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Adaptação psicossocial do indivíduo com transtorno bipolar: análise da produção científica

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Adaptação psicossocial do indivíduo com transtorno bipolar: análise da produção científica
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SIZINO, Matheus Tafner [1]

SIZINO, Matheus Tafner. Adaptação psicossocial do indivíduo com transtorno bipolar: análise da produção científica. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 09, Vol. 02, pp. 101-113, Setembro de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

Introdução: O transtorno bipolar é uma doença psiquiátrica caracterizada por oscilações de humor, ora para um pólo maníaco, ora para um pólo depressivo. O transtorno causa prejuízo na forma de interação do indivíduo com outras pessoas e dentro dos grupos sociais, o que pode levar à desconforto no ajustamento psicossocial tanto do indivíduo portador da doença, quanto às pessoas à sua volta. Objetivo: Este estudo realizou um levantamento da produção científica a respeito da adaptação psicossocial do indivíduo bipolar. Método: Foi realizada uma busca nas bases de dados LILACS, SciELO e PePSIC, onde foram encontrados somente 7 artigos relacionados ao tema. Resultados e Discussão: 57,1% dos trabalhos analisados eram pesquisas qualitativas. Também foi observado que o número de pesquisas aumentou levemente entre os os anos de 2009 a 2016. Todos os artigos apresentam os seus resultados de forma adequada. Conclusão: Foi verificada uma carência de estudos sobre esse tema na literatura nacional. Destaca-se também que todos os trabalhos analisados levantaram problemas de pesquisa relevantes, o que evidencia a necessidade de aprofundamento científico sobre o assunto.

INTRODUÇÃO

O transtorno bipolar é uma doença conhecida há cerca de três mil anos na história da medicina, sendo caracterizado pela presença de vários sinais e sintomas que compõem os episódios depressivos e maníacos. O transtorno costuma ter início entre a adolescência e o começo da vida adulta, podendo também aparecer já na infância, e causa sofrimento e prejuízo no funcionamento global habitual do paciente (Moreno, Petresco, Bio et al. 2015), sendo classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos 10 maiores transtornos incapacitadores tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento (Goodwin & Jamison, 2010, p.224).

No episódio maníaco, o indivíduo apresenta sintomas como: hiperatividade, verborreia, fuga de ideias, insônia, distração, aumento da auto-estima, ideias de grandeza e superestimativa de suas próprias capacidades, aumento da sociabilidade e irritabilidade. O indivíduo em mania também apresenta um juízo crítico deficitário, que pode levar a atividades como, por exemplo, surtos de compras, doação de objetos pessoais, direção imprudente, investimentos financeiros insensatos, promiscuidade sexual, entre outras, independentemente das consequências catastróficas que essas ações podem ter posteriormente (APA, 2013; OMS, 1993).

Já no episódio depressivo, o indivíduo pode apresentar o humor deprimido, diminuição do interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades, redução ou aumento no apetite, fadiga, redução da energia, sentimentos de inutilidade, vazio e desesperança, atenção e concentração reduzidas, diminuição da auto-estima e da autoconfiança, ideias de culpabilidade ou de indignidade, pensamentos recorrentes de morte, ideação suicida e tentativas de suicídio (APA, 2013; OMS, 1993).

Nos últimos anos, o termo “espectro bipolar” vem ganhando espaço na literatura, por ser referir à ampla dimensão de manifestações clínicas diferentes que esse transtorno pode apresentar (Moreira & Bloc, 2012). Temos como exemplo o “estado misto”, caracterizado pela ocorrência, durante um episódio maníaco, hipomaníaco ou depressivo, de pelo menos três sintomas relacionados ao pólo oposto do humor (Bosaipo, Borges e Juruena, 2017). O indivíduo também pode apresentar sintomas psicóticos como delírios ou alucinações, tanto durante os episódios maníacos quanto nos depressivos (OMS, 1993).

