Desinteresse dos estudantes do 3° ano do Ensino Médio pela profissão de professor na Cidade de Patos de Minas – MG

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ARTIGO ORIGINAL  

PEREIRA, Saulo Gonçalves [1], SABIÃO, Roseline Martins [2], CÔRTES, Diego Alves [3], SOARES, Unilson Gomes [4]

PEREIRA, Saulo Gonçalves. Et al. Desinteresse dos estudantes do 3° ano do Ensino Médio pela profissão de professor na Cidade de Patos de Minas – MG. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 03, Vol. 02, pp. 121-137. Março de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/profissao-de-professor

RESUMO

Objetivou-se fazer um estudo quali-quantitativo através de questionário com fins de buscar entender os motivos do atual desinteresse dos estudantes do ensino médio por cursos da carreira docente. Foram aplicados questionários (formulários google) a 185 voluntários devidamente autorizados que estivessem matriculados no 3º ano do ensino médio em escolas da cidade de Patos de Minas – MG. O estudo consta de aprovação em comitê de ética CAAE 73283517.6.0000.8078. Compreende-se que existe um desinteresse significativo pelos cursos da licenciatura sendo os motivos variados, dentre eles a falta de respeito aos professores por parte do governo, discentes e sociedade em geral.

Palavras-chave: licenciatura, ensino médio, pedagogia, vestibular.

INTRODUÇÃO

Sabidamente o Ensino Médio é a fase onde ocorre a terminação da educação básica e para o estudante inicia-se a vida adulta. O ensino médio tem o desígnio de consolidar e de aprofundar os conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, dando possibilidade para o prosseguimento dos estudos, caso o estudante queira. A finalização dessa etapa traz consigo várias ansiedades e preocupações com relação ao vestibular e empregabilidade (SAVIANI, 2005). Tal etapa deveria objetivar, primordialmente, a formação de pessoas críticas e conscientes de sua função na sociedade, todavia, observa-se um desligamento do conhecimento prático e cotidiano do currículo escolar (DAYRELL et al., 2009).

Os estudantes do ensino médio, majoritariamente, são adolescentes, e estão sofrendo as transformações psicológicas, físicas, afetivas e sociais dessa fase, trata-se, portanto de uma etapa de transição onde há a integração critica social, e a escola tem papel preponderante nessa fase no que tange a consolidação de conhecimentos, mas, sobretudo deveria ser para a preparação para a vida (PIAGET, 1993; NASCIMENTO, 2006; PACHECO; PEREIRA, 2013).

Ultimamente, segundo alguns autores, tem havido uma queda vertiginosa do interesse pela carreira docente, e muitos são os fatores que desencadearam essa situação dentre eles: falta de investimento, alto custo, falta de politicas públicas de acesso, pouco reconhecimento da carreira docente, interesse por outras áreas, popularização de outras áreas, maior reconhecimento das outras profissões, dentre outros fatores (GENTILI, 2008; BAUMAN, 2010; KRAWCZYK, 2011; DUARTE, 2013; CONDÉ, 2017).

Entre 2006 e 2017, o percentual de adolescentes brasileiros de 15 anos que desejam seguir a carreira docente caiu de 7,5% para apenas 2,2%. Os dados foram revelados por um relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). O panorama de desinteresse pela profissão docente não se reduz apenas ao Brasil, na média, o número de estudantes que almejam serem professores também caiu, passando de 5,5% em 2006 para 4,0% em 2017 em outros países (OCDE, 2017).

Segundo os autores Vieira (2002); Paiva; Souto (2013); Souto (2016) o número de ingressantes em cursos de licenciatura tem caído, sobretudo a partir de 2010, mesmo havendo aumento do acesso ao Ensino Superior uma quantidade menor de estudantes têm procurado faculdades para seguir a docência e muitos dos que completam os cursos não pretendem trabalhar na sala de aula. “O declínio é perceptível em todos os níveis de formação das licenciaturas: desde a quantidade de matrículas e concluintes até as altas taxas de evasão, tanto na rede pública quanto na particular” (SOUTO, 2016, p 06)

Averiguada a relevância da temática apresentada, que tem perspectiva social e contemporânea entendeu-se a necessidade em desenvolver a presente pesquisa, cuja finalidade é identificar os reais motivos que levam os estudantes do 3º ano do ensino médio de escolas públicas e privadas na cidade de Patos de Minas, interior de Minas Gerais a demonstrarem desinteresse pela formação na área das licenciaturas. Sendo importante compreender os motivos do desinteresse na profissão de professor, para tanto foi realizada uma pesquisa quali-quantitativa envolvendo estudantes voluntários que estivessem matriculados no 3º ano do ensino médio e que respondessem o questionário on-line via convite por redes sociais.

