A Importância de Analisar as Dificuldades de Aprendizagem no Contexto Escolar – Dislexia, Disgrafia, Disortográfica, Discalculia e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

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OLIVEIRA, Rosane de Machado [1]

OLIVEIRA, Rosane de Machado. A Importância de Analisar as Dificuldades de Aprendizagem no Contexto Escolar – Dislexia, Disgrafia, Disortográfica, Discalculia e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 02, Ed. 01, Vol. 16. pp. 492-521, Março de 2017. ISSN:2448-0959.                              

RESUMO

O presente trabalho aborda a importância de analisar as dificuldades/ distúrbios de aprendizagem no contexto escolar, entre eles, a Dislexia, Disgrafia, Disortográfica, Discalculia e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Verifica-se a influência negativa que tais dificuldades trazem para a vida e para o ensino-aprendizagem da criança e do jovem em fase de escolarização, onde, muitas vezes, alguns desses distúrbios neurológicos permanecem no indivíduo por toda a vida. É necessário no contexto escolar, um trabalho coletivo e democrático, entre, professores, diretor e especialistas/psicopedagogo, na busca de recursos e procedimentos concretos para a superação gradativa das dificuldades encontradas em sala de aula. O objetivo geral da pesquisa é apresentar o estudo das dificuldades de aprendizagem encontradas no contexto formal. O objetivo específico é aprofundar o estudo na busca de analisar o papel do professor/ educador e do psicopedagogo frente á essa realidade educacional, como também, os recursos pedagógicos alternativos que podem minimizar as dificuldades diagnosticadas no ensino-aprendizagem. O procedimento metodológico é de natureza qualitativa, sendo desenvolvida através de pesquisa bibliográfica exploratória. O resultado do assunto investigado oportuniza compreender algumas das sérias dificuldades de aprendizagem encontradas no ambiente escolar pelos professores, psicopedagogo, especialistas, e comunidade escolar em geral. O desafio analisado contemporaneamente é certamente, as práticas pedagógicas não modificadas em sala de aula, onde o ensino tradicional ainda prevalece, e de fato, crianças com dificuldades de aprendizagem, necessitam seriamente de práticas de ensino diferenciadas e diversificadas, voltadas ás suas necessidades específicas, na busca de obter gradativamente progressos no ensino-aprendizagem das mesmas.

Palavras-Chave: Dislexia, Disgrafia, Disortográfica, Discalculia, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

1. INTRODUÇÃO

O estudo realizado tem por objetivo analisar as dificuldades/ distúrbios de aprendizagens relacionadas há (Dislexia, Disgrafia, Disortográfica, Discalculia e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH). Diante de tais dificuldades, verifica-se que a escola, os professores, especialistas e a comunidade escolar em geral devem assegurar recursos, métodos, metodologia de ensino adequada e uma prática pedagógica equilibrada e concreta em prol ao desenvolvimento das habilidades cognitivas dos discentes que apresentam distúrbios de aprendizagem.  A escolha do tema apresentado resultou de reflexão, investigação e entrosamento pelo assunto abordado, na busca de verificar concretamente os distúrbios no ensino-aprendizagem.

A abordagem metodológica é de natureza qualitativa, sendo desenvolvida através de pesquisa bibliográfica exploratória (livros, revistas, artigos, jornais, cadernos com apontamento entre outros). Em relação á pesquisa exploratória, Gil (2002), descreve que, a pesquisa exploratória tem como objetivo, proporcionar maior familiaridade do pesquisador com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito, pode envolver levantamento bibliográfico (neste caso, da intuição do pesquisador). Através dos estudos aprofundados sobre as dificuldades de aprendizagem no contexto escolar, elaborou-se o seguinte problema de pesquisa:

Quais as principais dificuldades enfrentada pela escola, pelos pais, pelos professores e especialistas na busca de reverter o quadro diagnóstico, no qual está inserido os alunos com distúrbio de aprendizagem?

É fato, que há muitas dificuldades enfrentadas por parte da escola, dos pais, dos professores e dos especialistas, na readaptação/ reeducação de crianças e jovens que apresentam dificuldades de aprendizagem. Obviamente, as escolas juntamente com a comunidade escolar, buscam incansavelmente reverter esse quadro negativo, o qual está inserido seus alunos. Contudo, é essencial primeiramente focar nas dificuldades de aprendizagem, para então, desenvolver métodos concretos de ensino, com base na limitação real dos educandos, como também, focar nos recursos didáticos/ pedagógicos (lúdico, literário, jogos etc.), que podem fazer muita diferença no desenvolvimento do ensino-aprendizagem dos discentes.

 2. A IMPORTÃNCIA DE ANALISAR AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM NO CONTEXTO ESCOLAR

O conceito de dificuldade de aprendizagem, adotado nesta obra foi instituído por Samuel A. Kirk, em 6 de abril do ano de 1963, na conferência denominada – (Conference on exploration into problems of the perceptually handicapped child). Por conseguinte, Sánchez (2004, p. 13) afirma que, “o conceito de aprendizagem é propriamente norte-americano e canadense de origem”. Kirk (1962, p. 263), afirma que:

Uma dificuldade (ou distúrbio) de aprendizagem refere-se a um atraso, desordem ou retardo do desenvolvimento em um ou mais processos da fala, leitura, escrita, aritmética ou outro resultado escolar do sujeito causado por uma desvantagem psicológica devido a uma possível disfunção cerebral e/ ou distúrbios emocional ou comportamental. Ela não é resultado de retardo mental, privação sensorial ou de fatores culturais e educacionais.

É fundamental estudar, analisar e verificar profundamente, as muitas dificuldades de aprendizagem encontradas no contexto escolar. É importante lembrar, que não se pode em muitos casos, os pais ou a sociedade em geral, condenar a escola, os professores, os especialistas ou a comunidade escolar como um todo, pelo fracasso ou pelo distúrbio que os discentes apresentam no ensino-aprendizagem, pois muitos desses distúrbios podem ser genéticos/ hereditários.

Drouet (2000, p. 93), define esse conceito.

Todos os distúrbios – da fala, da audição, emocionais, do comportamento etc. – têm sua origem em causas diversas, porém todos eles se constituem em obstáculos á aprendizagem, prejudicando-a ou mesmo impedindo-a. São, portanto, problemas dentro do processo de ensino-aprendizagem.

As dificuldades/ distúrbios de aprendizagem (Dislexia, Disgrafia, Disortográfica, Discalculia e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH), são obstáculos que atrapalham amplamente as habilidades dos alunos em processo de escolarização, e, em muitos casos, afeta também, a vida acadêmica, social, cultural e afetiva dos mesmos. Barbosa (2006, p. 53) utiliza mais de um termo em suas colocações.

Estar com dificuldade para aprender, significa estar diante de um obstáculo que pode ter caráter cultural, cognitivo, afetivo ou funcional e não conseguir dar prosseguimento á aprendizagem por não possuir ferramentas, ou não poder utilizá-las, para transpô-lo.

Outro autor que também usa mais de um termo em suas discussões sobre a terminologia é Ross (1979, p. 13-14), ao dizer que, distúrbios de aprendizagem é uma expressão que desperta a atenção para a existência de crianças que frequentam escolas e apresentam dificuldades de aprendizagem, embora não aparentem defeito físico, sensorial, intelectual ou emocional.

