Qualificação dos Enfermeiros Quanto a Prevenção de Úlcera por Pressão no Hospital Geral de Sergipe

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Qualificação dos Enfermeiros Quanto a Prevenção de Úlcera por Pressão no Hospital Geral de Sergipe
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SÁ, Darla Lorena Freitas de [1], ARAÚJO, Marcela Menezes Oliveira [2]

SÁ, Darla Lorena Freitas de; ARAÚJO, Marcela Menezes Oliveira. Qualificação dos Enfermeiros Quanto a Prevenção de Úlcera por Pressão no Hospital Geral de Sergipe. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 02, Ed. 01, Vol. 16. pp. 12-24., março de 2017. ISSN: 2448-0959

RESUMO

A necessidade em avaliar a qualificação do profissional enfermeiro acerca dos conhecimentos sobre a prevenção de úlcera por pressão é relevante, no intuito de saber se este profissional possui qualificação para realizar um cuidado eficaz ao paciente portador desta enfermidade, e consequentemente proporcionar uma assistência de qualidade. Diante disso, foi possível avaliar o conhecimento do enfermeiro sobre a prevenção de úlceras por pressão em um hospital geral do estado de Sergipe; identificar a relação entre os escores de conhecimento e as variáveis sóciodemográficas; determinar a existência de estratégias de busca de informações utilizadas pelo enfermeiro; associar o tempo de formação acadêmica ao conhecimento sobre UPP; e associar o tempo de serviço na área ao conhecimento sobre UPP. Esta pesquisa de campo é do tipo quantitativa com delineamento descritivo-exploratório, direcionado aos enfermeiros do Hospital de Urgência de Sergipe – HUSE, nos setores da Unidade de Terapia Intensiva Adulta (UTI 1 – cirúrgica, e UTI 2 – clínica). Os resultados identificados quanto a esta temática, possui uma média limítrofe de acertos nas questões em relação ao escore já determinado anterior a coleta de dados, onde a UTI 1 atingiu 75% de acertos, e a UTI 2 atingiu 68,75% de acertos. Dessa maneira, esses dados remetem a uma reflexão sobre a real situação do conhecimento dos enfermeiros sobre a UPP. Supõe-se que existe uma lacuna entre o conhecimento e as ações desenvolvidas. Nesse sentido, conclui-se que apesar de a instituição a qual foi realizada a pesquisa possuir uma comissão de feridas, as informações obtidas neste artigo mostram que estes profissionais necessitam de maior enfoque nas atividades de educação continuada para prestar uma assistência eficaz e de qualidade. Ainda, este estudo pode auxiliar na identificação das deficiências destes profissionais, para ajudar a nortear estratégias preventivas.

Palavras-Chave: Úlcera por pressão, Conhecimento, Equipe de enfermagem, Prevenção.

INTRODUÇÃO

De acordo com a European Pressure Ulcer Advisory Panel e National Pressure Ulcer Advisory Panel – EPUAP; NPUAP (2014), a pele é o maior órgão do corpo está sujeito à uma perda de integridade, pois possui um risco aumentado de danos devido a agravos internos e externos. O Sistema Internacional de Classificação das Úlceras por Pressão (UPP) define úlcera por pressão como sendo uma lesão localizada na pele e/ou tecido subjacente, normalmente sobre uma proeminência óssea, em resultado da pressão ou de uma combinação entre esta e forças de torção. As úlceras por pressão também estão associadas a vários fatores contribuintes, o qual ainda não se encontra totalmente esclarecidos.

Segundo o DATA SUS no ano de 2010 e 2012, observou-se um crescente número na taxa de internação hospitalar pelo SUS na cidade de Aracaju, de 571.149 no ano de 2010, 579.563 no ano de 2011 e 587.701 no ano de 2012 (BRASIL, 2015). Para Matheus et al. (2012), o período de internação é um grande indicador utilizado para se avaliar a eficácia e a qualidade dos cuidados dos profissionais de saúde nesses pacientes. Os mesmos afirmam que quanto maior o período de internação maior tende a ser o aparecimento de úlceras por pressão em diferentes pacientes.

