Análise da indústria cimentícia brasileira

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ARTIGO DE REVISÃO 

SILVA, Fagna Fernandes [1]

SILVA, Fagna Fernandes. Análise da indústria cimentícia brasileira. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 01, Vol. 04, pp. 61-67. Janeiro de 2019. ISSN:2448-0959

RESUMO

O cimento surge da necessidade para ajudar na solidez na construção civil. Atualmente a necessidade de produzi algo eco eficiente é algo que faz aumentar a pesquisa na área. Este trabalho tem como objetivo mostrar a evolução da Indústria Cimentícia Brasileira e o processo de produção junto com os impactos ambientais ocasionados e as inovações que surgem, baseado em uma pesquisa analítica-descritiva de relatórios e bibliográficas. O Brasil é portador de um acervo imenso biomassas e resíduos, com isso ele destaca-se no meio de produção. A adição de minerais alternativos é a forma mais eficaz para amenizar a emissão de GEE e assim consolidar uma nova era da indústria cimentícia.

Palavras-chave: Indústria cimentícia brasileira, Impactos na produção do cimento, Inovações na Indústria cimentícia.

INTRODUÇÃO

A palavra cimento é originada do latim caementu, que designava na velha Roma espécie de pedra natural de rochedos e não esquadrejada. A origem do cimento remonta há cerca de 4.500 anos. O cimento surge da necessidade para ajudar na solidez na construção civil. O seu primeiro registro de algo semelhante foi apontado na época da construção das pirâmides no Antigo Egito no qual utilizaram uma mistura de gesso calcinado adicionando cinzas vulcânicas. A partir desse aglomerado e a procurar de algo que aumentasse a durabilidade e a resistência iniciou-se o processo de estudo e aperfeiçoamento.

Desde primeiro conceito de algo que chegaria a ser o popular cimento conhecido hoje, a ideia de inovação em busca de aprimorar sempre esteve entrelaçada no desenvolvimento do cimento.

Este trabalho tem como objetivo mostrar a evolução da Indústria Cimentícia Brasileira e o processo de produção junto com os impactos ambientais ocasionados e as melhorias que surgem como alternativa eco-eficiente.

2. HISTÓRIA DA INDÚSTRIA CIMENTÍCIA BRASILEIRA

O inicio da produção de cimento na indústria brasileira tem como Pioneira o Estado da Paraíba período marcado nos finais do século XIX, apesar do funcionamento da unidade industrial por apenas três meses [1]. Deste modo, a indústria de cimento surge no Brasil quase que paralelamente as outras indústrias que começavam a surgir na época e até então era as principias indústrias manufaturadas.

Desde sua tentativa de implantação no Brasil, até ela solidificasse no continente passou-se por um processo de instabilidade até fixasse. A instalação definitiva de uma unidade industrial ocorreu somente no final da década de 1920, com a entrada em operação de uma fábrica da Companhia Brasileira de Cimento Portland (CBCP), cuja capacidade de produção era de 60 mil toneladas e o controle acionário eram exercidos por canadenses, 70%, e o restante, 30%, por capitais nacionais [2].

Recentemente a indústria brasileira de cimento conta com 88 fábricas distribuídas pelo país sendo 11,36% Região sul, 44,318% Região Sudeste, 9,09% Região Centro-Oeste, 28,409% Região Nordeste e 6,81% Região Norte. Atualmente ocupa o 4º lugar de maiores consumidores do mundo e o 5º de maiores produtores de cimentos [3].

2.1. PRODUÇÃO DO CIMENTO NO BRASIL

O cimento é o segundo produto mais consumido pelo Homem, apenas ultrapassado pela água, é responsável por cerca de 7% das emissões de , SOx e NOx na atmosfera. O ritmo de construção e desenvolvimento global e o consumo cada vez mais acelerados, o desperdício constante na concepção rápida e pouco eficiente dos materiais de construção, bem como a visão a curto prazo dos custos ambientais, são cada vez mais um fator de degradação ecológica e mudanças climáticas [4].

Em escala mundial, aproximadamente 90% das emissões de é proveniente da fabricação de cimento ocorrem durante a produção de clínquer [5]. OS resultados das estimativas de emissões de provenientes da descarbonatação do calcário na produção de clínquer são apresentados na (figura 1) e Produção de cimento e emissões de (Figura 2), baixo:

Figura 1: http://www.mct.gov.br.

Fonte: SNIC (2005).

Figura 2: http://www.mct.gov.br.

Fonte: SNIC (2009).

Durante o processo de combustão, além da emissão de gases de efeito estufa os resíduos, materiais mais voláteis (tais como Hg e Ti) seguem rotas de emissão prejudiciais tanto às propriedades do cimento, como à saúde ocupacional e à saúde ambiental. Muitos desses resíduos contêm metais pesados compostos organoclorados com cadeias vinílicas ou aromáticas, como as dioxinas e os furanos [6].

2.2 INOVAÇÕES NA INDÚSTRIA CIMENTÍCIA

A utilização de resíduos como auxilio eco-eficiente tem sido algo inovador na ação diminuição da emissão . De acordo com a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que os resíduos somente poderão ser dispostos em aterros após terem sido esgotadas todas as possibilidades de reaproveitamento, a utilização de resíduos como combustível alternativo em fornos de cimento (co-processamento) [7]

O co-processamento reaproveita rejeitos e subprodutos de outras atividades em substituição aos combustíveis tradicionais (coque de petróleo, óleo combustível e carvão) mineral. Dessa forma, resíduos com poder energético, como pneus inservíveis, tintas e biomassas (moinha de carvão, casca de arroz, bagaço de cana, casca de coco, resíduos madeiras, moinha de coque, plásticos rejeitos carbonosos e etc.) são utilizados para alimentar a chama do forno de clínquer, ao mesmo tempo em que são adequadamente destruídos [8]. A seguir veja (Figura 3):

Figura 3: portaldaindustria.com.br.