É preciso um trabalho concreto, sensibilizado e coletivo no contexto escolar, isto é, um trabalho ético, moral e, sobretudo, democrático, onde as necessidades/ dificuldades dos alunos, devem ser respeitadas eticamente por todos. Como também, encaminhar os discentes com dificuldades/ distúrbios de aprendizagem ao psicopedagogo, psicólogo, neurologista, fonoaudiólogo etc. A sensibilidade para com as dificuldades, deve estar presente diariamente no ambiente educacional, na vida social e cultural dos discentes, pois, analisa-se, que o processo de ensino-aprendizagem é complexo e delicado até mesmo para as crianças normais, isto quer disser, para as crianças que não apresentam o quadro clínico – diagnóstico de dificuldades de aprendizagem ou disfunção cerebral. Desde então, diante da situação apresentada acima, pode-se imaginar a agravante situação e as dificuldades das crianças que são diagnosticadas com distúrbios em relação às habilidades no ensino-aprendizagem, as quais possuem uma desvantagem psicológica muito grande em relação às outras crianças não diagnosticadas com o mesmo problema, sendo que o desempenho das crianças com dificuldades, jamais pode ser comparado ao desempenho das crianças que não apresentam as mesmas dificuldades, em processo de ensino-aprendizagem.

2.1. DISLEXIA: DIFICULDADES DE LEITURA E ESCRITA

A palavra dislexia é de origem grega, sendo que a mesma vem das raízes “dis”, que significa “distúrbio” ou “disfunção”, e “lexis”, que significa “palavra” ou em latim, “leitura”. A dislexia, portanto, é o comprometimento acentuado no desenvolvimento nas habilidades de reconhecimento das palavras e da compreensão da leitura (DSM-IV-TR, 2003).

A dislexia começou a ser estudada no fim do século XIX pelos oftalmologistas ingleses Hinshelwood e Morgane, quando ambos estudaram os casos de crianças com sérias dificuldades de aprendizagem de leitura. Nesse período, os oftalmologistas categorizaram esse problema como cegueira verbal, pautando-se em explicações que sugeriam que no cérebro existiam áreas separadas para diferentes tipos de memória. Segundo eles, primeiramente teríamos uma memória visual de tipo geral, depois uma memória visual de letras e, por último, uma memória visual de palavras. A causa da dificuldade para ler estaria, portanto, num deterioramento do cérebro, de origem congênita, que afetaria a memória visual de palavras, o que produziria na criança aquilo a qual chamaram de cegueira verbal congênita (HOUTE: ESTIENNE, 2001).  Alguns anos mais tarde, de acordo com Houte e Estienne (2001), no período entre guerras (1915-1940), Samuel Orton, neuropsiquiatria americano, defendeu que a dificuldade de ler acontece como uma disfunção cerebral de origem congênita, a qual se produz quando a criança não possui uma adequada dominância hemisférica.

Para Orton, citado por Houte e Estienne (2001), a dominância hemisférica era fundamental para a aprendizagem da leitura, pois quando a criança aprende a ler, a mesma vai registrando e armazenando a informação nos dois hemisférios cerebrais, no hemisfério dominante, a informação era armazenada de maneira ordenada, enquanto no hemisfério não dominante a informação seria armazenada de forma desordenada e confusa, invertida como em um espelho. Para ler, o hemisfério dominante deve anular a informação do hemisfério não dominante, se isso não processa, devido a uma ausência de dominância hemisférica, produziria uma série de erros na leitura, como: inversões, omissões, substituição de sons, leitura em espelho, entre outros.

É importante verificarmos, que a dislexia não é uma doença, mas sim, um distúrbio/dificuldade de aprendizagem, relacionado á genética, a qual a pessoa já nasce com ela, sendo a mesma hereditária. Certamente, tal dificuldade, atinge as habilidades neurológicas da criança, desfavorecendo o desempenho fonológico da leitura, da escrita e da soletração. Onde, as dificuldades de codificar e decodificar o símbolo gráfico e as palavras mais simples torna-se para as crianças sérios obstáculos a serem enfrentados, obstáculos esses, que comprometem negativamente o ensino-aprendizagem dos educandos disléxicos. Analisa-se, mais precisamente, que o distúrbio disléxico é descoberto com mais facilidade no momento em que as crianças chegam à escola, pois é nesse momento que as mesmas começam há desenvolver de forma mais concreta a linguagem oral e escrita, isto é, desenvolvem e socializam as primeiras letras, e as primeiras palavras no processo de leitura e escrita – alfabetização e letramento.  Nessa etapa, os disléxicos começam a apresentar suas dificuldades e suas necessidades de adaptação e tratamento especializado no ensino- aprendizagem.

Verifica-se, que a dislexia impede as crianças de obterem uma leitura fluente, crítica e competente de qualquer tipo de texto, como também, dificuldades de reflexão sobre o que lê e na interpretação das palavras que lê. Problema esse, que torna a leitura passiva, não reflexiva, com soletração fragmentada, sem interpretação, com omissões de linhas, letras e palavras ao ler qualquer escrito. Já no processo de escrita, as crianças pulam as folhas do caderno, pulam linhas na hora de escrever no caderno, trocam os cadernos, como por exemplo, (utilizam para marcar as atividades de português o caderno de matemática, “invertem as situações”), há trocas e omissão de letras, palavras e inversão de sílabas, Giacheti e Capellini, citados por Rotta e Pedroso (2006, p. 153), afirmam que a dislexia é um:

Distúrbio neurológico, de origem congênita, que acomete crianças com potencial intelectual normal, sem déficits sensoriais, com suposta instrução educacional apropriada, mas que não conseguem adquirir ou desempenhar satisfatoriamente a habilidade para a leitura e/ ou escrita.

O professor/ educador tem que obter em sua prática pedagógica sensibilidade e muitos cuidados ao trabalhar com crianças disléxicas. Observa-se, que no processo de leitura e escrita, é fundamental que o professor/ educador analise aluno por aluno quanto às dificuldades encontradas nesse processo, sendo que a mediação comprometida para com todos os alunos trará benefícios significativos e um ensino-aprendizagem qualitativo, facilitando a identificação dos discentes que apresentam tal distúrbio. Pode-se ressaltar que, a identificação dos disléxicos ocorre através da observação diária sobre suas dificuldades, tanto no contexto formal, quanto no contexto não formal. Dificuldades essas, que vem acompanhada de distúrbios na linguagem oral, na linguagem escrita/ ortografia e lentidão na aprendizagem da leitura. Em sala de aula, o professor/ educador tem que saber trabalhar e desenvolver materiais concretos na busca de minimizar as dificuldades de leitura e escrita apresentadas pelos educandos. É essencial, que o educador utilize de alguns materiais concretos em prol a leitura e escrita significativa, como, (alfabeto móvel, contos, livros literários, parlendas, poemas, poesias, gravuras, máscaras para leitura de textos, letras com texturas diversificadas, pinturas variadas, desenhos, montagem de cartilhas etc.). A criança quando constatada disléxica, deve primeiramente ser respeitada por colegas e professores, isto é, nunca constranger a criança por ela não desenvolver competentemente à linguagem, a soletração, a escrita e a leitura, nem confundir os sintomas de dificuldades, com preguiça.

