Gestão de custos e Drywall

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1994
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ARTIGO ORIGINAL

MOURA, Maria Luiza Araújo [1], COELHO, Mauro Frank Oguino [2]

MOURA, Maria Luiza Araújo. COELHO, Mauro Frank Oguino. Gestão de custos e Drywall. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 10, Vol. 06, pp. 29-62  Outubro de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

O presente trabalho foca na revisão crítica acerca do sistema de construção drywall e sua tão citada redução de custos. Em virtude do aumento da procura do consumidor por materiais de qualidade que sejam produto dos avanços tecnológicos da indústria civil, foi atribuída maior atenção ao tema. E, em função disso, pretendeu-se também averiguar a eficácia desse sistema construtivo, por meio da revisão literatura atual, analisando seus principais estudos teórico-práticos.

Palavras-chave: Drywall, Gesso acartonado, Economia em obras.

INTRODUÇÃO

Há muito o setor da construção civil vem passando por uma grande diversidade de mudanças, mais especificamente, os autores Brito da Costa et al. (2014) designam que desde o prenúncio dos anos 90 a construção civil brasileira veio mudando seus métodos, seus materiais e ferramentas.

Tais pressupostos aconteceram especialmente pelo fato de que é necessário o melhoramento setorial para o alcance do atendimento das necessidades presentes em meio a geração tecnológica existente na atualidade, momento no qual o tempo vale muito, e por tal fato, todos os dias novos avanços são idealizados visando pela aceleração das construções sem a percepção de perca de sua qualidade (BRITO DA COSTA et al., 2014).

Dentre os materiais existentes mercadologicamente, destaca-se o drywall, que segundo Mitidieri, (2009), foi fabricada primeiramente no ano de 1970 nos EUA, porém apenas se difundido no Brasil em 1990, sendo mais de 30 anos presente em meio ao desenvolvimento de construções brasileiras, tornando-se, portanto, um grande aliado nas obras, especialmente em razão dos benefícios que proporciona.

O presente trabalho tem como objetivo disponibilizar uma revisão descritiva teórica e prática a respeito da redução de custos de obras construídas com drywall e sua relevância no meio acadêmico, teórico e prático do ramo da Engenharia Civil.

Em virtude de sua pressuposta redução de custos e eficácia, atenção especial tem se atribuído a construção com o uso de blocos de gesso acartonados; atenção acadêmica, científica e ecumênica. No entanto, para que uma obra seja bem produzida é preciso que os efeitos da escolha de cada tipo de tecnologia que se pretende empregar, sejam avaliados. Para isso, diversos projetos provisórios são desenvolvidos até que chegue o momento certo da sua produção.

Poubel et al. (2008) define a produção:

(…) produção é a atividade na qual os recursos, partindo de um sistema definido, são reunidos e transformados de uma forma controlada, a fim de agregar valor, de acordo com os objetivos empresariais; e que o objetivo da indústria da construção civil é gerar um produto habitável, (produto, entendido aqui como resultado de atividades ou processos); torna-se condição imprescindível que haja por parte dos incorporadores, um planejamento rigoroso, padronização de procedimentos e novas tecnologias, garantindo uma obra enxuta, rentável e sem desperdício (POUBEL et al., 2008, p. 2).

Ou seja, segundo Poubel et al. (2008), a produção é o processo de planejamento, controle e definição dos recursos que, dependendo dos objetivos dos proprietários, originará uma habitação de valor a partir do conjunto de procedimentos necessários para cada tipo de obra, para que seja fornecida uma obra enxuta e econômica.

E para a construção civil, quanto mais peso gerar o material, mais cara a produção da obra será. E esse é um dos motivos pelo qual o interesse de grandes empresas em gessos acartonados é tão grande atualmente, o qual será melhor esclarecido mais à frente (CIARLINI et al., 2001).

DRYWALL: PRINCIPAIS ACEPÇÕES E NOVOS DESAFIOS

Historicamente, Marques Neto (2005) destaca que o homem constrói para que possa garantir seu conforto, proteção e possibilidades para criar sua prole, construindo de tal forma, certas vezes desenfreada, naturalmente há uma grande geração de resíduos, porém, com emersão de uma consciência, gerada por intermédio de uma necessidade para a reutilização de resíduos de construção civil encontra surgimento em meio a segunda guerra mundial, uma vez que para reconstruir rapidamente as cidades que foram destruídas pelos conflitos armados tendo em mãos pouquíssimos recursos de mão de obra, materiais e dinheiro, e assim, o reaproveitamento foi uma forma rápida, econômica e prática para promover a eliminação de todo o excesso de entulho.

Os pressupostos de reaproveitamento e reutilização se aprofundaram com uma fundamentação promovida por pesquisas que datam do ano de 1928 desenvolvidas sobre o consumo de insumos, das grandes quantidades de água utilizadas para os processos construtivos e, também, o efeito granulométrico dos agregados que são diretamente provenientes de resíduos reciclados das atividades de alvenaria e concreto, optando-se por uma reciclagem maciça de resíduos de construção (MARQUES NETO, 2005).

