Ferramentas possíveis para qualidade na construção civil

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ARTIGO ORIGINAL

SANTOS, Danyelle da Silva [1]

SANTOS, Danyelle da Silva. Ferramentas possíveis para qualidade na construção civil. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 06 , Ed. 02, Vol. 02, pp. 41-56. Fevereiro de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/engenharia-civil/qualidade-na-construcao

RESUMO

O presente artigo buscou analisar as diversas ferramentas da gestão da qualidade que acabaram tornando-se indispensáveis premissas para as empresas de vários seguimentos, que objetivam competir e garantir a sua permanência no mercado de trabalho. Diante disso, faz-se necessário o questionamento sobre a importância da gestão da qualidade no cenário da construção civil. O objetivo desse trabalho é mostrar de que forma a gestão controla e gerencia a qualidade de diversos serviços e produtos através das suas ferramentas, assim, tendo a garantia de um produto final com elevados índices de concorrência e qualidade, levando a satisfação. A construção metodológica dessa pesquisa é de cunho explicativo, com abrangência nas ferramentas da gestão da qualidade na construção civil, para tanto, utilizamos como base de pesquisa vários autores. Diante disso, como resultado, evidencia-se que além dos recursos existentes é necessário que os profissionais da construção civil deixem de encarrar as ferramentas da gestão da qualidade como um problema, passando a considerá-lo como solução e prevenção de erros futuros.

Palavras-chave: Qualidade, Construção Civil, Gestão.

1. INTRODUÇÃO

Nos últimos anos, o setor da construção civil vem vivenciando um enorme aquecimento, tornando indispensável que as empresas de construção civil implementem o Sistema de Gestão da Qualidade-SGQ na busca para alcançar as exigências impostas pelos agentes financeiros, onde pode-se dá como exemplo a Caixa Econômica Federal-CEF e seus agentes consumidores. Segundo Prado (2003), esse sistema tem a finalidade de reduzir o desperdício de tempo e de material, alcançando a minimização dos custos e buscando desenvolver serviços especializados com colaboradores capacitados, os quais presem pela qualidade do produto final.

Diante do exposto, esse trabalho tem por objetivo conceituar a gestão da qualidade mostrando as suas evoluções, implementações de sistemas de gestão, ferramentas que podem e devem ser utilizadas e fatores que influenciam na qualidade das atividades realizadas no setor da construção civil.

A qualidade é conceituada como a capacidade que um processo apresenta para satisfazer uma necessidade, resolver um problema ou fornecer benefícios a alguém. Sendo assim a qualidade apresenta um conceito muito importante nos processos de atividades desenvolvidas pelo homem em sociedade. (SANTOS, 2011)

No ramo da construção civil a gestão da qualidade é iniciada ao identificar as necessidades dos usuários da edificação, e segue passando por todas as etapas do processo construtivo, sendo adicionados a cada uma das etapas, produtos e serviços com diferentes níveis de qualidade que em consequência resulta em um produto final que satisfaz a necessidade dos clientes.

Para que tal qualidade e total satisfação do cliente seja alcançada no ramo da construção civil e nas suas diversas etapas, a implantação do SGQ’s é feita nas construtoras. Implantação a qual, leva as mesmas a receberem certificação que são uma garantia aos clientes deste setor que seus produtos finais apresentam os requisitos que indicam a qualidade dos mesmos (FARIAS; ARANTES, 2012).

Segundo Farias e Arantes (2012) a qualidade é alcançada na Construção Civil quando as construtoras desenvolvem suas obras seguindo as seguintes etapas: planejamento, projetos, aquisição de materiais de construção e equipamentos, execução da obra e inspeção.

A gestão da qualidade está atrelada ao uso de sistemas e soluções inovadoras, as empresas que não acompanham essa tendência acabam realizando trabalhos com menos eficácia e precisão. Neste sentido, a qualidade, representa a busca constante pela satisfação não apenas do cliente final, mas de toda a estrutura coorporativa da empresa.

2. DESENVOLVIMENTO

2.1 QUALIDADE: EVOLUÇÃO HISTÓRICA, DEFINIÇÕES E CARACTERÍSTICAS

Desde os tempos em que os chefes tribais, faraós e reis governavam, já existia uma preocupação com a qualidade. Onde os produtos que não cumpriam as especificações eram aceitos ou devolvidos por inspetores (ROSSATO, 1996).

