Covid-19: Atividade física antes X Atividade física no momento do isolamento social

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ARTIGO ORIGINAL

ALVARENGA, Grasiela Aparecida Coura Querobino [1], BRITO, Heitor Cardoso de [2]

ALVARENGA, Grasiela Aparecida Coura Querobino. BRITO, Heitor Cardoso de. Covid-19: Atividade física antes X Atividade física no momento do isolamento social. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 08, Vol. 01, pp. 05-20. Agosto de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao-fisica/covid-19

RESUMO

Com a chegada da COVID-19 no mundo, distintas medidas de controle foram implantadas, sendo uma delas o isolamento social, como forma essencial de prevenção da proliferação deste vírus. Estas medidas se distinguem de uma região para outra, mas a prática universal é o distanciamento social, adotada pelos especialistas da área da saúde. Um fator importante a se destacar é a realização da atividade física (AF), pois devido ao isolamento social pode ter sido banido da sua prática de vida saudável. Objetivo: O objetivo deste estudo foi verificar se a conduta das pessoas mudou em relação a AF regular com a chegada desta pandemia e se o perfil socioeconômico interfere para a prática da AF. Pergunta Problema: O isolamento social interferiu na prática da AF das pessoas? Metodologia: Este estudo foi realizado através de resultados com pesquisa de opinião em relação a sua conduta na realização de AF neste momento atual de isolamento social, com a participação voluntária. Este questionário foi enviado via internet e elaborado no Google Forms, distribuído por redes sociais. Foi composto com questões sobre o perfil socioeconômico e fatores associados ao desenvolvimento de AF neste isolamento social. A amostra foram as respostas enviadas na própria plataforma. Os dados foram tabulados em uma planilha do Excel e analisados por meio do teste Qui-quadrado de Pearson, o qual foi aplicado para cada relação entre variáveis categóricas, e o p-valor dessa amostra. Principais Resultados: Os resultados deste artigo mostraram que em relação a realização da AF (ou não) com a chegada da COVID-19, a maioria (123) continuou realizando esta prática, uns (11) iniciaram logo na pandemia e outros (36) deixaram de se exercitar, mas 21 deles continuaram sedentários. Comparando o perfil socioeconômico, verificou-se que o sexo feminino e o masculino quase se nivelaram.  A idade teve uma queda devido a este momento e a escolaridade percebeu-se que os participantes de nível maior de estudo são mais instruídos a preservar a AF em sua vida. Resultados desta pesquisa serão como apoio para novos estudos e dimensionadas para o preparo de programas de prevenção no caso de pandemias e isolamento social.

Palavras-chave: Atividade física, pandemia, covid-19, isolamento social, perfil socioeconômico.

1. INTRODUÇÃO

A Organização Mundial da Saúde – OMS no final de 2019 foi informada pelo país da China que estava ocorrendo uma epidemia, cuja doença nunca vista anteriormente, a qual seus sintomas eram semelhantes a uma pneumonia e infectada pelo novo coronavírus, assim chamada de COVID-19 (WU et al., 2020). Após esta informação novos casos da doença começaram a surgir em outros países, causando um alarme internacional de saúde pública. Desta forma, a OMS declara situação de emergência para todos os continentes (EUROPEAN CENTER FOR DISEASE PREVENTION AND CONTROL, 2020). No Brasil o primeiro caso foi no estado de São Paulo, no final do mês de fevereiro deste ano, e assim foi se alastrando para todos os outros estados e municípios (BEZERRA et al., 2020).

Com este novo coronavírus, a COVID-19, muitas mudanças de hábitos a população teve que passar, devido as medidas de controle e prevenção contra esta doença. E uma delas, a principal foi o isolamento social, imposta pelas autoridades sanitárias. Medidas que podendo ser diferenciadas de região para região, mas que trouxe um desconforto para todos os cidadãos (PIRES, 2020). O isolamento social foi considerado pela a OMS uma forma mais consciente de amenizar o contágio para outras pessoas e se proliferar de uma forma que as unidades de saúde não possam suportar o índice elevado de leitos de Unidades de terapia intensivas – UTI, por se tratar de uma doença que possa ter a necessidade de aparelhos respiratórios (FARIAS, 2020).