METODOLOGIA

Inicialmente inscreveu-se tal projeto no Comitê de Ética e Pesquisa da Faculdade Patos de Minas, sobre o protocolo CAAE 73283517.6.0000.8078. Após sua aprovação foi criado, através da ferramenta do Google forms, um questionário onde os estudantes, após assinatura do Termo de Consentimento Esclarecido (TCLE – Anexo 1) e autorização dos pais (para os menores de idade), responderam as perguntas que estão discutidas a seguir. Foram incluídos nos estudos, voluntários que estivessem dispostos a responder, sendo eles de qualquer gênero, porém maiores e menores de idade, desde que tivessem a autorização do responsável, e que estivessem regularmente matriculados no 3º ano do ensino médio de escolas públicas e particulares de qualquer modalidade da cidade de Patos de Minas, interior de Minas Gerais. Todos os entrevistados foram convidados e só puderam participar da pesquisa após terem ciência e terem o aceite do termo de livre consentido. Os questionados fizeram autodeclaração das perguntas acerca de sua idade e gênero. Os voluntários que não eram da cidade de Patos de Minas não foram considerados. Os questionários (Anexo 2) foram aplicados on-line durante 15 dias. No questionário apresentaram-se os objetivos da pesquisa. Os dados então apresentados em Figuras e discutidos à luz da literatura.

RESULTADOS

Os questionários (formulários google) foram respondidos por 185 voluntários, convidados via redes sociais da cidade de Patos de Minas- MG. O período de questionamento foi de 15 de maio a 01 de junho de 2018[5].

Figura 1: Questionamento acerca da idade dos voluntários entrevistados

Figure 1: Questioning about the age of the interviewed volunteers

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

Quando os voluntários foram questionados acerca de sua idade, 51,8% dos voluntários declaram-se com 17 anos, a pesquisa abrangeu também estudantes da modalidade Educação de Jovens e Adultos com respostas de voluntários acima de 19 anos. Dezessete anos é a idade predominantemente dos estudantes ensino no médio do Brasil (BRASIL, 2017).

Figura 2: Questionamento acerca da declaração do gênero

Figure 2: Questioning about gender declaration

 

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

 

Fonte: Dados da pesquisa (2018).A maioria dos Voluntários declara-se do sexo feminino, todavia não há evidencias que verifiquem tal prevalência, tendo em vista que o convite foi realizado para todos os estudantes independente de seu gênero.

Figura 3: questionamento acerca do local onde foi curso o período de estudos

Figure 3: Question about where the study period was taking place

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

De acordo com o Figura 03, 50,6% dos estudantes estudam em escolas públicas, e 30,5% estudaram parte em escola pública e privada. De acordo com os dados do Censo Escolar da Educação Básica, publicado em 2017, do total de colégios, 21,7% são particulares, destes o ensino médio é oferecido em 28,5 mil instituições de ensino que acolhem 7,9 milhões de matriculados, dos quais 7,9% têm atividades em período integra, percebe-se um crescimento nesse seguimento (BRASIL, 2017).

Todavia em contrapartida, a queda no número das matrículas no ensino médio no mesmo período foi acentuada, porém o crescimento dessa evasão foi apenas nas escolas públicas. Os dados do censo também apresentaram que houve crescimento na quantidade de creches, porém no ensino médio foi uma observada uma precariedade na estrutura das escolas (BRASIL, 2017; BRASIL, 2018).

Segundo Krawczyk (2011), há uma generalização de péssima qualidade no ensino médio, com pouco objetivo, e descontextualização cotidiana e, pior ainda, com o mercado de trabalho, sendo uma das causas pelo desinteresse na modalidade e, ainda mais para a futura carreira como professores.

Figura 4: questionamento acerca do horário em que os voluntários estudam ou estudaram os seus anos de estudo

Figure 4: Question about the time volunteers study or studied their years of study

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

A grande maioria dos voluntários respondeu que estudou ou estuda no período vespertino. Dados semelhantes foram encontrados por Correa et al (2011), segundo os autores houve um decréscimo das matriculas no período noturno a partir dos anos 2000. O período noturno, ainda contempla matriculados que estão fora da faixa de idade curricular e estudantes que necessitam trabalhar durante o dia. Correa et al (2011) e Silva; Magalhães; Pereira (2015) ressaltam ainda, que tais estudantes tem um pior rendimento e que sua ascensão ao ensino superior é menor do que dos estudantes que estudam no período vespertino.

