REVISTACIENTIFICAMULTIDISCIPLINARNUCLEODOCONHECIMENTO

Uso de esteroides anabolizantes androgênicos e seus efeitos fisiopatológicos

DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/educacao-fisica/uso-de-esteroides
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CONTEÚDO

ARTIGO ORIGINAL

SILVA, Alana Luana Fonseca [1], MOREIRA, Elisângela Claudia de Medeiros [2], SANTOS, Daniel dos [3], DENDASCK, Carla Viana [4], BAHIA, Mirleide Chaar [5], FERNANDES, Roseane da Silva Matos [6], DIAS, Cláudio Alberto Gellis de Mattos [7], FECURY, Amanda Alves [8], FARIAS, Déborah de Araújo [9], OLIVEIRA, Euzébio de [10]

SILVA, Alana Luana Fonseca. Et. al. Uso de esteroides anabolizantes androgênicos e seus efeitos fisiopatológicos. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 03, Vol. 01, pp. 128-151. Março de 2019. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao-fisica/uso-de-esteroides

RESUMO

Na sociedade moderna vive-se, de forma frenética e frequente, um momento de culto e adoração ao corpo. Essa prática é amparada e induzida, sobretudo, pelas mídias. Assim sendo, elas promovem a adesão a uma estética “padrão” e “ideal”, incentivando a cultura das cirurgias plásticas, da prática do exercício físico em academias, da venda massiva de cosméticos, bem como de produtos para emagrecer. Como forma de se encaixar nesse padrão estético, muitos sujeitos têm feito o consumo exagerado de substâncias ilegais para alterar este corpo “feio” ou “desproporcional” de forma mais rápida. É um consumo desenfreado que afeta homens, mulheres e adolescentes. Seu principal objetivo é ganhar massa muscular ao mesmo tempo em que trabalham na melhoria do seu rendimento físico por meio, sobretudo, de anabolizantes, uma vez que querem ver os resultados instantaneamente. O uso indiscriminado desses anabolizantes (ou EAA) fazem com que as mais diversas doenças se desenvolvam como consequência deste uso desenfreado de substâncias tóxicas, pois começam a aparecer efeitos adversos ao esperado em relação ao uso das EAA, tais como atrofia do tecido testicular (causando impotência e/ou infertilidade), tumores de próstata e ginecomastia em homens, masculinização (sobretudo alteração na voz), irregularidade menstrual e aumento do clitóris em mulheres e, ainda, em ambos os sexos há a possibilidade do desenvolvimento da calvície, erupções acneicas, aumento da libido, irritabilidade, disfunção hepática e agressividade. Diante deste contexto, o objetivo desta pesquisa foi analisar quais efeitos colaterais foram vivenciados pelos usuários durante e após o uso de EAA e qual o grau de gravidade de cada um dos sintomas apresentados.

Palavras-Chave: Padrão, Beleza, Anabolizantes, Estética.

1. INTRODUÇÃO

Os esteroides androgênicos anabólicos (EAA) são uma classe de hormônios esteroides naturais e sintéticos que promovem crescimento celular, resultando no desenvolvimento de diversos tecidos, principalmente o muscular (hipertrofia muscular) (CUNHA et al., 2004). São substâncias derivadas do hormônio testosterona, e podem ser administradas de variadas formas, podendo ser: supositórios, cremes, selos de fixação na pele e sublingual, porém os mais consumidos são os: orais e os injetáveis (ALMEIDA, 2010). São geralmente utilizados por atletas e vêm, crescentemente, sendo utilizados indiscriminadamente por jovens e adultos, pelo fato de potencializar e acelerar os ganhos, além de propiciarem níveis de recuperação TR (treinamento resistido) pós-treinos mais altos do que o normal (LIMA; CARDOSO, 2011).

O TR é definido como uma atividade que desenvolve e mantém a força, a resistência e a massa muscular e tem sido praticado por uma grande variedade de indivíduos com e sem doenças crônicas, porque está associado a mudanças favoráveis na função cardiovascular, metabolismo, fatores de risco coronários e bem-estar psicossocial.  A eficiência do TR em estimular a integridade e as funções do aparelho locomotor tem sido demonstrada, e mais recentemente, os seus efeitos promotores de saúde cardiovascular e alto grau de segurança geral. Os estudos com pessoas idosas têm documentado a importância dos efeitos dos exercícios resistidos para melhorar a qualidade de vida por meio do alívio de dores articulares, maior independência funcional e melhora da autoestima (GRAVES; FRANKLIN, 2006).

