Patologia, recuperação e reparo das estruturas de concreto

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ARTIGO ORIGINAL

SCHEIDEGGER, Guilherme Marchiori [1], CALENZANI, Carla Lorencini [2]

SCHEIDEGGER, Guilherme Marchiori, CALENZANI, Carla Lorencini. Patologia, recuperação e reparo das estruturas de concreto. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 03, Vol. 05, pp. 68-92. Março de 2019. ISSN: 2448-0959.

RESUMO

O presente trabalho com base em bibliografias consultadas, tem como objetivo analisar e discutir sobre a presença de problemas patológicos nas estruturas de concreto que geram transtornos tanto para o comprador como ao construtor, sendo inevitável também afetar na parte econômica pois os custos de uma possível recuperação posterior ao término de uma construção acabam sendo maiores do que se a obra tivesse sido realizada com boa qualidade. A partir disso, relata-se também sobre a importância de se obter uma avaliação de concretagem para a prevenção das falhas e consequentemente adoção de técnicas que sejam adequadas para futuros reparos que possam ser encontrados na construção civil, que geralmente são as trincas e rachaduras causadas pelas escolhas de materiais de má qualidade ou até mesmo problemas ocasionados pelos fatores ambientais externos. As conclusões obtidas ao decorrer do trabalho reforçam a importância de serem cumpridas as normas de construção e consequentemente a boa qualidade e preservação das estruturas.

Palavras-Chave: Patologia, Avaliação, Qualidade, Concreto.

INTRODUÇÃO

O tema escolhido para a realização deste trabalho se deve a notáveis falhas que são visíveis em obras, deficiências ou até mesmo despreparo de profissionais da área de construção civil, bem como na identificação e soluções para os problemas patológicos. É importante ressaltar que os problemas não são encontrados somente em estruturas já consideradas antigas. As estruturas que são projetadas e construídas recentemente também podem apresentar estes problemas, no entanto, espera-se que com a evolução dos conhecimentos e técnicas, seja cada vez mais possível as detecções dessas patologias precocemente.

As construções exigem medidas preventivas para que os problemas patológicos não venham se apresentar de forma prematura e também que não tenham um desenvolvimento acelerado de forma que dificulte sua restauração. Relevantemente, a realização deste trabalho visa à importância de se fazer um estudo sobre as patologias, a fim de ser útil como auxílio para futuros leitores sobre esses problemas e propor alternativas de intervenção.

Quais medidas preventivas devem ser adotadas para que os problemas patológicos não venham ser apresentados de forma prematura na construção civil? As medidas preventivas são essenciais para que os problemas não se apresentem tão cedo nas edificações. Por isso, seguir corretamente as etapas de construção, elaborar os projetos conforme as normas técnicas, ser justo na escolha de materiais de boa qualidade e contar com profissionais qualificados, são medidas preventivas de extrema importância para evitar futuros transtornos.

Este levantamento bibliográfico tem como objetivo geral apresentar e estudar alguns conceitos sobre os problemas patológicos das estruturas de concreto, com objetivos específicos de conceituar as manifestações patológicas que podem aparecer nas estruturas sobre como é possível detectá-las e apresentar sobre como intervi-las a tempo de recuperá-las.

A metodologia aplicada neste trabalho contou com pesquisas literárias e tecnológicas que foram estudadas para que pudesse ter sido possível elaborar este levantamento que poderá ser útil até mesmo para futuros trabalhos. A ação desenvolvida durante este projeto não contou com gestos concretos nem estudos específicos sobre uma determinada construção, no entanto, proporcionou um direcionamento sobre o tema abordado.

2. PATOLOGIA EM ESTRUTURAS DE CONCRETO

Com o surgimento do concreto que rapidamente mostrou suas vantagens, a busca por utilizá-lo cada vez mais aumentou. Porém, juntamente com isso também apareceram as manifestações patológicas provenientes de má preparação, descuido, falta de conhecimento na construção ou até mesmo por causas químicas ou externas.

Segundo Marcelli (2007), erros em projetos estruturais não são impossíveis de ocorrer, sendo muito difícil que exista algum escritório que tenha calculado inúmeros projetos estruturais sem que haja ocorrido um erro qualquer. Sendo assim, é importante que os erros cometidos sejam notados imediatamente para que sejam avaliados e resolvidos, de forma que não comprometa a obra e a condene.

Segundo Nazario e Zancan, patologia de acordo com os dicionários é:

A parte da medicina que estuda as doenças. A palavra patologia tem origem grega de “phatos” que significa sofrimento, doença, e de “logia” que é ciência, estudo. Então, conforme os dicionários existentes podem-se definir a palavra patologia como a ciência que estuda a origem, os sintomas e a natureza das doenças (NAZÁRIO E ZANCAN, 2011, p. 01).

As patologias, portanto, são alterações causadas por doença no organismo, ocasionando a deformação e degradação dos materiais físicos ou estruturais de uma edificação. São elas: trincas, rachaduras, fissuras, manchas, descolamentos, deformações, rupturas, corrosões, oxidações, entre outros. Além disso, também está relacionada a qualidade, visibilidade e durabilidade dessas edificações.

