Fobia Social

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Fobia Social
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GOMES, Rosemary Fatima de Oliveira [1], Rossi, Liene [2]

GOMES, Rosemary Fatima de Oliveira; Rossi, Liene. Fobia Social. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 01, Vol. 09, Pp 555-563, Outubro / Novembro de 2016. ISSN:2448-0959

Introdução

Este artigo tem como tema fobia social e abordará como é importante falar dela nos dias de hoje. A fobia muitas vezes provoca reações impensadas essas reações é fruto do medo e com isso acaba provocando medos incontroláveis, no entanto essa doença passou a ser um dos grandes males do século assim a pessoa que sofre desse mal muitas vezes não consegue se controlar e acaba sofrendo com o passar do tempo começa a tomar medicamentos.

Mesmo com tanta evolução os profissionais sentem a obrigação em tratar essas pessoas trazendo um alívio e um controle emocional para elas, sejam adultas ou criança vem acarretando problemas familiares tornando difícil a compreensão e o desenvolvimento. Pois o sofrimento é real e constante na vida desse portador, portanto os pais têm o dever de está ao lado e procurar cuidar e compreender o quanto este está sofrendo.

O comportamento dela é atingido provocando oscilações em sua aprendizagem. Sendo assim o tema escolhido para esse artigo justifica-se pela importância da família no tratamento tem como base de desenvolvimento humano e ainda ser o ponto de partida para um portador receber orientações e amor.

O convívio com amigos na situação pode ajudar a aceitar melhor a condição em que se encontra a partir daquele momento, mas não ameniza em nada o sofrimento individual dela em se adaptar a essa situação e com isso vive-se uma realidade da qual não existe modelo.

Contudo, alguns questionamentos são pertinentes relacionados ao tema fobia sociais e o universo dela. Será que é possível poupar esses portadores dessa doença?

De acordo com o autor (Lipsitz, Schneier, 2000)

A fobia social ou transtorno de ansiedade social é um transtorno psiquiátrico prevalente e debilitante. “Está associada com o aumento da prevalência de outras patologias psiquiátricas, incluindo depressão e dependência de álcool. ”

Tratamento

Surgem então várias formas de tratamentos que vão auxiliar e ampliar os conhecimentos de forma significativa com o tempo os profissionais da área começam a desenvolver atividades e técnicas voltadas para dificuldades dessas pessoas que utilizam muitas de terapias, medicamentos e como auxilio destes produtos e formas aos poucos vão resgatando a alta confiança e o domínio próprio de cada um. Vemos que esse procedimento tem tido grandes avanços.

Essa doença vai aos poucos causando nas pessoas comportamentos inadequados levando até a morte vale ressaltar que essa dificuldade que essa doença causa acaba prejudicando a família e o desempenho dele próprio assim vai afetando tudo na vida como, estudos, trabalhos, isso tende a ser problemática infelizmente essa doença não escolhe pessoas e assim muitos largam tudo e se entregam totalmente. Reforçando, aqueles que têm essa doença demonstram intensa ansiedade em situações de convívio com outros seres da mesma espécie. Essas dificuldades transparecem situações específicas em especial onde há consentimentos ou não o perigo da avaliação de outras pessoas.

É de se acalmar que, no decorrer do tratamento é fundamental o apoio da família na recuperação deste paciente. Entretanto, mesmo que às vezes os fatos comprovam um movimento de mudança de comportamento ainda assim eles não conseguem se livrar dos medos súbitos que as vezes atormentam assim são tachados como diferentes.

São discriminados pela sociedade e não conseguem entrar no mercado de trabalho e aos poucos as qualidades de vida vão diminuindo.

Tanto quanto (Bhugra, 1989; Jorm, 2000; Lauber et al, 2001; Tsang et al, 2003; Lauber et al, 2004).

“Podem-se associar estas dificuldades às características do perfil do fóbico social, reforçando as barreiras que enfrentam em seu cotidiano para uma recuperação saudável, na qual deveriam contar com o apoio de seus familiares e da sociedade como um todo”

Palavras chaves: Fobia Social, tratamento,

Fobia Social

Fobia Social é um sentimento comum na vida de cada ser humano com isso podemos nos proteger dos perigos por exemplos: de tivermos que andar sozinho num lugar deserto ou escuro podemos sentir medo de alguém ou de alguma coisa que poderá vir fazer mal, contudo o medo que podemos sentir fará com que fiquemos alerta e logo procuramos um local para nos abrigarmos e se defendermos, pois, o medo nos impõe um sentido de alerta.

Falar em público é crucial para eles. Esses que tem esses problemas muitas vezes não conseguem fazer amigos ficam isolados choram muito e não conseguem sair para nada e sempre acham que alguém está analisando, vigiando com olhares de criticas sempre sentindo inferior aos outros não tem perspectivas de vida não conseguem ver além ficam fechados entre si se sente humilhados, rejeitados Isso muitas vezes faz com que as pessoas com fobia social não se casem, financeiramente independente, vivendo em um estado permanente de crise e de isolamento social completo e em casos mais extremos, eles não podem sair de seus quartos durante meses.