O aparecimento da UPP deve-se a diversas associações entre uma força externa como a pressão de superfícies duras contra as partes moles e uma proeminência óssea, e forças internas como a restrição ao leito, a idade, o peso, a incontinência urinária ou fecal, o nível alterado de consciência ou ainda uma nutrição deficiente. Todos esses fatores podem colocar o indivíduo em risco para úlcera por pressão. As úlceras podem surgir em diversas partes do corpo, contudo, as localizações mais comuns são na região sacral e calcâneos (IANZER et al., 2011).

No que se refere à prevenção, existem alguns instrumentos formados por indicadores que permitem aos enfermeiros avaliar o potencial de riscos predisponentes apresentados pelo paciente quanto ao desenvolvimento das UPP. Dentre eles estão a escala de risco de Norton, a escala de risco de Braden, a escala de risco de Gosnell e a escala de risco de Waterlow (MORITA et al., 2012).

O enfermeiro desempenha papel importante na avaliação da ferida e diante dos recursos e tecnologias lançadas pelas indústrias, torna-se necessário avaliar as melhores opções de coberturas considerando efetividade e menor custo. A prática clínica baseada em evidências contribui para tomada de decisão através de evidências científicas que possibilitem recomendações para o uso (LEITE et al., 2012).

É evidenciado na prática clínica a inexistência de notificações para o aparecimento das UPP, o que empiricamente, sabe-se de um crescente aumento de pacientes acometido por essa enfermidade, causando profunda inquietação devido o desconhecimento da real dimensão do problema e pela indisponibilidade de qualquer protocolo de prevenção ou tratamento dessas lesões. Fica a critério, muitas vezes, de cada enfermeiro a conduta correta a ser adotada (SOARES e BENITO, 2014). Relacionado a isso, o Ministério da Saúde elaborou uma portaria de nº MS/GM 529/13 do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), considerando que o desenvolvimento da UPP compromete a segurança do paciente (BRASIL, 2013).

Nacionalmente e internacionalmente, estudos têm investigado o grau de conhecimento e a situação da prática clínica de profissionais de enfermagem relacionados a UPP, no que diz respeito à prevenção e tratamento. No Brasil, identificamos que as pesquisas que abordaram o mesmo tema com profissionais de enfermagem são escassas (FERREIRA et al., 2013).

Justificando o interesse pela temática sobre “Qualificação do enfermeiro quanto a prevenção de úlcera por pressão no hospital geral de Sergipe”, partiu da observação dos casos de úlcera por pressão serem adquiridos frequentemente durante a internação hospitalar. Sendo o enfermeiro o principal responsável pela sua prevenção e cuidado da UPP, este trabalho se justifica porque a qualificação deste profissional é essencial para uma assistência adequada prestada ao paciente.

Esse estudo tem como objetivos em verificar o conhecimento dos enfermeiros sobre a prevenção de úlceras por pressão em um Hospital Geral do Estado de Sergipe, além de identificar a relação entre os escores de conhecimento e as variáveis sóciodemográficas; determinar estratégias de busca de informações utilizadas pelos membros da equipe; associar o tempo de formação acadêmica ao conhecimento sobre UPP; associar o tempo de serviço na área ao conhecimento sobre UPP.

METODOLOGIA

Trata-se de uma pesquisa descritiva exploratória com abordagem quantitativa, direcionada aos Enfermeiros da Unidade de Terapia Intensiva – UTI do Hospital de Urgência de Sergipe – HUSE, conforme aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa – CEP da Universidade Tiradentes – UNIT.  O estudo foi realizado no Hospital de Urgência de Sergipe – HUSE, localizado na Avenida Tancredo Neves s/n, Bairro Capucho, CEP 49000-000, Aracaju/SE. A população em estudo é composta pelos 42 enfermeiros atuantes nas Unidades de Terapia Intensiva 1 (cirúrgica) e 2 (clínica) do Hospital de Urgência de Sergipe – HUSE.

A coleta de dados foi realizada através da busca ativa de enfermeiros da UTI do HUSE nos meses de fevereiro a abril de 2016, incluindo feriados e finais de semana, durante o horário de trabalho ou logo após o plantão do participante (manhã, tarde ou noite). Cada participante é abordado pessoalmente pela pesquisadora para esclarecimento sobre a pesquisa, onde este ao aceitar participar, assina o termo de consentimento livre e esclarecido e é aplicado o formulário sobre o conhecimento de úlcera por pressão, este, foi adaptado de um questionário utilizado na dissertação: Conhecimento das recomendações para a prevenção da úlcera por pressão pela equipe de enfermagem de um hospital universitário (Miyazaki, 2009).

