Trabalho educacional da freira franciscana Irmã Redempta no sertão alagoano, São José da Tapera (1977-2018)

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ARTIGO ORIGINAL

SILVA, Derllânio Telecio da [1], SANTANA, Pedro Abelardo de [2]

SILVA, Derllânio Telecio da. SANTANA, Pedro Abelardo de. Trabalho educacional da freira franciscana Irmã Redempta no sertão alagoano, São José da Tapera (1977-2018). Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 06, Ed. 03, Vol. 06, pp. 05-21. Março de 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso:https://www.nucleodoconhecimento.com.br/historia/freira-franciscana

RESUMO

O presente artigo investiga a atuação da irmã franciscana Redempta no sertão de Alagoas, em São José da Tapera, com o recorte temporal delimitado entre 1977 a 2018, elucidando os trabalhos sociais e educacionais da congregação franciscana holandesa no município alagoano aplicados pela religiosa. Foram analisadas as práticas de ensino da instituição escolar filantrópica fundada por ela, Colégio João Paulo II, além de compreender os sujeitos que contribuíram com o seu trabalho e estabelecer as relações afetivas e as divergências entre Redempta e os sujeitos sertanejos assistidos pelos seus trabalhos. Foi realizada uma abordagem historiográfica das implicações franciscanas no Brasil, referente as experiências franciscanas no sertão alagoano. As representações que este trabalho manifestam servem como base de inquietações para o âmbito científico.

Palavras-chave: Educação, Filantropia, Missão Franciscana.

INTRODUÇÃO

 O presente artigo é resultante de uma pesquisa empírica referente a congregação católica holandesa no sistema educacional alagoano. A investigação realizada tem como premissa principal compreender o contato da irmã franciscana holandesa, conhecida como Redempta, com as camadas subalternas do sertão alagoano, no município de São José da Tapera.

Partindo da alegação que historiador Roger Chartier (1988),  em sua obra intitulada A História Cultural: entre práticas e representações analisa o mundo investigando as práticas e representações através da compreensão das práticas de leituras camponesas na França, neste trabalho analisaremos como se definem as práticas e representações da passagem de Redempta no sertão de Alagoas, através de suas práticas educacionais.

São José da Tapera é um município do médio sertão de Alagoas, sendo o terceiro mais populoso entre os sertanejos e referência em termos educacionais na região. Para que nos dias atuais seja considerada uma potência educacional, houve o auxílio de inúmeros educadores importantes para essa consolidação. Diante disso, a irmã franciscana Elisabeth Jacoba Maria Bogers (Redempta), trouxe importantes contribuições sob a perspectiva educacional no município, sendo uma das educadoras precursoras, inaugurando em 1977 a sua instituição de ensino filantrópica, o Colégio Cenecista São José.

Elisabeth rompeu os seus limites geográficos, deixando o município de Breda, na Holanda, para se dedicar a missões no Brasil e, em uma de suas visitas a São José da Tapera, notou o alto grau de vulnerabilidade social do município que era detentor do pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país, segundo a ONU.[3] Estudando a história do Brasil e analisando a perspectiva educacional desde o processo de colonização, nota-se que a educação sempre esteve ligada a religião. Os franciscanos tiveram funções primordiais neste processo. Esses religiosos tentaram de inúmeras formas conquistar os nativos brasileiros. Se destacando no modo de educar imposto pelos jesuítas, os franciscanos, entenderam que só poderiam conquistar a América através da doação e persistência (SANGENIS, 2018, p. 691-705).

Fragmentando ainda mais os trabalhos missionários por freiras, elucidaremos as ações franciscanas no sertão alagoano. Os franciscanos foram essenciais para o processo de formação do Brasil, principalmente para o processo pedagógico. Em Alagoas, chegaram através dos caminhos do rio São Francisco (SANTOS, 2005, p. 3). Essa atitude se consolidou e causou impactos educacionais para São José da Tapera e municípios circunvizinhos. Em  São José da Tapera, a freira advinda da Holanda ofertou inúmeras bolsas integrais e parciais de estudos para pessoas que sofriam com os impactos da vulnerabilidade social no município.

Para ser entendida a vinda de Elisabeth de Breda para São José da Tapera, torna-se indispensável entender os motivos de sua saída da Europa. A crise do catolicismo que se reverberou a partir da década de 1950, justifica a vinda de inúmeros franciscanos missionários da Europa para o Brasil. Desde 1950, a Europa manifestava preocupações por conta da constatação de perda de influência social e cultural do catolicismo em muitos países do continente. Para amenizar a situação, se tornou urgente a necessidade de se buscar novos fieis em outros continentes (BONATO, 2017, p. 147).

Em 1900, a quantidade de fieis da fé católica representava 67,80% da população, caindo para 38,41% em 1970 e 27,04% em 2000. Enquanto na América Latina, em 1900, os fiéis representavam 21,98% da população, tendo ascensão para 40,38% em 1970 e 45,50% em 2000 (BEOZZO, 2003, p. 57). A América Latina foi alvo de distintas missões franciscanas com o objetivo de ganhar novos fieis, isto é, a busca por fieis em continentes adjacentes e distantes da Europa se consolidou de forma exitosa.

