Protocolos de Treinamentos para Prevenção de Entorse em Atletas de Voleibol: Uma Revisão Integrativa

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REVISÃO INTEGRATIVA

REIS, Rafaela Farinelli dos [1], HAJJAR, Nabil El [2], SOUZA, Isabel Fernandes de [3]

REIS, Rafaela Farinelli dos. HAJJAR, Nabil El. SOUZA, Isabel Fernandes de. Protocolos de Treinamentos para Prevenção de Entorse em Atletas de Voleibol: Uma Revisão Integrativa. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 12, Vol. 11, pp. 34-50. Dezembro de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao-fisica/prevencao-de-entorse

RESUMO

Introdução: A entorse é um movimento abrupto, com estiramento ou uma ruptura de ligamento, de modo parcial ou total, de uma articulação. As lesões podem estar ligadas à necessária utilização dos membros inferiores e superiores no programa de treinamento com também às características próprias de cada atleta. A mais recorrente é pelo excesso de utilização de determinadas partes do corpo, geralmente presente em atletas de voleibol de alto nível, submetidos à um calendário corrido com grande número de treinos e jogos. Treinamentos inadequados qualitativamente e/ou quantitativamente podem sobrecarregar uma ou mais das partes do corpo, responsáveis pelo funcionamento normal do ombro, tornozelo, joelho, e consequentemente produzir inflamações e até rupturas ligamentosas Objetivo: evidenciar os protocolos de treinamento, presentes na literatura de uma década – 2010 a 2019 – que previnem as entorses em atletas de voleibol. Método: Tratou-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada no período de Maio a Junho de 2020. Para busca e seleção dos estudos, foram utilizadas as bases de dados Lilacs, Scielo, Pubmed e Pedro. Foram incluídos artigos em português e inglês que estivessem relacionados aos protocolos de treinamento para entorses. Resultados: Foram encontrados na literatura, sete artigos para a revisão, em que três citaram protocolos de treinamento neuromuscular integrativo, três protocolos de treinamento proprioceptivo e um protocolo de tratamento miofascial. Considerações finais: Todos os manuscritos evidenciaram a eficácia dos protocolos no quesito prevenção de entorses.

Palavras-chave: Fisioterapia, voleibol, protocolos, prevenção de entorse.

INTRODUÇÃO

O voleibol é um dos esportes de quadra mais populares do mundo. Na prática se fazem presentes tarefas motoras bem complexas, como saltos e aterrissagens, que são executadas inúmeras vezes durante uma partida. Essas manobras corporais ocorrem nos fundamentos de defesa, armação de jogadas e movimentos de ataque. Assim, considerando a frequência que estes movimentos são realizados, a estabilidade e o controle postural são essenciais para um melhor desempenho, além de serem modo mais efetivo de prevenção de lesões (SAITO et al., 2016).

Para Kuhn et al., (2017), essas lesões podem causar danos neuromusculares e mecânicos à articulação. Podem predispor a recidiva, além de comprometer o controle postural e o desempenho de atividades motoras no esporte.

Muitas vezes, na quadra, o atleta não está atento à superfície de apoio. Nesses casos de desatenção, as lesões como entorses são frequentes, principalmente na prática esportiva do voleibol (VIEIRA; REZENDE, 2020).

As lesões ainda podem estar ligadas à necessária utilização dos membros inferiores e superiores no programa de treinamento com também às características próprias de cada atleta. A mais recorrente é pelo excesso de utilização de determinadas partes do corpo, geralmente presente em atletas de voleibol de alto nível, submetidos à um calendário corrido com grande número de treinos e jogos. Treinamentos inadequados qualitativamente e/ou quantitativamente podem sobrecarregar uma ou mais das partes do corpo, responsáveis pelo funcionamento normal do ombro, tornozelo, joelho, e consequentemente produzir inflamações, entorses, entre outros (KELLER, 1996).

A palavra “entorse” vem do latim exprimere, que significa “pressionar para fora”. No corpo humano tais lesões decorrem nas articulações e nas estruturas que dão estabilidade as mesmas. Normalmente, é um movimento abrupto, com estiramento ou uma ruptura de ligamento de uma articulação, podendo ocorrer de modo parcial ou total (RODRIGUES; WAISBERG, 2010).