O escore total do conhecimento obtido foi somado e feito porcentagem dos acertos. Os itens não respondidos foram considerados incorretos. Para cada item respondido corretamente foi atribuído 1 ponto, dando um total de 20 pontos (100%). O nível de conhecimento do participante foi considerado adequado quando este obtivesse 75% ou mais de acertos no teste.

Os dados foram armazenados em planilha do aplicativo Microsoft Excel 2010, analisados, quanto ao quantitativo de acertos no programa SPSS 22.0 (Statistical Package for the Social Sciences) e ilustrado em gráficos.

Este trabalho obedece à Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012, do Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde / Brasília – DF, que prevê normas para pesquisas envolvendo seres humanos.

O início da coleta de dados se deu após a aprovação do projeto pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Tiradentes – UNIT via Plataforma Brasil, tendo parecer aprovado em 15 de fevereiro de 2016 (ANEXO II).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

O conhecimento dos profissionais para a melhoria da qualidade da assistência é de grande importância para avaliar condições fisiológicas, psicológicas e sociais que estejam em equilíbrio, no intuito de compreender o processo de saúde-doença (IANZER et al, 2011). Dessa forma, o cuidado dos enfermeiros para esta enfermidade é essencial, e tem um poder significante na evolução efetiva das úlceras por pressão. Para isso, os enfermeiros precisam ter sensibilidade quanto ao trabalho, no intuito de alcançar resultados positivos (NURU et al, 2015).

Para Morita, et al (2012), o envolvimento do profissional enfermeiro é importante, quanto a prevenção no aparecimento das úlceras por pressão. A prevenção na grande maioria dos casos é fundamental, e este se dá através da identificação de fatores de risco e de um cuidado eficaz, sendo individualizado e sistemático.

O estudo desenvolvido, demonstrou conhecimentos importantes acerca do tema investigado. Cada questão será demonstrada, de modo que esclareça o correto na sequência do que foi questionado aos enfermeiros. Nessa lógica, inicialmente, o estudo visou descrever o perfil dos enfermeiros que atuavam na UTI’S cirúrgica e clínica, local onde a pesquisa foi conduzida quanto aos aspectos demográficos. Posteriormente, procurou investigar escores obtidos em um teste de conhecimento sobre o cuidado com portadores de UPP, baseado em outros estudos.

Foi selecionada a população que atuavam nestas unidades de terapia intensiva e dividida em dois grupos UTI 1 (cirúrgica) e UTI 2 (clínica). O escore total do conhecimento do participante foi obtido pela porcentagem dos acertos, onde foi considerado adequado quando este obtivesse 75% ou mais de acertos no teste. Os itens não respondidos foram considerados incorretos e para cada acerto foi atribuído um ponto.

Dentre essa população de 42 enfermeiros atuantes nas UTI’S, apenas 07 deles não participaram. Essas perdas na coleta de dados consistiram em funcionários de férias, licença-gestação, licença prêmio, transferências de funcionários para setores não incluídos no estudo, e recusa em participar da pesquisa. A amostra então consistiu em 35 enfermeiros (100%), sendo estes, 19 (54,29%) da unidade de terapia intensiva cirúrgica, e 16 funcionários (45,71%) da unidade de terapia intensiva clínica.

A distribuição dos participantes, segundo as características demográficas, está apresentada nas tabelas 01, 02, 03 e 04.

Tabela 01: Distribuição dos participantes da pesquisa, segundo a idade. Aracaju/SE, 2016

Quanto à idade dos enfermeiros entrevistados dos dois grupos, a maior parte dos profissionais encontra-se na faixa etária de 30 a 35 anos (45,71%), ainda nesse aspecto, teve um profissional da UTI 2 que não quis revelar a idade. Estes funcionários apresentam-se de forma heterogênea, sendo observado predomínio de profissionais graduados com média de idade entre 30 a 35 anos. No estudo realizado por Baron (2015) a idade da população correspondia na maior parte dos profissionais de 35 (49,2%) e apontava faixa etária inferior a 30 anos.

Tabela 02: Distribuição dos participantes da pesquisa, segundo o sexo. Aracaju/SE.

