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Estratégias em tecnologia da informação utilizadas pelo Banco Do Brasil e sua eficiência organizacional

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CONTEÚDO

ARTIGO ORIGINAL

DAMASCENO, Vitor Da Motta Souto [1]

DAMASCENO, Vitor Da Motta Souto. Estratégias em tecnologia da informação utilizadas pelo Banco Do Brasil e sua eficiência organizacional. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 07, Vol. 12, pp. 65-81. Julho de 2019. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/contabilidade/estrategias-em-tecnologia

RESUMO

Devido à alta dependência da Tecnologia da Informação (TI) pelos bancos, diversos estudos têm avaliado o impacto desse tipo de tecnologia na eficiência dessas empresas. Atualmente, mais da metade (57%) das transações bancárias no Brasil são realizadas por intermédio de algum tipo de plataforma digital. Nessas, o Mobile Banking vem ganhando preferência pelos consumidores. Assim, surge o seguinte problema: “quais as principais estratégias em TI utilizadas pelo Banco do Brasil?”. De modo a colaborar com a elucidação do problema apresentado, o objetivo principal desse artigo foi identificar as principais estratégias em TI utilizadas pelo Banco do Brasil e seu impacto na eficiência organizacional. Os objetivos específicos foram: analisar as inovações em TI pelo Banco do Brasil; relacionar o estilo gerencial às tecnologias empregadas; e avaliar o impacto do uso da TI na eficiência organizacional. Concluiu-se que a inovação é a principal estratégia, refletindo-se no crescente investimento em Mobile Banking; o principal produto do Banco na atualidade. Outras inovações relatadas seriam a criação de uma plataforma digital integrada (SISBB), Touch ID em smartphones e o uso dos drones para mapeamento de safra. Também evidenciou-se que os funcionários percebem um certo autoritarismo na gerência, com as tecnologias facilitando o controle. Em relação ao terceiro objetivo específico, a TI tem um impacto positivo na eficiência organizacional, agilizando o fluxo de informações e processamento de dados.

Palavras-chave: tecnologia da informação, eficiência bancária, bancos, competitividade.

1. INTRODUÇÃO

A tecnologia bancária brasileira começou na década de 60, com o objetivo de atender às demandas de um mercado em expansão. Inicialmente, os investimentos nessa área foram em dois grupos: automação bancária e no processamento centralizado do banco. O termo automação bancária refere-se ao processamento automático de dados, os quais são inerentes às atividades operacionais da empresa (GONÇALVES, 1994). Ao se falar em processamento centralizado, retrata-se a centralização da movimentação das contas dos clientes e das operações mais a parte administrativa do banco. No estágio inicial, a automação se concentrou na autenticação de documentos, consulta a saldos, registro de transações e a algumas atividades administrativas, como fechamento de caixa e atualização de saldos (GONÇALVES, 1994; PIRES, 1997).

O Banco do Brasil foi a primeira instituição a adotar um sistema de transações online no Brasil, quando em 1982 foram implantadas transações em tempo real na agência Alvorada 504 Norte. Isso foi um marco tecnológico, pois na década de 80 o sistema bancário brasileiro ainda não trabalhava com o conceito de cliente único. Os clientes pertenciam a uma agência de origem, ficando adstritos a ela (SALINAS, 2010).

Atualmente, mais da metade (57%) das transações bancárias no Brasil são realizadas por intermédio de algum tipo de plataforma digital. Atentos às inovações tecnológicas, o uso dos serviços bancários por meio do Mobile Banking (aplicativos de celulares) vem ganhando preferência pelos consumidores. De 2011 a 2016, houve um crescimento de 21.800 %, passando de 100 milhões de acessos em 2011 para 21 bilhões em 2016. Essa tendência se confirmou em detrimento do desktop, ao se constatar que o uso do Internet Banking caiu pelo segundo ano consecutivo, atingindo 14,8 bilhões de acessos em 2016 (FEBRABAN, 2017).