A detecção precoce dos problemas patológicos são o ponto chave para que não haja um comprometimento total da estrutura, uma vez que, o quanto antes for localizado, analisado e tratado, tende a reduzir as possibilidades de condenação e também os custos para uma eventual reparação.

É importante investigar cuidadosamente a patologia e suas possíveis causas, pois ao se falhar no seu diagnóstico, a correção não será eficiente. Uma patologia pode se apresentar como consequência de mais de uma deficiência. Assim, para que a medida corretiva seja eficiente devem-se sanar todas as suas causas (ANDRADE & SILVA, 2005). Para diagnosticar as patologias nas edificações é necessário conhecer suas formas de manifestação, ou seja, os sintomas, bem como os processos de surgimento, os agentes causadores desses processos e definir em qual etapa da vida da estrutura foi criada a predisposição a esses agentes. Portanto, para que se alcance os resultados esperados do tratamento da patologia, é importante que seja realizado um diagnóstico bem feito e completo sobre todas as características visualizadas no problema, tais como, sintomas, origens, causas, e observação da área onde se situa a obra afetada, pois, como já se foi citado, o meio externo também pode ter influência.

2.1 SINTOMAS, CAUSAS E ORIGEM DA PATOLOGIA

Os problemas de patologia são revelados com manifestações geralmente bem características como sinais externos, sendo assim, quando analisadas torna-se possível distinguir sua origem e causas de modo que se obtenha as prováveis consequências que as variações e influências envolvidas poderão gerar. Olivari (2003), evidencia que as manifestações patológicas podem ter diversas origens e resultarem de diferentes ações, podendo ser de caráter físico, químico ou mecânico. Dentro da engenharia a patologia envolve a análise dos sintomas evidenciados pelos defeitos que se manifestam nas estruturas, pesquisa sua origem e as prováveis causas e mecanismos de ação dos agentes envolvidos (SOUZA; RIPPER, 1998). Os sintomas que esses danos causam devem ser detectados e analisados para um pré diagnóstico envolvendo muitas observações e estudos. As lesões encontradas no concreto geralmente são: fissuras, eflorescências, manchas, corrosão, trincas e rachaduras.

Citado por Azevedo (2011), a construção de um empreendimento envolve diferentes tipos de fases. O autor se refere a primeira fase como sendo a fase do projeto, a qual define os procedimentos e passos a serem seguidos ao decorrer da construção. A próxima é a fase da construção ou execução do projeto onde são denominadas as formas de execução e seleção dos materiais para a elaboração e qualidade da estrutura. Finalizando com a terceira fase, apresenta-se a fase de utilização e manutenção, ou seja, a conclusão e entrega da obra realizada ao seu proprietário, tornando-o agente cuidador para que as estruturas sejam mantidas em bom estado.

Portanto, as manifestações patológicas que podem ocorrer em um empreendimento sejam elas em qualquer uma das fases citadas a cima, é cabível a um determinado responsável. Se ocorridas na fase de realização do projeto, é cabível ao projetista. Ocorrentes por erros na construção ou escolha de materiais, são direcionadas ao construtor ou engenheiro e por fim se relacionadas a inadequação de utilização ou manutenção da obra, fica de responsabilidade do proprietário/usuário.

Como é possível notar na figura 1 a seguir, os maiores números de casos de patologias originam-se nas fases de projeto. A realização de um projeto bem elaborado é fundamental para que todas as outras fases tenham um bom desenvolvimento. Estudos mostram que essas falhas são geralmente mais graves que as relacionadas à qualidade dos materiais e aos métodos construtivos. (HELENE, 2003).

FIGURA 1: Origem dos problemas patológicos com relação às etapas de produção e uso das obras civis.

Fonte: (Adaptado de HELENE & FIGUEIREDO, (2003).

Perante isto, conclui-se que é de suma importância que os projetistas se atentem para que seja obtido resultados mais satisfatórios em suas obras quando forem executadas para que não apresentem problemas. Uma elaboração de qualidade evita futuros transtornos.

2.1.1 PRESENÇA DOS PROBLEMAS PATOLÓGICOS NAS FASES DA CONSTRUÇÃO

Em cada fase que a obra passa é possível que se tenha a presença dos problemas patológicos, de forma que se não detectados e resolvidos poderão evoluir no decorrer das etapas e trazer maiores prejuízos futuros. Portanto, cada etapa possui um responsável para que seja seguida a construção adequadamente e assim também cada falha detectada se torna cabível ao profissional atuante da fase em questão.

As manifestações patológicas referentes às fases de planejamento, projeto, fabricação e construção surgem no período inferior a dois anos, porém durante a utilização os problemas podem aparecer depois de muitos anos. Por isso, é muito importante identificar em qual etapa surgiram os vícios construtivos, até mesmo para a atribuição de responsabilidades civis. (MACHADO, 2002).