Em sala de aula, os alunos disléxicos devem sentar-se nas primeiras carteiras próximas ao professor/ educador, de modo que essa aproximação entre aluno-professor facilite a explicação do docente de forma ética, como também, a atenção ampliada da criança para com as atividades que exige concentração, atenção e repetição. É importante levar em conta o histórico familiar das crianças disléxicas que chegam até a escola, como também, analisar seus sentimentos, sofrimentos, atitudes e acima de tudo seu desenvolvimento cognitivo.

Devemos ter em mente que a dislexia não é sinal de quociente de inteligência (QI) baixo ou de criança “preguiçosa”, pois a mesma acomete crianças com potencial intelectual normal. Nas palavras de Calafange (2007).

Epistemologicamente dislexia é uma alteração nos neurotransmissores cerebrais que impede uma criança de ler e compreender com a mesma facilidade com que o fazem as crianças da mesma faixa etária, independente de qualquer causa intelectual, cultural ou emocional. Todo o desenvolvimento da criança é normal, até entrar na escola. É um problema de base cognitiva que afeta as habilidades linguísticas associadas a leitura e á escrita.

A dislexia é um distúrbio de ordem neurológica que afeta a área cerebral distorcendo as informações, fazendo o sistema cerebral processar e interpretar as informações de forma diferente do apresentado, pode-se, disser que há um desvio. A escrita dos textos dos alunos disléxicos tende a serem desorganizadas, com vocabulário empobrecido, poucas linhas escritas, acompanhadas de omissões de letras, falhas na sequência dos fatos, sem ordem exata e com excesso de pronomes. Em relação a isso, Rotta e Pedroso (2006, p. 161), acrescentam:

“É importante que seja avaliada a produção textual da criança, primeiro observando os cadernos e depois pedindo que a criança escreva algo espontaneamente. Não é necessário que seja um texto (podem ser palavras isoladas) “.

A escola juntamente com educadores e especialistas da área, devem desenvolver práticas mediadoras, reflexivas, concretas e significativas em torno das dificuldades de aprendizagem dos alunos disléxicos. Onde, o professor/ educador ao se deparar em sala de aula com alunos disléxicos, o mesmo tem que ter postura ética e moral. E de forma democrática, buscar auxílio de especialistas, recursos, estratégias, métodos e metodologias em prol as necessidades de leitura e escrita de tais educandos, onde os materiais diversificados e a mediação competente do professor/ educador, fará grande diferença no alcance de resultados positivos no ensino-aprendizagem. O sistema cerebral possui funções diferenciadas no desenvolvimento do ensino-aprendizagem, isto é, cada parte do cérebro, desempenha um papel importante na vida e na aprendizagem da pessoa humana. O cérebro é um órgão extraordinário, complexo, admirável, e reeducável, o qual é capaz de se adaptar as diversas mudanças, como também, de se modificar através dos mais variados testes de inteligência, através de estímulos do meio e de uma mediação qualitativa.

Desde então, é fundamental reconhecermos a influência do lúdico nos diversos contextos sociais, assim como os estímulos e a mediação do professor/ educador para com as crianças com dislexia. Analisa-se que a área esquerda do cérebro, é responsável pelo desenvolvimento da linguagem. Nesta zona, foram identificadas três subáreas distintas: uma delas processa fonemas – vocalização e articulação das palavras (região inferior frontal), outra analisa palavras – correspondência grafema-fonema (região parietal-temporal) e a última reconhece palavras e possibilita a leitura rápida e automática (região occipital-temporal) – cf. Figura 1. Os disléxicos parecem ter dificuldade em aceder às áreas localizadas na parte posterior do cérebro, isto é, às regiões responsáveis pela análise de palavras e pela automatização da leitura, recorrendo mais à área de Broca (área frontal inferior esquerda) e a outras zonas do lado direito do cérebro que fornecem pistas visuais.

Figura 1: Áreas do cérebro responsáveis pela linguagem. In: Shaywitz (2003, cit. por Pinheiro, 2009)

Acredita-se que o hemisfério esquerdo seja dominante para a linguagem em cerca de 90% da população, contudo, o hemisfério direito participa no processamento, principalmente nos aspectos práticos (Schirmer, Fontoura e Nunes, 2004).

Analisa-se a importância da estrutura cerebral. Em relação a isso Rotta (2006), acrescenta:

O cérebro não é só capaz de produzir novos neurônios, mas também de responder á estimulação do meio ambiente, com um aprendizado que tem a ver com modificações ligadas á experiência, ou seja, modificações que são a expressão da plasticidade. (ROTTA, 2006, p. 466-467).

De acordo com Rotta (2006), é por meio da relação entre reprodução e estímulos que se constitui o principal pilar para a reabilitação, ou seja, é dessa forma que ocorre a neuroplasticidade cerebral. É claro que os momentos críticos para o desenvolvimento de uma função, principalmente na infância, são fundamentais para aprendizagem, no entanto, sabemos que, hoje, o SNC de um adulto é capaz de responder a estímulos, em um determinado grau. (ROTTA, 2006).

No contexto escolar se faz necessário o teste de escrita, reescrita além de outros testes para, a partir de então, obter um diagnóstico exato das dificuldades dos discentes. Moojen e França (2006) nos alertam que:

Além do teste de escrita, fazem-se necessários testes de consciência fonológica, testes referentes á seriação, memória, fluência verbal, processamento auditivo, assim como avaliação neurológica, psicodiagnóstica, entre outras que forem necessárias.

Sendo assim, verifica-se que o tratamento da dislexia se concentra na reeducação da linguagem escrita e oral, certamente, cabe ao psicopedagogo, a partir do diagnóstico completo, realizar um planejamento para cada etapa do atendimento individualizado. E, durante o acompanhamento da criança com dislexia na escola, o psicopedagogo deverá orientar a instituição para que esta garanta as adaptações pedagógicas essenciais para que a criança se desenvolva da melhor forma possível.

De fato, analisa-se que não há cura plena para o transtorno da dislexia, mas há formas de reabilitação/ reeducação gradativamente. É importante acrescentar, que independentemente da evolução, dos resultados positivos ou não dos alunos disléxicos, os mesmos terão que serem estimulados e encorajados para prosseguir seus estudos no contexto escolar, de forma há concluí-los. É fundamental o professor/ educador repensar a prática de passar exercícios básicos para seus alunos, como lição de casa, para ser praticada no fim de semana, pois o momento do estudo em casa é mais do que necessário, e com certeza, faz muita diferença na escola. Certamente, os pais dos alunos disléxicos, devem estar à beira da situação da necessidade/ dificuldade de seu filho, na busca de auxiliá-lo nas atividades de casa com paciência, ética, dinâmica e acima de tudo, com compromisso educacional.