Devido à alta dependência da Tecnologia da Informação (TI) pelos bancos, diversos estudos têm avaliado o impacto desse tipo de tecnologia na eficiência dessas empresas (MAÇADA; BECKER, 1998; CAMPABELLA; DELLA PERUTA; DEL GIUDICE, 2017). Numa pesquisa inicial no portal eletrônico de periódicos da Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (CAPES), ao serem pesquisados artigos publicados no últimos 5 (cinco) anos sobre o assunto “tecnologia da informação”, foram encontradas 4641 publicações. Aliado a isso, boa parte da literatura acadêmica defende a real necessidade do seu emprego, alegando que há sim um ganho de eficiência e redução de processos (ALBERTIN, 2001). Todavia, essa visão não é um consenso, com alguns estudos sugerindo que o uso da TI por si só não é mais suficiente para ganhos em escala e criação de vantagem competitiva (MCAFEE; BRYNJOLFSSON, 2008; PEREIRA; DORNELAS, 2010). Dessa forma, esse estudo deverá servir como instrumento para um maior esclarecimento a respeito dessa contradição acadêmica.

Os bancos empregam grande parte do seu orçamento anual na pesquisa e no desenvolvimento de softwares, aplicativos para smartphones e diversos sistemas de informação informatizados (DINIZ, 2000; BOMBONATTI FILHO et al, 2013). Esse setor demostra que investimentos em TI são altamente lucrativos e seu uso é estratégico, atuando como diferencial num mercado extremamente competitivo (MEIRELLES, 2010). Assim, com esse estudo pretende-se contribuir para um melhor entendimento do real impacto de inovações em TI no ganho de eficiência de um dos maiores Bancos do mercado brasileiro – o Banco do Brasil (BB).

Tendo em vista que o setor bancário está constantemente se modernizando, investindo em sistemas informatizados de autoatendimento (sejam físicos ou nas plataformas virtuais) e facilitando o dia-dia de seus clientes; esse artigo tem a intenção de avaliar também na perspectiva do usuário qual a contribuição da TI nos processos de autoatendimento. Além disso, segundo informações do site oficial do Banco do Brasil, por meio de seu Sistema de Gestão Ambiental (SGA), a Empresa possui várias ações voltadas para o consumo consciente, prevenção da poluição, redução de custos operacionais e do impacto ao meio ambiente. Dentre alguns dos objetivos específicos dessa política, o Banco pretende com o Programa de Ecoeficiência BB rever processos para reduzir o consumo de alguns insumos específicos como papel, água, energia e toner (BANCO DO BRASIL, 2017). Dessa forma, essa pesquisa sobre TI torna-se relevante do ponto de vida social, pois repercute diretamente nas políticas de gestão ambiental e desenvolvimento sustentável do BB, um tema de extrema importância para a sociedade em geral.

Assim, surge o seguinte problema: “quais as principais estratégias em TI utilizadas pelo BB?”. De modo a colaborar com a elucidação do problema apresentado, o objetivo principal desse artigo foi identificar as principais estratégias em TI utilizadas pelo Banco do Brasil e seu impacto na eficiência organizacional. Os objetivos específicos foram: analisar as inovações em TI pelo Banco do Brasil; relacionar o estilo gerencial às tecnologias empregadas; e avaliar o impacto do uso de TI na eficiência organizacional.

O presente artigo está dividido em cinco partes: introdução (já apresentada); referencial teórico, com uma explanação objetiva do tema; metodologia, onde consta a classificação e o método de pesquisa; apresentação e discussão dos dados; e considerações finais.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 ESTRATÉGIA

O conceito de estratégia possui vários significados, evoluindo de um conjunto de ações e manobras militares nos tempos de Sun Tzu para uma disciplina do Conhecimento Administrativo – a Administração Estratégica (DE CAMARGOS; DIAS, 2003).

A estratégia seria o plano de ação para conduzir as operações de uma empresa. Consiste nos passos e a nas abordagens que os gerentes escolhem para o desenvolvimento do negócio. Uma estratégia acertada tem como resultado uma vantagem competitiva sustentável para a organização (THOMPSON JUNIOR; STRICKLAND III; GAMBLE, 2011).

A estratégia adotada por uma organização não é algo estático, permanente. Ela está em contínua mudança, integrando organização e ambiente, de modo a atender aos anseios dos stakeholders, gerando valor à empresa (DE CAMARGOS; DIAS, 2003).