Formoso (1995) ainda destaca que para o setor da construção civil há a necessidade da empresa adotar um processo de adoção de estratégias para o alcance de uma maior competitividade através dos pressupostos de qualidade, e assim, entre as tendências possíveis, observa-se a gestão do processo e de resíduos que visa pelo incremento do domínio da empresa sobre os processos de trabalho e, assim, em meio a este ínterim, existem recomendações para o desenvolvimento de treinamentos que são imprescindíveis para a implantação de corretas estratégias.

O avanço da tecnologia em todos os seguimentos da construção civil faz com que a produção fruto da mão de obra, assuma cada vez mais um papel de destaque no setor, estimulado pela necessidade de racionalização em obra, devido aos custos e à competitividade que se torna cada vez mais acirrada (BARROS, 1998, p. 23).

E assim, os empreendimentos e as empresas do setor da construção civil são recorrentemente pressionados por uma busca constante de maior produtividade, que será proporcionada pela redução de custos e prazos, por uma alta qualidade do produto e por um menor impacto ambiental, e assim, de maneira a promover respostas a estes desafios específicos da atualidade, as empresas encontram-se na busca por novos tipologias de soluções construtivas em meio a um ambiente em que os sistemas que compreendem o emprego tecnologia de paredes secas como o Drywall e LSF podem estabelecer contribuições específicas para o atendimento às atuais demandas mercadológicas (CARDOSO, BARROS, 2016).

Nesse sentido, também é necessário que os custos sejam baixos em relação ao tempo, mão-de-obra e material. Dessa forma, as empresas preferem optar por sistemas construtivos que ofereçam baixo custo material e de mão-de-obra, com fácil planejamento e execução. Em virtude disso, sistemas atuais como drywall são escolhidos para que haja menos desperdício, redução de custo e rápida execução com menos riscos de casualidades.

BREVE HISTÓRICO DO DRYWALL

O dimensionamento histórico referente às construções a seco encontra datação em meio ao século XIX e que, assim, está diretamente conectada a um empresário americano chamado Augustine Sackett e ao seu parceiro Fred L. Kane, que no ano de 1894 patentearam placas de gesso, denominadas drywall, e assim, a partir de tal momento, Augustine tornou-se conhecido como o “pai” da placa de gesso moderna a ser utilizada em diferentes estruturas construtivas (pisos, paredes, etc.) (WOJEWODA; ROGALSKI, 2010).

De forma complementar, os autores Reis et al. (2003) depreendem que entende-se que, historicamente, o uso de chapas de gesso acartonadas na Construção Civil passou a ser possível desde o início do século XX nos Estados Unidos, ademais, passando à década de 20, as chapas de gesso passaram a ser utilizadas em larga escala, com benefícios que foram reconhecidos por todo o mundo.

Passando à década de 90, compreende-se que cerca de 95% das casas norte-americanas eram, então, compostos por paredes, forros e revestimentos em chapas de gesso, afinal, a tecnologia do drywall desenvolveu-se em grande profusão em tal região. No entanto, o material das placas de gesso acartonadas também foram progressivamente utilizadas na Europa e em países em desenvolvimento que buscavam por novas alternativas, caracteristicamente mais econômicas e eficientes para a Construção Civil (REIS et al., 2003).

Conforme Hardie (1995 apud FLEURY, 2014) as primeiras placas de gesso acartonado surgiram em 1898, criadas por Augustine Sackett, de onde o nome ficou conhecido como Sackett Board. Eram formadas por 4 camadas de gesso cobertas por 4 folhas de papel, moldadas uma a uma com o intuito de funcionar como fundação de acabamentos.

Em 1917, segundo Gypsum (1999 apud FLEURY, 2014), as placas de gesso eram cobertas com papel cartão. Contextualizando, se tratava da época da 1ª Guerra Mundial quando o início do mercado de placas de gesso se firmou nos EUA, sendo a década de 40 sua expansão.

Seu uso aumentou quando a Segunda Guerra Mundial e suas consequências requereram reformas rápidas de vários centros urbanos (HARDIE, 1995 apud FLEURY, 2014). E atualmente possui sua evolução no mercado civil brasileiro se expandindo.

Nos EUA, segundo Losso (2004 apud FLEURY, 2014), aproximadamente 90% das vedações verticais internas de edifícios são empregados materiais de drywall. Já no Brasil, a primeira fábrica que produziu placas de gesso acartonado chegou em 1972 na cidade de Petrolina que fica em Pernambuco, a Gypsum Nordeste. Contudo, o mercado brasileiro de drywall só se firmou na década de 90 (FARIA, 2008 apud FLEURY, 2014).

Na década de 90 também iniciou-se a importação de materiais da América do Norte pela Construtora Método Engenharia, o que impulsionou mais ainda o mercado brasileiro de drywall (HOLANDA, 2003 apud FLEURY, 2014).

Complementarmente, observa-se que a década de 1990 se destaca especialmente quando da introdução de inovações tecnológicas e sistemas industrializados no setor da construção civil, como é o caso da utilização dos sistemas Drywall, pressuposto consequente de forma direta de uma menor intervenção do Estado que promoveu aberturas mercadológicas referentes a construção de edifícios e, também, da busca pela racionalização e industrialização da construção (TAGLIABOA, 2011).

