Dificuldade de escrita e interpretação nas turmas do 6° ano do ensino fundamental: O histórico, os problemas e novas metodologias necessárias

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ARTIGO ORIGINAL

REINALDO, Carollyne Shanazzy Gomes Bezerra [1]

REINALDO, Carollyne Shanazzy Gomes Bezerra. Dificuldade de escrita e interpretação nas turmas do 6° ano do ensino fundamental: O histórico, os problemas e novas metodologias necessárias. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 03, Vol. 01, pp. 175-183. Março de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/escrita-e-interpretacao

RESUMO

Neste artigo iremos discutir as dificuldades de leitura, interpretação e escrita na educação brasileira e como esse fator tem sido determinante para que os estudantes brasileiros tenham resultados ruins em todo seu ciclo educacional. Essa questão é bastante relevante, principalmente após o último resultado divulgado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) sobre o péssimo desempenho dos estudantes brasileiros em todos os níveis da educação em português. Iremos nos utilizar de artigos que embasam o problema grave que há na educação brasileira e que foi ignorado por muito tempo, mesmo que estejamos tentando combater esse problema na educação atual. Dessa forma, objetivamos demonstrar como essas dificuldades sempre existiram na educação brasileira, mas que pouco foi feito para mudar esse quadro ao longo dos anos. Em seguida, iremos abordar, de maneira mais específica, as dificuldades de escrita e interpretação de texto nos estudantes do 6° ano do Ensino Fundamental, dando ênfase às causas mais comuns para que se exista essa dificuldade, como, por exemplo, problemas vindos de anos anteriores, aprovação sem as devidas habilidades, e, por fim, buscaremos soluções para ao problema bem como pretende-se, ao mesmo tempo, indicar que as metodologias alternativas são interessantes para que se possa mudar essa situação e melhorar a qualidade da escrita e interpretação de textos escritos e textos visuais.

Palavras-chave: Escrita e interpretação, educação brasileira, Ensino fundamental.

1. INTRODUÇÃO

O Brasil inteiro ficou chocado com o último resultado do desempenho dos estudantes brasileiros divulgado pelo MEC no dia 30 de agosto de 2018. O resultado da pesquisa revelou que 7 em cada 10 estudantes brasileiros não sabe o mínimo sobre escrita e interpretação de texto quando chegam à terceira série do ensino médio (O GLOBO, 2018). Esses dados só nos mostram como nossa educação encontra-se deficitária e como a sociedade brasileira pode estar se condenando à ignorância em um futuro bem próximo. Dessa maneira, muitos cidadãos não entendem o mínimo sobre o contexto social ao que estão expostos, e, mesmo assim, tem por obrigação a participação na sociedade de uma forma geral, seja por meio de funções específicas em seus trabalhos ou por meio de eleições as quais são obrigados a participar.

O fato é que a educação brasileira precisa ser mobilizada de maneira urgente para que se tomem caminhos que busquem o progresso coletivo e que formem cidadãos com o básico para a atuação em sociedade. Assim, a escrita e a interpretação de texto estão diretamente ligadas, sendo necessário e urgente criar metodologias que se adaptem aos jovens de hoje em dia com o intuito de que possamos, ao menos, sonhar com a melhoria desses dados em um futuro breve. De maneira direta, é importante introduzir a leitura qualitativa na vida de nossos estudantes, sem que todo o seu tempo de leitura seja gasto lendo mensagens ou notícias irrelevantes para a sua vida escolar e pessoal. É importante apresentá-los a livros literários e fazê-los desenvolver o hábito da leitura desde cedo.

Segundo o SAEB (Sistema de Avaliação da educação Básica), o desempenho dos alunos é melhor no ensino fundamental – ainda que longe do ideal – pois 39,32% dos estudantes tem nível de aprendizagem zero, ou seja, não sabem o mínimo da escrita e interpretação, como, por exemplo, escreverem frases corretamente ou lerem uma frase de três palavras e saber o que significa (INEP, 2018). O SAEB (INEP, 2018) ainda mostra que pelo menos 11% dos estudantes do ensino fundamental saem com o conhecimento adequado ao finalizarem esta etapa do ciclo educacional. Assim, pode-se compreender que alguns métodos estão funcionando pelo Brasil, os quais devem ser investigados e replicados em todo o país para que se obtenham melhores resultados.

Apesar de entender que o contexto social do país é de todo adequado para que se tenha uma educação de qualidade, ainda assim é inadmissível que 89% dos estudantes que deixam o ensino fundamental não saibam interpretar textos corretamente e não sejam nem proficientes na escrita. Em síntese, esse artigo irá mostrar como essa problemática vem sendo construída ao longo do tempo e como esse processo vem afetando principalmente alunos do 6° ano do Ensino Fundamental, por se depararem com uma realidade de ensino diferente do que viam um ano atrás.