Alguns autores enfatizam a importância do processo formal de planejamento da estratégia, o planejamento estratégico, e o papel dos altos níveis gerenciais. Todavia, algumas estratégias vencedoras podem surgir do nível operacional e sem planejamento prévio (HILL; JONES, 2009).

Em seu artigo, Fleury e Fleury (2003) afirmam que a formulação da estratégia competitiva deverá potencializar a competência na qual a empresa é mais forte. Os autores pressupõem que há uma constante evolução das competências organizacionais, exigindo um sistemático refinamento e reformulação da estratégia competitiva. A manutenção dessa dinâmica seria o principal objetivo dos processos de aprendizagem.

Kelm et al (2015) ressaltam a inovação como o tipo de estratégia indicada para atuação em mercados extremamente competitivos. Conceituam inovação como mudança paradigmática em um produto ou um processo da empresa. Além disso, os autores salientam que devido à rápida evolução da tecnologia, da concorrência e das necessidades dos consumidores, as empresas não podem ignorar as questões voltadas à inovação.

O processo de formação da estratégia pode ser de forma deliberada ou emergente. Caso seja pré-estabelecida e realizada, são designadas de estratégias deliberadas; ao passo que, se algum plano for diversificado ou alterado, recebe o nome de estratégia emergente (MINTZBERG; AHLSTRAND; LAMPEL, 2010).

Algumas empresas utilizam a estratégia defensiva, limitando o foco de atuação a produtos com qualidade diferenciada, serviços superiores ou com menores preços. Já as que utilizam a estratégia prospectora estão continuamente expandindo sua oferta de produtos ou serviços. Para elas, o importante é estar na vanguarda, mesmo que isso não se reflita no lucro empresarial (MILES et al, 1978).

Além dessas classificações, também podemos diferenciar as estratégias em prescritivas ou descritivas. No modelo prescritivo, há a nítida separação entre o estrategista e o implementador. Pensando-se num ambiente estável, o modelo de estratégia deverá ser simples e informal. O estrategista monitora o processo de implementação, por meio de sistemas de planejamento, orçamento e controle. Enquanto isso, no modelo descritivo considera-se o ambiente organizacional imprevisível, sendo necessário utilizar-se da subjetividade humana para a formulação da estratégia. O foco passa a ser o complexo ambiente externo organizacional (OLIVEIRA; GRZYBOVSKI; SETTE, 2010).

Vieira, Lavarda e Brandt (2016) investigaram como se dava a escolha da estratégia numa empresa específica, o Laboratório Farmacêutico Elofar Ltda. O artigo classifica-se como uma pesquisa qualitativa por meio de estudo de caso único. A coleta de dados se deu por entrevistas semiestruturadas, observação direta e análise de dados. Os autores constataram que a empresa definia suas estratégias tanto de forma deliberada, quanto emergente; além disso, a estratégia evoluiu de prescritiva para descritiva. Por fim, os estudiosos ressaltam a importância da constante mudança estratégica em empresas que atuam num ramo extremamente competitivo e dinâmico, como o ramo farmacêutico.

Utilizando os conceitos da Teoria da Complexidade na gestão empresarial, infere-se que as Organizações se estruturam em sistemas complexos, autorregulados e que interagem entre si de forma não-linear (COUTINHO; BOTTENTUIT JÚNIOR, 2007; TORRES, 2015).

Em seu estudo, Torres (2015) avaliou a concepção de estratégia sob a ótica da Teoria da Complexidade. Segundo ele, as pessoas tendem a ficar mais integradas e comprometidas com o trabalho quando são diretamente envolvidas na tomada de decisões da empresa. Além disso, alega que formulação e implementação da estratégia devem acontecer concomitantemente. Por último, conclui que as configurações para o desenvolvimento da estratégia existem na forma de rede de fractais. Isso implica um desenvolvimento de estratégias focadas no contexto de sua aplicação e implicações, além de envolver a participação de atores internos e externos.

Fagundes e Gimenez (2017) investigaram como se dava a concepção da estratégia em micro e pequenas empresas industriais (MPEs) de uma cidade do estado do Paraná. Os resultados indicaram que as pressões ambientais mais impactantes foram: tecnologia, intensidade da concorrência e os hábitos do consumidor. A estratégia mais aplicada nas MPEs industriais paranaenses foi a prospectora, que esteve presente em 48,6% das empresas. Os autores também avaliaram qual o foco estratégico das empresas, nas categorias “lucro” ou “sobrevivência”. Não encontraram diferença estatisticamente relevante entre elas.