Qualquer edificação tem uma determinada vida útil que pode ser maior ou menor, dependendo de vários fatores como, por exemplo, a qualidade dos materiais empregados na construção, as condições a que as mesmas estão expostas e a existência de uma manutenção periódica. Portanto, é importante que juntamente com essas observações para manter a boa vitalidade da estrutura, seja reconhecido em cada fase o problema rapidamente e qual foi o responsável por sua ocorrência.

2.1.2 FASE DE PROJETO

O projetista é responsável por elaborar detalhadamente a estrutura do projeto, de forma que deixa explicitado todos os dados que serão necessários para que as futuras etapas de construção do empreendimento tenham um alcance satisfatório. Para isso, o projetista precisa conhecer e realizar uma avaliação sobre todas as condições que o empreendimento está sujeito. De acordo com a norma ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) NBR (Norma Brasileira) 6118:2007, item 25.4 Manual de Uso, inspeção e manutenção diz:

Deve ser elaborado por profissional competente contratado pelo proprietário. Esse manual deve conter todas as informações, dados e memórias do projeto, dos materiais, produtos e da execução da estrutura. Esse manual deve especificar de forma clara e objetiva os requisitos básicos de uso e manutenção preventiva que assegurem a vida útil prevista e estar conforme com a ABNT NBR 5674 Manutenção de Edificações.

SOUZA e RIPPER (1998), constataram que as falhas ocorridas durante as primeiras fases, são as responsáveis por deixar o custo da obra mais oneroso e por causar maiores transtornos relacionados à obra. Ou seja, em todas as construções civis, quanto mais precoce for detectada uma falha, maiores serão as possibilidades de haver soluções para estes problemas, a partir disso o custeio dessas soluções serão menores. Ainda segundo as fundamentações de SOUZA e RIPPER, muitas falhas ocorrem devido:

Elementos de projeto inadequados (má definição das ações atuantes ou da combinação mais desfavorável das mesmas);

– Escolha infeliz do modelo analítico, deficiência no cálculo da estrutura ou avaliação da resistência do solo, etc.);

– Falta de compatibilização entre a estrutura e a arquitetura, bem como com os demais projetos civis;

– Especificação inadequada de materiais;

– Detalhamento insuficiente ou errado;

– Detalhes construtivos inexequíveis;

– Falta de padronização das representações (convenções);

– Erros de dimensionamento. (SOUZA e RIPPER, 1998, P.24)

Falhas no estudo preliminar, falha de anteprojeto, falhas no projeto final de engenharia, podem levar a escolha de elementos de projeto inadequados e na geração de problemas alterando o desempenho, durabilidade e até mesmo a vida útil da edificação (PINA, 2013). Evidentemente, que meios impróprios selecionados nos estudos de um projeto para realização de uma construção, acarretarão consequências que irão comprometer o produto final que obviamente é esperado que tenha uma boa qualidade e assim durabilidade.

2.1.3 FASE DE CONSTRUÇÃO OU EXECUÇÃO

Após a fase de realização do projeto, a qual é almejada que tenha sido concluída com sucesso, segue-se para próxima etapa que é denominada construção ou execução, a partir do planejamento da obra. Durante esta etapa de execução, os problemas na maioria das vezes são relacionados à qualidade da mão de obra, a falta de treinamento e qualificação dos operários (SILVEIRA et al., 2002).

Trata-se de uma fase que necessita que haja controle principalmente de qualidade para haver a não prorrogação dos problemas patológicos posteriormente, pois é de responsabilidade dos profissionais fazer o controle dos materiais utilizados durante a construção do projeto, bem como se atentar e fiscalizar se eles estão de acordo com o especificado no projeto e se sua utilização está sendo feita de forma correta e gerando o mínimo de perdas e insumos (CREMONINI, 1988).Sendo assim, o construtor deve ficar atento a cada conclusão de etapas tendo a concepção de que erros atuais poderão gerar problemas futuros.

2.1.4 FASE DE UTILIZAÇÃO E MANUTENÇÃO

Não se pode acarretar o surgimento de todos os problemas patológicos à falta de manutenção ou de condutas adequadas pelos usuários, o surgimento de problemas patológicos se dá por uma combinação de erros em todas as fases de concepção da edificação, da eficiência da estrutura, dos métodos construtivos, das condições de agressividade do meio, porém há uma parcela de culpa dos usuários pela falta de manutenção à edificação (CBIC, 2013). Nesta etapa de uso da construção devem ser adotados cuidados para que a mesma não seja utilizada de forma inadequada, existindo um conhecimento dos usuários desta edificação sobre as possibilidades e limitações da obra.

Toda obra depois de concluída possui um período de vida útil estimado baseado em análises e observações sobre ela. Porém, muitas vezes antes mesmo do prazo atribuído a referente obra estar próximo, a mesma já apresenta um quadro de desempenho abaixo do esperado proveniente da falta de manutenção periódica que fazem com que manifestações iniciais de patologia se evoluam gerando até mesmo uma insegurança estrutural para o proprietário.