Diante da crise, o Brasil serviu como experimentação para esses jovens missionários, tendo como núcleo principal o Nordeste do país e os sertões seu principal campo de trabalho missionário. As pesquisas identificadas sobre a atuação franciscana no Brasil, em sua maioria, estão localizadas no Nordeste e são de extrema relevância para a compreensão das práticas franciscanas.

Chegando a Alagoas por volta do século XVII, na região da vila das Alagoas e vila do Penedo do Rio São Francisco, construíram igrejas e conventos para missionar e pregar a fé católica em terras alagoanas. Foram criadas aulas de gramática para as cidades de Penedo e Alagoas da Lagoa do Sul (atual Marechal Deodoro), atendendo os filhos dos moradores (SANTOS, 2005, p. 4). As missões franciscanas e as suas práticas de ensino ganharam ampliação dentro de Alagoas, estando presente do sertão ao litoral.

Segundo Santos (2005), desde o século XIX a educação gratuita era desenvolvida pelos religiosos e tinham como principais premissas ordenar, civilizar e instruir. Nos sertões, as jovens missionárias tiveram que enfrentar dificuldades como as secas, a fome e a língua nativa. Essa situação imposta exigia das religiosas adaptação, com isso se tornava um desafio para saber se estavam aptas a missionar na região.

As freiras chegaram ao Brasil como o objetivo de recristianizar a sociedade. Além disso, se posicionavam ativamente em detrimento de questões sociais, se distanciando da política brasileira. Levavam o seu entusiasmo cristão para todos os trabalhos sociais.

O Nordeste foi destino das missões lideradas por mulheres. Essas freiras franciscanas ao chegarem no Nordeste tiveram o desafio de conviver diante de uma realidade diferente da de seus países de origem. Seus trabalhos eram pautados no sacrifício e tiveram que se adaptar com problemáticas da região, diante de fatores que exigiam dessas jovens muitos esforços.

No estado de Alagoas, a prestação de serviços advindos de contribuições de freiras franciscanas tem registros, principalmente nos conventos franciscanos distribuídos em alguns municípios. Santos (2005) mostra que as religiosas foram importantes tanto para o processo de modernização do estado como no âmbito educacional.

os franciscanos contribuíram com o processo civilizador e pedagógico da colonização portuguesa, percorrendo o sertão de Alagoas, sobretudo, pelo rio São Francisco, através do caminho do gado e das trilhas dos índios. Suas ações se dividem de acordo com os preceitos da Ordem (SANTOS, 2005, p. 2).

A fundação da Escola Cenecista São José (atual João Paulo II), em 1977, por Elisabeth Jacoba Maria Bogers (Redempta), em São José da Tapera, denota a contribuição franciscana em terras brasileiras com papel de equalização social. Redempta trouxe condições efetivas para a transformação social para municípios do sertão de Alagoas e mudanças das estruturas de desigualdades.

O artigo se envereda na compreensão de suas práticas voltadas aos trabalhos sociais, educativos e missionários. Foi realizado um estudo ancorado na problematização de suas ações e dos sujeitos sertanejos beneficiados pelas suas práticas missionárias, buscando entender em que parte eles se complementam. Esta investigação se torna pertinente por somar aos estudos relacionados as práticas religiosas nos sertões brasileiros. Além disso, proporciona possibilidades de distintas interpretações frentes as missões franciscanas no Brasil.

1. IRMÃ REDEMPTA: DE BRABANTE DO NORTE A ALAGOAS

 Elisabeth Jacoba Maria Bogers, conhecida popularmente como irmã Redemta, nasceu em 17 de agosto de 1931 na província de Brabant do Norte, na vila de Bavel, município de Breda, na Holanda.

Pertencente a uma família de classe média, é uma das filhas de Maria Elisabeth Wirken e Cornelio Bogers, sendo sete filhos, quatro mulheres e três homens. O casal trabalhava muito para proporcionar qualidade de vida a todos. A família sempre teve apreço pela religião católica e tinha os valores cristãos como um dos principais pilares da vida. A jovem era de uma família trabalhadora.

Eles não eram ricos, mas como considerável parte das famílias na Holanda tinham o poder aquisitivo o suficiente para viver e sustentar toda a família. Eram trabalhadores, que conseguiram juntar ao longo da vida o necessário para manter um bom padrão de vida. Ela contava que o pai e a mãe trabalhavam muito para sustentar a sua família (NETO, 2019).

A menina Elisabeth desde nova frequentava a Igreja Católica e despertou o interesse de entrar para o convento. Fez o ensino fundamental na Escola das Irmãs, ainda na Holanda, escola rígida que prezava pelos valores cristãos e que foi essencial para a sua entrada posteriormente no convento.