O tornozelo é a articulação do corpo mais acometida por lesão de entorse, a qual está diretamente ligada a instabilidade articular. São causadas por movimentos bruscos de inversão e eversão do pé. O ligamento lateral do tornozelo é a estrutura chave para manter a estabilidade da articulação. Consiste no ligamento talofibular, ligamento calcaneofibular e ligamento talofibular posterior. Então, devido a essas características anatômicas e motoras do tornozelo, aproximadamente 85% das lesões ocorridas, são lesões em varo – danos a sua estrutura lateral (CRISTOFOLI et al., 2016; SILVA et al., 2020).

Outra articulação que sofre com lesão por entorse é o joelho, sendo essa o tipo mais comum nessa articulação. Segundo Keller (1996) o joelho é constantemente requisitado por espaços laterais. E, em algumas situações, o corpo se encontra em desequilíbrio interno sobre o joelho. Predispondo, nesse caso, para curvatura valgo. Assim, ocasiona um esforço transversal no ligamento lateral ocorrendo uma entorse grave com ruptura ou não (FENG et al., 2020).

Outra lesão que pode ocorrer no desequilíbrio externo sobre o joelho é o trauma violento na parte externa, podendo ocorrer uma ruptura do ligamento lateral externo motivada pela torção. Enfim, isso comprova que entorse grave no joelho também compromete a estabilidade da articulação (SILVA, 2018).

A fisioterapia pode ser recomendada como um recurso na prevenção da incidência de lesões, uma vez que trabalha em conjunto com ações que visam atuar na redução das causas das dores e desconfortos. Dentro da área da fisioterapia, o campo desportivo de atuação profissional permite o trabalho com equipes técnicas de treinamento, colaborando com a avaliação, programação e execução da reabilitação dos atletas, como também na preparação de programas preventivos, que objetivam reduzir a ocorrência de lesões (ROSA, 2020).

Na prevenção, a literatura traz o trabalho proprioceptivo como recurso a ser utilizado. Assim, diversos estudos na literatura sugerem protocolos de treinamento proprioceptivo com o objetivo de prevenir lesões e diminuir os sintomas da instabilidade. A propriocepção refere-se à consciência da postura, dos movimentos e das alterações de equilíbrio. Além disso, também trata o conhecimento da posição do atleta, do peso e da resistência dos objetos relacionados ao corpo (AFONSO et al., 2020).

Por fim, esse estudo de revisão teórica integrativa objetivou evidenciar os protocolos de treinamento, presentes na literatura de uma década – 2010 a 2019 – que previnem as entorses em atletas de voleibol.

MATERIAL E MÉTODO

A pesquisa científica com base em evidências, presente na literatura técnica já divulgada, tem capacidade de determinar etapas metodológicas mais breves, possibilitando a consolidação e uso de informações validadas em determinadas áreas do conhecimento – como é o caso do presente estudo sobre os protocolos aplicados no tratamento da entorse em atletas de voleibol. Nesse cenário entra a revisão integrativa, a qual se baseia em uma abordagem voltada ao cuidado clínico e ao ensino fundamentado no conhecimento e na qualidade da evidência (SOUZA et al., 2010).

Os seguintes passos do método da revisão integrativa da literatura foram seguidos: a identificação do problema, com a definição do propósito da revisão; a busca da literatura com a indicação das palavras-chave, bases de indexação de periódicos científicos e aplicação dos critérios definidos para a seleção desses documentos; por último, a avaliação dos dados obtidos e a descrição em formato de contribuição científica.

A pergunta norteadora definida foi “Quais protocolos de treinamento, evidenciados na literatura, de uma década – 2010 a 2019 – que previnem entorses em atletas de voleibol?”

A busca dos estudos ocorreu no período de maio e junho de 2020. Os critérios de inclusão do estudo foram: artigos em português e inglês, publicados na década delimitada entre os anos de 2010 a 2019, que apresentassem em sua discussão considerações sobre protocolos de treinamento para entorses em atletas de voleibol, e deveriam ser indexados nas bases da  Lilacs, Scielo e PubMed e Pedro.

