Ácidos graxos Trans em biscoitos com notificação de zero grama Trans na Tabela Nutricional

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CONTEÚDO

ARTIGO ORIGINAL  

GRANDI, Bianca Scherer [1], SANCHEZ, Débora Teixeira Meireles [2], PIZZATO, Alessandra Campani [3]

GRANDI, Bianca Scherer. SANCHEZ, Débora Teixeira Meireles. PIZZATO, Alessandra Campani. Ácidos graxos Trans em biscoitos com notificação de zero grama Trans na Tabela Nutricional. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 01, Vol. 03, pp. 16-30. Janeiro de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/acidos-graxos-trans

RESUMO

Introdução: A gordura trans está amplamente presente nos produtos ultraprocessados objetivando maior vida de prateleira e seu elevado consumo está relacionado a doenças cardiovasculares. Sendo assim, torna-se relevante a análise da lista de ingredientes para identificação desta gordura nos alimentos. Objetivo: Analisar a presença de ácidos graxos trans em biscoitos que notificam zero grama de gordura trans na tabela nutricional. Materiais e métodos: Estudo observacional e descritivo, onde foram incluídos todos os produtos do tipo biscoito coletados em duas redes de hipermercado. Foram avaliadas a notificação de gordura trans na tabela nutricional e a presença deste componente na lista de ingredientes, através de fotografia das embalagens. Foram analisadas as nomenclaturas utilizadas, a presença desta gordura entre os três primeiros ingredientes da lista e o apelo para expressão “zero trans” e para imagens de alimentos in natura. Estes dados foram tabulados utilizando o software Excel. Resultados: Foram analisados 241 produtos. Dentre as nomenclaturas identificadas, houve prevalência da gordura vegetal (82,57%). Os ácidos graxos trans estavam presentes entre os três primeiros ingredientes da lista em 197 (81,74%) produtos. As imagens de ingredientes in natura foram utilizadas como apelo em 84 (34,85%) produtos e em 7 (2,90%) produtos houve a utilização da expressão “zero trans” na embalagem. Conclusão: A maior parte dos produtos que notificam zero grama de gordura trans na tabela nutricional, traz algum componente com ácido graxo trans na lista de ingredientes. Neste sentido, torna-se importante a educação nutricional dos consumidores em relação a leitura de rótulos.

Palavras chave: Ácidos graxos trans, rotulagem nutricional, alimentos industrializados.

INTRODUÇÃO

A hidrogenação das gorduras, é um processo químico realizado industrialmente, a partir de óleos vegetais insaturados, com objetivo de transformá-los em gorduras mais saturadas e resistentes à oxidação, prolongando assim, a vida de prateleira dos produtos alimentícios. No entanto, esse processo resulta na formação de ácidos graxos trans que estão relacionados a doenças cardíacas e ao aumento do colesterol LDL1.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, estimando que 17,5 milhões de pessoas tenham ido à óbito em decorrência dessas patologias no ano de 2012. Contudo, a maioria dessas doenças pode ser prevenida ou controlada através de mudanças comportamentais, entre elas o cuidado direcionado a um consumo alimentar saudável2.

Neste sentido, a OMS recomenda, através da Estrategia Global para Promoção da Alimentação Saudável, Atividade Física e Saúde, que os governos elaborem diretrizes e orientações que apoiem suas políticas e programas nacionais de alimentação e nutrição3.

Dentre as ações estabelecidas para o enfrentamento deste cenário, está a elaboração do Guia Alimentar para a População Brasileira, que traz como recomendações primordiais a redução do consumo de produtos processados e ultraprocessados, e a priorização dos alimentos in natura e minimamente processados como base da alimentação para a população em geral3.

É direito básico do consumidor, garantido pela Lei 8078/90, o acesso a informações claras e adequadas sobre as características, a composição e os possíveis riscos relacionados aos produtos destinados ao consumo da população4. Neste sentido, a legislação brasileira obriga e regulamenta a rotulagem nutricional, através da RDC nº 360/03, de todo  alimento comercializado pronto e embalado na ausência do cliente5. Esta rotulagem tem por finalidade disponibilizar informações importantes a respeito do produto alimentício, assim como suas principais características nutricionais6.