Teve dois irmãos padres e uma irmã religiosa como inspiração para entrar ao convento. Foi na década de 1950, que a jovem entra para convento na Congregação das Irmãs Franciscanas de Santo Antônio de Pádua. Ainda nova, teve que faltar muitas vezes a escola por conta dos conflitos da Segunda Guerra Mundial.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939/1945) foi obrigada a muitas vezes deixar de frequentar a escola, isso era motivo para à madre superiora ir até a sua casa averiguar o motivo das faltas. O conflito mundial marcou bastante a infância da menina Elisabeth, vale lembrar a proximidade da Holanda tanto da Alemanha (Eixo) e quanto da Inglaterra (Aliados) (CORREIA, 2012, p. 4).

As jovens freiras, assim como o santo católico, tinham que romper seus limites geográficos para realizar as missões. A sua primeira missão foi em Aruba, numa pequena ilha do caribe holandês, onde realizava trabalhos em um hospital no setor de raio-x. Mesmo tendo a formação de enfermeira, estava insatisfeita com o trabalho no local, pois achava um trabalho mecânico e mostrou a insatisfação a madre superiora e pediu para trabalhar em regiões onde se fixava a pobreza e fome. Com o pedido da freira, a madre superiora através de um diálogo com um bispo, a enviou para realizar missões no Brasil.

1.1 IRMÃS FRANCISCANAS DE SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA NO SERTÃO DE ALAGOAS

 “Juntamente com mais quatro irmãs partem da Holanda para aportar em terras brasileiras com a missão de “trazer para os pobres a boa nova, ajudar aqueles que estão ansiosos pelo olhar do Senhor” (CORREIA, 2012, p.6).

A freira chegou no Brasil em 1962 e foi enviada para a pequena cidade de Esperança, no interior da Paraíba, iniciando os seus trabalhos proporcionando assistência médica aos mais vulneráveis do município, através de parcerias com médicos e enfermeiros. Além de Esperança, ela se dedicou a trabalhos na capital paraibana dando suporte a enfermos. Ainda  na Paraíba, fez curso de português, com a finalidade de dominar o idioma.

Através do bispo dom Otávio Aguiar da Diocese de Palmeira dos Índios, em uma viagem para Roma, soube que algumas irmãs estavam fugidas do Congo por conta da guerra civil e, através de uma conversa com a madre superiora delas, as convidou para realizar missões no Brasil. As irmãs que estavam no Congo eram Odiliana e Clementina. Após esforços, o padre de Pão de Açúcar, Heliomar Queiroz Mafra, conseguiu levar para o município alagoano as duas irmãs vindas do Congo. Estas se juntaram com irmã Quinera, irmã Joannis e irmã Redempta que estavam na Paraíba.

As irmãs franciscanas de Santo Antônio de Pádua chegaram ao município de Pão de Açúcar em 22 de agosto de 1966. Irmã Clementina era superiora, junto com as irmãs Odiliana, Quinera (substituída pela Patrícia posteriormente), Joannis e Redempta iniciaram neste mesmo ano suas missões e dividiram as atividades. Começaram a desempenhar trabalhos no setor educacional, religioso e profissional.

Chegaram ao sertão alagoano em um carro da jeep[4] e se dividiram da seguinte forma: irmã Clementina e Odiliana ficavam responsáveis para dar suporte a cidade de Pão de Açúcar, Quinera e Joannis a paróquia, Elisabeth que passou a ser conhecida como irmã Redempta dava suporte aos interiores por ser a única a possuir licença para dirigir.

A irmã Redempta começou a atuar nos interiores conhecidos como Campo Alegre, Impueiras, Lagoa de Pedras, Tibanzê, Palestina, Santiago, Jacarezinho e São José da Tapera. Como era enfermeira, assim que chegou à região iniciou trabalhos no âmbito da saúde com gestantes e disponibilizando medicamentos para os sertanejos. Para se adaptar ao Brasil, Redempta fez curso de português e estudos referentes as doenças tropicais do país.

Realizando trabalhos nos interiores, Redempta tinha apoio de pessoas influentes locais e prestava serviços à comunidade como assistência médica, maternidade, distribuição de alimentos, acompanhamento pedagógico, realização de eventos religiosos, construção de capelas. Se dedicava as camadas subalternas do sertão alagoano, em especial de São José da Tapera, que mesmo antes da emancipação tinha inúmeras de pessoas assistidas pelo seu trabalho.

Apesar de São José da Tapera ter sido reconhecido como Município Emancipado politico e administrativamente desde anos finais da década de 1950 (Aprovada a Lei n° 2.084 de 24 de dezembro de 1957, mas que somente vigorou em 01 de janeiro de 1959), por muito tempo Tapera dependeu dos serviços (maternidade, cartório, igreja, banco, escola) de Pão de Açúcar (CORREIA, 2012, p.6).

