Jazz E Sua Relação Socioemocional: Percepções De Quem Dança

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Jazz E Sua Relação Socioemocional: Percepções De Quem Dança
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ARTIGO ORIGINAL

MOURA, Alana Maria Alencar de [1], COSTA, Roberta Oliveira da [2], CAVALCANTE, Jurandir Fernandes [3], NETO, Luiz Torres Raposo [4]

MOURA, Alana Maria Alencar de. Et al. Jazz E Sua Relação Socioemocional: Percepções De Quem Dança. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 05, Vol. 01, pp. 05-24 Maio de 2019. ISSN: 2448-0959

RESUMO

A dança foi uma das primeiras manifestações artísticas na humanidade, atuando com a necessidade do homem expressar seus sentimentos e emoções. É possível identificar sua influência no processo de construção no desenvolvimento do ser humano, onde através dela se desenvolve a aptidão física, a melhoria na autoestima, equilíbrio emocional, nas relações sociais e ainda colabora para a formação da personalidade. Desta forma a presente pesquisa teve como propósito investigar a percepção dos alunos em relação ao jazz no seu desenvolvimento socioemocional, e como essa modalidade pode influenciar suas vidas. Norteado com base de uma pesquisa de campo, de modo transversal com uma abordagem qualitativo-quantitativo, descritiva. Como instrumento para obter as informações, foi efetivada a utilização de um questionário semiestruturado com nove questões, de caráter subjetivas e objetivas. Foram entrevistados 15 alunos praticantes de jazz de um espaço de dança, localizado na cidade de Fortaleza-CE. Os resultados obtidos indicaram que após a prática de jazz além da melhora no desenvolvimento físico, 73% dos alunos também adquiriram maior responsabilidade, 87% aumentou seu ciclo de amizades e 100% deles aprenderam a conviver e lidar com as diferenças uns dos outros, onde 67% afirmou ter uma ótima relação com os demais colegas. 93% responderam que houve mudança na sua personalidade, possibilitando a quebra de bloqueios emocionais como a timidez, ansiedade e melhora na autoestima. Assim, conclui-se que o jazz tem uma grande influência na vida e transformação desses alunos, contribuindo de modo efetivo para seu desenvolvimento social e emocional.

Palavras-chave: Dança, Jazz, Social, Emocional.

INTRODUÇÃO

A dança é identificada como uma das primeiras manifestações artísticas do ser humano, sua relação com humanidade surgiu da necessidade do homem expressar suas emoções. Sendo assim, definida como a arte de desenvolver expressividade no corpo através de movimentos ritmados. Logo, foi possível identificar os benefícios que a dança pode trazer, na qual proporciona o desenvolvimento das habilidades motoras básicas, e favorece o processo de construção do conhecimento; possibilitando experiências na expressão e linguagem corporal, comunicação, contribuindo assim como objeto de socialização.

A pesquisa está voltada mais especificamente ao jazz, que é classificado como uma das modalidades de dança. O jazz, teve sua influência através da mistura de algumas modalidades como o ballet danças modernas e folclóricas, mas se originou por meio da cultura negra com a combinação das danças tradicionais dos brancos, sendo assim criado um estilo próprio que é o jazz. A dança, jazz tem por suas características a procura de novos movimentos, destacando a improvisação, sendo identificada como uma dança mais livre.

Procurando entender um pouco a percepção dos alunos diante dessa prática, surgem as seguintes problemáticas: O jazz pode inferir no processo de desenvolvimento socioemocional? A partir dele a criança/adolescente pode adquirir responsabilidade, vínculo afetivo e uma maior integração; podendo ajudar no “crescimento” mental e corporal? O jazz consegue modificar o pensamento crítico dos alunos?

Assim esta pesquisa tem como objetivo investigar a percepção dos alunos em relação ao jazz no seu desenvolvimento socioemocional, e como essa modalidade pode ser influenciada em suas vidas. Deste modo necessitou-se então de uma subdivisão representada: Dança: breve histórico e suas modalidades; pequena história do jazz; Jazz no processo de desenvolvimento socioemocional. A opção desta averiguação idealiza-se devido à exiguidade de estudos relacionados à temática em questão. Aspiramos com este, contribuir com conhecimento é clareza da modalidade da dança, jazz.