Os pais assim como toda a equipe escolar, não podem jamais inverter o entendimento da situação, da dificuldade de aprendizagem da criança, como, chegar á pensar que a criança não tem uma dificuldade ampla, ou, que tem mínimos distúrbios, e que não faz as atividades solicitadas pelo professor, porque tem “preguiça de estudar”. Pois, o diagnóstico realizado em etapas, deixará bem claro o problema de aprendizagem, e desde então, se faz necessário o reconhecimento e o respeito para com os diferentes ritmos de aprendizagem dos discentes. Pesquisas realizadas em vários países demostram que cerca de 10 a 15% da população mundial sofre do distúrbio de aprendizagem – dislexia. Mas observa-se, que antes de afirmar que uma pessoa é disléxica, é preciso descartar a ocorrência de alguns casos, como descritos abaixo:

  • Deficiências visuais e auditivas.
  • Déficit de atenção
  • Escolarização inadequada
  • Problemas emocionais
  • Problemas psicológicos e socioeconômicos que possam intervim na aprendizagem.

Devemos entender de fato, que as crianças disléxicas são normais, e não possuem uma doença, mas sim um desvio, um distúrbio, uma dificuldade que compromete de maneira ampla a leitura, a escrita e até mesmo a fala. Há uma insuficiência no processo fonológico, onde há confusões de letras, sílabas, e palavras que se parecem graficamente, (m – n, e – c, v – u, f – t). Isto também não quer disser que não sejam inteligentes, pois o cérebro das mesmas é dividido em partes e funções específicas de aprendizagem, que, com base em estímulo do meio, pode-se avançar em conquistas, por exemplo: por vezes certas crianças apresentam grandes dificuldades em língua portuguesa, mais são excelentes em matemática.

2.2. DISGRAFIA E DISORTOGRAFIA: DIFICULDADES DE ESCRITA

Etimologicamente, disgrafia deriva dos conceitos “dis” (desvio) + “grafia” (escrita), ou seja, é “uma perturbação de tipo funcional que afeta a qualidade da escrita do sujeito, no que se refere ao seu traçado ou à grafia. ” (Torres & Fernández, 2001, p. 127); prende-se com a “codificação escrita (…), com problemas de execução gráfica e de escrita das palavras” (Cruz, 2009, p. 180).

Etimologicamente, disortográfica deriva dos conceitos “dis” (desvio) + “orto” (correto) + “grafia” (escrita), ou seja, é uma dificuldade manifestada por “um conjunto de erros da escrita que afetam a palavra, mas não o seu traçado ou grafia” (Vidal, 1989, cit. por Torres & Fernández, 2001, p. 76).

A escrita é um processo que envolve a conversão de pensamentos em símbolos gráficos e sequencias. Assim conforme descreve Ciasca (2009, p. 185), “A escrita representa não somente a última e mais complexa habilidade adquirida durante o processo de desenvolvimento, mas também é a mais vulnerável a danos, perdas e influências genéticas adversas”.

Contudo, se voltarmos um pouco na história da escrita ao longo do processo histórico-cultural do homem, observa-se, que ele criou os códigos para expressar os significados através de ações, objetos, entre outras coisas, representavam para si em cada uma das épocas pela qual passou a história humana. E, nesse sentido, a escrita pode ser codificada, relacionada ao desenvolvimento e sujeita a certas normas (CIASCA, 2009). A aquisição da escrita segue, portanto, “Uma ordem determinada, começando com a imitação, seguindo para as marcas do papel, cópia de círculos, desenhos de objetos, desenho de contornos, interesse por letras, escrita e escrita elaborada propriamente dita” (GESELL, 1981, citado por CIASCA, 2009, p. 186).

De acordo com Ciasca (2009), o processo evolutivo da escrita passa por três fases distintas: a primeira fase é a da pré-caligráfica, na qual o traçado é tremido, torto ou arqueado e as margens são desordenadas. A segunda fase é a caligráfica, na qual há o aumento de rapidez e regularização da escrita – é feito o esboço de uma definição de estilo. A terceira e última fase, é a fase pós-caligráfica, em que ocorre a automação da escrita.

Analisa-se, que a disgrafia é uma dificuldade de aprendizagem que afeta a qualidade da escrita, onde há erros ortográficos ampliados, isto é, os educandos apresentam dificuldades desde segurar o lápis na mão, sendo que o lápis é segurado de modo indevido, isto acontece por causa das decorrentes dificuldades de coordenação, movimento, e do ato motor de escrever. A letra do aluno que apresenta a disgrafia é considerada uma letra feia, sendo as letras/ palavras muito pequena ou muito grande, como também, desenvolvem uma escrita muito lenta, alongada ou comprida, com espaçamento incorreto entre as letras e as palavras, o que acaba unindo/ misturando ou desligando letras e palavras tornando-as ilegível para o entendimento e para a leitura. É importante ressaltar, que isto acontece não por comprometimento intelectual por parte dos alunos que estão em processo de escolarização, mas pela incapacidade dos discentes em recordar a grafia correta das letras e das palavras. No caso específico da disgrafia, ela é considerada como a principal dificuldade de escrita manual ou, nas palavras de Ciasca (2009, p. 187).

É considerada como uma falha no processo do desenvolvimento ou da aquisição da escrita. Está relacionada a uma disfunção na inteiração entre dois sistemas cerebrais, que permitem que a pessoa transforme uma atividade mental em linguagem escrita.

Portanto, considera-se uma pessoa com disgrafia aquela que, culturalmente, não consegue produzir uma escrita aceitável, “apesar de possuir nível intelectual adequado, receber instrução também adequada, sem déficits sensoriais e lesões neurológicas específicas, submetido ao mesmo processo de prática da escrita no decorrer de sua formação acadêmica” (CIASCA, 2009, p. 187). Aproximadamente de 3% a 5% das crianças com distúrbios de aprendizagem apresentam a disgrafia.

As principais causas da disgrafia são a sequencialização, que implica na falha perceptual, acarretando dificuldades no processamento sequencial da informação recebida e na sua forma de organização, e o processamento. Nesta última causa, as dificuldades de processamento podem ser de origem auditiva, estando relacionadas á aprendizagem e á compreensão da linguagem – aprendizagem verbal -, e de origem visual, estando relacionado ás dificuldades no processo visual da informação – aprendizagem não verbal.

Cabe ressaltar que, nos casos de disgrafia, podem-se perceber, também, distúrbios de motricidade ampla e especialmente fina, bem como distúrbios de coordenação visomotora, a deficiência da organização temporo espacial, os problemas de alteridade e direcionalidade. Segundo Crenitte e Gonçalves (2009) e Rodrigues (2009):

A disgrafia é diagnosticada antes do fim da primeira série escolar e, para o diagnóstico desse distúrbio, o psicopedagogo pode recorrer a escalas de avaliação disponíveis na literatura e, após a identificação, proceder à intervenção precocemente de modo a solucionar ou minimizar o problema da caligrafia.

A reeducação da disgrafia deve ser mais refletida pela escola, pelos pais, professores/ educadores, especialistas e por toda a comunidade escolar. Pois a reeducação da mesma é benéfica, significativa e se faz necessária no contexto escolar, especialmente para com os educandos que apresentam tal dificuldade de escrita. Para Peres, citado por Rodrigues (2009, p. 219),

“a reeducação da disgrafia deve ser ampla e abranger os seguintes aspectos: métodos de relaxamento global e segmentaria, reeducação grafo-motora, reeducação da letra, sistematização da escrita e exercícios de aperfeiçoamento”.

