Os benefícios do treinamento funcional para alunos com Síndrome de Down em uma escola do Município de Parintins-AM

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ARTIGO ORIGINAL

OLIVEIRA, Renata Peres de [1], OLIVEIRA, Ginarajadaça Ferreira dos Santos [2]

OLIVEIRA, Renata Peres de. OLIVEIRA, Ginarajadaça Ferreira dos Santos. Os benefícios do treinamento funcional para alunos com Síndrome de Down em uma escola do Município de Parintins-AM. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 09, Vol. 04, pp. 130-147. Setembro de 2019. ISSN: 2448-0959

RESUMO

Esta pesquisa buscou avaliar os benefícios do Treinamento Funcional para alunos com Síndrome de Down de uma escola de educação especial do município de Parintins-AM. Os objetivos específicos identificaram a prática do professor; a avaliação físico-nutricional e habilidades psicomotoras dos sindrômicos maiores de idade, além da aplicação de aulas de treinamento funcional e avaliação do processo de ensino-aprendizagem dos alunos após o treinamento. O estudo justifica-se em avaliar como o treinamento pode gerar benefícios para desenvolvimento físico, social e psicomotor dos sindrômicos. A metodologia baseia-se no método dedutivo, de natureza aplicada, abordagem quali-quantitativa, explicativa, com procedimentos de pesquisa de campo, pesquisa-ação e amostragens não probabilísticas. Os dados foram coletados através de entrevistas abertas; observação participante, caderno de campo e a aplicação de questionários. Os resultados apontaram que apesar dos índices de IMC em 10 dos 14 alunos não ter alterado a classificação nutricional destes, houve ganho de massa muscular, diminuição de massa corporal e gordura abdominal nos indivíduos acima do peso. Os pais ou responsáveis apontaram mudanças nos hábitos alimentares e no interesse pela prática de atividade física. Na observação dos professores houve melhora no rendimento escolar, desenvolvimento cognitivo e comportamento sócio-afetivo dos alunos através do aumento na concentração, organização, competição, raciocínio lógico, interação social e comunicação entre os alunos em sala de aula. Concluiu-se que o estudo trouxe uma nova perspectiva aos alunos com SD em relação à estética, cuidado e saúde do próprio corpo, além da possibilidade de ter mais uma opção de lazer com os demais colegas.

Palavras-chaves: Educação Física Especial, Síndrome de Down, treinamento funcional.

1. INTRODUÇÃO

As primeiras práticas de exercícios físicos dentro do contexto escolar surgiram na Europa no final do século XVIII sob a forma de jogos, ginástica, dança e equitação, com o intuito de “construir” um novo homem, mais forte, mais ágil e apto a ingressar como força de trabalho na sociedade capitalista (PIMENTA; LIBÂNEO, 2012). No início do século XX, a identidade pedagógica da Educação Física Escolar (EFE) passou a ser pautada pelas normas, valores e exercícios físicos empregados nas instituições militares, com o propósito de “formar” um homem mais disciplinado, obediente e respeitador da hierarquia social (SAVIANI, 2013).

Já no fim do século XX e início do século XXI, a Educação Física Escolar iniciou uma profunda transformação em seu processo educativo marcado, principalmente, pela inclusão do estudo da Psicomotricidade que é focada na “importância de estimular as aptidões motoras, corporais e psicológicas dos alunos de maneira conjunta” (DUCKUR, 2014, p.44). Nessa concepção, a prática do movimento desencadeia mudanças de hábitos, idéias e sentimentos, onde a atividade física concebe o homem como um ser autônomo, capaz de cuidar do próprio corpo, de acordo com suas necessidades e capacidades individuais.

Dentre as várias áreas da Educação Física desenvolvida ao longo da história, pode-se destacar a Educação Física Especial (EFE), como uma das que mais amplia o conceito de autonomia e respeito às diferenças individuais. Para Cidade e Freitas (2002, p.27), “a Educação Física Especial não se diferencia em seus conteúdos, mas nas formas de organização, técnicas e métodos de aplicabilidade para pessoas com deficiência ou necessidades educacionais especiais”. Trata-se, portanto, de uma nova metodologia que desmistifica a visão de que apenas os melhores ou “normais” estão aptos a praticar uma atividade física, deixando os demais alunos de fora.