DANÇA: BREVE HISTÓRICO E SUAS MODALIDADES

A relação da dança com a humanidade é identificada como umas das primeiras manifestações artísticas do ser humano, em aspectos sociais, religiosos e culturais. Na era paleolítica a dança se manifestava através de rituais como forma de sobrevivência nas práticas de caça e pesca, onde se vestia com pele de animal, incorporando suas características com o objetivo de atraí-los por meio da imitação (GIL, 1997).

A dança surgiu da necessidade do homem expressar emoção, que está mais próximo ao campo espiritual do que o físico (CAMINADA, 1999; OSSONA, 1988), pelas danças e rituais, o ser humano expressa emoções de alegria, tristeza e sentimentos místicos e guerreiros (GONÇALVES, 1997). E é por meio da expressividade que o homem revela sua relação com a natureza, pois, é uma manifestação naturalista (COLDEBELLA, 2002).

A antiguidade clássica tem muitas referências sobre a dança, onde entre os povos gregos se manifestava através de rituais com danças circulares de coro cíclico (MENDES, 1985; PORTINARI, 1989). Na civilização grega, a dança atingiu seu auge e se destacou por causa da sua integração com outras artes, incluindo a contribuição dos filósofos Platão, Aristóteles, Sólon e Pitágoras. Depois houve o declínio da cultura grega que levou a dança a perder sua importância e grandeza, sendo vista apenas como entretenimento e espetáculo (COLDEBELLA, 2002).

De acordo com Santos (2001), na Itália, a arte era inovadora, o que contribuiu para ser o centro dessa nova produção cultural, a dança teve seu desenvolvimento através de festas, cerimônias e divertimentos que então faziam parte das atividades socioculturais da aristocracia. Mas os primeiros documentos escritos sobre a dança surgiram entre os séculos XIV e XV, onde ela se afastava da dança popular na França e começava a se caracterizar a dança de corte, no que teve base inicial ao que consideramos hoje como balé clássico (BRASILEIRO; MARCASSA, 2008).

Segundo Stevens (1997) o ballet clássico ao decorrer da história se tornou a primeiro estilo de dança a alcançar reconhecimento popular, como forma de arte internacional. E ele foi criado a partir das danças de corte e teve uma influência significativa para se tornar uma arte teatral, onde a sua linguagem se subdivide em diferentes estilos, como o clássico, romântico e o neoclássico (AMARAL, 2009).

De acordo com Camargo (2013) no Brasil, a trajetória da dança é marcada pela diversidade cultural a partir das manifestações culturais indígenas e de sua colonização, garantindo essas influências para a riqueza do nosso país. Essa evolução apresentou novas características que passaram a ser próprias de cada região, o que deu origem as novas modalidades de dança. Nos dias atuais os estilos mais encontrados devido ao modernismo são: clássico, moderno, jazz, sapateado, funk, entre outros. As danças folclóricas são mais utilizadas no meio escolar com o objetivo de preservar culturas (SILVA; SCHWARTZ, 1999).

A dança é subdividida em várias modalidades, começando pelas primitivas que surgiram desde os primórdios da humanidade onde se manifestava de forma religiosa, por meio de rituais e que por muitas vezes estavam ligados a traços da natureza (MENDES, 1985). Mais tarde a sociedade grega relacionou a dança ao teatro, dando origem as danças teatrais que eram realizadas através de espetáculos. Essas manifestações são importantes para entender como a dança evoluiu na história.

As danças folclóricas, como relata Bregolato (2000) é uma dança criada pelo povo como forma de representar a cultura regional, pois, retrata seus valores, crenças, trabalho e significados. Elas são normalmente ensinadas e vivenciadas no contexto escolar, o que contribui para uma aproximação do contexto histórico do nosso país, no caso do Brasil umas das mais conhecidas que fazem essa representação da diversidade cultural é: Baião, Reisado, Bumba-meu-boi, Maracatu, Quadrilhas, Frevo, entre outros (ALVARENGA, 2013).

Foi no período do século XV que se começou a surgir as manifestações da dança clássica, originando-se então o ballet clássico (MENDES, 1985). Já a dança moderna surge com o intuito de construir uma dança mais livre, representando os sentimentos e emoções, e estimulando a criatividade por ser uma prática de mais expressividade e liberdade diferentemente da clássica que era mais técnica (ALVARENGA, 2013).