As oscilações de humor do indivíduo bipolar alteram sua percepção, seus pensamentos e seu comportamento, causando assim efeitos inevitáveis nas relações interpessoais, e há estudos mostrando que o comprometimento nos relacionamentos sociais e familiares estão presentes mesmo quando o indivíduo se encontra em um período estável de humor eutímico (Goodwin & Jamison, 2010, p.393 e 396). Os mesmos autores enfatizam: “As consequências pessoais, interpessoais e sociais do transtorno, que em geral são graves, podem incluir suicídio, violência, alcoolismo, abuso de droga, desemprego, divórcio, negligência parental e hospitalização. Mesmo que as variáveis biológicas predominem na etiologia, as principais manifestações dessa doença são comportamentais e psicológicas” (p. 972).

Recentemente, o estigma existente sobre a doença bipolar também tem sido apontado como um fator que influencia no funcionamento social desses indivíduos (Bosaipo, Borges e Juruena, 2017), e por este motivo, as intervenções psicossociais têm se tornando tão importantes para ajudar tanto o paciente quanto os seus familiares a conviverem melhor com esse transtorno, auxiliando na diminuição dos prejuízos sociais causados por ele (Moraes, Gon e Zazula, 2016).

À vista desses problemas, Goodwin & Jamison (2010, p.396, 397 e 400) apontam para o fato de que, mesmo com o conhecimento de que variáveis psicossociais influenciam o curso e a evolução do transtorno, pouca atenção tem sido dada pela comunidade científica para compreender como ocorrem essas influências. Os autores destacam, inclusive, para a necessidade de serem realizadas pesquisas que estudem os efeitos dessas alterações de humor nos relacionamentos interpessoais.

Assim sendo, o objetivo desta pesquisa foi realizar um levantamento e analisar a produção científica a respeito da adaptação psicossocial do indivíduo com Transtorno Bipolar.

MÉTODO

Trata-se de uma pesquisa de caráter documental, com a finalidade de sistematizar a produção científica sobre o tema. A respeito do procedimento adotado, foi realizada uma busca das produções científicas que tratassem do ajustamento psicossocial do indivíduo bipolar nas bases de dados LILACS, SciELO e PePSIC.

Os descritores utilizados para a busca dos artigos foram: “transtorno bipolar, interpessoal, relações, relacionamentos, maníaco-depressivo, família, psicossocial e psicose maníaco-depressiva”. Não foram utilizados limitadores temporais, de forma que todo o conteúdo das bases de dados que contivessem as palavras dos descritores utilizados foi contemplado. Entretanto, foi utilizado o delimitador de idiomas, para localizar trabalhos publicados apenas em português. Não foram considerados para análise do presente trabalho estudos de revisão, estudos sobre programas de intervenção social ou psicossocial e nem teses ou dissertações. Sendo assim, foram contemplados somente artigos científicos que se relacionassem à temática da pesquisa e que estivessem com o texto completo disponível.

O fluxograma da busca de dados (Figura 1) sintetiza o processo de busca dos trabalhos. A partir dos descritores estabelecidos, foram encontradas 511 publicações, sendo 347 pela LILACS, 151 pela SciELO e apenas 13 pela PePSIC. Destes, 3 artigos foram excluídos pois se repetiam entre as bases de dados. Através da leitura dos títulos, 496 dos trabalhos não foram selecionados, por não se adequarem à temática pesquisada. E 5 dos trabalhos selecionados pelo título, foram excluídos após a leitura dos seus resumos, pelo mesmo fato de não estarem relacionados com o tema da pesquisa. Destarte, restaram para análise apenas 7 artigos que atendiam aos critérios.