2.1.2 CONCEITOS DE EFICIÊNCIA E EFICÁCIA

O conceito de eficiência relaciona custos e benefícios. Seria a melhor maneira de se executar uma tarefa utilizando o mínimo de recursos. Não há preocupação com os fins, apenas com os meios; está voltada aos aspectos internos da organização. Já a eficácia aborda sobre o alcance de resultados. Seria o grau em que a organização realiza seus objetivos, tanto no nível organizacional como no departamental (DE CASTRO, 2006).

Mainetti Júnior, Gramani e Barros (2014) avaliaram por meio de uma pesquisa empírica utilizando a Análise Envoltória de Dados (DEA) o impacto da TI na eficiência do setor bancário brasileiro. Os autores coletaram os dados nos órgãos governamentais e associações de classe do setor, principalmente o Banco Central do Brasil (BACEN) e a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN). As variáveis de entrada foram: Despesas com TI (Despesas de Comunicações e Despesas de Processamento de Dados), Número de Funcionários por Ativo Total, Lucro Líquido e Receita Bruta. Os resultados indicaram que a média de eficiência dos bancos varia conforme o segmento de atuação. Na categoria dos Bancos Varejistas (BV), as maiores despesas com TI levaram a uma maior eficiência média. Todavia, nas outras duas categorias avaliadas – Bancos Atacadistas (BA) e Bancos Especializados em Crédito (BEC), isso não ocorreu. Tanto para a categoria de BA quanto para a de BEC, o grupo dos bancos com as maiores despesas em TI apresentou eficiência média menor do que aqueles com as menores despesas em TI.

Em seu artigo, Sano e Montenegro Filho (2013) apresentaram propostas de mensuração da eficiência, eficácia e efetividade (3Es) na gestão pública. Para isso, os autores propuseram a utilização de 6 (seis) metodologias para a avaliação de desempenho no Setor Público, a saber: Balanced Scorecard, Quadro Lógico, Entidades de Fiscalização, Planilhas, Estado para Resultados e Transparência Orçamentária Municipal via Internet.

2.2 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Segundo Gonçalves (1994, p.64): “ tecnologia consiste em um conjunto integrado de conhecimentos, técnicas, ferramentas e procedimentos de trabalho, que pode ser manual, aplicados na produção econômica de bens e serviços”.

No artigo de Veraszto et al (2014), os autores fazem várias concepções acerca do termo tecnologia. Numa visão intelectualista, alegam que a tecnologia é um conhecimento prático derivado do conhecimento teórico-científico, que se dá por meio de um conjunto de teorias cada vez mais complexas. Na concepção utilitarista, afirmam que o termo em questão é sinônimo de técnica, em que a técnica compreenderia habilidades e conhecimentos eficazes desenvolvidos ao longo do tempo. Por último, conceituam: “tecnologia é um conjunto de saberes inerentes ao desenvolvimento e concepção dos instrumentos (artefatos, sistemas, processos e ambientes) criados pelo homem através da história para satisfazer suas necessidades e requerimentos pessoais e coletivos” (VERASZTO et al, p. 78, 2014).

Por sua vez, de acordo com Rezende e De Abreu (2014, p. 54): “pode-se conceituar Tecnologia da Informação como recursos tecnológicos e computacionais para geração e uso da informação”. Ainda segundo os autores, compõem a TI: hardware, software, sistemas de telecomunicações, e gestão de dados e informações.

Finalmente, temos o conceito de TI preconizado por Cruz (2014, p. 24): “todo e qualquer dispositivo que tenha capacidade para tratar dados e ou informações tanto de forma sistêmica como esporádica, que esteja aplicado no produto que esteja aplicado no processo”.

2.2.1 IMPACTOS DA TI

Faria e Maçada (2011) analisaram o impacto do investimento em TI no resultado operacional de alguns bancos brasileiros. Para isso, foi proposto um modelo baseado em uma função de produção Cobb-Douglas, que utilizou como insumos de capital e trabalho os investimentos em TI (ITI) e os gastos com pessoal, respectivamente. Os dados estatísticos indicaram, dentre outros fatos, que houve um impacto real e positivo ITI no resultado operacional dessas instituições; e que as instituições financeiras nacionais foram mais eficientes que as estrangeiras na “transformação” dos ITI em benefício do seu resultado operacional.