Para fins de padronização, estas informações devem ser apresentadas nos rótulos do alimentos, em quantidades relacionadas a determinadas porções do produto a ser consumido. Estas porções foram definidas e padronizadas pela RDC 3597.

No que diz respeito à gordura trans, a informação nutricional poderá ser expressa como “zero” ou “0 g”, na tabela nutricional dos rótulos de alimentos, quando a quantidade desta gordura for menor ou igual a 0,2 g por porção do alimento rotulado. Sendo este valor, considerado como “não significativo” de acordo com a RDC nº 3605.

Desta forma, o presente estudo objetivou analisar a presença de ácidos graxos trans nos produtos alimentícios que notificam zero grama de gordura trans na tabela nutricional.

MATERIAIS E MÉTODOS

Foi realizada uma pesquisa observacional, do tipo descritiva com produtos alimentícios do tipo biscoito. Foram incluídos todos os produtos que traziam a descrição zero grama de gordura trans na tabela nutricional do rótulo e apresentavam, na lista de ingredientes, algum componente que fosse indicativo da presença de ácidos graxos trans, disponíveis em duas redes de hipermercados de Porto Alegre.

Os dados foram coletados a partir das embalagens dos produtos disponibilizados nas prateleiras da sessão específica de biscoitos, onde foram realizados registros fotográficos das embalagens dos alimentos, para posterior coleta de dados das variáveis do estudo.

Dos biscoitos que notificavam “zero grama de gordura trans” na tabela nutricional do rótulo, foi analisada a lista de ingredientes onde foi verificado a presença de componentes que continham ou poderiam conter gordura trans, considerando o quadro 18. Além disso, verificou-se se estes estavam descritos entre os três primeiros ingredientes da lista. Da mesma forma, foi analisada a frequência de destaque para a expressão “zero trans” e da utilização de imagens de alimentos in natura nas embalagens selecionadas.

Foi realizada análise descritiva dos dados, que foram organizados com o auxílio do software Excel, e os resultados apresentados na forma de frequência e percentual (%) em tabelas.

Foram respeitados os aspectos éticos, não sendo identificadas as marcas dos produtos alimentares bem como dos hipermercados analisados neste estudo.

RESULTADOS

Foram fotografadas as embalagens de 229 biscoitos na rede de hipermercado A e 288 embalagens de biscoitos na rede de hipermercado B, sendo excluídos 109 produtos que estavam duplicados. Dos 408 restantes, excluíram-se 59 produtos que apresentavam notificação diferente de zero grama de gordura trans na tabela nutricional do rótulo e sete (7) produtos por ausência de informação na tabela.

A distribuição e frequência dos produtos do tipo biscoito disponíveis nas redes de hipermercados estão apresentadas na Tabela 1. Observou-se que apenas 59 produtos traziam a notificação acima de zero grama na tabela nutricional, no entanto, 241 apresentavam a gordura na sua composição.

Na tabela 2 está descrita a análise dos rótulos dos biscoitos com notificação de zero grama de ácidos graxos trans na tabela nutricional e presença na lista de ingredientes. Notou-se que dentre as nomenclaturas identificadas, houve prevalência da gordura vegetal em 199 produtos (82,57%).

Ainda se observou que em 81,74% dos produtos alimentícios analisados, os ácidos graxos trans estavam presentes entre os três primeiros ingredientes da lista. Em relação ao apelo de marketing das embalagens, notou-se que em 7 (2,9%) produtos que apresentaram gordura trans na lista de ingredientes foi utilizada a expressão “zero trans”.

DISCUSSÃO

Em produtos alimentícios do tipo biscoito, a gordura trans vem sendo amplamente utilizada para aumentar a crocância, a palatabilidade e a vida de prateleira destes alimentos. No entanto, o elevado consumo desta gordura está relacionado a doenças cardiovasculares2. Neste sentindo, o consumo de produtos ultraprocessados, entre eles, os biscoitos, vem sendo desincentivado através de políticas públicas de educação nutricional3.