Figura 1. Fluxograma da busca de dados

Fonte:autor

Para se realizar a organização e posterior análise dos dados, foi utilizada uma ficha de registro elaborada especificamente para este estudo, porém inspirada na ficha utilizada por Almeida, Sizino e Alonso (2016). Essa ficha abordou dados referente à estrutura, conteúdos e qualidade de um artigo científico. Para a análise propriamente dita, foram utilizadas tabelas e gráficos com valores absolutos e porcentagens.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados encontrados mostraram uma leve prevalência de títulos inadequados (57,1%) sobre os adequados (42,8%), levando em consideração que o título de um artigo científico é considerado adequado quando possui no máximo doze palavras (Almeida, Sizino e Alonso, 2016). A respeito dos resumos, 71,4%, ou seja, a grande maioria, não são estruturados. A qualidade de um resumo é importante pois trata-se do primeiro encontro do leitor com a pesquisa, e se ele causa uma boa impressão, indicando o valor e a relevância do estudo como um todo, aumentam as chances de que os leitores busquem ler o trabalho completo (Sousa, 2006). Os resultados a respeito dos títulos e resumos podem ser verificados na Tabela 1.

Tabela 1
Sobre a adequação dos títulos e a estruturação dos resumos

Sim

F (%)

Não

F (%)

Título
Adequado 3 (42,8) 4 (57,1)
Resumo
Estruturado 2 (28,6) 5 (71,4)

Como durante a busca de dados não foram utilizados limitadores temporais, o trabalho mais antigo é do ano de 1996, enquanto dois dos mais recentes (28,6%) são de 2016. Ainda tendo encontrando uma escassez de trabalhos sobre o tema, é interessante observar através da Figura 2, que a tendência é que o número de pesquisas aumentou levemente entre os os anos de 2009 à 2016, o que pode estar relacionado às mudanças que estão ocorrendo no modo de produzir e nos meios de disseminar a ciência (Droescher & Silva, 2014).

Figura 2. Gráfico do ano de publicação dos artigos

Chart
Fonte:autor

Alguns resultados bastante satisfatórios foram encontrados ao se analisar a introdução dos artigos. 6 (85,7%) trabalhos demonstraram clareza sobre o assunto, enquanto apenas 1 (14,3%) não. Pereira (2012) afirma que na introdução, deve-se contextualizar o trabalho com a literatura existente, provando que a pesquisa está assentada em bases sólidas. Quanto a isso, 4 (57,1%) dos trabalhos estavam satisfatoriamente contextualizados, enquanto 3 (42,8%) não. Todos os trabalhos (100%) levantaram problemas de pesquisa pertinentes, e 5 (71,4%) apresentaram justificativas adequadas para os problemas levantados, enquanto 2 (28,6%) não. Geralmente, o objetivo de um trabalho científico se encontra no final da introdução, entretanto, durante a escrita, é importante saber previamente qual é o objetivo do mesmo, pois esse é o ponto de apoio para a composição de todo o texto, e a base na qual serão explicitadas as conclusões obtidas (Pereira, 2012). Felizmente, 6 (85,7%) artigos apresentaram clareza nos objetivos, enquanto somente 1 (14,3%) não. Esses resultados podem ser verificados na Tabela 2.

Tabela 2

Sobre a introdução dos artigos

Sim

F (%)

Não

F (%)

Clareza do assunto 6 (85,7) 1 (14,3)
Contextualização 4 (57,1) 3 (42,8)
Levantamento do problema 7 (100)
Justificativas 5 (71,4) 2 (28,6)
Clareza do objetivo 6 (85,7) 1 (14,3)

A respeito da metodologia (Tabela 3), 4 (57,1%) dos trabalhos eram pesquisas qualitativas, e 1 (14,3%) não explicitava qual havia sido o delineamento definido. Segundo Pereira (2013), se o autor não menciona ou descreve mal o delineamento de sua pesquisa, essa falha pode fazer com que um avaliador conclua que o trabalho não mereça ser publicado. 5 (71,4) dos artigos apresentaram os seus procedimentos de forma detalhada, enquanto 2 (28,6%) não. Ainda segundo Pereira (2013), o detalhamento correto é valorizado pois, dessa forma, um outro cientista pode replicar o estudo e verificar a concordância dos resultados.