Quando se fala de uma enfermidade epidêmica amplamente disseminada mundialmente, chamou-se este período de pandemia. Um desafio sem precedentes ao qual mostra este novo cenário, pois as medidas de prevenção são importantes para a propagação do coronavírus, é considerado um momento crucial para a população (DINIZ et al., 2020). Momento difícil para toda a sociedade, pois houve um grande impacto, onde tivemos o fechamento dos comércios, escolas e faculdades, áreas de lazer e necessidades diárias como a própria atividade física (AF), que é um bem estar e de saúde para todos nós. Com a declaração da OMS, várias secretarias municipais e estaduais da saúde solicitaram o fechamento de diversos espaços propícios a AF (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2019). Assim o Ministério da Saúde elaborou um documento para dirigir ações para evitar toda contaminação desta doença, como a principal, o isolamento social, recomendando que as pessoas fiquem em casa, desta forma a população passou por dificuldades em realizar a AF (BRASIL, 2020).

A AF é aconselhada para toda população em geral, é considerada uma importante ferramenta para a saúde, sendo indispensável para o ser humana (DINIZ et al., 2020). Com o aumento nas últimas décadas de várias doenças, como: problemas cardiovasculares, câncer, acidente encefálico, doenças do pulmão crônicas e diabetes, que tem sido adotadas hábitos pessoais ao longo prazo,  de maneira especial o uso de tabaco, álcool, dietas não saudáveis e principalmente a falta de AF (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020). Com estas medidas protetivas o nível baixo de realização de AF, pode ocasionar efeitos negativos aos indivíduos devido ao isolamento social, se tornando um dado preocupante para toda a sociedade (DIAMOND, 2000). Assim há uma necessidade da continuidade da AF mesmo na pandemia da COVID-19, mas importante salientar que as medidas da OMS devem ser seguidas para que a prática da AF seja segura (PITANGA et al., 2020).

Desta forma esta pesquisa teve como objetivo principal verificar se a conduta das pessoas mudou em relação a AF regular com a chegada desta pandemia da COVID-19, e se há uma relação direta com os fatores socioeconômicos de poder influenciar estas pessoas de realizarem AF como forma de bem estar e saúde.

Embora este artigo possa apresentar somente dados percebidos pelos participantes e não de uma população em geral do município aqui pesquisado, e principalmente devido ao momento atual que hoje enfrentamos com a COVID-19, as ponderações citadas neste trabalho podem ser um caminho para outras pesquisas relacionadas ao isolamento social e principalmente sobre AF. Resultados desta pesquisa serão como apoio para novos estudos e dimensionadas para o preparo de programas de prevenção no caso de pandemias e isolamento social, fazendo com que a saúde das pessoas não seja atingida e a AF seja uma prática contínua em suas vidas.

2. METODOLOGIA

Refere-se um estudo transversal realizado a partir de um questionário com 10 questões objetivas na forma de pesquisa de opinião, de acordo com as normas da resolução 510/16 (BRASIL, 2016). Desta forma não teve a necessidade da identificação dos participantes, considerando ainda uma colaboração voluntária entre eles. Este estudo atrelou dados de uma apuração de respostas da população localizada em um município na Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) dentro do Sudeste de Minas Gerais. De acordo com o IBGE (2018) esta região possui mais de 88 mil habitantes. Esta pesquisa ainda foi voltada aqueles participantes que possuíam qualquer dispositivo digital para acessar a internet. Assim a amostra foi caracterizada como não probabilística com viés de combinação.

A disposição do questionário foi realizada em duas partes, com o desejo maior de identificar os dados relacionados ao objetivo do estudo. Sendo a primeira parte composta por 05 questões relacionadas com o perfil socioeconômico, tendo como as variáveis: sexo, idade, renda familiar, nível de escolaridade e estado civil. Já a segunda parte foram mais 05 questões pertinentes com a prática da AF neste momento de Pandemia da COVID-19, sendo entre elas: se realizava AF antes da pandemia; se no momento da pandemia realizava  AF; quais eram os impactos e dificuldades e; se tem consciência que a AF faz bem a sua saúde.