Para Camargo (2013) o jazz teve sua influência por uma mistura de algumas modalidades, como o ballet, danças latinas, modernas folclóricas e étnicas. Mas se originou por meio da cultura negra com a mistura das danças tradicionais dos brancos, e assim criando um estilo próprio que é o jazz (BATALHA, 2004). A dança de salão é outra modalidade da dança que segundo Bregolato (2000), surgiu a partir do século XVII e que a primeira realizada foi a valsa na corte austríaca. A dança de salão é caracterizada por ser normalmente uma dança de pares, e é composta por vários tipos de estilos e ritmos, como a valsa, tango, salsa, forró, bolero, entre outros.

Dentre essas modalidades também se encontra as danças de ruas, normalmente são praticadas em lugares públicos (CAMARGO, 2013), surgiu com o intuito de diminuir a violência nas periferias dos EUA, e teve sua influência pelo hip hop e pela cultura negra. Pode ser chamada também como street dance e é comporta pelos mais conhecidos estilos: rap, breaking, pop, house, freestylin.

De acordo com Marques (2003), a dança é um importante instrumento pedagógico. Permite que trabalhemos a pluralidade cultural em nossa sociedade, tanto no que se refere aos diferentes biótipos encontrados no Brasil quanto à maneira com que esses corpos se movimentam. Através da dança podemos compreender, problematizar e transformar as relações que se estabelecem em nossa sociedade entre etnias, gêneros, idades, classes sociais e religiões.

PEQUENA HISTÓRIA DO JAZZ

Pode-se falar que o jazz surgiu de raízes de cultura negra com características marcantes de danças africanas, mas com um resultado de integração de relações que se desenvolveram nos territórios americanos a partir do século XVIII. Segundo Morato (1993), o jazz seria mais fácil de reconhecer do que de escrever. Uma das tarefas tidas como impossíveis pelos historiadores e estudiosos é tentar definir o jazz. O jazz é uma mistura das tradições musicais africanas e europeias ocorrida em solo norte-americano.

De acordo com Benvegnu (2011), outra grande influência no gênero veio direto da música e da dança branca, mais propriamente da música popular de raiz europeia. Assim, a influência se deu por via de imitação, as quadrilhas, marchas, danças irlandesas e começaram a se misturar com danças autônomas para dar lugar ao que chamamos de jazz.

Logo após dessa dança ser reconhecida e apresentada em lugares públicos ganhando mais popularidade, ela passou a aparecer nos chamados “Minstrel Show”, em meados da década de 1840. Eram apresentados por artistas brancos, que cantavam, dançavam e interpretavam nos palcos com o rosto pintado de preto, numa tentativa de imitar o negro, pois, suas performances eram baseadas em elementos da dança negra africanas (FEITOSA, s.d, p.2). E podem ser considerados também espetáculos criados pelo branco para caricaturar os negros (MORATO, 1986).

Assim foi criada uma forma mais refinada de ocorrerem essas apresentações, surgiu então o chamado teatro de variedades ou “Vaundeville”, paralelamente surgiram os “Burlesque Shows”, que, eram a sátira de algum tema ou trama bastante conhecida, que vieram a influenciar as coreografias das comédias musicais da década de 20 (FEITOSA, s.d.). Segundo Benvegnu (2011), neste período a dança negra começou a adaptar-se às características derivadas dos bailes africanos, caracterizando o jazz como uma dança que usa o isolamento de partes do corpo que se movem separadamente seguindo o mesmo ritmo, combinação do corpo em vários ritmos diferentes, e o uso correto do centro de gravidade do corpo que dança.

Morato (1986) descreve que na década de 20 que ocorreu a popularização de diversos estilos de música e dança jazz, divididas em dança teatro e dança social. Sobretudo, a dança surgiu nos palcos da Broadway, propiciando a criação de musicais, aumentando a produção artística e profissionalizando os dançarinos como atores e como professores. Foi nessa nova fase que o jazz começa a ter influência da dança clássica e moderna, sendo dançada por bailarinos treinados nessas técnicas (MORATO, 1993; MIRANDA, 2006).

Um dos nomes conhecidos nesse meio é do Jack Colle, que para muitos ele é considerado como o pai da dança jazz, entre seus estudos incluem ballet, dança moderna com movimentos de danças orientais, desenvolvendo sua própria forma de dança, conhecida como “isolation” por ser uma técnica de isolamento das partes do corpo (GIOVANETTI, 1983). Outro nome que deve ser destacado é da bailarina Katherine Dunham, por ser uma coreógrafa negra ela acabou abrindo portas para as danças negras na Broadway, tornando assim o jazz algo mais livre, o baseando na improvisação individual e maior expressividade. Ela criou espetáculos no qual se revolucionaram o estilo, levando certa contemporaneidade ao que foi denominado o modern jazz dance (BENVEGNU, 2011; CORREIA, 2007).