Cabe salientar que a gordura trans é um dos ingredientes com notificação obrigatória na tabela nutricional dos rótulos dos alimentos, porém é considerada como quantidade “não significativa” até 0,2 g por porção de consumo determinado pela legislação, podendo, desta forma, estar descrita nesta tabela como “zero trans5,7. Esta condição favorece que alimentos que contenham a gordura trans na sua composição permitam a interpretação de ausência deste componente quando da observação exclusiva da tabela nutricional. Sendo necessária, para sua efetiva identificação, a leitura da lista de ingredientes.

No presente estudo, do total de produtos analisados, sete biscoitos não apresentaram a notificação de gordura trans na tabela nutricional do rótulo, conforme exigência da legislação vigente. Além disso, dois destes apresentaram ácidos graxos trans na lista de ingredientes, evidenciando a inadequação de algumas empresas em relação ao cumprimento da legislação brasileira que padroniza a rotulagem de produtos industrializados5.

Mais da metade dos produtos alimentícios do tipo biscoito analisados notificaram zero grama de gordura trans na tabela nutricional, entretanto, apresentaram algum componente com ácidos graxos trans na lista de ingredientes. Isto se deve ao fato da legislação, que regulamenta a rotulagem nutricional, tolerar a presença de até 0,2 gramas de gordura trans a cada porção de recomendação de consumo, permitindo assim, a notificação de zero grama nesta tabela5. Este é um fato preocupante e aponta para a importância da leitura da lista de ingredientes no momento da aquisição destes produtos.

A porção de recomendação de consumo seguro de cada produto é estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), pela da Resolução 359, de 20037. Nesta, a porção definida para o produto do tipo biscoito é de 30 gramas, que equivale de 2,5 a 6 biscoitos, de acordo com a apresentação do mesmo. Contudo, sabe-se que muitas vezes o consumo ultrapassa a porção definida ou há consumo de outros produtos que também contenham essa gordura e, consequentemente, a quantidade de gordura trans ultrapassa os limites de consumo sem que o indivíduo perceba.

Conforme estudo realizado por Dias e Gonçalves9, que avaliou o consumo de alimentos com alto teor de gordura trans pela população local do Rio de Janeiro, foi identificado entre os resultados do estudo, que o consumo habitual por crianças, ultrapassa 5 a 12 vezes a quantidade limite de até 1% do valor calórico total, para o consumo diário de ácidos graxos trans, conforme estipulado pela Organização Mundial da Saúde. Este dado corresponde a uma estimativa de 114 g de produtos consumidos diariamente, superando os 30 g sugeridos como porção de consumo seguro pela legislação. Destaca-se ainda, que esta análise foi realizada considerando o consumo de apenas dois produtos listados no questionário de frequência alimentar utilizado pelo pesquisador.

Desta forma, observa-se que o consumo usual da população é superior a atual porção de consumo seguro estipulada pela legislação, sendo assim, vislumbra-se a necessidade de uma revisão da porção atualmente declarada na tabela nutricional.

Em relação à nomenclatura designada para os ácidos graxos trans encontrados nas listas de ingredientes dos produtos analisados, observou-se que a nomenclatura mais frequente foi “gordura vegetal” em 199 (82,57%) biscoitos, seguida de “gordura vegetal hidrogenada” em 28 (11,62%), “margarina vegetal” em 11 (4,56%) e “margarina” em 3 (1,24%) destes produtos. Estes achados assemelham-se com os resultados encontrados em estudo que avaliou a forma como a gordura trans é notificada no rótulo de produtos alimentícios. Este estudo considerou 2.327 produtos e a nomenclatura com maior prevalência foi a “gordura vegetal hidrogenada” seguida da “gordura vegetal” e da “margarina”, sendo que ainda foram identificados outros vinte nomes diferentes para esta gordura, porém com menor prevalência8.

Tendo em vista que os ácidos graxos trans são popularmente conhecidos como gordura trans e que podem vir notificados na lista de ingredientes com diferentes nomenclaturas, esta gordura torna-se de difícil identificação na leitura do rótulo, somado ao fato da possibilidade de notificação numérica de zero grama na tabela nutricional. Assim, torna-se importante a padronização da nomenclatura de notificação dos ácidos graxos trans na lista de ingredientes, assim como a notificação numérica real por porção na tabela nutricional do rótulo.

