Práticas de alfabetização nas séries iniciais

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Práticas de alfabetização nas séries iniciais
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ARTIGO ORIGINAL

SILVA, Josilene bezerra [1] LIRA, Aurea da Silva [2]

SILVA, Josilene bezerra, LIRA, Aurea da Silva. Práticas de alfabetização nas séries iniciais. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 01, Vol. 01, pp. 81-88. Janeiro de 2019. ISSN:2448-0959

RESUMO

A seguir vamos conhecer um pouco mais sobre a trajetória da alfabetização e seu papel na história da educação. Entender as mudanças ocorridas nas práticas adotadas para alfabetizar e suas contribuições para que o aluno seja alfabetizado ainda nas séries iniciais, uma vez que dados de pesquisas mostram que, no mundo, ainda existe um número muito alto de pessoas analfabetas ou analfabetas funcionais. Pessoas que até sabem decodificar as letras, embora com muita dificuldade, mas que são incapazes de interpretar pequenos textos e até mesmo de resolver as operações matemáticas. Há que se considerar que alfabetizar envolve todo um processo de dedicação, compromisso e a prática de diversas estratégias por parte do professor para que ocorra o desenvolvimento do processo de leitura e escrita. A responsabilidade maior fica por conta dos professores das séries iniciais que é que vai acompanhar e desenvolver nos alunos habilidades que perpassam desde a coordenação motora quanto ao conhecer, escrever e ler, sabendo ele que esse conhecimento é para uma vida toda, com uma enorme influência no meio social de cada um, principalmente no quesito relacionado ao campo profissional, fator principal das mudanças ocorridas na educação em relação à alfabetização.

Palavras – chaves: alfabetização, educação, estratégias, habilidades.

INTRODUÇÃO

A alfabetização consiste no aprendizado do alfabeto e de sua utilização como código de comunicação. De um modo mais abrangente, a alfabetização é definida como um processo no qual o indivíduo constrói a gramática e suas variações, sendo chamada de alfabetismo a capacidade de ler, compreender e escrever textos e a de operar números. Esse processo não se resume apenas na aquisição das habilidades mecânicas (codificação e decodificação) do ato de ler, mas na capacidade de interpretar, compreender, criticar, ressignificar e produzir conhecimento.

O processo de alfabetização ocorre ao longo da vida escolar, porém é nas séries iniciais do ensino fundamental que de fato acontece a alfabetização, ou seja, é onde está base para que os alunos tenham domínio das habilidades que competem ao aluno alfabetizado. Entretanto, existem muitos questionamentos em torno das práticas adotadas em sala de aula pelo professor para que facilite o aprendizado por parte do aluno, uma vez que é comum ouvir professores de ensino médio e até mesmo de faculdades reclamarem que os alunos possuem dificuldades de leitura, porque não respeitam sinais de pontuação, não interpretam corretamente e possuem muitos erros em relação à escrita ortográfica.

Mas, para compreender melhor sobre a trajetória da alfabetização e que fatores influenciaram nas mudanças ocorridas principalmente em relação às práticas desenvolvidas para alfabetizar ,vamos voltar um pouco na história. É preciso conhecer a relação entre alfabetização e desenvolvimento social do indivíduo na busca por espaço na sociedade, que se deu em função de transformações ocorridas, exigindo cada vez mais que as pessoas tivessem níveis de estudos compatíveis com as exigências do mercado de trabalho e até mesmo como uma forma de poder se expressar de maneira objetiva, em meio a uma sociedade que é cada dia mais exigente e desenvolvida e, ao mesmo tempo, apresenta tantas adversidades.

PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO: BREVE HISTÓRICO

Embora saibamos que existem vários projetos que visam acabar com o analfabetismo no mundo, é visível os resultados de pesquisas que apontam para um grande número de pessoas analfabetas até mesmo funcionais. Há quem diga que, antes quem tinha interesse em continuar seus estudos aprendia de forma correta, enquanto quem, muitas vezes, por falta de oportunidades desistia acabava por se tornar mais um analfabeto, acarretando assim consequências que o prejudicam uma vida inteira, afetando diretamente o lado profissional, pois ao longo da história da alfabetização muitas foram as transformações ocorridas na sociedade por meio das quais os velhos e tradicionais costumes deram lugar ao novo e moderno.