Para realização da busca, foram utilizadas combinações entre as seguintes palavras-chaves: protocolo, entorse, voleibol (protocol, sprain, volleyball); protocolo, treinamento, voleibol (protocol, training, volleyball); protocolo, prevenção, voleibol (protocol, prevention, volleyball). Para compor as estratégias de busca foram utilizados os operadores lógicos AND e (*) na Pedro (Quadro 1).

Quadro 1: Distribuição do desempenho da pesquisa nas bases de indexação de artigos científicos a partir de estratégias de buscas criadas a partir das palavras-chaves, maio e junho de 2020.

BASE Palavras-chaves Nº de referências obtidas Resumos analisados Selecionados para revisão
SCIELO Protocolo/entorse/voleibol

Protocol/spraim/volleyball

1 1 0
Protocolo/treinamento/voleibol

Protocol/training/volleyball

6 6 1
Protocolo/prevenção/voleibol

Protocol/prevention/volleybal

2 2 0
PUBMED Protocolo/entorse/voleibol

Protocol/spraim/volleyball

5 1 0
Protocolo/treinamento/voleibol

Protocol/training/volleyball

63 18 5
Protocolo/prevenção/voleibol

Protocol/prevention/volleyball

24 0 0
LILACS Protocolo/entorse/voleibol

Protocol/spraim/volleyball

1 1 0
Protocolo/treinamento/voleibol

Protocol/training/volleyball

9 9 1
Protocolo/prevenção/voleibol

Protocol/prevention/volleyball

5 5 0
PEDRO Protocolo/entorse/voleibol

Protocol/spraim/volleyball

0 0 0
Protocolo/treinamento/voleibol

Protocol/training/volleyball

9 5 2
Protocolo/prevenção/voleibol

Protocol/prevention/volleyball

0 0 0

Fonte: Elaborado pelo próprio autor da pesquisa.

Nesta busca, foram identificados 9 artigos científicos na base de dados Scielo, 92 na Pubmed, 14 na Lilacs e 9 na Pedro, para leitura exploratória de resumos e então selecionados 9 que foram lidos integralmente. Na Figura 1 é possível identificar o processo de seleção desses artigos, onde 48 artigos foram selecionados para a leitura dos resumos. Após a leitura, 15 artigos foram lidos integralmente para enfim serem selecionados 8 artigos para amostra. Após a leitura minuciosa foram selecionados 7 artigos como objeto de estudo que apresentam aspectos que respondem à pergunta norteadora dessa revisão. As etapas desse processo estão escritas na figura 1.

Figura 1: Fluxograma do processo de seleção dos artigos, segundo as bases de dados.

Fonte: Elaborado pelo próprio autor da pesquisa.

Os artigos excluídos da seleção dos artigos, apesar de serem da área da saúde, tratava-se de assuntos como protocolos cirúrgicos, pós-operatórios, tratamentos após lesões, e para outros ganhos, tirando prevenção de entorses, o que não se encaixa dentro dos critérios de inclusão da pesquisa.

RESULTADOS

Dentre os 7 artigos analisados, um foi publicado em 2012, três em 2014, um em 2015, um em 2018 e um em 2019. Quanto à origem dos estudos, apenas um (14,28%) foi realizado no Brasil, dois (28,58%) na Holanda, dois (28,58%) nos Estados Unidos, um (14,28%) na Inglaterra e um (14,28%) na Itália. Esses artigos foram dispostos em sequência conforme sua autoria, ano de publicação, tipo de estudo, amostras, método usado, o protocolo de treinamento e seus principais resultados e conclusão, de acordo com o Quadro 2.

Quadro 1: Caracterização dos estudos quanto à autoria/ano, tipo de estudo, amostra, metodologia, protocolo e principais resultados e conclusões.