Enquanto as outras freiras estavam prestando seus trabalhos missionários na cidade de Pão de Açúcar, Redempta estava acompanhando o padre Petrúcio nas comunidades adjacentes ao município, durante missas e procissões religiosas. Além das procissões e missas, Petrúcio como responsável pela Sociedade Educacional e Assistencial da Paróquia de Pão de Açúcar auxiliava todas as freiras na execução do trabalho missionário.

A Sociedade Educacional e Assistencial da Paróquia de Pão de Açúcar[5] era responsável por direcionar as freiras nas ações sociais, religiosas e educacionais. A sociedade foi criada em 20 de janeiro de 1953, com a proposta de amparar a população prestando serviços assistenciais. Após a criação da sociedade, com os trabalhos das freiras e do pároco, foram ofertadas para municípios sertanejos dez creches, três na zona urbana de Pão de açúcar e seis na zona rural; uma na zona urbana do município de Palestina com atendimento a 800 crianças de três meses a sei anos, proporcionando assistência em alimentação, higiene, vestuário e ensino infantil na modalidade pré-escolar.

Com a vinda das freiras para Pão de Açúcar, a Escola Paroquial[6] passou a se chamar Colégio São Vicente. A instituição ficou sob responsabilidade da irmã Odiliana, inicialmente com três salas de aula e uma diretoria com dois sanitários, e construíram entre 1966 e 1971 um prédio com uma estrutura melhor, ofertando o jardim infantil, curso primário, corte e costura, bordado e culinária com 130 alunos. Sem apoio dos políticos da região, sempre cobraram das autoridades melhorias para a população.

Os poderes públicos “Estadual, Municipal” e comunidade beneficiada, devem olhar com mais interêsse e bons olhos pra o Colégio São Vicente, não querendo ficar alheios e bem longe de empreendimentos desenvolventistas que nossa cidade recebeme que precisa desenvolver muito mais (Irmãs Franciscanas de Santo Antônio de Pádua, 1980, Pão de Açúcar).

As cinco freiras franciscanas construíram em Pão de Açúcar dois conjuntos residenciais, beneficiando a população com dezoito residências para idosos em um conjunto, e outro com cinquenta casas construídas tanto na sede do município, como na zona rural, beneficiando os mais vulneráveis.

Segundo depoimentos das religiosas, a motivação para os seus trabalhos sob a perspectiva social e educacional foi o espírito missionário. Desde que chegaram a Alagoas, realizaram diversos trabalhos voltados para as minorias sertanejas, trabalhos estes que são realizados até os dias contemporâneos, como no caso do Colégio São Vicente, Faculdade São Vicente e Colégio João Paulo II.

1.2 REDEMPTA E AS SUAS MISSÕES EM SÃO JOSÉ DA TAPERA

A irmã Redempta era responsável por desenvolver as suas missões nos sítios e povoados próximos as cidades de Pão de Açúcar e São José da Tapera. Diante de todos os lugares que ela prestou serviços decidiu se dedicar a Tapera, pois considerava que o município era o que mais precisava de auxílio. Era nítido o estado precário em que parte considerável das pessoas do município vivia. A maioria dos moradores moravam em taperas[7], por esta característica o município é chamado por este nome. A vulnerabilidade social estava fixada a localidade.

A freira frequentava os sítios e povoados do município com frequência com o intuito de distribuir desde de medicamentos a alimentação para os moradores que viviam na zona rural. Esta preocupação para atuar nos interiores do município se justifica através das condições socioeconômicas dessas famílias, pois a fome e mortalidade infantil na região era preocupante.

Na década de 1960, a freira realizou um curso de corte e costura com um grupo de mulheres, buscando dar uma opção de feminino e independência para as mulheres daquele período, além de proporcionar uma alternativa de vida para aquelas mulheres que viviam apenas do trabalho braçal e presas a conjuntura patriarcal estabelecida na região. Redempta buscava nas mulheres sertanejas melhorar as condições de sobrevivência.

As aulas de corte e costura, culinária e pintura eram realizadas na casa paroquial da igreja de São José da Tapera. As alunas eram, em sua maioria, mulheres grávidas que produziriam as roupas para seus futuros filhos. Além disso, tinham aulas de etiqueta  e postura. As aulas eram ministradas tanto por Redempta como também por profissionais que a mesma buscava em Maceió para oferecer cursos para aquelas mulheres. A religiosa nomeou esses trabalhos como “clube das mães”.

Em 1970, se integra a Cruz Vermelha[8] para atender as pessoas que eram vítimas da extrema pobreza, proporcionando auxílio para as vítimas de uma das mais vigorosas secas do século XX. O município que era considerado pela ONU o mais pobre do Brasil e detentor do maior índice de mortalidade infantil, a partir deste ano, foi assistido pelo trabalho da entidade internacional.

Através do seu trabalho na Cruz Vermelha, muitas famílias tiveram a oportunidade de ter uma alimentação, ou melhor, através das ações da entidade e da freira a fome de muitas famílias do município foi reparada. As ações priorizavam os sítios e povoados de São José da Tapera, como Pilões, Torrões, Bananeira, Lagoa da Cobra, Antas, entre outros. Palestina nas comunidades de Vila de Santo Antônio, Machado, Santa Filomena, além de outros. Pão de Açúcar, nas comunidades de Campo Alegre, Impoeiras, Lagoa de Pedras, Santiago, Jacarezinho, entre outros.