O CONCEITO DE DRYWALL

Drywall, conhecido no Brasil como Gesso Acartonado, é um tipo de sistema construtivo empregado em paredes internas e forros, compreende-se em um bloco de gesso revestido com papel acartonado que são sustentados e firmados por parafusos de aço, o que o torna um sistema de rápida execução. Entre suas vantagens, está a divisão de apartamentos flexível e instalações hidráulicas e elétricas de fácil performance, o que possibilita a realização de reformas sem grande custo nem mão-de-obra (TAPPARO et al., 2016).

Dentre as principais características da utilização de drywall na construção civil é de importância destacar a sua execução interligada diretamente com subsistemas construtivos (como é o caso da estrutura, das instalações prediais e das possibilidades de revestimento), depreende-se ainda a possibilidade de padronização e sequenciamento das atividades de forma bem gerenciada, o aumento da produtividade nos processos, a velocidade na execução, a gestão da qualidade, a diminuição dos problemas patológicos e de desperdícios que podem aparecer em função do processo de otimização dos custos e de aproveitamento da qualidade do produto drywall (JUNIOR et al., 2006).

Em continuidade, é necessário estratificar o pressuposto de que:

O sistema Drywall tem um conjunto de características que impacta positivamente em: aumento da produtividade, desempenho acústico, flexibilidade de layouts, redução de peso, redução de espaços consumidos por paredes e infinitas possibilidades estéticas – demandas obrigatórias em construções e reformas de edifícios sem desperdício de tempo e materiais (BOTELHO et al., 2009, p. 21).

Basicamente, uma estrutura de drywall possui sua formação composta por chapas realizadas a partir de gesso comum, a serem encapadas por cartão duplex e estruturadas por perfis metálicos, ademais, sua fabricação se faz por intermédio de máquinas, onde elabora-se uma mistura de água, gesso e aditivos, que posteriormente será cilindrada (BRITO DA COSTA et al., 2014).

E assim, com o processo de definição de sua forma, chapa é cortada e secada (parede seca = drywall), ficando pronta para o armazenamento necessário e adequado, com posterior encaminhamento para uso, além disso, é imprescindível destacar que o drywall encontra-se comercializado mercadologicamente em diversas espessuras, apresentando peso inferior em relação às estruturas de alvenaria comum que ainda são utilizadas massivamente no Brasil (BRITO DA COSTA et al., 2014).

Ademais, em conformidade com as disposições dos autores Silva e Fortes (2009), o drywall consiste em uma estrutura metálica composta por aço galvanizado com um ou mais painéis de drywall que devem ser aparafusadas por ambos os lados e que ainda pode ser complementada com o uso de lã de vidro para o melhoramento de seu isolamento acústico.

A referida estrutura metálica deve ser efetivamente fixada aos elementos construtivos que já encontravam-se existentes na estrutura básica do projeto, os seus perfis/placas já são produzidos com perfurações pré-definidas para que possa se permitir a passagem de fios e tubulações para a colocação das instalações elétricas e hidráulicas, onde é necessário definir que os perfis horizontais são denominados de guias e os perfis verticais de montantes (SILVA, FORTES, 2009).

Labuto (2014) evidencia a perspectiva de que as chapas de gesso acartonado ou de drywall são compostas por sulfato de cálcio bi-hidratado (CaSO4 + 2H2O), que recebe a denominação de gipsita (Figura 1), e demais aditivos, fazendo com que sua fórmula passe a possuir duas moléculas de água (compreendendo 20% da sua composição), de tal forma, as chapas de drywall passam a se caracterizar com elevada resistência ao fogo, e assim, em caso de incêndio, as chamas promovem a calcinação do cartão e a água da composição é liberada gradativamente em forma de vapor.

Figura 1- Gipsita in natura.

FONTE: SUPERGESSO, 2017.

 

Em concordância com as disposições de Fiano e Pimentel (2005 apud THIESSEN, 2010) os minerais de gipsita encontram-se em depósitos que possuem origem evaporítica, com formação que é resulta da precipitação de sulfato de cálcio partindo de soluções aquosas que possuem concentrações e condições físicas especificamente favoráveis.

A evaporação disposta acima é intrinsecamente consequente da concentração do sal e especificamente favorecida em ambientes quentes e secos, ocasionada pelo intemperismo de alguns componentes de rochas que são carregados pelas águas dos rios para o mar construindo de tal forma variadas camadas de sedimentos químicos, formação que passa a ser denominada de rocha sedimentar, caracterizada como sendo uma formação essencialmente biológica segundo Press (2006 apud THIESSEN, 2010).

A formação de gipsita é, portanto, conduzida pela compactação de camadas sedimentares que são depositadas por cima e cimentadas pelo processo de precipitação de minerais dissolvidos, procedimento este que é conhecido com litificação, no qual os sedimentos transformam-se em rochas sendo a gipsita um dos mais abundantes pelo fato de que esta é formada pela evaporação da agua do mar, proporcionada por um processo que é nomeado de evaporítico (THIESSEN, 2010).

Em continuidade, para temperaturas com até mil graus Celsius, uma chapa drywall denominada de standard (possuindo cerca de 12,50mm de espessura) continua intacta em até 30 minutos de exposição às chamas, de forma que ainda ocorre o impedimento de que o calor passe para o outro lado, resistindo a jatos d’água dos bombeiros, caso seja necessária a percepção de uma resistência maior à exposição ao fogo e/ou calor, de tal forma, deve-se utilizar chapas específicas para tal finalidade (LABUTO, 2014).

