A importância da educação ambiental [1]

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ARTIGO ORIGINAL

SILVA, Laudicéia Oliveira [2]

SILVA, Laudicéia Oliveira. A importância da educação ambiental. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 10, Vol. 05, pp. 91-101 Outubro de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

Meio Ambiente é um dos temas Transversais definidos pelo Ministério da Educação considerado de muita relevância, principalmente nos dias atuais. Visto que, o meio ambiente sofre com as agressões provocadas pelos homens que, em busca por avanços tecnológicos e pela satisfação dos seus interesses pessoais não se preocupam com as consequências da exploração intensa dos recursos naturais, gerando sérios problemas ambientais que acabam afetando a vida no planeta. O Tema Transversal Meio Ambiente é uma questão emergencial que deve ser tratado, pois essa situação ambiental deve ser revertida, retratando e discutindo as ações de sensibilização. Assim, a educação no ambiente escolar é fundamental para que os alunos possam desenvolver atitudes, valores de respeito para com o meio ambiente, ações e posturas responsáveis diante de problemas ambientais existentes no mundo atualmente. No momento em que se passa a entender as problemáticas relacionadas às questões ambientais e viver as consequências causadas, devem-se buscar alternativas para resolvê-las.

Palavras-chave: Meio ambiente, Preservação, Educação Ambiental, Natureza.

INTRODUÇÃO

Pretende-se com esse trabalho desenvolver uma conscientização ambiental, para que todos possam desenvolver ações responsáveis diante dos problemas ambientais. Investindo na mudança e transformação do pensamento, visando uma qualidade de vida que se relacione com a preservação da natureza e identificar situações que causam danos à ecologia.

A preservação do meio ambiente deve ser uma preocupação por parte de toda sociedade. Pois, hoje a humanidade enfrenta problemas ambientais desastrosos, ocorrendo grandes catástrofes e uma deterioração extrema dos recursos naturais, ou seja, as condições ambientais estão sendo transformadas e extintas pela decorrência das posturas e ações inadequadas dos seres humanos, poluindo, destruindo, queimando e acabando com o que temos de mais precioso e importante para a sobrevivência de todos os seres, o meio ambiente.

Alcançar o objetivo de formar cidadãos com visão crítica e que veja o meio ambiente em sua totalidade. Para que assim encontre a habilidade de solucionar diversos problemas derivados do desrespeito ambiental. E buscar a atitude do indivíduo, da comunidade no âmbito de Desenvolvimento Sustentável, despertando a melhoria na qualidade de vida presente e futura.

DESENVOLVIMENTO

O Ministério da Educação (MEC) definiu alguns temas que abordam valores referentes à cidadania, que são: Ética, Saúde, Meio Ambiente, Orientação Sexual, Trabalho e Consumo e Pluralidade Cultural. Eles fazem parte dos Parâmetros Curriculares Nacionais, criados a partir do Plano Nacional de Educação (PNE), estabelecido em 1999, os quais não constituem uma imposição de conteúdo a serem ministrados nas escolas.

Esses temas, que correspondem a questões presentes na vida cotidiana, foram integrados no currículo por meio do que se chama de transversalidade. Ou seja, pretende-se que eles integrem as áreas convencionais de forma a estarem presentes em todas elas, relacionando-as às questões da atualidade e que sejam orientadores também do convívio escolar. Segundo MEC os Temas Transversais:

“são temas que estão voltados para a compreensão e para a construção da realidade social e dos direitos e responsabilidades relacionados com a vida pessoal e coletiva e com a afirmação do princípio da participação política. Isso significa que devem ser trabalhadas, de forma transversal, nas áreas e/ou disciplinas já existentes”.

A importância de se trabalhar os Temas Transversais na escola é que correspondem a questões importantes, urgentes e presentes sob várias formas na vida cotidiana. Assim podem-se incluir temas que julgarem de relevância social para sua comunidade. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs):

“Adotando essa perspectiva, as problemáticas sociais são integradas na proposta educacional dos Parâmetros Curriculares Nacionais como Temas Transversais. Não constituem novas áreas, mas antes um conjunto de temas que aparecem transversalizados nas áreas definidas, isto é, permeando a concepção, os objetivos, os conteúdos e as orientações didáticas de cada área, no decorrer de toda a escolaridade obrigatória. A transversalidade pressupõe um tratamento integrado das áreas e um compromisso das relações interpessoais e sociais escolares com as questões que estão envolvidas nos temas, a fim de que haja uma coerência entre os valores experimentados na vivência que a escola propicia aos alunos e o contato intelectual com tais valores”.