Figura 5: questionamento sobre o interesse dos voluntários em fazer vestibular ou ENEM e cursar o ensino superior

Figure 5: Questioning about the interest of volunteers to take the university entrance exam or ENEM and attend higher education

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

A educação formal, no Brasil até os 17 anos é obrigatória como apresenta a Emenda Constitucional nº 59/2009 e com o Plano Nacional de Educação, onde todas as crianças e jovens de 4 a 17 anos estejam matriculados obrigatoriamente, todavia ainda existem problemas de evasão entre a faixa etária de 15 a 17 anos – 11% desses adolescentes abandoaram a escola sem concluir os estudos (VIEIRA, 2011).

Segundo a LDB (Lei das Diretrizes e Bases 9394/96), em seu artigo 35, o ensino médio tem como finalidade: a consolidação dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, dando prosseguimento aos estudos, além da preparação básica para o trabalho e cidadania dando as capacidades de adaptação para novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores, buscando uma formação humanística, ética, autônoma e intelectual (BRASIL, 1996). Como visto, a LDB não traz uma finalidade exclusiva que é a de buscar o ensino superior, o ensino médio é pré-requisito para o ensino superior, no entanto não é seu objetivo.

De acordo com as respostas, apenas 2,3% dos questionados disseram que não irão prestar exames de vestibular demonstrando, assim, que hoje o ensino médio é uma finalidade, e não como parte do processo.

A popularização do ensino superior iniciou no Brasil na década de 1990, com notório aumento nos anos 2000, a explicação encontra-se no fato de programas governamentais de ampliação das vagas e da universalização do ensino superior com distribuição de vagas para estudantes de baixa renda com isenção total ou parcial através do Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES) (SOUSA, 2016). A popularização do acesso aos cursos superiores no Brasil trouxe às cadeiras escolares um perfil distinto de estudantes. No que tange o acesso é interessante, todavia o aumento das vagas não garante a qualidade. Em contrapartida, neste mesmo período as matrículas nos cursos de licenciatura tiverem uma vertiginosa queda (CONDÉ, 2017).

Figura 6: questionamento sobre a intenção dos voluntários em prestar exame de vestibular para cursos da área de licenciatura

Figure 6: Questioning about the intention of the volunteers to take the entrance exam for undergraduate courses

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

De acordo com as respostas ao questionamento sobre a intenção dos voluntários em prestar exame de vestibular para cursos da área de licenciatura, 50,6% disseram que não fariam cursos para serem professores. 16,5% responderam que fariam licenciaturas, resultado este que diverge dos resultados do apresentado pela OCDE que diz que apenas 2,2% dos estudantes brasileiros fariam licenciatura. Apesar dos dados aqui apresentados, há que se convir que ainda existe pouco interesse pelos cursos da carreira do magistério, 16,5 % ainda é um percentual ínfimo diante da necessidade de professores, sobretudo em áreas como a das ciências (SCHWARTZMAN 2010; OCDE, 2017).

A resposta “jamais” somou 4,7% da resposta, o que demonstra total desinteresse por parte dos estudantes questionados, até mesmo uma relação hostil com a profissão de professor. De acordo com Schwartzman (2010) tal realidade pode estar associada com a visão de despreparo e de desinteresse perpassada pelos próprios professores, ou ainda com a desarticulação teórico prática dos currículos com o cotidiano. Silva; Magalhães; Pereira (2015) apresentam que tal realidade está ligada com a falta de investimento do estado na carreira de professor. Acredita-se que creditar aos professores o insucesso do processo educativo seja deveras penoso, todavia há de se convir que seja importante uma melhor motivação, no entanto a formação deve ter uma base sólida.

Esse “jamais” também pode ser fruto de uma imagem distorcida do “profissional professor” que vem sendo difundida atualmente, onde o professor é tratado como um “sofredor”, ou como uma profissional não menor valor no mercado de trabalho. Ainda pela atual falta de valor do ensino médio em função de sua objetificação como “passaporte” para ensino superior, tendo em vista que houve o aumento do acesso ao ensino superior independente do esforço que este estudante tenha no durante o ensino médio, ou respeito que ele tenha pelo professor, ou ainda com a qualidade do ensino, possivelmente este estudante acessará o ensino superior.