Chegando na parte que o jazz surge no Brasil, de acordo com Mundim (2005), o jazz se fortaleceu no país a partir da década de 1950, através de shows de televisão, principalmente na TV Tupi e na TV Record. Assim, começaram a surgir bailarinas que seriam as primeiras professoras de jazz no Brasil, como Marly Tavares e Vilma Vernon (JESUS; DANTAS, 2012).

A dança jazz continuou a se expandir pelo Brasil, fazendo com que muitas escolas de dança passassem a oferecer esse estilo. A difusão da dança jazz em escolas e academia de dança foi um fator importante para que esta técnica se desenvolvesse, formando mais coreógrafos e bailarinos interessados nesse estilo de dança (JESUS; DANTAS, 2012).

Para Correia (2007), ao longo da evolução histórica da dança jazz, cada professor criava sua própria metodologia, tendo em vista seu estilo próprio. Esta modalidade se caracteriza por uma procura de novos movimentos, tendo como base o improviso; sendo assim, composta de características individuais dos coreógrafos e professores não exigindo normas e rigor técnico (HAAS; GARCIA, BERTOLETTI, 2010). O jazz por ser uma fusão de vários estilos de dança, sua identidade foi muito modificada, Jesus e Dantas (2012) constatam que a dança jazz passou de uma prática baseada predominantemente na improvisação a uma arte coreografada.

A dança contemporânea está em constante transformação, pois, reflete as mudanças e a diversidade do contexto sociocultural. Portanto, seus conceitos e ideias influenciam outros estilos de dança que são igualmente dinâmicos como o jazz (HAUTH, 2004). E de acordo com o que relata Birshop (2003), o jazz é considerado uma dança moderna, já que alguns de seus elementos e características se assemelham.

JAZZ NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO SOCIOEMOCIONAL

A dança proporciona ao aluno uma grande consciência corporal em relação ao mundo e as coisas que evoluem com sua prática, assim desenvolvendo criatividade, manifestação dos seus sentimentos, autocontrole e interação social. De acordo com Assumção (2010), ao ampliar o processo expressivo do ser humano através dos elementos do movimento se colabora com o desenvolvimento emocional, físico e social dos estudantes.

Portanto, sua prática possibilita o desenvolvimento da dimensão afetivos social, pois, se constrói o autoconhecimento que está ligado ao lado motivacional, afetivo, e na interação e participação social. Por isso, de acordo com Marques (2010; 2014), a dança pode se configurar como forma de expressão dessas dimensões pelo movimento, pelo modo de ser e estar no mundo.

De acordo com Pierezan (2008) a dança pode ser vivenciada fornecendo os sentidos como expressão artística, humana, de sentimento, forma de conhecimento na educação, diversidade de técnicas expressivas e prática de lazer; ela libera a imaginação, desenvolvimento da criatividade e como forma de comunicação e sensibilidade.

Um dos fatores importantes na dança que também contribuem fortemente para um desenvolvimento maior para o ser humano seria o estímulo de um processo de criação. Segundo Saraiva Kunz (1994), improvisação na dança significa dar forma espontânea aos movimentos, realizar movimentos não treinados, ou seja, a improvisação conduz à descoberta, à criação pessoal, possível a todos. Para professores de jazz não existe maneira certa ou errada de montar uma coreografia, dependendo de qual é o objetivo da mesma. A criatividade é um processo de descobertas que permite que as pessoas cheguem do conhecido ao desconhecido através de experimentações e da imaginação para alcançar algo novo (NANNI, 2002).

Deste modo, são inúmeros os benefícios encontrados na dança, o que se faz necessário enfatizar a relevância que ela traz nas relações sociais na vida das pessoas, observando o quanto elas influenciam na formação pessoal de cada indivíduo e na personalidade (SHIBUKAWA et al., 2011). Portanto, a dança deve ser considerada uma atividade completa, pois, além de trabalhar com as emoções, também se trabalha o corpo, e ainda atua no bem estar e prazer, atingindo a parte mental do ser humano (ALMEIDA; 2014). No qual os benefícios encontrados na dança se fazem presente na modalidade de jazz por ser uma prática que aborda potencialidades similares, trabalhando os mesmos desenvolvimentos adquiridos no seu processo.

