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Conhecimento e pesquisa aplicados ao desenvolvimento de tecnologias educacionais: Inovação, práticas e desafios na construção de ambientes de aprendizagem

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CONTEÚDO

ARTIGO ORIGINAL

FELIX, Geisa Ferreira Ribeiro [1],  ROCHA, José Cláudio [2]

FELIX, Geisa Ferreira Ribeiro. ROCHA, José Cláudio. Conhecimento e pesquisa aplicados ao desenvolvimento de tecnologias educacionais: Inovação, práticas e desafios na construção de ambientes de aprendizagem. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 11, Ed. 03, Vol. 01, pp. 22-43. Março de 2025. ISSN:2448-0959. Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/conhecimento-e-pesquisa, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/educacao/conhecimento-e-pesquisa

RESUMO

Este artigo analisa temas relacionados ao conhecimento e à pesquisa, trazendo abordagens de autores reconhecidos como referência no contexto da educação brasileira, com o objetivo de ampliar o entendimento sobre essas temáticas e compreender os tipos de conhecimento mais relevantes para o direcionamento de possíveis soluções dos desafios identificados na educação. Para isso, foi realizada uma revisão de literatura em periódicos científicos e obras bibliográficas. Neste trabalho, apresentam-se brevemente o conhecimento científico e a pesquisa científica como fatores indispensáveis para a realização de observações e análises aplicadas à educação, promovendo a reflexão sobre as diversas lacunas existentes na sociedade e a identificação das ferramentas necessárias para o enfrentamento desses problemas sociais. 

Palavras-chave: Pesquisa científica, Pesquisa aplicada em educação,  Conhecimento e pesquisa aplicados.

1. INTRODUÇÃO  

O conhecimento e a pesquisa científica representam alicerces indispensáveis para o avanço da educação, exercendo um papel crucial na dinâmica da gestão educacional. A intrínseca relação entre esses elementos impulsiona a análise crítica e a concepção de novas estratégias práticas, potencializadas pela integração da inovação e das tecnologias no cenário de ensino-aprendizagem. Embora extensivamente debatidos no âmbito acadêmico, a aplicação do conhecimento científico e da pesquisa na gestão educacional ainda revela áreas carentes de maior investigação. Diante desse contexto, torna-se fundamental explorar como o conhecimento e a pesquisa aplicada podem efetivamente contribuir para a qualificação da gestão educacional no mundo contemporâneo.

O objetivo, portanto, é analisar o papel do conhecimento e da pesquisa na gestão da educação, destacando como esses elementos se articulam com práticas inovadoras e com o uso de tecnologias que potencializam o processo de ensino-aprendizagem.

A metodologia utilizada consistiu em uma pesquisa teórica de natureza qualitativa, com base em revisão bibliográfica em fontes acadêmicas, como artigos científicos, livros e publicações disponíveis em plataformas digitais, que tratam dos temas conhecimento, pesquisa, inovação e gestão educacional.

A relevância deste estudo reside na necessidade de fortalecer a compreensão crítica sobre como o conhecimento e a pesquisa impactam a qualidade da gestão educacional, contribuindo para a formação de gestores mais preparados e para a construção de ambientes escolares mais inovadores e eficientes.

Este artigo está estruturado da seguinte forma: Na seção 1, apresenta-se a introdução; na seção 2, apresenta-se a Fundamentação Teórica em uma discussão conceitual sobre educação, conhecimento e pesquisa científica; na seção 3, abordam-se as contribuições da gestão do conhecimento e da inovação na educação; por fim, a seção 4 traz as considerações finais, ressaltando as implicações práticas e acadêmicas da pesquisa.

2. METODOLOGIA 

O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa bibliográfica, fundamentada na análise de periódicos científicos e obras bibliográficas relevantes para a temática do conhecimento, da pesquisa e suas aplicações na educação. Em consonância com a tipologia proposta por Gil (2006), esta investigação possui um caráter exploratório, constituindo a etapa inicial de uma análise mais abrangente. Dada a intenção de elucidar e delimitar os conceitos de conhecimento e pesquisa no contexto educacional, a revisão da literatura se mostrou um procedimento metodológico essencial. A busca por artigos científicos e obras bibliográficas visou identificar as perspectivas de especialistas e de outros pesquisadores que já se debruçaram sobre os temas centrais desta investigação.

Ademais, a pesquisa se configura como bibliográfica, na medida em que se utilizou da análise de material já publicado e consolidado, compreendendo livros e artigos científicos. Esse procedimento permitiu o acesso a informações históricas e a um panorama das discussões pregressas sobre os temas abordados, utilizando-se de dados secundários como fonte principal de análise. 

3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

3.1 CONCEITUAÇÕES INICIAIS SOBRE EDUCAÇÃO: DELIMITAÇÕES E IMPLICAÇÕES 

Inicialmente, torna-se imprescindível definir o termo “educação” para evidenciar seus aspectos relacionados ao conhecimento e à pesquisa, com o objetivo de verificar sua aplicabilidade. Ao refletirmos sobre a educação, somos conduzidos a ponderar sobre o ideal almejado (o dever ser) e a realidade observada em nosso cotidiano (o ser). 