Alguns estudos mostram que utilizar EAA de forma abusiva ou incorreta pode gerar consequências negativas para a saúde; desde efeitos colaterais leves a graves, até mesmo a morte (CUNHA et al., 2004; SILVA et al., 2017).

Esses efeitos colaterais podem ser minimizados com a utilização de outras drogas farmacológicas, e esse processo é conhecido como TPC (terapia pós-ciclo), termo utilizado entre usuários de EAA. Guimarães Neto e Waldemar (2003) ressaltam que os efeitos indesejáveis podem ser minimizados através de outros medicamentos, mas estes podem causar outros efeitos colaterais. Porém não há uma grande preocupação com estes efeitos, alguns entrevistados até mesmo desconhecem. O foco desta terapia se caracteriza em restaurar a produção endógena de testosterona, tentando diminuir os efeitos negativos e manter os ganhos.

A utilização e o consumo dos EAA, em grande parte, obtiveram relevância no início da década de 50 com finalidades médicas, e consequentemente o seu desenvolvimento sintético permitiu a alteração da composição química natural desses hormônios para reduzir as propriedades androgênicas e aumentar seus efeitos anabólicos na musculatura (SILVA et al., 2002; FILHO; PEDRALLI, 2010; LIMA; CARDOSO, 2011; SILVA et al., 2017).

Os EAA vêm sendo utilizado há muitos anos. Na Grécia antiga, por exemplo, era utilizado por atletas para obter um melhor desempenho (CUNHA et al., 2004). Em 1889 o fisiologista francês Brown Séquard injetou em si um líquido derivado de extratos de testículos de animais, este, observou em seu corpo o aumento da força física e a energia mental. Durante a Segunda Guerra Mundial, os nazistas administravam hormônios derivados da testosterona para aumentar a agressividade dos alemães. Foram atribuídos à testosterona os efeitos designados como androgênicos e/ou anabólicos, nos respectivos tecidos-alvo. Essas alterações no organismo, se não controladas, podem ocasionar diversos prejuízos à saúde, tais como: problemas hormonais, menstruais, cardiológicos, hepáticos, ósseos, neuronais, atrasos no crescimento e desenvolvimento (SILVA et al., 2002; SILVA; LIMA, 2007; DARTORA; WARTCHOW; ACELAS, 2014).

Esses hormônios possuem usos clínicos e podem, ocasionalmente, ser prescritos sob orientação médica para repor o hormônio deficiente em alguns homens e para ajudar pacientes com doenças crônico degenerativas a recuperar peso, e estabilizar seu estado homeostático (SILVA et al., 2002). Muito se fala hoje em Hormônios Bioidênticos, que, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, são substâncias hormonais que possui exatamente a mesma estrutura química e molecular encontrada nos hormônios produzidos pelo corpo humano. O uso da substância pode ser apropriado, porém, devem ser utilizados com cautela, e somente um endocrinologista está apto para receita-los de maneira correta, na dose ideal evitando futuras complicações (ANTÔNIO et al., 2012).

Atualmente, vive-se um momento do culto exagerado ao corpo e à estética, com aumento das cirurgias plásticas, crescente número de frequentadores de academias, maiores vendas de cosméticos e produtos para emagrecer (MACHADO; RIBEIRO, 2004). O consumo exagerado de substâncias ilegais vem crescendo cada vez mais entre homens, mulheres e adolescentes, que estão disponíveis para ganho de massa muscular e consequente melhoria do rendimento e do desempenho físico (GAIO; GAIO, 2013; ALVES, 2014).

A sociedade atual vem produzindo manifestações do que é esteticamente agradável, e principalmente, o padrão de beleza a ser seguido, exibindo um modelo extremamente rígido quanto ao corpo ideal (ALFF, 2016). Diante disso o padrão de beleza ditado pelos meios de comunicação é o corpo musculoso com pouca quantidade de gordura, deixando as pessoas ansiosas para se encaixar nesse padrão. O grande problema então é a falta de informação em relação ao assunto, bem como a pouca procura por um endocrinologista para dar o auxílio que os usuários precisam (BARQUILHA, 2009; ALVES, 2014).

O uso indiscriminado e abusivo dos EAA acarreta em aparecimento de efeitos adversos que são relacionados diretamente com a dose e período de administração, sendo os principais: atrofia do tecido testicular, causando impotência e infertilidade, tumores de próstata e ginecomastia em homens; masculinização, incluindo a alteração da voz, irregularidade menstrual e aumento do clitóris em mulheres; e ainda, em ambos os sexos pode ocorrer calvície, erupções acneicas, aumento da libido, irritabilidade, disfunção hepática, agressividade, etc. (CUNHA et al., 2004; KATZUNG, 2006; BARQUILHA, 2009; SILVA et al., 2017; CERUTI, 2017).