São apenas propostas nas quais as secretarias e as unidades escolares poderão se basear para elaborar seus próprios planos de ensino. Para alcançar o objetivo é necessário repensar nas práticas educativas, pois o ensino se reflete em um conjunto de fatores que influenciam nas práxis educativas e que muitas das vezes não é possível identificarem, mas que atingem o processo de ensino e aprendizagem dos alunos.

Para a execução da proposta dos temas transversais, os PCNs indicam a elaboração de projetos, que são uma das formas de organizar o trabalho didático e que podem integrar diferentes modos de organização curricular. Que se constituem na necessidade de um trabalho mais significativo e expressivo de temáticas sociais na escola, preocupando-se também em interferir na realidade para transformá-la.

“A orientação proposta nos PCNs reconhece a importância da participação construtiva do aluno e, ao mesmo tempo, da intervenção do professor para a aprendizagem de conteúdo específicos que favoreçam o desenvolvimento das capacidades necessárias à formação do indivíduo. Ao contrário de uma concepção de ensino e aprendizagem como um processo que se desenvolve por etapas, em que a cada uma delas o conhecimento é acabado, o que se propõe é uma visão de complexidade e da provisoriedade do conhecimento. De um lado, porque o objeto do conhecimento é complexo de fato e reduzi-lo seria falsificá-lo; de outro, porque o processo cognitivo não acontece por justaposição, senão por reorganização do conhecimento. É também provisório, uma vez que não é possível chegar de imediato ao conhecimento correto, mas somente por aproximações sucessivas que permitem sua reconstrução.” (Introdução aos PCNs, 1997, p.44)

Esses temas devem ser trabalhados de maneira interdisciplinar, sendo uma proposta didática que possibilita o tratamento de conteúdos de forma integrada em todas as áreas do conhecimento. Trabalhando com uma visão mais adequada e abrangente da realidade, que muitas vezes se nos apresenta de maneira fragmentada. Através dessa ênfase pode-se intervir na realidade para transformá-la.

Pensando na função social da Educação e no valor formativo e simbólico que a escola trás. Ela sempre representou para as sociedades e ainda representa um importante papel no desenvolvimento dos seres humanos, baseada no desenvolvimento integral das pessoas, no enfoque e na importância do contexto social e das relações estabelecidas, a fim de se efetivar a formação do aprendiz para a cidadania.

No entanto, o tema transversal Meio Ambiente é um tema muito importante que se deve tratar para tentar garantir que tenhamos um planeta ambientalmente mais sustentável, pois, tem um papel fundamental no que diz respeito a todas as formas de conservação do meio ambiente e de recursos naturais. Dessa forma, a educação ambiental pode ser feita através da Gestão Participativa, para que desde pequenos, eles possam entender que é possível crescer e preservar mantendo os recursos naturais para o bem-estar das presentes e futuras gerações. De acordo com a Paula Batista:

“Desde a década de 1960, o impacto ambiental passou a ter mais importância para ambientalistas e organizações internacionais. Nos anos de 1970, a ONU também passou a desenvolver conferências e estabelecer metas para os países membros com relação à preservação do meio ambiente. Esses objetivos devem ser cumpridos de forma sustentável. Assim sendo, pesquisadores de áreas como Biologia, Biotecnologia, Química, Geografia, Engenharia, Arquitetura e Tecnologia têm desenvolvido e pesquisado soluções para a preservação ambiental. Entre elas destacam-se: Uso de biomassa para gerar bioenergia e biocombustíveis; Sustentabilidade na produção e desenvolvimento de produtos; Reciclagem ou reutilização de materiais; Energia alternativa, como a solar e eólica; Uso de automóveis elétricos; Uso de enzimas no lugar de substâncias químicas; Planejamento urbano adequado.”