O mecanismo de coleta de dados foi constituído na Plataforma Google® e exposta via internet, sendo através dos aplicativos possíveis e redes sociais, como: WhatsApp, Instagram e Facebook. O questionário foi disponibilizado nesta plataforma e enviado aos voluntários entre os dias 26 de junho a 7 de julho de 2020. Os dados foram respondidos via internet pelos participantes, ao qual os mesmos tinham a responsabilidade de responder ou não, devido ser uma pesquisa voluntária. O número de respostas enviadas chegou a 191, sendo 0,22% da população estudada.

Os dados coletados foram compilados em uma planilha do Microsoft Office Excel e estudados por meio do software estatístico para analisar e manipular estes dados.  Ao qual foi aplicado para cada variável categórica, o teste Qui-quadrado de Pearson. Além deste, foi usado também o p-valor maior que 0,05 (nível de significância) da amostra, para constatar se existe alguma associação entre as variáveis categóricas, sendo possível ainda refutar ou não a hipótese nula de independência, para se ter um nível de confiança de 99%.

3. RESULTADOS

Os resultados das variáveis do questionário foram analisados de tal forma que foram obtidas 191 respostas enviadas virtualmente pelos participantes, consideradas todas válidas. O total da população estudada foi de 0,22%, por se tratar de um município pequeno na região Metropolitana do Vale do Aço em Minas Gerais. Este questionário foi aplicado no período de 26 de junho a 7 de julho de 2020, sendo um total de 12 dias disponíveis para a participação dos voluntários. Após aplicação do questionário os dados foram analisando através de testes de hipótese em diversas situações para verificar se alguma variável, ou seja, das perguntas do questionário exercia influência sobre a outra. Neste cenário de estudo, o uso de testes não paramétricos – em especial, o teste Qui-Quadrado de Pearson, é considerada uma excelente ferramenta que pode ser aplicado em dados qualitativos (MORETTIM, 2010). Adotou-se o nível de significância ‘α’ de 5% (rejeita-se H0 se o valor-P calculado for menor do que ‘α’) e descreveu-se o teste de hipótese da seguinte forma (EQ. 1):

O teste Qui-quadrado analisa se as proporções são iguais ou não, sendo assim considerado “Teste de hipóteses”. Se p ≤ α→ REJEITAR H0. Desta forma, os dados foram estudados, ao qual o primeiro teste consistiu em analisar se o surgimento da COVID-19 influenciou o resultado na realização (ou não) de AF. O resultado desse experimento evidenciou diferença estatística (p-value = 0,00) nas proporções de pessoas que faziam AF antes da pandemia e durante. O detalhamento dos dados encontrados é mostrado na Tabela 1, segue abaixo:

Tabela 1. Descrição dos dados sobre a prática da AF ANTES e DURANTE a pandemia.

    Durante a pandemia Total
    Sim Não
Antes da pandemia Sim 123 36 159
Não 11 21 32
Total 134 57 191

Teste Qui-quadrado: (p-value = 0,00); p < 0,05.

Fonte: Elaboração própria.

Observa-se, na Tabela acima que a maioria dos participantes continuou a fazer AF após o início da pandemia. Ainda, 11 deles passaram a fazer AF após o início da pandemia ao passo que 36 dos interrogados deixaram de se exercitar com o surgimento do COVID-19, e 21 continuaram sedentários.

Fazendo uma checagem entre as respostas adquiridas e a realização da AF antes da pandemia da COVID-19 verifica-se na Tabela 2, que o número de participantes femininos ficou próximo de 59% e com a imposição das medidas preventivas do isolamento social diminuiu aproximadamente para 53%. Confrontando entre o sexo masculino, observou-se que do total respondido, 48% realizavam AF e devido ao momento atual diminuiu para 44%, sendo estes participantes ativos no momento da pandemia.