 A Cruz Vermelha procura o Padre Petrúcio Bezerra de Oliveira então pároco de Pão de Açúcar para juntamente com as irmãs holandesas ajuda-los na entrega de cestas básicas aos desemparados sertanejos (CORREIA, 2012, p. 08).

A entrega dos alimentos era feita através de caminhões solicitados por Redempta para a distribuição das cestas básicas. Na maioria das vezes, os alimentos eram entregues na entrada da comunidade de Bananeira. Esse intermédio era realizado pela freira juntamente com voluntários do município.

Em relação aos seus trabalhos na Cruz Vermelha, era ela que fazia o intermédio. Elisabeth era responsável por trazer mantimentos para a cidade, esses mantimentos chegavam em caminhões que eram entregues na entrada do sítio Bananeira. Diante disso, as pessoas saiam de todas as partes do município para receber os mantimentos no caminhão (NETO, 2019).

No mesmo período que realizava trabalhos com as mulheres, através do “clube das mães” e as ações da Cruz Vermelha, a freira identificou a necessidade de uma maternidade para a região sertaneja no município de São José da Tapera. Mostrando insatisfação referente aos trabalhos ofertados pela prefeitura, no âmbito da saúde, a freira foi a Maceió para uma reunião com o secretário de saúde do estado de Alagoas e solicitou uma maternidade para o município sertanejo, recebendo um não justificado pela falta de médicos com disponibilidade para a região.

2. FUNDAÇÃO DO COLÉGIO CENECISTA SÃO JOSÉ

O Colégio de 1° e 2° graus Cenecista São José foi fundado no dia 03 de abril de 1977, pela irmã holandesa Redempta em um prédio doado pelo governo municipal de São José da Tapera, a criação dessa instituição escolar se deu através do apelo social por uma educação que assistisse considerável parte do município que não tinha acesso à educação.

Não conseguindo a maternidade para o município, a religiosa manifestou o interesse em criar uma escola que proporcionasse ensino e que prezasse pelos valores cristãos e morais. Diante disso, criou o Colégio Cenecista São José, com a proposta de ofertar o acesso à educação para as camadas subalternas de São José da Tapera.

A educação escolar em São José da Tapera nos primórdios do Município ocorria na casa de alguns visionários professores que abriam suas portas para quem quisesse se alfabetizar, entre estes a Professora Agrepina Melo que anos depois viria a ser nome de rua na cidade (CORREIA, 2012, p. 8).

Antes da fundação do Colégio Cenecista São José, a única instituição de ensino que havia no município era a escola Muniz Falcão, ofertando para os taperenses os quatros primeiros anos de ensino, da 1ª a 4º série do ensino fundamental. Os alunos que quisessem seguir estudando teriam que se deslocar para os municípios de Palmeira dos Índios e Pão de Açúcar, pois eram as cidades mais próximas que ofereciam os últimos anos do ensino fundamental e o ensino médio. Foi diante dessas dificuldades que o projeto de se criar o Colégio São José se consolidou.

Em 1976, o prefeito Lucilo José Ribeiro soube da vontade de Redempta de criar uma instituição de ensino que ofertasse do ensino básico ao ensino médio. Ciente dos problemas  da educação municipal que se tinha, compreendeu que o projeto da freira seria relevante para a região. Juntamente com pessoas que possuíam influência e tinham um poder aquisitivo se mobilizou com a religiosa para a efetivação de seu projeto educacional.

O pároco do município de Pão de Açúcar, Petrúcio Bezerra de Oliveira, buscou auxílio através de outras autoridades do estado de Alagoas na busca de apoio jurídico e físico para a implantação da escola. Amigo e companheiro de trabalhos religiosos e filantrópicos de Redempta e das demais freiras holandesas, buscou muito apoio para criação tanto do Colégio São Vicente de Pão de Açúcar, como também para a criação do Cenecista São José, em São José da Tapera.

Além de Petrúcio, nomes como Manoel Fernandes, Antônio de Souza Barros, José Pereira Alves e Mércia Lemos Fontes foram importantes para a efetivação do projeto educacional da irmã Redempta. Além desses nomes, outros contribuíram para a criação da escola.

Para a construção do Colégio Cenecista São José (a proposta anterior era construir uma maternidade) teve ajuda de toda a comunidade. Cada um ajudava como podia, alguns com tijolos, outros com cimento, areia, brita… Enfim, levavam para a missa e após a celebração eram realizadas as doações. Ela investiu o que ela tinha, mas a sociedade foi muito importante. Era a forma de proporcionar ao povo o sentimento de pertencimento. Vale lembrar que o prefeito do período doou o terreno para a construção da instituição escolar (NETO, 2019).

