ideias diante de um processo de trabalho comum. O processo de acreditação hospitalar estabiliza o clima organizacional entre os profissionais de saúde, visto que este favorece a existência de um ambiente de trabalho mais prazeroso e propício para fortalecimento das relações humanas (MANZO, BRITO, CORREIA, 2012).

Assim, acredita-se que a acreditação favorece a união entre os diversos profissionais envolvidos no processo assistencial, pois trabalharão de forma conjunta, tendo como foco principal a qualidade e segurança no cuidado ao paciente, fazendo cumprir os princípios da acreditação hospitalar. Para tal, é necessário que a instituição dê ferramentas de trabalho e um ambiente favorável ao desenvolvimento destas funções. Nesse contexto, tem-se como benefícios da acreditação, o fortalecimento das relações interpessoais, a melhoria das condições de trabalho e a motivação do colaborador.

Outra vantagem advinda do processo de certificação da instituição se refere ao treinamento e educação continuada da equipe de enfermagem, favorecendo o crescimento profissional (SCHIESARI, 2014. MANZO, BRITO, CORREIA, 2012).

A capacitação dos profissionais é uma importante atuação do enfermeiro, que surgiu juntamente com o processo de acreditação como uma estratégia de reforma dos processos para a busca contínua de melhoria e qualidade (MANZO RIBEIRO, BRITO et al. 2012).

Além dos benefícios já citados, pode-se associar ao processo de acreditação hospitalar a melhoria da comunicação entre os profissionais. Com a acreditação, as instituições de saúde aperfeiçoam o processo de linguagem e comunicação, de forma que a mensagem chegue a todos os envolvidos de forma linear. Autores como Manzo Brito Ribeiro e Alves (2013) revelam que as informações muitas vezes são segmentadas, não chegando de forma completa a todos os funcionários, e em algumas situações não há quem se disponha a conduzir a troca de informações ou de conhecimento.

Dentre os benefícios concernentes à gestão, estudos como os de Siman, Brito carrasco (2014) apontam o aperfeiçoamento da função de gestor do enfermeiro, além da identificação da posição estratégica deste profissional devido a sua participação na implantação e manutenção da acreditação de uma instituição, fatores que favorecem a melhoria da capacidade crítica e gerencial do enfermeiro, interferindo positivamente na sua função gestora, com reflexos na assistência de enfermagem (SIMAN, BRITO CARRASCO, 2014).

Ainda podem ser citados como importantes pontos positivos da acreditação hospitalar: orgulho e satisfação para ser também responsável pelo reconhecimento do hospital na sociedade; possibilidade de maturidade profissional; segurança no local de trabalho, estabelecida através de rotinas, padronização e organização do serviço com recursos materiais, técnicos e humanos mais qualificados; clima organizacional favorável para a aprendizagem profissional através do intercâmbio de experiências e a possibilidade de melhores oportunidades no mercado de trabalho (GABRIEL, et al. 2018).

Diante do exposto, pode-se dizer que o processo de acreditação potencializa o trabalho da equipe enfermagem em todos os seus aspectos, já que as atividades gerenciais, assistenciais e educacionais são afetadas dentro de uma perspectiva processual e indissociável, favorecendo o desenvolvimento dos profissionais e, no caso dos enfermeiros, maior visibilidade dentro da instituição, devido a sua maior autonomia e poder de participação nas decisões nos níveis estratégicos, o que traz como benefício a valorização do currículo profissional (SIMAN, BRITO CARRASCO, 2014).

Os profissionais de enfermagem são importantíssimos para a instituição que busca e obtém uma acreditação hospitalar, pois são eles que lidam diretamente com o cliente/paciente, e conhecem, como nenhum outro profissional dentro do hospital, quais são os problemas que estes apresentam, e porque buscaram ajuda para aliviar sua dor, num momento muito delicado da sua vida.

Neste sentido, profissional enfermeiro tem atuação fundamental junto à sua equipe no processo de acreditação, uma vez que participa ativamente em momentos decisórios, estratégicos e operacionais da instituição, envolvendo ações direcionadas para as dimensões do cuidar, administrar/gerenciar, ensinar e pesquisar.

Por isso, é importante que os gestores mantenham a equipe de enfermagem sempre pronta e preparada para agir com qualidade no atendimento dos seus clientes, sejam eles externos, como os internos também, pois assim o hospital terá seu reconhecimento, através das pesquisas de qualidade que são feitas com os usuários, e com a manutenção positiva do selo de acreditação que está buscando ou que conquistou e precisa manter (OLIVEIRA, MATSUDA, 2016).

Vale ainda ressaltar que as operadoras de planos de saúde, ao ponderarem que os hospitais exibem variados graus de qualificação, começam a exigir, como cláusula de contrato, que eles estejam associados a um programa de acreditação, nacional ou internacional. É uma pressão externa com implicações remuneratórias que repercutirá na busca pela acreditação, elevando a qualidade dos serviços e a segurança assistencial.

5 Considerações finais

A revisão da literatura consultada neste estudo demonstrou que o processo de acreditação consiste num sistema de avaliação e certificação da qualidade de serviços de saúde que necessita da colaboração dos profissionais de enfermagem, ao mesmo tempo em que traz inúmeros benefícios para os mesmos, destacando positivamente a imagem desta equipe dentro da instituição.

Retomando ao problema e objetivo deste estudo vale ressaltar que a acreditação traz benefícios tanto para os profissionais que atuam na assistência, como para aqueles que exercem atividades de gestão. Os benefícios relatos nos estudos foram: o aumento da autoestima profissional e motivação para o serviço; o fortalecimento do trabalho em equipe; crescimento profissional a partir de atividades de educação continuada; melhoria da comunicação entre os trabalhadores; desenvolvimento de indicadores de qualidade; aprimoramento da capacidade crítica e gerencial do enfermeiro, além do aperfeiçoamento da função de gestor, dando-lhe maior autonomia e participação nas tomadas de decisão dentro da instituição. A soma de todos esses fatores resulta na oferta de um cuidado qualificado ao cliente principal foco da equipe de enfermagem e tem como consequência a valorização do trabalho destes profissionais.

Como a acreditação pressupõe o cumprimento de padrões e avaliação periódica das organizações de saúde, os dados atuais apoiam a tese de que a maioria dos hospitais no país encontra-se abaixo de um nível básico de qualidade dos serviços e segurança assistencial.

No Brasil, estima-se que menos que 5% dos hospitais possuam o certificado de acreditação (ONA). É um número tímido em relação ao total de hospitais existentes no País.

Espera-se que este estudo possa contribuir no sentido de despertar nos enfermeiros o interesse em incentivar as instituições nas quais trabalham sobre a necessidade de um novo olhar para a acreditação hospitalar, destacando os benefícios que a gestão de qualidade proporciona para a instituição como um todo.

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[1] Artigo apresentado ao Curso de Pós-Graduação em Enfermagem Bloco cirúrgica turma nº10, do Centro de Estudos de Enfermagem e Nutrição/Pontifícia Universidade Católica de Goiá

[2] Enfermeira, especialistas Bloco Cirúrgico.

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