É neste contexto, que o presente estudo teve por objetivo avaliar os benefícios da aplicação do Treinamento Funcional para alunos com Síndrome de Down em uma Escola do município de Parintins, no interior do Estado do Amazonas. Segundo o Conselho Federal de Educação Física (CONFEF, 2016, p.02), o Treinamento ou Treino Funcional (TF) “é uma importante tendência contemporânea que trabalha a melhoria das capacidades funcionais do corpo como: força muscular, flexibilidade, sistema cardiorrespiratório, coordenação motora, equilíbrio, velocidade, além de auxiliar no emagrecimento”.

O levantamento divulgado pela Academia Americana de Pediatria em parceria com o Colégio Americano de Medicina Esportiva, Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e Esporte e a Sociedade Canadense de Medicina Esportiva (MARINHO, 2010), enfatiza que “tanto crianças quanto adultos podem se beneficiar da prática dos treinos funcionais e de força desde que seja considerada sua maturidade física, psicológica e que não haja contra-indicações médicas”. Para estas instituições é importante que o orientador (educador/treinador) físico esteja atento a qual objetivo se propõe o treino, devendo este ser executado de acordo com a idade, o limite físico e as condições de saúde do treinando.

Apesar do aval das associações médicas para esse tipo de treinamento físico, diversos autores (MENEGHETTI et al., 2009; BONOMO, 2009; PINTO, 2013; ARAKI; BAGAGI, 2014; PRUDENTE; SANTOS, 2014; MODESTO et al., 2016) salientam que a literatura científica ainda necessita aprofundar-se nas pesquisas sobre o Treinamento Funcional direcionado à Pessoas com Deficiência. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2011, p.04) “cerca de um bilhão de pessoas no mundo vive com algum tipo de deficiência, sendo que a cada 1.100 crianças nascidas, uma possui deficiência intelectual causada pela anomalia genética no cromossomo 21, conhecida como Síndrome de Down”. Essa alteração cromossômica é considerada a mais antiga e comum no mundo todo.

Na estimativa do Ministério da Saúde (BRASIL, 2012, p. 09), “cerca de 270 mil pessoas no Brasil teriam a síndrome, independente de etnia, gênero ou classe social”. Conforme explica Moreira, et al. (2010, p.97), os sindrômicos costumam ter um desenvolvimento físico e intelectual mais lento, e ainda estão propensos à inúmeros problemas de saúde como “hipotonia muscular generalizada; cardiopatia congênita; problemas de audição e visão; distúrbios da tireóide; problemas neurológicos; envelhecimento precoce, excesso de peso e obesidade, entre outros”.

Tendo em vista ser uma essa população expressiva, consideramos relevante avaliar como a aplicação de um Treinamento Funcional pode gerar benefícios à saúde de alunos com SD, contribuindo para seu desenvolvimento físico, social e psicomotor. Acreditamos que o estudo dará subsídios para pesquisas de outros profissionais que atuam na Educacao Especial, Educação Física ou em áreas afins.

2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 ABORDAGEM HISTÓRICO-SOCIAL SOBRE A EDUCAÇÃO FÍSICA COMO PRÁTICA CIENTÍFICA E PEDAGÓGICA

A Educação Física (EF) é considerada umas das áreas do conhecimento humano cujo conteúdo teórico-epistemológico vem sendo amplamente debatido devido ao seu caráter dinâmico, complexo e,até certo ponto, controverso. De acordo com a definição do doutor em Livre-Docência em Métodos e Técnicas de Pesquisa em Educação Física e Motricidade Humana da Universidade Estadual Paulista, Mauro Betti (2003, p.150), a Educação Física pode ser compreendida como “área de conhecimento e intervenção profissional-pedagógica, que lida com a cultura corporal de movimento, objetivando a melhoria qualitativa das práticas constitutivas dessa cultura, mediante referenciais científicos, filosóficos e estéticos”.

Para este especialista, a EF deve ser analisada a partir de dois grandes grupos, sendo o primeiro o da matriz científica que concebe a Educação Física como área de conhecimento científico que estuda o movimento humano, e o segundo da matriz pedagógica, que a concebe como prática de intervenção pedagógica e social imediata, isto é, para desenvolver ou aprimorar esse movimento humano (BETTI, 2005).

No entanto, teóricos como Chalmers (1994), Bracht (2002) e Gutierrez et al. (2016), frisam que esse tipo de divisão pode criar a impossibilidade de a Educação Física constituir-se como uma ciência autônoma, pois fomenta o dualismo metodológico ou epistemológico que a coloca entre as ciências naturais (explicação das condutas humanas) e as ciências humanas(compreensão da condutas humanas). Nesta perspectiva Bracht (1999, p.35), faz a seguinte indagação: “o estudo do movimento humano deve ser feito a partir dos princípios das ciências naturais ou das ciências sociais e humanas, ou, ainda de ambas?”.