Podemos analisar qualidade, como um conceito particular, diretamente relacionado à percepção final do cliente, sobre o esperado do deliberado produto ou serviço, ao passo que, quanto menores defeitos, maior a qualidade.  No entendimento de Deming (1993) a qualidade é tudo aquilo que melhora o produto do ponto de vista do cliente.  Pode-se analisar também outro conceito da qualidade, como o de Souza (2005) que diz que “um produto ou serviço de qualidade é aquele que atende perfeitamente, de forma confiável, de forma acessível, de forma segura e no tempo certo às necessidades do cliente”.

O conceito de qualidade é dinâmico e varia com o tempo (PICCHI, 1993). Essas definições de autores clássicos remetem a uma época em que qualidade era focada na inspeção do produto final, em um sistema de produção artesanal, onde um mesmo indivíduo executava todas as etapas do processo.

Com a sua evolução e com o constante aumento da produtividade, ocorrem mudanças da abordagem da qualidade. Sendo incluído o conceito de controle de qualidade, onde a inspeção e o monitoramento passam a ser realizados nas diversas fases do processo produtivo.

Há pouco tempo, com o aprimoramento das atividades, a concorrência entre as empresas e até mesmo o aumento da exigência do consumidor, vem fazendo com que as empresas caminhem a era que se chamou de garantia da qualidade. Garvin (2002), diz que está, apesar de manter o objetivo e as características citados anteriormente, envolvem mais quatro elementos necessários ao gerenciamento da qualidade, a quantificação dos custos da qualidade, o controle total da qualidade, a engenharia da confiabilidade e o zero defeito.

Em consequência da evolução do conceito de qualidade, foi-se aumentando a percepção de sua importância nas empresas. Garvin (2002), alinha algumas características pertinentes a qualidade. Sendo: desempenho, característica, conformidade, durabilidade, atendimento, estética e qualidade.

A partir dessas concepções de qualidade, as empresas passam a ser responsáveis pela redução de custos e correções de defeitos. Sendo assim é possível perceber, que não só as questões técnicas estão envolvidas no crescimento da qualidade, mas também as questões gerenciais, surgindo então a necessidade de profissionais intitulados engenheiros da qualidade, aos quais são atribuídas funções não apenas técnicas, mas também gerenciais, tornando assim o desenvolvimento da gestão da qualidade a cada dia mais evolutivo e eficaz.

 2.2 SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL

A necessidade de ser implantado um Sistema de Gestão da Qualidade-SGQ, que atuem de maneira informatizada nas questões de controle da qualidade, normas, processos e certificações no ramo da construção civil é cada vez maior, independente do porte e atuação da construtora, pois o alto índice de retorno é satisfatório.

Essas empresas vêm galgando e sentido de perto e com grande preocupação a busca pelas certificações, enfrentando muitas vezes dificuldades. Para atende a todas essas questões e como forma de melhoria nas informações, o Governo federal instituiu, em 1998, o Programa Brasileiro de Qualidade e produtividade no Habitat-PBQP-H.

O Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat -PBQP-H é o modelo atual e realmente é eficiente para todos os tipos de construtoras. Entre os elementares resultados esperados, estão: tornar o setor da construção civil mais competitivo, reduzir os custos coexistente a elevação da qualidade das construções e buscar uma confiabilidade ainda maior do consumidor. Na busca constante por esses objetivos é necessário destacar: a qualificação dos projetistas e das construtoras, a qualidade dos matérias, treinamento da mão de obra, normatizações e tecnologias avançadas.

A norma do programa atribuída à avaliação da conformidade de Empresas do Ramo da Construção Civil é a Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras da Construção Civil – SiAC, a qual foi baseada na série de Normas da ISO 9000 em caráter evolutivo, compondo níveis D,C,B e A de avaliação progressiva. (LLOYD’S REGISTER QUALITY, 2017).

2.3 VANTAGENS E BENEFÍCIOS

Implementar um sistema de gestão da qualidade já deixou de ser apenas uma vantagem ou um diferencial, passou a ser uma questão de sobrevivência das empresas no mercado de trabalho, sendo considerada indispensável para todos os ramos, e não seria diferente na construção civil.  Os benefícios tornam o sistema de gestão da qualidade uma bela parceria entre a melhoria no processo de produção e o aumento da qualidade dos produtos finais.

