Uso de gengibre pode ser efetivo em diminuir sintomas de náuseas na gestação: uma revisão

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DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/saude/nauseas-na-gestacao
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ARTIGO DE REVISÃO

HEMKEMEIER, Débora [1], CHAMUSCA, Gabriela [2], CARNEVALI, Luiz Carlos [3], GONÇALVES, Daniela Caetano [4], HOEFEL, Ana Lúcia [5]

HEMKEMEIER, Débora. Et al. Uso de gengibre pode ser efetivo em diminuir sintomas de náuseas na gestação: uma revisão. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 10, Vol. 08, pp. 101-112 Outubro de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

Quando a mulher está no período gestacional, passa por diversas mudanças, tanto fisiológicas e emocionais como também hormonais. Dentre estas mudanças, podem surgir sintomas indesejados como por exemplo, náuseas e vômitos, desta forma pesquisas sobre alimentos que possam contribuir no seu tratamento são de suma importância. Este estudo tem como objetivo discutir o uso do gengibre para diminuir os sintomas de náuseas durante a gestação. A pesquisa refere-se a uma revisão bibliográfica que visa buscar na literatura especializada e artigos científicos, estudos sobre as propriedades e efeitos do gengibre. O gengibre é utilizado de diversas maneiras por um grande número de pessoas, inclusive existe o reconhecimento deste alimento pela Organização Mundial da Saúde por sua ação antiemética. Os estudos encontrados sobre o uso de gengibre, apontaram que reduz significativamente os sintomas de náuseas e vômitos durante a gestação, não concluíram que o uso moderado causa nocividade ao feto, mas apresentaram poucos ou nenhum efeito colateral.

Descritores: Gengibre, Gestação, Náuseas, Vômitos

INTRODUÇÃO

Os sintomas de náuseas na gestação, ocorrem, na maioria das vezes, no período da manhã, mas podem manifestar-se a qualquer hora do dia. Surgem aproximadamente, na quinta semana de gravidez. São causados por mudanças nos níveis hormonais de estrogênio, progesterona e hCG, que levam à maior sensibilidade ao odor e sabor (ACCIOLY, 2009).

Algumas orientações são importantes para diminuir os sintomas como, aumentar o fracionamento das refeições e diminuir o volume de alimentos, ingerir alimentos com baixo teor de gordura, com sabor e odor suave e de fácil digestão, não ingerir líquidos com as refeições, somente nos intervalos, comer devagar e mastigar bem os alimentos e evitar situações estressantes durante as refeições (VITOLO, 2008).

O uso de fitoterápicos, como por exemplo o gengibre, pode auxiliar no controle dos sintomas de náuseas no período gestacional. O gengibre (nome científico Zingiber officinale), é uma especiaria muito utilizada para realçar o sabor de alimentos, também reconhecido na medicina tradicional por suas propriedades terapêuticas. Utilizado no tratamento de várias doenças gastrointestinais, como desconfortos abdominais, diarreia, náuseas e vômitos (PRATO, 2010).

A raiz do gengibre contém óleos essenciais, compostos pungentes tais como os gingeróis e shogaóis, responsáveis pelo aroma e sabor característicos do gengibre. Ele age no sistema nervoso central e inibe os receptores da serotonina, exercendo efeitos antieméticos (que inibem o vômito). Outros constituintes presentes no gengibre são a água, carboidratos, lipídios, vitaminas e minerais (MARIANI Neto, 2013).

As principais formas de uso do gengibre são: cozimento, infusão, em pó, desidratado, extrato seco e xarope (EMBRAPA, 2001).

As doses eficazes são de até 1.000 mg diários de gengibre, não apresentando resultados negativos para a gravidez. Efeitos adversos podem apresentar, mas são leves e muito raros, como a azia, diarreia e irritação na boca (LIMA, 2004).

Alguns trabalhos indicam que o gengibre possui efeito antiemético, desta forma, ele poderia ser utilizado como tratamento de náuseas em gestantes. A náusea é um problema apresentado por muitas gestantes, desta forma pesquisas sobre alimentos que possam contribuir no seu tratamento são de suma importância.

Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo identificar, descrever e analisar, por meio de uma revisão bibliográfica, os artigos científicos que apresentam sobre o uso de gengibre para diminuir sintomas de náuseas na gestação, como tratamento nutricional.