Tabela 2. No. de participantes que realizava AF ANTES e DURANTE a Pandemia da COVID-19 de acordo com o Sexo.
Sexo Participantes (%) Antes da Pandemia (%) Durante a Pandemia (%) Resultado (%)
Feminino 131 – 69,1% 58,9 53,01 – 5,89
Masculino 60 – 30,9% 48,3 44,19 – 4,37
Total 191 – 100% – 10,26

Fonte: Elaboração própria.

Desta forma, teve-se uma queda de 10,26% em relação ao sexo comparada com as AF antes da pandemia, destacando que entre o sexo feminino e masculino houve uma pequena diferença. Os demais testes são demonstrados na Tabela 3.

Tabela 3. Realização de teste Qui-quadrado para análise do perfil socioeconômico e variáveis relacionadas a AF ANTES e DURANTE a pandemia da COVID-19.
Teste Resultado p-value Conclusão
Descrição Antes da Pandemia Durante Pandemia
Idade X AF 0,680 0,248 O fato de se fazer ou não AF, não depende da idade, visto que os participantes na faixa etária entre 26 e 45 anos, 107 (antes) e 96 (durante) afirmaram que faziam AF.
Estado Civil

X

AF

0,765 0,269 O fato de se fazer ou não AF (antes ou durante a pandemia) não tem influência no estado civil do cidadão.
Renda mensal

X

AF

0,554 0,100 A renda mensal não influencia no fato de se fazer ou não AF.
Escolaridade

X

AF

0,417 0,014 O nível de escolaridade passou a exercer influência estatística nas AF após a pandemia.
Horas trabalhadas em casa

X

AF

0,500 A quantidade de horas trabalhadas na semana não influencia no ato de se fazer (ou não) atividades físicas
Motivação para se exercitar

X

Pessoas da residência realizam atividades

0,000 Há influência estatística entre a motivação para se realizar AF, quanto existência de pessoas do convívio do participante nesse momento de pandemia.

Teste Qui-quadrado: p < 0,05.

Fonte: Elaboração própria.

Analisando os dados da tabela acima podemos perceber algumas informações importantes, a começar pela idade em relação à AF dos participantes, pôde-se verificar que antes da pandemia o número de participante era maior, da faixa etária entre 26 e 45 anos, ou seja, com o isolamento social e outras implicações, como medidas de proteção, consequentemente fechamentos de locais e áreas destinadas a AF, estas pessoas deixaram de estar ativas neste momento. Dados diferentes que o Ministério da Saúde publicou relatando que de acordo com a prática da AF as idades de 18 e 24 anos, diminuiu cerca de 49,4% e 24,2% acima de 65 anos15. Já em relação ao estado civil dos participantes com a AF, não demonstrou nenhuma influência diante dos dados apresentados, assim não fez diferença entre eles.

Nesta pesquisa foi observado que a renda mensal também não influenciou nas AF dos participantes, seja antes e no momento da pandemia, mas resultados diferentes têm evidenciado que a mesma pode estimular possibilidades de acesso a meios para a realização das AF, devido ao poder de investimento. Entretanto o nível de escolaridade mostrou nas estatísticas desta pesquisa que pode persuadir nas AF tanto antes como no momento da pandemia, sendo os participantes que possuem um grau maior de estudo, desde aqueles do ensino médio/técnico até os acima do ensino superior. Fato também observado neste perfil foi que a análise da significância estatística conseguiu verificar uma redução do número de pessoas que deixaram de praticar AF na pandemia, reduzindo de 159 para 134 participantes, ou seja, 15,7% do público entrevistado. Neste caso, dados do Ministério da Saúde se aproximou com os desta pesquisa, relatando que o nível de escolaridade dos indivíduos com até 8 anos de estudo passou de 25,8%, já os que possuem mais de 12 anos teve mais de 50% na prática da AF15.

As horas trabalhadas em casa devido ao momento da pandemia da COVID-19, referiu-se exclusivamente aos participantes que passaram a executar seus ofícios em casa (home office) após a proibição de se dirigir ao seu trabalho em diversos setores em função da pandemia, também não fez interferência para a realização das AF dos participantes, desta forma, todos tiveram a oportunidade de se planejar, sendo assim de se exercitar. Enfim, na última variável analisada foi apontado que a motivação das pessoas para exercerem alguma AF está ligada ao incentivo de outras, ou seja, se o ambiente residencial possui pessoas que realizam alguma AF, e que pode influenciar positivamente para este fim valioso, que é saúde.