Autoria Tipo do estudo Amostras Método do estudo Protocolo Principais resultados e conclusão
CRISTOFOLI et al. 2015 Quantitativo, semi-experimental. 11 estudantes sedentárias sem histórico de lesões nos membros inferiores participaram de um treinamento proprioceptivo para os tornozelos, durante quatro semanas. As estudantes foram avaliadas por meio do Star Excursion Balance Test (SEBT) antes e após o protocolo de treinamento de propriocepção. Após obtenção das médias pré e pós-teste, foram analisadas intragrupo e comparadas com um banco de dados de estudo que utilizou metodologia idêntica, porém com atletas de voleibol. Treinamento proprioceptivo. Os resultados do teste pré e pós-intervenção mostraram diferenças significativas entre as estudantes e as atletas, principalmente para duas direções no tornozelo direito e para três no esquerdo. Sendo assim, treinar a propriocepção é eficaz para aumentar a estabilidade tanto de sedentários quanto de atletas, indicando ser um importante meio de prevenção a futuras lesões.
FOSS et al. 2018 Ensaio clínico controlado randomizado. Um total de 474 meninas (222 do ensino fundamental, 252 do ensino médio; idade = 14,0 6 1,7 anos, altura = 161,0 6 8,1 cm, massa ¼ 55,4 6 12,2 kg). 259 atletas foram selecionadas para uma intervenção de treinamento neuromuscular (CORE) e 215 atletas para uma intervenção falsa (SHAM) por equipe dentro de cada esporte. A intervenção CORE consistiu em exercícios focados no tronco e extremidade inferior, e a intervenção SHAM consistia em apenas uma corrida resistida usando faixas elásticas de 10 a 15 minutos, 2 vezes por semana, até o final da temporada competitiva. Treinamento neuromuscular integrativo. Os dados indicaram que o treinamento neuromuscular integrativo que foi implementado nos níveis do ensino fundamental e médio evitou lesões em atletas de basquete e voleibol. Confirmando, com base nos resultados gerais, a redução de lesões no joelho em atletas de voleibol do ensino médio.
SUGIMOTO et al. 2014 Estudo de intervenção prospectivo. Um total de 21 adolescentes jogadoras de voleibol (altura = 171,5 ± 7,0 cm, peso = 64,0 ± 7,4 kg e idade = 15,6 ± 1,4 anos) foram recrutadas em uma escola secundária local e concordaram em participar deste estudo. Primeiramente foi realizado o teste isocinético de força do abdutor do quadril antes e após a intervenção, que consistiu em cinco fases de tronco progressivo supervisionado e exercícios de treinamento neuromuscular integrativo focados no quadril, duas vezes por semana durante 10 semanas. Os efeitos da complacência foram analisados com base nos valores de força do abdutor do quadril alterados entre pré e pós-intervenção e 3 diferentes grupos de conformidade usando análise de variância unilateral e coeficientes de correlação. Treinamento neuromuscular integrativo. As adaptações do treinamento focado no tronco e no quadril que melhoram a força e o recrutamento do abdutor do quadril protegem contra a carga em valgo do joelho durante os movimentos dinâmicos e, potencialmente, reduz o risco de lesões do LCA (ligamento cruzado anterior) e SDFP (síndrome da dor femoropatelar) em atletas jovens.
JANSSEN et al. 2014 Ensaio clínico randomizado. A amostra foi de 384 atletas, com idades entre 18-70, que sofreram uma entorse lateral do tornozelo. O grupo recebeu um programa de treinamento neuromuscular domiciliar de 8 semanas, o grupo de suporte recebeu uma órtese para o tornozelo semirrígida para ser usado durante todas as atividades esportivas por 12 meses, e o grupo combinado recebeu o programa de treinamento, bem como a órtese para o tornozelo, para ser usada durante todas as atividades esportivas por 8 semanas. O desfecho principal foi a recorrência autorrelatada de entorse de tornozelo. Treinamento neuromuscular integrativo Durante o acompanhamento de 1 ano, 69 participantes relataram entorse de tornozelo recorrente: 29 no grupo de treinamento, 17 no grupo de órtese e 23 no grupo combinado. O risco relativo de entorse de tornozelo recorrente no grupo de órtese versus o grupo de treinamento foi de 0,53 (IC de 95% 0,29 a 0,97), provando maior eficácia. Concluindo então que a órtese foi superior ao treinamento neuromuscular na redução da incidência de entorse.
PAU et al. 2014 Ensaio clínico randomizado. O estudo acarretou 13 jogadoras de voleibol (0–3 anos de experiência, grupo de intervenção) que frequentavam um clube localizado na cidade de Cagliari, Itália. O grupo controle participou de uma programação regular de sessões de treinamento de voleibol, exceto para o protocolo específico de propriocepção. Todos os atletas selecionados para o estudo são integrantes das equipes que participaram do campeonato regional de Sub-14 2010-2011 organizado pela Federação Italiana de Voleibol (FIPAV). Treinamento proprioceptivo. Ao combinar este resultado positivos com os benefícios já bem documentados, a introdução do protocolo de 20 a 30 minutos em cada sessão de treinamento ajuda a desenvolver melhores jogadores com menos risco de trauma e lesões nos membros inferiores.
VAN REIJEN et al. 2014 Ensaio clínico randomizado. A amostra compõe-se de participantes ativos, entre 18 e 70 anos de idade, que sofreram uma entorse de tornozelo nos últimos dois meses. Um grupo receberá um programa de treinamento proprioceptivo padronizado de oito semanas que se mostrou eficaz em termos de custo para prevenir lesões recorrentes no tornozelo, consistindo em uma prancha de equilíbrio e um livro de instrução tradicional. O outro grupo receberá o mesmo programa de exercícios e prancha de equilíbrio. No entanto, para este grupo, o livro de instrução é trocado pelo aplicativo interativo “Fortaleça seu tornozelo”. Treinamento proprioceptivo. Foi relatado que o uso do aplicativo pode oferecer a implementação nos cuidados habituais não apenas de atletas, além de levar a mudanças nas diretrizes sobre prevenção e intervenções para entorses de tornozelo.
BUSCEMI et al. 2019 Ensaio clínico randomizado. Um total de 120 jogadores de voleibol do sexo masculino semiprofissionais saudáveis. Dos 120 atletas, apenas 57 atletas participaram do presente estudo. Os 57 atletas tinham média de idade de 24,18. Todos os 57 atletas realizaram três sessões de treinamento semanais e participaram de um jogo. Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: o grupo tratamento miofascial (FTG), composto por 30 atletas, e o grupo controle (GC), por 27 atletas. Cada participante foi convencido a receber o mesmo tratamento osteopático de todos os outros indivíduos. Na verdade, os atletas do CG receberam apenas uma massagem de superfície não específica. Protocolo tratamento miofascial. A amostra de jogadores de voleibol que foram submetidos ao tratamento osteopático, mostraram uma melhora na força explosiva dos membros inferiores, e ao mesmo tempo em que reduziu espasmos e tensões, liberou a tensão do tecido e corrigiu a postura. Portanto, o uso de um protocolo miofascial ajuda a melhorar o equilíbrio das bandas e, como consequência direta, a melhora a eficiência do sistema musculoesquelético, reduzindo assim o risco de lesões.