Sabe-se que boa parte da origem destes questionamentos sobre o dualismo metodológico da Educação Física ocorre devido a mesma pertencer a área das Ciências Naturais (Biologia, Química, Fisiologia, Fisoterapia, Nutrição, Medicina, Genética, etc.), porém com uma estreita relação e articulação com o saber conceitual e prático de diferentes campos das Ciências Humanas (Educação, Sociologia, História, Artes, Psicologia, Serviço Social, etc.). Deste modo, não se pode compreender o estudo da Educação Física sem antes considerar todo o processo histórico-social por qual passou esta área, sendo necessária traçar uma abordagem desde seu surgimento.

Segundo contam Ramos (1992) e (POWERS, 2010), as origens da Educação Física estão associadas à educação espontânea do homem nos tempos da Pré-História, uma vez que o corpo dos indivíduos primitivos se desenvolvia em um ambiente que exigia grande esforço físico, tanto para percorrer longas distâncias, quanto para adquirir as fontes de alimentação natural, ricas em sementes, raízes, frutas e carnes silvestres, ou seja, o homem nômade tinha a necessidade executar atividades físicas para caçar, pescar e construir abrigos, como estratégias de sobrevivência do grupo.

2.2 TREINAMENTO FUNCIONAL NO CONTEXTO ESCOLAR

De acordo com o Conselho Federal de Educação Física (CONFEF, 2016, p.03), o Treino ou Treinamento Funcional (TF) é uma terminologia relativamente nova na área da Educação Física Geral atribuída ao conjunto de exercícios físicos que se baseiam nos movimentos naturais do corpo humano como correr, pular, rolar, puxar ou agachar, e que são utilizados em programas de condicionamento físico, desempenho atlético ou emagrecimento. Conceitualmente, a instituição classifica o treino como: “agrupamento de movimentos que estabilizam mais de um segmento, podendo ser realizado em diferentes planos (locais livres ou fechados) envolvendo diferentes ações musculares (excêntrica, concêntrica e isométrica)”.

Para melhor compreensão do conceito dessa terminologia, Grigoletto et al. (2014, p.715), considera importante conhecer os conceitos associados ao treinamento funcional, uma vez que o termo “funcional” pode ser entendido como “concernente a funções orgânicas vitais ou à sua realização; ou aquilo que é capaz de cumprir com eficiência seus fins utilitários, funções biológicas ou psíquicas”. Conforme o autor supracitado, a aplicação correta do termo “funcional” deve estar associada ou se relacionar às funções do sistema psico-biológico humano, com eficácia e respeitando o objetivo das mesmas. Portanto, todos os treinamentos, sem exceção, devem ter por meta o desenvolvimento de alguma variável de funcionalidade.

No contexto escolar brasileiro, o uso de treinos de força e/ou resistência como o Treinamento Funcional ainda é novo e pouco difundido sendo, por via de regra, aplicado no Conteúdo Estruturante da Modalidade de Ginástica. Conforme consta nas Diretrizes Curriculares da Educação Básica elaboradas pelo MEC (BRASIL, 2008, p.60), existe nove (09) Elementos Articuladores dos Conteúdos Estruturantes de Modalidades – Esporte; Jogos e Brincadeiras; Ginástica; Lutas e Dança –, propostas para o ensino da Educação Física na Educação Básica do Brasil, sendo eles: 1 – Cultura Corporal e Corpo; 2 – Cultura Corporal e Ludicidade; 3 – Cultura Corporal e Saúde; 4 – Cultura Corporal e Mundo do Trabalho; 5 -Cultura Corporal e Desportivização; 6 -Cultura Corporal – Técnica e Tática; 7 – Cultura Corporal e Lazer; 8 – Cultura Corporal e Diversidade; 9 – Cultura Corporal e Mídia.

Dentro destas diretrizes curriculares, o Treinamento Funcional pode ser utilizado como instrumento metodológico para o desenvolvimento do elemento articulador número 3 – Cultura Corporal e Saúde com o propósito de combater o sedentarismo dos alunos, melhorar suas condições de força física, psicomotora, muscular, além do aprimoramento das funções orgânicas e o conhecimento do próprio corpo. Segundo indica o Ministério da Educação (BRASIL, 2008, p.67), “espera-se que os alunos tenham subsídios para questionar os padrões estéticos, a busca exacerbada pelo culto ao corpo e aos exercícios físicos”.