2. O HISTÓRICO DA LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

Não é de hoje que se discute sobre o desempenho dos brasileiros no que se refere a leitura e a interpretação de textos. Assim, constata-se que, no Brasil, o ensino deixa a desejar nessa questão, uma vez que dados institucionais, a partir de pesquisas, revelam que essa dificuldade vem desde a base até a vida adulta do estudante e, normalmente, segue ele até o fim da vida. Nesse sentido,

É cada vez mais frequente entre os estudantes ler e não entender, ter dificuldades de comentar o que leu não conseguir passar sua opinião sobre filmes, músicas e textos. Diante disso, como formar alunos que saibam interpretar um texto dando-lhe sentido? (PACHECO; ATAÍDE, 2013, p. 4).

O histórico da carência em leitura pelo brasileiro já vem de outros séculos e continua até os dias atuais, impactando, negativamente, na educação de todos os estados brasileiros e, consequentemente, na atuação do cidadão na sociedade. Fernandéz e Kanashiro (2011, p. 136) explicitam que “no Brasil, apenas por volta do século XIX se começou a delinear a formação de leitores.” Ou seja, o hábito da leitura foi algo tardio em nosso país e o acesso foi muito limitado a famílias com mais condições financeiras. Assim: “Com a instalação da imprensa e a implantação das escolas, houve o fortalecimento da leitura. O público a ser atingido pertencia à classe social privilegiada que tinha grande parte de seu tempo ocioso” (FERNANDÉZ, KANASHIRO, 2011, p. 137).

Apresentar este contexto é fundamental, pois reflexos desse acesso tardio da leitura podem ser visualizados e experienciados no momento atual do ensino, visto que a prática da leitura ainda é escassa na rotina da maioria dos alunos. Esse acesso por parte da classe social mais alta fez com que a diferença social aumentasse muito ao longo do século XX, tanto economicamente quanto educacionalmente. Durante o século XX, o livro didático passou a ser incluído como material educacional importante na vida do estudante, porém seu uso e sua função ainda não eram bem estabelecidos e nem todos tinham acesso a ele, principalmente estudantes do ensino fundamental. Assim,

O fato de a escola ser responsável por garantir à criança o acesso à cultura por meio da escrita significava um estímulo a tipografia. Ainda que o livro didático seja uma das modalidades mais antigas da escrita, é considerado o primo-pobre da literatura ao mesmo tempo em que se converte em primo-rico das editoras (SILVA, 2002, p. 120).

Portanto, durante todo o século XX, nossos jovens e crianças foram lecionados a partir do livro didático, que, apesar de ser uma ferramenta fundamental para o ensino-aprendizagem, não tem o papel de leitura e escrita literária que é necessário para que se ganhe o hábito da leitura com qualidade. Enquanto em países desenvolvidos é comum que jovens de ensino fundamental levem livros literários para casa para que se faça a sua leitura e assim desenvolvam seu conhecimento científico e cultural ao longo do seu ciclo educacional, faltou, ao Brasil, ter esse olhar sobre a formação a qual estávamos sujeitando o nosso povo. Conforme estudamos,

O livro didático pode ser visto como um material que subsidia o entendimento da história da leitura. Podemos dizer que em muitos casos é ele o principal responsável pela formação do leitor. Além disso, pela adoção de determinada obra e não de outra, é possível também conhecer algumas características do cidadão que a instituição que adotou tal livro espera formar. Não bastasse essa constatação, o espaço reservado à leitura literária nas escolas brasileiras também deixa a desejar, o que gera consequências graves para a formação dos estudantes (FERNANDÉZ; KANASHIRO, 2011, p. 137).

Logo, o foco da nossa educação não foi formar cidadãos conscientes de seu papel em sociedade ao longo do século XX, mas sim pessoas que têm sua opinião formada a partir de dogmas que perpassaram dentro de suas gerações e que nunca foram superados pela barreira que o sistema educacional brasileiro construiu para eliminar as chances de um estudante de classe social mais carente de obter conhecimento baseado em literatura. Todo esse histórico obtido ao longo do século XX vem sendo um propulsor para o baixo desempenho de nossos alunos em todas as matérias, uma vez que a leitura é essencial para a compreensão de qualquer conteúdo que seja visto dentro da escola. Na seção seguinte, será discutida alguns dos principais problemas que acarretam a falta de leitura e, consequentemente, os problemas de desempenho nas aulas de Língua Portuguesa.