O jazz está totalmente relacionado à dança, assim como outras modalidades da mesma, logo os fatores motivacionais e influenciadores são semelhantes. A dança jazz pode ser considerada uma forma de experiência emocional, expressa em movimento e estimulada pela música, ritmo ou sons (GIOVANETTI,1983).

METODOLOGIA

Esta pesquisa classifica como um estudo de campo, descritivo, de modo transversal com uma abordagem qualitativa-quantitativa. Para Marconi (1982) defende ainda que técnicas quânticas de análise e tratamento dos dados apresentam melhor compreensão, mais objetivo, dinamizam o processo de relação entre variáveis. A pesquisa quantitativa também é apresentada como semântica quantitativa e análise de conteúdo, trabalhando e mensurando dados de uma base textual. Essa abordagem quantitativa é a mais adequada, pois, coleta dados através de questionários e entrevistas, buscando opiniões relevantes para pesquisa. Já a pesquisa qualitativa tem como finalidade o conhecimento das subjetividades do grupo no que diz respeito à utilização da linguagem e transmissão dos saberes, assim como os conhecimentos que o grupo possui e a forma como lida com eles (SILVA, 2011).

O cenário da pesquisa aconteceu em um bairro considerado de periferia de Fortaleza-CE. É um espaço de dança onde são ofertadas aulas de jazz para crianças e adolescentes, tendo turmas para babys, iniciantes, intermediárias e avançadas. A pesquisa foi realizada nos meses de outubro e novembro no ano de 2018.

Assim a deste estudo configurou-se em alunos/bailarinos do espaço de dança visitado, composta por um total de 30 alunos na sua grande maioria sendo meninas, no qual foi retirada uma amostra de 15 alunos de forma aleatória. Portanto, participaram 15 alunos com uma média de idades entre 10 a 19 anos.

Com critério de inclusão alunos praticantes de jazz entre o período de 6 mês a 5 anos do nível iniciante e avançado autorizados pelos pais e professora devido à idade adequada para a resposta dos questionários. Foram excluídos da amostra todos aqueles que porventura não assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE.

Como ferramenta de coleta de dados, utilizou-se a aplicação de um questionário estruturado contendo nove questões de natureza subjetiva e objetiva, onde nas questões objetivas os pesquisados poderiam escolher sua opção para resposta. Antecedendo a aplicação do questionário foi apresentado e assinado no cenário de pesquisa termo de assentimento livre esclarecido (TALE).

Os preceitos éticos (regidos pela Resolução n° 466/12, do Conselho Nacional de Saúde que estabelecem direitos e deveres de pesquisadores e pesquisados em pesquisa com seres humanos) foram priorizados pelo pesquisador. Como componente ético preceituado na pesquisa com seres humanos, a preservação do anonimato dos participantes se constituiu em um compromisso (BRASIL, 2012).

Assim os dados obtidos através de questionários impressos foram interpretados sem interferência do pesquisador. Para a análise das informações e dos resultados, foram utilizados tabulação foi feita com gráficos, programa Excel (2010) – Windows; e, quando se trataram das questões abertas, por meio da análise de conteúdo das respostas, que foram categorizadas e discutidas a luz da subjetividade.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os dados da pesquisa foram obtidos a partir dos resultados coletados através dos questionários aplicados aos alunos, como forma de melhor representação foi escolhida o uso de gráficos, tabelas e quadros. Para o comprimento dos preceitos éticos da pesquisa alunas serão descritas por siglas para preservação do anonimato. Na primeira pergunta foi colocada de forma subjetiva para responderem o que mudou nas suas vidas depois que começaram a praticar jazz (quadro 1).

Quadro 1 Com a prática de jazz o que mudou na sua vida?

Mudança na vida após a prática de jazz
A1 Tudo, sou mais fácil de lidar (agora), minha personalidade mudou muito, consigo trabalhar em equipe, enfim é isso.
A2 Minha timidez, meu ciclo social e corpo.
A3 Me tornei mais responsável, madura, calma, forte e etc.
A4 Diminui a timidez, fiquei mais flexível e ajudou meu desempenho escolar.
A5 Flexibilidade, disposição, desenvoltura, timidez, relacionamento, responsabilidade.
A6 Fiz mais amizades, me tornei menos tímida e mais responsável.
A7 A timidez, o desempenho na escola, a flexibilidade, responsabilidade e agilidade.