No que se refere ao Treinamento Funcional voltado as aulas de Educação Física para pessoas com deficiência, esse significado é ainda mais potencializado, podendo ser eficientemente desenvolvido a partir do Elemento Articulador número 8 – Cultura Corporal e Diversidade, uma vez que a proposta curricular do Ministério da Educação (BRASIL, 2008, p.60), assegura que “as aulas de Educação Física podem revelar-se excelentes oportunidades de relacionamento, convívio e respeito entre as diferenças, de desenvolvimento de idéias e de valorização humana, para que o outro seja considerado”.

2.3 DEFINIÇÕES SOBRE A SÍNDROME DE DOWN

De acordo com a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) elaborada pela Organização Mundial da Saúde (OMS, 2015) a Síndrome de Down (SD) é uma deficiência intelectual (DI) de origem genética causada por um desequilíbrio na função reguladora dos genes que agem sobre a síntese de proteínas, ocasionando perda de regularidade no desenvolvimento e nas funções das células do corpo humano. Segundo descrito no estudo de Silva et al. (2009, p.415), a SD apresenta três tipos principais de anomalias cromossômicas, sendo elas: “a trissomia do cromossomo 21, a translocação e o mosaicismo”.

Na trissomia do cromossomo 21 os portadores da SD apresentam em todas as suas células 47 cromossomos e não 46, tendo um cromossomo extra do par 21. Aproximadamente 92% dos portadores da SD têm essa anormalidade cromossômica. Já as translocações produzem cerca de 5% dos casos de SD, e destes 45% são herdados da mãe. Quanto ao mosaicismo, algumas células exibem cariótipos normais com 46 cromossomos, enquanto outras exibem cariótipos com 47 cromossomos devido à trissomia do cromossomo 21. Estes casos ocorrem por acidente genético e estão presentes em cerca de 2,7 a 3% dos indivíduos portadores de SD.

O termo “síndrome” significa um conjunto de sinais e sintomas, e “Down” designa o sobrenome do médico e pesquisador John Langdon Down que identificou a síndrome no ano de 1866 (MUSTACCHI, 2009). Para a Associação Americana sobre Deficiências Intelectuais e de Desenvolvimento (AAIDD, 2004), a deficiência intelectual da pessoa com Down se caracteriza por limitações significativas no funcionamento intelectual e no comportamento adaptativo, podendo variar em habilidades adaptativas conceituais, sociais e práticas de acordo com os estímulos ambientais dos quais cada indivíduo recebe.

Segundo consta nas Diretrizes de Atenção à Pessoa com Síndrome de Down, do Ministério da Saúde (BRASIL, 2012), os sindrômicos necessitam de atendimento pedagógico especial de estimulação precoce, pois, em geral, manifestam comprometimento no desenvolvimento da linguagem, percepção, atenção, adaptação, memória, leitura e escrita, raciocínio lógico matemático e na psicomotricidade (coordenação dos movimentos, lateralidade, agilidade, velocidade, equilíbrio, força, etc.).

2.3.1 FISIOLOGIA DOS SINDRÔMICOS

Os indivíduos com Síndrome de Down possuem características fisiológicas muito peculiares. De acordo com os especialistas em anomalias genéticas, Ke e Liu (2015, p. 08), as principais delas são a baixa estatura, mãos pequenas e largas com prega palmar única, face larga e achatada, olhos distantes um do outro, nariz pequeno com base nasal achatada, baixa implantação das orelhas, língua projetada para fora da boca, palato ogival, genitais hipodesenvolvidos, excesso de pele na nuca, cabelo liso e ralo; fissuras palpebrais oblíquas;

Além dessas características a SD aparece associada à diferentes problemas médicos, incluindo doenças congênitas do coração, atresia duodenal, perda auditiva, hipotonia muscular, hiper flexibilidade das articulações, hipotireoidismo, demência de início precoce, leucemia e problemas oftalmológicos (KE, LIU, 2015). Em relação às essas características é valido ressaltar que nem todos os portadores desta síndrome apresentam estes fenótipos, no entanto, a deficiência intelectual é a única característica presente em todos os casos.