Bombonatti filho et al (2013) analisaram os investimentos em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) realizados por 2 (dois) bancos privados brasileiros – Itaú e Bradesco- no período de 2000 a 2011. A pesquisa se deu por meio de análise documental e revisão de literatura. Dentre as conclusões do artigo, os autores observaram que a principal estratégia foi o investimento em Automatic Teller Machines (ATMs), respondendo por um terço das transações financeiras desses bancos. Além disso, perceberam a estratégia contínua dessas instituições em investimentos nos canais de transações com menor custo operacional, como Internet Banking.

Segundo De Oliveira e Malagolli (2016), as novas tecnologias utilizadas no setor bancário possibilitaram uma grande expansão desse setor. Essas novas tecnologias objetivaram a inclusão financeira da população mais carente e com difícil acesso às agências físicas. Assim, mais clientes puderam ter acesso aos serviços e produtos oferecidos com os recursos viabilizados pela TI. Além disso, os autores relataram que houve ganho na lucratividade dos bancos e das empresas de telefonia móvel, tendo em vista o investimento no setor de Mobile Banking.

Sérgio, Christopoulos, e Prado (2017) pesquisaram como as instituições financeiras usam as mídias sociais como ferramenta de Tecnologia da Informação e Conhecimento (TIC), no caso o microblogging Twitter, e como as TICs têm contribuído para a formação da imagem de suas marcas. Para tanto, o estudo monitorou os perfis-chave (perfis corporativos) e os perfis destinados à função de Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) de 5 (cinco) grandes instituições financeiras brasileiras. Por motivos éticos os autores não mencionaram quais seriam essas instituições, mas relataram haver bancos públicos e bancos privados. As conclusões mais relevantes foram: em relação às contas-chave, elas estão voltadas para a função de compartilhamento de informações da organização com os usuários, mas não reforçam a interação com os usuários; os bancos públicos demonstraram um tom corporativo (formal) na comunicação, enquanto os privados apresentaram caráter mais informal; e na análise das contas SAC, o bancos privados receberam comentários neutros, enquanto os bancos públicos receberam comentários negativos.

3. MÉTODO

3.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA

A pesquisa foi desenvolvida como um estudo de caso descritivo. Essa metodologia está em consonância com outros artigos que utilizaram do referido método para também investigar o binômio Tecnologia da Informação e Eficiência Organizacional (RAMOS; COSTA, 2000; MAINETTI JÚNIOR; GRAMANI; BARROS, 2014; FUMAGALLI; PIVA; KATO, 2011). Segundo Yin (2015), o estudo de caso nada mais é que uma investigação empírica que procura entender um fenômeno contemporâneo (o “caso” em questão) e o seu contexto real. Por sua vez, os estudos descritivos são aqueles em que se pretende medir ou coletar informações de modo a especificar propriedades e características importantes de alguma variável. Além disso, o estudo de caso descritivo pode ser classificado como um tipo de pesquisa qualitativa, ou seja, aquela que se utiliza de dados não numéricos para aperfeiçoar algumas questões de pesquisa (SAMPIERI; COLLADO; LUCIO, 2006).

3.2 PROCEDIMENTOS EMPÍRICOS

Essa pesquisa utilizou como técnica a entrevista. Essa técnica pode ser definida como uma conversa formal entre duas pessoas (entrevistador e entrevistado), com um roteiro previamente estabelecido, em que se pretende extrair informações específicas sobre um determinado assunto (DUARTE, 2004).

O Banco do Brasil é a maior instituição financeira do Brasil no ranking de ativos, reunindo cerca de R$ 1,437 trilhão, conforme seu Balanço Patrimonial de dezembro de 2016. Além disso, atende mais de 63 milhões de clientes em cerca de 16 mil postos de atendimentos. Em junho de 2017, as transações realizadas por mobile e internet representaram 48,8% e 22,8% do total do atendimento em canais automatizados, respectivamente. Aproximadamente 12 milhões de clientes (19,4% do total) utilizaram as soluções corporativas para mobile e, mensalmente, 450 mil novos usuários se registraram no aplicativo BB. Seguindo a política de gestão de pessoas e redução de processos, a Instituição economizou R$ 863 milhões de despesa com pessoal (BANCO DO BRASIL, 2017).