3. OS PROBLEMAS DE DESEMPENHO EM LÍNGUA PORTUGUESA PELOS ALUNOS DO 6° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL E SOLUÇÕES POSSÍVEIS

A mudança do Ensino Fundamental I para o Ensino Fundamental II é uma fase da vida do estudante que pode ser complicada. Não é fácil se adaptar a ter tantos professores durante a semana ou no mesmo dia, para quem estava acostumado a ter somente um professor, em que a missão principal é de educar e, também, de cuidar. Toda essa mudança somada ao histórico escolar que nossos alunos trazem devido ao nosso sistema de educação acabam introduzindo alunos no 6° ano do ensino fundamental que apresentam variados déficits, dentre eles: analfabetismo funcional, dificuldade de escrita, dificuldade de leitura, dificuldade de comunicação e dificuldade de concentração. Para superar essas dificuldades, o professor do 6° ano do ensino fundamental deve estar preparado para usar estratégias diferentes, de modo a fazer com que esses alunos interagem e desenvolvam-se a partir de diferentes leituras. Assim,

Deve-se valorizar o saber que o aluno traz como resultado de suas vivências, de suas visões de mundo e instrumentalizá-lo a partir de várias leituras que vão transpor seu saber comum numa linguagem bem mais elaborada e convencionada nas diferentes esferas sociais para poderem interagir com esses discursos (PACHECO; ATAIDE, 2013, p. 6).

Para isso, é importante que o professor utilize algo que praticamente todos os seres humanos têm como vantagem: a experiência de vida. O estudante brasileiro, por passar mais tempo fora da escola que dentro, tem a oportunidade de se socializar mais com sua comunidade e com o ambiente extraescolar. Explorar esse fator associado à leitura e interpretação de textos sobre a realidade de suas vidas pode ser o fator cultural que a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) tanto emprega em sua proposta. A metodologia para o ensino de interpretação para o 6° ano deve levar em conta a mudança de mentalidade do aluno também, uma vez que já estão entrando no período da adolescência e podem apresentar mais interesse em assuntos que envolvam as relações entre os seres humanos. Dessa forma,

Segundo o novo contexto da sociedade contemporânea, é fundamental que o professor tenha consciência de que além de procurar despertar, desenvolver e fortalecer o hábito da leitura, também é preciso ensinar a ler de várias formas. E dentro do ambiente escolar é necessário que se desenvolva a leitura de diferentes gêneros textuais (por exemplo, bulas, notícias de jornais, revistas, internet, códigos de leis, poesias, crônicas, contos, romances, curriculum vitae, e-mails, cartas formais, ofícios, histórias em quadrinhos, entre outros) para que o educando possa efetivamente conhecer e participar da realidade que o cerca (FERNANDÉZ; KANASHIRO, 2011, p. 139).

Corroborando com os autores, é possível explorar todos os gêneros textuais citados acima, desde que a realidade dos alunos atuais e os dramas que a juventude começa a apresentar quando chegam ao 6° ano sejam explorados, como: relações amorosas, problemas familiares, problemas de relacionamento entre amigos e uso das tecnologias. O uso de todos esses contextos dentro dos textos educacionais certamente incentivará a participação dos novos alunos do Ensino Fundamental II e trará novas propostas de trabalho para o professor, dando a ele a oportunidade de explorar as vivências dos alunos para alcançar seus objetivos. Também é importante que o professor comece a introduzir livros literários para que os alunos leiam em casa e não se apoiem apenas no livro didático. É necessário que os alunos ganhem o hábito de ler constantemente para que obtenham a autonomia e o conhecimento cultural exigidos pela BNCC.

É muito comum ouvir um adolescente dizer que não gosta de ler, sobretudo quando se trata de clássicos da literatura. Machado de Assis? Carlos Drummond de Andrade? Guimarães Rosa? Graciliano Ramos? João Cabral de Melo Neto? As obras destes e de outros grandes escritores são desconhecidas por muitos adolescentes. Para parte daqueles que as leram, esses livros têm fins específicos, como a prova do vestibular; ou ainda, conhecem apenas fragmentos presentes nos livros didáticos ou as sínteses disponibilizadas por fontes e meios variados. Se por um lado há uma crise da leitura, a internet atrai a atenção de muitos (FERNANDÉZ; KANASHIRO, 2011, p. 141).