Fonte: Dados da pesquisa, 2018.

No quadro 1 nos mostra algumas das respostas selecionadas sobre as mudanças notadas depois que iniciaram a praticar da modalidade. De acordo com os achados, observa-se que muitas dificuldades foram superadas, entretanto, a que se destacou foi a timidez, e após a vivência com o jazz e a dança foi possível observar uma melhor significativa segundo os entrevistados. Outras mudanças relatas, foram em relação à interação social, conquistaram novas amizades, bem como conseguindo se relacionar. Destaque também para o desempenho escolar, assim como autonomia e responsabilidade nas tarefas diárias. Também foi muito citado o desenvolvimento corporal.

De acordo com Pereira (1994), a dança estimula as relações interpessoais e proporciona o trabalho em grupo; ajuda nas habilidades sociais, desenvolvimento da autoconfiança e senso de responsabilidade, contribuindo para a postura, flexibilidade e equilíbrio emocional (FALSARELLA; AMORIM, 2008). Segundo Flores (2002) a dança desenvolve a musculatura corporal de forma integral e natural e permite uma melhoria na autoestima e na quebra de diversos bloqueios psicológicos. Podendo auxiliar também na melhora da coordenação motora proporcionando leveza nos movimentos e equilíbrio, ajuda a conquistar novos amigos, contribui na sensibilidade de pensar, agir e sentir, estimula o autoconhecimento e melhora a timidez (CERIBELLI, 2008).

Na segunda questão indaga: O que a prática do jazz proporcionou: maior responsabilidade; ajudou no desempenho escolar; novas amizades. Nesta pergunta poderia se marcada mais de uma opção.

Tabela 1 – Prática do Jazz proporcionou

Opções Qt. %
Maior responsabilidade 11 73%
Ajudou no desempenho escolar 10 67%
Novas amizades 13 87%

Fonte: Dados da pesquisa, 2018.

Os resultados evidenciam que, 73% dos alunos afirmam ter adquirido “maior responsabilidade” após a prática de jazz, 67% apresentaram “melhoria no seu desempenho escolar”, para 87% destacar o seu ciclo social aumentou, proporcionando-os “novas amizades”.

A dança em seu caráter de educação e formação pode fazer com que se desperte maior senso de disciplina e responsabilidade (SILVA; VIANA, 2016), com isso ajudando o aluno de modo geral em adquirir mais compromisso com suas obrigações.

Por exemplo, como citado por eles a melhora no desempenho escolar, Marques (2007) confirma que a dança ajuda no desenvolvimento das grandes funções mentais, como a atenção, memória, raciocínio e imaginação. E também contribui para melhora do autoconceito e da autoestima, possibilitando uma maior interação no meio social, colaborando com o enriquecimento das relações interpessoais (GARIBA, 2002).

Na terceira questão quando indagados sobre quais os motivos os levaram a praticar jazz?

Tabela 2 Motivos que os estimularam a praticar o jazz

Opções Qt. %
Lazer e recreação 11 73%
Em busca de estética 04 27%
Indicação médica e saúde 04 27%
Sonho profissional 10 67%
Fazer amizades 07 47%

Fonte: Dados da pesquisa, 2018.

Os dados obtidos na tabela 2 foram obtidos através de cinco opções nas quais os alunos poderiam marcar mais de uma, para 73% a motivação seria “lazer e recreação”, já 67% “sonho profissional”, pois, começaram a praticar com o intuito de seguir uma carreira no meio da dança. Apenas 27% buscaram essa modalidade por conta de uma questão “estética” e por “indicação médica/saúde”, e 47% procuravam “fazer novas amizades”.

A dança é uma atividade física alegre que traz sensações de bem-estar, levando-a a ter mais motivação, autoestima e autodeterminação (MARBÁ; SILVA; GUIMARÃES, 2016). Os autores anteriormente citados ainda ressaltam que a busca pela dança como uma atividade física proporciona manter o corpo em forma, ter uma boa aparência e além de fazer novas amizades; não favorecendo apenas na parte estética, mas proporcionando também aos praticantes o benefício do sentir-se bem (SZUSTER, 2011).