Antigamente, era dada uma atenção maior para a leitura do que à escrita, uma vez que, devido ao cristianismo, as pessoas aprendiam a ler para compreender as leituras bíblicas. Segundo a obra da autora Gumperz (1991), as práticas de alfabetização eram desenvolvidas no próprio ambiente familiar ou em grupos informais. Até então, a educação era vista como alfabetização e escolarização e classificada como um perigo, pois uma vez que todos tivessem acesso à educação geraria conflitos de massa, por as pessoas terem a liberdade de expressão já que alfabetização também é:

“[….] uma prática social e cultural em que se desenvolvem a formação da consciência crítica, as capacidades de produção de textos orais e escritos de leitura e compreensão das relações entre sons e letras” e destaca ainda que ao utilizarmos a escrita temos a possibilidade de produzir nossos próprios textos, contar nossas próprias histórias e até reivindicar nossos direitos.( CONTIJO, 2008, P.198).

Após a revolução industrial e o surgimento de uma sociedade capitalista surgiu a necessidade das pessoas se capacitarem para atenderem as exigências do mercado de trabalho, exigindo assim uma escolarização universal, laica e gratuita mais precisamente após a revolução francesa quando a educação passa a assumir um caráter de cidadania. Porém, o acesso a conteúdos que abrissem a mente do povo para revolução em massa ainda continuavam restritos. Para Graff (1994), a educação e a alfabetização não foram organizadas para iniciar a aquisição de códigos linguísticos, mas para embutir valores morais e inculcar nas pessoas regras de comportamento da nova sociedade moderna.

Somente na década de1970, com a exigência de níveis de escolaridade para admissão de uma vaga de emprego, é que surge a necessidade de rever fatores que contribuem para as taxas de diminuição do analfabetismo a fim de se ter profissionais mais bem preparados para atender as demandas de mão de obra nas empresas tendo como fator principal o desenvolvimento econômico.

Assim, surgem as novas tendências pedagógicas, logo novas concepções de alfabetização e métodos de avaliação que medem o índice de qualidade da educação como o (Ideb):

O Ideb é um indicador de qualidade educacional que combina informações de desempenho em exames padronizados (Prova Brasil ou Saeb) – obtido pelos estudantes ao final das etapas de ensino (4ª e 8ª séries do ensino fundamental e 3ª série do ensino médio) – com informações sobre rendimento escolar (aprovação)(INEP, 2008).

É possível, através dele, descobrir em quais regiões o desenvolvimento escolar possui um índice de aprendizagem maior ou menor. Desse modo, podem ser destinados recursos a fim de criar políticas públicas que visem à capacitação de professores para se adequarem às novas práticas educacionais de forma a melhorar a qualidade da educação. Consequentemente, deve diminuir o índice de analfabetismo para que mais pessoas estejam aptas ao mercado de trabalho, já que continuamos a viver em uma sociedade capitalista e cada dia com mais transformações ocorrendo a nossa volta, em especial na área da comunicação e tecnologia, o que gera ainda mais a necessidade do professor em aperfeiçoar as suas práticas pedagógicas.

Por isso, deve ser constante a busca por cursos de formação, pois nesse contexto entram as mudanças que estão ocorrendo na educação como a reformulação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que rege a educação brasileira. Um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica.

A Base estabelece conhecimentos, competências e habilidades que se espera que todos os estudantes desenvolvam ao longo da escolaridade básica. Orientada pelos princípios éticos, políticos e estéticos traçados pelas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica, a Base soma-se aos propósitos que direcionam a educação brasileira para a formação humana integral e para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

Percebe-se assim que tem como propósito contribuir para a melhora da prática do professor em sala de aula, já que contempla os conteúdos, estratégias, habilidades e avaliação de maneira específica, ou seja, de acordo com os níveis. Desse modo, norteia sobre o que e como deve ser trabalhado, cabendo ao professor o aperfeiçoamento e adaptação de sua prática de acordo com a realidade e contexto em que seus alunos estão inseridos. Assim, ele pode avaliar, através de diagnóstico, o conhecimento prévio do aluno de acordo com seu meio social, pois nos dias de hoje as crianças mantém contato com diversos tipos de informações que podem ser usadas pelo professor para elaborar aulas dinâmicas e lúdicas com estratégias de ensino fundamentadas nas práticas pedagógicas no intuito de despertar o interesse do aluno, facilitando assim seu aprendizado.