2.3.2 A IMPORTÂNCIA DAS ATIVIDADES FÍSICAS PARA PESSOAS COM SÍNDROME DE DOWN

O último levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2014, p.07), indica que existem 2,1 bilhões de pessoas obesas ou com sobrepeso, o que representa quase 30% da população mundial. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM, 2016, p.04), estima que “o número de indivíduos acima do peso no país chega a 70 milhões e outros 18 milhões são obesos”. Para a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas do Ministério da Saúde – VIGITEL (BRASIL, 2015), os fatores que desencadeiam a obesidade se dão, em grande parte, devido ao estilo de vida da sociedade moderna com maus hábitos alimentares e ausência de atividade física regular.

Devido a causas multifatoriais, as pessoas com Síndrome de Down também fazem parte dessas estatísticas de sobrepeso e obesidade, principalmente entre os indivíduos adultos. Lucyk (2010, p.13), explica que “os sindrômicos geralmente são indivíduos sedentários ou com pouca disposição para prática de atividades físicas, que aliados a uma alimentação desequilibrada e com poucos nutrientes, os predispõem a serem obesos”. Chaves et al. (2008), Chad e Jobling (2009) e Meneghetti et al., (2009), são unânimes em ressaltar que quanto mais cedo houver uma mudança nos hábitos nutricionais e no estilo de vida sedentário dos indivíduos com SD, mas fácil será conseguir uma vida saudável, produtiva e prolongada.

Nesse processo de mudança a Educação Física é uma ferramenta fundamental no combate e prevenção da obesidade, uma vez que estimula a participação em programas de atividade física e desportiva visando a melhoria do sistema locomotor e das capacidades funcionais, sociais e comportamentais dos sindrômicos.

Sobre o assunto Felipe et al. (2015, p.1118), destaca que ao propor exercícios para indivíduos com SD, é fundamental considerar todos os aspectos de saúde, como “sistema cardiorrespiratório, força muscular, composição corporal, flexibilidade, agilidade, equilíbrio e potência, para assim assegurar de forma total a saúde do indivíduo promovendo uma atividade física mais direcionada”. Para tanto, os autores recomendam que o planejamento dos exercícios englobem os princípios de “duração, frequência, intensidade e modo de progressão sempre objetivando os resultados já pré-determinados em uma avaliação física”.

3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O campo de investigação selecionado foi a Escola de Educação Especial “Glauber Viana Gonçalves” pertencente a Associação Pestalozzi de Parintins-Am. O município está situado à margem direita do Rio Amazonas, distante 369 km em linha reta e 420 km via fluvial da capital, Manaus. De acordo com o último Censo demográfico realizado, a cidade de Parintins possui uma população estimada em 102.033 habitantes, sendo destes, 69.890 moradores da zona urbana e 32.143 moradores da zona rural (IBGE, 2010).

A escolha do educandário se deve ao fato do mesmo ser o único estabelecimento de educação que atende pessoas com Síndrome de Down em Parintins. Segundo Valente e Silva (2013, p.03), “a instituição Pestalozzi atende usuários com diversificados tipos de deficiência ou graus elevados de comprometimento educacional, entre eles, os indivíduos com Síndrome de Down”.

Atualmente a instituição atende 160 usuários com diversificados tipos de deficiência ou comprometimento educacional, na faixa etária de 0 a 50 anos e que vivem em situações de vulnerabilidade social ou de extrema pobreza. Para assistir aos usuários e suas famílias, a Associação conta com uma equipe multiprofissional de 27 especialistas que atuam na Educação Infantil (Estimulação Precoce e Estimulação Essencial), Interação Sensorial, I e II Ciclo do Ensino Fundamental e Oficinas Protegidas, noturno matutino e vespertino (PESTALOZZI, 2017).

A escola apresenta 50 alunos com Síndrome de Down regularmente matriculados, assim, foram selecionados como sujeitos da pesquisa 17 alunos maiores de 18 anos, de ambos os sexos e que aceitaram participar da Avaliação Física para triagem do Treinamento Funcional. Sendo que para amostragem destes sujeitos, foram selecionados somente 14 alunos que estavam em boas condições físicas e de saúde conforme o resultado da verificação das medidas antropométricas, Índice de Massa Corporal (IMC), avaliação das habilidades motoras e que estivessem devidamente autorizados pelos pais ou responsáveis.