Ainda sobre a composição das placas de drywall é necessário dimensionar e enfatizar que:

As placas de gesso acartonado são formadas por um núcleo de gesso natural e aditivos, revestidas devidamente com duas laminas de cartão duplex. Enquanto o gesso assegura a resistência à compressão, o cartão atua na melhoria da tração, e quando unidos, estes dois elementos dão origem a uma estrutura bastante resistente (JUNQUEIRA, RIBEIRO, 2016, p. 2).

Observa-se ainda que as chapas de gesso para drywall são constituídas a partir de um miolo de gesso que é revestido nas suas duas faces por cartão duplex desenvolvido propriamente para a fabricação de drywall. Portanto, depreende-se que a superfície dos elementos construtivos – paredes, forros e revestimentos – que irão receber, por exemplo, esquemas de pintura não é constituída de gesso (que possui complicações para a aplicação de tinturas), e sim, de cartão (ADB, 2013).

Abaixo, segue expresso o esquema de vedação vertical (Figura 2) que pode ser promovido por intermédio da aplicação de um sistema de drywall (gesso acartonado):

Figura 2- Esquema de vedação vertical em gesso acartonado.

FONTE: LABUTO, 2014.

Seguindo as disposições destacadas anteriormente, compreende-se que as paredes de gesso acartonado podem possuir a definição de se comportarem enquanto um sistema constituído por perfis constituído de chapas de aço zincado caracteristicamente leves em conjunto com placas de gesso acartonado que apresentem alta resistência mecânica e acústica (características essenciais de um sistema de drywall), que devem ser previamente fixadas por intermédio da utilização de parafusos especiais que possuam tratamento de juntas e arestas, de tal forma, a reunião de tais elementos resulta em um conjunto com espessura de 9 cm (BERNARDI, 2014).

É necessário ainda o posicionamento de que a zincagem dos perfis de drywall compreende o fornecimento da proteção necessária contra o processo de corrosão, e assim, no que tange as chapas de gesso acartonado, elas podem ser encontradas em três opções com diferentes finalidades e, assim, tem-se: a chapa branca (standard), a ser utilizada em áreas secas; a chapa verde, com uso focado nas áreas úmidas por ser resistente à umidade e, por fim, a chapa rosa, com utilização destinada a áreas que prescindem de uma maior resistência ao fogo, tal como segue demonstrado na imagem abaixo (Figura 3). (VIEIRA, 2006).

Figura 3- A diferenciação visual do tipo de aplicação das placas dar-se-á pelas cores das mesmas, as brancas são as Standard (ST), verdes são resistentes à umidade (RU) e rosas resistentes ao fogo (RF).

 

FONTE: LABUTO, 2014.

Junqueira e Ribeiro (2016) dimensionam que um drywall standart é costumeiramente recomendado para aplicação em ambientes secos por serem placas de gesso acartonado para utilização geral, objetivando, de tal forma, os processos de fechamento internos, sendo estas as placas mais utilizadas no setor da Construção Civil.

Passando às placas de drywall que são resistentes à umidade (RU), que também podem ser denominadas de placas verdes, entende-se que estas são recorrentemente disponibilizadas para a construção de paredes que receberam umidade, como é o caso das estruturas empregadas em áreas de serviço, banheiros e cozinhas, que são caracteristicamente áreas molhadas, sendo de importância ressaltar que a adoção de tais placas compreendem exigências de impermeabilização flexível na base das paredes e, também, nos veios de encontros com o piso (JUNQUEIRA, RIBEIRO, 2016).

A respeito das placas de drywall que se categorizam por serem resistentes ao fogo (RF), estas são utilizadas para o atendimento de normativas específicas de resistência ao fogo e que devem ser utilizadas normalmente em ambientes nos quais busca-se pela proteção humana (JUNQUEIRA, RIBEIRO, 2016).

Estes aspectos fundamentais estão organizados em meio ao quadro (1) a seguir que apresenta as principais propriedades físicas e geométricas que podem ser visualizadas em uma chapa de drywall.

QUADRO 1 – Propriedades Físicas e Geométricas das chapas de Drywall.

Notas:

(1) Placas Placo Standard (ST): destinadas a áreas secas.

(2) Placas Placo Resistentes ao Fogo (RF): destinadas a áreas com exigências especiais de resistência ao fogo.

(3) Placas Placo Resistentes à Umidade (RU): destinadas a ambientes sujeitos a ação da umidade, por tempo limitado (de forma intermitente).

(4) Borda Rebaixada (BR): para tratamento de junta.

(5) Borda Quadrada (BQ): para uso em forros removíveis e divisórias.

FONTE: PLACO CENTER, 2013.

Complementarmente, realizando uma analogia entre o uso construtivo de chapa de gesso acartonado e do concreto armado – que é largamente utilizado na construção civil brasileira – Labuto (2014) designam e esclarece que o gesso das chapas possibilita o fornecimento de grande resistência à compressão, tal como o concreto e o cartão aderido ao gesso possui grande resistência à tração como o aço devido à flexibilidade de tal produto.

Ademais, compreende-se que dentre a grande diversidade dos meios de uso existentes para o gesso acartonado, é destaque principalmente a sua utilização em paredes, e em seu país de criação, os Estados Unidos da América, é praticamente unânime a sua preferência para ser utilizada na construção de interiores, nas construções, assim como demonstram e destacam os autores Brito da Costa et al. (2014).