2. METODOLOGIA

O presente estudo consiste de uma revisão da literatura, realizada entre dezembro de 2015 e março de 2016, no qual realizou-se uma consulta a artigos científicos, selecionados por meio da busca no banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (LILACS, MEDLINE, SciELO), portal da Capes (teses e dissertações), periódicos e livros. Foram analisados um total de 30 trabalhos.

Os descritores utilizados foram: gengibre, gengibre para náusea, náuseas na gestação, gengibre na gestação.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Pode-se verificar com as pesquisas realizadas que o gengibre possui atividades anti-inflamatória, antieméticas (diminuição de náuseas e vômitos) e antidiarreicas. As principais substâncias responsáveis pelas características organolépticas e terapêuticas do gengibre são o gingerol e o shogaol.

Foram submetidas à pesquisas, pessoas de ambos os sexos que apresentavam sintomas de indisposição intestinal, náuseas e vômitos, porém o foco principal, foram tais sintomas apresentados por mulheres no período gestacional. Pessoas submetidas à ingestão do gengibre apresentaram resultados significativos quanto à eficácia na diminuição dos sintomas quando comparadas àquelas submetidas ao placebo.

Na tabela 1 estão listados os principais estudos realizados a fim de avaliar o potencial terapêutico do gengibre na gestação.

Tabela 1: Principais estudos utilizando gengibre a fim de avaliar suas propriedades

Autores, Ano De Publicação, País Metodologia, Resultado e Conclusão
Prato, 2010. Brasil. Estudo experimental sobre influência da temperatura do ar de secagem. Mostrou-se ser um fator de influência sobre compostos medicinais e de pungência do gengibre.
Ravindran e Babu, 2005. Eua. Características organolépticas e terapêuticas do gengibre. Mostrou que o gingerol e o shogaol são as principais substâncias responsáveis.
Ernst e Pitller, 2000. Inglaterra. Apresentaram as atividades anti-inflamatória e antinauseante do gingerol e o shogaol, sua ação sobre o sistema digestivo, tornando indicado para evitar enjoos e náuseas.
Mowrey, 1978. Inglaterra. Propriedades da raiz de gengibre: antieméticos e os efeitos antidiarréicos da raiz de gengibre alimentado e da raiz de gengibre em pó. Apresentou eficácia na diminuição da náusea e sintomas da diarreia nas pessoas submetidas à ingestão do gengibre em pó.
Tsui et al., 2001. Califórnia. Uso de suplemento alimentar durante a gravidez em um centro médico acadêmico. Demonstrou que mulheres grávidas buscam solucionar o enjoo matinal quando iniciam um tratamento com produtos de origem vegetal.
Portnoi et al., 2003. Canadá. Examinar a segurança e avaliar a eficácia do gengibre para náuseas e vômitos da gravidez. O gengibre tem um efeito suave sobre o tratamento de náuseas e vômitos e parece não aumentar as taxas de malformações.
Ali et al., 2008. Omã. Analisou as principais ações farmacológicas do gengibre e apontaram como sendo imunomodulador, anti-tumorigênico, anti-inflamatório, anti-apoptótico, ações anti-hiperglicêmicos, antilipidêmicos e antieméticos. Considerado seu uso seguro, com poucos e insignificantes efeitos colaterais adversos.
Moghaddasi e Kashani, 2012. Iran. Mostrou principais propriedades, caracterizando gengibre como uma especiaria, para ajudar na digestão, náuseas, tratar distúrbios hemorrágicos e reumatismo e considerado afrodisíaco.
Chaiyakunapruk, 2006. Tailândia. Demonstraram que uma dose fixa, pelo menos, 1 g de gengibre é eficaz na prevenção da náusea pós-operatória. Uso de gengibre é um meio eficaz para reduzir náuseas e vômitos.