Araújo et al. (2002) destacam que é de fundamental importância se ter orientações de profissionais especializados para o uso desses produtos por praticantes de exercícios físicos, sobretudo ao que se refere as suas funções e seus possíveis efeitos colaterais, que geralmente ocorrem por combinações de substâncias e superdosagens.

Diante deste contexto, o objetivo desta pesquisa foi analisar quais efeitos colaterais foram vivenciados pelos usuários durante e após o uso de EAA e qual o grau de gravidade de cada um dos sintomas apresentados.

2. METODOLOGIA

O presente artigo científico trata-se de um trabalho qualitativo/quantitativo, realizado através de um estudo diretamente junto aos voluntários participantes da pesquisa.

2.1 POPULAÇÃO E AMOSTRA

A pesquisa foi realizada com 20 indivíduos, sendo 11 do sexo masculino e 7 do sexo feminino, com faixa etária entre 19 e 46 anos.

Os sujeitos da pesquisa foram escolhidos por conveniência, a partir de um grupo de amigos que fazem frequentemente ou já fizeram o uso de EAA. Os mesmos receberam uma apresentação breve referente à pesquisa e coleta dos dados. No momento da pesquisa, nenhum indivíduo estava utilizando a droga, portanto, todos foram avaliados somente após o uso e foi respondido com base na memória referente ao período de administração do EAA. Dentre o período de suspensão de uso, a maioria dos entrevistados estava entre 1 a 5 meses que fez seu último ciclo, apenas 3 indivíduos estavam a 1 a 2 anos sem utilizar, e nenhum alegou ter tido acompanhamento médico para o uso.

Todos os entrevistados receberam e assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e concordaram por livre e espontânea vontade em participar da pesquisa, sabendo que a utilização dos dados obtidos por meio do estudo seria confidencial e não teriam seus nomes divulgados, visando assegurar o sigilo de sua identidade, bem como todos receberam uma cópia do termo.

2.2 INSTRUMENTOS DA PESQUISA

Para a coleta dos dados foi elaborado um questionário constituído por uma série de perguntas fechadas, que deveriam ser respondidas de acordo com o efeito colateral e grau do mesmo apresentado durante e pós-ciclo do uso de EAA.

Cada sujeito aferiu uma nota entre 1, 2 e 3, para cada efeito colateral assinalado dentre os constantes no questionário, onde 1 significava que não houve efeito colateral, 2 para efeito colateral moderado e 3 para efeito colateral acentuado. Em seguida, foram respondidas 6 perguntas abertas de caráter descritivo sobre o uso dos EEA.

2.3 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO

Para realização desta pesquisa, utilizou-se como critério de inclusão indivíduos com faixa etária a partir dos 18 anos, que estivessem fazendo o uso de EAA no momento da pesquisa, ou que já tivessem feito o uso dessas drogas em algum momento de suas vidas.

2.4 CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO

Foram excluídos os sujeitos que não corresponderam aos critérios estabelecidos para a inclusão nesta pesquisa e sujeitos que apresentassem algum problema neurocognitivo aparente ou declarado.

2.5 ANÁLISE ESTATÍSTICA

Foi utilizada a Análise Estatística Simples, em que consiste no resumo dos dados coletados através de sua contagem e agrupamento. É a condensação e tabulação de dados. Posteriormente estes foram apresentados em forma de gráficos.

3. ASPECTOS ÉTICOS

O protocolo deste estudo segue as normas da Resolução nº466/12 do Conselho Nacional de Saúde do Brasil (BRASIL, 2013), que estabelece normas para pesquisas envolvendo seres humanos.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A amostra total foi de 20 indivíduos, sendo 11 (55%) do gênero masculino e 9 (45%) feminino. Segundo o estudo de Martins et al. (2012) em relação ao gênero, os homens apresentaram 95% vezes mais chances de estarem insatisfeitos com a magreza corpórea em relação às mulheres, buscando melhorar seu aspecto físico por meio de treinamento de força.

Nesse mesmo estudo de Martins et al. (2012) também foi observado que os indivíduos do gênero masculino que possuíam maior nível escolar apresentavam menor índice de insatisfação com o próprio corpo, quando comparado ao gênero feminino, o que corrobora com os dados encontrados na presente pesquisa, em que mais de 50% dos indivíduos masculinos e 60% das mulheres possuíam nível superior completo, porém os homens apresentam maior satisfação com seu próprio corpo. Indivíduos com um bom nível de escolaridade tendem a ter mais motivação para a prática de exercícios físicos, para uma alimentação balanceada e tem mais acesso às informações sobre o determinado assunto (REIS et al., 2017).