O sujeito da pesquisa foi um analista de TI da empresa COBRA TECNOLOGIA, empresa responsável pela manutenção dos sistemas de informação informatizados do Banco do Brasil.

Como instrumento de análise foi elaborado um roteiro de entrevista específico (apêndice A), utilizando 5 (cinco) das variáveis propostas no modelo de Maçada e Becker (2001). Para cada variável foi elaborada uma questão aberta de modo a medir sua influência na organização. A entrevista durou cerca de 40 minutos. Tratou-se de uma entrevista semiestruturada. A classificação semiestruturada combina perguntas abertas e fechadas, dando algum grau de liberdade à conversa, permitindo que o entrevistado discorra sobre o assunto (BONI; QUARESMA, 2005).

A coleta de dados se deu na manhã do dia 16 de outubro de 2017, numa sala de aula do centro universitário UniCeub. O áudio da entrevista foi captado pelo sistema de gravação de voz de um aparelho smartphone. A maior parte das perguntas era no formato padrão: “Em que medida a TI afeta… (afeta determinada variável)?”. A exceção foi a que deu início à entrevista, pois se tratava de um assunto com maior complexidade (apêndice A). As seguintes variáveis puderam ser avaliadas: competitividade, coleta e troca de informações, estrutura de custos, capacidade organizacional, eficiência organizacional e eficiência interorganizacional, (MAÇADA; BECKER, 2001). De modo a complementar a pesquisa, analisaram-se algumas publicações oficiais da instituição sobre o assunto (YIN, 2015).

3.3 PROCEDIMENTOS ANALÍTICOS

A pesquisa qualitativa fornece os dados para a compreensão e o desenvolvimento das relações sociais entre os seus atores e a organização (BAUER; GASKELL, 2011). A técnica utilizada para o tratamento dos dados obtidos foi a análise de conteúdo, técnica preconizada por Bardin (2011). Nessa técnica o pesquisador deverá compreender o significado da mensagem principal do entrevistado e poderá, posteriormente, desviar seu olhar para buscar uma nova interpretação, extrapolando os primeiros resultados obtidos (CÂMARA, 2013).

4. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS DADOS

De acordo com Rezende e De Abreu (2014, p. 54): “pode-se conceituar Tecnologia da Informação como recursos tecnológicos e computacionais para geração e uso da informação”. O entrevistado nos relata alguns instrumentos de TI utilizados pelo BB:

“Toda a estrutura do banco é integrada dentro de um ambiente chamado SISBB, onde estão todos os aplicativos que o Banco utiliza, desde controle de material até relatórios de alto nível para o RH. É bem abrangente, e além do ambiente SIS BB há todo um ambiente plataformizado WEB, uma plataforma de atendimento. Ela fornece de relatórios até validação de ponto eletrônico do funcionário. Há soluções para todos os tipos, todos os departamentos do banco são atendidos pela tecnologia”.

Desde a década de 60 há uma preocupação dos bancos na automação e centralização dos processos. Por estarem em um ambiente que requer extrema rapidez no fluxo de informações, as instituições financeiras investem grande parte de seu orçamento no desenvolvimento de TI. Conforme nos foi relatado, o Sistema de Informação do Banco do Brasil (SISBB) é o principal instrumento de TI do Banco, pois ele permite o gerenciamento de todos os aplicativos utilizados, fornecendo soluções tecnológicas para vários departamentos. Além disso, ele também correlaciona alguns instrumentos de TI com o estilo gerencial do Banco:

“(…) como o banco exige muitos relatórios, e a maioria desses relatórios são utilizados tanto em nível tático, operacional e estratégico, você pode perceber uma diferença no estilo de gerência de cada nível. Diariamente você recebe relatórios sobre o desempenho da sua agência, então, se o camarada tem o estilo de gestão mais controlador, ele pode ser influenciado por isso pra poder cobrar os funcionários, na mesma forma no nível tático e operacional. Cada estrutura funciona para atender à área fim do Banco (gerar lucro) e intermediação financeira, então, cada tipo de instrumento utilizado por cada área, inclusive na própria tecnologia, nós temos instrumentos que medem nossa eficiência operacional, afetam o estilo de gestão, de se você na TI, principalmente, entrega um programa sem o nível de qualidade, é o gerente quem pode receber um aviso sobre isso. Assim, ele vai moldar a forma como vai tratar cada funcionário ou não”.