Com o modernismo o homem não se preocupa com as consequências da exploração intensa dos recursos naturais, gerando com isso sérios problemas ambientais que acabam afetando a vida no planeta. Problemas esses que precisam ser solucionados com urgência. Essa crise ambiental sinaliza a emergência de um novo olhar sobre a relação homem-natureza, como assina Leff (2012, p. 17) “necessita-se de uma nova visão do desenvolvimento humano, que reintegre os valores e potenciais da natureza, as externalidades sociais, os saberes subjugados e a complexidade do mundo […].”. Nessa perspectiva, surge a Educação Ambiental como instrumento de transformação da realidade através da reflexão crítica e mudanças de comportamento dos indivíduos e da coletividade perante os problemas socioambientais encontrados.

O processo de degradação do meio ambiente processo só pode ser desacelerado através de um desenvolvimento sustentável e da sensibilização dos cidadãos em relação a mudanças de hábitos de consumo. Essa preocupação deve fazer parte da vida de cada cidadão, pois é responsabilidade de todos contribuírem e conscientizar-se urgentemente, tomando novas atitudes e diminuir a degradação do ambiente. E uma educação voltada também para o desenvolvimento sustentável é importante para que os alunos desde cedo possam ser sensibilizados em relação à importância da preservação dos recursos naturais.

Se essa degradação continuar, as gerações futuras não possam usufruir dos recursos naturais existentes hoje, a natureza não possuirá belas árvores, extensos rios, nem água doce, provocando assim, a extinção de todos os seres. Pois as boas condições ambientais são pré-requisitos para uma vida saudável e a falta delas em uma péssima qualidade de vida.

“A Educação Ambiental é um tema muito discutido atualmente devido ao fato de se perceber a necessidade de uma melhoria do mundo em que vivemos, pois é facilmente notado que estamos regredindo cada vez mais em nossa qualidade de vida de um modo geral, nos deixando levar por nossas obrigações diárias. Nosso tempo nos parece cada vez mais curto porque temos cada vez mais compromissos.” (GUEDES, 2006)

Estimular e sensibilizar os alunos a um consumo mais consciente, a preservar e reciclar faz com que estes reflitam a respeito da responsabilidade e participação como cidadãos, levando-os a desenvolver além de uma preocupação em relação às questões ambientais também a serem mais solidários com o próximo e a qualidade de vida de todos. Por que é importante que desde cedo desenvolvam o senso de responsabilidade para com a conservação da natureza aprendendo a consumir de maneira correta sem vir a agredir os recursos naturais do planeta. Os impactos ambientais tendem a se acentuar se não ocorrer uma tomada de consciência de todos e mudanças em relação ao intenso consumo que vem prejudicando imensamente o planeta.

Diante das definições propostas pretende-se com a Educação Ambiental alcançar o objetivo de formar cidadãos com visão crítica e que veja o meio ambiente em sua totalidade. Para que assim encontre a habilidade de solucionar diversos problemas derivados do desrespeito ambiental. E buscar a atitude do indivíduo, da comunidade no âmbito de Desenvolvimento Sustentável, despertando a melhoria na qualidade de vida presente e futura. Segundo o Ministério do Meio Ambiente:

“Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. […] Sendo um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo.”

Assim, a educação ambiental deve ser acima de tudo um ato voltado para a transformação social, que seja crítica e inovadora tanto nos níveis formal e informal. O seu enfoque deve buscar uma perspectiva abrangente de ação, que relaciona o homem, a natureza e o universo, tendo em conta que os recursos naturais se esgotam e que o principal responsável pela sua degradação é o homem. Para Sorrentino (1998), os grandes desafios para os educadores ambientais são o resgate e o desenvolvimento de valores e o estímulo a uma visão global e crítica das questões ambientais e a promoção de um enfoque interdisciplinar que resgate e construa saberes.

A necessidade de abordar o tema da complexidade ambiental deve ser vista como um processo de permanente aprendizagem que valoriza as diversas formas de conhecimento e forma cidadãos com consciência local e planetária. Para Leff (2012), a Educação Ambiental não corresponde a um saber já construído e acabado, na verdade, ele se desenvolve por meio de processos educativos e na construção de conceitos, o aluno torna-se autor do saber ambiental ao participar das práticas sustentáveis e assumir uma reflexão crítica perante o meio ambiente.

A escola pode transformar-se no espaço em que o aluno terá condições de analisar a natureza em um contexto entrelaçado de práticas sociais, parte componente de uma realidade mais complexa e multifacetada. O desafiador é evitar cair na simplificação que a educação ambiental poderá superar uma relação pouco harmoniosa entre os indivíduos e o meio ambiente mediante práticas localizadas e pontuais. Cabe enfatizar a historicidade da concepção de natureza (Carvalho, 2001), o que possibilita a construção de uma visão mais abrangente (geralmente complexa, como é o caso das questões ambientais) e que abra possibilidades para uma ação em busca de alternativas e soluções.