Em relação a faixa etária, os indivíduos pesquisados apresentaram idades entre 19 e 46 anos. Destes, 50% tinham idade entre 19 e 25 anos, 30% entre 26 a 32, e 20% entre 33 a 46 anos. Pode-se perceber que a maioria dos indivíduos é considerada jovem. De acordo com Ferreira, et al. (2005), a preocupação com o corpo perfeito constitui uma verdadeira “epidemia” que assola a sociedade, com grande aumento nas duas últimas décadas, acometendo sobre tudo jovens e adolescentes. Nunca antes as academias de ginásticas foram frequentadas por gente tão jovem, muitos procuram o treinamento resistido cada vez mais cedo, pois sabem que os exercícios de força trazem resultados estéticos muito rápidos.

Dentre os efeitos colaterais manifestados por homens, durante o ciclo do uso de EAA (Figura 1), destaca-se que o aumento da libido foi relatado pela maioria dos entrevistados atingindo acentuadamente 72% dos homens. Vasconcelos (1999) aponta que os anabolizantes tanto podem aumentar como diminuir o desejo sexual. Os usuários crônicos costumam apresentar baixa libido, embora não seja a regra. É bastante comum também apresentar problemas de ereção após o uso abusivo de EAA (LIMA; CARDOSO, 2011).

Espasmo muscular afetou 54% dos usuários a nível médio e 10% a nível acentuado. Há poucos estudos na literatura relacionados ao assunto, o que causa tais contrações involuntárias também não é bem compreendido. O que se sabe é que existem certos comportamentos que podem desencadear fasciculações, incluindo sono insuficiente, exercício em demasia, falta de magnésio e utilização de estimulantes (ROMANZOTI, 2013).

Sudorese também foi relatada pelos sujeitos pesquisados, atingindo 64% a nível médio e 18% acentuado, e aumento da pressão arterial (PA) que afetou 54% dos entrevistados a nível médio e 10% acentuado.

Figura 1: Efeitos colaterais manifestados por homens, durante o ciclo do uso de EAA. Fonte: Dados da pesquisa.

Outros estudos obtiveram respostas semelhantes em que citam diversos efeitos colaterais observados por usuários de EAA, tais como, acne, hipertensão, ginecomastia, sudorese, aumento da libido durante o uso e queda acentuada da mesma, associada à atrofia dos testículos após o uso, alteração do humor, agressividade, aparecimento acentuado de estrias nos braços, peito e costas de homens, entre outros (SILVA; MOREAU, 2003; FRIZON; YONAMINE, 2005; BARQUILHA, 2009. CERUTI, 2017). Tais estudos corroboram em grande parte com os resultados obtidos nesta pesquisa, pois destacam efeitos colaterais semelhantes em todos os seus estudos.

Em uma pesquisa com um enfoque neuroendócrino, Venâncio et al. (2010) considera que o uso abusivo dessas substâncias, em específico, pode levar ao comprometimento da função neuroendócrina, com o aparecimento de efeitos colaterais decorrentes da mudança desse balanço hormonal endógeno e por consequência prejudicar a capacidade reprodutiva em homens e mulheres; potencializar o aparecimento de câncer na próstata e ginecomastia em homens e aparecimentos de doenças cardiovasculares.

Dentro deste contexto cabe destacar, que os anabolizantes sintéticos podem gerar menos ou mais efeitos colaterais, dependendo de vários fatores, como quantidade da dose, qualidade e associações da droga, frequência de uso, biótipo do indivíduo. O acompanhamento médico faz-se indispensável para a segurança da ultilização (CERUTI, 2017).

Dentre os EAA mais utilizados por homens estão: Enantato de testosterona e durateston, que foram citados por (60%) dos indivíduos, estanozolol com (52%) e trembolona (35%). Paz (2014) em sua pesquisa obteve resultados semelhantes, onde o EAA mais utilizado por homens foi o durateston. O autor relaciona esse resultado devido a essa droga caracterizar-se com um dos EAA encontrados mais facilmente, além de um menor custo beneficio.

