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Sistematização de Assistência de Enfermagem (SAE) na Angina Pectoris: Estudo de Caso

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Sistematização de Assistência de Enfermagem (SAE) na Angina Pectoris: Estudo de Caso
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ROCHA, Joyce Stephany Oliveira da [1]

VIEIRA, Alan da Ponte [2]

PINHEIRO, Thais dos Santos [3]

LIMA, DEMETRIUS [4]

ROCHA, Joyce Stephany Oliveira da; VIEIRA, Alan da Ponte; PINHEIRO, Thais dos Santos; LIMA, Demetrius. Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) na Angina Pectoris: Estudo de Caso. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Edição 3. Ano 2, Vol. 1. pp 05-12 , Junho de 2017. ISSN 2448-0959

RESUMO

Introdução: Angina Pectoris é uma síndrome clínica caracterizada por crises de dor, queimação ou sensação de pressão na região do tórax. É causada pela obstrução transitória das coronárias. A causa da dor é o fornecimento inadequado de sangue ao coração, resultando no suprimento insuficiente de oxigênio e de nutrientes para o miocárdio. Existem três formas de tratamento para a angina: o tratamento clínico, a angioplastia coronariana e a cirurgia de revascularização miocárdica. O objetivo do tratamento é aumentar a oferta de oxigênio ao miocárdio, utilizando-se da nitroglicerina, e controlando os fatores de risco (fumo, obesidade, hipertensão arterial e hiperglicemia).  No Brasil, a Angina acomete mais homens do que mulheres, e segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) os casos sobre essa doença chega a afetar 2 milhões de pessoas por ano no Brasil, na faixa etária de 41 à 60 anos. Seus principais sintomas são: contrição, pressão, pesar, aperto ou dor no peito, queimação no peito ou súbita no peito, fadiga, incapacidade de praticar exercício físico, tontura ou suor, indigestão ou náusea, falta de ar ou respiração rápida, ansiedade e taquicardia.  Objetivos: Aplicar a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) a um paciente em tratamento de Angina, integrar os conhecimentos das ciências básicas; realizar identificação dos Diagnósticos de Enfermagem, elaborar um Plano Assistencial baseado nos problemas de Enfermagem identificados. Metodologia: Estudo descritivo do tipo estudo de caso com paciente 57 anos de idade, paraense, com diagnóstico médico de Angina, internado no Hospital de Clínicas Gaspar Vianna. Os dados foram coletados em 15/03/2016 durante a consulta de Enfermagem, utilizando um instrumento estruturado, constituído por dois roteiros: Histórico de Enfermagem e Exame Físico. O Histórico de Enfermagem consiste na entrevista com o paciente, bem como na análise de dados do prontuário. O Exame Físico envolve quatros técnicas básicas: inspeção, palpação, percussão e ausculta. E para a identificação dos diagnósticos de Enfermagem adotou-se a taxonomia North American Nursin Diagnosis Associantion (NANDA). Resultados/ Discussão: O estudo permitiu a presença de 8 (oito) diagnostico de enfermagem, possibilitando a elaboração de um Plano Assistencial que atendesse as Necessidades Humanas Básicas (NHB’s) afetadas do paciente, buscando promover uma melhor intervenção do profissional enfermeiro mediante ao quadro clínico apresentado.   Conclusão: Contudo podemos demonstrar a qualidade do trabalho da equipe de enfermagem junto ao cuidado com o paciente diagnosticado com uma doença cardiovascular. Elaborando um Plano Assistencial de Enfermagem que mostrou atender certamente os agravos presentes, assegurando uma reabilitação mais favorável do mesmo.

1. INTRODUÇÃO

Angina Pectoris é uma síndrome clínica caracterizada por crises de dor, queimação ou sensação de pressão na região do tórax. É causada pela obstrução transitória das coronárias (TORTORA, 2002).

A causa da dor é o fornecimento inadequado de sangue ao coração, resultando no suprimento insuficiente de oxigênio e de nutrientes para o miocárdio.

A dor de curta duração da isquemia miocárdica é a chamada angina pectoris. Costuma localizar-se na região retroesternal e afeta uma área do tamanho da mão em forma de “garra”, maneira como frequentemente os pacientes se referem à dor e a localizam (CASAGRANDE, 2002).

Para CASAGRANDE (2002), angina é normalmente aliviada em 5 a 15 minutos pelo repouso, com ou sem o uso de vasodilatadores, embora estas drogas acelerem o alívio. A massagem do seio carotídeo pode aliviar a dor anginosa pela bradicardia reflexa e redução da pressão arterial sistólica, com redução da demanda de oxigênio miocárdico.

Para TORTORA (2002), no contexto da dor torácica isquêmica é necessário levar em conta os fatores de risco para doença arterial coronariana (DAC), entre os quais se incluem: faixa etária elevada, sexo masculino, hipercolesterolemia, fumo, diabetes, hipertensão e história familiar de doença arterial coronariana antes dos 60 anos. As mulheres desfrutam de maior proteção contra a DAC, mas têm maior prevalência do que os homens para angina.