E quando o assunto é alfabetização, nas séries iniciais, vale ressaltar que é a base; por isso, se os conhecimentos de leitura e escrita forem bem trabalhados com uso de estratégias adequadas a necessidade de cada aluno, possivelmente não haverá dificuldade em sua trajetória escolar e nem tantas reclamações de professores do ensino médio e superior relacionadas ao aprendizado básico da linguagem e escrita. Aprendizagem essa que diz respeito à interpretação, escrita ortográfica, sinais de pontuação, formas de comunicação e domínio das quatro operações matemáticas. Habilidades consideradas como o mínimo que um aluno das séries iniciais deveria aprender. Estaria contribuindo também para que não haja tanta discriminação quanto ao analfabeto, que também faz parte de uma sociedade onde todos deveriam ter os mesmos direitos, porém ainda é preciso se tornar um cidadão alfabetizado para que, assim, se façam valer seus direitos em ter voz ativa e contribuir para a diminuição das desigualdades sociais no mundo.

MUDANÇAS E CONCEPÇÕES NAS PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO

Com as mudanças na Lei de Diretrizes e Bases de Educação (LDB) 9394/96, o ensino fundamental que era composto por oito anos passou a ser de nove, de acordo com a lei nº 11.224 de 6 de fevereiro de 2006, prevendo assim que a partir de 2010 ocorressem matrículas de crianças com seis anos completos ou a completar até o dia 31 de março do mesmo ano, com o intuito de assegurar um tempo maior às crianças no convívio escolar e também oferecer maiores oportunidades de aprendizagem.

Nos últimos anos, a educação básica vem sendo motivo de preocupação devido a um grande número de pessoas analfabetas existentes ainda nos dias de hoje. Antes o ensino não era obrigatório, as pessoas moravam em sua grande maioria na zona rural e, por isso, não davam tanta importância ao estudo. Com o crescimento desordenado da área urbana e surgimento de indústrias em plena era capitalista, a migração da população rural para a área urbana aumentou. Com ela, cresceu também a procura por uma vaga de emprego que, consequentemente, levaria a procura por uma formação, uma vez que o mercado de trabalho exige pessoas cada vez mais qualificadas. Surge, então, a necessidade de repensar as práticas pedagógicas para que atendam a todos.

No intuito de mais pessoas se beneficiarem com a alfabetização, o ensino na educação básica tornou se obrigatório e com um controle mais rigoroso para que não houvesse tanta evasão escolar. Paralelas a essas mudanças estão as práticas educacionais dos professores, exigindo cada vez mais que sejam um reflexivos e construtivistas e que busquem se aperfeiçoar através de novas técnicas de ensino; por meio de cursos de formação e capacitação. Esperando-se assim que atendam a cada aluno em sua necessidade, uma vez que um fator principal desse processo é a adversidade de direitos iguais a todos.

Com tantas mudanças surgem diferentes concepções de educação e aos poucos vão ficando para trás métodos baseados em uma educação “bancária”, analisada por Paulo Freire como um modo de ensino no qual se tinha uma imagem de que parte central do processo de aprendizagem é o professor por ensinar e não o aluno por aprender. Para mudar essa concepção, Paulo Freire vai mais além, trazendo uma visão completamente diferente em relação à alfabetização: considera que todos nós ensinamos e aprendemos juntos. Portanto, à medida que o professor ensina, ele também aprende, afinal é um processo de troca e conhecimento. Para ele, o ser humano é o centro de todas as transformações sociais, políticas e econômicas; sendo capaz de expressar seus próprios pensamentos, intervir, modificar e transformar até mesmo uma sociedade, começando por si mesmo e libertando-se da opressão, deixando de ser alienado e de pensar apenas em si próprio. Paulo Freire deixa claro que “o educador já não é mais o que educa, mas o que, enquanto educa, é educado, em diálogo com o educando que, ao ser educado, também educa. Ambos, assim, se tornam sujeitos do processo em que crescem juntos.” (FREIRE, 2005, p.79).

Somente um ser que é capaz de sair de seu contexto, de “distanciar-se” dele para ficar com ele; capaz de admirá-lo para, objetivando-o, transformá-lo transformando-o, saber-se transformado pela sua própria criação; um ser que está sendo no tempo que é o seu, um ser histórico somente é capaz, por tudo isto, de comprometer-se (FREIRE, 1983, p.17).

E assim torna se possível mudar pensamentos que até então eram encarados como uma educação tradicional para um modelo de educação no qual as pessoas vão gradativamente percebendo que não existe aluno ou professor mais ou menos importante e sim seres envolvidos em um processo de troca de conhecimentos feito a partir de diálogo, trazendo benefícios a ambas as partes.