3. PATOLOGIA EM ESTRUTURAS DE CONCRETO

No capítulo anterior, foi-se abordado durante todo desenvolvimento sobre como é importante a elaboração de um diagnóstico precoce. Além disso, é essencial que seja feito um levantamento de subsídios que consiste em aglomerar todos os dados necessários para que assim seja possível detectar de onde são provenientes os fenômenos que ocorrem. Este levantamento também conta com as informações sobre os danos e sobre todo o processo de construção e utilização da obra. Trata-se do colhimento e junção de informações para entender o problema e diagnosticá-lo. As informações são obtidas através de quatro formas: vistoria no local, anamnese, exames complementares e pesquisa.

A realização da vistoria no local afetado é a primeira etapa para o levantamento, segundo DO CARMO:

Através de um olhar profissional, faz-se uma determinação do nível de agravos a estrutura em questão e se a mesma apresenta níveis de desempenho aceitáveis e que não ponham em risco a segurança dos usuários. (DO CARMO, 2003, p. 10).

A vistoria do local é uma forma de avaliação por meio de visita técnica, na qual, registros fotográficos e relatórios são a ferramenta para assim serem levantados os dados e informações num primeiro momento para que consequentemente seja possível uma compreensão do surgimento das manifestações. Parte considerável dos eventos que demandam a realização de vistorias e perícias em edificações, decorre de manifestações patológicas muitas vezes identificadas através da simples observação do quadro de fissuração, o que facilita o diagnóstico dos problemas existentes (VITÓRIO, 2003). Outra forma também de se obter as informações para compreender o problema é a anamnese, que ainda seguindo com o pensamento de DO CARMO, é uma espécie de levantamento que consiste em buscar o histórico da construção, dos profissionais envolvidos, usuários ou proprietários, funcionando como uma prévia do que será encontrado no diagnóstico.

Os exames complementares também auxiliam para a formulação do diagnóstico do problema, contribuindo com informações encontradas a partir de exames físicos, químicos e até biológicos. É importante o conhecimento sobre as limitações e índices de erros que cada exame pode apresentar para a análise dos resultados obtidos. Por fim, se ainda não for possível elaborar um diagnóstico, deve- se recorrer a pesquisas seja elas bibliográficas ou tecnológicas.

FIGURA 2: Fluxograma para resolução de patologias da construção civil.

Fonte: (Lichtenstein, 1985).

Este fluxograma propõe uma análise mais simplificada e assim facilita o alcance dos objetivos sobre os problemas. Trata-se de uma metodologia baseada em divisões de etapas sobre os processos básicos para a análise e estudo do caso. Para o entendimento sobre determinado problema patológico, cada subsídio é obtido na vistoria do local, na anamnese ou nos exames complementares e deve ser estudado e interpretado para dar o suporte necessário para o quadro em que se encontra tal problema.

3.1 DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO DAS PATOLOGIAS NAS ESTRUTURAS DE CONCRETO

O diagnóstico é a fase mais importante do processo e cabe a ele definir o sucesso ou fracasso do que será determinado. Sua formatação completa passa por diversas etapas, que remetem a informações coletadas desde a primeira vistoria do local, a coleta de dados para posterior formulação do diagnóstico. (SANTUCCI, 2015).

Quando equivocado, implicará em intervenções que não serão cabíveis a verdadeira realidade além de dificultar as próximas análises e gerar um eventual gasto não necessário. Para diagnosticar as patologias, deve-se detectar as manifestações assim como identificar no processo de construção em que etapa elas se originaram e o que provocou o aparecimento deste dano, permitindo assim que seja estabelecido notas quanto ao estado que a obra apresenta, facilitando na tomada de decisões pelo tipo de intervenção e reparo que deve ser aplicado na situação presente.

Segundo BROOMFILED (1997), antes de se avaliar a estrutura através de ensaios, deve ser procedida primeiramente uma inspeção visual, que pode ser registrada através de fotografias e mapeamento de fissuras. É importante que todos os dados levantados anteriormente tenham ligação para que formem um único quadro patológico, assim, facilita o encaixe das hipóteses levantadas pelo patologista do mesmo modo que auxilia na eliminação daquelas que não apresentarem veracidade sobre o caso. Ainda assim, a incerteza poderá persistir, visto que, existem enfermidades diferentes que podem ser tratadas com o mesmo “remédio”, e vice-versa (LAPA, 2008). Portanto, trabalha-se em cima de incertezas onde há apenas redução de dúvidas sobre o problema, pois na realidade o diagnóstico apresentará sua eficácia quando a estrutura que receber o tratamento responder satisfatoriamente ao próprio.

Inspecionar, avaliar e diagnosticar as patologias da construção são tarefas que devem ser realizadas sistematicamente e periodicamente, de modo a que os resultados e as ações de manutenções devem cumprir efetivamente a reabilitação da construção, sempre que for necessária (GRANATO, 2002).

Após ser decretado o diagnóstico e antes de ser definido qual a conduta a ser tomada para a determinada situação, segundo Lapa (2008), o especialista da área deve levantar a hipótese sobre a evolução futura do problema, o qual é denominado prognóstico. Esta etapa auxilia na escolha de qual tratamento selecionar para a busca da solução do problema. Essas metodologias podem ser, erradicar a enfermidade, impedir ou controlar sua evolução, não intervir, estimar o tempo de vida da estrutura, limitar sua utilização ou indicar sua demolição.