E as escolas precisam evoluir muito nos aspectos relacionados à sustentabilidade. O meio ambiente faz parte deste conceito e sem os devidos cuidados, cada vez mais catástrofes irão acontecer. É importante colocar este assunto na pauta dos trabalhos, por que é através da correta informação e para os alunos que será construído os alicerces para um futuro promissor. Conforme explicita Leff (2012, p. 237) “a educação converte-se num processo estratégico com o propósito de formar os valores, habilidades e capacidades para orientar a transição para a sustentabilidade”.

A escola é um espaço privilegiado para estabelecer conexões e informações, como uma das possibilidades para criar condições e alternativas que estimulem os alunos a terem concepções e posturas cidadãs, cientes de suas responsabilidades e, principalmente, perceberem-se como integrantes do meio ambiente. A educação formal continua sendo um espaço importante para o desenvolvimento de valores e atitudes comprometidas com a sustentabilidade ecológica e social (LIMA, 2004).

O desenvolvimento sustentável vai para além da conservação ambiental. Pois, para garantir a satisfação global das necessidades das gerações futuras, as atividades devem ser desenvolvidas no presente e no médio e ao longo prazo. Além que o desenvolvimento sustentável precisa de mudanças estruturais a médio e longo prazo na economia e no sistema social, com o objetivo de reduzir o consumo dos recursos naturais, mantendo o potencial econômico e a coesão social.

O fato de um recurso ser renovável, não significa que ele não possa ser depredado ou inutilizado: se descuido com a conservação, o recurso poderá se perder. Por exemplo, degradação ou destruição irreversível de solos, desaparecimento de uma vegetação rica e complexa. E mesmo o ar e a água, que são extremamente abundantes, existem em quantidades limitadas no planeta, a capacidade deles de suportar a poluição, sem afetar a existência da vida, evidentemente não é infinita.

“Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher seu futuro. À medida que o mundo se torna cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações.” (Carta da Terra)

Outras formar de contribuir com a natureza é descartar o lixo de forma correta, impedindo assim o entupimento de bueiros, por exemplo. Tal fato faz com que, durante as chuvas, a água não escoe direito. Causando assim, Inundações, transbordamento de rios, poluindo os rios, doenças, etc. Desligar o chuveiro enquanto ensaboa o corpo, e a torneira da pia enquanto escova os dentes; e apagar a luz ao sair de um cômodo; também são excelentes atitudes.

Reciclar também é ato muito importante que se pode fazer pelo meio ambiente. Para que um material seja reciclado, é bom que ele seja separado em local adequado. Pode-se reservar um cantinho para separar o papel; e reaproveitar uma caixa de papelão para separar os outros materiais recicláveis, como plástico, vidro e alumínio (lavados, para impedir a proliferação de animais transmissores de doenças). Os materiais também podem ser doados a um catador, alguma instituição beneficente ou ao serviço de reciclagem local.

“A questão do lixo vem sendo apontada pelos ambientalistas como um dos mais graves problemas ambientais urbanos da atualidade, a ponto de ter-se tornado objeto de proposições técnicas para seu enfrentamento e alvo privilegiado de programas de educação ambiental na escola brasileira. Essa prática educativa, que se insere na lógica da metodologia da resolução de problemas ambientais locais de modo pragmático, tornando a reciclagem do lixo uma atividade-fim, ao invés de considerá-la um tema-gerador para o questionamento das causas e consequências da questão do lixo, remete-nos de forma alienada à discussão dos aspectos técnicos da reciclagem, evadindo-se da dimensão política.” (Philippe Pomier Layrargues).