Em relação a figura 2, que apresenta os efeitos após o ciclo de utilização do EAA, \ pode-se observar que 55% dos sujeitos do sexo masculino afirmaram que no pós-ciclo do uso dos EAA houve impotência sexual em nível médio, consequentemente uma queda considerável da libido em todos os indivíduos. Sobre esse efeito colateral Gregório (2009); Ceruti (2017) descrevem que o uso abusivo de EAA é uma das maiores causas da impotência sexual masculina, pois, os esteroides inibem a produção endógena dos hormônios masculinos para manter o equilíbrio, basicamente, se já há hormônios demais em circulação, não há razão para o corpo produzir ainda mais. Esta inibição acontece porque os anabolizantes androgênicos sintéticos provocam, em geral, bloqueios numa glândula chamada hipófise, que é a glândula que controla a fabricação testicular de testosterona. Com isso, o homem pode entrar em um estado chamado de hipogonadismo, ou entrar em um estado fisiopatológico da falta do hormônio masculino. Nesta situação, ele perde ou diminui o desejo sexual e pode ter a qualidade da ereção afetada.

Figura 2. Efeitos colaterais manifestados por homens após o ciclo de uso de EAA. Fonte: Dados da pesquisa.

O espasmo muscular ficou mais elevado em grande parte dos indivíduos atingindo 63% a nível médio e 10% a nível acentuado. Esses tremores podem ocorrer mais frequentemente nos membros inferiores e nas pálpebras. Como essas alterações fisiológicas são benignas, não têm sido estudadas profundamente.

Não há dados científicos que comprovem a ligação entre a testosterona e o espasmo muscular, porém, alguns indivíduos observam um aumento nessas contrações durante e após o período de administração da droga. Neste caso é necessário um estudo mais aprofundado para averiguar se de fato há ligação entre ambos. O que se sabe é que essas causas presumíveis são apenas correlações. Diminuir o estresse, aumentar o magnésio, cortar a cafeína, dormir bem e manter uma rotina de exercícios adequada podem ajudar a diminuir a frequência de fasciculações, mas não necessariamente evitá-las de uma vez por todas (ROMANZOTI, 2013).

A ginecomastia também teve valor expressivo relatado pelos sujeitos da pesquisa, com percentual de 36%, sendo que 50% destes foram a nível médio e 50% a nível acentuado do efeito colateral. Isso acontece, principalmente, por que muitos esteroides causam aromatização, convertendo a testosterona em estrogênio, levando a um aumento do tecido mamário (CERUTI, 2017).

A ginecomastia é um dos principais efeitos colaterais dos EAA que causam um grande sofrimento psíquico aos homens, pois pode apresentar um aspecto de mama feminina aos mesmos. Em alguns casos, apenas o uso de remédios é capaz de atenuar ou reverter o quadro, contudo, na maioria das vezes, a cirurgia é a melhor solução. Dependendo do paciente, só a retirada da glândula mamária já é capaz de resolver o incômodo, mas se isso não for o suficiente, o médico pode fazer também uma lipoaspiração na região. São poucas as ocorrências de ginecomastia maior que necessitam de procedimentos maiores e mais invasivos (GÓIS, 2017).

O National Institute on Drug Abuse (NIDA, 2007) relata que nas últimas décadas nos Estados Unidos subiu de 1,8% para 2,8% o número de estudantes usuários dessas substâncias. Esse instituto cita alguns efeitos colaterais do uso de esteroides anabolizantes que podem ocorrer devido a desequilíbrios hormonais no organismo, como encolhimento dos testículos e desenvolvimento mamário nos homens. Em adolescentes, o crescimento do corpo pode ser interrompido prematuramente e permanentemente de forma global, em decorrência do uso desnecessário dos EAA. Outros efeitos adversos podem ainda incluir acne grave, pressão arterial alta, dentre outros.

Em alguns casos raros, tumores hepáticos e renais, ou até mesmo outros tipos câncer, podem ser desenvolvidos em indivíduos usuários de EAA (FONSECA; THIESEN, 2000).

Os outros efeitos colaterais, sudorese e aumento da P.A (pressão arterial) tiveram uma leve diminuição dos sintomas após a suspensão do uso dos EAA. Após o ciclo a sudorese diminuiu para 54% a nível médio, e o aumento da pressão arterial, que durante o ciclo chegou a afetar 54% dos indivíduos, caiu para 27%.

Em relação aos efeitos colaterais sofridos pelas mulheres, durante o ciclo de uso de EAA (Figura 3), observamos que 56% destas apresentou acne acentuada e 22%, média. A maioria dos anabolizantes pode aumentar a produção de óleo pelas glândulas sebáceas, o que em contrapartida pode causar a acne. A gravidade deste efeito colateral vai depender da droga usada, da dosagem e da predisposição do usuário (CERUTI, 2017).