Observa-se que no contexto escolar, é fundamental desempenhar atividades adequadas às dificuldades de escrita dos alunos, com materiais ricos em conhecimentos, diversificados e, sobretudo concretos. Isto é, precisa-se sim de uma metodologia diferenciada de ensino-aprendizagem, mas essa tem que estar de acordo com a realidade, com as necessidades e as limitações específicas de aprendizagem dos alunos. Ao mesmo tempo, é preciso que o professor/ educador em sala de aula, saiba elogiar os pequenos progressos dos educandos, é preciso reconhecer com afirmações concretas aos discentes como, “parabéns, nossa ficou perfeita essa atividade”, “tivestes o cuidado para não ultrapassar a margem do caderno, excelente”, “a letra está cada vez mais bonita, parabéns”, “vocês podem melhorar cada vez mais”, “a turma em geral está se esforçando, a professora está feliz com os progressos de vocês”. Os estímulos são capazes de modificar qualquer estrutura mental, sendo que fazem toda a diferença para a ampliação e a concretização da aprendizagem concreta das crianças.

Obviamente, uma criança em fase de alfabetização/ letramento, jamais pode ouvi em sala de aula que sua letra é feia ou que mesma é lenta/ preguiçosa que não faz as tarefas solicitadas pelo professor/ educador, (ainda mais ouvi da boca do próprio professor), pois atitudes assim, não são éticas, e obviamente, causam um impacto muito negativo na vida da criança, onde a mesma não desenvolverá as habilidades esperadas no processo de escrita, e de fato, poderá ainda, bloquear outras habilidades que a mesma possui, sendo que muitas podem ficar com traumas e não querem mais escrever um rabisco, ou não querer mais ir á escola.

Por isso, é essencial o docente ter uma conduta ética e moral na hora de entrar em sala de aula, além de uma formação crítica que saiba trabalhar com a diversidade no contexto escolar, caso contrário, o ensino-aprendizagem será um desastre, onde os alunos se fecharam em seu mundo e não conseguirão ampliar seus saberes. É importante analisar que uma criança disortográfica não é, forçosamente, disgráfica.

“Perturbação que afeta as aptidões da escrita e que se traduz por dificuldades persistentes e recorrentes na capacidade da criança em compor textos escritos. As dificuldades centram-se na organização, estruturação composição de textos escritos; a construção frásica é pobre e geralmente curta, observa se a presença de múltiplos erros ortográficos e [por vezes] má qualidade gráfica.” (Pereira, 2009, p. 9).

A disortográfica é uma dificuldade na escrita, caracterizada pelas trocas de fonemas na prática da escrita, com omissões de letras, confusão na concordância de gênero, de números, acompanhados de erros sintáticos grosseiros e uso irregular da pontuação, parágrafos e acentuação na hora de escrever um texto. Diferentemente da disgrafia, a disortográfica é a incapacidade para transcrever corretamente a linguagem oral.

Caracteriza-se pelas trocas ortográficas e confusões com as letras. Esta dificuldade não implica na diminuição da qualidade do traçado das letras. Essas trocas são normais nas primeiras séries (do ensino fundamental), porque a relação entre a palavra impressa e os sons ainda não está totalmente dominada. Porém, após estas séries, se as trocas ortográficas persistirem repentinamente, é importante que o professor esteja atento já que pode se tratar de uma disortográfica. (CRENITTE: GONÇALVES, 2009 p. 197-198).

É necessário analisar que uma criança com disortográfica apresenta geralmente, uma falta de vontade para escrever, desde um simples ditado, ou pequenos poemas, parlendas, textos, etc., Essa falta de interesse que a criança demostra nesse período, deve ser levada em consideração pelo professor/ educador na busca de utilizar-se de materiais diversificados para atrair a atenção da criança para com a leitura, de modo há despertar na mesma, um entrosamento com a leitura, nem que esse entrosamento seja mínimo, pois é assim que começamos as conquistas é com o mínimo que obtemos. Para tanto, as estratégias e as adaptações utilizadas por psicopedagogos e professores devem buscar o desenvolvimento das habilidades de escrita, incluindo sempre atividades de soletração, consciência fonológica, ortografia, e morfológica, além de composições.

Como analisado, a disortográfica é a incapacidade de estruturar gramaticalmente a escrita. É preciso que o professor tenha sabedoria e paciência para com esses alunos que apresentam tais dificuldades de aprendizagem. O professor deve incentivar e encorajar seus alunos no desenvolvimento do hábito da leitura e da escrita, não corrigindo somente e totalmente seus erros de gramática, mas apresentando-lhes caminhos concretos para obter soluções. Verifica-se, a importância da escola, juntamente com professores e a equipe escolar, em elaborar uma proposta de intervenção com base nas dificuldades reais de seus discentes, isto é, uma pedagogia centrada na criança, nas suas necessidades, limitações de aprendizagem, e não apenas na grade curricular como é analisado na maioria das escolas. De fato, quando obtermos esse privilégio pedagógico, o ensino-aprendizagem será muito mais qualitativo, e as dificuldades de leitura, escrita e raciocínio lógico serão minimizadas.

2.3. DISCALCULIA: DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM EM MATEMÁTICA

Etimologicamente, discalculia deriva dos conceitos “dis” (desvio) + “calculare” (calcular, contar), ou seja, é “um distúrbio de aprendizagem que interfere negativamente com as competências de matemática de alunos que, noutros aspetos, são normais. “ (REBELO, 1998a, p. 230). Assim, trata-se de “uma desordem neurológica específica que afeta a habilidade de uma pessoa compreender e manipular números. ” (Filho, 2007).

Analisa-se que a Matemática surgiu na Antiguidade por necessidades da vida prática em sociedade, no desenvolvimento de tarefas diárias que exigiam saberes matemático. Apesar de estudos sobre as dificuldades de aprendizagem terem crescido significativamente nas últimas décadas, as dificuldades de matemática são menos estudadas, por isso a dificuldade de se encontrar literatura especializada sobre a discalculia. De acordo com Bastos (2006, p. 195), parece que, “não saber matemática parece “incomodar” menos do que ter dificuldades em leitura e escrita, sendo a matéria considerada difícil por todos, saber matemática parece ser o privilégio de poucos”. Mas, segundo o autor, apesar de tal distanciamento da matemática, “novos conhecimentos sobre o funcionamento cerebral durante o cálculo e o raciocínio matemático foram adquiridos, e o papel das diversas áreas cerebrais fica cada vez mais claro”. (BASTOS, 2006, p. 195).