4. DISCUSSÃO

Os resultados encontrados mostram várias situações relacionados ao perfil socioeconômico, demostrando as dificuldades que as pessoas estão passando devido a este momento da pandemia da COVID-19, mais precisamente danos causados pelo isolamento social. E em relação a AF não seria diferente para muitos, pois o isolamento social acarretou muitas das vezes um impedimento para esta rotina. Pesquisa relacionada a AF e a expectativa de vida do brasileiro, mostrou que as pessoas têm a necessidade de se cuidarem mais da sua saúde, principalmente incluindo esta rotina no decorrer de suas vidas (VIANA et al., 2017).

O isolamento social foi uma das medidas mais importantes de prevenção que a OMS decretou em todo o mundo para reduzir a transmissão do novo coronavírus, mas sabemos que graves repercussões podem ter surgido devido esta ação. E uma delas é a forma de continuar a realizar as AF diárias, principalmente quando se trata de fazer está dentro da própria residência. Mas reflexões têm sido feitas, relatando que lugares comuns podem ser adaptados para esta prática, em salas, varandas; e que as atividades podem ser várias (DE MEDEIROS et al., 2020). Assim as pessoas se mantêm ativas no cotidiano em suas residências e se interagindo uns com os outros. Não é necessário muito espaço para fazer alguma AF, o importante é ter um local, ou se possível afastar algum móvel e se exercitar.

A grande preocupação é a forma que vai realizar estas atividades, primeiro passo é investir pelo menos em vídeos aulas de profissionais qualificados que possam te orientar. Pode usar vários materiais da residência, como por exemplo: cadeiras, paredes, sofás; na realização de atividades de agachamento, isometrias e contração de músculos. Em varandas pode-se exercitar atividades aeróbicas, como: polichinelos, pula corda e circuitos com abdominais. Enfim o importante é criar uma rotina e não ficar parado, mas não exagerar nas atividades para não lesionar, se puder contratar profissionais da Educação Física para orientar virtualmente pode ser um grande investimento e uma oportunidade. O profissional da área da Educação Física tem o dever de nortear e acompanhar as pessoas no momento da prática da AF (RAMOS; BONVICIN, 2011). Sabemos que é comum muitas pessoas começarem alguma AF devidas as recomendações médicas, mas é imprescindível o acompanhamento deste profissional (MUNAIER; GOMES, 2019).

Neste momento de pandemia já era esperado que não seria fácil para se adequar todas as nossas rotinas, e fazer AF, não seria diferente. Para qualquer indivíduo, a realização de AF regulares é de extrema importância para a sua saúde, tanto física como mental. Desta forma não faz diferença entre gêneros ou idades, o importante é se exercitar (DE MEDEIROS et al., 2020). Uma pesquisa recente mostrou resultados parecidos com este estudo, relatando que o sedentarismo está mais acometido pelo sexo feminino (66,6%) do que o sexo masculino (57,3%), ou seja, uma maior inatividade física pelas mulheres (MUNAIER; GOMES, 2019; BRASIL, 2015). Outros estudos relataram que as pessoas do sexo feminino podem apresentar uma capacidade funcional mais reduzida do que a masculina devido ser mais fragilizada, tendo assim um comportamento não propício a realização da AF (FAUSTINO; NEVES, 2020; GROSS et al., 2018).  Entretanto, um estudo afirmou que o sexo feminino geralmente possui o melhor nível para a qualidade de vida, por serem mais ativos nas AF (DE FREITAS et al., 2016). Desfecho que comprova os resultados desta pesquisa, com o isolamento social a rotina das pessoas teve que mudar, não foi diferente para as mulheres, pois elas estão mais ocupadas e sobrecarregadas em seus empregos dentro de casa; e muitas delas, possui atividades rotineiras, como cuidar da casa, trabalhos  ter a necessidade de ensinar e cuidar dos filhos; desta forma, faz sentido a diminuição da realização da AF (DE MEDEIROS et al., 2020).