O aumento da libido atingiu 88% do público feminino. A libido feminina depende de um bom estoque de testosterona, o hormônio responsável pelo vigor, por esta razão, mulheres que fazem o uso de EAA, tem um aumento significativo do desejo sexual.

Foi observado que grande parte das mulheres (77%) teve o engrossamento da voz a nível acentuado, isso porque, essas substâncias engrossam as cordas vocais, o que torna a voz mais grave. A interrupção do uso faz o efeito regredir, mas a voz nunca volta a ser como era antes (VASCONCELOS, 1999).

O aumento de pêlos afetou 56% a grau médio e, 22% acentuado. 78% das usuárias afirmaram a ausência do ciclo menstrual após ou durante o uso dos EAA; a hipertrofia do clitóris atingiu 56% em caráter acentuado e 22% a nível médio. O excesso de suor também foi intenso nas mulheres, afetando 56% a nível médio e 33% acentuado. A maioria dos efeitos colaterais está relacionada às propriedades androgênicas do EAA. A virilização é basicamente o desenvolvimento de características secundarias masculinas em mulheres, o que pode ocorrer com uso de esteroides anabolizantes. Estes efeitos colaterais poderão não desaparecer, mesmo descontinuando o uso dos esteroides anabolizantes (LIMA e CARDOSO 2011; CERUTI, 2017).

Figura 3. Efeitos colaterais manifestados por mulheres durante o ciclo de uso de EAA. Fonte: Dados da pesquisa.

Silva e Moreau (2003) NIDA (2007) e Reis et al. (2017) em pesquisas semelhantes demonstraram que durante o ciclo com EAA os efeitos adversos podem incluir em mulheres a atrofia das mamas, o aumento do clitóris, aumento da quantidade de pêlos corpóreos e faciais, engrossamento da voz, irregularidades no ciclo menstrual, aumento da libido e aparecimento de acne, o que corrobora diretamente com esse estudo.

Em seu estudo realizado com ratas, Zanarotti e colaboradores (2017) concluíram que o tratamento com EAA pode alterar o desenvolvimento e a estrutura dos folículos ovarianos e possivelmente o uso abusivo dessas drogas possa levar a esterilidade, ressaltando os dados encontrados na presente pesquisa em que as mulheres apresentaram grande índice de amenorreia.

Segundo o American College of Sports Medicine (1998), isso se dá porque o efeito dos EAA que atuam sobre o aparelho reprodutor feminino, reduz os níveis circulantes do hormônio luteinizante, do hormônio folículo-estimulante, dos estrogênios e da progesterona; ocorre a inibição da foliculogênese e da ovulação; e alterações do ciclo menstrual que incluem o prolongamento da fase folicular, encurtamento da fase lútea.

Diferente dos homens, as mulheres não afirmaram o aumento da pressão arterial. O que pode ter influenciado no resultado é a falta da aferição da P.A em relação as mulheres, parte dos homens relataram ter averiguado essa variável durante o uso de EAA. A prevalência global de hipertensão entre homens e mulheres insinua que o sexo não é um fator de risco para a hipertensão, porém, estimativas globais sugerem taxas de hipertensão mais elevadas para homens até os 50 anos e para mulheres a partir dos 60 anos. Em um estudo com 1.739 indivíduos, sendo 64,9% do sexo feminino e 35,1% masculino, observou-se a prevalência de hipertensão arterial em homens. Vale destacar que, na amostra estudada, o número de mulheres foi maior que o de homens (JARDIN et al., 2007).

Em relação ao nível dos efeitos colaterais manifestados por mulheres pós-ciclo do uso de EAA (Figura 4) verificou-se que o aumento na quantidade de pêlos e engrossamento da voz se mantiveram no mesmo nível mesmo após a suspensão do uso, algumas mulheres afirmaram uma pequena melhora nas cordas vocais, porém, a voz não voltou a ser como era antes de usar anabolizantes. Houve uma queda na libido, entretanto, nenhuma afirmou a presença de impotência sexual. Em relação à insônia, 67% sofreram esse efeito colateral, sendo 56% de caráter médio e 11% tiveram intensas dificuldades para dormir, no pós ciclo esse sintoma foi reduzido, e 44% ainda apresentavam insônia a nível médio. Dentre as entrevistadas, 56% tiveram clitóris com aumento acentuado, e médio (22%), após o uso, o nível acentuado cresceu (67%), até mesmo mulheres que utilizaram a droga apenas uma vez, o clitóris não voltou ao tamanho normal. A maioria apresentou amenorreia, esse é um efeito comum da droga, toda mulher que consumir esteroides tem grandes chances de ter o ciclo menstrual interrompido. As que afirmaram amenorreia demoraram entre 3 – 6 meses para voltar o ciclo menstrual normal, algumas só voltaram com a utilização da pílula anticoncepcional. A sudorese teve uma leve diminuição, onde 33% alegou o efeito de caráter acentuado durante o uso, após o ciclo esse número caiu para 11%.