Corroborando com os aspectos dimensionados, compreende-se que no Brasil a alvenaria convencional ainda é mais comum nas obras construtivas, embora o drywall ter ganhado grande espaço nas construções de edificações para setores comerciais (como é o caso de lojas, mercados, escritórios, dentre outras), neste ínterim, ainda importa evidenciar que as paredes feitas de drywall são especialmente funcionais para serem utilizadas em interiores e, assim, não se colocam como sendo recomendáveis para utilização em meio a áreas exteriores (BRITO DA COSTA et al., 2014).

Com seu estudo, Tapparo et al (2016), concluíram que em grandes obras com grande quantidade de divisórias o uso de drywall se tornaria o método mais vantajoso em função da redução de carga na fundação. As divisórias de gesso acartonado são mais leves que as convencionais, e por enquanto os impactos relatados, são positivos em relação a diminuição de cargas e de material nas construções (CIARLINI et al., 2001).

No estudo realizado por Ciarlini et al. (2001), as conclusões relatadas a partir da pesquisa a respeito da estrutura de dez edifícios, metade de alvenaria de blocos cerâmicos e a outra metade com paredes divisórias de blocos de gesso, incluem a diminuição do volume de concreto nas fundações e das armaduras quando o gesso é utilizado, além da redução das somatórias de cargas verticais de fundições. No mesmo estudo, nos edifícios de blocos de gesso, também se refere a diminuição das flechas, resultando na redução de patologias em relação a elas, levando em conta a inércia de ambos os tipos de estruturas.

Oliveira (2013) relata a respeito de recursos de construção que não valem a pena:

O ato de investir em análise das patologias deve ser conduzido com a mesma seriedade com que um executivo decide ampliar sua linha de produção ou automatizar sua força de vendas, ou seja, pensando no resultado. Não faz sentido algum investir tempo, dinheiro ou recursos de qualquer natureza, que valham mais do que o próprio bem protegido. Não faz sentido realizar ações em processos longos de análise se elas não puderem orientá-lo a corrigir falhas. Não faz o menor sentido despender esforço para obter certificações de processos, se utilizamos detalhes construtivos antigos e ineficientes (OLIVEIRA, 2013, p. 5).

Ou seja, para que os investimentos valham a pena, é necessário um planejamento eficaz que leve em conta os objetivos dos proprietários, os possíveis desperdícios, procurar reduzir custos e riscos de patologias (OLIVEIRA, 2013).

No mesmo estudo, Oliveira (2013) descreve algumas etapas do processo de tomada de decisão de investimentos civis e um quadro (2) para esquematizar foi constituído:

QUADRO 2 – Etapas de investimento civil

ETAPADESCRIÇÕES
Requisitos do negócioNatureza dos procedimentos, sensibilidade, tolerância, criticidade.
Planos de negócioPode ser de curto, médio e longo prazo. É o plano de desempenho e investimento.
RelevânciaImportância dos procedimentos para a negociação.
Percepção de prioridadeCompreensão de cada prioridade do investimento.
Modelo de maturidadeAcompanhamento dos indicadores e avaliação de resultados.

FONTE: OLIVEIRA, 2013, p. 5.

As patologias em construções civis geralmente demonstram uma expressão externa, possibilitando a identificação da causa do problema e, dessa forma, prever futuras consequências dessa patologia. As patologias serão melhor corrigidas e eficazes e de menor custo quanto menos tempo levarem para serem identificadas e corrigidas (OLIVEIRA, 2013).

Conforme Lordsleem Junior (2000, apud CIARLINI et al., 2001) paredes de alvenaria convencionais são utilizadas tradicionalmente em construções de edifícios que, considerando o custo das paredes de vedação por exemplo, pode chegar a 6% do custo total da construção. Lordsleem Junior (2000, apud CIARLINI et al., 2001) relata ainda a respeito das paredes de alvenaria:

Na Construção Civil, as paredes de alvenaria são os elementos mais suscetíveis à fissuração, e, em consequência, não é raro verificar em edifícios concluídos ou não as recuperações das alvenarias, seja por aspectos estéticos, psicológicos ou de desempenho (LORDSLEEM JUNIOR, 2000 apud CIARLINI et al., 2001, p. 7).

No entanto, segundo Ciarlini et al. (2001), a ainda baixa qualidade dos produtos derivados de gesso no Brasil, em função de sua indústria ser artesanal na maior parte, são desafios enfrentados pela construção civil brasileira; além da carência de mão-de-obra especializada em drywall. São esses desafios que limitam o número de construções drywall no Brasil.

Segundo estudo de Viana e Alvez (2013) a redução de carga total utilizada nos três edifícios analisados foi de 23,18% quando empregado o sistema de vedação drywall, relatando que quanto maior a construção, maior a diminuição de carga aplicada. No entanto, o mesmo estudo constata que é necessário investimento de mais de 20% numa obra drywall do que com alvenaria de bloco cerâmico.

Uma das vantagens econômicas e sustentáveis está na possibilidade de reciclagem dos resíduos de gesso que sobram de uma construção civil drywall. Podem ser utilizados para atrasar a pega do cimento, corrigir a acidez do solo no setor agrícola e foi tecnicamente aprovado como forma de contribuição à sustentabilidade (FERREIRA et al., 2016).