O sedentarismo, a má alimentação e a obesidade podem até matar; e a inatividade física no Brasil já corresponde a 75,8% dos óbitos; assim as pesquisas mostram que mais de 54% da população das capitais brasileiras estão com excesso de peso. Outro agravo para a saúde pública são que os jovens e adultos não fazem nenhuma AF, somam mais de 100 milhões em 2015. Muitos relatam esta deficiência devido à falta de tempo, ou não gostam e não querem, outros por problemas financeiros e por não terem uma companhia (BRASIL, 2015). Os jovens e adultos obesos das idades entre 18 e 24 anos aumentou mais de 110% no Brasil, nas demais faixas de idades também aumentou proporcionalmente (BRASIL, 2017). Constata-se que diante desta pesquisa e alguns autores aqui citados, os jovens nesta faixa de idade não são os mais ativos em realizarem a AF, pode ter uma relação com menor tempo disponível devida à correria das atividades profissionais ou não a ter como o objetivo principal de uma qualidade de vida. Importante destacar que uma pesquisa abordou que os jovens neste momento estão se sentindo mais vulneráveis a contaminação da COVID-19, pois estão menos isolados que os mais velhos (SONATI et al., 2011). Os participantes acima de 56 anos se destacaram como os indivíduos que mais realizam AF, mas um obstáculo foi lançado para que houvesse uma queda significativa, assim chamada de pandemia da COVID-19 e principalmente devido ao isolamento social.

A prática da AF está correlacionada com a renda salarial e o nível de escolaridade, ao passo que, os que tem mais condições financeiras e mais instrução são mais ativos, pois pode ser considerada como uma opção de acesso fácil (FAUSTINO; NEVES, 2020). Mas este estudo não houve influência no que diz respeito a renda familiar, ou seja, teve uma equivalência entre distribuições de renda, diferente do nível de escolaridade que mostrou uma maior tendência na prática da AF aqueles que possuem pelo menos o nível médio/técnico a mais do nível superior. Já outras pesquisas comprovaram que a renda familiar e a prática da AF estão associadas a uma melhor qualidade de vida. Cabe destacar que estes perfis são determinantes sociais para a melhor qualidade de vida das pessoas, desta forma maior condicionamento com as AF diárias (GROSS et al., 2018). O sedentarismo também tem relação com a renda salarial das pessoas, pois aquelas que recebem acima de 5 salários mínimos demonstram uma maior prática regular das AF, admitindo assim como um meio de oportunidade de acesso (SONATI et al., 2011).  A renda familiar sem dúvida é uma variável associada a qualidade de vida, indivíduos que recebem acima de 3 salários mínimos tiveram indicadores favoráveis ao desenvolvimento das AF (DE FREITAS et al., 2016). Dado que foi diferente desta pesquisa, ao qual não obtivemos diferença significativa entre a renda familiar e a prática das AF.  Outro estudo recente demonstrou que devido ao momento da pandemia da COVID-19, a renda familiar menor, e com habitações precárias, as pessoas estão realizando menos AF, pois além de estarem mais expostas a problemas financeiros ocasionados por este momento, elas também são mais vulneráveis a terem problemas de saúde física devido a reclusão necessária do isolamento social (BEZERRA, 2020).

Já em relação ao nível de escolaridade pode perceber que há uma prevalência de sobrepeso e obesidade em pessoas com menor instrução escolar. Interessante foi verificar um estudo na mesma região desta pesquisa aplicada, a Sudeste, e com este perfil semelhante, ao qual descreve que a prática de AF está mais habituada com as pessoas que possuem um maior nível de escolaridade (WENDT et al., 2019). Outro estudo mostrou que grupos sociais com maior status profissional e de escolaridade estão mais predispostos a se engajarem em alguma AF (RODRIGUES et al., 2017). Com este momento da pandemia da COVID-19, o convívio social foi o aspecto mais afetado pela sociedade, e entre as variáveis do perfil socioeconômico com a prática da AF podemos destacar a escolaridade e a renda familiar, pois provocaram um maior impacto neste isolamento social (BEZERRA, 2020).