Nota-se uma forte correlação entre a utilização de alguns instrumentos de TI e uma gestão autoritária. As instituições financeiras encontram-se em um meio altamente competitivo, onde os prazos para a entrega das informações (na forma de relatórios, como relatado) são extremamente curtos. Infere-se que há uma cobrança muito forte por parte dos gerentes em relação à agilidade dos funcionários.

Conforme Kelm (2015), inovação é uma mudança paradigmática em um produto ou um processo da empresa. O entrevistado relata como exemplos de inovação o surgimento de tecnologias disruptivas e Fintechs:

“Nos últimos tempos, a gente tá passando pelas transformações de áreas digitais com o surgimento das tecnologias que se chamam disruptivas. Começaram pelos táxis (como Uber), entrega de comida (Ifood), e nos bancos são as Fintechs. (…) Fintechs são startups de Tecnologia voltadas às atividades financeiras, porque a atividade fim de um banco é a intermediação financeira, ou seja, fazer com o que seu dinheiro chegue do outro lado, seja para fazer uma compra ou qualquer outra coisa. (…) Nós estamos investindo em tudo isso, desde o Touch ID no smartphone até à tecnologia de você poder com um drone mapear uma área de safra. (…) O mapeamento de safra agora vai ser feito por drone, muito mais rápido. Então, a gente vai pegando ideias inovadoras e que o mercado desenvolve e tenta puxar pra dentro do banco. Hoje em dia é muito mais um “sistema de ecossistemas”, digamos, a gente tem um laboratório no vale do silício chama LABB e a gente tem uma filial desse LABB aqui em Brasília que a gente estuda inovação bancária sempre.”

No artigo de Bombonatti filho et al (2013), os autores relatam que os maiores investimentos no período de 2001 a 2011 foram nas ATMs, mas que havia uma preocupação com o Internet Banking. Por sua vez, De Oliveira e Malagolli (2016) já relatam investimentos em Mobile Banking. Sérgio, Christopoulos e Prado (2017) pesquisaram como as instituições financeiras usam as mídias sociais como ferramenta de TIC. Analisando o discurso do entrevistado e a literatura, percebe-se uma constante atualização dos investimentos em TI , com uma crescente importância do sistema de Mobile Banking. Também percebe-se o uso do Touch ID em smartphones e o mapeamento de safra com o uso de drones. Com isso, conclui-se que a inovação é um tipo de estratégia utilizada pelo BB.

A respeito da competitividade organizacional, o entrevistado discorre:

“ (…) vamos voltar ao anos 90, havia uma área de compensação de cheque (COMP), hoje não existe mais. O funcionário ia compensando, carimbando, fazendo a cópia do cheque (microfilmagem). Então na medida em que você vai criando escritórios digitais para atender clientes que nunca mais vão na agência, você pode reduzir funcionário e fechar agências. Houve um movimento recente ano passado de fechamento de agências. Isso foi devido mais por conta do encarteiramento digital. Muitas agências viraram escritórios digitais”.

A literatura revela que investimentos em TI têm um impacto positivo no resultado operacional dos bancos (FARIA; MAÇADA, 2011; MAINETTI JÚNIOR; GRAMANI; BARROS, 2014; DE OLIVEIRA; MALAGOLLI, 2016). Pela fala do entrevistado, os investimentos em tecnologia propiciaram a redução de alguns processos, com a diminuição do retrabalho, e migração de departamentos físicos para escritórios digitais. Infere-se que com esse enxugamento do quadro de funcionários, houve uma redução de custos e consequente ganho na competitividade empresarial.