A vida de uma fobia social é uma vida verdadeiramente angustiante que é fortemente associada com depressão grave e ideação suicida.

“A fobia, segundo Ana B. Barbosa Silva (2011, p.25). É o medo incontrolável que uma pessoa sente de determinadas situações ou de objetos”…

Em momentos diferentes esse sentimento poderá atrapalhar a caminhada assim seus sonhos e projetos serão interrompidos.

Aos poucos a fobia vai tomando conta de sua vida e a motivação e o entusiasmo vão diminuindo a cada dia assim vai tornando uma doença incontrolável e continuará destruindo mesmo que esta tenha em si um instinto de defesa.

Se olharmos o ser humano, de modo geral, podemos ver que o grau de ansiedade e fobia é um meio que caracteriza jeito de cada um. Com isso elas percebem que estão sendo ameaçadas potencialmente em várias situações sociais e não consegue falar em publico. De acordo com Ana B. Barbosa Silva (2011, p.21).

Somente quando o medo anormal (patológico) passa a interferir de forma acentuada no cotidiano do indivíduo, com prejuízos concretos nos setores social, afetivo e profissional, é que ele sente a necessidade de procurar ajuda especializada. ( 2011).

Quem sofre de fobia ao se deparar com situações difíceis logo vêm às crises e sentem com o passar do tempo um enorme medo e em geral é acompanhado por vários sintomas, medo de morrer, falta de ar, sensação de desmaio, dor no peito entre outros. Segundo a psicóloga Neuza Corassa, membro da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental,

“O medo funciona como um sinalizador, ajudando a pessoa a se preparar para alguma situação, como, por exemplo, dar uma palestra. Entretanto, o medo além da medida é considerado fobia, que imobiliza as pessoas, fazendo elas se esquivarem do problema”. (2006)

Quando começa a estudar e precisa apresentar trabalhos oralmente já começa a ser dominada pelos sintomas e aí fica inerte, nem adianta falar com ela por a mesma nem consegue falar é como desse um branco na cabeça e não consegue nem articular os pensamentos e sem esperança começa num pranto só.

Parece que está tudo acabado e assim foge e vai embora mesmo antes de terminar com aquele sentimento de derrota de incapacidade e fracasso. Mesmo gostando do que faz ela não consegue superar, muitas vezes os pais por não compreender acham que é frescura dela.

Esta forma de tratamento começou a ser usada com cuidadores de pacientes esquizofrênicos, sendo ampliada a partir da década de 90, para outras patologias, como transtorno afetivo bipolar e depressão (Yacubian, 1997).

Famílias unidas e saudáveis cultivam a apreciação entre os seus membros assim o segredo para cultivar uma saúde e com isso pode ajudar um de seus entes querido. Nunca pode perder uma oportunidade de estar perto daquele que ama assim consegue ajudar o que está precisando.

Figura 01
Figura 01

Objetivos

O principal objetivo deste estudo é procurar analisar a presença de fobias e analisar e avaliar qual a modalidade de terapias tende a ser mais conveniente e de resultados satisfatórios.

É tentar chegar a um denominador comum, que é procurar a cura para essas pessoas. Sendo assim procura incansavelmente caminhos que podem levar a uma solução para esse problema. Ressalta-se, portanto a importância dessa parceria para o paciente precisa sentir-se apoiada em todos os lados principalmente a família. A necessidade do envolvimento e comprometimento familiar é de suma importância, mas nunca se esquecendo de que o amor sincero é primordial para que toda e qualquer situação se estabeleça da melhor maneira possível.

Para descrever nesse artigo as dificuldades encontradas na vida desse paciente será utilizada a pesquisa de cunho bibliográfico como já falei antes utilizada com o objetivo de conseguir informações importantes dentro dessa perspectiva os objetivos visam identificar as dificuldades que esse paciente tem com relação à fobia social, portanto deve conhecer as formas e o processo e de como chegar aos resultados. Segundo o autor (Sztamfater, Savóia, 2010)

“Um estudo com pacientes portadores de fobia social e seus familiares constatou uma importante diferença entre os portadores que aderiram ao tratamento e os que não participaram: a família. Esta parece ser uma variável de peso para recuperação do portador, assim como já constatado na literatura e discutido no artigo. ”

Se esse portador não expressar seus medos e preocupações como poderá receber o incentivo de que precisa? Se não houver uma boa comunicação e paciência não haverá nenhuma ligação emocional e com conseqüência não obterá resultados satisfatório.

Figura 02
Figura 02

Métodos e Coleta de Dados

A pesquisa de cunho bibliográfica, ou seja, de acordo com Wagner, (2011) foi realizada conseqüentemente através de leituras bibliográficos acerca da temática fobia sociais sendo assim os artigos foram tirados nas seguintes bases de dados: Scielo.

Por outro lado, foi identificado que a maioria dos estudos realizados é de caráter teórico.  Segundo Wagner, 2011 apresentam uma estrutura de cinco dramas: falar em público, interação com pessoas em posição de autoridade, interação com sexo oposto, interação com pessoas desconhecidas, desagrado, estar em evidencia. Para realização do trabalho foi feita primeiramente a leitura de livros e artigos que conduziram e embasaram o problema de pesquisa e os questionamentos relacionados ao tema escolhido.