Figura 7: questionamento sobre os motivos pelos quais não fariam licenciatura

Figure 7: Question about why they would not do a degree

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

No questionamento apresentado no Figura 07 percebeu-se que 26,5% preferem outra profissão; 24,1% não querem a carreira do magistério devido a pouca remuneração; 14,5% pela falta de reconhecimento, 11,3% apresentaram fatores diversos e 9,6% responderam “para não ter alunos como eu sou ou como são meus colegas”, e ainda 2,2% não acham ser digna a profissão de professor.

Nos últimos anos, estudos revelam que em alguns países, inclusive no Brasil, tem havido uma acentuada diminuição do número de jovens dispostos a ingressar na carreira do magistério, assinalando como uma das causas a baixa remuneração dessa categoria, tais dados corroboram os resultados aqui apresentados, tendo em vista que 24,1% dos entrevistados apresentou essa justificativa (OLIVEIRA, 2004; FONTINELES, 2012; SILVA, 2012).

A OCDE em seu diagnóstico aponta que a situação da formação de professores e das condições do magistério está cada dia menos interessante, reconheceu ter havido um contínuo abandono do magistério por parte dos professores devido aos baixos salários e às condições de trabalho nas escolas (OCDE, 2017).

Autores têm denunciado o fenômeno de precarização das condições de trabalho e de remuneração dos trabalhadores docentes desde os anos 2000, e poucas politicas públicas têm sido criadas, atualmente, para contornar tal situação, muito pelo contrário diuturnas notícias são veiculadas apresentando a situação degradante dos profissionais do magistério (FACCI et. al., 2004; LUDKE, BOING, 2004; FONTINELES, 2012; SILVA, 2012).

Um dado que chamou a atenção foi a resposta de 9,6% dos questionaram que disseram “para não ter alunos como eu sou ou como são meus colegas”, tal resposta denota a falta de valor do processo educativo, justamente por apresentar que os estudantes assumem que não trabalhariam para eles mesmos.

No ano de 2009, a Fundação Victor Civita realizou um estudo com 1.501 estudantes entrevistados, onde foram cogitados se trabalhariam como professor, 32% responderam que sim, no entanto, quase todos logo descartaram a ideia. No mesmo estudo fizerem grupos de discussão dialogada, sendo que tal questionamento gerou risos pelos grupos, denotando, assim a ridicularização da profissão de professor. O mesmo estudo apontou as seguintes causas para não existir interesse pelos professores: 40% Baixa remuneração; 32% Falta de identificação profissional ou pessoal; 17% Desinteresse e desrespeito dos estudantes; 17% Desvalorização social da profissão; 12% Más condições de trabalho; 15% Outros (GATTI et al., 2009).

Por sua vez Sodré (2014) apresenta o estudo realizado pelo Núcleo de Estágio e Aprendizes – NUBE da USP, aonde foram questionados em pesquisa on-line com 6.910 jovens no ano de 2014. Dos questionados neste estudo, 40,08% disseram que não fariam licenciatura pois é uma profissão desvalorizada e 19,69% não fariam por considerar as condições péssimas, apenas 9,9% fariam licenciatura. Segundo o mesmo estudo tal situação se dá pelo distanciamento entre a realidade, sobretudo tecnológica com o método dialético e expositivo das salas de aula.

Sobre o reconhecimento dos questionados acerca da valorização dos professores, 88,2% acreditam que os professores não são valorizados. E segundo os dados, o principal motivo por essa desvalorização seria pelo desrespeito dos governantes pelos professore, conforme apresenta o Figura 09 a seguir:

Figura 9: questionamento acerca da opinião dos estudantes sobre o motivo da desvalorização dos professores