Tabela 1 (cont): Principais estudos utilizando gengibre a fim de avaliar suas propriedades

Autores, Ano De Publicação, País Metodologia, Resultado e Conclusão
Fischer-Rasmussen et al., 1991. Dinamarca. Tratamento com gengibre em hiperêmese gravídica. As mulheres relataram alívio dos sintomas após o tratamento com gengibre. Não foram observados efeitos colaterais.
Pongrojpaw, Somprasit e Chanthasenanont, 2007. Tailândia. Comparação de gengibre e dimenidrinato no tratamento de náuseas e vômitos durante a gravidez, mostrou que gengibre é tão eficaz como dimenidrinato, porém tem menos efeitos colaterais.
Sripramote e Lekhyananda, 2003. Tailândia. Comparação de gengibre e vitamina B6 no tratamento de náuseas e vômitos da gravidez, mostrou que não houve diferença significativa. Apresentaram alguns efeitos colaterais menores como sedação e azia em ambos os grupos.
Matthews et al., 2014. Irlanda. Métodos de intervenção para náuseas e vômitos no início da gravidez. A acupuntura auricular não mostrou nenhum benefício. O uso do gengibre mostrou-se limitado, sem resultado consistente. Houve evidência apenas ao uso de agentes farmacológicos, incluindo a vitamina B6.
Dante, Bellei, Neri, Facchinetti, 2014. Itália. O objetivo foi verificar as terapias à base de plantas usados ​​por mulheres grávidas e avaliar a segurança e eficácia dos remédios mais populares. O gengibre foi o remédio mais utilizado, melhorando a náusea e vômitos durante a gravidez.
Giacosa et al., 2015. Itália. Destacou o gengibre como um tempero usado tradicionalmente para prevenir e tratar a indigestão, náuseas e vômitos de várias origens. Comprovaram que extratos de gengibre aceleraram o esvaziamento gástrico.
Saberi et al., 2014. Iran. Estudo sobre efeito do gengibre no alívio de náuseas e vômitos em mulheres grávidas, mostrou-se eficaz no alívio destes sintomas.
Thomson, Corbin e Leung, 2014. Canada. Efeitos de gengibre para sintomas comuns no início da gravidez, como náuseas e vômitos. Foi considerado um tratamento não-farmacológico popular eficaz.
Viljoen et al., 2014. África. Análise do efeito e segurança de gengibre no tratamento de náuseas e vômitos associados à gravidez. Administrado por via oral, em qualquer fase da gravidez, concluiu que o gengibre melhora significativamente os sintomas, não representando risco para o aborto.

Tabela 1 (cont): Principais estudos utilizando gengibre a fim de avaliar suas propriedades

Autores, Ano De Publicação, País Metodologia, Resultado e Conclusão
Ding, Leach e Bradley, 2013. Austrália. Ingestão via oral e ensaios clínicos sobre eficácia e segurança de gengibre para náusea e vômitos induzida pela gravidez, onde mostrou-se eficaz na redução da frequência de náuseas e vômitos. Os eventos adversos foram geralmente leves e pouco frequentes.
Dante et al., 2013. Itália. Analisar os benefícios do uso de ervas durante a gravidez. O gengibre foi o remédio mais investigado e relatado melhora significativa nos sintomas de náuseas e vômitos durante a gravidez.
Brum et al., 2011. Brasil. Estudo sobre a utilização de medicamentos por gestantes. Os motivos do uso incluem, tratamento de manifestações clínicas decorrentes à gravidez, doenças crônicas ou intercorrentes e automedicação. Os mais utilizados foram os antianêmicos, os analgésicos não opioides, anti-infecciosos, os antiácidos e antiespasmódicos.
Melo et al., 2009. Brasil. Analisar o uso de medicamentos por gestantes, onde foram identificados 26 medicamentos. Entre estes medicamentos, 9 pertenciam a categoria C, 2 a categoria D e 1 a categoria X, sendo consideradas de maior risco para o feto.
Guerra et al., 2008. Brasil. Estudo sobre a utilização de medicamentos durante a gravidez, mostrou que as classes mais utilizadas foram os antianêmicos, analgésicos, drogas para distúrbios gastrintestinais e vitaminas. De acordo com a classificação, existiam medicamentos que pertencem a categoria A de risco; B, C, D e nenhum à categoria X.
Vutyavanich, Kraisarin e Ruangsri, 2001. Tailândia. Estudo clínico para verificar efeitos do gengibre para náuseas e vômitos durante a gravidez. As gestantes que receberam gengibre, relataram a diminuição significativa dos sintomas. Não foi detectado efeito adverso na utilização do gengibre.
White e Brett, 2007. Califórnia. Revisão bibliográfica analisando consumo de gengibre, na dosagem de 1g de extrato de pó, onde mostrou-se eficaz para náuseas e vômitos na gravidez e no pós-operatório, bem como para tratamento de artrite.
Willetts, Ekangaki, e Eden, 2003. Austrália e Nova Zelândia. Investigar o efeito do extrato de gengibre sobre os sintomas do enjoo matinal, mostrou-se e não apresentou anomalias nas crianças com intervalos normais de peso ao nascer e idade gestacional.