A predominância quanto ao sexo, observou-se maior frequência de mulheres com um total dos dois grupos de 88,57%. Sendo 94,74% do sexo feminino na UTI 1, e de 81,25% na UTI 2. Tobias (2016) aponta em estudo com profissionais de enfermagem em hospitais brasileiros, que esta profissão é exercida quase que exclusivamente por mulheres, sendo justificado em função do arquétipo e retrospectiva histórica da profissão. Em estudo realizado por Rocha et al (2015), no Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF), situado em Montes Claros (Minas Gerais), observou-se maior frequência de mulheres (85,3%) quanto a classe dos enfermeiros atuantes no que se refere ao sexo. Diante destes estudos, é possível evidenciar uma relação com o presente estudo, já que os mesmos possuem maior parte da sua população predominante no sexo feminino.

Tabela 03: Distribuição dos participantes da pesquisa, segundo o tempo de formação. Aracaju/SE.

O tempo de formação dos dois grupos estudados teve predominância entre 05 a 10 anos. Na UTI 1 correspondeu a 52,63% dos enfermeiros com este tempo de formação, e na UTI 2 o percentual foi de 68,75%. No estudo de Mauricio et al (2014), realizado em um hospital universitário de nível terciário, no estado do Paraná, os enfermeiros possuíam uma média de 10 a 20 anos de tempo de formação. Já em estudo de Souza (2014) entre os enfermeiros incluídos na pesquisa, mais da metade dos profissionais possuem tempo de formação inferior a 10 anos. O que se pauta a pesquisa referente.

Tabela 04: Distribuição dos participantes da pesquisa, segundo o tempo de serviço. Aracaju/SE.

O tempo de serviço teve uma média entre 05 a 10 anos. Nessa lógica, podemos perceber que os valores encontrados no que diz respeito ao tempo de formação e ao tempo de serviço possuem uma média semelhante entre os grupos. Dessa maneira significa que ao sair da academia estes enfermeiros estão assumindo o trabalho como profissional na UTI. Para Bittencourt et al (2010), o tempo de atuação do enfermeiro na UTI ainda que seja importante devido a prática adquirida, torna-se um aspecto desgastante, tanto emocional quanto físico, sendo prejudicial para a qualidade da assistência.

Estudo realizado Qaddumi e Khawaldeh (2014) em hospitais com cuidados intensivos na região de Amman na Jordânia, mostra que os participantes enfermeiros possuem experiência entre 1 a 10 anos. Dessa forma possui uma quantidade de anos similar com este estudo.

Tabela 05: Porcentagem de afirmativas dos participantes da pesquisa no teste de conhecimento, segundo os itens de avaliação e classificação da úlcera por pressão, Aracaju/SE.

A tabela 05 apresenta resultados do conhecimento coletado dos participantes envolvidos nesta pesquisa. Onde consta que 100% dos enfermeiros da UTI 1 tem conhecimento da escala de Braden, e os enfermeiros da UTI 2, teve um percentual de 93,75% para essa mesma pergunta.  Em relação à experiência anterior ao tratamento da UPP fora do setor nos últimos 12 meses, 57,89 % dos enfermeiros da UTI 1 tiveram a experiência anterior ao tratamento da UPP e a UTI 2 esse percentual foi de 50%. Em relação ao conhecimento para aplicar a escala de Braden, 78,94% dos entrevistados da UTI 1, afirmaram ter segurança para aplicar a escala de Braden, enquanto na UTI 2 esse percentual foi de 56,29%.

Ainda em relação à tabela 05 quanto ao conhecimento promovido pela instituição através de curso externo ou por conta própria. 63,16% dos participantes da UTI 1 afirmam que a instituição promove cursos externos para os enfermeiros, enquanto que na UTI 2, 56,25% dos participantes, responderam que a instituição promovia cursos.

Diante do exposto, o percentual de conhecimento destas quatro questões citadas estão abaixo do satisfatório para prestação de uma assistência adequada utilizando a escala. Segundo Miyazaki (2010), a utilização da escala deve ser prioridade na formação do enfermeiro para um conhecimento e cuidado eficaz.

Tabela 06 – Porcentagem de acertos dos participantes da pesquisa no teste de conhecimento, segundo os itens de avaliação e classificação da úlcera por pressão com questão alternativa de marcar (X). Aracaju/SE.