Fonte: ABCP (2011).

A indústria cimentícia demonstra outro processo de inovação adotando o método de adições no cimento Portland além da utilização do coprocessamento que são obtidas vantagens ambientais e econômicas, como o aproveitamento de resíduos industriais. A redução no uso do clínquer e consequentemente a menor emissão de decorrente do consumo de combustíveis nos fornos e da calcinação do calcário. O processo alternativo de minerais é dividido em três grandes grupos: os materiais cimentícios – como as escórias de alto-forno, os materiais pozolânicos – as cinzas volantes, a sílica ativa, e os materiais não reativos – como o fíller calcário [9].

A crescente utilização de adições ao cimento no Brasil tem representado uma das mais eficazes medidas de controle e redução das emissões de da indústria e isso pode ser observado na (Figura 4), abaixo:

Figura 4: http://www.mct.gov.br .

Fonte: SNIC (2009).

3. METODOLOGIA

O presente trabalho apresentou um estudo analítico-descritivo, por meio da pesquisa de relatórios e bibliográficas contendo dados da evolução da Indústria Cimentícia Brasileira e o processo de evolução da produção junto com os impactos ambientais e as inovações.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

O Brasil é portador de um acervo imenso biomassas e resíduos, com isso ele destaca-se no meio de produção de algo eco eficiência no processo de fabricação utilizando combustíveis alternativos e também temos a tecnologia de adições que auxilia na redução do clínquer, o responsável pela maior emissão de gases durante a produção.

Atualmente vários aspectos de amenizar a emissão De Gases De Efeito Estufa (GEE) foram e estão sendo desenvolvidos acompanhados pelo Sindicato Nacional Da Indústria de Cimento (SNIC) e a Associação brasileira de Cimento Portland (ABCP), dados esses que foram apresentados nas Figuras 3 e 4 acima, onde apresenta ascensões nos resultados. Tecnologias essas que não alterada a composição e sua eficácia, porem não temos a total aderência desses projetos nas indústrias brasileiras e é algo que desde 1990 já foi comprovado a sua ação.

5. CONCLUSÕES

– Atualmente o Brasil tem como representantes das indústrias de cimento a ABCP e SNIC. Ambas são entidades sem fins lucrativos e que desempenha um papel fundamental, desde a consolidação do mercado e qualidade até as categorias administrativas e de interesses individuais, na evolução da indústria promovendo o desenvolvimento sustentavel;

– Os impactos ambientais ocasionados pela indústria têm como evidente as mudanças climáticas provocadas pelas emissões de GEE, porém varias são as tecnologias desenvolvidas para o combate;

– A adição de minerais alternativos é a forma mais eficaz para amenizar a emissão de GEE e assim consolidar uma nova era da indústria cimentícia.

6. REFERÊNCIAS

    1. SUZIGAN, W. A indústria Brasileira: origens e desenvolvimento. São Paulo: Brasiliense, 1972.
    2. FERREIRA, M. A. A. M. O Desenvolvimento Regional do Mato Grosso do Sul: O Caso do Cimento. 1999. 206f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 1999 apud SANTOS, B. L. A Indústria De Cimento No Brasil: Origens, Consolidação E Internacionalização. Sociedade & Natureza: Uberlândia, 2011.
    3. SNIC. Sindicato Nacional da Indústria de Cimento. Rio de Janeiro, 2013. v.1. Disponível em: http://www.snic.org.br/pdf/RelatorioAnual2013final.pdf. Acesso em: 09 Jun. 2017.
    4. Metha, P.K.; Monteiro, P.J.M. – Concreto: microestrutura, propriedades e materiais. 3ª ed. IBRACON. Brasil, 2008. p. 77-234.
    5. Indústria brasileira de cimento: Base para a construção do desenvolvimento / Confederação Nacional da Indústria. Associação Brasileira de Cimento Portland. – Brasília : CNI, 2012, p. 37.
    6. LINS, V. F. C; ROCHA, S. D. F; ESPIRITO SANTO, B. C. Aspectos do coprocessamento de resíduos em fornos de clínquer, Belo Horizonte, p. 2, 2010.
    7. Indústria brasileira de cimento: Base para a construção do desenvolvimento / Confederação Nacional da Indústria. Associação Brasileira de Cimento Portland. – Brasília : CNI, 2012, p. 57.
    8. Ministério da Ciência e Tecnologia: Emissões De Gases De Efeito Estufa Nos Processos Industriais – Produtos Minerais. — Brasília: MCT, p.17.
    9. RODRIGUES, M. S. Avaliação de cinzas de palha de cana-de-açúcar e sua utilização como adição mineral em matrizes cimentícias. 2008. 128f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Agrícola) – FACULDADE DE ENGENHARIA AGRÍCOLA (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS), Campinas, p.13, 2008.

[1] Estudante de Engenharia Civil.

Enviado: Março, 2018

Aprovado: Janeiro, 2019

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