Analisando a opinião do autor Bastos (2006), quando ressalta que, a matemática parece ser privilégio de poucos, sobre essa posição, também obtenho uma análise, onde verifico, que a língua portuguesa, também parece ser é um privilégio de poucos. O que se pode concluir, é que a matemática em si parece mais assustadora por apresentar tantas fórmulas, gráficos, tabuada, símbolos em tamanho amplo entre outros. Já o português parece bom, tranquilo e mais fácil de aprender por se tratar de ser a nossa língua materna, a língua portuguesa a qual falamos diariamente e adquirimos desde que aprendemos ás primeiras palavras, nessa hipótese, acredita-se que escrever competentemente será muito mais fácil do que aprender matemática. Mas, há um engano, um mito, um equívoco sobre esse pensamento, pois o português não é tão fácil como pensam, nem muito bom como parece, e escrever competentemente é um privilegio de poucos. Analisamos, por exemplo, se caso, fosse fácil escrever e ler competentemente, não haveria tantos acadêmicos desesperados na hora de elaborar um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que é todo redigido em língua portuguesa, pois se precisar traduzir para mais alguma língua o google faz. Desde então, pode-se concluir que a matemática e o português são fundamentais para a vida em sociedade, mas é importante ressaltar, que há regras nessas disciplinas, pois as pessoas estão acostumadas a pensar que o português certo é o que falamos no nosso dia a dia, mas de fato, sabemos que não é bem assim. O português escrito, jamais será que nem o falado, pois quando falamos, geralmente não cuidamos as regras e erramos com mais facilidade, desde então, o português quando escrito, prestamos mais cuidados com as regras formais.

A língua portuguesa assim como a matemática, são disciplinas acompanhadas de regras, fórmulas, vocabulário próprio, palavras exatas entre outros. Ambas são influentes e necessárias em nossa sociedade e no ensino-aprendizagem de todas as pessoas.

A discalculia ou transtorno específico da habilidade em aritmética (CID – 10) (1993) ou transtorno da matemática (DSM – IV – TR, 2003), portanto, manifesta-se através da dificuldade para realizar operações elementares de adição, subtração, multiplicação e divisão, sem que seja resultado de um ensino inadequado ou retardo mental global (CID-10, 1993). O número de pessoas com dificuldades para resolver problemas do dia a dia é significativamente expressivo, atingindo 5% da população escolar. O que nos mostra que tal transtorno prejudica significativamente o rendimento escolar e as atividades cotidianas.

Para diagnosticar a discalculia, o psicopedagogo deve contar com uma equipe interdisciplinar, que faça um diagnóstico com base em instrumentos adequados e no estudo de neuroimagem, promissores para o entendimento do distúrbio do aprendizado me matemática.

Vale lembrar que, no Brasil, ainda não existe um protocolo validado para a avaliação da discalculia, pois, segundo Silva e Santos (2009, p. 63), apesar de no Brasil se encontrarem disponíveis instrumentos de avaliação das habilidades matemáticas infantis.

A maioria destas medidas não foi desenvolvida especificamente para discriminar diferentes aspectos dessas habilidades. Dentre os instrumentos existentes, há a Escola Wechsler de Inteligências para Crianças (WISC – III: WESCHSLER, 1991/ 2002) no qual o subteste de aritmética é um dos itens que compõem o quociente de inteligência (FIGUEREDO, QUEVEDO, & GOMES 2007). Há também o Teste de Desempenho Escolar (STEIN, 1994), no qual as crianças são avaliadas segundo conhecimentos aritméticos adquiridos da primeira até a sexta série.

De acordo com os autores, há ainda uma terceira forma de mensuração das habilidades aritméticas, que são as baterias específicas de avaliação de habilidades matemáticas. Tais instrumentos não se restringem á avaliação do cálculo propriamente dito, mas avaliam os aspectos que subsidiam o cálculo, ou seja, a contagem, a comparação de números e a transcodificação (SILVA: SANTOS, 2009).

Um exemplo dessa terceira forma de mensuração é a Bateria Neurológica de Testes de Processamento Numérico e Cálculo para Criança, que, a partir da revisão de Von Aster & Dellatolas, passou a se chamar Zareki-R. A Zareki-R, segundo Silva e Santos (2009, p. 64), “é um instrumento reconhecido internacionalmente que visa á detecção de ‘pontos fortes e fracos’ no domínio do cálculo e processamento de números”. No Brasil a Zareki-R foi adaptada e validada pelo Laboratório de Neuropsicologia da Unesp FCL/ Campus de Assis, estudo coordenado pela professora Dra. Flávia Heloísa dos Santos.

Verifica-se que a discalculia trata-se de uma desordem neurológica específica que afeta as habilidades de identificar, compreender e manipular números. As crianças afetadas pela discalculia, certamente, apresentam um ritmo muito lento no ensino matemático, onde, muitas vezes os educandos usam dos dedos para contar os números ou realizar uma pequena conta. Analisa-se, que esse é um problema muito sério em matemática, e certamente, afeta muitos discentes em sala de aula.

Os discentes com discalculia apresentam muitas dificuldades no ensino-aprendizagem matemático, dificuldades essas, que implicam nas tarefas mais simples do dia a dia, como, olhar a hora no relógio e contar moedas. Também sentem maiores dificuldades, na hora de lembrar e memorizar regras, fórmulas, conceitos, números como, (antecessor e sucessor).

Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), é possível perceber que:

A construção da sua importância apoia-se no fato de que a matemática desempenha papel decisivo, pois permite resolver problemas da vida cotidiana, tem muitas aplicações no mundo do trabalho e funciona como instrumento essencial para a construção de conhecimentos em outras áreas curriculares. (2001: p. 15)

As crianças com discalculia sentem-se ansiosas, e muitas vezes incompetentes e desmotivadas quando desenvolvem as tarefas que envolvam dinheiro, soma e fechamento, como também, invertem a diferenciação de direita e esquerda e as direções como, (norte, sul, este, oeste). A Matemática é essencial na vida de qualquer pessoa, no dia a dia, na construção de saberes e conhecimentos ampliados, sendo que o conhecimento matemático é construído diariamente em diversas situações, pois em todos os momentos estamos em processo de ensino-aprendizagem. Em relação à importância de ensinar e aprender matemática, é preciso reflexão do professor/ educador, e ao mesmo tempo uma mediação competente e adequada, na busca de apresentar atividades de acordo com a realidade e as necessidades das crianças, de forma estruturada, acessível, dinâmica, cultura, social, entrosada e divertida, isto é, o professor tem que ter certos cuidados, desde como ensinar e onde ensinar competentemente, pois não podemos pensar e acreditar veridicamente que vamos chegar à sala de aula, e apresentar dinamicamente os números as crianças, os sinais de mais e de menos para iniciar as continhas básicas, e que em um mês depois as crianças vão saber realizar essas contas quase sozinhas, de forma correta com menos mediação do professor, pois isto de fato, não irá acontecer.

Se refletirmos um pouco veremos que, nós adultos muitas vezes precisamos da mediação de um professor/ educador para um cálculo matemático, ou para algumas regras de língua portuguesa, como também, uma mediação dos nossos pais para esclarecer uma dúvida ou uma curiosidade, sendo que somos adultos e necessitamos também de mediação. Desde então, imaginamos uma criança com discalculia, de fato, essa criança precisa obter uma mediação em dobro no contexto escolar, mediação essa, do professor, dos especialistas e de toda a comunidade escolar, pois além de ser apenas uma criança, a mesma ainda enfrenta uma grande dificuldade de aprendizagem. De fato, devemos olhar as dificuldades humana com mais sensibilidades e encorajamento. “A atividade matemática escolar não é um olhar para as coisas prontas e definidas, mas a construção e a apropriação de um conhecimento pelo aluno, que se servira dele para compreender e transformar sua realidade” (PCN: Matemática, p.19, 2001).