Os principais benefícios da gestão da qualidade na construção civil são (MATCON, 2017):

– Diminuição dos custos e dos desperdícios: o custo-benefício da implementação dos sistemas de gestão da qualidade é bastante vantajoso, pois uma boa gestão da qualidade na construção civil torna a empresa muito mais eficaz, pois ela contará com a identificação de cada processo construtivo e de produção e todos os fluxos que abrangem os clientes, os fornecedores e os parceiros. Uma empresa que conhece os diversos processos, fica mais fácil de se encontrar e corrigir erros no processo construtivo e assim evitar o retrabalho, diminuindo o desperdício de matéria e mão de obra, e gerando uma considerável economia.

– Maior produtividade: na construção civil, várias normas técnicas precisam ser cumpridas, para que se tenha a certificação da qualidade. Para se conseguir uma padronização na sua produção é necessário que a empresa delimite a função de cada colaborador. Na construção civil os profissionais, muitas vezes não tem a qualificação necessárias para a execução de determinados serviços e por mais que a tecnologia venha avançando em uma enorme velocidade, muitas etapas da construção ainda são executadas de maneira tradicional, diante dessa problemática torna-se fundamental a especificação da função de cada colaborador almejando o rendimento na qualidade e produtividade.

– Ampliar novos mercados: quando uma empresa alcança a padronização e recebe um certificado de qualidade, seus horizontes são cada vez mais ampliados, a exemplo da carta de crédito através do FGTS, pois só quando a empresa tem certificação de qualidade, possui o direito a receber esse tipo de carta de crédito para os clientes. Desta forma o público-alvo cada vez vai aumentando e trazendo novos clientes para a empresa.

– Controle de processos eficientes: um controle eficiente de processo aumenta o desempenho da empresa, pois localiza suas falhas e pode possibilitar a vantagem de repará-las, desta forma o os produtos e competitividades são melhorados. Com o controle dos processos os conhecimentos de cada função dos colaboradores podem ser compartilhados entre eles, evitando que o conhecimento técnico fique preso a apenas um colaborador e causando desfalque ao quadro de funcionários durante afastamentos de férias ou desligamento. O objetivo maior dos benefícios da gestão da qualidade na construção civil resume-se ao: aumento do reconhecimento e consequentemente dos lucros da empresa.

2.4 FERRAMENTAS DE INDICADORES DA QUALIDADE

Essas ferramentas têm a função de analisar, mensurar, definir e propor soluções para os problemas inerentes a qualidade. Devem compor qualquer programa básico de treinamento nas organizações. Segundo Rocha (2007) as ferramentas da qualidade são:

Fluxograma: serve para descrever e estudar um processo ou planejamento através de representação gráfica que mostra todos os passos de um processo. (MALIK e SCHIESARI, 1998);

Figura 1 – Fluxograma


Fonte:https://qualidadeonline.wordpress.com/2009/12/04/dicas-de-qualidade fluxograma/.

Diagrama Ishikawa (espinha-de-peixe): permite a organização das informações facilitando a identificação das possíveis causas ou efeitos de um dado problema. (OLIVEIRA, 1995).

Figura 2- Diagrama Ishikawa

Fonte: http://www.blogdaqualidade.com.br/diagrama-de-ishikawa/

Diagrama de Pareto: é uma ferramenta a qual permite separar os problemas mais relevantes, em uma rápida leitura dos dados. (CHIAVENATO, 2007);

Figura 3- Diagrama de Pareto

Fonte: http://www.gestaoporprocessos.com.br/como-as-ferramentas-da-qualidade-ajudam-a-gestao-do-projeto-diagrama-de-pareto/

Diagrama de dispersão: usando para verificação, ou não,  uma semelhança entre variáveis, promovendo uma visualização gráfica de seus desempenhos. (CANTIDIO, 2009);

Figura 4- Diagrama de Dispersão

Fonte: https://www.voitto.com.br/blog/artigo/diagrama-de-dispersao

Histograma: serve para encontrar e mostrar uma distribuição de dados por gráfico de barras. (CHIAVENATO, 2007).