Paulo Freire, por sua vez, um defensor da educação para todos e que contribui especificamente para a educação de jovens e adultos, sensibilizado com tanta pobreza e discriminação em relação ao analfabetismo, acredita que a alfabetização está ligada à conscientização e, uma vez, que todos tiverem acesso a ela poderão de maneira consciente modificar seu contexto social na construção de uma sociedade mais justa, tornando-se autores de sua própria história.

[Freire] Considera a alfabetização como a principal tarefa capaz de trazer para si mesmo e para os outros, um novo significado: Possivelmente seja este o sentido mais exato da alfabetização: Aprender a escrever sua vida, como autor e como testemunha de sua história, isto é, biografar-se existenciar-se, historizar-se (FREIRE, 2005, p. 8).

Também é uma forma de dignidade, pois alfabetização e letramento – termo mais adequado nos dias de hoje – não é apenas aprender a ler e escrever, mas também aprender a refletir e ter consciência. Assim, é de suma importância na vida do ser humano, tornando-o dotado de uma postura reflexiva, pois, desde o início, nunca foi possível separar a leitura das palavras da leitura do mundo. Além disso, também não era possível separar a leitura do mundo da escrita do mundo; ou seja, linguagem (FREIRE, 2001, p. 56).

E falando em ser reflexivo, é justamente assim que o professor nos dias de hoje deve ser: deve romper com técnicas de aprendizagem tradicionais para adquirir novas práticas que venham acompanhar o desenvolvimento de uma sociedade cada vez mais evoluída em meio a tantos recursos, principalmente tecnológicos. Sendo assim, é preciso que o professor esteja em constante busca pela sua formação, capacitado cada dia mais não só para desenvolver novas técnicas para alfabetizar seu aluno na prática da leitura e escrita, mas também para fazê-lo entender o que é ser livre para se expressar. De acordo com Freire, alfabetizar e educar também são um compromisso social e todos temos o compromisso de:

Nos tornamos capazes de intervir na realidade, tarefa incomparavelmente mais complexa e geradora de novos saberes do que simplesmente a de nos adaptar a ela. É por isso também que não me parece possível nem aceitável a posição ingênua ou, pior, astutamente neutra de quem estuda, seja o físico, o biólogo, o sociólogo, o matemático, ou o pensador da educação. Ninguém pode estar no mundo, com o mundo e com os outros de forma neutra. A acomodação em mim é apenas caminho para a inserção, que implica decisão, escolha, intervenção na realidade (FREIRE, 1996, p. 46).

Haja visto que é através da alfabetização que aprendemos a ler, escrever , valorizar a cultura e diversidade existentes em uma sociedade, além de termos autonomia para lutar por um mundo mais justo com menos desigualdades sociais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

É possível entender que a educação é a base para a formação de um ser reflexivo, tanto que antigamente a alfabetização era restrita a um pequeno grupo de pessoas e acontecia em casa longe de uma sala de aula cuja finalidade era a de ter conhecimentos relacionados aos textos bíblicos, para que as pessoas não conhecessem a partir da leitura e escrita que podiam tanto ter quanto deixar registrado seus próprios pensamentos e, assim, deixarem de ser manipuladas por uma minoria pertencente às classes burguesas da época.

Portanto, com as mudanças e transformações ocorridas na sociedade mediante a revolução industrial e com um regime capitalista, surge a necessidade de que cada vez mais que as pessoas sejam alfabetizadas para se adequarem a mão de obra nas indústrias. Com isso, veio a necessidade de um grau de escolaridade maior e, consequentemente, a concorrência por uma vaga de emprego, exigindo assim das autoridades governamentais uma postura diferenciada em relação à educação. Até porque, dentro desse contexto, o homem estava se sentindo ameaçado, devido ao caos provocado pela revolução na qual muitos perderam suas propriedades e foram obrigados a morar na cidade e se acostumar com outros modos de vida, se adaptar a novas culturas, o que fez com que começassem a agir em busca de seus direitos.

Isso fez com que pensadores começassem a se aprofundar nos estudos em relação a concepções e práticas de educação que pudessem contribuir para formação de mais pessoas dotadas de conhecimentos, o que levaria a serem repensadas as práticas do professor em sala de aula, a fim de se ter mais pessoas alfabetizadas.