Fonte: Elaborado pelo próprio autor da pesquisa.

Observou-se também que houve predominância entre os tipos de abordagem no método quantitativo e ênfase nos estudos realizados com atletas do tipo ensaio clínico randomizado.

A maioria dos estudos analisados apresentaram resultados positivos quanto a atuação fisioterapêutica junto a protocolos de entorse. A literatura, indicou o protocolo de treinamento neuromuscular integrativo, seguido de protocolo proprioceptivo e um protocolo de tratamento miofascial, além de um estudo também citando órteses como métodos preventivos eficazes para entorse. Assim, o Quadro 3 a seguir, mostra o número de estudos encontrados com seus respectivos protocolos.

Quadro 3: Avaliação dos protocolos quanto ao número de estudos.

Protocolos Números de estudo
Neuromuscular integrativo +++
Proprioceptivo +++
Tratamento miofascial +
Órtese +

Fonte: Elaborado pelo próprio autor da pesquisa.

DISCUSSÃO

PROTOCOLOS PRESENTES NA LITERATURA SOBRE TREINAMENTO PARA ENTORSES

Buscou-se identificar os protocolos de treinamento que atuassem na prevenção de entorses no voleibol. Assim, dentro dos sete artigos usados para amostra, concluímos que em três foram citados protocolos de treinamento neuromuscular integrativo (FOSS et al., 2018; JANSSEN et al., 2014; SUGIMOTO et al., 2014), em três também, protocolos proprioceptivos (CRISTOFOLI et al., 2016; PAU et al., 2012; VAN REIJEN et al., 2014) e um artigo citou o uso de um tratamento miofascial (BUSCEMI et al., 2019). Adicionalmente, relatou-se em um dos artigos (JANSSEN et al., 2014) o comparativo entre um protocolo de treinamento neuromuscular e o uso de uma órtese para o tornozelo como método de prevenção secundaria.