3.1.1 ALGUNS TIPOS DE INTERVENÇÃO

De acordo com nível e a gravidade em que os danos submetem as estruturas pode-se apresentar um breve resumo sobre os tipos de atuações. As que devem ser efetuadas de forma rápida sobre danos que causam riscos graves para uma estrutura é denominada atuação de urgência, a qual é caracterizada por ser uma atuação provisória de modo que proteja os usuários até que se obtenha um diagnóstico do problema. As atuações de prevenção e/ou proteção são aquelas que tem função de dar proteção aos componentes estruturais para que a degradação não tenha evolução.

Outro tipo de intervenção são as atuações de reparação das estruturas que são aplicadas quando a degradação conseguiu afetá-las, sugerindo assim uma reparação na área afetada para que seja possível recuperar os elementos estruturais, sendo assim, é necessário que se obtenha um diagnóstico preciso sobre as partes que sofreram a degradação.

As atuações de reforço são aquelas que são requisitadas quando são encontrados e já diagnosticados os erros em um projeto, assim, deve-se buscar novos sistemas de reforço que sejam então adequados. Por fim, a substituição da estrutura, então, elimina-se fisicamente o componente estrutural substituindo-o por outro elemento novo (HELENE, 2003). O caso de substituição é executado quando as utilizações dos reforços já não são mais viáveis e, portanto, não há mais o que se fazer, a não ser trocar por uma estrutura nova.

3.1.2 INSPEÇÃO DAS ESTRUTURAS

Inspeção é uma atividade técnica especializada que abrange a coleta de elementos, de projeto e de construção, o exame minucioso da construção, a elaboração de relatórios, a avaliação do estado da obra e as recomendações, que podem ser de nova vistoria, de obras de manutenção, de recuperação, de reforço ou de reabilitação da estrutura (HELENE, 2007). São importantes a análise e o estudo de um processo patológico, pois, devem permitir ao analista rigorosamente a determinação da origem, do mecanismo e dos danos subsequentes, tornando possível que se possa ter uma conclusão sobre as técnicas de recomendações mais eficazes para o quadro encontrado.

A inspeção trata-se de um elemento indispensável na metodologia para uma manutenção preventiva, e pode ser executada uma Inspeção Preliminar e Inspeção Detalhada.

De acordo com Wilke (2012), é importante frisar que a inspeção das estruturas é uma parte importante, mas apenas uma parte da manutenção das edificações. As inspeções, programadas ou não, auxiliam na identificação dos problemas, porém, após, deve-se intervir no elemento danificado.

A figura 3 apresenta um fluxograma simplificado do passo a passo de uma inspeção técnica.

FIGURA 3: Fluxograma que representa o passo a passo das inspeções técnicas de uma edificação.

Fonte: Adaptado de GRANATO (2002).

Numa visão mais completa, também deve‐se trabalhar no sentido de prevenir o aparecimento e a evolução de uma manifestação patológica (MEHTA & MONTEIRO, 2008). Os indícios de irregularidades tanto do sistema como o de durabilidade devem ser avaliados para não comprometer as estruturas, pois são estes os contribuintes para as manifestações dos problemas.

A fase de inspeção preliminar tem como objetivo determinar através da análise visual juntamente com o histórico da edificação, se a estrutura apresenta necessidade de ter uma intervenção imediatamente. Estima-se nessa inspeção as consequências possíveis que os danos podem trazer e, caso seja necessário, as medidas de emergência que poderão ser tomadas para tal estrutura. Baseando-se nas informações obtidas deste processo, também é possível seguir para um estudo a fundo e mais detalhado.

A etapa de inspeção detalhada deve ser executada por profissionais e consiste na definição da causa da manifestação patológica encontrada em uma determinada estrutura de concreto. Isto será possível através da realização de ensaios de campo e de laboratório para que seja alcançado um diagnóstico coerente e sendo assim, efetuar intervenções precisas.

3.1.3 CONDUTA A SER SEGUIDA

A fase de elaboração das intervenções possíveis e a escolha daquela que será seguida para aplicar vem após a definição do diagnóstico e prognóstico. São elas: corrigir pequenos danos (reparo), devolver à estrutura o desempenho original perdido (recuperação), ou aumentar tal desempenho (reforço). O objetivo da conduta é recomendar o que deve ser executado.

Após obter uma conduta a ser seguida que define principalmente os materiais que serão utilizados para os reparos, é indispensável o armazenamento dos dados obtidos durante todas as etapas do processo de resolução das manifestações, sejam eles, relatórios fotográficos, procedimentos utilizados, soluções adotadas, pois as informações obtidas são as principais ferramentas que o profissional pode utilizar para a resolução das patologias na construção.