Em sua análise, Gatti (2012) ressalta a falta de distinção entre a educação em sentido amplo, compreendida como um fenômeno social que permeia toda a sociedade, e a educação escolar, especificamente promovida pela instituição escolar. Essa indistinção leva a frequentes confusões conceituais, nas quais o termo “educação” é equivocadamente utilizado como sinônimo de pedagogia, ciências do ensino ou da educação e didática. Contudo, podemos conceber a educação como o desenvolvimento social que favorece as relações humanas. Sob essa perspectiva, torna-se fundamental conhecer e investigar ações de melhoria para construir uma sociedade progressivamente orientada para sua própria preservação e existência. 

Demo (2006) diz que, a revisão do conceito de aprendizagem relacionada ao de ensinar é importante, já que, a educação aparece debilitada na condição de instrução, informação, reprodução, quando deveria apresentar-se como cenário de instrumentação criativo em contexto emancipatório, citando a pesquisa como um dos instrumentos essenciais da criação.  

Emydio e Rocha (2012) abordam que, a constituição do sistema educacional está inserida num cenário dinâmico e exigente, no qual o capital intelectual deve ser integrado no mesmo grupo colaborativo sendo capaz de alavancar o nível de educação no Brasil. Há nesta abordagem a importância do compartilhamento e gerenciamento de todo conhecimento gerado, visando à evolução de todo o sistema, tornando-se primordial a implantação da gestão do conhecimento. 

Sander (2007), em sua pesquisa sobre política e gestão da educação no Brasil, cita que na década de 60, dois fatos marcariam a história brasileira da administração da educação, sendo a Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) como um dos principais fatos, já que se trata de uma legislação que trouxe um novo sistema de ensino e, como segundo fato histórico, a criação da Associação Nacional de Professores de Administração Escolar (ANPAE), hoje Associação Nacional de Política e Administração da Educação. Vale ressaltar que essa associação foi criada após anos de debates no Congresso Nacional e Comunidade Acadêmica do País, demonstrando a influência da organização civil na evolução desse contexto histórico.  

Sander (2007) também aponta que, na década de 1970, um novo debate sobre a administração escolar emergiu nos âmbitos da pesquisa e do ensino. Essa observação ressalta a relevância da investigação sobre a educação e a gestão educacional, corroborada pelo autor ao afirmar que a importância conferida à administração escolar como campo de pesquisa e intervenção pedagógica impulsionou outros avanços ao longo dos anos. Embora numerosos progressos tenham sido alcançados, persistem diversos desafios. Para Sander, a superação desses obstáculos depende do engajamento de políticos e educadores na formulação de políticas públicas e no desenvolvimento de modelos de organização e administração tecnicamente eficazes e eficientes, que sejam viáveis para a comunidade escolar e seu contexto social, enfatizando a valorização da participação democrática e da construção social.

No âmbito da educação escolar, destaca-se a abordagem de Abrucio (2010), que enfatiza a qualidade da gestão escolar e a fundamental integração do corpo diretivo. O autor também ressalta a importância do clima organizacional como base para a formação da identidade organizacional, estruturada por um planejamento político-pedagógico bem definido e por metas claras a serem alcançadas, envolvendo a comunidade interna nas principais decisões da escola.

Por meio de sua pesquisa, Abrucio (2010) identificou temas cruciais relacionados à gestão que impactam o desempenho das escolas. Entre eles, destacam-se a continuidade das políticas públicas e a necessidade de uma gestão diferenciada para os diversos níveis de ensino, como o fundamental I e II. Nesse último, o autor enfatiza a variação da participação dos pais na vida escolar dos alunos de acordo com a faixa etária. Abrucio também aborda a gestão da comunidade sob duas perspectivas. A primeira reside na capacidade da escola de atrair e manter o interesse dos pais, ponto em que o autor vislumbra uma melhoria com a formação de líderes educacionais mais abrangentes. A segunda perspectiva revela a falta de preparo de alguns gestores escolares para estabelecer parcerias com organizações não governamentais (ONGs), cujo objetivo deve ser o de apoiar as instituições de ensino.

Para Abrucio (2010), o maior problema da gestão escolar é a gestão da aprendizagem. Embora o autor cite da impossibilidade de generalizar os resultados da pesquisa, muitas situações tratadas na pesquisa são notadas na atualidade em diversas escolas brasileiras. Relevante citarmos a influência tecnológica na educação, de como ela é uma ferramenta que encurta a distância entre os pares que precisam ensinar e/ou aprender.