O esporte de quadra requer a execução de tarefas motoras complexas. Para execução do gesto esportivo preciso, o controle postural e a estabilidade, adequados, são muito importantes. Muitas vezes o atleta não está atento à superfície de apoio e, portanto, levando às entorses. Essas são frequentes na prática esportiva, principalmente nas modalidades de quadra (SAITO et al., 2016).

O desempenho de um jogador de voleibol é influenciado por diversos fatores antropométricos e físicos. No corpo físico, um atributo relevante é desempenhado pelas capacidades de equilíbrio. O equilíbrio deficiente e déficits proprioceptivos podem aumentar a ocorrência de lesões nos membros inferiores, principalmente nos tornozelos. Portanto, jogadores de voleibol, que realizam muitos saltos repetitivos durante uma partida ou uma sessão de treinamento, devem estar mais em risco de tais eventos traumáticos se seu controle postural não for totalmente eficiente (SAITO et al., 2016; PAU et al., 2012).

Segundo Carvalho (2010), os termos “treinamento neuromuscular” e “proprioceptivo” em algumas situações, como em clínica ou treinamento, são usados como sinônimos. Quando, de fato, além de não serem, possuem aspectos dessemelhantes, dentro de um treinamento funcional. O controle neuromuscular é a ativação inconsciente dos restritores dinâmicos como decorrência de uma entrada proprioceptiva, que acerta em resposta à sobrecarga e ao movimento articular para restaurar a estabilidade da articulação funcional. Desse modo, pode-se defini-lo como sendo o contragolpe motor inconsciente para um estímulo aferente em relação à estabilidade articular dinâmica.

Sabe-se então que o treinamento neuromuscular integrativo é uma amostra de treinamento físico definido como um programa de condicionamento adaptado ao desenvolvimento geral (dentro de habilidades motoras fundamentais) e específico (com exercícios para déficits do controle motor). Assim, no neuromuscular integrativo incluem o treinamento de resistência, estabilidade dinâmica, exercícios específicos para força, pliometria e exercícios de agilidade (ALBUQUERQUE, 2010).

Os autores Foss et al. (2018) e Sugimoto et al. (2014), relatam que o treinamento neuromuscular integrativo possui um efeito positivo na redução de lesões do LCA (ligamento cruzado anterior), principalmente no público feminino.

Segundo Sugimoto et al. (2014) mulheres atletas possuem déficits de flexão lateral do tronco que causam aumento do risco da lesão do LCA. Portanto, o treinamento pode proporcionar exercícios para melhora da habilidade de controle de tronco e quadril, associado a força abdutora excêntrica, resultando em melhorias da cinemática do joelho.

A eficácia do treinamento neuromuscular integrativo em Janssen et al. (2014) por sua vez, é comparado ao de uma órtese para o tornozelo, projetada especificamente para o uso durante esportes. O autor relata que a órtese é de estrutura semirrígida e possui um estabilizador em cada lado do tornozelo, moldado no ângulo de 60 graus que serve exclusivamente para proteger a articulação de entorse e evitar capotamento. Portanto, conclui em seu estudo que bandagens, órteses e o treinamento estão ligados separadamente a um efeito preventivo semelhante.

Outro termo abordado é a propriocepção. O autor Silva e Vani (2018) a define como a habilidade do próprio corpo de perceber alterações no posicionamento da articulação e equilíbrio. Relata os estímulos de movimentos quando realizados de maneira consciente e/ou inconsciente. A propriocepção é provocada pelos mecanorreceptores que estão localizados na pele, músculos, tendões, ligamentos e cápsulas articulares, sendo interpretadas no sistema nervoso central, planejada em formas de ativação muscular para estabilização das articulações.

O treinamento proprioceptivo é aplicado no programa de tratamento e prevenção de entorses, sendo de extrema importância principalmente em atletas, com o objetivo de prevenir e minimizar as recidivas de entorses, por diminuir a instabilidade articular, melhorar o equilíbrio e consequentemente evitar o afastamento do atleta (SILVA; VANI, 2018).