Ao ser perguntando sobre como a TI afeta a eficiência organizacional, o entrevistado relatou sobre metodologias ágeis:

“(…) a nossa gestão de projetos é toda feita pelo PMBOK, e dentro dessa gestão de projetos há uma vertente que se chama métodos ágeis. Sua principal ferramenta se chama Scrum. A metodologia ágil nada mais é que você pegar pessoas, pôr num ambiente propício pra entrega, com ferramentas totalmente interligadas, onde aquilo que você fez, outra pessoa vai poder consultar, mensurar e dar continuidade ao seu trabalho. É um processo de entregas contínuas”.

Mainetti Júnior, Gramani e Barros (2014) relatam haver ganho de eficiência com investimentos em TI realizados por Bancos Varejistas. A entrevista nos permite deduzir que o uso de ferramentas tecnológicas, como o framework Scrum, propiciou o aparecimento de metodologias ágeis. Essa nova metodologia, por sua vez, tem o objetivo de facilitar a entrega dos produtos em tempo cada vez menor. Dessa forma, conclui-se que as várias formas de TI têm impacto direto na eficiência bancárias.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

No presente artigo foram discutidos alguns instrumentos e estratégias em TI utilizadas pelo BB e seu impacto na organização.

Ao responder ao problema de pesquisa: “quais as principais estratégias em TI utilizadas pelo BB?”, ao mesmo tempo é alcançado o objetivo geral do trabalho: “Identificar estratégias em TI utilizadas pelo Banco do Brasil e seu impacto na eficiência organizacional”. Em resposta a esses questionamentos, percebe-se a inovação como principal estratégia, refletindo-se no crescente investimento em Mobile Banking, o principal produto do Banco na atualidade.

Outras inovações relatadas seriam a criação de uma plataforma digital integrada, o SISBB, Touch ID em smartphones e o uso dos drones para mapeamento de safra.

Também se conclui que os funcionários percebem um certo autoritarismo na gerência, com as tecnologias facilitando o controle.

Em relação ao terceiro objetivo específico, a TI tem um impacto positivo na eficiência organizacional, agilizando o fluxo de informações e processamento de dados.

Por se tratar de uma área estratégica, há alguns protocolos que visam garantir o sigilo das informações relacionadas a investimento em TI. Essa foi uma grande limitação, mas compreensível, pois o sistema bancário investe grande parte de seu orçamento na pesquisa e desenvolvimento de produtos relacionados à TI, tendo em vista que se encontra em um ambiente altamente competitivo e dinâmico.

Finalmente, devido à constante evolução tecnológica, sugere-se novas pesquisas na área de TI e seu impacto nas instituições do sistema financeiro.

REFERÊNCIAS

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BANCO DO BRASIL. Portal BB. Sustentabilidade. Governança e políticas e diretrizes. Gestão ambiental. Disponível em: <http://www.bb.com.br/pbb/sustentabilidade/governanca-politicas-e-diretrizes/gestao-ambiental#/>. Acesso em: 31 de ago. 2017.

BANCO DO BRASIL. Portal BB. Relações com Investidores. Demonstrações Contábeis: 1º semestre de 2017. Disponível em: <http://www.bb.com.br/docs/pub/siteEsp/ri/pt/dce/dwn/2T17DemoContMP.pdf>. Acesso em: 08 set. 2017.

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APÊNDICE A

ROTEIRO DE ENTREVISTA

Nome:

Cargo:

Tempo na empresa:

1-Como você descreveria os instrumentos de TI utilizados pelo Banco do Brasil?

a) Como você correlacionaria os instrumentos com o estilo de gestão (ou estilo gerencial)

b) E quais as inovações em TI? Você pode descrevê-las?

2-Em que medida a TI afeta a competitividade da empresa?

3- Em que medida a TI afeta a coleta e a troca de informações no Banco do Brasil?

4- Em que medida a TI afeta a estrutura de custos do Banco do Brasil?

5- Em que medida a TI afeta a capacidade organizacional do Banco do Brasil?

6- Em que medida a TI afeta a eficiência organizacional do Banco?

7- Em que medida a TI afeta a eficiência interorganizacional do Banco do Brasil?

[1] Especialista em Endodontia (FOP/UNICAMP); Cirurgião-Dentista (UnB); Graduando em Ciências Contábeis (Unieuro).

Enviado: Março, 2019.

Aprovado: Julho, 2019.

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Vitor Da Motta Souto Damasceno

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