Fundada em 1977, a escola trouxe ineditismo para o município ao oferecer três turmas de 5ª série e quatro turmas de 6ª série, cada turma com cinquenta alunos, dando início aos trabalhos do Colégio Cenecista São José. Aqueles alunos que se deslocavam para outros municípios vizinhos para ter acesso à educação podiam estudar na sua própria cidade. As primeiras diretoras da escola foram Redempta e Selma Bezerra de Oliveira. Ambas contribuíram para a consolidação do empreendimento educacional no município.

No ano de 1983 começou a ofertar da 1ª a 4º série e, em 1986, o ensino médio normal. A instituição filantrópica dirigida pela freira holandesa passou a ofertar para a população taperense acesso à educação do jardim infantil ao ensino médio. No horário da manhã, era ofertado do jardim infantil a 5ª série, no vespertino da 6ª a 9ª série; no noturno, o ensino médio. A cada ano, a escola ia ampliando sua estrutura, tanto física, como educacional.

Neste período, a escola possuía oito salas de aula, um salão de festa, uma cozinha, um depósito para guardar instrumentos para desfile, uma diretoria, uma secretaria e uma biblioteca. Além disso, ainda possuía um enorme espaço para futuras construções.

O ano de 1990 foi último ano que a instituição foi chamada de São José. Em 1991, a irmã e seus funcionários detectaram que já havia nas proximidades três escolas com o nome São José. Diante disso, a religiosa propôs mudar o nome da instituição de ensino. No mesmo ano, passou a se chamar Escola de 1º e 2º Graus João Paulo II.

O fardamento tradicional do Colégio João Paulo II era composto pela camisa branca com a logomarca da escola, calça social azul marinho para os homens, saia pinçada azul marinho para as mulheres, meia branca para ambos e sapato modelo all star preto com branco. Este fardamento era obrigatório para todos os alunos, aquele que não tinha condições financeiras suficiente para comprar o fardamento completo ganhava da instituição. Além do fardamento, o horário de entrada e saída da escola era outra exigência que tinha que ser seguida, dez minutos era a tolerância máxima de atraso para entrar na escola após o horário estabelecido pelo colégio. A instituição tinha as regras muito rígidas e deveriam ser  cumpridas para o bom funcionamento da instituição.

O Colégio da Irmã como ainda hoje é chamado ficou conhecido pela rigidez e disciplina no seu método de ensino, para estudar no João Paulo II o aluno deveria obedecer algumas normas como: usar o fardamento (camisa branca com a logomarca da escola, calça azul marinho para os homens e saias pinçadas da mesma cor para as mulheres), pontualidade para entrar na escola, em hipóteses alguma mascar chiclete, não riscar as bancas e as paredes da sala e participar dos eventos promovidos pela escola como, por exemplo, os tradicionais desfiles de 07 de setembro marchando ao som da banda marcial da escola (CORREIA, 2012, p. 15).

O diferencial do colégio era o ensino normal, conhecido também por magistério. Através do curso, os discentes recém-formados tinham a oportunidade de lecionar tanto na rede pública municipal como também na própria instituição da irmã. Boa parte dos alunos que se destacavam na carreira estudantil foi contratada para trabalhar em distintos setores da escola.

Uma das características da escola era a tradicional aula de datilografia. Após a mudança de prédio e ampliação da instituição passou a ser ofertadas aulas de datilografia para alunos desde o ensino fundamental ao ensino médio normal. As aulas eram divididas por turmas e eram realizadas no contraturno para haver um melhor aproveitamento dos discentes.

Com o advento da tecnologia, a freira constatou que haveria necessidade de se modernizar e com o apoio de voluntários holandeses conseguiu fazer a aquisição de computadores novos e modernos para o período. As aulas de informática passaram a substituir as aulas de datilografia. Informática passou a ser uma disciplina do componente curricular da escola.

Pela primeira vez no sertão alagoano, em 2005, cinqüenta alunos foram enviados para a Europa com a inciativa de conhecer o continente e participar da XX Jornada Mundial da Juventude, que neste ano aconteceu na Alemanha. Redempta, com o apoio de holandeses levou vinte e cinco alunos de seu colégio em São José da Tapera e vinte e cinco jovens da cidade de Pão de Açúcar. Os alunos foram escolhidos de acordo com rendimento escolar que haviam obtido durante o ano letivo no primeiro semestre de 2005, pois viajaram antes de concluir o segundo semestre, no dia 11 de agosto.

Redempta foi até a sede da Polícia Federal de Alagoas para a aquisição dos passaportes de seus discentes. Os jovens e a religiosa partiram do sertão alagoano para o Recife através de transportes automotivos e, na capital pernambucana, pegaram o voo para Europa.

Saímos para Recife no dia 11 de julho de 2005 para embarcarmos para a Europa. Fizemos escala em Portugal e seguimos para Bruxelas, de lá fomos de ônibus para a Holanda. Chegando lá, a turma se separou. Eu fiquei com a família Bekkers. Passamos dois dias na Holanda e depois fomos de trem para a Alemanha, onde aconteceu a Jornada Mundial da Juventude. De lá, voltamos de trem para a Holanda e pegamos o voo para Alagoas (SANTOS, 2019).