Na sociedade de hoje, é necessário que professores sejam dinâmicos e estejam cada vez mais preparados, munidos de diversos recursos a fim de criar estratégias de apresentação dos conteúdos fundamentadas em praticas pedagógicas, baseadas na realidade do aluno, que de acordo com Emília Ferreiro:

Há crianças que chegam à escola sabendo que a escrita serve para escrever coisas inteligentes, divertidas e importantes. Essas são as que terminam de se alfabetizar na escola, mas começaram a se alfabetizar muito antes, através da possibilidade de entrar em contato de interagir com a língua escrita. Há outras crianças que necessitam da escola para apropriar se da escrita. (Ferreiro, 1999 ,p.23).

Tal pensamento explica que as crianças de hoje quando vão para a escola já levam uma bagagem de conhecimento adquirida diariamente no meio social onde vivem; seja em casa, na creche ou até mesmo na pré-escola. Ou seja, quando chegam na alfabetização e séries iniciais, precisam aprender a função de cada signo linguístico nas palavras e, consequentemente, aprender decodificá-los. Isso ocorre devido à quantidade de informações que elas têm diariamente, o que mostra que ser alfabetizado não é apenas saber ler e escrever, mas ter também conhecimento de que pessoas são capazes de intervir na transformação da sociedade, respeitando o direito de todos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FERREIRO , Emília.Com todas as letras.São Paulo. Cortez,1999.

FREIRE, P; FREIRE. A.M.A. Pedagogia dos sonhos possíveis. Ed. UNESP. 2001 a. Coleção Educação e mudança vol.1.9ª ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1983

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FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido, 43 ª ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 2005.Carmen Lúcia Vildal. Alfabetização: um conceito em movimentoAnalfabetismo funcional – Wikipédia, a enciclopédia livre<ttps://pt.wikipedia.org/wiki/Analfabetismo_funcional>Acesso em 10 de agosto de 2018. Alfabetização: 6 práticas essenciais – 6 práticas … – Nova Escola.https://novaescola.org.br/conteudo/841/alfabetizacao-6-praticas-essenciaisArtes Médicas, 1991. o processo de alfabetização da criança segundo emilia ferreiro.www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/…/aprocesso_alfab_ferreiro.pdf> acesso em 16 de agosto de 2018

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GONTIJO C. M. M.; SCHWARTZ, C. M. Alfabetização: teoria e prática. Paraná:Sol, 2009.

GUMPERZ, Jenny Cook. A construção social da alfabetização. Porto Alegre: práticas de alfabetização em séries iniciais em duas escolas do…repositorio.ufes.br/…/tese_4803_KAIRA%20WALBIANE%20COUTO%20COSTA.pdf.

PÉREZ, FREIRE, P. Educação e mudança. Coleção Educação e mudança vol.1.9ª ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1983. PRÁTICAS PEDAGÓGICAS: PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO NAS<editoraealize.com.br/revistas/fiped/…/5d814cf713d2e0dfc41684bf675e24e7_2048.p…>Acesso em 17 de setembro de 2018.O Olhar Filosófico de Paulo Freire Sobre a Alfabetização de … – Uel< www.uel.br/…/HELOISA%20HELENA%20APARECIDA%20CHAVES%20DUARTE

… > Acesso em 16 de setembro de 2018. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). <basenacionalcomum.mec.gov.br/>Acesso em 15 de agosto de 2018.

[1] Licenciada em pedagogia pelo Instituto Superior de educação São Judas Tadeu – ISESJT Floriano-PI, Especialista em Docência do Ensino Superior pela Faculdade Regional de Filosofia, Ciências e Letras de Candeias-FAC – Candeias-Ba. Professora do ensino Fundamental nas redes municipais de Matões e Parnarama – Ma. Mestranda em Ciências da educação pela Atenas College University – Mestrado Internacional/EAD.

[2] Graduada em Licenciatura Plena em História, Especializada em História do Brasil com Ênfase em história do Maranhão pela FLATED e Especialista em Docência do Ensino Superior pela Faculdade Regional de Filosofia, Ciências e Letras de Candeias-FAC – Candeias-Ba. Professora do ensino Fundamental nas redes Municipais de Matões e Parnarama – Ma. Mestranda em Ciências da Educação pela Atenas College University – Mestrado Internacional/EAD.

Enviado: Novembro, 2018

Aprovado: Janeiro, 2019

Licenciada em pedagogia pelo Instituto Superior de educação São Judas Tadeu - ISESJT - Floriano-PI, Especialista em Docência do Ensino Superior pela Faculdade Regional de Filosofia, Ciências e Letras de Candeias-FAC - Candeias-Ba. Professora do ensino Fundamental nas redes municipais de Matões e Parnarama - Ma. Mestranda em Ciências da educação pela Atenas College University - Mestrado Internacional/EAD.

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