A escolha de uma alternativa de intervenção e formulação de um plano de ação adequado é viável se houver disponibilidade de recursos tecnológicos e financeiros para sua execução, sempre deve ser levada em consideração a engenharia financeira da terapêutica adotada, procurando a melhor relação custo/benefício aplicada à patologia (DO CARMO, 2003).

4. FORMAS PATOLÓGICAS ENCONTRADAS COM MAIOR FREQUÊNCIA

É possível encontrar diversas deficiências e formas patológicas no concreto, até mesmo bem visíveis no dia-a-dia. Algumas mais comuns como as abordadas no quadro a seguir são fáceis de serem reconhecidas e servem como alerta para iniciar uma atitude que não deixe o problema se alastrar. Conforme mostra a Tabela 1, que detalha as principais manifestações patológicas.

TABELA 1:Infiltração, manchas, bolor ou mofo, eflorescência.

Fonte: (Shirakawa, 1995).

É possível notar que os problemas mais comuns ocorrentes no concreto, são as eflorescências, infiltrações, bolor ou mofo e manchas. Normalmente, esses problemas patológicos aparecem de forma característica, e notadas precocemente poderão ser reparadas.

As formas patológicas surgem na maior parte das edificações, porém, em algumas com maior intensidade do que em outras, e podem se apresentar de diferentes meios. Estes problemas podem se manifestar deforma mais simples, e isto facilita a identificação e reparo, ou ainda, podem se manifestar de forma complexa, requerendo uma análise individualizada e mais detalhada.

4.1 ASPECTOS PARA REPARAR, RECUPERAR E REFORÇAR

As intervenções necessárias para restituir o desempenho da estrutura devem ser aplicadas quando a própria se apresenta de forma insatisfatória, devem-se expor alternativas para que seja possível reparar, recuperar, reforçar, ou ainda, no caso mais extremo, decretar a falência da estrutura e demolir. Antes de qualquer intervenção em uma estrutura afetada é essencial determinar qual a melhor estratégia a ser utilizada no caso estudado. O tipo da intervenção vai depender de como a manifestação patológica está apresentada. Para haver uma correta seleção da alternativa de intervenção conforme o nível dos agravos e a disponibilidade de materiais na região onde está inserida a edificação deve haver a análise do tipo de terapia a ser adotada (MOREIRA, 2006).

Para um projeto de recuperação deve-se levar em conta uma avaliação das condições da estrutura, as soluções cabíveis para a situação em que ela se encontra e proteções adicionais. Algumas deficiências apresentadas podem ser de pouca importância, portanto, não afetam o restante da estrutura. Por isso, a reparação neste caso pode ser realizada de forma imediata, sem necessidade de se esperar resultados de análises e pesquisas. No entanto, outros defeitos são de grande importância e exigirão um estudo completo da estrutura.

Os parâmetros sociais, econômicos, ambientais e dentre outros, são pontos que devem ser considerados pois podem influenciar na tomada de decisões quanto a urgência de reparar ou reforçar a obra. Como é possível que se tenha uma diversidade de danos e de possibilidades de ocorrência, isso acaba por dificultar a elaboração de normas de recuperação e de reforço que devem ser aplicadas. No entanto, a ocorrência de monitoramento das estruturas recuperadas é uma grande possibilidade, a partir dos resultados que são importantes para ser estabelecido pontos mesmo que mínimos de desenvolvimento para novos reforços.

Para iniciar o procedimento da recuperação ou reforço da estrutura é necessário anteriormente que seja realizado um trabalho extensivo de investigação sobre tudo o que diz respeito a obra, seus projetos iniciais, plantas, memórias de cálculo, especificações de materiais, dentre outros documentos. Detectada a existência desses documentos, a revisão e conferência destes poderão ser ocorridas durante vistoria local. Por outro lado, se não encontrados deverá ser providenciado um levantamento detalhado da estrutura. Durante a inspeção na obra deve-se ter a segurança pessoal do profissional, que geralmente são equipamentos de segurança como roupas especiais, máscaras, botas, etc.

Alguns dos instrumentos utilizados numa inspeção são a régua e metro, giz-estaca, fio de prumo, lupa, binóculo, lanterna, máquina fotográfica, filmadora, fissurômetro, extensômetro, martelo de geólogo, furadeira elétrica de impacto, pacômetro, esclerômetro, cavalete, equipamento individual de proteção, dentre outros, (CARMONA FILHO, 2000). Algumas das técnicas e ensaios mais frequentes no diagnóstico de uma estrutura deteriorada são a determinação da espessura carbonatada, a dosagem de cloretos e sulfatos, a determinação da massa específica, permeabilidade e resistência mecânica do concreto, a radiografia-x, gamagrafia e a realização de prova de carga. É de fundamental importância conhecer as causas que motivaram os danos.

Dado o surgimento de inúmeros casos de patologia em estruturas de concreto armado, aliado à preocupação com o controle de qualidade das estruturas recentes e a manutenção de estruturas em geral, as técnicas de ensaios de avaliação de estruturas acabadas, têm se desenvolvido intensamente nas duas últimas décadas, com o objetivo de prevenir e corrigir tais vícios da engenharia (EISINGER & LIMA, 2000).