O professor também pode apresentar, aos alunos, os livros digitais, que são tão comuns hoje em dia, mas que são tão pouco aproveitados pelos professores como ferramenta de ensino, sendo provável que até mesmo os professores desconheçam essa ferramenta. O uso do livro digital pode ser o fator decisivo para que os alunos passem a usar o celular de maneira proveitosa em casa, uma vez que os livros são de fácil acesso e que os estudantes podem carregá-los para onde quer que vão, uma vez que atualmente é bem comum que todos os adolescentes tenham smartphones.

Quando se tem uma visão de todo o processo histórico acerca do ato de ler constata-se que o temor com relação ao efeito que o novo pode ou poderia provocar, seja a leitura, a TV ou a internet, não leva em consideração o fato de o homem também atuar como agente do processo e da história (FERNANDÉZ; KANASHIRO, 2011, p. 142).

Com a leitura online sendo cada vez mais comum entre o ser humano desde o início dos anos 2000, e, principalmente, a partir de 2010, no Brasil, é importante que, como professores, mudemos o focos dos estudantes para que façam do hábito da leitura online algo mais proveitoso para sua vida como cidadão. A partir do 6° ano do Ensino Fundamental, é também, essencial que o professor passe a trazer textos com contextos científicos que explorem a dinâmica da natureza como fonte de conhecimento e dê, aos estudantes, informações que os possibilitem entender os fenômenos naturais mais comuns.

Não se pode, apenas, ter como foco textos lúdicos que possam fugir demais da realidade. Para a parte lúdica é essencial que o professor permita que o estudante escolha livros de literatura na biblioteca da escola que apresentem os conteúdos lúdicos que também são necessários para a formação do estudante. Com isso, também é possível contemplar o conhecimento científico que é exigido pela BNCC, contanto que o professor saiba associar esses conteúdos a fenômenos comuns à cidade do estudante, de maneira a contextualizar o ensino.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A educação brasileira tem sido fonte de grandes críticas nos últimos tempos e já vem desde séculos anteriores carregando um peso de más políticas de governo que não deram, aos nossos alunos, ao longo dos séculos, o conhecimento e os direcionamentos necessários. Agora, no século XXI, em que nossa educação começa a ter seu momento de lucidez, surge um problema que já vinha sendo ignorado há muito tempo: o mal desempenho do brasileiro em escrita, leitura e interpretação de texto. Para enfrentar esse problema, é necessário novos métodos de ensino para que se resolva tal dificuldade. É preciso que o professor saiba incentivar a leitura de livros literários para os alunos desde a sua introdução no Ensino Fundamental II.

Considerando esse contexto, é necessário, então, aderir a uma política educacional que busque ter como foco a leitura e a interpretação de textos. É uma forma de, ao menos, amenizar os efeitos negativos da educação defasada ao longo dos tempos. Com o sistema de ensino que temos em nossas escolas públicas atualmente, é notável que há a necessidade de mudança nesse quadro em breve, uma vez que muito está sendo exigido da formação integral do aluno. Portanto, é importante não esquecer de fortalecer o básico da aprendizagem de qualquer pessoa a partir da leitura e escrita. Isso implica na necessidade de criar uma rotina de leitura e escrita, de forma a ultrapassar os limites da escola. Esse é o caminho para o sucesso da educação em qualquer país, ou seja, para a sociedade contemporânea em geral.

REFERÊNCIAS

BRASIL, Ministério da Educação e Cultura, Instituto Nacional de Educação e Pesquisa (INEP). Desempenho Educacional dos brasileiros em todos os níveis de ensino. Brasília, 2018. Disponível em: www.inep.gov.br/educacao-basica/saeb. Acesso em: 04 mai. 2019.

FERNANDÉZ, G. E; KANASHIRO, D. S. K. Leitura da antiguidade ao século XXI: O que mudou. Goiânia: Revista UFG, 2011.

GLOBO. 7 de cada 10 alunos do ensino médio têm nível insuficiente em português e matemática, diz MEC. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2018/08/30/7-de-cada-10-alunos-do-ensino-medio-tem-nivel-insuficiente-em-portugues-e-matematica-diz-mec.ghtml. Acesso em: 03 mai. 2019.

PACHECO, R. dos. S; ATAIDE, A. M. Dificuldades de interpretação de textos na escola – propostas metodológicas para a superação desse problema: trabalhando com fábulas e mitos. Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2016.

SILVA, C. E. da. O processo de compreensão na leitura em língua estrangeira: relato de uma experiência com alunos do 2º grau. São Paulo: Humanitas/ FFLCH/ USP, 2002.

[1] Licenciada em Pedagogia pela Universidade Vale do Acaraú – UVA. Licenciada em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN. Pós-graduada em Psicopedagogia pela Faculdade Integrada de Patos – FIP.

Enviado: Dezembro, 2019.

Aprovado: Março, 2020.

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