Figure 9: Questioning about students’ opinion on why teachers devalued

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

No Brasil, atualmente, o professor passa por situações humilhantes, dentre elas agressões por parte dos estudantes e pais, mas, sobretudo a falta de respeito por parte dos governantes com constantes atrasos no pagamento dos salários, piso salarial pífio e péssimas condições das escolas. Sendo assim, alguns estudantes entendem os professores como “sofredores”, e muitas das vezes são saudosistas de uma época que não viveram aonde os professores tinham uma posição social notável. Independentemente dos fatores contemporâneos ou culturais, que marcam a situação da educação brasileira na visão de muitos jovens existe uma falta de respeito, 24,1% (GATTI et al., 2009; SILVA, 2012).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante do exposto, de acordo com o recorte da pesquisa conclui-se que os questionados percebem a desvalorização da profissão docente, e a grande maioria não tem interesse em ingressar em cursos das áreas de licenciatura. Compreende-se que os motivos são variados para tal desinteresse, porém o que se observa é que esta situação se dá pela falta de respeito do governo pelos professores, discentes e sociedade em geral. Outras pesquisas aqui discutidas corroboram os resultados alcançados para os voluntários da cidade de Patos de Minas. É importante que políticas de acesso ao ensino superior, todavia é urgente que exista a valorização dos professores da educação básica.

REFERÊNCIAS

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BRASIL. INEP- censo Escolar da Educação Básica, 2018. Disponível em:  http://portal.inep.gov.br/censo-escolar . Acesso em 28/09/2012

BAUMAN, Z. Capitalismo Parasitário: e outros temas contemporâneos. 1ª ed., Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2010.

CONDÉ, Á. A. S. Juventude e educação: os sentidos do ensino médio na periferia do Distrito Federal. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Uberlândia, Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais- 2017. 123 f.

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DAYRELL, J. T.; CORROCHANO, M.  C. “Juventude, socialização e transição para a vida adulta”. In: GUIMARÃES. Maria Tereza Canezin; SOUSA, Sônia M. Gomes (Orgs.). Juventude e contemporaneidade: desafios e perspectivas. Goiânia: Editora UFG; Cânone Editorial, 2009.

DUARTE, N. A Individualidade Para Si. Contribuição a uma teoria históricocrítica da formação do individuo. Edição Comemorativa. Campinas, SP: Autores Associados, 2013.

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PACHECO, C. A. A.; PEREIRA, S. G. A Educação Sexual Dos Jovens No Contexto Escolar E Social. Revista Profissão Docente. Uberaba, v. 13, n.29, p. 36-46, Jul.-Dez, 2013. Disponível em: http://www.revistas.uniube.br/index.php/rpd/article/view/552. Acesso em 18/11/2018

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PIAGET, J. Seis estudos de psicologia. 19 ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1993.

SAVIANI, D. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. 9ª ed. revista ampliada. Campinas, Autores Associados, 2005.

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SOUTO, R. M. A. Egressos da licenciatura em matemática abandonam o magistério: reflexões sobre profissão e condição docente. Educ. Pesquisa.,  São Paulo ,  v. 42, n. 4, p. 1077-1092. 2016. Disponível em:  http://dx.doi.org/10.1590/s1517-9702201608144401. Acesso em: 14/11/2018

SODRÉ, R. Jovens estudantes brasileiros não querem ser professores. O Tempo, on line, 04/02/2014. Disponível em: https://www.otempo.com.br/capa/brasil/jovens-estudantes-brasileiros-n%C3%A3o-querem-ser-professores-1.786203. Acesso em 04/12/2018

SCHWARTZMAN, S. “O ensino médio no Brasil é formal, acadêmico, voltado para o vestibular. Não atende jovens com outros interesses”. Revista Ensino Superior Unicamp. v. 1. 2010. Disponível em: https://www.revistaensinosuperior.gr.unicamp.br/entrevistas/simon-schwartzman-o-ensino-medio-no-brasil-e-formal-academico-voltado-para-o-vestibular-nao-atende-jovens-com-outros-interesses. Acesso em 25/10/2018

SILVA, D. N. da. A Desmotivação do Professor em Sala de Aula, nas Escolas Públicas do Município de São José dos Campos – SP. 2012. 52 f. Monografia (Especialização em Gestão Pública Municipal) – Educação à distância – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Curitiba, 2012.

SOUSA, L. J. Crescimento do Ensino Superior e Popularização do Acesso: Necessidade de uma Nova Metodologia de Ensino?. Revista de Pesquisa e Educação Jurídica.  Brasília.  v. 2.  n. 1. p. 88 – 109  Jan/Jun. 2016. Disponível em:  http://www.indexlaw.org/index.php/rpej/article/view/176. Acesso em 25/10/2018

VIEIRA, H. M. V. Como vou aprendendo a ser professora depois da formatura: análise do tornar-se professora na prática da docência. 2002. 311p. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2002.