4.1.1 REPARAÇÃO DE FENDAS, FISSURAS E TRINCAS NAS ESTRUTURAS DE CONCRETO

De acordo com a sua estabilidade, as fissuras são analisadas e classificadas. Elas podem estar estabilizadas e passivas quando o que as provocou foi eliminado, portanto esta não se movimenta. Uma fissura é ativa quando a causa que a provocou continua existindo, portanto, tem movimento.

Os procedimentos para fazer o reparo em fissuras nas estruturas em concreto são: Limpar a fissura com jato de ar e assim sua espessura irá aumentar para posteriormente ser tratada. Em seguida aplica-se o material epóxi sobre a superfície como selante; injeta-se resina epóxi nos orifícios na parte inferior até que o material transborde pela parte superior e por fim, fecham-se os orifícios.

De acordo com o tipo de fenda, ativas ou não ativas, são realizadas duas formas de procedimento. Para as fendas ativas: limpa-se a fenda, aumentando seu tamanho com jato de ar, preparando-a para ser selada e em seguida aplica-se um selante com betume elástico à base de poliuretano. Já para as fendas não ativas, o procedimento é o mesmo do anterior, porém o selante utilizado se faz com argamassa de cimento.

4.1.2 REPAROS SUPERFICIAIS

Os reparos rasos ou superficiais são aqueles de profundidade inferior a 2,0 cm, não ultrapassando a espessura do cobrimento da armadura (SOUZA & RIPPER, 1998). Podem ser localizados ou generalizados. São exemplos característicos o enchimento de falhas, regularização de lajes, reconstituição de quinas quebradas, erosões ou desgaste, dentre outros. Estes exigem um conhecimento prévio dos materiais, da localização da obra, sua estrutura, ferramentas e equipamentos de preparação da superfície e de aplicação dos materiais.

4.1.3 REPAROS SEMI-PROFUNDOS E REPAROS PROFUNDOS

Os reparos semi-profundos são aqueles com profundidade entre 2,0 e 5,0 cm, normalmente atingindo a armadura (SOUZA & RIPPER, 1998). Normalmente requer a montagem de formas com cachimbos e verificação da necessidade de escoramentos. A reconstituição da seção pode ser feita com graute de base mineral com retração compensada e alta resistência mecânica, com cura úmida.

Os reparos profundos são aqueles que atingem profundidades superiores a 5,0 cm. Conforme PIANCASTELLI (1998) os reparos profundos são aqueles que apresentam aberturas para retirada do concreto deteriorado ou contaminado, com profundidade 1,5 vezes maior que a maior das duas outras dimensões.

4.1.4 REFORÇO DAS ESTRUTURAS

Faz-se presente o reforço em uma estrutura quando existe a necessidade de aumentar a sua capacidade resistente ou para corrigir possíveis falhas que fazem supor que a capacidade de carga prevista inicialmente diminuiu (VALENZUELA SAAVEDRA, M.A., 2010).

Para que as soluções sejam eficazes é necessário que haja um estudo aprofundado referente a toda a aplicação da alternativa escolhida, bem como dos materiais a serem utilizados. Sendo assim, é importante que para essa seleção tenha-se argumentações que ofertem um embasamento sobre a opção escolhida, que aborde principalmente fatores econômicos, ambientais, técnicos, dentre outros.

Para que aconteça uma seleção adequada da alternativa de intervenção, é crucial que sejam analisados os agravos e a disponibilidade de materiais na região onde está inserida a construção para assim haver a execução da terapia correta.

O reforço das estruturas com concreto é utilizado tendo em vista suas vantagens econômicas e a facilidade de execução. Todavia, como desvantagem encontra-se a interferência arquitetônica e o tempo necessário para que a estrutura possa ser colocada em serviço. O concreto no reforço pode resultar na adoção de espessuras menores, tornando possível que não se precise aplicar alterações mais significativas nas dimensões originais dos elementos reforçados. Para que o reparo alcance resultados satisfatórios ele depende da boa aderência do concreto novo aplicado sobre o velho e da capacidade de transferência de tensões entre os mesmos.

4.1.5 RECUPERAÇÃO DAS ESTRUTURAS

Recuperar uma estrutura de concreto é devolvê-la às suas condições originais, esclarecendo que antes de qualquer recuperação, devem ser identificadas e sanadas as causas que ocasionaram os problemas patológicos na estrutura. Se por ventura isso não for realizado, podem ocorrer danos em outros locais da estrutura, além das já existentes.

Segundo Andrade (1992), para dar início a recuperação das estruturas de concreto, deve-se preparar a superfície que é uma das fases mais críticas do trabalho, pois, sem preparar adequadamente o substrato os resultados dos reparos podem não ter sucesso. A superfície que receberá o tratamento seguirá com as etapas do procedimento que são elas:

Polimento: Esta técnica é utilizada para reduzir a aspereza da superfície do concreto, tornando-a novamente lisa e isenta de partículas soltas, utilizando-se de equipamentos mecânicos, como lixadeiras portáteis ou máquinas de polir pesadas utilizadas quando a área a ser recuperada é muito extensa (SOUZA, 2006).