Figura 4. Efeitos colaterais manifestados por mulheres após o ciclo de uso de EAA. Fonte: Dados da pesquisa.

Segundo Ribeiro (2000) o uso indevido de EAA por mulheres acarreta o crescimento de pêlos com distribuição masculina, alterações ou ausência do ciclo menstrual, aumento do clitóris, engrossamento da voz, e diminuição dos seios (atrofia do tecido mamário). Outro autor faz as mesmas afirmações onde na mulher usuária de EAA, manifesta-se a masculinização, no qual é evidenciada através do engrossamento de voz e crescimento de pelos no corpo no padrão de distribuição masculino, irregularidade menstrual e aumento do clitóris (MARCONDES et al., 2004).

Na pesquisa de Patrício (2012) foi identificado que as usuárias apresentaram dor de cabeça, alterações no do ciclo menstrual, sudorese, aumento de pelos, acne, estrias, aumento do clitóris, engrossamento da voz entre outros, o que se comprova neste estudo.

Esses resultados corroboram em grande parte com os achados encontrados no presente estudo, em que a maioria das mulheres estudadas apresenta alguns desses principais efeitos colaterais em decorrência dos EAA. A exemplo disso, a acne, o aumento de pelos, engrossamento da voz, alteração no ciclo menstrual que foram bem visualizados nas usuárias. Algumas sofreram com efeitos colaterais mais severos que outras, porém todas apresentaram algum sintoma mesmo que pequeno. Isto pode variar de acordo com a pré-disposição genética, dose administrada, tipo de droga, combinação de substâncias e duração.

Em relação as drogas utilizadas pelas mulheres, encontram-se oxandrolona (59%), Deca (55%) e estanozolol (50%) em combinação. Resultados semelhantes ao de Patrício 2012, onde os mais utilizados foram: estanozolol, Deca e hormônio do crescimento (GH)

Outros dados importantes a serem ressaltados são em relação aos motivos que levaram os indivíduos a utilizarem os EAA. Destes podemos destacar que os principais motivos que levam homens e mulheres a utilizarem os EAA são de caráter estético, descritos pelo interesse no aumento de massa/hipertrofia, redução de peso, bem como em resultados rápidos referentes a redução de celulite, definição muscular e controle da flacidez para as mulheres. Esses dados estão de acordo com o estudo de Patrício (2012) que encontraram dados semelhantes em suas pesquisas, onde ressalta o interesse estético ao fazerem uso de esteroides anabolizantes.

Sangaletti (2008) relata que o indivíduo que fazem uso de EAA tem a massa muscular e a força física significativamente aumentadas, e com consequente aumento de rendimento esportivo. Resultados semelhantes mostraram que a principal razão para a prática da musculação e para consumo de anabolizantes, tanto entre usuários de classe média como das classes populares, é a motivação estética (IRIART et al., 2009).

Na cidade de São Paulo, Silva e Moreau (2003) realizaram estudo onde participaram 209 indivíduos e verificou-se que 82% destes indivíduos visaram à estética, sendo que 90% dos usuários eram do gênero masculino.

Com relação aos resultados positivos decorrentes do uso de EAA, a figura 5 mostra que a maioria (90%) alegou ter conquistado os resultados esperados e 58% conseguiram manter esses ganhos após a suspensão do uso. Quando questionados sobre alguma diferença ou melhora específica em sua vida com o uso da droga, uma das entrevistadas declarou que durante o ciclo teve a regulação do fluxo menstrual e a melhora do estado da acne, que, antes do uso, apresentava acne moderada. Outro entrevistado percebeu a melhora do apetite e melhora na qualidade das refeições. Um participante afirmou que percebeu um aumento no número de mulheres que se interessava por ele e a melhora em se relacionar com o público feminino.

Figura 5. Relação entre o resultado do uso dos EAA e os efeitos positivos. Fonte: Dados da pesquisa.

Outros indivíduos afirmaram que tiveram algum efeito benéfico, entre eles estão: aumento da autoestima e autoconfiança, melhora no humor, tornando mais agradável o relacionamento com outras pessoas, satisfação com a imagem corporal, aumento de energia e disposição no treino e no dia-a-dia.