As atividades da pesquisa na referida escola foram efetuadas no período de três meses. A coleta de dados ocorreu no turno matutino e vespertino, sendo que aulas orientadas em mini-circuito funcional ocorreram três vezes por semana durante as aulas práticas de educação física da escola. Para o procedimento de coleta de dados fora empregada a técnica de Pesquisa de Campo. Assim sendo, foram utilizados quatro tipos de instrumentos de apuração de informações, sendo eles:

a) Entrevista aberta com o Professor de Educação Física titular, a fim de conhecer as práticas de atividades físicas realizadas pelos alunos com SD (a forma que se alimentam; o grau de envolvimento com a atividade física; e se apresentam algum problema de saúde que não permitem a prática de atividade física, etc.);

b) Observação participante com os alunos com SD através do preenchimento das Fichas de Avaliação Física Nutricional e Capacidades Psicomotoras dos alunos com questões relacionadas à estatura, peso, circunferências, cálculo do IMC (índice da massa corporal), velocidade, coordenação óculo-pedal e óculo-manual, flexibilidade, etc.

c) Questionário semi-aberto com os pais ou responsáveis pelos alunos para investigação dos hábitos alimentares e nível de atividade física;

d) Caderno de campo para registrar as Atividades do Treinamento Funcional com os alunos com SD e os resultados alcançados a cada mês.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Neste primeiro contato, os alunos mostraram-se bastante receptivos e dispostos à realização das atividades propostas na pesquisa. De pronto, foi selecionada uma amostra de 14 alunos, sendo eles 08 homens e 06 mulheres, na faixa etária dos 20 aos 45 anos de idade completos, que se encontrava em boas condições físicas, emocionais e de saúde e aceitaram participar voluntariamente do treinamento durante 90 dias.

A Tabela 1, a seguir, apresenta os dados relativos à classificação do estado nutricional dos alunos de acordo o sexo, a idade, as medidas antropométricas (peso, estatura e circunferência abdominal) e o cálculo do Índice de Massa Corporal – IMC (kg/m2), tendo como comparação a base da média de IMC padrão estipulada pela Organização Mundial da Saúde (WHO, 2008) para a população adulta, de ambos os sexos, na faixa etária de 20 a 60 anos de idade completos.

Tabela 1 – Classificação do estado nutricional dos alunos de acordo com as Medidas Antropométricas/IMC

Fonte: Adaptado de Organização Mundial da Saúde (WHO, 2008).

Conforme se apresenta nos resultados da tabela 1, três (03) alunos apresentaram obesidade – grau I, outros cinco (05) alunos estavam acima do peso e os seis (06) demais se encontravam com peso normal. Entre os obesos, dois são homens e um é mulher, já entre os cinco que estavam acima do peso, quatro são mulheres e um é homem e entre os seis que estão com peso normal, apenas um é mulher. Portanto, do total dos 14 alunos, oito estão acima de peso normal,encontrando-se em nível de risco para desenvolver doenças crônicas que necessitam de medidas de vigilância alimentar, nutricional e promoção de atividade física regular para voltar ao IMC normal, como preconiza Ministério da Saúde (BRASIL, 2014).

Em seu levantamento sobre a “Relação da Síndrome de Down com a Obesidade”, Chaves, Campos e Navarro (2008, p.41), afirmam que os indivíduos com SD têm, em regra geral, tendência para o excesso de peso. Para exemplificar, o estudo aponta que “nos Estados Unidos da América, por volta dos 09 anos, uma boa parte das crianças com SD está acima do percentual 95 para o peso; nos adultos a obesidade costuma ser um problema frequente”.

Dando prosseguimento, após todos os alunos passarem pela verificação de medidas antropométricas, foi realizado verificação da aptidão física para o preenchimento dos dados da Ficha de Pré-Avaliação das Habilidades Psicomotoras, com base nas observações feitas em testes referentes a coordenação óculo-pedal/óculo-manual, isto é, a capacidade do indivíduo de distinguir um objeto a sua volta e de coordená-lo utilizando o movimento dos pés ou das mãos (POWERS, 2010); além das habilidades de concentração/equilíbrio e força/resistência.

Na ocasião dos testes, também foram avaliados simultaneamente os quesitos Agilidade, Coordenação Motora Ampla, Flexibilidade, Lateralidade e Velocidade. Conforme consta nos resultados apresentados na Tabela 2, no quesito Agilidade a maioria dos alunos (78,5%) demonstrou uma habilidade pouco desenvolvida. Já as capacidades de concentração/equilíbrio e coordenação motora ampla obtiveram o mesmo percentual, a maioria dos alunos (64%,3) apresentou pouco desenvolvimento, assim como nas habilidades de coordenação óculo-pedal/manual e lateralidade onde 08 dos 14 alunos (57%) não possuíam um bom desenvolvimento. Na habilidade de flexibilidade todos os alunos demonstraram bom desenvolvimento conseguindo executar os testes satisfatoriamente, entretanto, na habilidade velocidade 92,9% dos alunos mostrou pouco desenvolvimento.