De acordo a Resolução 259 de 200210, os componentes de um alimento devem estar descritos na lista de ingredientes em ordem decrescente da maior para a menor concentração. No presente estudo, dos produtos analisados, mais de 80% apresentou a gordura trans entre os três primeiros ingredientes da lista, indicando que estava presente em maior quantidade que outros componentes do alimento. Esse achado aponta, novamente, a relevância da educação nutricional da população

com relação à rotulagem de alimentos, mais especificamente quanto à lista de ingredientes e suas particularidades.

Taksler destaca em seu estudo, a necessidade de promover a compreensão da leitura de rótulos através de campanhas de saúde pública, especialmente em populações com menor nível educacional11.

Com relação aos componentes que devem aparecer em destaque nas embalagens a legislação brasileira carece de regulamentação, ficando a critério das empresas a escolha de quais desejam destacar, sendo estes frequentemente utilizados como apelo de venda e muitas vezes estando em quantidades mínimas no produto, encontrando-se descritos entre os últimos componentes da lista de ingredientes.

Na presente pesquisa notou-se que, dos apelos contidos nas embalagens dos biscoitos analisados, 84 (34,85%) produtos apresentaram imagens de alimentos in natura e 7 (2,9%) dos biscoitos, que continham ácidos graxos trans na lista de ingredientes, traziam a expressão “zero trans” em destaque. Características estas que infringem o Código de Defesa do Consumidor, que garante à população o direito ao acesso a informações claras e adequadas sobre as características, a composição e os possíveis riscos relacionados aos produtos destinados ao consumo da população. Este mesmo documento considera ilegal fazer publicidade enganosa, seja veiculando informações falsas, como no caso da presença de produtos in natura, seja omitindo informações sobre características e propriedades de produtos, como acontece nas embalagens que utilizaram a expressão “zero trans” de maneira indevida4.

Para Andrews et al12, é de grande relevância que as informações destacadas nos rótulos dos alimentos estejam correlacionadas com as necessidades de ingestão dietética da população, pois os indivíduos que mais facilmente são captados por estas informações, são aqueles que se preocupam com uma dieta mais saudável13. No entanto, muitas vezes, podem estar ingerindo componentes que não desejam por basearem suas escolhas alimentares apenas nas informações destacadas nas embalagens, em função do desconhecimento da importância da leitura da lista de ingredientes ou das nomenclaturas de componentes ali descritos.

Diante do que foi exposto e a partir das análises realizadas neste estudo, ficou claro que a maior parte dos produtos que notificam zero grama de gordura trans na tabela nutricional, traz algum componente com ácido graxo trans na lista de ingredientes. Este fato está relacionado com a permissividade da legislação, sendo necessária sua revisão, a fim de melhorar a informação disponibilizada aos consumidores.