Em seguida foi feito o levantamento de dados por meio de leituras para a elaboração do mesmo e também para a elaboração final permeando sobre os resultados e discussões e sobre as considerações finais. Os dados coletados por meio de leituras bibliográficas relacionadas a temática conduziram não só na elaboração do artigo, mas também por toda a analise dos dados e consideração final acerca do estudo.

CRAWFORD & TAYLOR (2000, p20) afirmam:

Por incrível que pareça acerca de 60% das pessoas tem fobia social. “A maioria delas ou está sentada em casa muito amedrontada para sair, ou está tentando se enganar enquanto morre por dentro” Com isso, constata-se que a timidez está mais presente na sociedade do que se imagina. Quanto à origem da timidez, 72% dos entrevistados responderam que ela está diretamente vinculada ao medo de enfrentar determinadas situações. Para CRAWFORD & TAYLOR (2000, p 11), “Os que tem fobia freqüentemente acreditam que as pessoas com quem interagem estão focalizando seus pontos ruins”.

Figura 03
Figura 03

Resultados

 Segundo Miguel Lucas (2006 p45), os indivíduos fóbicos possuem uma diminuição da qualidade de vida, desistência escolar prematura, ausência de habilidades sociais, desagrado no relacionamento com amigos e lazer, taxa de desemprego alta, presença baixa em universidades e isolamento social do sujeito, nos casos mais graves. Estima-se alta predominância de distúrbio de ansiedade social na população, sendo a fobia social mais dominante o transtorno de ansiedade.

Pessoas que sofrem desse mal têm crises de pânicos diretamente e começam a sentir sensações de luta ou fuga na sua imaginação ela irá imaginar momentos catastróficos. Essa situação é percebida pelo cérebro e assim essas pessoas evitam o máximo.

Às situações que causam crises e chegam a alterar sua rotina. Contudo essas pessoas acabam em choros e em prantos sem motivo algum. No entanto essa agonia está dentro de si mesma, pois não consegue organizar seus pensamentos acabam se destruindo todo.

“A sociedade carece de um trabalho de conscientização e reconhecimento dos males causados por ela, pois, nummundo moderno, no qual é tão valorizada a capacidade de expressar e em que o emprego é motivo de uma disputa constante os que sofrem com essa doença sempre estarão em desvantagem”. Disciplinarum Scientia. Série: Ciências Sociais e Humanas, (Santa Maria, V.2, n.1, p.111-123, 2001 123)

Figura 04
Figura 04

Conclusão

Este artigo trouxe um grande avanço sobre o entendimento da fobia social sob o ponto de vista desses pacientes e de seus familiares procurando em todos os momentos, relacionar os dados de cada literatura aqueles trazidos pelos fóbicos sociais e das pessoas que cuidam deles: inúmeros autores abordam essa questão como uma atividade crítica e permanente com a possibilidade de rever e elaborar um tratamento adequado a cada portador.

Essa situação deve se ao fato dos acordos realizados entre especialistas e familiares, no entanto deve por mutuo consentimento da família resolver o tratamento.

Por meio desta pesquisa pode-se observar também que o especialista é a peça principal e fundamental para que o portador possa enxergar com outros olhos o quanto é importante e mesmo passando por problemas de enfermidades eles podem contar com profissionais competentes para auxiliarem. Quantas famílias estão sofrendo com esses portadores por causa dessa doença, mas não desistem estão sempre lutando para que esse possa adquirir melhoras ou até mesmo a cura.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

(Bhugra, 1989; Jorm, 2000; Lauber et al, 2001; Tsang et al, 2003; Lauber et al, 2004).

CRAWFORD & TAYLOR (2000, p20)

Disciplinarum Scientia. Série: Ciências Sociais e Humanas, (Santa Maria, V.2, n.1, p.111-123,2001 123)

Lipsitz JD, Schneier FR. Social epidemiology and cost of illness. Pharmacoeconomics

2000; 18:23-32.

Miguel Lucas em Terapias Psicológicas como Combater a Fobia Social? (2006 P45), /Arthurscarpato Desenvolve desde 1995 um Tratamento Especializado para PESSOAS COM SÍNDROME DO PÂNICO, fobia social e traumas.

SILVA BARBOSA B.ANA (2011, p.21).Psicologia e  Comportamento,ISBN: 07/05/2010

SILVA BARBOSA B.ANA (2011, p.25).Psicologia e Comportamento,ISBN: 07/05/2010

sztamfater s, savóia mg. Tratamento de fobia social em adultos – considerações acerca da inserção da família em programas de psicoeducação. arq bras psicol. [no prelo]

2000; 18:23-32.

Yacubian J. Psicoeducação familiar [monografia]. São Paulo: Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina. “Departamento de Psiquiatria; 1997.”.

[1] Curso especialização de psicopedagogia

[2] Profª Drª Neuropsicologa, disciplina de neuropsicológica aplicada aos Distúrbios de Aprendizagem USC-Bauru

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