Um dado preocupante é o de que 5 (71,4%) dos estudos não fazem nenhum tipo de citação a respeito do parecer do Comitê de Ética autorizando a realização da pesquisa. A citação do Comitê é de extrema importância, visto que trata-se da instância que é responsável pela avaliação e acompanhamento dos aspectos éticos de pesquisas envolvendo seres humanos (Muccioli et al, 2008).

A respeito das técnicas de avaliação utilizadas, 4 (57,1%) dos estudos utilizaram entrevistas, resultado diferente do encontrado por Almeida, Sizino e Alonso (2016), no qual apenas 20% dos trabalhos analisados utilizaram entrevistas. Sugere-se que se realizem mais pesquisas utilizando testes projetivos, visto que esses possuem grande corpo teórico para analisar diversos aspectos personalidade de uma pessoa, tanto normais quanto portadores de transtornos psiquiátricos.

A respeito da amostra, 3 (42,8%) dos trabalhos possuíam até 10 participantes. Apenas 1 (14,3%) estudo possuía mais de 20 participantes, entretanto, trate-se do estudo de Tucci, Kerr-Correa e Dalben (2001), que não tinha uma amostra exclusiva de pessoas com Transtorno Bipolar, abarcando também outros tipos de transtornos do humor. Não foram encontrados estudos com crianças ou adolescentes, sendo que 5 (71,4%) dos trabalhos foram realizados com adultos entre 18 e 59 anos, e 2 (28,6%) não especificaram a idade de seus participantes. A respeito do local do estudo, 3 (42,8%) foram realizados em ambulatórios psiquiátricos e 2 (28,6%) em Centros de Atenção Psicossocial.

A respeito da análise dos dados, foram encontradas a Análise de Conteúdo em 2 (28,6) dos artigos, o Estudo de Caso Múltiplo em 1 (14,3) e a Análise Temática também em 1 (14, 3). Estas, são três tipos diferentes de análises qualitativas, que dependem de uma capacidade integrativa e analítica do pesquisador que as utiliza (Martins, 2004). Apenas 1 (14,3) dos trabalhos utilizou técnicas estatísticas, e 2 (28,6) não explicitaram o tipo de análise utilizada.

Tabela 3
Sobre a metodologia dos artigos

F (%)
Delineamento da Pesquisa
Qualitativa 4 (57,1)
Estudo de Caso 2 (28,6)
Não Explicita 1 (14,3)
Procedimentos Detalhados
Sim 5 (71,4)
Parcialmente
Não 2 (28,6)
Cita o Comitê de Ética
Sim 2 (28,6)
Não 5 (71,4)
Técnicas de Avaliação¹
Entrevista 4 (57,1)
Escalas 2 (28,6)
Teste Projetivo 2 (28,6)
Atendimentos psicológicos 2 (28,6)
Observação 1 (14,3)
Tamanho da Amostra
Único participante 2 (28,6)
Até 10 participantes 3 (42,8)
Até 20 participantes 1 (14,3)
Mais de 20 participantes 1 (14,3)
Idades dos participantes²
Crianças e Adolescentes (até 17 anos)
Adultos (entre 18 e 59 anos) 5 (71,4)
Idosos (a partir de 60 anos) 2 (28,6)
Não especifica 2 (28,6)
Local do estudo
Ambulatórios Psiquiátricos 3 (42,8)
CAPS 2 (28,6)
Clínica de Psicologia 1 (14,3)
Não explicita 1 (14,3)
Tipo de análise dos dados
Análise de Conteúdo 2 (28,6)
Estudo de Caso Múltiplo 1 (14,3)
Análise Temática 1 (14,3)
Software estatístico 1 (14,3)
Não explicita 2 (28,6)

¹ Para analisar este item, é importante considerar que alguns trabalhos utilizaram múltiplas técnicas de avaliação, e todas foram consideradas separadamente.