REFERÊNCIAS

  1. WHITNEY E.; ROLFES SR. Nutrição: Entendendo os nutrientes. São Paulo: Cengage Learning. 2013. p. 74-88.
  2. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE / ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Doenças Cardiovasculares. 2016. Disponível em: http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_joomlabook&task=display&id=218&Itemid=232. Acesso em 18/04/2017.
  3. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Guia alimentar para população brasileira. 2014. 156 p.
  4. BRASIL. Lei nº. 8078, de 11 de setembro de 1990. Código de Defesa do Consumidor. Diário Oficial da União 12 set 1990; 128(176 supl):1.
  5. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (BRASIL). Resolução nº. 360, de 23 de dezembro de 2003. “Aprova regulamento técnico sobre rotulagem nutricional de alimentos embalados, tornando obrigatória a rotulagem nutricional.” Diário Oficial da União 23 dez 2003; Seção 1.
  6. MACHADO RLP. Manual de rotulagem de alimentos. Rio de Janeiro: Embrapa Agroindústria de Alimentos, 2015.
  7. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (BRASIL). Resolução nº. 359, de 23 de dezembro de 2003. “Aprova regulamento técnico sobre rotulagem nutricional de alimentos embalados, tornando obrigatória a rotulagem nutricional.” Diário Oficial da União 23 dez 2003; Seção 1.
  8. SILVEIRA, BM. Informação alimentar e nutricional da gordura trans em rótulos de produtos alimentícios industrializados. Florianópolis. Tese [Mestrado em Nutrição] – Universidade Federal de Santa Catarina, 2011.
  9. DIAS JR; GONÇALVES ECBA. Avaliação do consumoe análise da roltulagem nutricional de alimentos com alto teor de ácidos graxos trans. Ciênc. Teconol. Aliment. 2009. Jan. 29 (1):177-182.
  10. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (BRASIL). Resolução nº. 259, de 20 de setembro de 2002. Regulamento Técnico para Rotulagem de Alimentos Embalados. Diário Oficial da União 23 set 2002; Seção 1.
  11. TAKSLER G., EBEL B. Calorie labeling and consumer estimation of calories purchased. Int. J. Behav. Nutr. Phys. 2014. 11-91.
  12. ANDREWS JC.; CHUNG-TUNG JL.; LEVY AS.; LO S. Consumer research needs from the food and drug administration on front-of-package nutritional labeling. J. Public Policy Mark. 2014. 33(1):10–16.
  13. MILLER LMS, CASSADY DL, APPLEGATE EA, et al. Relationships among food label use, motivation, and dietary quality. Nutrients. 2015. Feb. 7(2):1068-1080.

ANEXO

Quadro 1 – Denominações de componentes com gordura trans na lista de ingredientes8.

Denominação específica de componente com gordura trans Denominação alternativa de componente com gordura trans
Gordura de soja parcialmente hidrogenada

Gordura hidrogenada

Gordura hidrogenada de soja

Gordura parcialmente hidrogenada

Gordura parcialmente hidrogenada e/ou interesterificada

Gordura vegetal hidrogenada

Gordura vegetal parcialmente hidrogenada

Hidrogenada

Margarina vegetal hidrogenada

Óleo de milho hidrogenado

Óleo vegetal de algodão, soja e

palma

Hidrogenada

Óleo vegetal líquido e hidrogenado

Óleo vegetal parcialmente

hidrogenado

Creme vegetal

Composto lácteo com gordura vegetal (segundo ingrediente gordura vegetal)

Gordura

Gordura vegetal

Gordura vegetal de girassol

Gordura vegetal de soja

Margarina

Margarina vegetal

Mistura láctea para bebidas (terceiro ingrediente gordura vegetal)

 

TABELA 1 – Descrição da frequência de notificação de gordura trans dos produtos do tipo biscoito disponíveis nas redes de hipermercados de Porto Alegre

  Frequência N (%)

(n=408)

Notificação na tabela nutricional
Sem informação 7 (1,72%)
Diferente de zero grama 59 (14,46%)
Zero grama na tabela e ausência na lista de ingredientes 101 (24,75%)
Zero grama na tabela e presença na lista de ingredientes 241 (59,06%)

TABELA 2 – Descrição das nomenclaturas da gordura trans, presença na lista de ingredientes e apelo de marketing descritos nos rótulos dos biscoitos com notificação de zero grama de ácidos graxos trans na tabela nutricional.

  Frequência N (%)

(n=241)

Nomenclatura
Gordura Vegetal 199 (82,57%)
Gordura Vegetal Hidrogenada 28 (11,62%)
Margarina Vegetal 11 (4,56%)
Margarina 3 (1,24%)
Presença na lista de ingredientes
Entre os três primeiros 197 (81,74%)
Outros 44 (18,26%)
Apelo de marketing do rótulo
Ingredientes in natura 84 (34,85%)
“Zero trans 7 (2,90%)

[1] Farmacêutica, acadêmica de Nutrição da Faculdade de Enfermagem, Nutrição e Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – FAENFI/PUCRS.

[2] Enfermeira, acadêmica de Nutrição da Faculdade de Enfermagem, Nutrição e Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – FAENFI/PUCRS.

[3] Nutricionista. Doutora em Ciências Médicas: Nefrologia/UFRGS. Professora Adjunta do curso de Graduação em Nutrição – FAENFI/PUCRS.

Enviado: Dezembro, 2019.

Aprovado: Janeiro, 2020.

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