Diante desta perspectiva, na UTI 1 foi encontrado o percentual de 31,58%, e na UTI 2 teve um valor de 18,75% no que diz respeito a avaliação nas primeiras 24 horas. Já nas 48 horas na UTI 1 teve como porcentagem 43,37%, e na UTI 2 teve resultado de 62,5%.

Dessa maneira, NPUAP/EPUAP (2014) diz que essa temática depende de cada instituição, que deverá vigorar uma política que inclua recomendações para avaliação e reavaliação da UPP. Já para Morgado et al (2013), após a avaliação inicial do enfermeiro, a reavaliação deverá ser feita em 48h ou antes.

A avaliação do conhecimento, da identificação e prevenção da úlcera por pressão foi realizada por meio de 15 questões/itens que serão demonstrados a seguir, na tabela 07 e 08.

Tabela 07 – Porcentagem de acertos dos participantes da pesquisa no teste de conhecimento, questões de 06 a 12 segundo os itens de avaliação e classificação da úlcera por pressão com questão alternativa de verdadeiro (v) ou falso (f). Aracaju/SE.

Nesta tabela, pode-se avaliar na questão 06 sobre classificação do grau/categoria da UPP que a UTI 1 obteve 57,89% e a UTI 2 teve 50% de acertos. No item 07 sobre a categoria/grau II com rompimento da derme e epiderme, 89,47% responderam corretamente na UTI 1, e 68,75% acertaram na UTI 2. Na pergunta 08 a respeito da categoria/grau indeterminada que ocorre perda dos tecidos, na UTI 1 52,63% obtiveram êxito, e 37,5% na UTI 2 acertam. No quesito 09 sobre as escalas quanto a prevenção da UPP, na UTI 1 26,32% acertaram, e 62,5% na UTI 2 acertaram. Na questão 10 que trata sobre o maior órgão do corpo, 100% dos enfermeiros da UTI 1 acertaram, e 75% dos profissionais enfermeiros da UTI 2 acertaram. Na pergunta 11 sobre as causas de UPP, na UTI 1 73,68% acertaram, e 87,5% na UTI 2 acertaram. Na pergunta 12 no que diz respeito a escala de Braden, 68,42% na UTI 1 acertaram e 87,5% na UTI 2 acertaram.

O estudo realizado por Araújo e Santos (2016), no hospital privado na cidade de Natal-RN, avalia o conhecimento dos profissionais, que aponta o quantitativo de acertos sobre o grau/categoria da UPP, onde o resultado foi de 100%. Neste estudo, as informações sobre a classificação do grau/categoria da UPP os grupos apresentaram uma média entre 50 a 57,89% de acertos. Quanto ao conhecimento sobre a categoria/grau II os grupos apresentaram uma média entre 68,75 a 89,47% nos acertos. A respeito da categoria/grau indeterminada, os grupos apresentaram uma média de acertos entre 37,5 a 52,63%. Nesse sentido esses dados se ajustam como indicadores para avaliar a qualidade do cuidado, pois estes possuem relação com o conhecimento dos profissionais enfermeiros.

Em relação as escalas para avaliação de risco, estas são usadas para nortear a prática. Existem vários modelos que analisam itens, os quais são pontuados para obtenção de escores que direcionam a implementação de medidas preventivas adequadas ao grau de risco individual. Na literatura é possível encontrar estudos que identificam problemas no poder preditivo das escalas de avaliação de risco, e afirmam a importância do conhecimento e da experiência clínica do enfermeiro (BORGHARDT et al, 2015).

Sobre a pele ser o maior órgão do corpo, observou-se que, em estudo realizado por Rangel (2004), os enfermeiros participantes, obtiveram 95,7% de acertos, corroborando com os achados desse trabalho que obteve 100% na UTI cirúrgica, e 75% na UTI clínica, apesar de na comparação entre os grupos, uma UTI se destacar em relação a outra. Diante desta questão, os parâmetros considerados adequados tiveram êxito, pois os grupos obtiveram 75% ou mais de acertos no teste.

Quanto as causas da UPP, em estudo realizado por Oliveira (2012), desenvolvido na UTI do hospital geral de grande porte de Belo Horizonte – MG, os idosos constituíram a maioria dos acometidos, evidenciando que à medida que envelhecem, aumenta a vulnerabilidade, os riscos de agravos e a prevalência de doenças crônicas. Quanto ao conhecimento das causas de UPP questionadas, neste trabalho, apresentaram uma média de acertos entre 73,68 a 87,5%. Nesse cenário, mostra que o escore de conhecimento dos profissionais estudados, ainda que constituam um percentual não adequado, precisa estar sempre em constante aprendizagem para fortalecer o conhecimento dos mesmos.