Emydio e Rocha (2012) dizem que o professor contemporâneo é um “significador”, organizando e auxiliando o aluno a identificar a utilidade da internet para pesquisa de assuntos relacionados aos estudos que são tratados em salas de aula. A educação à distância já foi vista de forma deturpada pela sociedade e hoje há uma melhor aceitação dessa modalidade de ensino. Essa é uma das formas de algumas pessoas acessarem a educação e alcançarem a tão sonhada conquista de concluir o ensino médio, graduação ou a pós-graduação. As autoras citam o desempenho das entidades governamentais das três esferas em investimentos em cursos de aperfeiçoamento e formação que visam à interação da prática docente e a Tecnologia da Informação e da Comunicação (TICs).  

3.2 O CONHECIMENTO: UMA PERSPECTIVA DINÂMICA E TRANSFORMADORA

Segundo Demo (2006), o conhecimento não se limita a uma reprodução infinita e estática. Pelo contrário, ele se manifesta como um processo dinâmico de desconstrução e reconstrução constante. O autor também distingue o conhecimento gerado no ambiente acadêmico do conhecimento comum. Para ele, o ato de conhecer integra o conceito de vida criativa, sendo a informação competente um elemento indispensável tanto para a criação quanto para a autonomia intelectual. 

Na sociedade contemporânea, observa-se uma tendência preocupante: indivíduos que parecem “robotizar-se”, limitando-se a copiar, reproduzir e serem avaliados com foco na mensuração do conhecimento, sem, contudo, apreendê-lo em profundidade. Nesse cenário, a curiosidade genuína de explorar e compreender parece ser substituída por uma mera curiosidade de executar superficialmente.

As diferentes formas de conhecimento, conforme a análise de Araújo (2006), abordam as particularidades que as distinguem. O autor menciona o senso comum, a religião, a filosofia, a ideologia e o conhecimento científico. Para ele, o senso comum emerge da experiência e da intuição individual, sendo adquirido pelos usos e costumes da coletividade em que o indivíduo está inserido. O conhecimento religioso, também denominado teleológico, fundamenta-se em valores e inspirações provenientes de doutrinas consideradas sagradas por seus seguidores. Essas doutrinas são tidas como verdades absolutas e, portanto, não sujeitas a questionamento, baseando-se na crença em um ser onipresente, onisciente e onipotente, denominado por diferentes culturas e religiões como Deus, Jeová, Alá, entre outras denominações. Contudo, há quem erroneamente menospreze o senso comum e a religião, ignorando o contexto histórico em que essas formas de conhecimento se desenvolvem.

O conhecimento filosófico caracteriza-se pela racionalidade, pela sistematização e pela análise das demais formas de conhecimento. A ideologia, por sua vez, distingue-se das outras formas ao incorporar todas elas em sua estrutura, utilizando-as conforme as necessidades de cada contexto. Dessa forma, a ideologia pode ser considerada uma forma de conhecimento abrangente, pois não desconsidera as demais, empregando-as com raciocínio, sentimento, humanidade e inspiração. Para Demo (2006), o conhecimento científico ascendeu como o principal motor da economia e frequentemente se associa à educação, chegando a ser confundido com ela. O autor ressalta que existem diversas maneiras de apreender o mundo, sendo o conhecimento científico apenas uma delas. 

Para Emydio e Rocha (2012) a humanidade há séculos busca uma definição do conhecimento por meio da filosofia, psicologia, pedagogia e de outras ciências. As autoras referenciam Nonaka e Takeuchi (1997), abordando que o conhecimento tem sua origem de um processo mental tendo a experiência pessoal como personagem principal deste processo, chegando à conclusão de que o conhecimento é explícito e tácito. Quando se referem ao conhecimento explícito traz a objetividade, comunicabilidade associando a expressão das palavras que são posteriormente documentadas, formalizada em gráficos etc. Já o conhecimento tácito é explanado na forma subjetiva estando internalizadas no indivíduo, envolvendo as crenças, experiências, habilidades pessoais sendo dificilmente comunicada. 

Na perspectiva da gestão do conhecimento, conforme abordado por Emydio e Rocha (2012), o desenvolvimento do conhecimento dentro das organizações deve ser incentivado, promovendo a interação entre o conhecimento explícito e o tácito por meio da socialização. As autoras referenciam Silva e Neves (2003), que destacam o conhecimento como o ativo mais importante de uma organização, conforme a seguinte afirmação: “O conhecimento é o ativo mais importante de uma organização, com a vantagem de que é sustentável, visto que ‘é inerente ao homem e não aos sistemas automatizados e aos processos’ Desenvolve-se ao longo do tempo, não sofre perdas relacionadas a desgastes, possui alta capacidade de julgamento, servindo como alicerce para a resolução de problemas (SILVA; NEVES, 2003, p. 177).

Em relação ao ativo supracitado, o capital intelectual das pessoas, formado pelos conhecimentos tácitos e explícitos, podemos ilustrar a agregação de valor com o exemplo da fabricação de celulares. Enquanto a produção da parte física ocorre na China, o desenvolvimento da parte lógica é realizado por empresas como a Apple. O valor agregado pela China na fabricação é significativamente inferior ao valor gerado pela Apple no desenvolvimento da tecnologia. Com base em Emydio e Rocha (2012), torna-se evidente a importância do conhecimento científico na sociedade e na era do conhecimento em que vivemos, sendo este reconhecido como o principal ativo econômico.