Segundo Assunção (2002) os usuários acreditam que os EAA ajam tanto de maneira direta, ocasionando um crescimento muscular, quanto indireta, possibilitando maior disposição para atividades físicas, por tornar o indivíduo mais disposto, motivado e menos fatigável. Godoy et al. (2017) encontrou evidências de benefícios na utilização responsável e monitorada de esteroides anabolizantes em idosos sarcopênicos, auxiliando no aumento da sua massa muscular e na diminuição de gordura corporal. A segurança do uso da terapia de reposição de testosterona também foi verificada, sendo constatado que o rigor e o acompanhamento do risco/benefício individual figura como fator de extrema importância. Em comparação a maiorias dos estudos, este, obteve resultado dissemelhante em relação à agressividade. Nenhum usuário relatou ter sofrido com alteração de humor, especificamente, a agressividade. Do contrário, a maioria relatou a melhora no humor, principalmente o público feminino, que durante o uso de EAA, citou a diminuição dos sintomas de TPM.

Sobre a pretensão em fazer o uso novamente, 65% dos voluntários responderam que sim, com a justificativa de ter aprovado os resultados, e deseja obter mais volume da massa muscular.

Barquilha (2009) relatou em sua pesquisa que a maioria dos indivíduos sabe dos riscos, porém, o que mais importa são os possíveis ganhos que os esteroides anabolizantes irão lhes proporcionar, independente dos efeitos colaterais e dos possíveis riscos que o uso irá lhes trazer.

Os indivíduos que não pretendem utilizar novamente (35%) mostraram-se preocupados com sua saúde em longo prazo e com o perigo dos efeitos colaterais causados pelo uso da droga. Souza et al. (2012) traz em seu artigo que 50% das pessoas conhecem os efeitos colaterais do uso dessas substâncias e 40,9% afirmam que não utilizam anabolizantes por conta desses efeitos; 77,2 % conhecem alguém que usa anabolizante e 36,36% acreditam ser possível atingir os objetivos através da adequação da dieta alimentar sem fazer uso de EAA. No entanto, apesar de a maior parte dos entrevistados alegar já ter tido informações sobre o tema, tem-se como principal problema o tipo de fonte dessas informações. A maioria das informações corresponde à conversa com amigos e à orientação de um professor de academia (ARAUJO; ANDREOLO; SILVA, 2002; SANTOS; SANTOS, 2002).

5. CONCLUSÃO

A presente pesquisa permite concluir que a maioria dos entrevistados, embora declare ter atingido seus resultados desejados, teve algum efeito colateral significativo de ordem fisiopatológica, em decorrência do uso inadequado de esteroides anabolizantes androgênicos, fazendo-se assim, ser indispensável o acompanhamento médico especializado para tal procedimento. No entanto, apesar de conhecer os possíveis riscos do uso excessivo que os EAA podem causar, muitos indivíduos participantes da pesquisa, ainda pretendem utilizar novamente essas substâncias.

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[1] Graduada em Educação Física pela Universidade Federal do Pará, Campus Castanhal – UFPA.

[2] Mestre em Teoria e Pesquisa do Comportamento. Docente da Universidade do Estado do Pará – UEPA, Belém (PA), Brasil.

[3] Doutor em Alimentos e Nutrição pela Universidade Estadual Paulista, Campus Araraquara. Docente e Pesquisador da Pós-Graduação em Promoção de Saúde, Universidade de Franca, SP.

[4] Doutora em Psicanálise Clínica: Pesquisadora do Centro de Pesquisa e estudos avançados -CEPA/ São Paulo.

[5] Doutora em Ciência: Desenvolvimento Sócioambiental. Docente e Pesquisadora do Núcleo de Autos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará – NAEA/UFPA.

[6] Doutora em Educação. Docente e Pesquisadora do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Pará – ICS/UFPA.

[7] Doutor em Teoria e Pesquisa do Comportamento. Docente e Pesquisador do Instituto Federal do Amapá – IFAP.

[8] Doutora em Doenças Tropicais. Docente e Pesquisadora da Universidade Federal do Amapá, AP. Pesquisadora colaboradora do Núcleo de Medicina Tropical da UFPA (NMT-UFPA).

[9] Mestre em Biodinâmica e Movimento Humano. Docente e Pesquisadora na Universidade Federal do Pará (UFPA), Campus Castanhal.

[10] Doutor em Doenças Tropicais. Docente e Pesquisador do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Pará – ICB/UFPA.

Enviado: Fevereiro, 2019.

Aprovado: Fevereiro, 2019.

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