Pesquisa semelhantes mostradas sobre este último perfil estudado nesta pesquisa em relação a prática da AF, o estado civil, foi analisado que as pessoas casadas apresentam uma melhor qualidade de vida, ao contrário dos solteiros que tiveram o resultado insatisfatório. Isso devido a autonomia das AF e o desenvolvimento de habilidades interpessoais (MAKARA-STUDZIŃSKA; WOLYNIAK; PARTYKA, 2011; SIDLOVA et al., 2011). Mas em relação ao antes e no momento da pandemia da COVID-19 podemos destacar que os solteiros tentaram manter suas AF, foi a classe que menos parou de praticar em relação aos casados, viúvos e separados/divorciados.

Assim quanto ao isolamento social da COVID-19 e a realização das AF antes e no momento da pandemia, as pessoas podem modificar está prática de acordo com o sexo, idade, escolaridade e motivação das pessoas dentro da residência. E ainda podemos observar que nesta pesquisa algumas pessoas estão mantendo a sua rotina diária, se preocupando com a sua saúde. Desta maneira, investindo nas AF, mas sabemos que devido ao isolamento social e consequentemente a diminuição da circulação das pessoas nas cidades, obstáculos foram dados para esta prática não ocorrer, assim estudos novos podem realizar outras pesquisas em maior amplitude e buscar meios para que este benefício não seja banidos da nossa sociedade.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Até o dia 16 de julho de 2020 foram mais de 1,9 milhões de casos confirmados no Brasil pela COVID-19, sendo mais de 75 mil mortes, mas estes números podem ser de nove a quinze vezes maior devido a casos subnotificados. A região sudeste é considerada a de maior índice do coronavírus com os confirmados (mais de 675 mil casos) e óbitos (mais de 34 mil) (PORTAL COVID-19 BRASIL, 2020).  Diante deste quadro preocupante percebemos o cuidado e o zelo pela nossa saúde, significando a importância neste momento do isolamento social estabelecido pelos órgãos responsáveis pela saúde, como OMS, Ministério da Saúde e a Vigilância Epidemiológica. O cuidado com a saúde não quer dizer ficar em casa sem atitudes, ou seja, sem se movimentar; desta maneira é muito importante realizar as AF diárias, seja reduzida, mas que venha se exercitar. Importante que tenha acompanhamento de um profissional da área da Educação Física, mesmo que seja virtual, pois há risco de se lesionar.

Sabemos que impactos da pandemia em relação a AF já podemos perceber diante deste estudo, o desafio de continuar ativo é muito grande devido os obstáculos, como academias, áreas de lazer e centros de convivências inoperantes e até mesmo nas ruas e praças com riscos de contaminação pela COVID-19. Mas o país precisa enfrentar este momento, não será fácil, o importante é direcionar ações e formas de continuar com projetos e programas para as pessoas permanecerem ativas. Esta pesquisa buscou verificar se a prática da AF antes de durante a pandemia tem relações quanto as diferenças socioeconômicas, foi visto que não há fatores determinantes ou que possam influenciar totalmente, mas variáveis como o sexo, idade, nível de escolaridade e motivação que leva a realizar as AF, puderam demonstrar alguns índices e que devem ser estudados e analisados por outros estudos. Buscando assim diminuir os impactos quanto a realização das AF.

Assim, espera-se que os resultados deste estudo possam contribuir para um melhor desenvolvimento de programas para AF em momentos de isolamento social nas pandemias, buscando a promoção da saúde e alternativas para a melhoria da autoestima das pessoas.

REFERÊNCIAS

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[1] Mestrado em Gestão Integrada de Território, Pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho, Pós-graduação em Higiene Ocupacional, Graduação em Educação Física e Engenharia de Produção.

[2] Mestrado em Tecnologia, Ambiente e Sociedade da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Graduação em Engenharia de Produção.

Enviado: Julho, 2020.

Aprovado: Agosto, 2020.

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