Vale citar que as grandes inovações antes da Segunda Guerra Mundial não passavam pelas universidades, já após a segunda guerra a universidade passa a ter uma função significativa, incentivando a inovação tecnológica e científica. Para Pilatte (2018) após a Segunda Guerra Mundial, a ciência passou a ser reconhecida como resultado da produção de um grupo de pesquisadores. Para o autor, essa concepção repercutiu no Brasil, significativamente no meio Militar, com a criação, em 1947, do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). 

Em suma, a exploração das diversas perspectivas sobre o conhecimento revela sua natureza multifacetada e dinâmica. Desde a distinção entre o conhecimento acadêmico e o senso comum, passando pela análise das diferentes formas de apreensão da realidade, até a compreensão do conhecimento como um ativo estratégico nas organizações, fica evidente que sua gênese reside na complexa interação entre a experiência individual e a sistematização racional. A valorização do capital intelectual e o reconhecimento do papel crucial da ciência e da tecnologia, impulsionados significativamente após a Segunda Guerra Mundial, sublinham a contínua evolução da nossa compreensão e da importância atribuída ao conhecimento na sociedade contemporânea.

3.3 FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS: A NATUREZA DO CONHECIMENTO NA EDUCAÇÃO E NA PESQUISA

Conforme Demo (2011), o conhecimento científico se caracteriza por uma intrínseca ânsia de transcender formas de saber consideradas inadequadas ou menos confiáveis. Dentre estas, destaca-se o conhecimento religioso que, em sua essência dogmática, estabelece verdades a priori, resistindo à investigação empírica e à formulação de hipóteses testáveis. Para Demo (2011), a emergência do conhecimento científico historicamente representou uma ruptura epistemológica incisiva e, por vezes, confrontadora com o conhecimento dominante estabelecido, desafiando as estruturas intelectuais e sociais vigentes.

Lakatos e Marconi (2003) pertinentemente observam que a ciência não constitui o único caminho para a aquisição de conhecimento. O que singulariza o conhecimento científico em relação ao senso comum reside fundamentalmente em sua metodologia rigorosa, nos instrumentos de investigação sistemáticos e na forma estruturada do processo de conhecer. Embora a natureza da verdade seja um debate complexo, permeado por perspectivas individuais, o conhecimento científico se distingue por sua pretensão de verificabilidade. Um experimento considerado robusto e cujos resultados são tidos como consistentes pode ser aceito provisoriamente como válido. Contudo, a própria dinâmica social e o avanço do conhecimento científico implicam que mesmo as verdades científicas estabelecidas podem ser submetidas a questionamento e passíveis de modificação à luz de novas evidências e interpretações futuras.

Segundo Demo (2011), apesar da proeminência alcançada pelo conhecimento científico, o conhecimento religioso persiste como um contraponto significativo, desafiando a secularização prognosticada por alguns teóricos. A previsão de um declínio inevitável da religião não se concretizou, e paradoxalmente, o afastamento de uma sociedade da busca ativa pelo conhecimento pode, em certos contextos, levá-la a uma maior adesão a explicações de natureza religiosa. Ao examinarmos a história da humanidade, constatamos uma constante inclinação humana em estabelecer conexões com o transcendente, seja através da veneração de entidades invisíveis, seja pela sacralização de elementos naturais ou artefatos culturais. Essas crenças, embora suscetíveis a questionamentos racionais, possuíam uma realidade intrínseca para seus adeptos. 

A complexa relação entre poder e religião revela como, em certos momentos históricos, indivíduos com notável capacidade intelectual manipularam aspectos religiosos para consolidar sua autoridade e exercer domínio social, posicionando-se como figuras revestidas de um caráter divino ou singular em relação ao restante da sociedade. Essa dinâmica, longe de ser simplista, envolve intrincados processos sociais, políticos e culturais que moldaram e continuam a influenciar a interação entre fé e razão. 

Em síntese, a análise das diferentes facetas do conhecimento, desde a busca metódica da ciência pela superação de dogmas até a persistente influência de outras formas de saber como o senso comum e a religião, ilumina a complexa tapeçaria epistemológica que fundamenta a educação e a pesquisa. Compreender a natureza, as limitações e as potencialidades de cada tipo de conhecimento é essencial para a construção de ambientes de aprendizagem inovadores e para a aplicação rigorosa da pesquisa no desenvolvimento de tecnologias educacionais eficazes.