De acordo como levantamento de Felipe et al. (2015, p.13), pessoas com Síndrome de Down apresentam alterações em seu desenvolvimento motor, devido a fatores, como “hipoplasia cerebelar, fragilidade nas articulações, frouxidão ligamentar e hipotonia muscular; tais alterações desencadeiam uma influência negativa no desenvolvimento motor desses pacientes e na aderência a prática de exercícios físicos”. Neste sentido é indicado intervenções de treinamento de força baseado em métodos e protocolos adequados a estimular mudanças na capacidade funcional desses indivíduos.

Tabela 2 – Avaliação das Habilidades Psicomotoras dos alunos com SD

Habilidade (Capacidade) Psicomotora PRÉ-TREINAMENTO FUNCIONAL

Total de alunos (n= 14)

PD Percentual BD Percentual
Agilidade

Concentração/equilíbrio

Coordenação motora ampla

Coordenação óculo-pedal/manual

Flexibilidade

Força/resistência

Lateralidade

Velocidade

11

09

09

08

00

12

08

13

78,5%

64,3%

64,3%

57,2%

85,7%

57,2%

92,9%

03

05

05

06

14

02

06

01

21,5%

35,7%

35,7%

42,8%

100%

14,2%

42,8%

07,1%

Fonte: Elaborado pela autora. Sigla: PD (Pouco Desenvolvida)- BD (Bem Desenvolvida)

Na sequência, aplicou-se um questionário aos pais ou responsáveis, para avaliar as práticas de atividades físicas e hábitos alimentares dos alunos fora do ambiente escolar. Conforme mostra a Figura 1, na Questão no 01 foi indagado se o filho (a) ou parente pratica alguma atividade física regularmente. A maioria dos entrevistados (64%) respondeu que não. Do total dos 14 alunos, todas as 06 mulheres não praticam nenhum tipo de atividade física, sendo consideradas por seus pais ou responsáveis como sedentárias. Já entre os 08 homens, 03 deles não praticam nenhum tipo de atividade física regular, os demais 05 são considerados ativos ou moderadamente ativos, pois praticam exercícios como futebol, caminhada e corrida.

Quanto a regularidade dessas atividades, a maioria dos entrevistados (82%) apontou que seus filhos ou parentes praticam seus exercícios pelo menos 01 vez por semana, como mostra os dados da Figura 2.

Figura 1: Gráfico da prática de atividades físicas

Fonte: Autora da pesquisa

Figura 2: Gráfico da regularidade das ativ. físicas

Fonte: Autora da pesquisa

Em seu estudo realizado sobre ‘Treinamento de Força Muscular aplicada para pacientes com Síndrome de Down’, Felipe et al. (2015, p.15) destaca que o sedentarismo “tem grande incidência em doenças crônicas degenerativas na população geral, já em indivíduos com SD, essa relação é ainda mais forte e evidenciada em altos índices de inatividade física nesse grupo”. Na avaliação dos pesquisadores, uma atividade física direcionada para pessoas com Síndrome de Down necessita atender a princípios que diminuam os efeitos deletérios do sedentarismo através da maximização do convívio social, pois ele pode reduzir a ansiedade e a depressão que são comuns nessa população

Após a etapa de levantamento dos dados do perfil físico-nutricional dos alunos com SD, deu-se início a etapa das aulas orientadas de Treinamento Funcional. No total foram oferecidas 66 (sessenta e seis) sessões de TF aplicado três vezes por semana, com duração de 50 minutos de intensidade controlada entre leve e moderada e intervalos de três a cinco minutos, sendo 33 (trinta e três) sessões no horário da manhã, e 33 (trinta e três) no horário da tarde. Para melhor adaptação dos alunos, cada dia de treino foi subdividido em quatro fases.

A 1ª fase consistia em uma série diversa de movimentos entre alongamento e aquecimento com duração total de dez minutos, com o propósito de preparar o corpo dos alunos para iniciação esportiva básica e ritmo de treinamento, por este motivo utilizou-se como estratégia didática a aplicação de exercícios de resistência geral de baixo impacto como caminhada, descer e subir escadas, repassar a bola, dança e corrida moderadas, entre outros. Os alunos participaram de forma efetiva e demonstraram resistência, descontração e sociabilidade nas atividades propostas.