Constatou-se que a maior parte procurou a dança por motivos de lazer, como forma de diversão nos seus momentos livres, os autores Hass e Garcia (2006) afirmam que a dança promove melhoria na qualidade de vida das pessoas, principalmente no sentido da busca por energia, harmonia e estímulos positivos. Mas como mostrado nos resultados existem outros fatores que os levam a escolherem tal prática, como Samulski (2002) fala que a motivação para a prática de uma atividade depende da interação entre a personalidade (expectativas, interesses, motivos e necessidades) e fatores do meio ambiente como algo atraente, um desafio ou influência social.

A quarta e quinta questão foi dividida em dois gráficos, onde foram feitas duas perguntas na qual se correlacionam diretamente, com o intuito de saber se os alunos têm uma boa relação com os demais da turma (1A) e se conseguem respeitar as diferenças uns dos outros (1B).

Gráfico 1 Qual o nível de relação com os colegas de dança? (A); Conseguem respeitar as diferenças uns dos outros? (A)

Fonte: Dados da pesquisa, 2018.

Para, 33% o nível de relação com os colegas de jazz é “boa”, e 67% é “ótima”, não se obteve percentual para “ruim” e “regular” (gráfico 1A). Para 100% relataram que sim conseguem respeitas as diferenças (gráfico 1B). Conforme os resultados constatam-se que o espaço de dança frequentado por eles os proporciona convívios satisfatórios, onde conseguem lidar e ter um bom relacionamento uns com os outros.

Na dança se fazem necessários atributos como: respeito ao próximo, solidariedade e dignidade (SILVA; VIANA, 2016), onde Vieira (2012) destaca que a ética na dança desencadeia uma série de reflexões, que através dos questionamentos vivenciados no corpo por meio de movimentos dançados podem levar o educando a expressar suas opiniões a respeito da dança sem serem agressivos, desrespeitosos e injustos.

Os autores Zaniboni e Carvalho (2007) podendo citar os benefícios a dança no geral, afirmam que através dessas práticas as crianças criam um espaço saudável da convivência em grupo, trocando experiências e compreendendo os limites do outro. Contribuindo com essa afirmativa Marques (2010) relata que a dança é uma ferramenta de interação social ao proporcionar melhor relacionamento entre os pares.

A sexta e sétima questão investigou se houve mudanças após a prática de jazz na opinião dos alunos (2A), em relação ao grau de dificuldade em lidar com problemas no meio social e se aprenderam a trabalhar melhor em equipe (2B).

Gráfico 2 Grau de dificuldade para lidar com os conflitos sociais (A); Aprendeu a trabalhar em equipe? (B)

Fonte: Dados da pesquisa, 2018.

Diante dos resultados o gráfico 2A revelou que 33% dos alunos avaliaram que seu grau de dificuldade em lidar com conflitos sociais se tornou “fácil”, e a maioria (67%) “médio”. Enquanto no gráfico 2B todos os alunos (100%) indicaram ter aprendido a trabalhar melhor em equipe nesse tempo de prática no jazz.

Desta forma conclui-se que a dança oportuniza interação entre os indivíduos, onde no convívio passam a se conhecer melhor, aprendendo a lidar uns com os outros, com suas diferenças e na resolução de problemas encontrados no meio social. Godoy et al., (2005) afirma que na dança o corpo se torna um meio de interação do indivíduo com o mundo, facilitando o desenvolvimento da consciência corporal e das possibilidades de comunicação com o outro.

Para Wosien (2000), o homem se confronta com seus próprios impulsos e necessidades, carregados de conflitos e tensões, assim como suas intenções de relacionamentos. Mas dançando ele procura exteriorizar e eliminar, tentando se relaxar e organizar. De acordo com Arce e Dácio (2007), a dança melhora a autoestima, quebra bloqueios psicológicos, possibilita convívios e relações sociais melhores, serve como lazer; e proporciona o trabalho em grupo (PEREIRA, 1994).

A oitava questão implica numa autoavaliação dos alunos em relação a sua personalidade, se notaram alguma mudança nesse período de prática no jazz.

Gráfico 3 Mudança na sua personalidade?

Fonte: Dados da pesquisa, 2018.

Quadro 2 – Justificativa das respostas

Mudança na personalidade após o jazz
P5 Timidez, se apresentar em público, me ajudou a ser extrovertida e “sem vergonha”.
P8 Eu não sou mais ansiosa e sim calma.
P3 Me tornei uma pessoa mais confiante e responsável.
P1 Eu era uma pessoa de personalidade muito forte, não gostava de trabalhar em grupo e agora é diferente.
P9 Porque eu aprendi a trabalhar em equipe.
P4 Fiquei mais participativa.
P6 Me tornei mais extrovertida.