3.4 A ESSENCIALIDADE DA PESQUISA PARA A FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA EM EDUCAÇÃO

Segundo Gatti (2003), a história da educação é marcada por uma vasta gama de teorias. Contudo, a ausência de procedimentos rigorosos de pesquisa na gênese de muitas dessas teorias resultou em lacunas conceituais, fomentando áreas de divergência e dificultando a compreensão aprofundada dos problemas educacionais. Nesse contexto, emerge a importância crucial da construção teórica alicerçada em metodologias de pesquisa sólidas como um pilar fundamental para a fundamentação teórica consistente e confiável no campo da educação.

Para Gatti (2003), embora a discussão sobre pesquisa não seja tradicionalmente central no campo educacional, o século XX testemunhou debates significativos acerca da natureza da pesquisa em educação. Um grupo defendia a aplicação da experimentação científica, enquanto outro expressava objeções, considerando a dificuldade de submeter os fenômenos educacionais a processos puramente experimentais. A premissa de uma ciência unificada e de um método científico universal foi questionada por Gatti, que aponta para os problemas decorrentes de uma perspectiva dogmática. Essa visão padronizou os trabalhos científicos sob uma lógica de neutralidade do pesquisador, postulando que sua abordagem objetiva da realidade conduziria ao conhecimento verdadeiro. 

Gatti (2003) destaca que a introdução das pesquisas qualitativas, como uma abordagem metodológica alternativa, inaugurou novas perspectivas para a constituição do conhecimento no campo educacional. Estudos de caso, abordagens antropológicas, observações descritivas, depoimentos e histórias de vida passaram a ser considerados válidos. Esse movimento promoveu uma reaproximação com áreas da filosofia e relativizou a hegemonia do método quantitativo como a única via de investigação. Abriu-se espaço para o envolvimento do pesquisador e a incorporação de aspectos qualitativos em suas análises. Contudo, Gatti enfatiza que a neutralidade absoluta é ilusória, admitindo a influência da perspectiva do pesquisador em todas as etapas da pesquisa, independentemente da escolha metodológica, reafirmando a indispensabilidade do rigor e da coerência em qualquer investigação.

Conforme Demo (2006), o processo de pesquisa, por vezes, é percebido como uma prerrogativa de uma elite acadêmica, direcionando recursos principalmente àqueles engajados na docência e dispostos a conduzir investigações sistemáticas, utilizando metodologias específicas para a geração, o tratamento e a interpretação de dados. Demo critica a postura de professores que perpetuam um ensino desatualizado, meramente reproduzindo o conhecimento preexistente, argumentando que a produção de conhecimento efetivo permanece concentrada em um grupo restrito.

Demo (2006) postula que o pesquisador, enquanto ator social, é inerentemente um fenômeno político, embora sua atuação não se limite a essa dimensão. Em suas críticas ao comportamento de professores dedicados exclusivamente à pesquisa ou ao ensino, o autor argumenta que há uma carência mútua: quem ensina necessita da vivacidade da pesquisa, e quem pesquisa pode se beneficiar da articulação e da didática do ensino. É crucial reconhecer a polissemia do termo “pesquisa”, que pode também significar o desenvolvimento de uma consciência crítica.

Para Gatti (2012), os trabalhos de pesquisa desenvolvidos no ambiente universitário desempenham um papel didático e formativo essencial. No entanto, essa função pedagógica não pode comprometer o respeito às normas metodológicas estabelecidas, preservando o caráter rigoroso e sistemático da investigação científica.

No âmbito do stricto sensu, André e Princepe (2017) ressaltam o potencial da pesquisa para fomentar o desenvolvimento de indivíduos críticos e criativos, especialmente quando motivada pela reflexão aprofundada sobre a prática profissional em educação. Essa perspectiva realça a responsabilidade do docente em formar cidadãos capazes de análise crítica, incentivando-os a transcender a mera execução de tarefas e a cultivar a criatividade. Desse modo, a pesquisa se configura como um catalisador para a busca contínua por conhecimento e para o aprimoramento da prática educativa. 

Destarte, a exploração da natureza da pesquisa no campo educacional revela um panorama dinâmico e multifacetado, permeado por debates históricos, transformações metodológicas e uma crescente compreensão de seu papel fundamental na produção de conhecimento e na formação de profissionais críticos e criativos. A essencialidade da pesquisa para a fundamentação teórica, a busca contínua por rigor metodológico, a expansão das abordagens investigativas com a ascensão da pesquisa qualitativa e o reconhecimento do pesquisador como um ator social engajado sublinham a centralidade da investigação sistemática no avanço da educação. Ao reconhecer a intrínseca ligação entre ensino e pesquisa e o potencial formativo da investigação no stricto sensu, reafirma-se a pesquisa como um motor essencial para o desenvolvimento de tecnologias educacionais inovadoras e para a construção de ambientes de aprendizagem eficazes na sociedade contemporânea.