Tabela 1 (cont): Principais estudos utilizando gengibre a fim de avaliar suas propriedades

Autores, Ano De Publicação, País Metodologia, Resultado e Conclusão
Maitre, Neher e Safranek, 2011. Washington. Investigações clínicas sobre o uso de gengibre para o tratamento de náuseas e vômitos durante a gravidez, mostrou que o gengibre pode ser usado com segurança para reduzir náuseas e vômitos durante a gravidez, sua eficácia parece ser semelhante ao dimenidrinato e piridoxina (vitamina B6), causando menos sonolência.
Haji, Salehi e Mashrabi, 2013. Iran. Ensaio clínico para verificar eficácia da vitamina B6 e gengibre no tratamento da náusea e vômitos durante a gravidez, levando a uma redução significativa. Não se observou qualquer efeito colateral.
Festin, 2014. Filipinas. Revisão sobre os efeitos do tratamento de náuseas e vômitos no início da gravidez. Comprovou-se a eficácia e segurança das seguintes intervenções: acupuntura; corticosteróides; gengibre; metoclopramida; prometazina; e piridoxina (vitamina B6).

A Organização Mundial da Saúde (OMS), confirmou a ação do gengibre sobre o sistema digestivo, tornando-a indicada para prevenção e tratamento de enjoos e náuseas (ERNST; PITLLER, 2000).

As gestantes, de vários períodos gestacionais submetidas às pesquisas, apresentaram resultados significativos, demonstrando que o principal problema que as mulheres grávidas buscam solucionar quando iniciam um tratamento é o enjoo matinal. Em alguns casos, demonstraram algum efeito colateral, sendo a azia, a mais citada. Quando referiam aos efeitos sobre o feto, não apresentou nenhum resultado significativo, sem malformações devido a ingestão de gengibre.

As mulheres grávidas estão sendo expostas a uma variedade de medicamentos, dos quais sua segurança ainda é incerta. Os resultados de trabalhos encontrados mostram que a maioria das mulheres usou pelo menos um medicamento durante a gravidez. Entre os medicamentos referidos, existiam medicamentos que pertencem à categoria A de risco; B, C, D e X. Embora a maioria das gestantes estivessem fazendo acompanhamento pré-natal, relataram não terem recebido orientações quanto aos riscos que determinados medicamentos representam para o feto. Os medicamentos tomados pela mãe podem também atravessar a placenta e expor o bebê a efeitos farmacológicos e adversos (ANVISA, 2001).

De acordo com a Food and Drug Administration (FDA 1975, apud ANVISA 2001, p.2), as definições usadas para os fatores de risco são as seguintes:

Categoria A: sem risco fetal; seguro para utilizar na grávida; Categoria B: ausência de risco fetal, demonstrada em experimentação animal ou em estudos humanos; Categoria C: risco fetal desconhecido, por falta de estudos suficientes; Categoria D: evidência fetal em animais, mas a necessidade pode justificar o risco; Categoria X: nocivo para o feto; o risco ultrapassa o benefício e, portanto, está contraindicado na gravidez; Índice M: classificação com base em informação do fabricante / titular da Autorização de Introdução no Mercado.

Desta forma verificou-se que, baseado nos estudos apresentados acima, o gengibre mostrou-se eficaz para aliviar os sintomas de náuseas e vômitos da gravidez, não concluíram que o uso moderado causa nocividade ao feto, e apresentaram poucos ou nenhum efeito colateral.

REFERÊNCIAS

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[1] Pós-graduada. Nutricionista.

[2] Mestre. Coordenadora do curso de Pós Graduação.

[3] Doutor. Coordenador do curso de Pós Graduação.

[4] Doutora.Coordenadora e orientadora do TCC.

[5] Doutora. Orientadora do TCC.

Enviado: Fevereiro, 2018

Aprovado: Outubro, 2018

 

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