No contexto escolar, sempre que possível, é necessário planejar atividades que facilitem a compreensão dos alunos com discalculia, ajudando-os gradativamente no alcance de objetivos concretos, estimulando-os, apresentando aos educandos estratégias e métodos significativos na ampliação do ensino-aprendizagem dos mesmos. A utilização de jogos nas atividades matemáticas é extremamente importante, onde as crianças devem ter a possibilidade de manipular tais jogos em prol de seu desenvolvimento.

Os professores/ educadores responsáveis pelo ensino da criança a qual será o futuro do nosso país, devem lembrar-se, que o ensino matemático exige competências, agilidade e raciocínio, pois é uma das atividades humanas que exige trabalho simultâneo dos dois hemisférios cerebrais (direito, esquerdo).

2.4. TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH)

A primeira descrição sobre o transtorno foi realizada pelo pediatra inglês George Still, que, em 1902, descreveu comportamentos de hiperatividade em crianças, distúrbio que recebeu, durante muito tempo, o nome de (Lesão Cerebral Mínima e Disfunção Cerebral Mínima) e, atualmente Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. É importante analisar que, esse transtorno recebeu nomenclaturas diferentes, sofrendo mais de 25 (vinte e cinco), mudanças de nome, até chegar á descrição atual no DSM-IV-TR (2003, p.112).

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), é um problema de saúde mental que tem três características básicas: a desatenção, a agitação (ou hiperatividade) e a impulsividade. Esse transtorno tem um grande impacto na vida da criança ou do adolescente e das pessoas com as quais convive. De acordo com a literatura médica, o termo transtorno de déficit de atenção surgiu em 1980, no DSM – III (Manual Diagnóstico e Estatístico dos Distúrbios Mentais, 3° edição). Nesse período, o DSM – III o nomeava como transtorno de déficit de atenção (TDA), classificando-o em dois tipos: o TDA com hiperatividade e o TDA sem hiperatividade, para identificar que ambos envolviam o déficit de atenção. No entanto, um deles enquadrava crianças com uma excessiva hiperatividade (PHELAN, 2004).

Diante dessa classificação e com base nas pesquisas realizadas sobre o TDA, verifica-se que o TDA sem hiperatividade era observado frequentemente em meninas, já o TDA com hiperatividade, em meninos. Em 1987, o DSM – III é revisto dando origem ao DSM – III – R. Nesse novo manual a nomenclatura sobre o déficit de atenção recebe uma nova característica, passa a se chamar (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), apesar de a nomenclatura continuar confusa – TDA ou TDAH. Esse problema só é resolvido na escrita da quarta edição do DSM, ou seja, o DSM-IV-TR.

Na nova edição desse manual, reconhece-se que tanto a desatenção quanto a inquietação frequentemente estão, envolvidas no distúrbio, portanto, a nomenclatura mais correta seria TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção/ Hiperatividade. O transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade, é, portanto, um transtorno reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo de origem genética, podendo vir acompanhado ou não de hiperatividade, tendo os sintomas de desatenção como um ponto central, assim como a hiperatividade e impulsividade como resultado do comportamento – os quais são considerados como comportamentos negativos, pois podem originar desobediência, problemas sociais e desorganização (PHELAN, 2004). Para Benczik (2000), os principais fatores etiológicos no transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade têm sido apontados por questões hereditárias, aspectos ligados a substâncias ingeridas durante a gravidez (álcool e nicotina), exposição ao chumbo e sofrimento fetal.

Hoje, o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), continua sendo um problema clínico significativo com que se defrontam as famílias, médicos, professores, pedagogos, psicólogos e educadores. Apesar do empenho dos pesquisadores ao longo das últimas décadas, os métodos básicos de diagnóstico e tratamento desse transtorno mudaram pouco. Houve algum aperfeiçoamento nos procedimentos da habilidade clínica e pedagógica, mas ainda dependemos da habilidade clínica para diagnosticá-lo. O principal recurso de tratamento é o medicamento, que adquire resultados mais satisfatórios se complementado pela terapia comportamental.

Nesse sentido, é por intermédio do acompanhamento psicopedagógico que poderemos alterar esse panorama e atuar diretamente sobre tais questões para contribuir com a melhora dos sintomas tanto das crianças, dos jovens com transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade, quanto nos professores e na família.

De acordo com Fagali e Vale (2003).

Na instituição escolar o psicopedagogo deverá se concentrar na reintegração e na readaptação da criança ou do jovem com TDAH (transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade), além de possibilitar as adaptações necessárias para o desenvolvimento cognitivo, por intermédio de assessoria aos gestores (diretor e coordenador), professores demais profissionais da equipe escolar.

É fundamental o papel do professor/ educador, do psicopedagogo e especialistas em saúde mental no contexto escolar. É necessário deixar os pais a par de toda a situação escolar de seus filhos, onde os mesmos devem estabelecer prioridades, na busca de entender, respeitar, aceitar e auxiliar seus filhos, fazendo o bom senso prevalecer diariamente. O professor/ educador precisa se desafiar e atualizar métodos de ensino e práticas pedagógicas na busca por melhorias no ensino-aprendizagem dos educandos com transtorno de déficit de atenção / hiperatividade. Tais educadores devem obter atitudes éticas, disciplinar e equilibrada, estimulando e entendendo as necessidades específicas dessas crianças, não permitindo em momento algum que as mesmas sejam rotuladas. É preciso, atividades concretas, diversificadas e dinâmicas para os discentes com esse tipo transtorno. É imprescindível que o professor que convive e ensina tais crianças com distúrbios de aprendizagem – transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), esteja preparado intelectualmente e teoricamente na busca de compreender e responder ás necessidades específicas dos discentes da melhor maneira possível, promovendo atividades ricas em conhecimentos, essas, em contextos formais e não formais, que estimulem o desenvolvimento dessas crianças, tanto o desenvolvimento pessoal, quanto cultural, social e o ensino-aprendizagem das mesmas.

 3. METODOLOGIA

Na procura de analisar as dificuldades de aprendizagem no contexto educacional – (Dislexia, Disgrafia, Disortográfica, Discalculia e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH), a realização e conclusão deste trabalho, baseou–se, em pesquisa bibliográfica exploratória, realizada na biblioteca pública do município de Bela Vista da Caroba – PR, e na biblioteca Universitária do Centro Universitário Internacional Uninter, do Polo de Capanema – PR. Onde, utilizou-se de, (livros diversos, metodologia científica, obras didáticas, cadernos com apontamentos, artigos científicos, jornais, revistas, dicionário, etc.). Na pesquisa identificou-se a necessidade do professor/ educador adequar concretamente métodos, metodologias e a prática pedagógica em prol ao desenvolvimento dos discentes que apresentam qualquer tipo de distúrbios de aprendizagem. Analisa-se que a mediação do professor/ educador e os estímulos do meio são fundamentais para a vida e para o desenvolvimento dos alunos com dificuldades de aprendizagem, onde, o professor/ educador tem que ser capaz de desenvolver no aluno, a vontade de aprender e seguir em frente, através de diversas atividades e recursos concretos, como, o (lúdico, literário, artes, jogos etc.), utilizando de uma ação intencional, acolhedora, e mediadora, tanto em contextos formais, quanto em contextos não formais.