A respeito da escala de Braden, em estudo de Sousa, et al (2013) realizado em um hospital geral de referência do estado do Piauí, observou-se uma grande quantidade de pacientes com risco alto ou elevado para desenvolvimento de UPP. Nesse sentido, existe ainda uma necessidade em buscar maiores conhecimentos sobre os riscos evidenciados pela Escala de Braden assim como outros riscos adicionais observados no estudo.

Tabela 08 – Porcentagem de acertos dos participantes da pesquisa no teste de conhecimento, questões de 13 a 20 segundo os itens de avaliação e classificação da úlcera por pressão com questão alternativa de verdadeiro (v) ou falso (f). Aracaju/SE.

Com relação à questão sobre tratamento das úlceras por pressão nos estágios/categorias II, III e IV percebe-se falhas no conhecimento, pois a média geral das unidades nesse item foi de 48,57%. Em estudo similar realizado por Mauricio et al, (2014) sobre conhecimento dos enfermeiros no setor de Clínica Médica, a média geral de acertos foi de 65%.

Quanto a classificação internacional de úlcera por pressão, esta é mais acometida sobre uma proeminência óssea EPUAP/ NPUAP. É importante que os profissionais da saúde, saibam sobre a fisiopatologia dessa enfermidade, assim reconhecendo seu surgimento e sua prevenção. Neste estudo, quando perguntado sobre essa afirmativa, houve um percentual de acertos 51,43% nas UTI 1 e UTI 2, visto que não se alcançou a pontuação esperada.

De acordo com a preocupação quanto ao aparecimento de bolha na região sacral, foi evidenciado no estudo de Rangel (2004) no hospital geral da cidade de Ribeirão Preto – SP, que os enfermeiros obtiveram 96,0% de acertos nesta questão semelhante, verificado no presente estudo que os enfermeiros da UTIs obtiveram uma percentual semelhante ao estudo de Rangel de 97,14% A importância de avaliar o aparecimento de bolha ocasionada pelo atrito da pele, deve ser motivo de preocupação já que pode levar a erosões e iniciando ou acelerando uma UPP, já a umidade, por exemplo, devido à incontinência urinária ou fecal, provoca maceração da pele ao redor, aumentando os efeitos deletérios da pressão, fricção e cisalhamento (SANTANA, 2013).

A úlcera por pressão por ser tratar de uma ruptura da integridade da pele, acaba por prejudicar a função preventiva da pele, promovendo a contaminação dos tecidos expostos a patógenos (ROCHA, 2014). Como sujeita a essa contaminação, as áreas dos tecidos são densamente contaminados, porém é necessário para seu tratamento e manuseio, técnicas de forma estéril e asséptica para não aumentar os níveis de patógenos (SIQUEIRA et al , 2015). Os enfermeiros das UTIs ao ser avaliados quanto a esse conhecimento tiveram um percentual de acertos de 82,86%.

Os autores Araújo e Santos (2016) abordam que a equipe multiprofissional tem a responsabilidade de adotar medidas de prevenção no que se refere ao cuidado ao paciente, refletindo neste trabalho, os enfermeiros das UTIs ao sabem que é uma ação de toda a equipe multidisciplinar e principalmente da equipe de enfermagem, comprovando essa afirmação pelo o percentual de acertos 100% na UTI 1 e na UTI 2 93,75%.

Em estudo realizado por Pinto et al (2014) pode-se observar um elevado número ausência nos registros de enfermagem, bem como um preenchimento inadequado e baixos índice de completude, o que prejudica a legitimação do trabalho da enfermagem e a assistência adequado ao paciente. Ao questionar sobre a necessidade do registro 82,86% dos enfermeiros alegaram que é necessário registar todos os cuidados, porém ainda 17,14% não vê a necessidade do registro, o que prejudica a continuidade do tratamento e a melhoria do paciente.