Figura 5- Histograma

Fonte: https://www.ebah.com.br/content/ABAAABfgMAJ/ferramentas-gestao-qualidade-histograma

Folha de verificação: é um formulário de papel, onde os itens a serem coletados, já estão impressos, para facilitar a coleta dos dados. (KUME, 1993).

Figura 6- Folha de verificação

Fonte: Fonte: https://www.sienge.com.br/blog/ficha-de-verificacao-de-servico-para-o-pbqp-h/

2.5 FATORES DA CONSTRUÇÃO CIVIL QUE INFLUENCIAM NA QUALIDADE

Devido à sua diversidade nos processos de produção, o setor da construção civil requer uma adaptação especifica das teorias modernas da qualidade na sua prática.

Sendo assim alguns fatores da construção civil dificultam a transposição de conceitos e ferramentas da qualidade, podendo ser descritas como (SOUZA, 2005):

–  A construção é uma indústria nômade;

– Cria produtos únicos e não em série;

– Não é possível aplicar a produção em cadeia, mas sim centralizada (operários móveis em torno de um produto fixo);

– É uma indústria muito tradicional, com grande inércia ao que se refere às alterações;

– Utiliza mão de obra intensiva e pouco qualificada com baixa motivação pelo trabalho;

– Normalmente realiza trabalhos sob intempéries;

– O produto muitas vezes é único na vida do usuário;

– São empregadas especificações complexas, muitas vezes contraditórias e confusas;

– As responsabilidades são dispersas e pouco definidas;

– O grau de precisão com que se trabalha é muitas vezes menor que em outras indústrias.

A notória necessidade de se construir com uma visão de futuro para a alavancagem do desenvolvimento da qualidade vem desenvolvendo modos de identificação desse movimento, podendo citar entre eles vários fatores como (ABIKO et al, 2005):

– Baixa produtividade do setor;

– Ocorrência de graves problemas de qualidade de produtos intermediários e no final da cadeia produtiva e os elevados custos de correções e manutenção pós-entrega;

– O desestímulo ao uso mais intensivo de componentes industrializados devido à alta incidência de impostos e consequente encarecimento dos mesmos;

– A falta de conhecimento do mercado consumidor, no que diz respeito às suas necessidades em termos do produto a ser ofertado;

– A falta de capacitação técnica dos agentes da cadeia produtiva para gerenciar a produção com base em conceitos e ferramentas que incorporem as novas exigências de qualidade, competitividade e custos;

– A incapacidade dos agentes em avaliar corretamente as tendências de mercado, cenários econômicos futuros e identificação de novas oportunidades de crescimento.

2.6 FATORES DA CONSTRUÇÃO CIVIL QUE INFLUENCIAM NA QUALIDADE

2.6.1 PLANEJAMENTO

Por intermédio de um completo e detalhado planejamento, pode-se ter uma visão real da atividade, assim obtendo base para a tomada de decisões adequadas ao longo da execução do projeto. Segundo Bicalho (2009) essa etapa inicia-se quando a construtora define um plano de estratégia competitiva que irá usar, logo após ter feito a pesquisa de mercado que proporciona ao empreendedor fazer a escolha do tipo de empreendimento, levando em consideração a demanda e o potencial da região.

Na fase de planejamento são analisadas as seguintes etapas: pesquisa de mercado, levantamento das necessidades, seleção das alternativas, estudo sobre o tempo de execução das atividades, custos e a qualidade na utilização dos recursos (FARIAS; ARANTES, 2012).

2.6.2 PROJETOS

Segundo Isaias (2010), esta etapa da fase de projeto é onde permite-se a visão da obra, que será materializada através da fase de execução.

Essa é uma etapa tida como uma das mais importantes no processo da construção civil, pois é através do projeto que se torna possível planejar não apenas a forma final do produto, mas também uma série de aspectos que evidenciam a qualidade e a produtividade do processo construtivo. (SCARDOELLI, 1995).

Através de uma visão mais moderna de gestão, é possível notar que o projeto é uma etapa complexa que exige a atuação de profissionais de diferentes especializações trabalhando de forma eficiente, integrada e em coordenação com a equipe de processos. (FOSSATI, 2004).