A redução de custos em drywall não está apenas associada a redução de aço e concreto, mas principalmente à diminuição de cargas que influencia na diminuição de estacas na fundação. Assim como, disponibilizam paredes que não necessitam de rejuntamento de argamassa nem revestimento. Pela rapidez de execução comparada aos outros sistemas construtivos, consequentemente o custo de manutenção e mão-de-obra são menores (CIARLINI et al., 2001).

Segundo Poubel et al. (2008) para que seja obtida a racionalização e, consequentemente, a redução de custos é preciso que os projetos sejam desenvolvidos com base nos sistemas tecnológicos de drywall e para isso, as interfaces do gesso e da produção devem ser devidamente determinadas e avaliadas.

Em virtude da diminuição do tempo de execução do processo construtivo empregando drywall, dos baixos níveis de desperdício de capital e materiais, mão-de-obra acessível, o aumento crescente de disponibilização de materiais específicos no mercado brasileiro e a redução de cargas em estruturas, somado ao aspecto bonito de acabamento, estabelecem vantagens se comparadas às de estilo convencional (SANTOS; COUTINHO, 2013).

VANTAGENS E DESVANTAGENS DO USO DE DRYWALL

QUADRO 3 – Comparativo: vantagens e desvantagens entre o uso de alvenaria em bloco cerâmico de vedação e drywall.

Vantagens
Alvenaria em bloco cerâmico de vedaçãoAlvenaria drywall
 Maior resistência à umidade e aos movimentos térmicos;

 Maior resistência à pressão do vento;

 Resistência às infiltrações de água pluvial;

 Segurança para usuários e ocupantes;

 Adequar e dividir ambientes;

 Isolamento térmico e acústico.

 Leveza;

 Ganho de área útil;

 Estética;

 Construção a seco, levando a possibilidade de maior limpeza e organização do canteiro;

 Ótimo desempenho térmico e acústico, quando associado ao uso de lã mineral no seu interior;

 Resistência ao fogo;

 Facilidade na instalação elétrica, hidráulica e telefônicas executadas e testadas durante a sua execução, evitando quebras e desperdícios de materiais e mão de obra;

 Garantia do serviço;

 Redução de volume de material transportado vertical e horizontal;

 Mínimo de desperdícios e retrabalho;

 Flexibilidade no layout possibilitando modificações ao projeto e, em alguns casos, proporciona o aumento de área útil, uma vez que as paredes podem ser mais finas;

 Economia na mão de obra;

 Menor espessura com ganho de área útil;

 Redução de peso, tornando a estrutura mais leve;

 Reduz o cronograma;

 Custos financeiros;

 Superfícies planas com textura lisa eliminando a necessidade de camadas de regularização;

 Montagem por acoplamento mecânico, com modulação flexível: esse sistema possui maior precisão dimensional em razão de ser obtido pela montagem de componentes produzidos industrialmente e, também por esse motivo, pode-se reduzir significativamente o consumo de mão-de-obra durante a sua execução;

 Vedação desmontável, leve, baixo volume de material, reduzindo de as fundações e estruturas.

Desvantagens
Alvenaria em bloco cerâmico de vedaçãoAlvenaria drywall
 Mão de obra sem qualificação;

 Durante a sua execução quebras e desperdícios de materiais e mão de obra;

Maior possibilidade de erros durante a execução;

Aumento do peso próprio das vedações;

Redução de área útil;

Cronograma mais oneroso;

Superfícies irregulares;

Aparecimento de fissuras e trincas;

Umidade ascensional;

Descolamento do revestimento;

Garantia do serviço em curto prazo;

Vedação fixa, grande volume de material, sobrecarga nas fundações e estruturas.

 Resistência mecânica cargas pontuais superiores a 35 kg devem ser revistas com antecedência, para instalar reforços no momento da execução;

 Sensibilidade à umidade o que impede a sua aplicação em fachadas e implica em riscos potencias de problemas patológicos quando utilizadas em locais com possibilidade de ação de água. Para que as paredes de gesso não apresentem ao longo do tempo formação de bolor e manchas de umidade, são necessários cuidados quanto ao tipo de chapa a serem empregadas, detalhes executivos, impermeabilização e proteção superficial;

 Necessidade de planejamento para obtenção de vantagens;

 Barreira cultural do construtor e do consumidor;

 Falta de visão sistêmica dos construtores, de modo que o potencial de racionalização oferecido pelo sistema não seja totalmente explorado.

FONTE: BARBOSA, 2015.

Analisando o comparativo demonstrado entre a alvenaria de bloco cerâmico e cimento (tradicional) e a alvenaria com o emprego de placas de gesso acartonado (drywall), ocorre um fato intrinsecamente inesperado, pois, o drywall que é mais oneroso, obteve o resultado profundamente positivo levando em consideração todos os benefícios apresentados por sua utilização, como o alcance de redução de mão de obra, redução de desperdício no uso de materiais e na geração de resíduos, menor tempo de execução, além de redução da carga estruturais e de fundação.

Em continuidade, é possível mencionar que ao analisar uma obra, o uso de gesso é economicamente mais viável, tanto no que tange ao preço que está mais acessível, quanto no que diz respeito aos aspectos de manutenção das estruturas e fundações de uma obra de construção civil (LOSSO, 2004).