Fonte: Dados da pesquisa, 2018.

No gráfico 3 mostra que 93% dos alunos responderam “sim” ao questionamento de mudança na sua personalidade, e apenas 7% “não”. Desta forma constatou-se por meio da fala das alunas (quadro 2) que a dança oportunizou a diminuição da timidez, melhorando a alto confiança e ansiedade, se tronando mais extrovertidas e participativas. Assim, autoestima e o autoconceito são construtos da personalidade que representam o sentimento com relação ao “Eu”, auxiliando na formação da identidade do sujeito. A capacidade de se sentir bem e construir boas relações com os outros depende desta assimilação de cada um com respeito a si mesmo (FERREIRA; VILLELA; CARVALHO, 2010).

Corroborando com o estudo Ferreira (2009) afirma que a dança colabora para a formação da personalidade, desenvolve ao aluno uma visão crítica e participativa na sociedade, assim como também proporciona o encontro consigo próprio, conduzindo seus sentimentos e emoções, possibilitando o fortalecimento da identidade.

A nona questão investigou de que forma o jazz pode influenciar no desenvolvimento socioemocional do aluno.

Gráfico 4 O jazz pode influenciar no seu desenvolvimento socioemocional?

O gráfico indica que 53% dos alunos acreditam que o jazz pode influenciar “diretamente” no seu desenvolvimento socioemocional, 47% disseram que influência “parcialmente”, e nenhum (0%) marcou a opção “dificilmente”. Com base nos resultados todas alegam que de certa forma essa modalidade influi no seu desenvolvimento.

A dança é uma atividade física e expressiva que permite aprofundar a percepção de cada um sobre si mesmo e sobre os outros, podendo contribuir no desenvolvimento emocional e na estruturação da identidade, promovendo a formação do sujeito singular com maneiras próprias de ser, sentir e agir (FERREIRA; VILLELA; CARVALHO, 2010).

De acordo com Shibukawa (2011), a dança tem grande relevância nas relações sociais na vida das pessoas, observando o quanto elas influenciam na formação pessoal de cada indivíduo e na personalidade. Dessa forma a dança pode ser considerada uma atividade completa, pois, além de trabalhar emoções, atitudes e sentimentos, ela também trabalha o corpo, desenvolvendo capacidades motoras, e ainda atuando no bem-estar, atingindo a parte mental do ser humano (ALMEIDA; 2014).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Deste modo, foi possível perceber através dessa pesquisa benefícios e mudanças o jazz pode trazer, onde foi constatado por meio das afirmativas dos alunos que após a prática notou-se melhoras em a fatores caracterizados como bloqueios emocionais, no convívio social e no desenvolvimento corporal.

De forma mais detalhada declaram ter se tornado pessoas menos tímidas, mais participativas e extrovertidas, adquirindo maior autoconfiança, responsabilidade nas suas obrigações, aumentando seu ciclo de amizades e aprendendo a conviver e lidar com as diferenças uns dos outros. Deste modo percebe-se que o jazz teve e tem uma grande influência na vida e transformação desses alunos.

Após os resultados analisados, podemos concluir que a dança pode promover melhoras e mudanças significativas para o ser humano, contribuindo não apenas para saúde, lazer e aprimoramento físico, mas também para o processo de construção de personalidade, convívio e relações sociais, e no desenvolvimento emocional.

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[1] Graduada em Educação Física.

[2] Mestre em ciências morfofuncionais (UFC). Especialista em dança educação e graduada em Educação Física. Coordenadora do grupo de Iniciação Cientifica em Educação e Saúde – GINCES.

[3] Mestrado em Ensino da Saúde (Universidade Estadual do Ceará) e Educação e Gestão Desportiva (Universidade Americana/ Católica do Chile). Especialista em Treinamento Desportivo. Graduado Educação Física e Fisioterapia.

[4] Mestre em Ensino na Saúde Pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Graduado em Educação Física Licenciatura pela Universidade Estadual do Piauí. É Mestre em Ensino na Saúde Pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Coordenadora do grupo de Iniciação Cientifica em Educação e Saúde – GINCES.

Enviado: Março, 2019

Aprovado: Maio, 2019

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