Existem três formas de tratamento para a angina: o tratamento clínico, a angioplastia coronariana e a cirurgia de revascularização miocárdica. O objetivo do tratamento é aumentar a oferta de oxigênio ao miocárdio, utilizando-se da nitroglicerina, e controlando os fatores de risco “fumo, obesidade, hipertensão arterial e hiperglicemia”. (ARAUJO, M. Revista Brasileira de Cardiologia).

No Brasil, a Angina acomete mais homens do que mulheres, e segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) os casos sobre essa doença chega a afetar 2 milhões de pessoas por ano no Brasil, na faixa etária de 41 a 60 anos. Seus principais sintomas são: contrição, pressão, pesar, aperto ou dor no peito, queimação no peito ou súbita no peito, fadiga, incapacidade de praticar exercício físico, tontura ou suor, indigestão ou náusea, falta de ar ou respiração rápida, ansiedade e taquicardia. (BRASIL, Ministério da Saúde).

2. OBJETIVOS

2.1 Objetivo Geral:

Aplicar a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) a um paciente em tratamento de Angina. integrar os conhecimentos das ciências básicas; realizar identificação dos Diagnósticos de Enfermagem, elaborar um Plano Assistencial baseado nos problemas de Enfermagem identificados.

2.2 Objetivos Específicos:

Integrar os conhecimentos das ciências básicas;

Realizar identificação dos Diagnósticos de Enfermagem;

Elaborar um Plano Assistencial baseado nos problemas de Enfermagem identificados.

3. METODOLOGIA

Do ponto de vista da forma de abordagem do problema a mesma pode se classificar em estudo descritivo do tipo estudo de caso.

O sujeito selecionado foi escolhido perante o tema apresentado para o grupo e a disponibilidade do mesmo, já que ele apresenta fatores que foram primordiais como sua patologia, permissão e cooperação necessária e encontra-se em tratamento em um hospital de referência. Para o presente estudo foi selecionado um paciente do sexo masculino, 57 anos de idade, paraense, com diagnóstico médico de AP.

A coleta de dados ocorreu no dia 15/03/2016, no hospital de referência localizado no município de Belém no Estado do Pará. Durante a consulta de enfermagem, utilizando um instrumento estruturado, constituído por dois roteiros: Histórico de Enfermagem e Exame Físico. O Histórico de Enfermagem consistiu na entrevista com o paciente, bem como na análise de dados do prontuário. O Exame Físico envolveu as quatro técnicas básicas: inspeção, palpação, percussão e ausculta. Para a identificação dos diagnósticos de enfermagem adotou-se a taxonomia da North American Nursing Diagnosis Association (NANDA).

Procurou ainda se buscar uma fundamentação teórica da patologia a partir dos conhecimentos das ciências básicas e de pesquisas em bibliografias pertinentes que ocorrerem entre os dias 22/03/2016 até 30/05/2016 no centro de Informática anexo dois, do Centro de Ensinos Superiores do Pará – CESUPA. Localizado no mesmo município e estado citados a cima. Os dados adquiridos no decorrer da pesquisa e coleta de dados foram armazenados em documentos que podem ser acessíveis de acordo com a necessidade.

4. A atuação do enfermeiro quanto a prevenção.

Destaca-se a importância do profissional de enfermagem na prevenção e intervenção, começando desde a educação em saúde da angina, na qual vai oferecer uma abordagem multidisciplinar no controle da dor, quando apropriado; como reduzir ou eliminar os fatores que precipitem ou aumentem a experiência de dor (p.ex.: medo, fadiga e falta de informação);

Várias ações apontaram a importância da atuação do enfermeiro focalizando a conscientização dos sinais de eventos cardiovasculares e a valorização da procura imediata de atendimento médico, face aos sinais e sintomas de Angina Pectoris, ou seja, alterações clínicas que sugerem que algo está errado.

5. RESULTADOS

5.1 HISTÓRICOS DE ENFERMAGEM

B.T.C.S, 57 anos, sexo masculino, cor parda, união estável, 6 filhos, protestante, ensino fundamental incompleto, encarregado de obras, não possui renda atualmente, procedência Curuçazinho, natural Vigia de Nazaré, mora com sua família, em casa de alvenaria com rede elétrica, água encanada, saneamento básico. Nega tabagismo, etilismo e qualquer tipo de alergias. Deu entrada no Pronto Atendimento do hospital de referência Gaspar Viana com dor no peito, em região hemetórax esquerdo, porém no momento da consulta não refere mais dor. Encontra-se internado no Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC) por comprometimento cardíaco, faz uso de ceftriaxina, losartana, sinvastatina, anenolol, ameprazol, anlidipino, AAS, isossorbida, insulina, glicemia capilar, glicose, clonazepam, paracetamol, acido trenaxemico e ondansetrona. Portador de Hipertensão arterial, nega antecedentes familiares portadores de diabetes, hipertensão e cardiopatia. Admitido 7:58 hrs do dia 01/02/2016 e acompanhado pela filha no HC, à 44 dias. Exame físico, encontrava-se consciente e orientado no tempo e espaço, comunicação frequente, percepções auditivas e visuais sem alteração, deambulando. Pele desidratada, hipocorada e flácida. Apresentando ressecamento no couro cabeludo; com presença de descamação, cavidade oral, língua saburrosa e dentição incompleta. Aceita pouco a dieta sólida por relatar dores na gengiva ao morder e dificuldade para mastigar, por ter realizado uma Exodontia. Região cervical com presença de lesão à esquerda com sinais flogísticos e pouco ulcerada e com dificuldade de dormir por causa do mesmo. Tórax simétrico e expansão normal. Ausculta cardíaca presença de bulhas cardíacas normofonéticas e ausculta pulmonar presença de murmúrios vesiculares. Abdome normal, sem dor, globoso e indolor na palpação. Sinais vitais: Temperatura 37°C normotérmico, pulso 65 bpm normocárdico, respiração 17 rpm eupneico e PA 120mmhg/70mmgh normotenso. MMSS, (sem problemas clínicos aparentes) e MMII com presença de descamação na planta dos pés. Funções de eliminação, diurese presente espontânea e evacuação em pequena quantidade e ressecada.