2.6.3 AQUISIÇÃO DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO E EQUIPAMENTO

É através dessa etapa que são feitas as inspeções e controle no recebimento de materiais, manuseio e armazenamento dos materiais e equipamentos, através de procedimentos e especificações necessárias tais aquisições, onde são feitas seleções dos fornecedores mediante a qualidade de seus produtos. (SOUZA; ABIKO,1997).

2.6. EXECUÇÃO DA OBRA

Nessa etapa o projeto elaborado é colocado em execução, sendo assim, a qualidade na elaboração do projeto é diretamente relacionada a qualidade da execução. Logo o projeto precisa estar de forma detalhada, contendo especificações, e consequentemente haverá a redução de dúvidas na forma de executar o respectivo processo construtivo. (ISAIA, 2010).

No entanto, não só na adequada elaboração do projeto se encontra a qualidade desta fase; a qualidade da mão-de-obra, o controle de material utilizado, a organização do canteiro e a fiscalização de um profissional é de fundamental importância para a garantia da qualidade.

Por fim, para que se atinja a qualidade exigida nas fases de execução de uma determinada obra os procedimentos adotados devem ser objetivos, sucintos e claros, enfatizando sempre as características mais relevantes para a execução do serviço e seu desempenho após a entrega e utilização do cliente. (SOUZA E ABIKO, 1997).

2.6.5 INSPEÇÃO

Para a garantia e satisfação do produto final para o cliente a etapa de inspeção é realizada logo após a etapa de execução. Essa etapa é de grande importância e precisa que aconteça antes da entrega ao proprietário, sendo realizada em todas as unidades por um profissional interno que não tenha tido participação nas etapas do processo construtivo. (SOUZA; ABIKO, 1997).

A etapa de inspeção permite a identificação de falhas da execução para que sejam reparadas e garantir a satisfação do cliente. Toda a inspeção deve ser registrada utilizando o recurso de listas de verificações de forma que busque o melhor aproveitamento da edificação, reduza os custos de manutenção e preserve a vida útil diminuindo ao máximo a ocorrência de falhas, sendo assim as construtoras garantem a qualidade dos seus empreendimentos e a total satisfação do seu cliente final (FARIAS; ARANTES, 2012).

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por meio dessa pesquisa, que teve por objetivo, analisar as aplicações das ferramentas da qualidade em empresas do ramo da construção civil, apresentou por meio de pesquisas bibliográficas diversas definições do conceito de qualidade e evoluções históricas que acontecerem ao longo dos anos, definiu sistemas da qualidade, bem como ferramentas mais utilizadas com suas vantagens e benefícios.

Para alcançar esse objetivo, foram realizadas pesquisas em diversos artigos e fontes de informações já publicadas onde o tema em questão foi a qualidade na execução de obras civis, afim de que possa conhecer como e qual a importância das aplicações das ferramentas da gestão da qualidade no cenário atual nas empresas dos ramos da construção civil, no âmbito nacional e internacional.

Foi possível observar que as empresas do ramo da construção civil, vem cada vez mais sentido a necessidade de certificações da qualidade e é através da aplicação de políticas da qualidade, ações corretivas de melhorias ou preventivas que é possível acompanhar e promover a eficácia em todos as etapas dos processos construtivos, utilizando de forma objetiva, ferramentas que fornecem dados necessários para a detecção de problemas e a determinação de soluções para eliminá-los.

Observou-se que tais ferramentas são de grande importância e complementam-se na obtenção de dados dos processos, atuando exatamente nos programas de controle da qualidade e em suas melhorias buscando sempre a satisfação do cliente e o destaque da empresa no mercado.

Conclui-se que as ferramentas da qualidade são de importante utilização por auxiliarem na identificação das diversas falhas que podem ocorrer, definindo duas possíveis causas, frequência com que ocorrem, elaboração de planos de ações para eliminá-los e meios para manter o seu continuo monitoramento.  No entanto para se alcançar os resultados necessários, apenas a aplicação das ferramentas não é o suficiente, pois elas são apenas meios de auxiliar o controle do processo. Para a real obtenção eficaz dos resultados, é necessário que exista o envolvimento e comprometimentos de todos os envolvidos no processo para que assim haja a garantia de que a satisfação nos resultados aconteça.

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[1] Pós-graduação, graduação.

Enviado: Julho de 2020.

Aprovado: Fevereiro 2021.

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