3.5 PESQUISA CIENTÍFICA: ELEMENTOS FUNDAMENTAIS, METODOLOGIA E A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO 

Demo (2006) delineia elementos essenciais que integram a pesquisa teórica: aprofundamento em quadros de referência consolidados; atualização constante no debate teórico; elaboração de conceitos precisos; a aceitação do desafio criativo inerente à tensão entre a realidade observada e a proposição teórica; e o investimento no desenvolvimento da consciência crítica. O autor enfatiza a centralidade do método na condução da pesquisa, argumentando que enquanto a teoria suscita a discussão sobre as concepções de realidade, o método oferece o instrumental, o caminho e os procedimentos para a investigação. A aplicação pertinente da metodologia científica eleva significativamente o rigor e o nível acadêmico da pesquisa. Para Demo, a metodologia científica constitui um horizonte estratégico da pesquisa, capacitando o pesquisador a debater de forma criativa abordagens alternativas para a ciência e, até mesmo, a concebê-las. 

Demo (2006) postula que a pesquisa prática, fundamentada nos pilares da teoria, do método e da empiria, representa uma forma robusta de produção do conhecimento, mesmo que possa, em sua gênese, incorporar elementos do senso comum. Para o autor, a pesquisa é condição essencial para o avanço científico e para a eclosão da criatividade no âmbito da ciência. Ademais, a emancipação histórica de uma sociedade depende intrinsecamente da atividade de pesquisa, tornando-a imprescindível para a produção de conhecimento autêntico e transformador. A pesquisa configura-se, portanto, como a condição primordial para o ato de descobrir e de criar. Nesse contexto, o pesquisador deve adotar uma postura política e ética engajada, recusando o silêncio tendencioso e cultivando a liberdade intelectual para transcender os paradigmas sociais preestabelecidos, permitindo que o ser social emancipado expresse e contribua com sua perspectiva singular. 

De acordo com Demo (2006), a pesquisa transcende sua função investigativa, tornando-se um método essencial de comunicação. O pesquisador, munido de conhecimento a ser compartilhado, desenvolve instrumentos e procedimentos eficazes para a disseminação de suas descobertas. Em tom satírico, Demo sugere que aqueles que negligenciam a pesquisa se tornam meros espectadores da comunicação produzida por outros. 

Em consonância com a perspectiva de Demo (2006) sobre a comunicação, Emydio e Rocha (2012) corroboram a eficácia da comunicação como um meio privilegiado para a troca de experiências. As autoras expandem essa ideia ao reconhecer que a interação comunicativa entre indivíduos não está necessariamente restrita a um espaço físico, uma vez que as TICs, mediadas pela internet, facilitam o intercâmbio de informações em larga escala. Contudo, enfatizam que a efetividade dessa troca depende do fomento de uma cultura organizacional que incentive ativamente o compartilhamento de conhecimento, informações e práticas, construindo, assim, uma sólida rede de conhecimento dentro da organização. 

Em suma, a análise dos elementos constitutivos da pesquisa científica, desde a sólida fundamentação teórica e a aplicação rigorosa de métodos até o seu papel intrínseco na produção e disseminação do conhecimento, revela sua importância basilar no campo educacional. A pesquisa não se restringe a uma atividade técnica, mas configura-se como um motor essencial para a inovação, para a construção de uma consciência crítica e para a promoção de práticas pedagógicas transformadoras, demandando do pesquisador uma postura ética e engajada na busca por um conhecimento autêntico e relevante para a sociedade.

3.6 PESQUISA APLICADA EM EDUCAÇÃO: DESAFIOS EPISTEMOLÓGICOS, ABORDAGENS METODOLÓGICAS E RELEVÂNCIA SOCIAL

Para Gatti (2012), a pesquisa em educação constitui o ponto de partida fundamental do processo educativo. A autora, ao preferir o termo “ciências da educação”, enfatiza a necessidade de distinguir os diversos campos de investigação dentro da educação, cada um direcionado a um corpo específico de conhecimento. Nesse sentido, torna-se imprescindível um certo grau de superação do senso comum ao se empreender a pesquisa educacional. Gatti ressalta a complexidade inerente à caracterização dos caminhos de elaboração da pesquisa nesse campo.

Segundo Gatti (2008), o campo do conhecimento e das pesquisas em educação carece de um acordo paradigmático unificado, ou seja, não existem leis gerais universalmente aceitas nem conceitos com adesão irrestrita. Apesar dessa diversidade, observa-se um rigor na busca pela cientificidade no tratamento dos fatos que fundamentam a análise e a compreensão dos problemas educacionais. A questão central formulada por Gatti – “de que elementos moventes se compõem o campo da pesquisa em Educação?” – é respondida pela autora ao afirmar que a compreensão desse campo emerge das ações voltadas para a formação humana e da reflexão sistemática sobre essas ações. Essa perspectiva abre um vasto leque de aspectos problematizadores sobre tais ações, abrangendo recortes pedagógicos, sociológicos, antropológicos, psicológicos, linguísticos, filosóficos, históricos e suas inter-relações, evidenciando a natureza multifacetada do campo da pesquisa em educação. 