Com a evolução do sistema construtivo de drywall em andamento no Brasil, é de suma importância que as normas de desempenho da aplicação de drywall sejam respeitadas e devidamente seguidas para que possíveis consequências impertinentes sejam evitadas e qualidade da construção integralmente.

No entanto, se comparado com outros país, o mercado brasileiro de drywall ainda está só começando. Países como EUA e Austrália possuem o maior número de aplicações do sistema construtivo drywall (Figura 4). Para que sua utilização cresça no Brasil, além da atenção para as normas de desempenho e a disseminação das informações relativas a tal, é preciso que as empresas de empreiteiras passem segurança a respeito de seu sistema para que a sociedade passe a aderir com mais confiança ao drywall.

Figura 4- Estatística do uso de drywall no mundo.

FONTE: BERNARDI, 2014, p. 14.

DESAFIOS AO USO DE DRYWALL NO BRASIL

Atualmente, é necessário depreender, tal como esclarece e elucida Tagliaboa (2011), as produções dos componentes de estruturas construtivas de drywall já passaram a ser conduzidas em larga escala no país ganhando, de tal forma, um significativo espaço nos últimos anos em função da atuação e presença de três grandes fabricantes europeus deste sistema – que são referências mundiais da aplicação desta técnica –, a saber: Lafarge (francesa), Knauf (alemã) e a Placo (francesa).

Mais especificamente, observa-se que, em meio ao ano de 2001 emergiu à primeira norma brasileira 9 (Figura 5) para o controle de qualidade de chapas de gesso destinadas ao uso em sistemas drywall, a seguir publicou-se a especificação brasileira para perfis de aço galvanizado também destinados aos sistemas drywall e de light steel framing. Ademais, atualmente encontram-se em processo de elaboração outras normas técnicas brasileiras que se colocam como especificamente referentes ao projeto e execução de sistemas drywall em meio ao âmbito da construção civil (MITIDIERI, 2009).

Figura 5- Normas brasileiras para a utilização de drywall.

FONTE: NUNES, 2015.

E assim, em meio ao quadro abaixo encontram-se dispostas as normativas – todas elas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) – nacionais que devem ser aplicadas quando da utilização de uma sistemática de drywall como alternativa nos sistemas produtivos.

LIGHT STEEL FRAMING

Para os autores Greven e Baldauf (2007), os sistemas construtivos industrializados, pré-moldados e pré-fabricados têm se tornado cada vez mais necessários para a construção civil moderna, especialmente devido a necessidade de alcance de uma maior produtividade dentro de menores espaços temporais.

Assim, há o esclarecimento de que os canteiros de obra vêm se transformando, verdadeiramente, em locais de montagem dos sistemas pré-fabricados, também trazendo vantagens referentes a uma maior organização dos canteiros de obras e com uma profundamente redução do desperdício de material, sendo impactante em termos de despesas, desperdícios e de redução de danos ao meio ambiente (GREVEN, BALDAUF, 2007).

Em complementariedade, cabe enfatizar o pressuposto sobre o entendimento de que:

A execução de um sistema construtivo industrializado consiste, inicialmente, da definição de qual projeto será executado, denominado “projeto meta”, vencida essa etapa, reúnem-se informações referentes a este projeto quanto a suas especificações, e então escolhe-se o tipo de projeto de produção seriada, que significa a escolha dos moldes do processo, e por final a montagem do projeto (FERREIRA, 2014, p. 22).

Light steel framing é um sistema construtivo que consiste na aplicação de materiais industrializados para construção civil, o qual fornece a monitorização dos procedimentos da obra final de forma mais aguçada, promovendo assim mais segurança e estabilidade da construção (LOPES et al., 2008).

Esses materiais industrializados que são empregados no light steel framing referem-se a estruturas de aço dispostas e ligadas entre si como se fossem um esqueleto da construção (Figura 6); são bastante resistentes e indicados para edificações mais pesadas (LOPES et al., 2008).

FIGURA 6 – Esqueleto de light steel frame.

FONTE: FLEURY, 2014, p. 4.

Em continuidade, Hernandes (2009) dimensiona esclarecimento a respeito do fato de que há a necessidade de esclarecer que o sistema construtivo Light Steel Frame tem sido profusamente utilizado em uma grande diversidade de países, possuindo maior frequência de utilização em países como é o caso dos Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Japão e Espanha.

Entre as vantagens do sistema construtivo de light steel frame está a redução dos prazos de entrega de construções em 1/3 comparando com o sistema convencional, a redução de cargas para as fundações reduzindo também dessa forma os custos os quais também são reduzidos em função da diminuição ou inexistência de patologias e desperdícios de material, o conforto acústico e térmico com as instalações de mantas entre suas paredes, assim como a proteção contra incêndios e a manutenção de aplicações hidráulicas e elétricas facilitada (LOPES et al., 2008).

Para que a demonstração dos métodos aplicados pelo sistema de light steel frame seja clara foi constituído um quadro (quadro 4) que apresenta as informações necessárias a partir do estudo de Lopes et al. (2008):

Quadro 4- Métodos construtivos de Light Steel Frame.