Entretanto para Carvalho (2010), a propriocepção é de extrema importância para fornecer subsídios sensoriais para o programa motor. Contudo, a informação proveniente dos proprioceptores só estará disponível para o SNC (Sistema Nervoso Central) depois que o impacto articular ocorrer. E, nesse caso, não incluiria o poder de proteger a articulação. Assim, o autor menciona que a propriocepção talvez não seja um mecanismo de prevenção, mas sim, uma produção conjunta do movimento.

Por último, Buscemi et al. (2019) citou o tratamento miofascial como método preventivo para entorse. Na fisiologia, a melhoria é observada no desempenho é devida, em parte, às alterações na rigidez dos membros inferiores. Essas indicam que o tratamento miofascial estimula a fáscia, facilitando a reação do tecido de conexão e resultando em aumento da eficiência e desempenho musculoesquelético, prevenindo lesões.

Assim, é possível considerar que o controle neuromuscular é mais abrangente do que a propriocepção. A propriocepção está mais relacionada às informações aferentes que serão empregadas pelo sistema nervoso central para produzir o controle motor adequado. Também se ressaltou evidências que amparam a implantação de programas de treinamento neuromuscular e proprioceptivo, na rotina dos atletas com finalidade preventiva contra as lesões desportivas, estão fundamentadas na efetividade.

AVALIAÇÃO DOS PROTOCOLOS PRESENTES NESSE ESTUDO

Foram avaliados três estudos baseados no treinamento neuromuscular integrativo. Foss et al. (2018), o primeiro estudo avaliado, utilizou uma intervenção baseada no treinamento neuromuscular integrativo (CORE), focados em exercícios para tronco e membros inferiores, em comparativo com uma intervenção falsa (SHAM), que consistia em apenas corrida resistida com banda elástica. Foram um total de 474 atletas dentro do basquete, voleibol e futebol, em que foram orientadas a realizar o treinamento três vezes na semana de 20 a 25 minutos. A intervenção CORE apontou ter o maior efeito no quesito prevenção de lesões no joelho, comparada ao grupo SHAM, relacionado a intervenção falsa. O autor aponta também que o voleibol foi o único esporte com redução nas lesões gerais, concluindo então que o protocolo de treinamento neuromuscular integrativo aplicado nas jovens atletas evitou lesões, principalmente as lesões no joelho.

Janssen et al. (2011) também adotou o protocolo neuromuscular integrativo, em que comparou o mesmo com o uso de uma órtese para a prevenção de entorses. O estudo acompanhou durante 1 ano, 69 participantes. 29 foram recrutados para o programa de treinamento, 17 para a utilização da órtese e 23 fizeram uso das duas intervenções combinadas. Sendo assim, o autor afirmou que a órtese foi superior ao treinamento neuromuscular como medida preventiva secundaria para reincidência de entorse, tendo uma redução de duas vezes. No entanto, no grupo que usou a combinação das intervenções, teve uma redução de 77% nas entorses recorrentes. Assim, a órtese é superior ao treinamento no quesito prevenção de recorrências de entorse e está associada a uma redução de 47% no risco de reincidida em relação ao treinamento.

A última avaliação do protocolo neuromuscular integrativo foi a do estudo de Sugimoto et al. (2014), o qual recrutou 21 adolescentes jogadoras de voleibol para realizar o programa de treinamento neuromuscular integrativo focado no tronco e quadril, protocolado duas vezes na semana durante dez semanas. Neste estudo, mulheres atletas que tiveram baixa adesão a um determinado programa de treinamento neuromuscular preventivo demonstraram taxa aproximadamente cinco vezes maior de lesão do LCA em comparação com aquelas atletas que registraram alta adesão ao programa de treinamento neuromuscular. Assim o autor apontou que a eficácia do treinamento é mais bem retida com maior dosagem e treinamento de maior duração.