Em todas as viagens que ela realizava sempre entrava em contato com a instituição através de cartas, detalhando como estava sendo as visitas. Além disso, sempre perguntava como estava o Brasil, seus funcionários e como estava o andamento da sua escola e seus alunos com a sua ausência.

O ensino regular, conhecido como científico, foi implantando na escola no ano de 2011 com a proposta de se renovar enquanto instituição. Neste período, a maioria das instituições da região estava ofertando o ensino médio nesta modalidade e para não perder os seus alunos o colégio implantou a modalidade. Com a consolidação da modalidade regular poucos alunos optavam pelo ensino magistério, o qual foi extinto em 2014.

Referente aos horários de funcionamento do colégio, a divisão era feita entre os turnos matutino, vespertino e noturno. As turmas do jardim infantil ao 5º ano eram distribuídas no horário matutino, entre o 6º ano ao 9º ano no período vespertino e o noturno apenas o ensino médio.

2.1 OS ESTUDANTES E SEUS PADRINHOS EUROPEUS

Como foi exposto, parte considerável dos alunos da instituição escolar da irmã não tinha condições financeiras suficientes para se manter no colégio, não tinham o poder aquisitivo suficiente para comprar os materiais escolares, fardamento e os livros de cada ano letivo. Diante dessa realidade, Redemptta realizava viagens para a Europa, na maioria das vezes para Holanda, com a iniciativa de arrecadar fundos e apoios financeiros para manter seus alunos em sua escola. A partir dessa inciativa, os alunos eram apadrinhados por famílias de países como Holanda e Bélgica.

Esses padrinhos arcavam com os custos dos alunos com ajudas financeiras desde 20% a 100% dos custos de cada discente. Muitas vezes tinham que juntar a arrecadação de mais de uma família de padrinhos para apenas um aluno. Os padrinhos, em sua maioria, eram pessoas de classe média, como aposentados e professores. Não havia apoio de instituições ricas, apenas de trabalhadores destes países europeus.

Os padrinhos, em sua grande maioria eram da Holanda, a grande maioria de classe média e aposentados, não haviam pessoas realmente ricas que ajudavam, muitos tiravam de sua aposentadoria para mandar a ajuda para a escola. Haviam muitos professores também que ajudavam, que tinham boa estabilidade financeira, mas que também não eram ricos. Esses padrinhos tinham confiança no trabalho das irmãs, pois sempre que iam para a Holanda faziam exposição dos trabalhos realizados no sertão alagoano e conseguindo a satisfação dessas pessoas que ajudavam os alunos brasileiros (LIMBEEK, 2019).

Os discentes apadrinhados sempre mantinham contato com as famílias europeias, através de telefone e cartas. Além disso, alguns destes voluntários rompiam os seus limites geográficos e visitavam as famílias sertanejas para conhecer a realidade socioeconômica e o funcionamento do colégio da irmã.

As cartas eram produzidas pelos alunos e enviadas para os seus padrinhos em alguns períodos do ano, especialmente no início do ano letivo, retorno do recesso escolar e fim de ano, além de datas comemorativas como Páscoa, aniversário dos padrinhos e Natal. Essas cartas eram de suma importância para a relação dos alunos com os padrinhos, pois era a forma mais habitual da comunicação entre a maioria.

As famílias Roermond (80 alunos), Homont (31 alunos), Corry (22 alunos), Brasil Op Weg (8 alunos) e Aktievoor Aklie (10 alunos) eram as que mais apadrinhavam os alunos do colégio. Ainda se tratando de dados quantitativos, em 2012, havia no geral 98 alunos apadrinhados, já em 2018, o número de alunos apadrinhados foi de 120. Se tratando do quantitativo de padrinhos que ajudaram a instituição, o total é de 147.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 A atuação da irmã franciscana holandesa Redempta foi de suma importância para o município de São José da Tapera, na formação letrada dos sertanejos, no desenvolvimento da própria região. Essa importante contribuição foi o que motivou a práxis desse trabalho. A freira, adjunta a Sociedade Educacional e Assistencial da Paróquia de Pão de Açúcar trouxe a promoção social para muitas famílias sertanejas através de diversos projetos sociais..

No intuito de compreender o trabalho realizado pela congregação holandesa no sistema educacional brasileiro, no sertão alagoano, se tornou necessário se ater a realidade educacional do município de São José da Tapera antes da atuação da religiosa, as práticas de ensino de sua instituição filantrópica, a adaptação da holandesa na região sertaneja, os impactos socioeducativos na comunidade taperense e buscar indícios de um possível legado da freira sob a perspectiva educacional.