VIEIRA, L. M. F. Obrigatoriedade escolar na educação infantil. Revista Retratos da Escola, Brasília, v. 5, n. 9, p. 245-262, jul./dez. 2011. Disponível em:  http://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/viewFile/9/173. Acesso em 01/10/2018

ANEXO

Pesquisa sobre o desinteresse dos alunos do 3º ano do ensino médio pelas Cursos de graduação da carreira docente. A pesquisa está sendo realizadas pelos pesquisadores: Saulo Gonçalves Pereira; Roseline Martins Sabião

O objetivo geral desse projeto é fazer um levantamento juntos aos alunos do 3º ano do ensino médio buscando saber os motivos pelos quais há o desinteresse pelas profissões da carreira docente e, ainda buscar na literatura interpretar os dados.

Pergunta 1

Qual sua idade (          )   Gênero: Masculino (          ) Feminino (       )

Pergunta 2

Seus anos de estudo até agora foram?

(           ) Somente em escola pública (           ) Somente em escola privada (           ) Parte em escola pública parte em privada

Pergunta 3

Você pretende fazer vestibular? (      ) SIM      (          ) NÃO         (           ) Não sei ainda

Pergunta 4

Se pretendente fazer vestibular, você faria para algum curso de Licenciatura?

(           ) SIM              NÃO (       )                (           ) NÃO SEI AINDA                                         (         ) NÃO FAREI VESTIBULAR

Pergunta 5

Se NÃO pretende fazer licenciatura, qual o motivo?

(           ) Pouca remuneração

(           ) Condições ruins

(           ) Para não ter alunos como sou ou como são meus colegas

(           ) Por falta de reconhecimento

(           ) Pois acredito que não seja uma profissão digna

(           ) Creio não ter vocação

(           ) Prefiro outra formação

(           ) Não sei opinar

Pergunta 6

Você acredita que os professores são valorizados? (           ) NÃO                  (           ) SIM

Pergunta 7

Se você respondeu SIM à questão 6 – Responda: Qual o motivo, em sua opinião da desvalorização dos professores?

(           ) São pouco capacitados         (           ) Não são respeitados pelos alunos    (           ) Não são respeitados pelos governantes (    ) O processo educativo perdeu seu valor (     ) Não sei opinar

Pergunta 8

Para qual curso que você pretende prestar o vestibular, caso vá fazer? Uma opção Apenas

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5. Link: https://docs.google.com/forms/d/1ePvVHddns3nq58xQOJvG_ik4urHwaJ1SnDiqGzGErM/edit?usp=drive_web

[1] Graduação em Ciências Biológicas Bacharel/Licenciatura – Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM – UEMG). Graduado em Pedagogia (UNICESUMAR), Doutor em Saúde Animal no programa de Ciências Veterinárias (morfologia) da UFU; Mestre em Ciências Veterinárias na área de concentração – Saúde Animal (UFU) . Pós-Graduado em Docência do Ensino Superior pela (FPM), especialista em Gestão Ambiental (CRBio 04). Professor na Faculdade Patos de Minas – FPM e Faculdade Cidade de João Pinheiro – FCJP.

[2] Graduação em Letras pela Universidade do Estado de Minas Gerais UEMG – Divinópolis (2001), Graduação em Pedagogia Unisa Digital – Universidade de Santo Amaro (UNISA) Especialização em Docência e Didática do Ensino Superior Faculdade Patos de Minas (2015). Mestranda na UNIUBE – Programa de Pós – Graduação em Educação – Formação Docente Para Educação Básica – Universidade de Uberaba ( 2019). Professora na Faculdade Patos de Minas – FPM.

[3] Mestrando em Educação pela UFU, engenheiro Ambiental, matemático com pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho e Docência do Ensino Superior.

[4] Graduação em administração de empresas pela Universidade Santo Amaro. Mestre e Doutor pela Universidade El Salvador – Reconhecido pela Universidade de Uberaba. Graduado em Filosofia.

Enviado: Janeiro, 2020.

Aprovado: Março, 2020.

Graduação em Ciências Biológicas Bacharel/Licenciatura - Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM - UEMG). Graduado em Pedagogia (UNICESUMAR), Doutor em Saúde Animal no programa de Ciências Veterinárias (morfologia) da UFU; Mestre em Ciências Veterinárias na área de concentração - Saúde Animal (UFU) . Pós-Graduado em Docência do Ensino Superior pela (FPM), especialista em Gestão Ambiental (CRBio 04). Professor na Faculdade Patos de Minas – FPM e Faculdade Cidade de João Pinheiro – FCJP.

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