Inúmeras inquietações permeiam a pesquisa em educação, contrastando com a escassez de respostas definitivas ou a natureza, por vezes, vaga das soluções propostas. Essa disparidade configura um vasto campo de investigação a ser explorado por pesquisadores em busca de respostas para diversas indagações. Para Gatti (2008), os processos educacionais se desenvolvem nesse contexto de complexidade, onde as pesquisas em educação, independentemente de suas modalidades, podem tanto refletir quanto ignorar essas complexidades, a depender do contexto social em que se inserem. A autora critica a desconexão entre a generalidade das teorias e a particularidade dos fenômenos observados, defendendo que o olhar e a abordagem do pesquisador devem se concentrar na observação dos fatos sociais na própria fonte do problema real, caracterizando assim a pesquisa em ação. 

Gatti (2008) aponta a proliferação de termos para designar a pesquisa em ação, como pesquisa-ação, investigação-ação, pesquisa-ação educacional e pesquisa-ação crítico-colaborativa, refletindo a tentativa de especificar diferentes posicionamentos e ideias. Segundo a autora, essas diferenciações visam explicitar o tipo de comprometimento assumido pelo pesquisador. Gatti argumenta que, independentemente da nomenclatura e das diversas formas e condições em que são desencadeadas, as pesquisas em ação em educação proporcionaram a construção de uma nova direção na busca pela compreensão de fatos, situações e ações humano-sociais e educacionais em sua especificidade, com particular relevância para as questões escolares.

A pesquisa deve demonstrar pertinência em relação a assuntos que envolvam as preocupações sociais prementes. A evasão escolar, por exemplo, configura um problema complexo que demanda investigação aprofundada para identificar as causas subjacentes à desistência dos alunos e para propor soluções eficazes às autoridades competentes. Para Gatti (2008), a complexidade da postura na pesquisa social ou educacional reside na intrínseca participação do pesquisador no processo e em sua capacidade de interpretá-lo de forma crítica e reflexiva. A autora enfatiza que os desafios para o pesquisador são numerosos, exigindo consistência de propósito, consideração dos aspectos éticos inerentes ao processo de pesquisa e uma profunda reflexão sobre a complexidade dessa modalidade investigativa, cujo potencial de contribuição para os avanços sociais é significativo.

Souza (2009) postula que a pesquisa no campo da gestão da educação tem a tarefa primordial de buscar a veracidade dos fenômenos educacionais, procurando conhecê-los, descrevê-los e analisá-los de forma rigorosa. Munidos de informações precisas, os profissionais da educação estarão mais bem preparados para o enfrentamento dos problemas sociais e educacionais. O autor salienta que a gestão educacional ainda enfrenta diversos desafios a serem superados, e a pesquisa tem desempenhado um papel crucial ao tornar esses problemas conhecidos, resultado de investigações mais amplas, de objetos de estudo mais bem definidos e da aplicação de novas abordagens aos problemas de pesquisa existentes. 

Considerando a análise da pesquisa aplicada em educação, desde seus desafios epistemológicos e a diversidade de abordagens metodológicas até sua intrínseca relevância social, torna-se evidente seu papel crucial na promoção de práticas educativas inovadoras e na busca por soluções para os complexos problemas que permeiam o campo educacional. A superação do senso comum, o rigor metodológico, a reflexão crítica sobre a prática e o engajamento do pesquisador com as questões sociais emergem como pilares fundamentais para uma pesquisa aplicada que contribua significativamente para o avanço da educação e para a construção de ambientes de aprendizagem mais eficazes e equitativos.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS 

O presente artigo propôs-se a identificar e contextualizar os fundamentos teóricos que interligam o conhecimento e a pesquisa aplicada no campo da educação, valendo-se das perspectivas de autores seminais como Gatti (2003, 2008 e 2012)  e Demo (2006 e 2011). A análise das abordagens apresentadas evidenciou a necessidade de uma delimitação conceitual clara para o termo “educação”, evitando sua diluição em sinonímias que não abarcam a totalidade de seu significado e impacto.

Constatou-se a centralidade do conhecimento científico como propulsor do saber, embora sua íntima relação com a educação por vezes o obscureça. Paralelamente, reconheceu-se a persistente influência do conhecimento religioso e do senso comum no cotidiano dos indivíduos, com o primeiro apresentando-se como um paradigma dogmático que, ao resistir à investigação e ao questionamento, contrasta com a natureza dinâmica e verificável do conhecimento científico.

A exploração da pesquisa, em suas dimensões teórica e científica, sublinhou a importância do engajamento ativo do pesquisador com seu objeto de estudo, transcendendo a dicotomia entre métodos quantitativos e qualitativos. A liberdade investigativa, pautada pela ética e pelo distanciamento de dogmas sociais, emerge como um imperativo para que a pesquisa cumpra seu propósito essencial de responder às demandas e lacunas identificadas na sociedade.