MÉTODODESCRIÇÃO
StickPerfis de aço recortados no próprio canteiro de obra, podendo vir já perfurados para as instalações necessárias de cada obra.
PainéisOs materiais são pré-fabricados fora do canteiro de obra.
Construção ModularUnidades pré-fabricadas inteiramente que são entregues no local da construção já com seus devidos acabamentos e revestimentos, bancadas, mobílias sob medida e demais instalações.

FONTE: LOPES et al., 2008.

As instalações necessárias citadas no método Stick e no Construção Modular podem ser as instalações requisitadas pelos proprietários da construção e as instalações hidráulicas e elétricas. O sistema Stick é aplicado geralmente quando a utilização de pré-fabricados não é possível (LOPES et al., 2008).

O método de Construção Modular que dispõe de unidades pré-fabricadas permite que o estoque das unidades ocorra no local podendo ser lado a lado ou uma sobre as outras (LOPES et al., 2008).

Cardoso e Barros (2016) ainda enfatizam a percepção sobre o fato de que os perfis utilizados para a construção de drywall e light steel frame (LSF) possuem profusas semelhanças entre si, acompanhadas de grandes diferenças de aplicação. Desta feita, a principal diferença entre eles diz respeito a funcionalidade a que os mesmos serão submetidos, a saber, tem-se as pontuais divergências:

– O sistema drywall não é de caráter estrutural, não distribuindo cargas do edifício (CARDOSO, BARROS, 2016);

– Em continuidade, os sistemas de LSF são estruturais, compreendendo a distribuição de cargas do edifício e que, assim, deve resistir profusamente aos ventos (CARDOSO, BARROS, 2016);

Ademais, sobre o drywall é necessário destacar que este é um sistema de vedação, caracterizado por ser não estrutural, que utiliza-se aço galvanizado para proporcionar a sua sustentação, possuindo espessura nominal máxima de 0,50mm, necessidade de revestimento com o uso de zinco em sua composição, numa estruturação particularmente menor do que o Light Steel Frame (média mundial de 120g/m²) e que, assim, necessita de uma estrutura externa ao sistema para que seja possível promover suporte às cargas da edificação (HERNANDES, 2009).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Importante retomar que o interesse central deste estudo colocou-se sobre o intuito de esclarecer o conceito, o histórico evolutivo envolvido e os principais desafios enfrentados para que os sistemas de drywall (gesso acartonado) possa ser implantado em grandes obras no Brasil. O interesse desta pesquisa desenvolveu-se especificamente em virtude do aumento da procura do consumidor por materiais de qualidade que sejam produto dos avanços tecnológicos da indústria civil, foi atribuída maior atenção ao tema.

A construção civil possui grande relevância social e cultural e, em razão disso, confeccionou-se este trabalho considerando os principais aspectos da evolução da engenharia civil até os dias de hoje, os quais se pensam e analisam as melhores formas de produção visando maior economia, rapidez e qualidade.

A respeito das vantagens e desvantagens do uso de sistemas de drywall na construção civil em comparação com o uso, por exemplo, de alvenaria com a utilização de concreto armado (profusamente utilizada no Brasil há muitos anos) é perceptível a noção de que as placas de drywall desde o processo de sua fabricação pode passar a possuir característica essenciais para alguns projetos, como é o caso de resistência à umidade, ao fogo e as operações com tração que somente podem ser aplicáveis à estruturas de alvenaria quando do uso de outras técnicas e estratégias de beneficiamento da obra.

Sobre os perfis/chapas/placas construtivas que são utilizadas para a construção em estruturas de drywall e light steel frame (LSF) possuem semelhanças entre si, acompanhadas de grandes diferenças de aplicação. Desta feita, tem-se as pontuais divergências: sistema drywall não é estrutural, não distribuindo cargas do edifício; os sistemas de LSF são estruturais, compreendendo a distribuição de cargas do edifício e que, assim, deve resistir profusamente aos ventos; os perfis para drywall necessitam apenas para atuação em meio aos procedimentos de vedação vertical entre ambientes, compreendendo a sustentação de seu peso próprio e o das chapas de gesso acartonado que neles encontram-se fixadas.

Ademais, apesar de terem sido identificadas diversas vantagens em meio à utilização de vedações verticais internas com o uso de gesso acartonado, ainda há grandes limitações para que uma sistemática construtiva possa ser implementada de forma abrangente em todo o território nacional, onde a alvenaria com tijolos, concreto e cimento é utiliza de forma massiva, e a maior das limitações que foram apresentadas em meio a este estudo diz respeito a cultura de que o Brasil carrega há muito a utilização de alvenaria em suas construções.

Por fim, depreende-se que foi almejado com o desenvolvimento do presente trabalho ajudar a preencher lacunas teóricas no entendimento acerca da eficácia e eficiência de algumas das experiências com o uso de sistemas de drywall no território do setor de construção civil nacional, com foco específicos nas potencialidades de sistemáticas como o drywall e o Light Steel Frame, por meio do fornecimento de conclusões fáticas que, além de seu interesse geral e específico no âmbito da Construção Civil, da Engenharia e da Arquitetura, podem servir de base fundamental para a construção de futuros trabalhos que persigam a mesma temática que aqui foi trabalhada.

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[1] Graduanda em Engenharia Civil. Centro Universitário do Norte UNINORTE.

[2] Professor Pós Graduado em Tecnologia do Gás natural. Universidade do Estado do Amazonas UEA

Enviado: Outubro, 2018

Aprovado: Outubro, 2018

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