SOUZA & RIPPER (1998) sugerem que no caso de limpeza de superfície com jatos de água fria, o trabalho deve ser feito no sentido descendente com movimentos circulares, mantendo-se a pressão do compressor constante. As técnicas de lavagem e limpeza da superfície do concreto devem ser feitas pois como a estrutura fica exposta em ambientes que podem ser agressivos, deve ser feita a limpeza das estruturas de forma que retire a impregnação de substâncias ou poluentes. Existem diversas técnicas de limpeza da superfície do concreto, porém deve-se tomar cuidado quanto ao uso de soluções ácidas com relação à armadura do concreto.

As principais normas técnicas de limpeza da superfície do concreto são:

  • Saturação: Atua para aumentar a aderência do material de recuperação. Conforme Souza e Ripper (1998), a saturação dura em média 12 horas. Deve-se deixar a superfície a ser recuperada apenas úmida.
  • Corte: Neste processo, remove-se todo e qualquer material nocivo às armaduras, promovendo um corte, pelo menos 2 cm ou o diâmetro da barra, de profundidade de forma que toda armadura estará imersa em meio alcalino. Depois de realizado o corte, a superfície do concreto deve passar por uma sequência de limpeza, que são: jateamento de areia, jateamento de ar comprimido e jateamento de água. No momento do corte devem-se remover completamente os agentes nocivos à estrutura. Existem ainda situações em que se necessita o escoramento da estrutura onde está sendo realizado o corte, fatores esses que acabam por encarecer e demandar maior tempo de intervenção (CÁNOVAS, 1988).
  • Demolição: A demolição geralmente é projetada em função do porte e tipo da estrutura a demolir. Podem ser usados martelos demolidores, explosivos, agentes demolidores expansivos e etc. Dependendo da grandeza dos danos ou riscos, é julgada demolição total ou parcial.

CONCLUSÃO

O presente estudo abordou sobre patologia, recuperação e reparo das estruturas de concreto, tema este escolhido pelo fato de ser encontrado no cotidiano e muitas vezes as pessoas não terem a completa informação principalmente do causador desse problema e de como agir, sendo assim, poderá ser utilizado para complementar os conhecimentos já obtidos sobre o assunto. Ao decorrer do trabalho, inicialmente pela introdução, que de forma simplificada teve o objetivo de apresentar sobre o conteúdo que estaria presente no decorrer do trabalho, como alguns conceitos sobre os problemas patológicos das estruturas de concreto, como é possível detectá-las e apresentar sobre como intervi-las a tempo de recuperá-las.

O primeiro capítulo apresentou sobre os conceitos de patologias, seus sintomas, suas causas, origens e fases nas construções em que elas podem ser encontradas. É de fundamental importância compreender mais a fundo sobre o problema que se encontra e também distinguir em que etapa ele pode ter sido originado para que então seja atribuída a responsabilidade ao indivíduo.

No capítulo seguinte, o levantamento de subsídios está presente assim como os tipos de diagnóstico e prognóstico, que são importantes como também a inspeção e o tipo de intervenção adequada. Diagnosticar a patologia precocemente é uma das maneiras de aumentar as chances de recuperar a estrutura, portanto, a supervisão é sua aliada no processo de recuperar ou reforçá-la. Intervir de forma correta e aplicando uma boa conduta a ser seguida, garante também o sucesso do procedimento.

Já no terceiro capítulo referiu-se brevemente de início sobre as formas patológicas que são encontradas com mais frequência e que geralmente são bem notáveis. Alguns tipos de reparos, recuperação e reforços que podem ser executados para salvar a estrutura afetada também foram relatados nesta última parte de desenvolvimento do trabalho.

Por fim, cabe salientar, que mesmo que ocorrendo melhorias nas técnicas construtivas e seja utilizado materiais de construção com maior qualidade, ainda poderá ser observado edificações apresentando patologias, porém, uma inspeção e manutenção constante assegura a sua durabilidade. A importância em se elaborar pesquisas assim, é que ajuda para que se possa atingir qualidade nas edificações, uma vez que as patologias das construções estão ligadas a qualidade. E seria bem viável também que fossem promovidas apresentações sobre casos encontrados em utilidades públicas principalmente, para que as pessoas obtivessem essas informações de forma mais direta e rápida, assim, adquirindo conhecimento sobre este problema e se atentar em suas construções.

REFERÊNCIAS

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[1] Engenheiro Civil pela Faculdade Pitágoras de Guarapari, Pós-graduando em Engenharia de Segurança do Trabalho pela UCAM, Pós-graduando em Ciências Ambientais e Análise Ambiental pela FAVENI, Engenheiro Civil.

[2] Bióloga pela Centro Universitário São Camilo, Especialização (MBA) em Gestão Ambiental pela UNOPAR, Especialização (MBA) em Ensino das Ciências Biológicas pela FETREMIS, Bióloga.

Enviado: Outubro, 2018.

Aprovado: Março, 2019.

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