A pesquisa bibliográfica científica como citada acima, foi realizada com base em material puramente bibliográfico referente ao assunto abordado. A mesma foi analisada em escritos meramente pedagógica sob a visão de vários autores, assim como suas obras. Na busca por obter respostas aos questionamentos suscitados pela consecução das metas estabelecidas, optou-se pelo estudo de natureza qualitativa, para Chizzotti (1991, p. 79) “Parte do fundamento de que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, uma interpendência viva entre o sujeito e o objeto, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito”.

O estudo dessa natureza qualitativa possibilitou-me um aprofundamento construtivo e significativo sobre o tema abordado, no qual, a pesquisa desenvolveu-se através de investigação, conhecimentos/ reflexão, com base em análise pessoal e crítica sobre o tema norteador do trabalho.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Analisa-se que as dificuldades de ensino-aprendizagem ou distúrbio de aprendizagem apresentado neste trabalho, (Dislexia, Disgrafia, Disortográfica, Discalculia e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH), estão em toda a parte do mundo. Isto de fato, é uma realidade inserida dentro dos mais diversos contextos escolares. Diante dessa análise, é fundamental que toda a equipe escolar esteja atenta as pequenas dificuldades que as crianças apresentarem ao chegar à escola, como também, verificar essas dificuldades nos diversos contextos sociais. Pois, sabe-se das dificuldades que cada criança que apresenta o distúrbio carrega consigo, desde então, tem que haver no ambiente escolar, práticas de intervenção pedagógica para as diferentes dificuldades encontradas, pois, tais práticas devem intervir o mais cedo possível na busca de conquistas – moficabilidade cognitiva estrutural de tais crianças, onde, de forma qualitativa e gradativa, o professor/ educador deve realizar transformações no processo de ensino-aprendizagem e no desenvolvimento social, cultural, sensorial, motor, intelectual das crianças com distúrbios de aprendizagem.

Conforme Fonseca (2008) é necessário conhecer profundamente a criança antes de ensiná-la:

A criança pode fundamentalmente revelar dificuldade num plano, ou visual ou auditivo, como pode apresentar problemas em ambas as áreas de processamento da informação. Nada impede que a criança utilize a expressão oral, só que a integração e a assimilação da linguagem escrita encontram-se comprometidas, podendo afetar, como é óbvio, o seu desenvolvimento cognitivo. Para nos apercebermos destes problemas e, no sentido de podermos intervir, devemos estar aptos a construir elementos de diagnóstico ou de identificação visual e auditiva, a fim de conhecermos profundamente a criança, antes de orientarmos a sua aprendizagem, de acordo com as suas necessidades específicas, que devem ser conhecidas antecipadamente (Fonseca, 2008:473).

Por um instante, observa-se, que as tantas dificuldades de aprendizagem, parece não ser algo normal, isto atinge o pensamento de curiosos, especialistas das mais diversas áreas do conhecimento, inclusive dos professores/ educadores que estão dentro do contexto escolar diariamente.

Para Smith e Strick (2001), “o termo dificuldade de aprendizagem refere-se não a um único distúrbio, mas a uma ampla gama de problemas que podem afetar qualquer área do desempenho acadêmico. Raramente, elas podem ser atribuídas a uma única causa”. Para esses autores, as dificuldades de aprendizagem são problemas neurológicos que afetam a capacidade do cérebro para entender, recordar ou comunicar informações.

Como verificado na pesquisa bibliográfica cientifica é preciso que os pais participem da vida escolar de seus filhos, pois caso contrário, esses pais não terão um mínimo de entendimento e compreensão das dificuldades/ necessidades que seus filhos apresentam e carregam consigo. Como também, não terão sensibilidade para auxiliar seus filhos nas tarefas de casa, e muito menos, paciência para encorajá-los com atitudes e palavras como, “meu filho (a), você irá conseguir melhorar gradativamente, acredite”. Analisa-se, como é prejudicial à criança, a etapa dos pais ignorarem a vida escolar da mesma no momento que elas mais precisam, obviamente, essas crianças se sentiram mais perdidas ainda, pois as mesmas necessitam de um atendimento educacional especializado, isto engloba um apoio geral, apoio dos pais, da família como um todo, sociedade e de todos os profissionais da escola.

Na busca de analisar as dificuldades de aprendizagem encontradas no contexto escolar, baseei-me em pesquisa bibliográfica exploratória de natureza qualitativa, desenvolvida por meio de material bibliográfico impresso, (livros, artigos, jornais, revistas, cadernos com apontamento, dicionário etc.). O estudo baseou-se principalmente na análise crítica sobre o tema abordado, onde, os distúrbios de aprendizagem foram esclarecidos gradativamente. Verifica-se a importância da escola, dos professores, dos especialistas, dos pais e da comunidade escolar em geral, para com os alunos que apresentam dificuldades/ distúrbios no ensino-aprendizagem.

O tema abordado resultou em um aprendizado reflexivo, significativo, rico em conhecimentos, saberes e principalmente no entendimento sobre as diversas dificuldades de aprendizagem encontradas no meio escolar. Em forma de conclusão do artigo científico, pode-se afirmar que, o estudo oferece oportunidades para professores/ educadores revisarem suas práticas pedagógicas, na busca de adaptar métodos e metodologias, como também, incluir de forma ética e democrática os discentes com distúrbios de aprendizagem nos mais diversos contextos sociais.

As contribuições trazidas pelo presente trabalho foram benéficas e significativas, as quais trouxeram junto com pesquisa, aprendizagem, sensibilidade, respeito aos diferentes ritmos de aprendizagem, e fortes reflexões em torno da prática pedagógica do professor/ educador, do papel dos pais, da escola, dos especialistas/ psicopedagogo, das ações cotidianas no contexto escolar e do respeito para com a diversidade em sala de aula.

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[1] Graduada em Pedagogia pela Faculdade Internacional de Curitiba – PR, (FACINTER), Graduanda de Licenciatura Plena em História 2° Semestre (FACINTER), Especialização em Educação Especial e Inclusiva (FACINTER), Especialização Docência no Ensino Superior (Faculdade São Luís).

Graduada em Licenciatura Plena em Pedagogia pela Faculdade Internacional de Curitiba – PR, (FACINTER). Graduada em Licenciatura Plena em História – pela Faculdade Internacional de Curitiba (FACINTER). Graduanda de Licenciatura Plena em Sociologia – Turma de Outubro de 2017 da (FACINTER). Especialização em Educação Especial e Inclusiva (FACINTER). Especialização em Docência no Ensino Superior pela Faculdade de Educação São Luís de São Paulo – SP. Especialização em Gestão Escolar: Orientação e Supervisão pela Faculdade de Educação São Luís – SP. Especialização em Ensino Lúdico pela Faculdade de Educação São Luís – SP.

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