São essas pequenas ações que são essenciais no processo de salvação da natureza. Proteger os recursos naturais e incentivar a humanidade a defender o meio ambiente, transformando os problemas ambientais com simples atitudes e com a conscientização de todos, construindo um ambiente mais puro, limpo e verde. Portanto, os conteúdos a serem desenvolvido devem ser de forma que os alunos que possam interagir com trocas de conhecimentos, que invista na mudança e transformação do pensamento, visando uma qualidade de vida que se relacione com a preservação da natureza. Pois, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais de Educação:

“A eleição de conteúdo, por exemplo, ao incluir questões que possibilitem a compreensão e a crítica da realidade, ao invés de tratá-los como dados abstratos a serem aprendidos apenas para “passar de ano”, oferece aos alunos a oportunidade de se apropriarem deles como instrumentos para refletir e mudar sua própria vida. Por outro lado, o modo como se dá o ensino e a aprendizagem, isto é, as opções didáticas, os métodos, a organização e o âmbito das atividades, a organização do tempo e do espaço que conformam a experiência educativa, ensinam valores, atitudes, conceitos e práticas sociais. Por meio deles pode-se favorecer em maior ou menor medida o desenvolvimento da autonomia e o aprendizado da cooperação e da participação social. Entretanto, é preciso observar que a contradição é intrínseca a qualquer instituição social e, ainda que se considerem todas essas questões, não se pode pretender eliminar a presença de práticas e valores contraditórios na atuação da escola e dos educadores. Esse não é um processo simples: não existem receitas ou modelos prefixados. Trata-se de um fazer conjunto, um fazer-se na cumplicidade entre aprender e ensinar, orientado por um desejo de superação e transformação. O resultado desse processo não é controlável nem pela escola, nem por nenhuma outra instituição: será forjado no processo histórico-social.”

Concordando com Schike (1986) Somente desta maneira é que se torna possível acreditar na possibilidade de mudar condutas e valores formando pessoas que, através da disseminação de suas convicções, trabalharão por uma nova maneira de relacionar-se com o mundo e seus recursos naturais e também com as outras pessoas no meio em que vive. Carvalho (2012) expressa que as atitudes ecológicas orientadas para a cidadania geram o amadurecimento de valores e visões de mundo mais permanentes e não apenas comportamentos isolados.

CONCLUSÃO

Conclui-se que desenvolver com os alunos ações e posturas responsáveis diante de problemas ambientais os sensibilizam sobre a importância da preservação do Meio Ambiente, identificando as situações que causam danos à ecologia como: poluição, desmatamento, queimadas, extinção de animais e diversos outros assuntos estimula os alunos assim o amor pela conservação da natureza. Influencia muito para seu aprendizado e seu desenvolvimento provocando mudanças de hábitos por meio da reflexão.

Ao trabalhar tal tema na escola, o qual é um meio de transmitir informações, trata-se de um processo que envolve a interação entre educadores e educandos para que possa haver transformações nas formas de se utilizarem os recursos disponíveis na natureza sem que haja agressões e que esses recursos possam estar sempre disponíveis no planeta.

Pois, ao ser trabalhado esse tema na escola, desenvolve o interesse dos alunos com a conservação da natureza. A partir do momento, que aprende a causas da degradação ambiental, sente-se mais responsável com suas ações e aprendem diversas maneiras que pode contribuir com o Meio Ambiente.

REFERÊNCIAS

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CARVALHO, I. G. de M. Educação Ambiental: a formação do sujeito ecológico. São Paulo: Cortez, 2012.

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LEFF, E. Saber ambiental: sustentabilidade, racionalidade, complexidade, poder. 9. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2012

Lei n° 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a política nacional de educação ambiental e dá outras providências. Disponível em:

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9795.htm.> Acesso em 22 out. 2017.

LAYRARGUES, Philippe Pomier. O cinismo da reciclagem. Disponível em:

<http://lieas.fe.ufrj.br/download/artigos/ARTIGO-CICLISMO_RECICLAGEM-2016.pdf>. Acesso em 07 out. 2017.

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PENA, Rodolfo F. Alves. Recursos Naturais. Disponível em:

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SEWELL, G.H. Administração e controle da qualidade ambiental. São Paulo, USP, 1978.

ZAGO, Gladis Guiomar. PSCHEIDT, Kristian Rodrigo. CORDEIRO, Marlon. Direito e Segurança Pública: questões atuais e polêmicas. Campo Largo, PR. 2017. 166p.

[1] Artigo apresentado à Universidade Pitágoras Unopar com o requisito parcial para a conclusão do Curso Licenciatura em Pedagogia no ano de 2017.

[2] Graduada no Curso Licenciatura em Pedagogia pela Universidade Pitágoras Unopar em 2017. E Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela Universidade Cândido Mendes em 2018.

Enviado: Maio, 2018

Aprovado: Outubro, 2018

 

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