Para avaliação dos protocolos de propriocepção também obtivemos três estudos. O primeiro avaliado foi o de Cristofoli et al. (2016), que recrutou 11 estudantes não atletas para um treinamento proprioceptivo três vezes por semana durante quatro semanas. Dentro desse estudo foi concluído que o treinamento foi uma alternativa viável e eficaz para estabilidade articular do tornozelo, que pode ser explicada devido a grande ativação da musculatura estabilizadora dos membros inferiores que ocorre durante o treinamento de propriocepção. O autor reforça também que mesmo com os resultados significativos, não há na literatura um consenso entre relação ao tempo de treinamento e frequência, pois cada protocolo proprioceptivo possui uma proposta diferente.

Pau et al. (2012), em seu estudo baseado no protocolo proprioceptivo, recrutou 13 jogadoras de voleibol de um clube na Itália. O estudo teve uma duração de seis semanas, sendo realizado três vezes na semana de 20 a 30 minutos. Os resultados mostraram efeitos positivos no treinamento proprioceptivo, principalmente na melhora do controle postural, na postura bípede e na postura unipodal de membro não dominante. Assim o autor cita que ao combinar esses resultados com benefícios documentados sobre o protocolo, desenvolve melhores jogadores com menor risco de lesões nos membros inferiores.

Outro estudo sobre protocolo proprioceptivo propôs um aplicativo chamado “Fortaleça seu tornozelo” contendo um conteúdo de treinamento proprioceptivo para melhorar a estabilidade do tornozelo e evitar possíveis torções. Nele, o autor Van Reijen et al. (2014) comparou o uso do aplicativo com o uso de uma caderneta contendo o mesmo conteúdo. Assim, os resultados apresentados, relaram que o uso do aplicativo pode oferecer a implementação nos cuidados habituais não apenas de atletas, além de levar a mudanças nas diretrizes sobre prevenção e intervenções para entorses de tornozelo.

Por último, Buscemi et al. (2019), citou em seu estudo o tratamento miofascial como medida preventiva, o autor recrutou um total de 120 jogadores de voleibol e introduziu o tratamento miofascial durante o treinamento atlético. O mesmo, obteve como resultado uma melhora na força explosiva ao mesmo tempo que diminuição de espasmos e tensões, liberou a tensão e corrigiu a postura. Além do mais o tratamento melhora o equilíbrio das faixas, resultando em melhor desempenho e eficiência do sistema musculoesquelético, reduzindo o risco de lesões.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Essa revisão abordou estudos que relatassem protocolos de treinamento para entorses. Deste modo, a literatura encontrada mostrou que os principais protocolos relacionados a entorses são o de treinamento neuromuscular integrativo e o proprioceptivo. Nos artigos selecionados, os autores apontam que os métodos citados são eficazes para prevenção de entorses, sendo elas lesões primarias ou recorrentes.

Assim, com base na avaliação dos sete estudos dessa revisão teórica, pode-se considerar, a partir da revisão integrativa realizada, que ambos os protocolos de treinamento obtiveram os resultados esperados pelos autores, comprovando sua eficácia no quesito prevenção de lesões como entorse de joelho e tornozelo.

REFERÊNCIAS

ALBUQUERQUE, Ana Camila Campelo de. Efeito do Treinamento Neuromuscular Integrativo no Desempenho Neuromuscular em Jovens Praticantes de Voleibol. 2016. 76 f. Tese (Doutorado) – Curso de Educação Física, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal – Rn, 2016.

AFONSO, Max dos Santos et al. Sports physiotherapy in program of prevention of injury in professional football. Research, Society And Development, Porto Alegre, v. 9, n. 3, p. 1-17, 18 fev. 2020.

BUSCEMI, Andrea et al. Ergojump evaluation of the explosive strength in volleyball athletes pre‑ and post‑fascial treatment. Experimental And Therapeutic Medicine, Catania, Italy, v. 2, n. 18, p. 1470-1476, 29 maio 2019.

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[1] Graduando em Fisioterapia; pelo Centro Universitário – União das Américas.

[2] Orientador. Graduação em Fisioterapia. Especialista em Traumato-Ortopédica Funcional. Docente do centro universitário União das Américas – Foz do Iguaçu.

[3] Computação. Doutora em ciências da Engenharia da Produção. Docente do Curso de Fisioterapia. Orientadora em Iniciação Científica. Centro Universitário União das Américas.

Enviado: Dezembro, 2020.

Aprovado: Dezembro, 2020.

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