Nesse contexto, a pesquisa aplicada em educação revela-se um instrumento indispensável para abordar as complexas problemáticas sociais que tangenciam o universo educacional contemporâneo, desde questões como o uso de drogas e a violência doméstica até a vulnerabilidade socioeconômica das comunidades escolares. Embora o senso comum e as explicações religiosas possam oferecer respostas superficiais, é sob a lente rigorosa do conhecimento científico e da pesquisa sistemática que se vislumbra um vasto campo de investigação capaz de impulsionar o desenvolvimento educacional e, consequentemente, o progresso socioeconômico e cultural.

A relevância do capital intelectual como principal ativo econômico das organizações, cujo valor se intensifica com a agregação do conhecimento, e a necessidade de um preparo aprimorado dos gestores educacionais para uma articulação mais eficaz com a sociedade também foram pontos destacados. Ademais, ressaltou-se o potencial das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) como ferramentas para ampliar o acesso à educação e promover o intercâmbio de experiências.

Em derradeira análise, espera-se que este artigo contribua para um entendimento mais aprofundado da intrínseca relação entre conhecimento e pesquisa aplicada à educação, a partir das perspectivas aqui apresentadas. Reconhecendo a vastidão e a complexidade do tema, almeja-se que novas investigações, enriquecidas por outros pontos de vista, venham a complementar e expandir as reflexões aqui iniciadas, fomentando um debate contínuo e profícuo em prol do avanço da educação.

REFERÊNCIAS 

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INFORMAÇÕES SOBRE OS AUTORES 

[1] Mestra em Gestão e Tecnologias Aplicadas à Educação (Stricto Sensu) pela Universidade Estadual da Bahia – UNEB (2023); MBA em Gestão Estratégica em Sociedades Cooperativas de Transporte (Lato Sensu) pela PUC Minas (2024); Especialização (Lato Sensu) em Gestão de Cooperativas pela UFBA (2016); Especialização (Lato Sensu) em Metodologia do Ensino Superior (2014); Especialização (Lato Sensu) em Gerenciamento de Projetos (2013); Bacharelado em Direito pela Faculdade 2 de Julho (2022); Bacharelado em Ciências Contábeis pela Fundação Visconde de Cairu (2016); Bacharelado em Administração pela Faculdade da Cidade do Salvador (2010). ORCID: https://orcid.org/0009-0009-2270-2330. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8367626833724258. 

[2] Orientador. Doutor em Educação (Stricto Sensu) pela Universidade Federal da Bahia – UFBA (2006); Mestre em Educação (Stricto Sensu) pela Universidade Federal da Bahia – UFBA (2001); Pós-Graduação (Lato Sensu) em Direito Digital (em andamento) pela FACULESTE; Pós-Graduação (Lato Sensu) em Gestão e Acompanhamento de Projetos de Pesquisa pela UNIRIO (2014); Pós-Graduação (Lato Sensu) em Gestão em Direitos Humanos pela SEDH (2006); Pós-Graduação (Lato Sensu) em Ética, Capital Social e Desenvolvimento pelo ILEAM (2005); Pós-Graduação (Lato Sensu) em Administração Pública pela UEFS (1997); Graduação em Direito pela UFBA (1996); Graduação em Ciências Econômicas pela UFBA (1988); Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela UNINASSAU (2022). ORCID: https://orcid.org/0000-0001-6131-5872. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5068823120384244.

Contribuição dos autores:

Geisa Ferreira Ribeiro Felix: Concepção da pesquisa, planejamento metodológico, condução das análises, interpretação dos resultados e redação do manuscrito.

José Cláudio Rocha: Concepção do estudo, colaborou no planejamento das etapas e contribuiu diretamente na redação e revisão crítica do manuscrito.

INFORMAÇÕES SOBRE O MATERIAL

Conflito de interesse: 

Não há conflito de interesse.

Agradecimentos:

Não contém agradecimentos.

Financiamento:

Não há financiamento.

Nota:

Os autores utilizaram a Inteligência Artificial Gemini e versão 2.5 flash, a mesma só foi utilizada após todas as adequações necessárias sugeridas pelo revisor da revista em 2025, para o auxílio de melhorias na compreensão da redação e adequação da ortografia na pesquisa, bem como a utilização do Word da Microsoft que também tem a presença de Inteligência Artificial, para o auxílio na melhoria da redação. No entanto, todas as buscas pelos conteúdos, classificação da qualidade dos artigos foram realizadas de maneira autoral.

Informações sobre Direitos Autorais e Licença:

Este é um artigo de Acesso Aberto distribuído sob os termos da Creative Commons Attribution License, que permite uso, distribuição e reprodução irrestritos em qualquer meio, desde que o autor e a fonte originais sejam creditados.

Os nomes e endereços informados nesta revista serão usados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação, não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros.

  • ISSN (versão eletrônica): 2448-0959
  • Licença Creative Commons: Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição 4.0 Internacional.

Histórico da Publicação:

Material recebido: 20 de março de 2025.

Material aprovado pelos pares: 20 de maio de 2025.

Material editado aprovado pelos autores: 02 de março de 2026.

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Geisa Ferreira Ribeiro Felix

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