² algumas pesquisas tinham participantes tanto adultos como idosos

A respeito da redação dos resultados encontrados, 7 (100%) dos artigos apresentam os resultados de forma adequada. Sobre a redação da discussão sobre os resultados com a literatura existente, 5 (71,4%) dos artigos apresentaram uma discussão adequada. Já em relação à conclusão, apenas 3 (42,8) apresentaram conclusões adequadas aos objetivos da pesquisa, enquanto 2 (28,6) apresentaram conclusões parcialmente adequadas e outros 2 (28,6) inadequadas. Esses resultados podem ser conferidos na Figura 3.

Figura 3. Frequência da adequação dos resultados, das discussões e das conclusões dos trabalhos.

Chart
Fonte:autor

Sobre o tipo de autoria dos artigos, 5 (71,4) eram de múltiplos autores, um dado positivo, pois é um indicador da colaboração de vários pesquisadores científicos envolvidos numa mesma temática (Leiro e Souza, 2007). A respeito das normas utilizadas, 3 (42,8%) dos trabalhos utilizaram o estilo Vancouver, enquanto 2 (28,6%) utilizaram a APA e outros 2 (28,6%) a ABNT.

Tabela 4

Sobre o tipo de autoria e sobre as normas utilizadas

F (%)
Tipo de Autoria
Única 1 (14,3)
Coautoria 1 (14,3)
Múltipla 5 (71,4)
Normas utilizadas
ABNT 2 (28,6)
APA 2 (28,6)
Vancouver 3 (42,8)

CONCLUSÃO

Foi verificada uma carência de estudos sobre a adaptação psicossocial do indivíduo com transtorno bipolar na literatura nacional, e isso se reflete no baixo número de trabalhos encontrados para a realização desta pesquisa.

Um outro indício da necessidade de aprofundamento científico sobre o assunto é o fato de que todos os trabalhos analisados levantaram problemas de pesquisa pertinentes e relevantes. Entretanto, alguns estudos apresentaram deficiências significativas na descrição de suas metodologias, ao não citar o Comitê de Ética, não detalhar adequadamente os procedimentos realizados ou omitir dados importantes como a idade dos participantes ou o local onde foi realizado o estudo. Outro tipo de problema é o fato de alguns autores não terem explicitado o delineamento específico da pesquisa ou tipo da análise dos dados. Todas essas deficiências em relação à descrição da metodologia causam um grande prejuízo no meio científico, pois impossibilita que outros pesquisadores interessados pela temática tentem replicar o estudo para verificar a consistência dos resultados, já que a forma pela qual os resultados foram obtidos nas pesquisas originais não está clara.

Também é necessário que os autores se atentem para a elaboração dos títulos e resumos de seus trabalhos, já que estes funcionam como um convite para que o leitor se interesse pela leitura do trabalho completo, principalmente se tratando de trabalhos como os analisados, os quais trouxeram resultados muito relevantes e apresentados de forma extremamente satisfatória. É intuído que a dificuldade encontrada por alguns autores para discutir seus resultados ou para concluir seus trabalhos tenha ocorrido exatamente pela escassa literatura existente sobre o tema.

Por fim, sugere-se a realização de novos estudos sobre o tema, com indivíduos de diferentes faixas etárias (lembrando que não foi encontrado nenhum estudo com crianças ou adolescentes) e diferentes delineamentos de pesquisa, para que os profissionais da área da saúde que atuam com pacientes psiquiátricos obtenham teorias e ferramentas adequadas para tratar o paciente bipolar, levando em consideração a sua constelação social e os efeitos da própria doença sobre a dinâmica psicossocial.

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[1] Acadêmico do curso de Psicologia da Universidade São Judas Tadeu

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