O uso de hidrocolóide como método para prevenção e proteção da pele, vem sendo usado como um método eficaz (POTT, 2012). Quando questionado aos enfermeiros inseridos nesta pesquisa, os profissionais da UTI 1 se destacou com um percentual de 89,47% de acertos, quanto os enfermeiros da UTI 2, obtiveram um percentual de 68,75%.

Sobre a mudança de decúbito como um meio preventivo no aparecimento da UPP, no estudo de Rabelo et al (2013) realizado em um hospital público de ensino do estado do Piauí, quanto os aspectos relacionados a esta temática, os acertos dos enfermeiros foram de 24,2% no que diz respeito ao intervalo na mudança de decúbito. Já no presente estudo os resultados obtidos quanto a realização desta mudança a cada 3 horas, foi visto que os enfermeiros tiveram como média de acerto de 68,75 a 84,21%. Diante do exposto, a mudança de decúbito é realizada de 2 em 2 horas. Ainda que o percentual de acertos tenha sido satisfatório em um dos grupos, existe uma lacuna do conhecimento científico sobre este meio de prevenção no outro grupo.

Gráfico 01 – Representação gráfica dos acertos dos participantes da UTI 1 e da UTI 2, correspondente as questões 06 a 20, com respostas verdadeiro ou falso. Aracaju/SE.

Observou-se neste gráfico, itens referentes à avaliação e classificação da UPP, com respostas, verdadeira ou falsa. Abaixo de 20% de acertos não houve nenhum participante das UTI’s que ficou abaixo desta porcentagem nas questões. De 20 a 40% verifica-se na questão 08 que a UTI 2 ficou nessa média, e na questão 09 a UTI 1 ficou nessa faixa também. De 40 a 60% podemos identificar que nas questões 06, 13 e 14, os dois grupos ficaram nesta faixa, e apenas a UTI 1 ficou nesta porcentagem na questão 08. Entre a faixa de 60 a 80%, na UTI 1, nas questões 11, 12 e 16, obteve essa média de porcentagem; na UTI 2, nas questões 07, 09, 10, 18, 19 e 20, atingiu essa média de porcentagem. Já na faixa de 80 a 100%, na UTI 1, nas questões 07, 10, 15, 17, 18, 19 e 20, conseguiram alcançar esta média; na UTI 2, nas questões 11, 12, 15, 16 e 17, ficaram entre esta porcentagem.


Gráfico 02 – Média de quantitativo de acertos das questões dos dois grupos. Aracaju/SE. Fonte: As autoras, 2016

Identificou-se no gráfico 03 sobre a média de quantitativo de acertos das questões entre os dois grupos, onde a UTI 1 atingiu 75% de acertos, e a UTI 2 atingiu 68,75% de acertos. Dessa maneira, houve diferença de 6,25% entre os dois grupos estudados. Dessa maneira, esses dados remetem a uma reflexão sobre a real situação do conhecimento dos enfermeiros sobre a UPP. Supõe-se que existe uma lacuna entre o conhecimento e as ações desenvolvidas. Souza (2014), aponta que a adesão ao conhecimento é como uma aprovação e participação de uma ideia para unir a aplicabilidade de um cuidado seguro e com qualidade.

CONCLUSÃO

Após analise quanto ao conhecimento da equipe de enfermagem no cuidado da úlcera por pressão, foi visto através de dados exibidos durante este estudo, que os profissionais enfermeiros da unidade de terapia intensiva clínica, apresentam déficits de conhecimento sobre a mesma, com resultado de 68,75%. Já os enfermeiros da unidade de terapia intensiva cirúrgica, apresentaram um escore limite ao esperado no que diz respeito ao conhecimento, onde mostrou uma porcentagem de 75%.

Apesar de a instituição a qual foi realizada a pesquisa, possuir uma comissão de feridas, observou-se através das informações obtidas neste artigo que estes profissionais necessitam de maior enfoque nas atividades de educação continuada para prestar uma assistência eficaz e de qualidade. Ainda, este estudo pode auxiliar na identificação das deficiências destes profissionais, para ajudar a nortear estratégias preventivas.

Para tanto, acredita-se na educação continuada para mudar este cenário, e então qualificar os profissionais para melhorar a assistência, bem como minimizar o risco do paciente ser acometido por esta patologia.

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[1] Graduação em Enfermagem pela Universidade Tiradentes, Brasil

[2] raduação em Enfermagem pela Universidade Tiradentes, Brasil

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