5.2 PLANO ASSISTENCIAL DE ENFERMAGEM

PROBLEMA NHB DIAGNÓSTICO INTENVERSÃO DE ENFERMAGEM
Dores na gengiva Segurança / Proteção Mucosa oral prejudicada: fator relacionado à higiene oral inadequada. Característica definidora, desconforto oral, dificuldade para comer. – Inspecionar a cavidade oral pelo menos uma vez ao dia e observar (edema, lesão, sangramento).

– Orienta – ló para uma escova macia, usando creme dental com flúor.

– Encaminha – ló ao odontólogo.

Dentição incompleta Cuidado corporal Dentição prejudicada: relacionado à higiene oral inadequada. Dentes desgastados, fraturas de dentes, perda prematura de dentes primários. – Orientar quanto a necessidade de uma rotina de consulta ao dentista.

– Ressaltar a importância da higiene oral.

Língua saburrosa Cuidado corporal Mucosa oral prejudicada: relacionado à conhecimento insuficiente sobre higiene oral. Língua saburrosa. – Orientar a limpar a língua na ora da higiene oral.

– Escovar a língua com um raspador, utilizando um enxanguante bucal.

Couro cabeludo com presença de descamação.

Presença de descamação na planta dos pés

Autocuidado Autonegligência: relacionado à escolha do estilo de vida. Higiene pessoal insuficiente. – Orientar o paciente com a higiene do couro cabeludo.

– Manter os pés sempre hidratados com o uso de hidratantes.

Dificuldade de dormir Sono / Repouso Conforto prejudicado: relacionado ao controle situacional insuficiente. Sensação de desconforto. – Proporcionar ambiente confortável.

– Orientar a posição de melhor satisfação.

Evacuação em pequena quantidade e ressecada Eliminação e troca Constipação: relacionado à dentição inadequada e carência na ingestão de líquidos. Fezes duras e secas, dor a evacuar. – Orientar a ingerir mais líquidos, frutas e alimentos ricos em fibras.

– Encaminhá-lo ao nutricionista.

Região cervical com presença de lesão à esquerda; com sinais flogísticos e pequena úlcera. Segurança/Proteção Epiderme e/ou derme alterada e alteração na sensibilidade. Alteração na integridade da pele. – Fazer curativo depois a sua higienização, fazendo pelo menos duas vezes ao dia.

– O cuidado para não ocorrer infecção.

Pele ressecada Hidratação Volume de líquidos deficientes, relacionado perda ativa de volume de líquido. Pele seca, alteração do tugor da pele – Hidrata – se ingerindo mais água em média dois litros por dia.

– Orientar para a aplicação de hidratantes diariamente.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estudo demonstrou a relevância do trabalho da equipe de enfermagem no cuidado a um paciente sintomático de Angina. Partindo desse princípio foi possível discorrer sobre aspectos clínicos da patologia cardiológica apresentada no caso clínico escolhido, destacando a respeito dos fatores de riscos que levam ao desenvolvimento da patologia e suas complicações.

Além de relacionar as ciências básicas a fim de abranger e explorar ao máximo o conteúdo necessário para a elaboração de um Plano Assistencial de Enfermagem que venha atender satisfatoriamente os agravos manifestados, assim garantindo uma reabilitação mais favorável do quadro.

Referências

CASAGRANDE, E. L. Angina Pectoris e Infarto Agudo do Miocárdio. Porto Alegre, RS: Revista AMRIGS. 2002.

NANDA, N. Diagnostico de Enfermagem da Nanda: Definições e Classificação – 2015-2017 Porto Alegre: Artmed. 2015.

TORTORA, G, J; GRABOWSKI,S,R . Princípios de anatomia e fisiologia. 9ª ed. Porto Alegre: Artmed. 2002. Cap. 20. Pág. 579 a 611.

[1] Graduanda em Enfermagem

[2] Graduando em Enfermagem

[3] Graduanda em Enfermagem

[4] Graduando em Enfermagem

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