Diante da missão social e educacional de Redempta, constatamos que seu trabalho não foi o único responsável pelo desenvolvimento da educação taperense. Todavia, representou uma importante ascensão da educação no município, pois através das motivações do Colégio João Paulo II muitos alunos se inseriram no mercado de trabalho e conquistaram suas profissões. Para um município onde o acesso à educação era um empecilho, o trabalho da religiosa e os esforços da comunidade sertaneja foram transformadores.

A emancipação sob a perspectiva educacional dos sertanejos assistidos pelo trabalho da freira se deu de forma gradativa. O seu trabalho na formação de professores foi importante para São José da Tapera, pois não haviam professores com formação na região, e através de sua instituição formou inúmeros professores que atuam no município sertanejo, na rede municipal, estadual e privada.

Buscamos através deste trabalho contribuir para a historiografia alagoana, principalmente no que se diz respeito a atuação e influências de freiras europeias no sistema educacional brasileiro. Através das abordagens e problematizações postas, se abre uma gama de novas problematizações e refutações por parte do âmbito acadêmico. Diante do exposto, produzir este trabalho foi uma oportunidade ímpar, na busca de investigar a inclusão educacional das classes subalternas do sertão alagoano realizada pela congregação católica holandesa no Brasil.

Concluindo, os franciscanos foram de suma importância para a formação letrada do povo brasileiro e a obra franciscana fundada por Redempta, o Colégio João Paulo II, proporcionou ao povo sertanejo a inclusão social e o acesso a educação.

REFERÊNCIAS

 BEOZZO, José Oscar. Grandes questões da caminhada do cristianismo na América Latina e no Caribe. In W. Sanchez (Org). São Paulo: Paulinas, 2003.

BEOZZO, José Oscar. Os religiosos no Brasil: enfoques históricos. São Paulo, Paulinas, 1986.

BEOZZO, José Oscar. A vida religiosa feminina no Brasil: síntese histórica. Pesquisa. 1.14. Do P.P.C. História religiosa do Brasil, 5. 1968.

BONATO, M. Igreja católica e modernização social. A crise do catolicismo a partir da experiência missionária de um grupo de jovens italianos em Belo Horizonte nos anos 1960. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014.

CORREIA, José Cícero. Irmã Redempta: 50 anos de dedicação e trabalho pelos mais necessitados. 1ª ed. São José da Tapera, Alagoas, 2012.

FREYRE, Gilberto. A Propósito de Frades. Salvador: Universidade da Bahia, 1959.

HOORNAERT, Eduardo; et al. História da Igreja no Brasil: ensaio de interpretação a partir do povo: primeira época. 4. ed. Petrópolis: Vozes, 1992.

JABOATÃO. Frei Antônio de Santa Maria. Novo Orbe Seráfico Brasílico. Rio de Janeiro, 1858. v. I.

RÖWER, Basílio. A Ordem Franciscana no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1947.

RÖWER, Basílio. Gênese do pensamento único em Educação: Franciscanismo e Jesuitismo na história da educação brasileira. Petrópolis: Vozes, 2004.

SANGENIS, Luiz Fernando Conde. O franciscano e o jesuíta: tradições da educação brasileira. Porto Alegre, 2018.

SANTOS, Mônica Costa. A trajetória dos franciscanos em Alagoas e suas ações no âmbito educacional (séculos XVIII e XIX). Londrina, 2005.

SANTOS, Theobaldo Miranda. Noções de História da Educação. 13ª edição, Volume 2, São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1956.

SANTOS, Mônica Costa; MADEIRA, Maria das Graças de Loiola. Missionários de letras e virtudes: frei João de Santa Ângela Alagoas (1709-1756). In: FUMES, Neiza de Lourdes.

SANTOS, Anariele Maria dos. Trabalho educacional da da freira franciscana Elisabeth Jacoba no sertão alagoano, São José da Tapera (1977-2018). 2019

APÊNDICE – REFERÊNCIAS DE NOTA DE RODAPÉ

3. No ano de 1999, o município de São José da Tapera foi capa da revista Repórter Brasil com o título: “A Miséria em Primeiro Lugar”, destacando o município como o detentor do pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil.

4. O transporte por muito tempo foi a marca registrada das freiras, por décadas realizaram suas missões com o veículo automotivo.

5. A sociedade foi registrada em Cartório do 2º Ofício, livro 03, G, folhas de n ° 54, sob registro n. ° 4.739.

6. A Escola Paroquial foi fundada em 1953 pela paróquia de Pão de Açúcar e mudou de nome após a atuação das irmãs franciscanas de Santo Antônio de Pádua.

7. Tapera – do Tupi – significa habitação simples construída com paredes de pau-a-pique e telhado vegetal, casa de barro.

8. Entidade internacional humanitária que busca proteger a vida e saúde humana no auxílio principalmente de pessoas com alto grau de vulnerabilidade social, como também vítimas de catástrofes e desastres naturais.

[1] Mestrado em andamento em Ciências da Religião pela Universidade Federal de Sergipe (UFS); Graduação em História pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

[2] Orientador.

Enviado: Fevereiro, 2019.

Aprovado: Março, 2021.

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