Após o período de alongamento/aquecimento, dava-se início a 2ª fase das sessões a partir de instruções e/ou comandos da Pesquisadora para organização, posicionamento e troca de estações do Circuito Funcional. O objetivo desta fase era familiarizar os alunos com a rotina da estrutura de exercícios, estimulando-os a desenvolverem suas habilidades táticas e coordenativas, de maneira individual e coletiva. A princípio, os alunos tiveram dificuldades na assimilação das instruções e/ou comandos. Porém, com o decorrer das sessões a maioria dos alunos melhorou o nível de concentração, passando a dominar o trajeto, sozinhos.

Já a 3ª fase de cada sessão (dia) de treinamento consistia, propriamente, na aplicação das aulas funcionais. Em cada treino foi proposto o aprendizado de uma à no máximo três estações de circuito funcional, até que, ao término dos três meses da pesquisa, os alunos conseguissem dominar a sequência do trajeto de doze estações (trechos) do circuito completo. Logo após o término das aulas das estações de circuito funcional, individuais ou em grupo, iniciamos a 4ª e última fase das Sessões (dia) de TF, constituída na aplicação de uma série diversa de movimentos de relaxamento pós-treino, com duração média de dez minutos. Esta fase teve o sentido de “desacelerar” o corpo dos alunos do ritmo de treinamento, proporcionando a distensão voluntária dos músculos, acompanhada de diminuição da tensão mental produzindo uma sensação de repouso.

Logo após o término dos três meses de sessões de TF com os alunos com SD, deu-se início as entrevistas com os professores de sala de aula (Ensino Fundamental I), acerca do rendimento escolar e o desenvolvimento cognitivo dos mesmos durante o período dos treinos. Assim sendo, quando indagamos sobre o rendimento escolar dos alunos com SD após o TF (Quadro 1), a Professora do Turno Matutino destacou que houve uma ótima melhora nas atividades de raciocínio lógico matemático (A) desenvolvidas por eles. Já a Professora do Turno Vespertino observou uma melhora significativa no rendimento das atividades que envolviam atenção, memória e compreensão de conceitos (B).

Para o Serviço de Atendimento e Orientação Pedagógica à Educação Especial (SEME, 2011, p.03), “os alunos com Síndrome de Down apresentam dificuldades no seu modo de receber e processar a informação, portanto, é fundamental desenvolver constantemente processos de ensino e aprendizagem de forma diferenciada”. Esta recomendação do SEME pode ser atribuída a outro benefício do TF que é seu caráter dinâmico, uma vez que podem ser trabalhados de maneira variada, instigante e adaptável as necessidades e ritmo de cada aluno que executa os exercícios funcionais.

Quadro 1 – Rendimento escolar dos alunos com SD após o Treinamento Funcional

Fonte: Elaborado pela Autora.

Depois de encerrado a etapa de entrevistas com as professoras, deu-se início a Pós-Avaliação Físico-Nutricional dos alunos. Conforme os dados apresentados na Tabela 3, abaixo, dos 14 alunos avaliados, 10 deles obtiveram diminuição na massa corporal e no IMC, outros 03 aumentaram a massa corporal e o IMC e somente 01 manteve-se com o mesmo peso e IMC classificados nas avaliações de pré-treinamento.

Tabela 3 – Resultado comparativo da classificação nutricional dos alunos com SD (Pré e Pós Treinamento)

Fonte: Elaborado pela autora.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em nossa concepção, acreditamos que a metodologia do Treinamento Funcional gerou estes benefícios em virtude da compreensão das etapas do circuito, ou seja, cada aluno precisou assimilar e dominar não apenas o exercício físico individualmente, mas o posicionamento, organização e coordenação das tarefas em grupo de acordo com a exigência de cada estação, portanto, concluí-se que os alunos conseguiram desenvolver todas as atividades propostas entre bom e excelente desempenho. Em síntese, acreditamos que este estudo trouxe uma nova perspectiva aos alunos com SD em relação à estética, cuidado e saúde do próprio corpo, além da possibilidade de ter mais uma opção de lazer com os colegas.

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[1] Mestranda em Ciência da Educação. Pós-Graduada em Fisiologia e Cineciologia da atividade física e saúde.

[2] Doutora em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas.

Enviado: Agosto, 2019.

Aprovado: Setembro, 2019.

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